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segunda-feira, 13 de abril de 2026




ENTENDENDO A ANSIEDADE NA INFÂNCIA: O que é a Ansiedade Infantil? 


Você já deve ter notado que a ansiedade infantil é uma realidade que muitos pais enfrentam. Vamos começar entendendo que a ansiedade é parte natural da experiência humana, inclusive na infância. Ela é uma resposta do corpo a situações estressantes ou incertas.


Primeiro, é importante lembrar que a ansiedade, por si só, não é ruim. Na verdade, ela é um mecanismo de defesa que nos prepara para enfrentar desafios. Quando uma criança se sente ansiosa, seu corpo está reagindo a uma ameaça percebida, real ou imaginária. Isso aciona várias reações físicas e mentais para nos preparar para enfrentar ou evitar a ameaça.


Mas, se a ansiedade se torna excessiva e persistente, começa a interferir nas atividades diárias da criança, causando sofrimento e afetando seu desenvolvimento emocional, social e acadêmico. 


A ansiedade pode aparecer de várias formas nas crianças. Desde preocupações comuns até fobias específicas, transtorno de ansiedade generalizada e ansiedade de separação. Cada criança é única, então a ansiedade pode se manifestar de maneiras diferentes.


Se tem vistos sinais de ansiedade em sua criança, buscar ajuda é fundamental!


DIFERENCIANDO A ANSIEDADE NORMAL DA PATOLÓGICA


Os sinais de ansiedade na infância nem sempre são evidentes. Muitas vezes, eles aparecem por meio do corpo ou do comportamento.


A criança pode relatar dor de estômago ou dor de cabeça sem causa médica identificada. Pode apresentar medo intenso de situações específicas, como escuro, animais ou separação dos pais. Também é comum observar irritabilidade, choro frequente, dificuldade para dormir ou recusa em participar de atividades escolares e sociais.

 

A diferença entre uma ansiedade esperada e um quadro que precisa de avaliação está no padrão ao longo do tempo.


Quando essas manifestações são frequentes, desproporcionais à situação ou começam a limitar a rotina da criança, não se trata mais de algo pontual. Nesses casos, é indicado buscar avaliação de uma psicóloga ou psiquiatra especializados em saúde mental infantil.


Identificar ansiedade na infância pode ser desafiador, já que muitos desses sinais podem ser confundidos com comportamentos típicos do desenvolvimento. Por isso, observar mudanças consistentes na forma como a criança reage às situações é essencial.


Comportamentos Comuns de Ansiedade Infantil

 

Preocupações Excessivas: Crianças ansiosas podem se preocupar muito com eventos futuros, como provas ou eventos sociais.


Medos Intensos: Medos irracionais de coisas como animais, escuro ou separação dos pais.


Reações Físicas: Sintomas como dores de estômago, dores de cabeça, náusea e sudorese.


Recusa em Participar de Atividades: Evitar situações desconfortáveis, como ir à escola ou participar de festas.

Mudanças no Comportamento: Agitação, irritabilidade, choro frequente ou comportamento retraído.

 

Além disso, para identificar a ansiedade, é crucial manter uma comunicação aberta com seu filho. Converse regularmente sobre como ele se sente e esteja atento às suas preocupações. 


Lembre-se de que as crianças podem ter dificuldade em expressar suas emoções, então preste atenção nas pistas verbais e não verbais.


CAUSAS E FATORES DE RISCO


Compreender as causas da ansiedade em crianças é fundamental para ajudá-las a gerenciar seus medos e preocupações. Aqui estão algumas das principais causas e fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento da ansiedade infantil:

 

Fatores Genéticos: A genética pode desempenhar um papel na predisposição à ansiedade. Isso quer dizer que se a criança tem pais ou outros membros da família com transtornos de ansiedade, é mais provável que ela também desenvolva um transtorno.


Ambiente Familiar: Um ambiente familiar estressante ou conflituoso pode aumentar o risco de ansiedade. Situações como conflitos entre os pais, divórcio ou problemas financeiros podem criar um ambiente de insegurança contribuindo para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade.


Traumas: Experiências traumáticas, como a perda de um ente querido, abuso físico ou emocional e bullying podem desencadear ansiedade. A criança pode desenvolver um medo intenso de que eventos negativos voltem a acontecer, afetando seu senso de segurança.


