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terça-feira, 1 de julho de 2014

Paixão Espiritual - por Ana

Algumas pessoas, nesta vida,
são presenteadas com o encontro daquela
que é uma paixão espiritual.

Paixão que nada tem em comum com o corporal,
com os detalhes cotidianos, com o viver junto...

É algo que não se descreve,
que é um alimento para todos os dias,
é uma certeza,
uma união que não se desfaz por nenhuma outra,
uma sensação de constante paz,
acima de qualquer outro sentimento possível.

Ela ultrapassa os defeitos do temperamento atual,
as falhas de caráter, as mentiras, as simulações,
os desrespeitos, as omissões,
tudo que é tangível e passível de críticas.

Sabe quando você é o melhor de si junto de alguém
e sabe que o mesmo ocorre com o outro?

Eu sei.
Sei e deixei ir.

Larguei suavemente o que estava em minhas mãos,
frágil e confuso como um animal recém-nascido,
que se foi em silêncio.

Se você um dia receber esse presente,
espero que possa aceitá-lo completamente
e que não existam impossibilidades e dificuldades maiores
do que a força desse encontro.

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Aparição - por Aaron Caronte Badiz

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A primeira vez em que te vi, o céu uniu-se à terra. Eu soube, naquele momento, que estava selado meu destino: viver para sempre com você, pessoa que eu tinha vindo encontrar. Ali, minha vida mudou, o sentido de viver transformou-se. Ali, naquele exato momento, eu me senti renascer para outra vida.
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domingo, 10 de outubro de 2010

Para E’le - por S. Ribeiro

Querido, tu vieste com a ferrugem. Me forço a escrever, porque assim traço tua lembrança. Mas preciso imediatamente desenhar meu caminho, que de teus braços para a rua, venho tomando imensa consciência de mim mesmo. Enfim, dentro de um palmo de distância, consegui ver a eternidade. O Sempre constrói sentidos razoáveis em mim. Ando desgraçado e mais perto de searas divinas. É uma oportunidade. Não te esqueço visto que teu cheiro reencarna em todo objeto.

Já não posso mais perceber as marcas de um abraço, que’u guardo como um morto que não pode levar riquezas no túmulo. Te quero porque sou jovem e talvez não mereça outra vida além desta, agora cheia de ti. E o vento nada de palavras leva. Ele carrega tuas coisas, nossas costas, ele sequer nos espera. E termino te dizendo: caso não possas me querer como eu te tenho, aloja com respeito minhas lembranças, que hoje conheço o que chamam paixão, e não poderás me visitar em uma prisão como essa.

as pessoas que não pensam não amam. é irrefutável.
(Sylvia Beirute, Dia de Chuva)
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Visitem S. Ribeiro
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Esplendor dos Chakras - por Ana

Eu te amo, régia claridade diante da qual me inclino em adoração, em desejo, em espera de teu movimento para mim e de teu sentimento para comigo. Curvo-me sem erguer os olhos, apenas sentindo fortemente tua presença e em êxtase por imaginar que teu olhar possa voltar-se em minha direção e me perceber.
Eu te amo como um vassalo que é só obediência e fidelidade.
Eu te amo como uma igual que se impõe pela sedução e altivez.
Eu te amo como a criança deseja o colo seguro.
Eu te amo como a sabedoria leva a infância pela mão.
Eu te amo como a curiosidade observa o novo.
Eu te amo sem opção, e se assim não fosse, por ela seria.
Eu te amo porque vivo e enquanto viver te preciso.
Eu te amo de muitas formas, com todas as minhas formas, profunda e intensamente.
Eu te amo porque apenas existo dentro desse amor.
Eu te amo por teus olhos, lábios, voz, cabelos, rosto, pelos gestos todos, por teu corpo e como me recebe e se doa, pelas inquietações, dúvidas, certezas, pelos temores infantis, teimosia cega, explicações falseadas, pela ansiedade exógena e tensão congênita, pela busca irrefreável e lacunas exigentes, por tua linda sensibilidade que permeia tudo aquilo que és.
Eu te amo simplesmente porque minha alma só conhece a plenitude por ter encontrado a tua.


