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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Meu São José, Meu Fetiche - por Jorge Queiroz da Silva

Minha fé se mantém irredutível até hoje e sempre se fortalece com as minhas visitas ao Templo de São José, na rua Primeiro de Março, no Rio de Janeiro, local onde pude sentir sua presença bem de perto, quase que fisicamente.
Em todas as turbulências de minha vida, era no silêncio daquela Basílica que eu encontrava a concentração devida e as respostas a todas as perguntas que eu fazia ao meu Santo conselheiro.
Foram nos diversos momentos de busca de uma nova carreira profissional que eu encontrei a segurança, nas tomadas de decisões e nos caminhos por onde seguir.
Sei, com bastante certeza, que ocupei tanto o meu protetor que ele acabou por me colocar bem junto dele, ali bem em frente ao Fórum, onde permaneci por mais de doze anos trabalhando num grupo cimenteiro.
Ali mesmo tive a oportunidade de confirmar, mais uma vez, a sua proteção e a certeza de que eu estava, verdadeiramente, sob seu manto e seu cajado.
Num determinado dia, em que fui convidado para almoçar com amigos de profissão num restaurante bem em frente à Igreja, estava eu me dirigindo para o restaurante quando fiz menção de atravessar a Rua Primeiro de Março e, não sei por que motivo, ao invés de atravessar, eu dei um passo para trás, o suficiente para que um carro de aluguel esbarrasse em mim e, em seguida, me jogasse para cima do seu teto, onde vivi segundos de incerteza.
Enquanto eu viajava no ar e pensava sobre o que seria de mim, em frações de segundos, pude sentir que pousava, de pé, na ponta da calçada.
Do outro lado da rua um senhor, mero expectador do fato, em aplausos gritava:
- Bravo! Bravo! Parece até um dublê de cinema!
Eu, muito assustado, ainda contemplei o táxi, que seguia em ziguezague a uns setenta quilômetros pela Avenida.
Passei a me observar, percorrendo rapidamente as mãos por todo o corpo, e senti que tinha sido apenas um grande susto, apesar de minha roupa estar amarelada do lado esquerdo, revelando a cor da tinta do carro nela impregnada. Apenas um pequeno corte no pulso, que nem sangrava e só ardia, provocado pela pulseira do meu relógio, me incomodava e firmava o que havia ocorrido.
Agradecido ao bom São José, não deixei de comparecer ao almoço combinado. Estive no restaurante com toda fé e galhardia e quando indagaram sobre as manchas na minha roupa, expliquei, prontamente, que eram do carro que havia me atropelado.
Com aquele fato verídico, eu somente posso crer numa coisa nesta vida: assim como temos o dia certo para nascer, também temos o nosso dia certo para morrer. Mas ainda posso afirmar que quem tem padrinho não morre pagão!



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quarta-feira, 22 de abril de 2009

A Coragem de um Homem - por Jorge Queiroz da Silva

Conheci na minha vida profissional um homem de coragem, formado em farmácia, que atuava como Diretor de Operações numa indústria em que trabalhei.
Respondia pelas áreas de importação e exportação e pela obra de expansão da empresa.
O que mais me marcou foram as indicações de energia, coragem e força desse executivo, que era um autodidata. Muito me admirei em saber que tinha sido o comandante do vapor Márcia, que teria sido afundado na última guerra mundial pelo submarino alemão em águas brasileiras.
Vou tentar relatar agora uma história que diz bem da sua coragem e que muito combinava com o seu jeitão de homem forte e decidido, e que, num determinado momento da vida, mais ou menos na faixa de 40 anos, iniciou um processo de cegueira. Lutou bravamente contra a doença, quando a recomendação médica o proibia inclusive de dirigir automóvel, principalmente no período noturno. No entanto, ele não desistia e continuava a vir ao trabalho diariamente, dirigindo seu próprio carro, evitando apenas de sair tarde, preferindo deixar o trabalho ao cair da noite, quando ainda a cidade estava iluminada.
Um dia descuidou-se, o dia avançou e ele insistiu em ir para casa quase anoitecendo. Iria fazer um deslocamento da Tijuca até o Leblon, e já quase chegando em casa a sua visão começou a faltar e para não dar o braço a torcer, colou o seu carro na traseira do carro da frente e a visão das lanternas o ajudava a dirigir. O carro da frente andava, ele andava junto, o carro da frente parava, ele parava junto, aí então o carro da frente não mais andou e ele, muito irritado, começou a buzinar, esbravejando:
- Oh, rapaz! Não vai andar não?
Ao que o outro respondeu:
- Como é que eu vou andar, se estou dentro da minha garagem?
Todos comentavam o fato e tentavam, cada um à sua maneira, se espelhar nesse grande exemplo de coragem e firmeza diante da vida.