Pressão Acadêmica e Social: A expectativa de um bom desempenho na escola e a necessidade de se encaixar socialmente podem ser fontes significativas de estresse para muitas crianças. Aqueles que se sentem sobrecarregados com as tarefas escolares ou têm dificuldades em fazer amigos podem ser mais suscetíveis.


Personalidade e Temperamento: Algumas crianças são naturalmente mais ansiosas ou sensíveis. Elas podem reagir de maneira mais intensa a mudanças e situações novas, encontrando dificuldade em adaptar-se. Logo, são mais propensas a desenvolver ansiedade.


Fatores Biológicos: Alguns estudos sugerem que desequilíbrios químicos no cérebro, especialmente envolvendo neurotransmissores como serotonina e dopamina, podem estar relacionados à ansiedade. Além disso, condições médicas crônicas também podem aumentar o risco de ansiedade em crianças.


INTERVENÇÃO E APOIO


A forma como os adultos respondem à ansiedade da criança faz diferença direta na manutenção ou na redução do problema. Manter uma comunicação aberta é um dos pontos centrais. A criança precisa perceber que pode falar sobre o que está sentindo sem medo de crítica ou punição.


Explicar a ansiedade de forma acessível ajuda a reduzir o medo do próprio sintoma. É possível dizer, por exemplo, que o corpo tem um “alarme” que às vezes dispara mesmo quando não há perigo real.


Validar o que a criança sente é diferente de concordar com o medo. Significa reconhecer a experiência emocional. Quando o adulto diz que entende que aquilo é difícil, a criança tende a se sentir menos sozinha diante do que está acontecendo.


Ouvir com atenção também é fundamental. Perguntas abertas ajudam a criança a organizar o que está sentindo e a colocar isso em palavras.


Além disso, é importante ensinar formas de lidar com a ansiedade. Técnicas simples de respiração, atividades físicas ou estratégias de foco no ambiente podem ajudar a reduzir a intensidade da ativação fisiológica.


O uso de recursos como histórias, livros ou vídeos pode facilitar a compreensão, principalmente em crianças menores.


Quando a ansiedade é intensa, frequente ou persistente, buscar ajuda profissional deixa de ser opcional e passa a ser necessário.


CONSTRUINDO UMA BASE SEGURA: A IMPORTÂNCIA DA RESILIÊNCIA

 

A resiliência é como uma superpoderosa habilidade de enfrentamento para crianças ansiosas. Ela ajuda a lidar com desafios, superar dificuldades e manter o equilíbrio emocional mesmo em momentos difíceis. Então, vamos explorar como construir uma base sólida para fortalecer a resiliência emocional na infância.

 

O que é Resiliência?

Resiliência é essa capacidade incrível de se adaptar e enfrentar os perrengues da vida de forma saudável. É como ter uma mochila cheia de recursos emocionais para encarar tudo de peito aberto.

 

Estratégias para Fortalecer a Resiliência

 

Promova a Autoestima: Incentive seu filho a se sentir bem consigo mesmo, elogiando seus esforços e conquistas. Reconheça e comemore cada passo dado por ele, por menor que seja. Isso reforça que ele está no caminho certo para superar desafios e constrói, ao poucos, confiança.

 

Fomente a Resolução de Problemas: Ensine seu pequeno a enfrentar problemas dividindo-os em partes menores e buscando soluções criativas. É como montar um quebra-cabeça!

 

Crie uma Rede de Apoio: Conectar seu filho a amigos, familiares e professores que o apoiem é essencial. Uma rede forte dá aquela sensação de segurança e pertencimento. Demonstre que você entende e apoia seu filho nos momentos difíceis. Saber que você está lá faz uma grande diferença para ele.

 

Desenvolva Habilidades Emocionais: Ajude seu filho a identificar e expressar suas emoções de forma saudável. Assim, ele aprende a lidar com o que sente sem deixar a ansiedade tomar conta.

 

Incentive Interesses e Paixões: Estimule seu filho a explorar hobbies e interesses pessoais. Ter atividades que ele goste é uma forma gostosa de relaxar e escapar do estresse.

 

Promova a Autonomia: Deixe seu filho tomar decisões e assumir responsabilidades adequadas à idade dele. Isso o ajuda a se sentir no controle da própria vida.

 

Mantenha uma Rotina Consistente: Uma rotina previsível ajuda a reduzir a ansiedade. Estabeleça horários regulares para alimentação, sono e atividades.

