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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

CESURA PARA CENSURA - por - KBÇAPOETA




Pode ser meu eu,
Na luz do que sou,
desvelando ser,
revelando ter
Imaginação?

Posso ter meu eu,
Na sombra que fui,
Confessado ser,
Privado de ter
Imaginação?




sexta-feira, 28 de junho de 2019

SOCIOLER - por - KBÇAPOETA




Posso ler-me
Socialmente
Simplesmente
Por me ler

Entender-me
Novamente
Livremente
Livrecer

Desfalado
Se letrado
Se livrado
Livro ler

Sociedade
Sem algoz
Literária
Tem sua voz

Livro meu
Livro teu
Livra voz
Livra nós


Dourados-MS- 2018




quinta-feira, 7 de junho de 2018

Tudo está no seu Lugar








Lula na senzala
  Temer na varanda
    Casa grande clama
 Louros da vitória

Na senzala Lula
    Na varanda Temer
       Casa grande: Louros
  Clamam a vitória



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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Lembrança furta-cor - por - Kbçapoeta




Conheço diversas cores

Brilhantes e opacas.

Cores amarelas com calor de vermelhas.

Cinzas com gosto de laranjas,

Brancas com cheiro de rosas.

Nesse dia diorama

Sorvi do cálice,

Calado,

O gosto imagético pigmentado.

Desde então

Desconheço

O roxo escuro do olhar.

O breu do esquecimento

Tirou-me a íris da memória.



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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Consonant sounds - por - Kbçapoeta








Melhor

Uma bela palavra,

Molha a boca.

Hibrida.

Água para o sedento.

Mata a sede pela saliva deliciosa de seus dígrafos.

Sopa de fonemas,

Canções consonantais.

Consoantes letras em meu caminho…



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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Um copo d'água - Por Kbçapoeta






O que vem a ser um poeta?
Será aquele que cala a fala,
Que a pena diz
Apenas
Ser normal?
Muitos pratos quebrados.
Poemas gravados,
Todos correndo riscos.
Riscos poéticos.
Frases inteiras riscando
O mar da língua,
Rios polissêmicos
Sob chuva de signos vazios.
Gota a gota
O poeta escreve com caneta d'água.


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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

EMPOETAR - por Kbçapoeta

                                  




                                    Sendo um poeta acanhado
                                    Desmuniciado de reconhecedura
                                    Nunca vislumbrei os meninos do prado
                                    Minha pena despida de candura

                                    Com os anos que tenho encaretado
                                    Comunicado de envelhadura
                                    Recebo inspiração a longo prazo
                                    Uma pena para poética criatura

                                    Os grilhões que arrasto do passado
                                    Vestem-se de estranhas escrituras
                                    Escrivinhando me comprazo

                                    Sendo apenas poesia que matura




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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

TERRAS ESTRANHAS-por-Kbçapoeta






Tomo posse em terras estranhas

De uma vida quase pregressa

Sinônimo de vencer vales e montes

Outras vidas, outras eras.

Sentir o meu ser constante

Sangue percorre por minhas veias.

Não temendo ser distante,

Entrelaço-me em outras teias.

Exilado por motivos outros

Confecciono minha dialética.

Um caminho reto pelo torto.

Desacreditado da vulgar estética.

Sentir o coração pulsante,

Sistólise de muitas quimeras.

Meu peito preso em flagrante

Amando aquela que não me quisera.





sexta-feira, 3 de julho de 2015

Traseunte - por - Kbçapoeta






Um legítimo céu rosiclér

Pássaros entoando seu canto

Por mais um dia vivido

A cidade com asfaltos e indústrias

Cracudos e prostitutas.

Cada ave deve sentir-se vitoriosa

Um dia que fez calor,

Choveu

E encerrou-se com um céu

Espetacular.



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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Sou o meu exército - por - Kbcapoeta








Sirvo ao exército

Ele tem um general,

Um soldado,

Um homem.

Sigo a desvendar

Lugares e lugarejos.