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quarta-feira, 15 de abril de 2009

O Difícil Caminho de um Histórico Profissional - por Jorge Queiroz da Silva

Vivia eu a alternativa da busca do emprego ideal, aquele que colocaria à prova todos os meus conhecimentos adquiridos ao longo dos anos. Aquele que iria confirmar se realmente eu estava preparado para assumir todos os desafios de uma grande Empresa.
Com esse objetivo, participei do processo de seleção que, por sinal, considerei o mais complicado de todos os que eu já havia, até então, disputado.
Naquela época desconhecia o mecanismo desses processos e transitei por uma longa estrada em várias entrevistas.
A primeira delas foi com um funcionário federal lotado na Superintendência de Marinha Mercante, como Diretor da Divisão de Auditoria, e que, por via política, assessorava um grande industrial europeu.
Foi bastante desgastante. Atendi a cinco convocações em dias diferentes e a cada uma delas eu respondia a perguntas do meu entrevistador, que sempre afirmava que dispunha de pouco tempo e não poderia me entrevistar como desejava.
Dessas cinco convocações, a primeira durou cinco minutos em uma das salas, a segunda, com outro entrevistador, aconteceu na recepção da Empresa, a terceira dentro de um elevador no trajeto entre a cobertura e o andar térreo, a quarta andando pela Av. Rio Branco e, finalmente, a derradeira e quinta entrevista, já dentro da sua sala, onde me anunciou que eu seria admitido após a apresentação dos exames e documentos necessários.Lembro-me bem do seu sorriso quando me deu os parabéns por ter sido escolhido entre quase vinte candidatos.Completou que por aquele motivo iam inicialmente pagar-me o mesmo salário do antigo emprego e após trinta dias de experiência, teria um reajuste de vinte por cento. Julguei, naquele dia, que o referido senhor pensava estar admitindo o mais fraco dos candidatos para garantir-se, sem precisar ter medo de perder o lugar.
Talvez pensasse ele que eu não tivesse os conhecimentos necessários para comandar um Departamento Financeiro de um grande grupo internacional que envolvia importação e exportação, câmbio, dívida externa, Bancos Nacionais e Internacionais, contas caucionadas, balancetes, cobrança em nível nacional, além das aplicações financeiras.
Quis fazer de mim um mero assistente do trabalho que desenvolvia. Colocou-me ao seu lado na mesa e pediu-me que ficasse observando como trabalhava.
Assim eu fiz, fiquei calmo e atento.
Após o primeiro expediente, ele me disse que era um assessor somente de meio expediente, pois tinha um emprego público e por aquele motivo os Diretores estavam com a idéia de substituí-lo.
Convidou-me para um lanche com o propósito, como disse, de me passar algumas “dicas”.
Já na lanchonete, fiquei surpreso, pois o prato a mim oferecido era simplesmente uma cilada, para que eu ficasse impedido de assumir aquela posição. O MEU LANCHE ERA COMPOSTO DE LINGUIÇA FRITA COM CACHAÇA!
Foi problemático estar novo no emprego, numa função de responsabilidade, trabalhando com finanças e durante o período experimental ter que conviver com bebida alcoólica e comidas perigosas oferecidas por aquele senhor.
Mas aquela posição falsificada de assistente foi modificada quando o presidente do grupo, muito inteligente, observou o que se passava e determinou que as posições deveriam estar invertidas, pois eu assumiria a mesa de trabalho e ele observaria a minha desenvoltura.
Aquela ordem modificou seus planos e, no dia seguinte, ele não mais compareceu ao serviço.
A justiça então se fez e eu, sozinho, conduzi todo o trabalho e segurei a posição, graças a Deus!



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terça-feira, 3 de março de 2009

Jorge Queiroz da Silva

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Sou uma pessoa que vê a vida
de uma forma totalmente poética.
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Acordo, caminho e durmo
observando e sendo fiel aos meus sentimentos.
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Sou criativo por excelência,
amo a arte e aplico-a em todos os meus atos.
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Sol em Gêmeos, Lua em Libra
e Ascendente em Sagitário.