 

Lembre-se sempre de que a resiliência é uma habilidade que se desenvolve ao longo do tempo. Ao construir uma base segura e fortalecer a resiliência do seu filho, você está dando a ele ferramentas poderosas para enfrentar a ansiedade com confiança e determinação.


O objetivo não é eliminar completamente a ansiedade, mas aumentar a capacidade da criança de lidar com ela.

 

GERENCIANDO CRISES DE ANSIEDADE


Porém, como nem tudo são flores, ainda assim, seu filho pode ter uma crise de ansiedade e saber como intervir é essencial. Por isso, exploraremos técnicas e estratégias que os pais podem usar para ajudar seus filhos durante esses momentos desafiadores.

 

1. Mantenha a Calma:

Seu filho observa suas reações para entender como lidar com crises. Se você se mantiver calmo, ele vai perceber que a ansiedade pode ser controlada. Então, o primeiro e mais difícil dos passados é manter a calma.

 

2. Ofereça Conforto e Compreensão

Dê um abraço ou segure a mão do seu filho. Um toque suave pode ser muito reconfortante. Além disso, diga algo como: "Eu sei que você está se sentindo ansioso agora, mas estou aqui com você."

 

3. Reduza o Estresse Ambiental

Se possível, leve seu filho para um lugar tranquilo. Um ambiente mais calmo, longe de barulhos e agitações, vai ajudar a reduzir a ansiedade. Se não der, faça o melhor possível para diminuir os estímulos no ambiente como sons, outras pessoas ou excesso de luz.

 

4. Pratique a Respiração Profunda

Ensine seu filho a respirar profundamente. Vocês podem fazer isso juntos: inspirem pelo nariz contando até quatro e depois expirem pela boca contando até seis. Isso ajuda a acalmar o corpo.

 

5. Fique Presente no Momento

Ajude seu filho a focar no agora. Pergunte coisas simples, como: "O que você está vendo ao seu redor?", “Consegue perceber algum cheiro?” ou "Como está o clima hoje?". Se distrair da crise é uma ótima alternativa e pode desviar a mente das preocupações futuras.

 

6. Evite Julgamento ou Críticas

Nunca critique ou julgue seu filho durante uma crise de ansiedade. Comentários como "Pare de se preocupar com isso" podem piorar a situação. Em vez disso, ofereça apoio dizendo: "Estou aqui para te ajudar, não importa o que aconteça."

 

7. Busque Ajuda Profissional, se Necessário 

Se as crises de ansiedade do seu filho forem frequentes e intensas, considere buscar ajuda de uma psicóloga especializada. Você sabia que a Terapia Cognitivo Comportamental oferece as melhores estratégias para lidar com a ansiedade?

 

Lembre-se de que cada criança é única. O que funciona para uma pode não funcionar para outra. O mais importante é estar presente e oferecer apoio amoroso durante esses momentos difíceis.

 

FORTALECENDO A AUTOESTIMA E A CONFIANÇA NAS CRIANÇAS ANSIOSAS


Autoestima e confiança têm papel importante na forma como a criança lida com a ansiedade. Reconhecer esforço é mais eficaz do que valorizar apenas acertos. Isso ensina que o processo é importante. Vamos explorar algumas estratégias para promover essas qualidades nas crianças.

 

Elogie Esforços e Conquistas 

Reconheça e elogie os esforços do seu filho, mesmo que ele não tenha alcançado o sucesso imediato. Por exemplo, se ele tentou fazer um desenho e não saiu perfeito, diga: "Eu adorei como você se dedicou a esse desenho!"

 

2 Estabeleça Metas Realistas

Ajude seu filho a definir metas que ele pode alcançar. Metas pequenas e realistas permitem que ele experimente o sucesso e construa confiança. Por exemplo, se ele está aprendendo a andar de bicicleta, uma meta pode ser pedalar sem rodinhas por alguns metros.

 

Ensine a Lidar com o Fracasso

Mostre ao seu filho que fracassos são oportunidades de aprendizado. Quando algo não der certo, pergunte: "O que podemos aprender com isso?" Isso ajuda a ver o fracasso como uma parte natural do crescimento.

 

Aceite Erros Como Parte do Crescimento

Deixe seu filho saber que cometer erros é normal e parte do aprendizado. Diga algo como: "Todos cometem erros, e isso é bom porque aprendemos com eles."

