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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Cria a Dor - por Jeff Oliveira


A gente é tão confuso, confunde até confusão
Tem dia que parece noite e a gente esquece que tem coração
A gente não tem paciência e fala tanto o que não deve
Fala o que sente, o que não sente, acaba deixando as coisas mais breves

Criadores somos nós, cria dores nos outros,
criadores de nós, criamos dores na gente mesmo
Criamos e destruímos.
Creiamos que podemos ser metade e meia do que somos agora.

Creiamos, cresçamos, sejamos bem maiores que nossas indecisões,
maiores que nossas discrepâncias, nossos contrários.
Alimentemos o lobo bom.
Deixemos de ser cria dores e sejamos criamores, criadores.

 

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Saudosismo II - por Jeff Oliveira


Conversamos noite a dentro sobre nós dois.
Ela lembrou de alguns momentos. Lembrei-me de outros.
Falei: “Lembra dessa música que você me mostrou? (We’re in heaven)
NUNCA mais esqueci.”

Ficamos conversando sobre o passado.
Ela me dizia sentir saudade, muita saudade. Eu dizia o mesmo.
E ficávamos naquela, como se um quisesse dizer alguma coisa para o outro,
Mas como a barreira do tempo e de nossas realidades presentes não deixassem,
Calamo-nos. Foi melhor... Quem sabe.


Indaguei se ela ainda guardava alguma de minhas poesias.
Ela disse: “Jeff, eu guardo todas as suas cartas. Todas.”
Enterneci-me e fiquei lisonjeado.
Ainda ouvindo aquela maldita música (We’re in heaven),
Comecei a lembrar de muitos momentos bons ao lado dela.
Das nossas conversas, dos risos, das discussões também.
Fui pra bem longe nos meus pensamentos.

Vi-me ao lado dela naquela sala, abraçando ou apenas olhando-a como se ela fosse uma deusa.
Inatingível, não alcançável. Alheia a minha história.
Sabia que minha vida jamais tangenciaria a sua.
Abruptamente, percebi minhas lembranças escorrerem pelos olhos.
Parei tão logo percebi.
Não podia mais chorar. Não depois de QUATRO ANOS.
Até mesmo porque nada havia acontecido.


MALDITO SAUDOSISMO esse meu.
Pobre coração o dos saudosistas. Vive de quimeras, daquilo que houve, do que foi e principalmente:

Daquilo que poderia ter sido.

 

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domingo, 3 de agosto de 2014

Saudosismo I - por Jeff Oliveira


Eita Saudade de tomar de banho de chuva.
Ficar embaixo da “biqueira”, fazendo tudo, fazendo nada.
De manhã, de madrugada, com a simplicidade do poeta.
Criança não quer saber de câmbio, inflação ou superávit.
Criança quer o pirulito e cabou-se. Quer jogar de bola na rua e ponto final.
Quer e mais nada. Mais nada. Num querer acanhado, livre, sorridente,
vazio de responsabilidades, um querer que é só um querer.

Já falava o poeta: “Simplicidade é querer uma coisa só”.
A criança sabe muito bem o que é isso.

Que tempos bons aqueles onde se jogava bila até bem tarde.
“Homem-pega-mulher”, “Carimba” e “7 pecados”.
A hora de entrar era boa não.
“Mãiêêê, só mais um poquinho, só mais um pouquinho” - Pedíamos quase chorando.
“Mais um pouquinho? Você já ta dizendo isso faz meia-hora.  Bora, pode entrar Seu Fulano. Pode entrar Dona Beltrana” - Berravam nossas mães.  Muitas vezes em frente aos nossos amigos.  (Acaso os pais não sabem que isso não se faz?)
Aí a festa se acabava. Mas no outro dia tinha mais. Sem preocupações. Aliás, o pesadelo talvez fosse ter que estudar, ir ao colégio.
O que é pesadelo pra nós hoje?
Éramos felizes. Desconhecíamos essa nossa condição.
Eita saudade. Eita saudade.

 
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Rubem Alves.

domingo, 28 de abril de 2013

Belo Breve Berro - por Jeff Oliveira


Ele era belo. O Tempo seu inimigo.
Era etéreo, o ser instante sua essência.
Ele era silêncio, seu contra-ponto era um berro.
Veio o tempo e levou sua beleza embora.
Veio o instante constantemente fazendo sua vida mais breve.
Também o silêncio foi rasgado pelo berro da morte.
Mais um Narciso que se foi.
Assim é a vida: Somente um Belo Breve Berro.