A vida para mim é uma eterna descoberta!
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A Simpática Convivência com Meu Tio Nilo e suas Histórias Maravilhosas! - por Jorge Queiroz da Silva

Meu tio Nilo foi um dos meus sete tios.
Tendo nascido de parto prematuro aos seis meses de gestação teria menos possibilidade de viver com saúde, ainda mais numa época em que tudo era muito complicado. Como dizia minha mãe, nascer era tão problemático como morrer.
Lembro que, nas histórias de família, mamãe contava que o seu primeiro berço foi uma caixa de sapatos, pois como prematuro de extremo risco, necessitava de cuidados muito especiais para sobreviver.
Podemos imaginar a dificuldade da família para que na altura dos seus vinte anos, sem qualquer recurso especial, ele pudesse ser considerado uma pessoa de saúde normal.
No entanto, de todos os meus tios, era o mais inteligente, embora tivesse o menor grau de instrução.
Em compensação foi, durante toda a sua vida, o melhor dos tios e o que mais valeu à minha mãe, sendo sempre o seu fiel escudeiro.
Morou em nossa casa até o término da sua vida e era um ser bem diferente dos demais.Não tinha muito juízo, mas alegrava todos os nossos almoços de domingo com suas brincadeiras e grande otimismo.
Era quem ajudava financeiramente a minha mãe, visto que a contemplava com um pouco do resultado das gorjetas que recebia.
Agradava assim minha mãe pelos cuidados especiais que lhe devotava com o bom trato de suas roupas e com sua alimentação. Aliás, minha mãe tornou-se sua protetora desde a morte de sua mãe.
Na época, apesar da pouca idade em relação a ele, sempre cuidou para que ele pudesse ter algum rendimento que lhe garantisse o dia de amanhã.
Deu-lhe algumas idéias para que ele pudesse ter algum dinheiro, um ganho como autônomo, pois era um participante ativo das nossas noites cariocas, no Edifício Avenida Central, na Avenida Rio Branco.
Sempre nos dias de Natal e Ano Novo ele fazia questão de brindar a todos com uma pequena lembrança e não nos poupava dos seus famosos e engraçados discursos otimistas, nos quais sempre dizia que todas as pessoas daquela mesa de ceia um dia ainda iriam se banhar em muito dinheiro!
E era aquela saudação na passagem de cada ano, que sempre nos trazia alguma alegria porque, em segundos, ele nos transformava em raros milionários na sua forma otimista de nos ver, falando com bastante ênfase, de pé, na cabeceira da mesa de Natal.
Não possuía nenhum certificado escolar ou profissional, apenas uma carteira de identidade, mas, mesmo assim, conseguia ganhar dinheiro como ninguém.
Causava inveja a muitos chefes de família, com os ganhos recebidos com um subemprego, o de abrir as portas dos carros na entrada do Jóquei Clube do Brasil, na sua antiga sede na Av. Almirante Barroso.
Era um guardador dos carros oficiais que, naquela área, ficavam sob sua responsabilidade. Trabalhou ali por mais de trinta anos.
No exercício do seu trabalho teve a oportunidade de se aproximar, naturalmente, de todos os Ministros, Juízes, Senadores, Deputados e até mesmo do Presidente da República, o Getúlio Vargas, chegando, nessa oportunidade, a abrir as portas do carro do consulado americano que conduzia o Presidente Roosevelt, freqüentemente no Brasil, faturando a sua primeira gorjeta em dólares. Também servia nas portas dos Clubes, inclusive o Clube Naval.
Era muito o que ganhava com as gorjetas, abrindo as portas dos automóveis luxuosos dessas autoridades, visto que empatizava com todos.
Minha mãe sempre dizia que se ele tivesse tido juízo, teria feito um excelente pé-de-meia.
Por trabalhar na rua e devido a sua grande facilidade de ganho, dele se aproximavam também as prostitutas, os homossexuais, os mendigos e os cachaceiros das noitadas, que se faziam de amigos para levá-lo para beber, com a finalidade única de lhe tomar dinheiro.
Ele se trajava sempre com roupas de primeira qualidade, e o interessante é que nunca gastou o dinheiro do seu trabalho para comprar suas vestimentas e sapatos, pois ganhava daquelas autoridades. Às vezes, com orgulho, exibia um par de sapatos que não usava em respeito ao dono, o Getúlio Vargas.
Infelizmente, a bebida que lhe faziam pagar na rua não só prejudicava o resultado do seu trabalho e ganho como, também, o levava a um estado de total embriaguez, que o fazia até dormir pelas calçadas da cidade.
Quantas e quantas vezes eu, ainda menino, com muita pena, tentava levantá-lo do chão frio e até molhado pela chuva.
Quando ele conseguia chegar em casa, normalmente estava totalmente sujo, o que causava um impacto pela desconexão com sua roupa alinhada.
Cheirando mal, levava minha mãe ao desespero quando, entrando pela porta da nossa casa, gritava por ajuda, fingindo estar sendo vítima de forte dor de barriga.
Lembro-me de minha mãe clamando por Deus do Céu, Jesus Cristo e Nossa Senhora, enquanto mandava que ele fosse direto para o banheiro, pegasse as roupas e as jogasse no molho, direto no tanque de roupas, para que depois cuidasse delas.
Mesmo assim, com todas as dificuldades da vida, ele sempre foi, dos meus tios, o mais honesto, o mais consciente com a minha mãe, aquele a quem eu mais respeitava e com quem mais conversava.
Recordo-me de que me trazia balas e pequenos brinquedos, ajudava ainda nas compras de meus cadernos e livros escolares.
Era dono do maior otimismo de vida, pois a convivência que ele manteve com autoridades e políticos sempre o levou ao delírio!
Foi um importante personagem na minha vida infantil, que me fez ouvir pela primeira vez o nome de milhões de contos de réis, a moeda da época, muito difícil de se ganhar. Duvido muito que, se qualquer outra pessoa que mantivesse um papo com ele de, pelo menos dez minutos, não passasse a se sentir um grande milionário!
Lembro também que, às vezes, meu pai, muito nervoso com suas histórias, queria expulsá-lo lá de casa, principalmente por ele fazer minha mãe passar por todos aqueles momentos inconvenientes.