Tal qual Manoel de Barros

Pratico

O desvio

E o “desver”


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sexta-feira, 29 de maio de 2015

O solitário não está só - por- Kbçapoeta



Uma multidão segue sua causa
Queixam-se da mágoa e do abandono.
Ecos em vão.
Todos os solitários
Ocupados em ser só.
Não viram o rosto para o lado.
Presos,algemados
Com a solidão
Que guardam e cultivam
Como flores raras.
Todos os solitários lado a lado,
Sem perceber
Que a solidão
É questão de querer.
Querer a intensa companhia
Da solidão



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sexta-feira, 15 de maio de 2015

O Pracista









Belo plenilúnio esbanja o seu branco

O manto que clareia os bairros cansados

Misturava-se ao breu que colori o anil

Miríade sobre tons azulados

Paisagem diversa do meu Brasil

Sob olhares de um mendigo em seu banco



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sexta-feira, 8 de maio de 2015

A NOVA INTEMPÉRIE





Abandono algumas vezes se faz necessário

Nunca se está preparado para tal

Indubitavelmente acontece inesperadamente

Como tormenta em alto mar assolando a pequena embarcação

Estático, resoluto, suportamos calados

Longo, penoso e insuportável cenário para alguns

Mares revoltosos que se enfrenta

Arte da sobrevivência das grandes cidades



                                                                                           Visitem Kbçapoeta




quarta-feira, 29 de abril de 2015

Receita caseira para uma boa publicação

Recolha da gaveta os textos que escreveu quando jovem. Também funciona com aqueles gravados num diretório remoto, se você não perdeu quando trocou de computador pela quinta vez. Neste caso, imprima. Reúna todos numa grande bacia. Acrescente 5 l de experiência e duas gotas de bom-senso (cuidado para não exagerar). Deixe de molho por aproximadamente 23 anos. Com auxílio de uma pinça grande, retire-os do recipiente delicadamente. É provável que os papéis estejam meio frágeis. Estenda um a um no varal do anti-heroísmo (se for o do seu vizinho, melhor ainda). Depois de algumas horas secando na sombra, todos os textos em que se consiga ler algo além do inconformismo sem sentido estão prontos para publicação! Entretanto, caso tenha restado pouca substância literária, não se chateie. Você agora tem todos os ingredientes para tentar de novo.


Fênix_K!


...

sexta-feira, 24 de abril de 2015

ARRASTAR DAS HORAS -por- Kbçapoeta






 
 
Catadupas de minutos,
 
Cessaram as mensagens,
 
Redobraram as  horas,
 
O silêncio tomou conta
 
Após uma tarde morta.
 
Fruto de uma manhã fria,
 
Sete espectros e seus efeitos.
 
Tato, vibração caótica.
 
Todos imersos,
 
Suscetíveis aos efeitos das 24 horas tortas.
 
Que se resumem em nada.
 
Diástole que do tempo vaza.
 
 
 
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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Dei ad infinitum -por-Kbçapoeta










Venho de um processo

Onde o recesso cósmico é permitido.

O espaço e o tempo.

O espaço-tempo.

Tudo criado pelo homem,

Carmas e pecados

Devolvem ao homem sua paz.

A certeza de que conforta a espécie

É a ausência de Deus e não sua presença.

Se Deus manifestasse sua onipresença

Adentrando as mentes humanas

Durantes as 24 horas do dia.

Para muitos

Isso seria o inferno.



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sexta-feira, 10 de abril de 2015

CALAS - POR - Kbçapoeta







Ideias que não chegam

São obras que se vão.

Por não ter disponível o prelo,

Desmerecerás a destreza de sua mão?

No poema tudo se perde,

Tudo se usa.

O fundamental

Utilizado em vão,

O singular

Multiplicando eternas vias sacras.

Aspirando

Louvas e redenção.

Letra forte,

Carne fraca.

Sejas como Noé ou Nefi.

Veja o cosmos tal qual Krishina.

Cro Maat,

Destino,

Palma da mão.




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sexta-feira, 27 de março de 2015

Serra que ronca a porta - por - Kbçapoeta








Na serra havia uma porta

Reflexo de um desejo,

Uma ocasião.

Poemas em letra morta

Revela uma obscuridade singular,

Excepcional.

Os mais lindos

Seres adormecidos

Não vivem.

Apenas respiram

Sob falsas paixões.




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sexta-feira, 20 de março de 2015

Silêncio de carnaval - por - Kbçapoeta





Quero meus versos de boca em boca

No falar ingênuo e preciso

Feito adágio popular

Flutuando ao verso livre

Longe das garras da escanção

Escorrendo pelas paredes da caverna de Platão

Distante de Saussure

Pintura rupestre

Gravada poeticamente

No silêncio de um carnaval


                            

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