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sábado, 14 de julho de 2012

Tiros de Versos - por Jeff Oliveira

 



Humanos são complicados. As máquinas, simples , consertáveis e dignas.
Não dialogo com pedra, nem com ouvido de mercador.
Faço caras e bocas pra quem me martirizou.
Lanço a fala e a seta sem medo da consequência.
Ato pensado e falado, medido com a experiência.

 
Me faço de louco e de outros tantos,
Me mostro pecador e um pouco santo.
Rio das minhas besteiras e das loucuras sacras dos outros.
Minha bússola é instinto, meu acreditar já é extinto.

 
Me jogo na linha de tiro, se nela 'tá' meu amor,
Das dores já aprendi tanto que posso ser professor
Luto até a morte por aqueles que admiro,
Sou cabra forte e valente, da luta não me retiro.
 

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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Noite Estrelada: A Poesia Me Move - por Jeff Oliveira

 
Van Gogh - Noite estrelada

De fato, a poesia me consome, tal qual fera, bicho feroz que crava as garras na presa
e não a solta até que tenha lhe aproveitado o último membro, o último gole.

Poeta? Não. Vítima dos versos, repentes, canções.
Vítima e, às vezes, predador.
As palavras sabem muito bem disso. Como as maltrato, vez ou outra.
Por fim, uno-me aos signos, à etimologia, aos quadros por trás de cada frase e cada letra.
Lembro agora daquela moça amiga, de vestidos únicos, de cabeleira negra, mais que a graúna ou qualquer outro ser da noite. Ela que passou espalhando elegância outrora.
A frase dela: “Respira fundo e escreve!”
Visitem Jeff Oliveira
 
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sábado, 15 de janeiro de 2011

Déjà Vu-Rotina - por Jeff Oliveira

Acordo.Levanto.Visto.Vejo.Como.Saio.
Carros.Sons.Buzinas.Gritos.Cidade.Fumaça.
Parada.Multidão.Transporte lotado.Batida.Confusão.
Demora.Espera.Calor.Barulho.Estranhos.Trabalho.Mesmice.
Rotina.Repetição.Cansaço.Saio.
Vejo gente pedindo dinheiro.
Transporte mais lotado.Loucos gritando.Humanos animais.Animais humanos.
Colégio.Mais pessoas.Multidão e o sentimento de solidão de cada um.
Milhares sós.
“Estamos sós e nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar.”
Entrar.Sentar.Ouvir.Assimilar.
Sair.Andar.Mais gente pedindo dinheiro.
Parada.Transporte mais lotado ainda.
Durante o dia minha humanidade é meu algoz.
Meu repetir é meu carrasco.Meu não-fazer,meu executor.
Casa.Chegada.Cansaço.Tudo isso Déjà vu.
Banho.Deito.Apago os meus erros,nossos,de cada dia.
Apago minha culpa,dando uma desculpa e depois apago.

No outro dia:Acordo.Levanto.Visto.Vejo.Como.Saio...Rotina.

Déjà vu!
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domingo, 9 de janeiro de 2011

Conflitos e Contradições - por Jeff Oliveira

De repente a situação se inverte.
Vejo-me na posição de apontado e provo o quanto dói.
Quando se aponta nada se tira de nós. É muito fácil apontar, julgar e já condenar.
Quando se é apontado a história é diferente.
Quando o lado errado é o seu, é você, passa-se a ver por um outro ângulo.
Mas quanto vale sufocar a verdade? Até onde se pode mentir pra si mesmo?
Quantas vezes não nos sentimos prisioneiros de nós mesmos, dos nossos conflitos e das nossas contradições?
E não há reza, nem raso. Só profundo e pecado.
A pior parte de nossa humanidade.
A hipocrisia de falar o que pensamos e de não viver o que dizemos.
Entenda-se pecado aqui por erro de alvo, ato falho.
Se não pedimos perdão e, principalmente, se não nos perdoamos passamos a ser algozes de nós mesmos. O importante é sempre saber recomeçar.
Um passo de cada vez. Procurando mudar, acertar, fazer diferente.
O menor esforço pra ser alguém melhor é sinônimo de bondade.
Basta buscar o que há de mais limpo e bonito no ser humano e daí ter forças pra enfrentar os conflitos e contradições.
Somos humanos demasiadamente!
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Visitem Jeff
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Em Construção - por Jeff Oliveira

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Mais que tudo serei feliz
Serei osso, serei carne,
mais divinamente humano
Serei constantemente
esse ser inconstante e paradoxal que é o ser humano.