Eu era ainda um menino e a história mais incomum que ouvi a seu respeito foi aquela em que ele, na tentativa de imitar os guias espirituais de minha mãe e de outras pessoas que eram ligadas à religião, se instalou na casa de uma mulher de vida fácil.
Lá longe de nossa casa, na Baía da Guanabara, se fazia passar por um guia conselheiro, incorporando simuladamente o “Caboclo Mamador” que baixava dizendo:
- “Caboclo Mamador, Caboclo quer mamar.” E só atendia as mulheres mais jovens residentes naquela região, onde ele era totalmente desconhecido.
Além de ganhar pelos trabalhos, ele ainda criava, em volta dele, um circulo só de mulheres jovens que, curiosas e ansiosas para obterem os milagres da vida em relação a casamento, obedeciam as suas ordens quando pedia que colocassem seus seios para fora. E ele saía mamando e repetindo que, ao mamar, ele traria bons fluidos às consulentes. Daria força às mulheres para arranjar um bom casamento com um rico pretendente ou um bom emprego.
E eu só vim a saber dessa história depois que os jornais de Niterói noticiaram a fama do Caboclo Mamador.
Não preciso dizer que ele foi detido, os jornais fizeram publicação a respeito, mas felizmente para ele, por ser réu primário, foi liberado pela polícia depois que fizeram o pagamento da fiança.
Portador de leve deficiência mental, uma leve esquizofrenia, foi ainda apoiado pela própria justiça, que classificou as mulheres que lhe deram o seio para mamar de sem-vergonhas, inexperientes, frisando que elas colaboraram diretamente para que ele se utilizasse daquela farsa espiritual!
Lembro também da tristeza de minha mãe quando soube das notícias que corriam nos jornais. Repetia sem parar:
- “Que vergonha, que vergonha, meu Deus! Não sei o que fazer com o Nilo!”
Desse dia em diante, o tio Nilo passou a ser um homem mais caseiro, deixando que as prostitutas do centro da cidade tomassem conta do dinheiro de seu trabalho honesto como recepcionista das autoridades do Governo.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Fêmea - por Jorge Queiroz da Silva

Nunca tive o prazer acentuado,
nunca senti uma fêmea tão esperta,
que me tirou de um mundo
tão trancado
e me jogou numa conquista
tão certa…

Que doce é você, amorzinho,
que loucura de mulher e que é todo
o meu charminho…

Quero gozar em teu corpo,
o maior amor indiscreto,
quero saber de você,
se sou o teu homem
tão certo…
Não responda com palavras,
mas me responda com beijos,
assim que eu esteja por perto…

Quanta força num corpo só,
quanta força exibimos juntos…
Quanto carinho e deslumbramento,
quantos afagos e desprendimentos…

O amor louco, somamos…
o gozo forte, transplantamos…
o sorriso certo, trocamos…
e por tudo isto, vibramos…
que coisa linda!

