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sábado, 31 de outubro de 2009

Dualidade - por Soraya Rocha

Sorte, seu moço, é coisa dúbia, um vintém...
Traz coisas boas e surpresas más também.
Pode esconder o mal, embora a imaginemos sempre de mãos dadas com o bem.
Mostra seus dois lados a qualquer pessoa, é igualitária, não livra ninguém:
O milionário, o classe média e o Zé-Ninguém.
Por isto devemos estar bem atentos quando a sorte vem:
Cabeça fria, olhos abertos... Sorte de quem assim os mantém!
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Dualidade

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
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domingo, 25 de janeiro de 2009

Alma em Pé! - por Adhemar

Se todos os dias fossem como hoje…
É que saí de mim.
Fui me contemplar,
mais que à distância
e ver se me enxergo na ótica real.
Vejo-me pelado,
completamente nu!
E bem assentado
no vaso sanitário,
tendo entre as mãos
um livro imaginário.
Cara de otário,
lerdo, espinhento,
sim, minha matéria
chega a fazer dó;
viro-me ao espelho,
alma,
me contemplo em pé.
Cabelos alinhados,
esbelto, elegante,
ar safado e belo,
magro e bom de bola,
poeta de mão cheia,
amado e bom de tudo!
Isso não bastasse,
um sorriso lindo…

Mas olho para mim,
tranqüilo, ainda sentado,
ar apalermado
e eu me pergunto:
entre esses “eus” dois,
qual é o mais humano?
E volto pra matéria,
o gordo está dormindo…




Visitem Adhemar
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Novela das Oito - por Dalberto Gomes

Vinte horas
Um clarão de néon no céu
Das salas do Brasil
Rostos lívidos, ávidos atenciosos
Níveos olhos se arregalam ao suspense
Bocas inúmeras sugam beijos sedutores
Em noite dos trópicos
Pessoas se transportam na hora do jantar
Assumem personalidades impostas
No período de uma hora
O pasto é posto defronte a mesa
Introduzem em mundos distintos
Paixões, intrigas, desejos, amores, cobiças,
Fantasia, consumo e violência.
Até que o plim-plim da Globo
Interrompa o colóquio cotidiano
Levando cenas da vida
Para a real dos próximos
capítulos.
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domingo, 28 de dezembro de 2008

Dualidade - por Thiago de Sá

Se existem fases que não me preocupam,
São aquelas que eu não conheço.
Pois, os paradigmas em seus paradoxos,
São peremptoriamente confusos e complexos
Para que nossa débil mente compreenda.
A vida não se resume apenas em palavras,
Pois, por muitas vezes palavras são apenas palavras.
Não sei se é uma infeliz coincidência,
Ou a triste realidade!
Realidade que é ilusória.
Ilusão que é real.
Sonhos que são cruéis!
A história nos remete a uma fraca aliança
Entre controle e descontrolado.
Pobreza; Riqueza.
Guerra; Paz.
Dor; Alivio.
Morte e Vida.
Tudo em um misto chamado de Humanidade.
Onde o oposto não passa de aposto.
Tudo sobreposto na grandiosa e ínfima,
Humildade de um divino Deus.
Que se encontra reunido com seus filhos e irmãos
Em um grande ágape de emoção.
Diária ou cotidianamente,
O ser humano se leva a um ápice de loucura.
Loucura controlada pelo brilho que reluz a sua frente.
No pão se transforma a carne!
No vinho o sangue!
Na alma se transfigura a santidade!
Assim somos nós… Perdidos em nossa loucura.
Que escolhida foi para confundir os sábios.
Do sim hoje e do não daqui a um pouco!
Na multiplicidade dos arquétipos,
Na dualidade do bem e do mal
Vivemos na insanidade de vivermos.

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