Serei esse ser em construção, que tem direito ao erro
Mas que tem a capacidade de acertar da próxima vez também
Recomeçar, começar,
aprender que começo se escreve
com “C” ou não “C”? Duas opções. Eis, aqui estão!
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......................Visitem Jeff
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Balanço de Fim de Ano - por Jeff Oliveira

Corri.Fugi.Voltei.Lutei.Venci.Perdi.
Gritei.Falei.Bati.Fui abatido.Ganhei.Perdi.
Perdi ‘amigos’ e ganhei ‘inimigos’.
Ganhei ‘amigos’,perdi ‘inimigos’.
Recuperei amigos antigos.

Estressei.Estressaram-me.
Sorri,brinquei,fui sério.
Amei.Amei mais.E amo.
Fui feliz.Fui ao céu.Fui às alturas.
Desci às profundezas num só golpe.
Levantei-me.Voltei a andar.
Venci corridas.Fiz o improvável.Não por minhas forças,mas fiz.
O impossível aconteceu.A felicidade então me sorriu numa fresta de tempo.


Fui ausente pra uns.Presente pra outros.
Mudei.E como mudei!
Conheci pessoas novas.Conheci pessoas antigas.
Máscaras caíram,rostos se mostraram.
Uns amigos se mostraram na hora da dor.
Outros fugiram resmungando dos próprios problemas.
Descobri,afinal,os amigos in verita.

No entanto,as vitórias e a esperança foram sempre maiores.
Se não tivessem sido eu não estaria aqui.
O próximo ano se aproxima(Que redundância!)trazendo novas histórias
Novas dores,novos amores
Novas felicidades,mais experiências.
Vamos que a vida é pra frente e a roda-viva não pára.

“Mas tudo fica sustentado pela fé.” (Eu não sei na verdade quem eu sou. - “O Teatro Mágico”)
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Sin Cera Mente - por Jeff Oliveira

Sinceramente os olhos falam da dor da gente,
Sinceramente nem sempre um amigo é decente,
Sinceramente há amigos que mentem pra gente
Tudo desaba de repente, Máscaras com cera, nenhuma sin cera

Há gente que esteticamente sincera, mente.
Mente.desmente.desconta suas dores e traumas na gente.
Sinceramente, minto pra mim dizendo que alguns não mentem
Quando na verdade, eu sempre soubera que a perfeição é coisa da nossa mente.
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Visitem Jeff.....................
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Vou Esperar Mais um Dia - por Jeff Oliveira

Quando o frio se fizer presente
E a manhã já não for mais tão quente
Quando o céu não for tão mais azul
Você no norte e eu estiver no sul...
Vou esperar mais um dia

Se as andorinhas não cantarem
E se os amantes não se amarem
Se o céu não quiser as estrelas
Se a criança não quiser brincadeira...
Vou esperar mais um dia

Mais um dia, um dia a mais não faz falta
Se perdidos na mata, acharemos caminho
Neste solo que tão poucos conhecem
Venho e faço minha prece: Não vamos ser sozinhos

Mais um dia e o frio cessará
E o céu voltará, voltarei pro meu norte
Os amantes, enfim, vão se amar
A andorinha a cantar, é destino, não sorte

A criança mais uma vez vai brincar
De ciranda-cirandar
Quem com fé esperar
Verá o Sol nascer mais forte
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“A poesia prevalece!”...........
(O Teatro Mágico)...........
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Visitem Jeff...........
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domingo, 14 de novembro de 2010

História do Amor de Nós - por Jeff Oliveira

Sim, eu a esperei. Esperei e ela veio.
Com toda a sua inteligência e humor
Com seus contrastes, certezas e incertezas
Ela veio com esperança, com vontade de amar
Veio cheia da vontade de encher-se, de se esvaziar de si.

Chegou escondendo seus sonhos, seus sonhos de amor eterno, de eternidade
Escondidos sob o pano do medo e das experiências
Ah, as experiências!
Por mais que tenhamos experimentado tantas coisas, vivido tanto...
Que são as experiências senão apenas uma face da moeda?
Que seria de nós se vivêssemos pautados apenas pelas experiências?
Felizes os loucos, os ousados.
Aqueles que arriscam VIVER, simplesmente VIVER.

Ela veio...
Não foram alianças... Ainda não. Quem sabe...
Mas uma pulseira e um anel de Tucumã,
como símbolos de um compromisso silencioso
que confirma aquilo que os olhos não podem ver.

É o visível mostrando o invisível,
numa vontade que não prende, mas liberta
Que assim seja!
Sim, eu a esperei. Esperei e ela veio
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Visitem Jeff..............................
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