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Automóvel x Homem - por Jorge Queiroz da Silva

Está na hora de uma revisão geral, já que começou um novo ano e o nosso velocímetro virou.Precisamos ter cuidado, vamos devagar e com toda a paciência.
Lembremos que os bons automóveis são aqueles bem cuidados pelos seus donos e mesmo assim é muito difícil chegarem a cem mil quilômetros. Mesmo que apliquemos a melhor perícia, são poucos aqueles que atingem esta marca sem um arranhão sequer e sempre precisam de um reparo aqui ou ali.
E se usarmos um método de comparação, a vida da gente tem alguma coisa a ver com a vida dos automóveis.
Se considerarmos que o motor de um carro, se seccionado ponto a ponto, é muito parecido com a nossa estrutura física e mental, necessitaremos constantemente estar ligados em nossas revisões médicas que nos darão um certificado de garantia no nosso dia a dia. Que pena! Porque poucos somos a ter direito à medicina preventiva, num país sem saúde.
Temos um coração que trabalha abrindo e fechando válvulas e distribuindo o nosso sangue venoso e o nosso sangue arterial.
Por necessidade, tem que funcionar com toda a sua liberdade e com a pressão normalizada, sem nenhum coágulo, senão a circulação sanguínea vai para o brejo.
Isto, com certeza, vai afetar o nosso bem estar geral e irá pesar em nossas caminhadas.
O carro também faz caminhadas e tem o seu coração. Ou melhor dizendo, o seu carburador, que recebe a gasolina pura e faz as injeções necessárias aos comandos das explosões do seu motor, que aciona o seu eixo comando de válvulas e que também não podem estar congestionadas por nenhuma impureza.
E, comparando, vamos verificar que nós também temos o nosso filtro central, que é representado pelo nosso aparelho renal, responsável direto pela limpeza do nosso sangue, o combustível que move e transporta as vitaminas, distribuindo os aditivos necessários a todo o nosso organismo.O carro também possui um filtro, que tem a mesma função e que libera um ar puro, necessário a uma boa combustão para o funcionamento equilibrado de todas as outras partes mecânicas responsáveis pelo seu melhor desempenho.
Sabemos que um organismo, seja ele de ordem humana ou de ordem mecânica, como o automóvel, tem que estar limpo, puro, bem aditivado e bem lubrificado, e só assim vamos encontrar condições de alcançarmos a virada do velocímetro.
Mas as coisas estão muito mudadas. Para os carros, lançaram determinados aditivos para aumentarem o seu desempenho; coisa para os jovens motoristas, que normalmente dizem: o meu carro é uma fera, está totalmente envenenado.
Estes jovens esquecem que o mau uso, o excesso, só traz a imprudência e põe em risco vidas que, por certo, não irão fazer a virada do velocímetro.
Como se não bastasse, além do envenenamento químico que sofrem os automóveis, ficamos por demais preocupados com o uso indiscriminado da bebida, da maconha e da cocaína pelo homem.Vamos estar atentos, dar uma olhada nos nossos faróis, ver se as nossas rodas precisam de reparos, se as nossas setas estão funcionando bem, se o nosso cano de descarga não está caindo, se os limpadores de para-brisa estão funcionando com perfeição, se a água do nosso radiador está sendo trocada corretamente e se nosso eixo de comando central não está empenado.
Depois disso, com certeza, vamos ter todas as garantias de que estaremos preparados para a virada do nosso velocímetro na entrada de cada ano.

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Emoção - por Jorge Queiroz da Silva

Foi tamanha a emoção que experimentei ao ler o que me escreveu, que lhe asseguro que, se estivesse de meias, estariam agora encharcadas porque as lágrimas escorreram até os meus pés.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Dinastia das Tias - por Jorge Queiroz da Silva

Eu confesso que a vida segue dinastias, mas a principal delas, é por certo, a das “Tias”.
Fico admirado de, somente agora, eu prestar atenção a um detalhe que sempre foi predominante em minha vida.
Eu não conseguia, até hoje, fazer qualquer afirmação a respeito deste assunto, talvez até pelo fato de não ter sido em vida contemplado com uma tia, pois os irmãos de minha mãe eram todos homens.
Dessa forma, só me forneceram “tias postiças”, ou seja, na realidade, como se diz no contrabando, “tias do Paraguai”.
Ainda pelo motivo de residir no Rio de Janeiro, eu não pude conhecer a família oriunda de meu pai que, por certo, me contemplaria com seis maravilhosas “tias”.
Pelo fato de nunca ter viajado para o Recife, não cheguei a conhecer nenhuma delas, porque meu pai faleceu prematuramente, aqui no Rio de Janeiro.
Assim sendo, só me resta citar a relação carinhosa que mantive, ao longo da minha vida, com as tias de minha mãe e com as tias de contrabando e, por fim, também com as tias de aluguel que, pela minha observação, são aquelas que andam buscando crianças bonitas e engraçadinhas que as chamem de “tias” para o orgulho da sua alta estima.
Daqui para a frente, vou rebuscar no fundo das minhas lembranças o que pude observar em relação às tias, que me autorizaram a titular o assunto com o gracioso título de “A Dinastia das Tias”.