Inspirado na pintura Esplendor dos Chakras, de Alba Vieira.
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domingo, 26 de setembro de 2010

Vogais da Paixão - por Daisy

Paixão
Amor ardente
Instinto arrebatador
X........A
Aventura arriscada
Objeto ardiloso

Paixão
Abismo enigmático
Ilusão efêmera
X........E
Adversária experiente
Ocasião enganosa

Paixão
Anseio infindável
Ideia irracional
X........I
Atração imprudente
Opressão insensata

Paixão
Afeto obstinado
Ímpeto ousado
X........O
Ardor ofuscante
Oportunidade obscura

Paixão
Afeição utópica
Impulso ubíquo
X........U
Arrebatamento urgente
Obsessão única
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.Visitem Daisy
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mulheres de Fogo Poético - por Esther Rogessi

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Agora enterraste tudo...!
Das cinzas a Fênix grata se erguerá!...
... Em fome de lume reavivará suas chamas...
Desejo assim... pois, muito sucesso para ti...
(Ana Bárbara de Santo Antônio)
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Ressurge ó Fênix!

Falas de algo deixado de lado...
Do despertar de um sonho por ti cultivado...
Cortado, enterrado... nas cinzas deixado...!
Tal qual Fênix... Ergue-te das cinzas!
Em fome de lume reavivas tuas chamas.
O amor é assim... Luta insana!...
Culpa não tenho... sou poeta menina,
Que ama um menino... Não culpes esta dama!...
Bate em meu peito um coração doído...
Doido varrido por quem ele ama!
Semente antiga do meu passado...
Deixada de lado... Jamais esquecida!
(Esther Rogessi)......................................
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Falam-te as cinzas de um fogo apagado...

De labaredas por despertar...
As mesmas pó, fogo sagrado... nas cinzas deixado!
A Fênix erguida... por resgatar...
Em fome chama... reavivas tuas asas.
O amor é assim... luta estranha!
Que do fogo tem sua chama acesa de brasas.
Arde e dói sem querer...
Pode o passado fazer viver
Doido varrido se ergue no peito
Semente em cinzas chamas
Por dentro arrefecer
Deixado ao acaso descontente
Aqui de palavras declamas
Insano indiferente
Amor do passado
Por esquecer...
...Musa
(Ana Bárbara de Santo Antônio).......................................
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Esquecer...

Bem que eu queria, ó pássaro de fogo...
Fogo ardente queima em mim...!
És fogo sou fênix do bico dourado...
Choro o amor do passado,
Que em mim não passou...
Doces lembranças d’alma insana,
Surgem das cinzas de um fogo apagado
O pássaro de fogo ressurge enfim!
Falar compassado... Medido, provado...
Vôo alçado para aquém do presente...
Enlevo... doçura, estás a minha frente
Procuro tocar-te, em vão alcançar-te...
Falho no tato... Como sentir-te?
Tuas asas bateste reflexo dourado...
Banhei-me em teu brilho...
Dourada fiquei...
Na quente areia d’uma praia distante
Fui feliz por um instante...
Logo... Acordei!
(Esther Rogessi)............................................
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Ó doce sonho...
Desejei-te por longo tempo!
Busquei migalhas... Alimento raro...
Preço caro paguei por ti...
Bambeei, cambaleei... emoção senti...
Ofeguei correndo só para ver-te...
Não pude deter teu passar por mim!...
Alegria insana... Enlouquecida de amor,
Jamais os teus braços meu corpo abraçou!
Quanto quis tocar-te... Dedilhar-te o corpo,
Cheirar teu pescoço... acordar algo em ti...
Também me querias... a mim desejavas,
Com outra na cama... pensavas em mim!
Traías-me... com ela estando...
Traías a ela pensando em mim!
Durante as noites em que estavas com ela
Naquele momento... Chamavas por mim!
E, eu... com outro ao meu lado...
Sofrer solitário... Jamais te esqueci...
Algumas das vezes ao estender-me tuas mãos...
O meu coração podia-se ouvir...
Subia-me a garganta... não podia falar!
A dor era tanta... Comia-te com o olhar!
Ó doce sonho...
Ah!... Se eu soubesse que iria contigo sonhar... Sonhei...!
Por breve momento estiveste em meus braços,
Senti tua boca a minha tocar...
Ânsia, desejo... Teu gosto senti...
Bailou minha língua no céu de tua boca
Bailarina louca sedenta por ti.
Acordei enlouquecida a chorar...
Eu queria saber que esse sonho viria
Preferia morrer a ter de acordar!
Foi um breve momento...
.
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.Muitas vezes, sem o sabermos, um instante completa o que viemos realizar nesta caminhada humana.
(Ana da Cruz)
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.Visitem Esther Rogessi
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Clímax - por Esther Rogessi