 

Encoraje a Exploração

Incentive seu filho a experimentar novas atividades e interesses. Se ele quer tentar pintar, tocar um instrumento ou jogar futebol, apoie essas iniciativas. Isso pode ajudá-lo a descobrir novas habilidades e talentos.

 

Promova a Resolução de Problemas

Ensine seu filho a resolver problemas por conta própria. Quando ele enfrentar um desafio, pergunte: "Como você acha que podemos resolver isso?" Isso dá a ele a confiança de que pode lidar com dificuldades de maneira eficaz.

 

Promova a Autoimagem Positiva

Ajude seu filho a construir uma autoimagem positiva, lembrando-o de suas qualidades, talentos e realizações. Por exemplo, "Você é ótimo em matemática!" ou "Adoro como você é gentil com seus amigos."

 

Estabeleça Limites e Consequências

Definir limites claros e aplicar consequências consistentes ajuda seu filho a entender responsabilidades e comportamentos apropriados. Por exemplo, explique que não fazer a lição de casa resulta em menos tempo de tela.


Promover a autoestima e a confiança no seu filho é um investimento valioso que o ajudará a enfrentar a ansiedade com mais força e determinação.

 

CONCLUSÃO

A ansiedade infantil pode ser desafiadora, mas não é algo sem solução.

Quando compreendida de forma adequada e manejada com consistência, é possível reduzir seu impacto e ajudar a criança a desenvolver recursos emocionais importantes para a vida.

Observar, validar, orientar e, quando necessário, buscar ajuda profissional são passos fundamentais nesse processo.


Obrigado por acompanhar este guia.


TERAPIA PARA LIDAR COM ANSIEDADE INFANTIL



Tem percebido que a ansiedade e o medo estão atrapalhando sua vida ou a vida do seu filho?


Faço atendimentos presencial (em Vitória da Conquista) e online (qualquer lugar do mundo) e estou sempre me desenvolvendo meus estudos e práticas para ajudar você em qualquer situação da sua vida.

Trabalhar comportamentos autodestrutivos, estresses, preocupações exageradas, ansiedade, desânimo e falta de motivação é algo vital para a Terapia Cognitivo Comportamental, abordagem que sigo.

Por isso, ajudar você a construir uma vida mais leve é uma das minhas missões.

A terapia pode ser o seu início de uma nova vida. Mande uma mensagem e agende a sua sessão inicial.


domingo, 13 de novembro de 2022


Mas afinal, o que é essa tal felicidade? Ter muito dinheiro? Viajar para todos os lugares? Ser autossuficiente? Comer pizza todo dia e não engordar? Como seria a sua vida mais idealmente feliz?

A ideia que é “vendida” hoje em dia é que uma vida feliz seria uma espécie de “férias eternas” em que fosse possível viver sem muitas responsabilidades, tarefas, compromisso e num cenário “pernas pra cima na beira da praia”, não é?

Na real? Apesar do ser humano ter desenvolvido várias formas de ter uma vida mais confortável se comparado, por exemplo, com 200 anos atrás, os níveis de felicidade da população não subiram na mesma proporção.

Isso querer dizer que a felicidade não está, necessariamente, ligada à “não fazer nada”. Não que descansar não seja importante. É sim, e muito! Aliás, é sempre uma indicação que dou aos meus pacientes que sofrem com ansiedade.

Mas entenda: a sensação de estar caminhando em direção a algo, de estar trabalhando por um objetivo ou um sonho, pode trazer uma felicidade mais duradoura do que um estado de “férias eternas”.

Estudos da psicologia que buscam avaliar até que ponto o dinheiro realmente traz felicidade, indicam que sim, dinheiro traz felicidade, mas não sozinho! Tudo depende muito do seu contexto.

Ter dinheiro para pagar as contas, viver tranquilamente e ter alguns prazeres extra tem relação com os níveis de felicidade de uma pessoa, porém existe um “teto” de felicidade no dinheiro.

Pesquisas realizadas nos Estados Unidos indicaram que ter dinheiro para ser parte da classe média-alta já é o suficiente e, que a diferença de uma pessoa desse nível comparado com um milionário, não era tão grande assim. Ou seja, ter rios de dinheiro não vai te fazer mais feliz, mas poder viver tranquilamente, pode ajudar sim.

