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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Jornada - por Alba Vieira

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Pés que não se cansam de andar
Desenham a rota que leva ao infinito
E jamais retornarão sem histórias pra contar



Visitem Alba Vieira
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Caminhar - por eros.ramirez


Era tudo mais simples.
Não, não era mais fácil, era mais simples.
Quando se conheceram eram novos e a vida se expunha como potencial. Poderiam ser tudo. Se encontraram, apaixonaram, começaram um relacionamento.
E tudo seguia bem até que perceberam que já não poderiam passar apenas como o que vão ser, eles teriam de trabalhar para fazer acontecer. A vida, que já não era fácil, se tornou complicada. Algo se partiu
nesta caminhada e ficou perdido.
Como se o que tinham apenas poderia existir naquelas condições normais de temperatura e pressão.






Distanciaram-se e hoje constroem sozinhos o caminho para o que serão.




Visitem eros.ramirez
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quarta-feira, 17 de março de 2010

O Caminho - por Yuri

foi em uma noite
tenho uma vaga lembrança como se fosse ontem
havia pouca luz e muita chuva
como eu fui tão bobo? e você tão mau?
e pra onde foi toda aquela sua paixão?
nós éramos tão ligados, e acho que ainda somos... mas depois que te assisti mas ou menos de camarote
eu não tive mais tanta certeza...
eu era tão novo ontem
hoje levo como lição, até porque nada é pra sempre
e eu nunca pensei que seria com você, só cheguei pensar que tinha um toque de realidade
agora minha cabeça gira, gira e gira... mas tanto que não consigo te achar em cada posto que ela estaciona rápido
e tenho na mente agora o que um velho conhecido disse: a paixão requer respeito, e ela não te deu isso
e eu enxergo agora com luz sua paixão venéfica
antes eu tivesse uma antropofobia para que minha algofobia não surgisse nunca
porque quando o tenho em minhas mãos começo a tremer mais uma vez como se fosse cair no mesmo instante com medo nos olhos e nas mãos
de seguir em frente
é quando você quer alguém pra desperdiçar toda aquela dor que parece ser sem fim
tudo aquilo que ela te causou
parece que todos se transformam em nuvens, flutuam e simplesmente somem
na verdade estou de saco cheio disso! de pessoas egocêntricas! e não sei se aguento mais por muito tempo
ficar só na caminhada dói, mas dói mais seguir deixando pra trás cada instante perdido
não preciso mais que esfreguem na minha cara, já está tudo 4x4 em meus olhos
deixe que o barulho do mar quebre nosso silêncio
até porque eu não tenho mais nada pra te dizer hoje...
fatos concretos ou não, não preciso deles, já está tudo tão perto, é só ligar os fatos reais
e o caminho é longo
está em meus olhos!
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.Visitem Yuri
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segunda-feira, 1 de março de 2010

Lunar - por Marília Abduani

Muro alto, tantas portas,
Tantos caminhos sonhei.
Pelas pontes dos teus olhos
tanto mar atravessei.

Mundo torto, vasto sonho,
nas estradas que cruzei.
Pelo vão da tua escada
me perdi e me encontrei.

Hoje sou o que quiser
traço a vida com meus pés
só o que conta é cantar.

Cantar, cantar e cantando,
te perdendo ou te encontrando,
nas invencíveis marés.

(O resto é sombra lunar.)
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Caminhos - por Gio

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Até agora, meu blog tinha passado intacto, sem nenhuma comparação nerd. Eu, como bom defensor da causa, tenho que fazer isso mudar, e chegou a hora. Um momento nerd vai dar início ao texto:


Comentando o texto de uma amiga que falava sobre como refazer nossas escolhas facilitaria a nossa vida, e - logicamente - filosofando em cima, comecei a refletir um pouco mais sobre isso, a partir de um exemplo banal: um jogo. O que me faz gastar metade da bateria do celular, pode renovar a minha bateria de ideias, de uma maneira (bem) estranha.

Quem dera a vida pudesse ser assim: um labirinto de um jogo, um tabuleiro que pudesse ser visto de cima. Dessa forma, não saberíamos só os nossos movimentos, mas também o dos outros. Mesmo que isso não garanta nossa sobrevivência em 100% das vezes, nos ajudaria a estarmos mais preparados, a nos prepararmos mais. Quem controla a vida dos outros - seja investigando seu filho, seja colocando um “olheiro” em seus subordinados -, errado ou não, quer apenas isso: segurança! Saber os passos dos outros nos ajuda a calcular melhor os nossos, saber como podem nos atingir nos faz protegermos nossos pontos fracos.

Mais que isso, olhar o jogo da vida de cima, desse jeito, nos permitiria saber que caminhos podem ser tomados. Temos todo o espaço debaixo de nossas vistas, temos controle sobre ele. Quando nos isolamos, fechados em labirintos, de concreto ou intelecto, nossos cálculos se restringem (é, talvez eu esteja analisando uma mente calculista hoje). Com um universo menor para se preocupar, e totalmente conhecido, podemos pensar melhor em tudo que pode acontecer. Quem se isola, se tranca, o faz para poder reduzir seus riscos, e não perder nada para o acaso. Há quem troque o mundo das possibilidades pela garantia de não ser surpreendido.