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Você sabe a intensidade do meu amor por ti?
Podes calcular o quanto eu te quero?
O quanto tua existência faz-me feliz?
Ah! Quanto alegra-me o teu som...
Amo-te... Com todas as minhas forças...
Fico a desejar-te, a querer-te... A sonhar!
Como me completas, me sacias, tenho sede de ti!
Elevas-me ao clímax... Desejo estar contigo a sós,
para entregar-me a ti, fechar meus olhos e sentir-te.
Ah! Como és belo! Tens curvas másculas perfeitas...
Com as minhas mãos, percorro-te...
Coloco-te em meu colo, sinto-te a dureza...
És de matéria nobre!
Anseio pegar-te... Toco-te o corpo,
dedilho-te!... Desejo fazer-te vibrar,
e sentir-te em vibração...
Entre mínimas e semínimas... Em minhas coxas,
musicista... Fico a coxear meu violão!...
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.......................
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Visitem Esther Rogessi................
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Augusto dos Anjos e “A Esmola de Dulce” - Citado por Penélope Charmosa

Ao Alfredo A.
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E todo o dia eu vou como um perdido
De dor, por entre a dolorosa estrada,
Pedir a Dulce, a minha bem amada
A esmola dum carinho apetecido.

E ela fita-me, olhar enlanguescido,
E eu balbucio trêmula balada:
- Senhora dai-me u’a esmola - e estertorada
A minha voz soluça num gemido.

Morre-me a voz, e eu gemo o último harpejo,
Estendendo à Dulce a mão, a fé perdida,
E dos lábios de Dulce cai um beijo.

Depois, como este beijo me consola!
Bendita seja a Dulce! A minha vida
Estava unicamente nessa esmola.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Vírgula - por Thiago de Sá

.......Na paixão que vivemos nos encontramos com vírgulas que nos separam daquilo que desejamos. O sujeito acaba sendo separado do predicado. O que se pode fazer acaba sendo deixado pra depois, e talvez o depois não aconteça. O coração vira uma profunda reticência, na esperança de que algo mais... algo de bom retorne. Que o momento de antes seja vivido como o segundo anterior. Medos nascem e nos calam diante das vozes que nos rodeiam, e beijamos o desejo de nada fazer. O ciúme é a pausa que damos no dia a dia da paixão, às vezes é cômico, mas acontece com frequência. Faz de nós meros passageiros na nossa própria relação.
.......O sentimento de desconforto que brota em nós, nos leva para um lugar onde ninguém pode nos achar. Ficamos longe de todos os radares do sentimento alheio. Entramos em um baile de máscaras, escondendo a verdade e tentando de forma tímida apresentá-la. Em um piscar de olhos tudo se transforma e ficamos juntos novamente. Com um sorriso você muda tudo que eu pensava e me acolhe em seus braços.
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Visitem Thiago de Sá
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Bateu Sentimentalismo - por Priscila Conrado