Estudiosos da Psicologia Positiva têm mostrado que algumas ações simples deixam as pessoas mais felizes e não tem nada a ver com “pensar positivo”. É sobre encher a vida de sentido com atitudes práticas. Até porque, uma vida sem significado e propósito é uma vida vazia, não é?

segunda-feira, 17 de outubro de 2022


Ana conseguia tolerar algumas emoções muito bem, mas não outras. Tinha um bom emprego, um filho maravilho e um marido amoroso, mas se sentia culpada por estar triste, cansada e indisposta.

Quando me procurou, ela disse duas frases bem importantes: “não posso me sentir assim, porque tenho tudo o que sempre quis” e completou com “outras pessoas estão em situação pior do que a minha, mas sou eu que estou deprimida. Acho que sou muito egoísta.”

Ana se sentia culpada por suas emoções que considerava negativas e como evidência, achava que por ter “uma vida boa”, não tinha direito à tristeza, ansiedade, raiva. Também sentia vergonha porque achava que os outros pensariam que ela era mimada e não valorizava o que tinha.

Esses sentimentos de culpa e vergonha se somaram à tristeza e a ansiedade – deixando-a mais deprimida e ansiosa.


Esse tipo de pensamento pode até parecer fazer sentido, mas ele é parte de um raciocínio muito comum em quem costuma invalidar os próprios sentimentos e tenta regular as emoções de um jeito ERRADO!

Entenda:

SE TE AFETOU, É IMPORTANTE PARA VOCÊ.

Emoções difíceis e desagradáveis fazem parte da experiência humana e nos alertam sobre nossas necessidades. Aprenda a validar, respeitar e compreender as suas. A validação emocional é uma forma de autocuidado muito importante e eficaz.

Mesmo que você não perceba, a repetição dessas frases diz sobre a forma que você se vê e lida com suas emoções. A percepção de que o seu sentimento não faz sentido, não vale a pena ou é algo sem importância, pode fazer você se entender como inferior e inadequado no mundo.

Uma das formas mais funcionais de lidar com emoções desconfortáveis é acolhê-las, entendendo que o que nos afeta é importante para nós e fala sobre nossas necessidades.

Você se julga quando tem sede por exemplo, só porque já bebeu água? Validar nossos próprios sentimentos é fundamental.

Reprimir ou tentar se esquivar das suas emoções só vai aumentar a sua frustração e sensação de impotência.

É claro que fazer um movimento contrário a isso não é fácil, já que invalidar emoções é cultural e provavelmente você traz essa ideia desde a infância. O importante a princípio é entender que é possível transformar essa forma de lidar com suas emoções, sem precisar se inferiorizar ou invalidar seu sofrimento.

Me diga uma coisa...

Quais foram as “mensagens sobre as emoções” que você aprendeu com seus pais, professores, irmãos e amigos? Quais emoções te falaram que você não deveria sentir?


Em algum momento da sua vida, aprendeu que ansiedade e tristeza eram sinais de fraqueza ou que não era certo ter raiva ou inveja? Te ensinaram que ter algumas emoções e expressá-las – por exemplo, chorar – era infantil, coisa de fraco, irritante ou tentativa de manipulação?

A culpa e vergonha que você sente sobre suas emoções foram aprendidas na infância e ensinadas por pessoas muito bem-intencionadas, mas a verdade é que esses comentários “de apoio” invalidam e depreciam seus sentimentos.

Eles podem fazer você acreditar que suas emoções não são importantes para as outras pessoas – é como se tivéssemos a obrigação de “ficar bem” o tempo todo, porque alguém disse que está tudo bem.

E sabe qual é a verdade? ESTÁ TUDO BEM em não estar “tudo bem” 😊.

Por mais que seus pais e amigos estejam bem-intencionados, é importante que você sinta que os outros não só se importam com seus sentimentos, mas que têm tempo e interesse por eles.


SUAS EMOÇÕES NÃO SÃO CONFIÁVEIS

Você já deve saber que se deixar levar sempre pelas suas emoções, não é uma boa ideia, né? Afinal, quem nunca tomou uma decisão em um momento em que as emoções estavam intensas e se arrependeu depois, que atire a primeira pedra.

Pode ter sido uma promessa em um momento de felicidade e que, depois você percebeu que não poderia cumprir ou alguma palavra mais dura quando estava com raiva e que, depois se deu conta de que pegou pesado.

