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sábado, 23 de janeiro de 2010

Insegurança - por Esther Rogessi

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Quando te foste de mim...
Insegurança se fez...
Será que foste de vez...?

Dor, sofrimento... lamento!
Agarrei-me às lembranças,
Quando te foste de mim...

Brotou um jasmim no jardim

E com ele... A esperança!...
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A Lágrima se Fez Vidro - por Esther Rogessi

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Guardo em minha mente
O longo beijo que te dei...
E outros que de te roubei.

Insana minh’alma reclama,
Tua presença a toda hora
A lágrima caída na areia...

Com o tempo vidro se fez!

Triste desfecho dessa história.
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.(Minha participação em “ALMAS”, com Edson Leite, Theresa Russo... e a quem quiser participar.)
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Letras de Paz! - por Esther Rogessi

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Letras... Que soltas, pouco são
Pouco dizem... Porém na união...
Transformam o mundo.

Dão novo rumo... ao perdido, sem direção!
Letras em paz, palavra CAPPAZ...
De renovo, sopro de vida ao morto,

Simbolismo da paz maior... Seja onde for...!

Cinco letras que unidas formam a palavra AMOR!
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.....................................Visitem Esther Rogessi
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Aí ô número cinco!? - por Kbçapoeta

Meus olhos acompanham com pesar a dita flama,
Manifestado com os generais e sua bazófia.
Quem abrirá a furna de seus segredos?

Corpos que nunca pereceram sob quem os reclama,
Escanifrado em degredo, registros da história.
Como será a turba de tantos medos?

Versificada intenção, gramática e prosódia.

Desvirtuados sob razão, sorumbáticos perecemos.
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..........................................Visitem Kbçapoeta
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ir de Um a Outro Lugar - por Kbçapoeta

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O inseto de Confúcio vai e vem em seu bailar.
Livre da gravidade, energia espalhou.
Ele é único, singular.

Transmutado, adulterado,
Convertido no fim.
Sem regresso, sem retrocesso.

In natura é a mais perfeita expressão.

Desenvolvido, bicho-da-seda, ficou para trás.



Visitem Kbçapoeta
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Teoria Literária e Questionamentos sobre o Indriso - por Esther Rogessi

Essa variante surgiu devido ao apreço e requinte existente no soneto. Surgiu no século XX, na Espanha, criado por Isidro Iturat, espanhol de Villanueva i la Geltrú, nascido em 1973. Isidro pensou em uma nova forma de soneto e este novo formato caiu ao gosto de vários autores, espalhando-se na Europa.
Em verdade diz o seu criador: “O indriso é uma imagem que a minha cabeça criou de forma espontânea. Às vezes, faço o exercício de visualizar a estrutura dos poemas mentalmente. O indriso surgiu em um momento em que meditava sobre o soneto e em um determinado instante, vi as estrofes da figura clássica se condensando desde o padrão (4-4-3-3) para o (3-3-1-1)”.
Hoje, radicado em São Paulo /Brasil, desde 2005, Isidro leciona literatura espanhola e se dedica à arte da escrita.


Curiosidade
A origem da nomenclatura: sendo o indriso uma variante do soneto, o qual, alguns atribuem a criação a Jacopo Lentini, aconteceu um fato curioso na vida de Isidro: uma garota, contando os seus três anos de idade, esforçando-se em chamá-lo pelo nome, sem conseguir, insistia em dar-lhe o nome de Indriso. Isto chamou a atenção daquele que viria ser o criador da variante do soneto: “o indriso”.

Podemos encontrar no site Indrisos.com a primeira coletânea do autor, “El Manantial”, inteiramente disponível online. Há exemplares em outros idiomas além do espanhol. Inclusive tupiniquês.
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Exemplos (3-3-1-1)

Luna Menguante
................(Isidro Iturat)

El sentauro se asoma por la ventana
Y La mujer dormida está hablando em suemos
Llora y rie porque um centauro la rapta

Cabalga em su sueño la mujer dormida,
Cabalga em su sueño y es cabalgada
Em La selva, nadie la oye cuando chilla

Llora y ríe como nunca em vigília

El centauro la mira por la ventana



Quem Me Dera... Poder Ser Eu!................................(Esther Rogessi)

A lágrima que não chorei,
e o grito que não fiz ouvir,
em mim tranca se fez...

Verdades que não falei,
E, o amor que não vivi...
Assim, minh’alma mutilei.