Quem dera nossas escolhas pudessem ser assim: dentro de um mundo pré-programado, e retomadas com o aperto de um botão. Desta forma, poderíamos testar todos os caminhos, saber tudo que podemos fazer, e escolher a melhor jogada. Na vida real, geralmente temos apenas uma chance, e dificilmente saberemos com certeza como as coisas aconteceriam se a escolha fosse diferente. Além do mais, poderíamos voltar atrás simplesmente porque as conclusões não nos agradaram, em vez de ter que (respirem fundo) arcar com as consequências. Isso nos assusta tanto por quê?

A dádiva do reset nos faria poder traçar um caminho ideal. De tanto voltar e refazer, conseguimos decidir qual a sequência de melhores escolhas. Não só do que fazer, mas do que não fazer: tem horas que a melhor decisão é simplesmente esperar. Desta forma, evitaríamos ao máximo arrependimentos. Ah, se eu tivesse escolhido o outro curso, minha carreira seria diferente... Ah, se eu tivesse esperado mais 2 anos, as coisas não teriam sido tão difíceis... Ah, se eu mudasse as prioridades só naquele dia, estaria com ela, e teria tudo o que tenho hoje.

Bom, talvez não possamos saber tudo que acontece o tempo todo. Talvez não possamos mesmo achar o caminho perfeito. Não teremos um rewind no vídeo da nossa existência. Mas uma coisa que ajuda no mundo imaginário pode ser aplicada às nossas vidas: o reconhecimento de padrões. Experiência não é uma palavra para valorizar os idosos, ela é válida e nos livra do pior dos erros - o que acontece de novo. E é só com ela que podemos ter alguma previsibilidade, ainda que não total. Não chegamos ao caminho perfeito, mas podemos otimizar nossas escolhas com base no resultado das escolhas passadas. Não podemos ver as pessoas como bonecos programáveis, mas podemos saber suas reações por nossa convivência anterior. E é aí que nós levamos vantagem: a nossa memória é muito maior. Não vemos os jogos da vida como separados: podemos aproveitar o que aprendemos de um, para nos sairmos melhor no outro.

Passamos a vida tentando prever o futuro, pelas surpresas desagradáveis que tivemos no passado. Queremos ter todos sob controle, porque uma reação inesperada, de quem menos esperávamos, nos tirou o chão. Só que isso tira o brilho das situações, impede que as pessoas nos surpreendam com quem são. Há quem prefira viver na segurança sem sal; eu ainda acredito no tempero do acaso...



Visitem Gio
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Jornada - por Ana

Pelos eflúvios de Plutão e pelos labirintos de Hades você é levado e aqui nos descortina parcialmente sua jornada, com os olhos inertes e crus, enquanto sua alma se espanta diante do assombro de sua razão. Por estas profundezas não há janelas, quase não há luz. Apenas a chama de uma sua vela que permite a leitura de páginas que foram deixadas no caminho por aqueles que, antes de você, trilharam a difícil alameda da perplexidade sombria. Tantas lágrimas silenciosas, dúvidas desesperadas, certezas tristes e conceitos avassaladores encontram-se entre estas paredes. Tantas vidas que se consumiram em letras que tentaram justificar a compreensão desta existência. Quantos cérebros escorrendo pelas faces duras, esmagados pela força hercúlea das hipóteses confirmadas. Quantas falas e, depois delas, quantos silêncios retumbantes do nada que se impõe após o completo desfiar da carne pensante. Mais nem um passo, mais nenhuma voz. É o momento do terror mais absoluto. Não há direção, sentido ou vontade. Dissolveu-se o homem. Mas o mundo clama sua presença, sua aparição, seu retorno. Diante disso você se recompõe, percebe que o caminho segue em elevação mais à frente e, digerindo tantas verdades obrigatórias, renasce da caverna de si próprio. Povoado, ainda, das falas dos fantasmas luciferianos que, à luz do sol, se mostram bússolas que orientam seu entendimento pela selva das incoerências.
E eu, Beatriz, te acompanho os passos dilacerados através desta impiedosa terra dos homens.
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Inspirado em Remake, de Leandro M. de Oliveira.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Caminho

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em "comentários", que nós postaremos.
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Caminho... - por Rosana PoderRosa

o relógio marca o tempo
e no rosto ele se mostra
carregando na memória
dores, sabores, cores...
nada além de lembranças
coisas de crianças
nada além de sonhos
apenas dores, amores...
caminhando sem rumo
ou rumando sem caminho
percorrendo, traçando
acompanhado ou sozinho
apenas marcas deixando
pra poder saber voltar
porque o tempo é implacável
deixa rugas, marcas,
caminhos na pele
marcando o compasso da vida
bem vivida, corrida
mal vivida, despida
apenas percorrida
sentida, ferida
de um jeito ou de outro
é a vida
com suas escolhas
com suas opções
apenas vida
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Uma Curva no Caminho - por Daisy