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Tia Emília - por Jorge Queiroz da Silva

E vem aí, então, a primeira tia: “a tia Emília”. Não pensem vocês ser ela a mesma daquele programa infantil, do “Sítio do Pica Pau Amarelo”. Ela era, com certeza, a figura da tia que mais me impressionou. Era tia de minha mãe, alta, esguia, sisuda, só vestia roupas pretas e com bordados em branco. Era uma viúva convicta, sempre de salto alto, sempre de chapéu e usava um véu no rosto, a perfeita dama antiga. Eu, ainda criança, ficava muito impressionado quando a minha mãe anunciava sua chegada. Eu, então, dava uma corrida até a porta e ainda tinha tempo de observá-la, toda cheia de pose, descendo do carro de aluguel que a trazia sempre que nos visitava. O clima da minha casa mudava, minha mãe me avisava:
- Olha lá, meu filho, não fale demais para não dizer muita coisa que ela possa ficar nervosa ou preocupada, ela é pessoa muito exigente, ela foi casada com meu tio Júlio, irmão do teu avô, que era um diplomata, que viveu no exterior, na embaixada brasileira na França. Ele foi o responsável pelo meu nome de batismo, “Hermance”, um nome de origem francesa.
E eu, então, muito comportado, pedia a sua benção e ficava de olho nela, observando ela retirar das mãos a luva de couro preta, pendurar a sombrinha no porta-chapéus, levantar o véu do rosto e me observar, dizendo:
- Ô, “Mancinha”, como este menino esta “magrinho”!
E olhando para mim dizia:
- Deixe-me ver as suas mãos.
E berrava com uma voz rouca:
- Que unhas sujas menino, vá lavar estas mãos! Se não, eu não te dou as balas que trouxe para você.
Eu já sabia o que ocorreria em seguida. Minha mãe me chamava e me dizia:
- Vai correndo até a padaria e traga um daqueles pães doces grandes e bonitos para eu servir um lanche para ela. Traga, também, duzentos gramas de queijo minas e um pacote de manteiga.
Lá ia eu, então, para trazer, feliz, as coisas que iriam compor o nosso lanche.
E, assim, durante todo o tempo em que ela lá estava, eu a admirava e observava sua postura, sua colocação de voz, seu jeito de sentar.
Era o tipo da mulher chique e vaidosa, a verdadeira emergente da elite social que ali se fazia presente e que, depois de conversar e saber de minha mãe, as novidades, abria a sua bolsa e me dava uma nota de dez mil réis, dizendo que era para eu comprar o que quisesse. Dito isso, pedia que eu fosse à esquina parar um carro de aluguel para que fosse embora. Antes de sair repetia sempre a mesma frase:
- Fique sempre assim, menino, muito bonzinho, para ser um grande homem!

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A Vida Virtual - por Jorge Queiroz da Silva

Acho que a vida virtual começa a alterar os nossos comportamentos. Temos vários e-mails, temos vários orkuts e não podemos jamais esquecer que a nossa mentira é, de fato, uma verdade recibada eletronicamente.
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O Que Disse o Velho Cabide - por Jorge Queiroz da Silva

Triste sina a minha vida…
de viver pendurado
aqui e ali, e sufocado
pelos guarda-roupas do mundo!

Estou perplexo ora…
diante de pintar
uma roupa nova!
que estou prestes
a vestir agora…

Já fui um assíduo hóspede
de diferentes tipos de armários
e desde o início da minha vida
suportei sempre,
otimista e esperançoso,
e também muito orgulhoso,
a minha forma de ser!

Com os enormes sobretudos
e os cintos com fivelas pesadas
e o charme das gravatas
de todas as grifes famosas…
guarda-chuvas, capas, calcinhas
e roupas de lantejoulas enfeitadas.

Até morei em guarda-roupas
de uma a seis portas
e onde sempre estive
só, isolado e abandonado,
mas nunca mal humorado…
mesmo que, às vezes, cercado,
de muitas traças, baratas e cupins…

Mas hoje, por força do destino,
eu me alojo num canto,
de um maravilhoso modulado
bem projetado,
espaçoso, inteligente,
brilhantemente construído,
num projeto bem bolado…
onde eu me sinto feliz.

