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sábado, 14 de abril de 2012

(Sem Título) - por Poty


Aproveita e lava, banha-se, deixa penetrar no corpo e também a alma... Será levado e lavado o podre que incorpora sobre ele.

Poty – 05/04/2012

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Banho - por Vicenzo Raphaello

Era um dia nublado, pesado, destes que doem na alma. Inquieta, com nuvens ainda mais escuras dentro de mim, procurava resolver aquela aflição de forma racional. Impossível... Minha alma estava cinzenta, dolorida, o coração batia com dificuldade, como se quisesse parar diante de tanto esforço. Resolvi não pensar, sentar e me acalmar aos poucos. Fiquei quieta, olhos no nada, mente vazia, enquanto os olhos se inundavam de uma dor que eu jamais conhecera. As lágrimas escorriam pesadas, abundantes, mostrando-me um sentimento que havia em mim num lugar intocável, numa tristeza anônima. Sem soluços, sem desespero, sem compreensão, banhei-me naquela fonte repentina e, lavando-me em dor, clareei minha alma, libertei meu coração e perfumei meu dia. Ao levantar, era um outro alguém que se despedia de uma realidade interior absolutamente desconhecida e enigmática.

Esse meu lavar de dentro para fora me fizera compreender que a angústia tão profunda era que, na verdade, ficara ainda aquele gosto amargo da minha incompreensão do meu próprio eu.
Não há como fugir das nossas limitações a não ser racionalizando aquilo que não compreendemos e aí algum alívio dar ao coração.




Complemento a “Banho”, de Ana.
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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Banho - por Ana

Era um dia nublado, pesado, destes que doem na alma. Inquieta, com nuvens ainda mais escuras dentro de mim, procurava resolver aquela aflição de forma racional. Impossível... Minha alma estava cinzenta, dolorida, o coração batia com dificuldade, como se quisesse parar diante de tanto esforço. Resolvi não pensar, sentar e me acalmar aos poucos. Fiquei quieta, olhos no nada, mente vazia, enquanto os olhos se inundavam de uma dor que eu jamais conhecera. As lágrimas escorriam pesadas, abundantes, mostrando-me um sentimento que havia em mim num lugar intocável, numa tristeza anônima. Sem soluços, sem desespero, sem compreensão, banhei-me naquela fonte repentina e, lavando-me em dor, clareei minha alma, libertei meu coração e perfumei meu dia. Ao levantar, era um outro alguém que se despedia de uma realidade interior absolutamente desconhecida e enigmática.



Texto cujos título e início foram utilizados para Banho - As Nossas Histórias VII.
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terça-feira, 14 de abril de 2009

Banho - As Nossas Histórias VII

Era um dia nublado, pesado, destes que doem na alma. Um dia para ficar na cama deixando vir esta inquietude, sentindo-a e pensando para onde ela o queria levar. Na cama e coberto com um edredon bem quentinho.
Pegou um livro que estava sobre o criado mudo, e reiniciou pela enésima vez a leitura daquele livro, tão sem graça como esse dia acinzentado, mas ler ou fazer qualquer outra coisa estava fora de cogitação.
Seu pai falecera na noite anterior e agora ele se dirigia ao enterro. A face sombria. Nem sabia se o dia estava mesmo nublado, ou se era o seu estado de espírito que fazia parecer que estava. Talvez o dia estivesse ensolarado, todos os que conhecia estivessem saindo de casa para ir à praia e quem sabe seu pai nem tenha morrido. E se tudo for apenas um sonho ruim, um pesadelo desses que todo mundo tem de vez em quando e quase sempre não lembra ao acordar?
Quem dera. O pai já era velho. Já era a hora dele. E ele não ia querer me ver choramingando pelos cantos. É isso. Ele morreu e vou ter que aprender a conviver com isso. Tenho que guardar esse dia para passar aos meus filhos para que quando o mesmo acontecer comigo tomem a minha atitude como experiência. Mas de uma coisa eu tenho certeza: eu serei tão bom pai quanto o meu foi. Isso é certo.
Neste momento, caiu do céu uma chuva repentina, gelada, renovadora. Era como uma resposta, como uma mensagem, como um banho bom de chuva como aqueles que tomávamos, meu pai e eu, quando, às vezes, voltávamos das pescarias. Recebi aquelas gotas como beijos de despedida.
Adeus pai. Você definiu quem eu sou.



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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Banho

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
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domingo, 28 de dezembro de 2008

Aquele Banho - por Poty

Rito sagrado,
Que tem sua profana realização…
Água batendo no seu corpo nu,
Eletriza,
Magnetiza,
Aromatiza,
E relaxa…
… Banho de florais
Banhos naturais
Banho de sais…
… Banho de chuva
Banho de chuveiro
Banho de torneira…
… Banho cachoeira
Banho na banheira…
… Banho no hotel
Banho no motel…
Banho nas catedrais!
Alivia dor.
Massageia e lava o corpo e a alma.
Banho que é só meu
Também com meu amor!
Creme no cabelo
Sabonete no corpo,
Um tocar sem fim!
… Sensação de liberdade…
É inigualável!
Chega-se até mixar!
Viaja-se!
Fantasia-se!
Deseja-se!
Imagina-se coisa!
É uma sessão inabalável.

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