Uma curva no caminho não é uma pedra no caminho.
Uma curva no caminho é um desvio do caminho.
Uma pedra no caminho é um obstáculo.
Um desvio do caminho é uma alternativa de caminho.
Curva, pedra, desvio, obstáculo e alternativa
Podem levar a um caminho diferente?
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Caminho - por Ana

Caminho descalça nas brasas,
Este é o meu ganha-pão.
Nas calçadas da cidade
Junto, tostão a tostão,

O meu rico dinheirinho
Pr’um dia poder comprar
Minha cama de faquir
Pra eu poder me apresentar

E ganhar um pouco mais,
Estourar os meus porquinhos
Com todo dinheiro ganho
Machucando meus ossinhos.

Quando eu tiver bastante,
Melhoro a situação,
Compro toda a maquiagem,
Mando fazer um roupão

Daqueles bem arretados,
Que me suba o status,
Pois eu vou é ser estátua
Do tal do Pôncio Pilatos.

Nessa de ficar parada
Dia e noite, sem parar,
Vou ganhar é muita grana,
Aí vou aproveitar.

Vou fazer o que, na vida,
Sempre quis, desde criança:
Vou montar o meu negócio
Dos sonhos e da esperança.

Vou ser é do merchandising,
Eu vou ser publicitária,
Eu não vou mais passar fome,
Eu vou ser microempresária.

Por toda minha cidade
Todo mundo então vai ver
A minha capacidade,
O que eu nasci pra fazer.

Todo dia, em todas as ruas
Meus cartazes vão falar
Dos produtos oferecidos
Para quem se interessar.

Tão bonita a propaganda!
Toda montada por mim!
Da idéia ao layout,
Desde o início até o fim.

E, de cima do meu sucesso,
Vendo as pessoas no chão,
Vou me sentir poderosa,
Curtir minha evolução.

Vou me sentir tão perfeita,
Um ser tão especial,
Totalmente equilibrada
Nas minhas pernas de pau.

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Caminho - por Alba Vieira

Procuro dar sentido à minha vida. Passo pelos dias buscando o que realmente sou. Sei bem o que não sou. Não sou esta corrida desesperada, a cabeça tonta, os olhos vermelhos de se arregalarem o dia todo. Não sou esta máquina de fazer que repete, repete, repete. Não sou alguém alienado que passa pelos momentos sem ter a plena consciência deles. Sou algo além de tudo isso. Eu sou a delicadeza de movimentos. Sou o pensamento coerente. Sou o coração aquecido pela convivência com os semelhantes, próxima e harmoniosa.
Tento me expressar de alguma forma e quase não consigo. Na corrida desesperada, na gincana que se transformou meu cotidiano não encontro qualquer compensação. É tudo muito vazio de sentido. Procuro a arte como forma de expressão. É a alma querendo esvoaçar sem conseguir. Pinto e na mistura das tintas me liberto e encontro sentido. É muita coisa querendo explodir em mim. Mas o cansaço me acorrenta. O cansaço me impede de conseguir fazer alguma coisa realmente criativa. Se tento escrever, as palavras não seguem o fluxo das idéias. Fico titubeante, oscilando entre uma palavra e outra, sem terminar a frase. É um tormento!
Sou um barco à deriva depois de ter em vão me debatido contra os rochedos sem conseguir ultrapassá-los.
E navegar é preciso.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Atenção - por Alba Vieira

Viver e ter consciência plena de tudo. Quem seria capaz deste exercício de ser aqui e agora? Deve-se ter certeza de não deixar passar nenhum detalhe. Tudo é importante enquanto se caminha pela vida e sempre há a escolha. Optar pelo caminho certo nem sempre é fácil, já que escolha certa ou errada é pura convenção. Nada existe além do caminhar. E o que importa é a escolha, apenas isso. Todos os rumos são formas de evoluir e aprendemos com os erros. E se fazemos o caminho ao caminhar, o mais importante é sentir os pés no chão, olhar bem para os lados, perceber os perfumes do lugar, prestar atenção às pessoas e ao que nos cerca e, sobretudo, olhar-se. Completamente.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Caminho - por Adir Vieira

Mais uma vez percorro o mesmo caminho. Pelas repetidas vezes por que ali passei, posso descrever mentalmente as ruas, as casas, o comércio, os arbustos e os animais que ali fazem sua morada. Sei que sou capaz de notar um letreiro sem uma das letras, uma pequenina árvore na calçada modificada pelo maltrato das crianças e dos mendigos, a nova cor da parede de uma das casas. Sei mesmo que posso identificar todas as peças do trajeto na cadência dos meus passos, facilitada que sou por ali me achar todos os dias, no mesmo horário. Tão acostumada estou com essa paisagem que a faço familiar e única em minha história. Dela, já não posso prescindir. Ofereça-me a vida outros caminhos, sejam quais forem as alternativas de mudança, já não quero excluir do meu quebra-cabeças a peça que compõe o meu quadro principal.
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