Pra ser sincera,
vou começar do final
pois o que rolou já era
o que não tem nada de mal

Pra ser direta
o que senti foi verdade
confesso ter sido incerta
só quis preservar a liberdade

Pra ser verdadeira
acabei mentindo novamente
Me apaixonei de primeira!
O que me remete à dor recente
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Aquele Livro... (Mentiras no Divã) - por Gio

Nunca tinha sentido isso antes. Já havia admirado, desejado. Já havia gostado, adorado e amado. Já me prendi horas, dias, e até meses; mas nunca tive um sentimento tão forte, uma reação como essa. Foi um mês intenso, horas por dia, a semana inteira. Amor de verão. Quando chegou ao fim, me abracei nele e não queria soltar.

“Mentiras no Divã” é o nome do livro que me provocou a reação acima. Já gostei de vários livros, mas acho que nunca tive uma reação tão forte ao ler algum antes. Uma estória bem construida e personagens extremamente interessantes, humanos de carne e osso, que nos causam identificação. Mais que isso: a mente humana desvendada em suas mais variadas formas, e seus mais diferentes raciocínios.

Mais do que um ótimo livro, “Mentiras no Divã” serviu para aguçar o meu interesse sobre a psicologia e a psicanálise. Como o último é quase inviável, o primeiro subiu na lista de prioridades sobre o próximo curso que pretendo fazer. Claro, primeiro preciso terminar essa loucura chamada Engenharia de Computação...
 

Visitem Gio
Irvin D. Yalom

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Paixão do Sol Pela Lua... - por vestivermelho e ZzipperR

Hoje eu estava caminhando e reparando nos casais abraçados e confesso que fiquei com vontade de ter alguém para abraçar, mas a solidão não deixava e eu continuava caminhando sozinho.

Comecei a pensar no amor, como é bom ter alguém para amar, entregar o carinho, beijar, abraçar e olhar.

Existem coisas em que o mundo virtual nunca conseguirá superar o mundo real, pois só no mundo real está sua maneira de pegar, abraçar, a força do seu toque, o calor e o sabor do seu beijo, além do seu jeito particular de ser, sua maneira de agir, suas atitudes, seus hábitos e o tom real da sua voz, com palavras do mundo real.

Com tudo isso, eu não quero dizer que o mundo virtual não seja real, tem que ser real, as pessoas que estão navegando são reais, o amor é real e o carinho dedicado também é real.

Amar no mundo virtual tem suas vantagens, é só aprender a aproveitar os momentos de prazer e depois deixar livre. Você entrega o seu carinho como quiser, é tudo virtual, um outro mundo, que não interfere no seu mundo real e mesmo no virtual o amor é verdadeiro, doce, gostoso, tão bom que queremos de qualquer jeito.

Aproveite os seus momentos e ame, dê o seu carinho e saboreie com prazer o carinho que recebe, pois ali as pessoas vivem muito distantes, dificilmente cruzarão os nossos caminhos.

Digo, com toda certeza, que o mundo virtual é um presente de Deus, mais uma maneira de dar e receber amor. Aproveite esse presente, ele também é para você.

Só não vale se apaixonar. Ai, meu Deus, eu já me apaixonei. Que bom... hummm! Que bom. E agora?


***

sol ama lua
lua ama sol

sol morre de paixão pela lua
lua morre de paixão pelo sol

***

solelua



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domingo, 25 de outubro de 2009

Paixão - por Esther Rogessi

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Frente a frente de ti
Perco do mundo a noção
O meu coração pulsa forte
Ouço o badalar de sinos
Murmúrios e desatinos
Sou vulcão em erupção
Frente a frente de ti
Perco do mundo a noção
Tua boca tal qual ímã
Suga o meu olhar...
Sedento pelos teus lábios...
Que aos meus vem procurar
Minha boca assim, fremente
Colada unida à tua
Dentro delas bailarinas nuas
Contorcem-se, enroscam-se...
Prazer há no paladar
Minha língua toca a tua
Abraçam-se... Tremulo nua.
Bailando tocam o céu
Da minha e da tua boca
– O amor me faz audaz –
De outra... Louca... Rio se faz!