É claro que você não deve reprimir suas emoções, já que fazer isso pode te sobrecarregar. Porém, elas não podem ser as responsáveis por todas as suas decisões. Seus valores e objetivos precisam estar acima dos seus sentimentos para que você não deixe de fazer o que é certo, só por ser difícil.

Não temos o poder de controlar o que sentimos, mas podemos mudar a forma de lidar com as emoções.

A ideia é que você aprenda a perceber, controlar e viver as suas experiências de um jeito que não seja prejudicial nem para você nem para as pessoas com quem convive. É importante que você tenha uma relação mais saudável com suas emoções.

Conhecer e reconhecer suas emoções, conseguir nomeá-las, se permitir sentir qualquer coisa e compartilhar de forma saudável as suas dores, é um processo de autocuidado fundamental.

5 habilidades fundamentais para ter uma relação mais saudável as emoções:

· Reconhecer suas próprias emoções;
· Reconhecer as emoções dos outros;
· Conseguir regular elas quando necessário;
· Saber se aproveitar delas quando elas te impulsionam;
· Saber aplicar as habilidades anteriores nos relacionamentos.

Parece difícil? Mantenha a calma e seja forte, pois existe uma luz no fim do túnel!

A psicoterapia é o seu ambiente seguro para acessar suas vulnerabilidades sem julgamentos. Por isso, a terapia pode ser o seu início de uma nova vida. Que tal começar hoje mesmo a cuidar de você?

4 PASSOS SIMPLES PARA PARAR DE SE SABOTAR


Planeje o futuro.

Seja amanhã ou daqui 5 anos, é sempre bom termos algo definido no papel. Esse hábito reduz seus níveis de ansiedade e aumenta sua produtividade. Planeje e tenho um passo-a-passo das tarefas que pretende realizar.

Conheça e aceite seus limites.

É uma tendência universal querer fazer tudo ao mesmo tempo e corrigir todos os erros da rotina de uma única vez, mas sabemos que isso gera estresse, ansiedade e cansaço. Portanto, sempre estabeleça um limite e vá devagar.

Construa uma "caixa de ferramentas".

Faça uma lista de coisas que te fazem bem e deixe ela de fácil acesso para quando precisar se lembrar das coisas que melhoram o seu humor. Coloque itens simples como uma música, o nome de um amigo ou contato com a natureza.

Valide suas emoções.

Reconheça, nomeie e busque formas de validar suas emoções. Tenha cartões lembrete para te ajudar a notar que suas emoções são importantes e sinalizam sobre seus valores.

TERAPIA PARA LIDAR COM ANSIEDADE

Se a ansiedade impede você de ter uma vida leve, fique tranquila! Eu sou uma psicóloga qualificada que pode ensinar para você formas saudáveis de lidar com a ansiedade, de modo que ela deixe de ser um obstáculo ao seu bem-estar.

Ao se sentir ansioso, é provável que você tenha a sensação de não ter o que fazer, ficando agitado e preocupado. Porém, na terapia você aprende técnicas para se auto acalmar e enfrentar desafios, dando um passo por vez e com apoio especializado.


Além disso, você aprende como se prevenir de crises de ansiedade, cuidar do seu corpo, se organizar e manter uma rotina saudável. Parece bastante coisa, não é? Só que é mais simples do que você imagina.


Faço atendimentos presencial (em Vitória da Conquista) e online (qualquer lugar do mundo) e estou sempre me desenvolvendo meus estudos e práticas para ajudar você em qualquer situação da sua vida.


A terapia pode ser o seu início de uma nova vida. Mande uma mensagem e agende a sua sessão inicial.

terça-feira, 6 de setembro de 2022


Se você me perguntasse qual é o principal sintoma da depressão, baseada na minha experiência clínica, eu não diria que é a tristeza, a falta de prazer ou a culpa e o pessimismo. Apesar desses sintomas serem bem relevantes!

Do meu ponto de vista, o sintoma mais doloroso de todos é o desânimo.

Ele costuma ser inclusive, o que mantém todos os outros sintomas e que dificulta as tentativas de melhora e inclusive, de engajamento no tratamento. Isso porque, para fazer QUALQUER coisa na vida, você precisa de ânimo. Não é verdade?

Neurologicamente falando, sem ter ânimo (que aqui vamos entender como um impulso que move seu corpo a um objetivo) você não faz NADA! Nem mesmo se levantar da cama para pegar um copo de água. As vezes dá preguiça até de pensar, não é?