Quereres que só eu quis...

Eu poderia ter sido feliz!


Indriso publicado como destaque no livro “Versos Inéditos”, jul./09.
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Isidro usa de transparência ao afirmar e defender a tese de que a sua criação inovadora é definida pela estruturação, à qual ele impõe os limites que se seguem, segundo as suas palavras: “O único limite no indriso está na associação dos dois tercetos e das duas estrofes de verso único duplicados, pois é isso o que o define. Em relação a outras particularidades textuais (medida nos versos, rima, temática, estilo, associações de vários indrisos etc.) o autor tem total liberdade criativa.” Palavras de Isidro Iturat quando em entrevista à Revista SAMIZDAT.
Em outra entrevista à Revista Los Argonautas.net, Espanha, mar./09, o escritor e poeta nos esclarece as limitações de tal estruturação e diz: “O indriso é um poema estruturado em (3-3-1-1), que admite qualquer tipo de rima e medida (métrica), nos seus versos.”
Ou seja: sua estrutura é livre quanto a rima e métrica, porém, se não estiver estruturado dentro da forma (3-3-1-1), não será o indriso criado por Isidro Iturat.

As inúmeras variações que se nos apresentam são de outros autores. Os estudos por eles feitos ao longo dos anos deram origens a novas formas de estruturações, geradas do indriso original.
O escritor diz ter conhecido formas e esquemas, tais quais podemos ver a seguir: 3-3-2, 3-3-3-1-1, 4-4-1-1 etc. Autores diversos têm chamado a essas novas formas de indrisos. No entanto, diz Isidro não achar pertinente assumi-los como tais, pois mesmo que sejam oriundos do esquema 3-3-1-1, ficam longe do original. Isto, no tocante ao ritmo, visual e arquétipo. Exorta a todos quantos estiverem usando as novas estruturações a procurarem “outras denominações e/ou nomenclaturas, para se referirem a elas...”
“Devemos considerar o fato de que, assumindo-os, poderíamos cair em uma ILIMITAÇÃO, o que tornaria a sua definição sem sentido” - afirma o escritor. Por outro lado, a escritora uruguaia Teresa Marcialetti apresentou a Isidro uma proposta, a qual o escritor viu de forma diferente, achando coerência em seus estudos. Ela investigou as possibilidades de combinações do 3 e do 1 duplicados. Por sua vez, Isidro, com a devida permissão, também estudou o assunto. Contrariamente a todos os outros esquemas por ele vistos, achou grande afinidade entre o 3-3-1-1 e outras variantes mostradas a seguir, considerando as formas em que os dois tercetos e as estrofes de verso único podem se relacionar.

Isidro acha adequado considerar uma nova terminologia baseada nos conceitos de sístole e diástole, entendendo a transição de 3 para 1 como um movimento de contração do discurso e a transição de 1 para 3 como um movimento de expansão:
3-3-1-1: indriso ou indriso em sístole
1-1-3-3: indriso em diástole
3-1-3-1: indriso de duas sístoles
1-3-1-3: indriso de duas diástoles
3-1-1-3: indriso em sístole interna
1-3-3-1: indriso em diástole interna

Como vemos a seguir existem inúmeras possibilidades de estruturação: 3-3-2-2; 2-2-1-1; 3-3-1-1... Podemos denominá-las indrisos?



O Laço (3-3-2-2)..................(Esther Rogessi)

O amor é um grande laço...
Lindo como o jasmim...
Em minha volta o teu braço,

Não te separas de mim...
O caminho contigo faço,
Apegamo-nos enfim...

Não é de fita esse laço...
Estás contido em mim!

Dele não se desvencilha,
Não se tem como fugir...
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Publicado como destaque no livro “Versos Inéditos”, jul./09.
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Retalhos (3-3-1-1)
Trago em minh’alma múltiplo sofrer,
Chegando assim, a ser, tornei-me nulo ser.
Exausto viver, quero não mais querer!...

Nulo existir, enfim: Quem vive em mim?
Quero sem ter, tenho o que não quero.
Quereres adquiridos sou um ser induzido!

Tecido de carne e sangue, robô sensitivo!

Sentindo e sofrendo, por não agir, morrendo!
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.Fontes de pesquisa: Google; Revista SAMIZDAT e
Revista Los Argonautas.net, Espanha, mar./09.
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