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domingo, 5 de julho de 2009

O Relógio - por Adir Vieira

Logo de cara, ao vê-lo, apaixonei-me.
Não sou daquelas que se rende a obras de arte caríssimas, famosas, só para mostrar que sou antenada em cultura artística ou coisas que tais.
Se um objeto me chama a atenção, podem crer que foi pela emoção. Pela sinuosidade das linhas, pela beleza e, sobretudo, pelo encantamento que gera em mim.
Desde criança, sei que sou fanática por relógios. Capto-os no pulso de quem quer que seja, nas estantes e nas mesinhas de cabeceira quando entro numa casa, nas paredes das cozinhas, nas torres das igrejas ou mesmo nas paredes das lojas comerciais.
Todos me prendem ao menor “tic-tac”. Já há muito, deixei de procurar uma razão para tal apego.
Eis que hoje fui surpreendida por um despertador nunca antes visto, nem mesmo em lojas onde esse é o produto principal. E foi de súbito que ele me chamou a atenção.
Não era um despertador comum, mas descomunal em sua beleza.
Sabem aqueles despertadores de mesa pequenos que no seu topo exibem duas campainhas? Aqueles que embaixo possuem duas perninhas viradas para o lado? Pois é. Imaginem um despertador desses com 45cm de altura! Exuberante!
Só ele preenche todo o espaço de uma mesinha de cabeceira.
Apesar do tamanho, conseguia ser sutil. E sabem, onde achei a “obra de arte”? Numa papelaria de um shopping.
Agora, de volta a casa, estou aqui com ele povoando meus pensamentos e interferindo na minha vontade, na minha compulsão de correr lá e comprá-lo.



Visitem Adir Vieira
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quarta-feira, 11 de março de 2009

Armadilha - por Alba Vieira

O êxtase - a dúvida,
Caminho iluminado - o cadafalso,
Inebriantes fantasias - as tristezas,
Você ao meu lado - o salto.

De que vale amar,
Se é loucura,
Se o bem querer
Só traz amargura?

Antes ter por senhor a razão
Do que os motivos vãos do coração
Que só te fazem perder a luz,
Já que a paixão seduz
E no fim te reduz:
A pó.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Paixão - por Raquel Aiuendi

Jogos de palavras
Podem ser trocas
De palavrões
Mas com senões,
Sesins,
Jogos de palavras
Assim
São só paixões.
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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Paixão

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Folhetim - por Vicenzo Raphaello

Tempo fazia que ela partira

Retraído
calado
triste
solitário

Mudou-se dos jardins
para o centro
Praça das Palmeiras
Num ap foi morar

Passava o tempo sentado
numa varanda
olhando sombras de gente
que sumiam sob as sombras das árvores

Levanta-se
coração palpita
quando de uma sombra
se faz a imagem
da mulher ausente

Ansioso
observa por dias seguidos
o ressurgir daquela imagem querida
Saudade sofrida

Volta a coragem
desce
sentado no banco espera

Ela aparece
com cuidado ele se achega
Você?
Com um gesto ela assente
O rosto amado
sua mão acaricia
com forte receio do encanto quebrar

Leva-a ao seu canto
inerte
com olhar marejado
de tanta ternura
ela beija-lhe os olhos
já na cama

Na sombra do quarto
ela vai
retorna
em quase plena nudez
como do último encontro

Ao seu lado deitada
com ansiedade
carícias acontecem
As mãos entre as coxas
no lugar do vazio
volume encontra

Enganado
com fúria reage
Aquele rosto cobre
tentando esconder
a vergonha
daquele engano
e assim permanece
quanto tempo não se sabe

Sabe-se porém
que tempos depois
jornais noticiam
a morte obscura
de homo casal.
.