Não que seja possível explicar a depressão de um jeito simples e com uma causa única, mas a neurociência já identificou que, praticamente todas as pessoas com problemas relacionado a falta de ânimo, tem algum tipo de deficiência na serotonina, noradrenalina e na dopamina.

Então... O que isso significa? Diferente do que você pode ter ouvido por aí, a dopamina não é a molécula da felicidade ou do amor. Esse neurotransmissor está envolvido em diversos processos bioquímicos e tem ligação direta na nossa MOTIVAÇÃO PARA AGIR.
E, boa parte das pessoas com desânimo estão diminuindo por conta própria os seus níveis de dopamina.

Como assim? Explico: os nossos hábitos têm o poder de aumentar ou diminuir os níveis de dopamina no nosso corpo e consequentemente, fazer com que nos sintamos mais ou menos animados.

Quais desses comportamentos você tem diariamente?

  👉Usar celular até os últimos segundos antes de dormir;
  👉Não fazer atividade física e não se movimentar o suficiente;
  👉Estar sempre “beliscando” ou fazendo lanchinhos não programados entre as refeições;
  👉Não tomar sol e não respirar ar puro em ambiente externo;
  👉Olhar para baixo durante a maior parte do seu tempo, em vez de reto ou para cima;

O fato é que todos esses hábitos baixam a dopamina e pioram seu quadro de desânimo.

Então, para melhorar seus níveis de ânimo e motivação, você precisa construir hábitos novos e mais saudável, além de reduzir os prejudiciais.


Um passo de cada vez 😉

TERAPIA PARA LIDAR COM DESÂNIMO E FALTA DE MOTIVAÇÃO

Tem sentido um desânimo constante e percebe que não tem motivação para as coisas importantes da sua vida?

Faço atendimentos presencial (em Vitória da Conquista) e
online (qualquer lugar do mundo) e estou sempre me desenvolvendo meus estudos e práticas para ajudar você em qualquer situação da sua vida.

Trabalhar comportamentos autodestrutivos, desânimo e falta de motivação é algo vital para a Terapia Cognitivo Comportamental, abordagem que sigo.

Por isso, ajudar você a construir comportamentos saudáveis é a minha missão.

A terapia pode ser o seu início de uma nova vida. Mande uma mensagem e agende a sua sessão inicial.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022


Talvez você tenha chegado por aqui agora ou precise fazer uma "revisão" sobre ansiedade, já que normalmente não aprendemos as coisas quando lemos apenas uma vez, né?

Se você já teve uma crise de ansiedade, sabe que ela não tão psicológica como dizem por aí e afeta diretamente o nosso corpo. Aliás, ela é sentida primeiro no corpo, não é? Por isso... Nada mais justo do que começar “a revisão” retomando umas das principais técnicas para combater os sintomas físicos da ansiedade: a respiração diafragmática.


É uma técnica muito simples, mas que funciona! Sabe porquê? Se consideramos que o nosso corpo afeta nossos pensamentos, quando nossos pensamentos acelerados estão fazendo o corpo ficar mais ativo, diminuir o ritmo dele vai fazer com que os pensamentos também se acalmem.

Por isso, PRATICAR (não é só fazer a respiração durante uma crise) a respiração diafragmática ajuda a retomar o controle nos momentos de crise.

Por mais que “ansiedade” já tenha virado sinônimo de “doença” e um problema que precisa ser vencido, ela é uma emoção natural e que tem sua função em nossas vidas.

Por exemplo, ela que te impulsiona a começar um projeto novo, a se preparar para uma apresentação importante e a prevenir situações perigosas, desde que não esteja muito intensa.

Inclusive, essa regra vale para qualquer outra emoção. Felicidade em excesso vira euforia, pode reduzir sua atenção, te colocar em risco e ter resultados desastrosos, mas esse é assunto para outro dia.

A questão importante aqui hoje é entender que as emoções não são boas ou ruins. Elas são apenas emoções, e o que você faz com elas é o que realmente importa.

O grande clichê aqui é que corpo e mente são conectados. Se você negligencia um, o outro vai ser afetado. Entender isso, é o primeiro passo para lidar melhor com sua ansiedade 😉.


Você se identificou com algum desses comportamentos?

Lembre-se: não adianta querer ter saúde mental e não dedicar um tempo para se cuidar.