E que, talvez, por obra
da minha simples história,
que me obrigou a levar sempre
uma vida tão inglória…

Me fazia viver, como sempre vivi,
esmagado contra uma parede
interna e fria,
e também muito isolado,
e na espera ansiosa
de que alguém um dia pudesse
olhar pra mim…

E viesse a me avaliar
por toda a minha trajetória
de um trabalho penoso
e que pudesse, ainda,
vir a modificar
a minha longa vida
de um esperançoso cabide
que já não tinha onde morar…

E mudando assim,
com certeza,
o seu sentido,
apoiado na minha experiente
e persistente vontade,
a minha clareza
de mudar todas as histórias
e colocar nos meus ombros
toda a leveza das roupas
macias, suaves, cheirosas…

Mas hoje, felizmente,
eu já sou propriedade
de alguém muito bondoso
e inteligente…
que me ama de verdade!

Que, com certeza,
me fará viajar
por um mundo diferente,
para viver, certamente,
um outro tipo de vida
que me tornará
um cabide de um suporte
de vidas experientes…

E pelas mãos
desta minha nova proprietária,
vou, com certeza,
conhecer lugares de elite
e enfartando, assim,
toda a minha velha experiência
de uma vida de ausências.

E eu sempre lembrarei
que entrei e morei
em armários de colégios,
passei por quartéis,
e me hospedei em hotéis
de uma a cinco estrelas,
e até dormi
em hospitais,
em vestiários de clubes
e também pernoitei,
algumas vezes,
em pensões vagabundas,
e em algumas malas de viagens
fiquei às vezes esquecido,
junto de um terno velho
e já puído pelo tempo…

Completando, assim,
meu curso perene
da vida de um cabide
muito experiente e sofrido,
do pendura aqui e pendura ali,
sem nenhum luxo
e sem nenhuma vaidade.

E, por todos estes motivos,
eu me considero, hoje,
um velho cabide
ciente e muito trabalhador…
conhecedor, sem dúvida,
das principais facetas
da vida, da dureza e do amor…

Mas nunca me achei
ser um cabide vaidoso
que já abrigou em seus ombros
fraques, cartolas,
vestidos longos,
e fardões importantes,
tudo lindo e maravilhoso,
que só fornecem à vida
um mundo de elite,
um mundo de ilusões
e um mundo enganoso…

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A Quinze Contos - por Jorge Queiroz da Silva

Era uma senhora oriunda do interior de Minas Gerais, dona de uma prole respeitável e que morava na mesma rua em que eu morava.
Ninguém se interessava em saber seu nome. O povo da localidade, no início, só a identificava como sendo uma lavadeira que lutava pela vida.
Souberam que, num determinado dia, a sorte havia lhe sorrido, pois o seu marido, que era um ajudante de pedreiro, por ter adquirido um bilhete da loteria federal, foi contemplado com a chamada “sorte grande”.
Desse dia em diante, essa senhora, que era bem pobre, cheia de filhos, que lavava muitas roupas para fora e sempre descia a rua com enormes trouxas de roupas na cabeça, sumiu do cenário, por um determinado tempo, chegando a fazer as pessoas pensarem que ela havia morrido.
Qual o quê! Quando ela voltou… desfilava imponente pelas ruas, exibindo elegantes trajes acompanhados de desafiadores saltos altos que ela mal sabia conduzir.
Em companhia do marido, o ex-ajudante de pedreiro que também passou a trajar belos ternos, de alta costura com lindas gravatas e chapéu panamá importados, ia ela se fazendo notar.
Passaram, por isso, a despertar uma grande curiosidade das fofoqueiras vizinhas, que ficavam tentando descobrir, a qualquer preço, o motivo da grande mudança.
Elas, que antes nunca se preocuparam em saber o seu nome, foram se chegando devagar para perguntar porque ela havia mudado da “água para o vinho”.
Com surpresa, receberam daquela que era uma humilde lavadeira, a seguinte resposta:
- Vocês, de agora em diante, podem me chamar de “quinze contos”, pois o meu marido ganhou, no mês passado, o primeiro prêmio da Loteria Federal. Tirou a sorte grande.
Depois desse dia, só se ouvia falar, naquela região, “lá vem quinze contos”, “quinze contos, para cá”, “quinze contos, para lá” e a antiga lavadeira passou a tirar onda com todas as maiores curiosas do bairro!
Eu, menino ainda, ficava sem entender nada, pois para mim “quinze contos” era nome de dinheiro e não de uma pessoa!

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Reforma Ortográfica - por Jorge Queiroz da Silva

Meus pensamentos me dizem que estou diante de um extenso acordo ortográfico.
Ele me alerta para uma nova grafia: sou sábio, eu sabia ou sou um sabiá?

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Cada um tem seu lugar - por Jorge Queiroz da Silva

Cada craque em seu lugar.
O do futebol, nas linhas do tapete verde, traça seu sucesso.
O arquiteto traça o seu na aparência de suas idéias.
E o poeta e escritor destaca, nas linhas de qualquer texto, a beleza do seu sentimento.

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

sábado, 6 de dezembro de 2008

Desencanto - por Jorge Queiroz da Silva

Não busco o desencanto, ele não teve importância em nenhum momento de minha vida. O mais prático é buscar o encanto, este sim existe, e é muito mais fácil de ser achado. O desencanto já é resultado do encanto, embora desgastado e embrulhado. Somente o encanto quebrado será motivo para a busca do próximo encanto e essa busca tão verdadeira vai lhe mostrar o que, com certeza, irá encantá-lo outra vez.

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O Canto da Sereia - por Jorge Queiroz da Silva

O canto da sereia existiu para mim! Ainda menino, em situação de coragem numa praia perigosa, pude constatar que eu nadava em direção a pedras, no mesmo momento em que a maré subia. O cansaço já tentava me parar e as braçadas não tinham mais a força necessária para me levar à margem. Eis que, de repente, um ruído à minha esquerda me assustou e me mostrou um grande peixe. Eu notava que existia uma corrente d’água e o peixe, para me orientar, fazia movimentos ritmados em direção a essa corrente, tão próxima de mim, a cinco braçadas apenas. Aí então, ganhando força, consegui chegar à corrente e de imediato ser levado até as pedras que me dariam a salvação. Cheguei à conclusão de que o canto da sereia, incorporada naquele grande peixe, exibiu-me o caminho para não morrer afogado.

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Traição - por Jorge Queiroz da Silva

As traições foram tantas e em quase todas as fases de minha vida. Será bom que eu as esqueça. Acredito que as traições são fundamentadas pela nossa boa fé individual. Penso que a boa fé coletiva é a protetora, pois a humanidade conjunta se envergonha de trair. A traição mal feita e aplicada será derrotada por qualquer ser humano verdadeiro e inteligente. Já estive em momentos de traição e para derrotar os traidores usei de coragem e sabedoria. Elas, juntas, darão o caminho. Encare, sempre, o traidor, pois todo ele é covarde!

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Perfeição - por Jorge Queiroz da Silva

A perfeição é algo inexistente, pois ela, pelos próprios caminhos, demonstra sua indefinição. Acredito que seja composta de fatos e atos, de um passo contido do medo de errar. Diziam os antigos: perfeito só Deus! Na verdade, pregavam num mundo imaturo, buscando as idéias de um homem inseguro, que tentava, a qualquer instante, chegar à sonhada perfeição. As provas demonstram que, em todas as áreas da vida, mudanças constantes se fazem em busca da perfeição. Lembremo-nos do avião 14-Bis. Foi perfeito e voava, mas por um tempo. Hoje, os Mirages, os caças de guerra, foram ultrapassados por outros tipos de aviões, como o Concorde, de vôos rápidos e internacionais. Esse também foi proibido de atuar, pelo seu ronco acima dos limites normais. Posso citar outro exemplo de caminhos em busca da perfeição, quando me lembro da época em que estagiava na IBM e ficava impressionado com o computador do Centro de Estudos ser classificado como o mais veloz na execução de cerca de dezesseis tarefas diferentes ao mesmo tempo. A busca da perfeição fez com que chegássemos hoje ao “notebook” de tamanho reduzido e com muito mais propriedades do que o monstro de 1968, sem falar que só existiam dezesseis unidades do mesmo nas grandes e principais Empresas do país. Posso citar outro exemplo. No ano de 1957, em meio ao meu trabalho, um colega inventivo e criador pediu-me que dirigisse uma carta a uma empresa fabricante de automóveis oferecendo seu mais novo invento: uma roda de encaixe para utilização nos carrões fabricados. Para minha surpresa, provando-me que a busca da perfeição é constante, tal Empresa respondeu sua carta dizendo que o invento era muito avançado e que talvez pudesse ser utilizado nos carros que seriam fabricados dali a mais ou menos trinta anos. Por isso, creio que a perfeição ainda está a cargo de nosso pai Criador!

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