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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Círculo da infância

Carrossel! 
Escarcéu de luzes, 
Risos pós lágrimas, 
Quem não viver 
nesta fica 
pra outra rodada. 

É cavalo 
Cavalão 
Cavalinho 
Sobe e desce 
Charrete 
Carrinho. 

Flash de pai, 
Grito de vó, 
Mão na mão 
da mãe 
do menino. 

Gira o verde 
A vermelha 
O laranja 
A amarela 
O Pequeno Príncipe 
A Hello Kitty. 

Carrossel! 
Gira no parque, 
na praça. 
Gira na feira, 
no centro 
no interior 
(de mim). 

Felicidade, 
que há longa data 
Gira 
este pouco tempo.

Fênix_K!

Visite-me em: PoesiaIncidente.blogspot.com

...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Festa na Floresta - por Leila Dohoczki

Vamos fazer uma festa?
Falou a zebra empolgada
Em seu pijama listrado
Chamando a atenção da bicharada.

Foi aquele alvoroço.
A hiena ria sem parar
Um falando com o outro,
Todos juntos a tagarelar

Silêncio! Gritou a aliá.
Eu também quero falar...
Na festa tem que ter muita comida
Dançar gasta bastante energia
Quero o meu corpinho conservar.

O hipopótamo, também grandinho, fez questão de concordar
Diz que se todos colaborarem um pouquinho,
comida não vai faltar.

O macaco que não tem parada
Sugere que seja sábado, à noitinha
Na cachoeira de prata,
Diz, coçando a barriguinha.
E quem concorda comigo,
Bate aqui e dá uma rodadinha.

Viva!
Que emoção!
Bateram todos em sua mão.

O bicho preguiça
lento como ele só
sorriu bem sonolento
- Vou de carona com o hipopó...
Caiu no sono de novo
Nem terminar o que dizia deu tempo,
Ai que dó.

Assim, cada um com seu talento
Todos faziam o que sabiam
Fizeram tudo a contento.

Ter uma festa bem linda
É o que eles mais queriam.

E no dia da festa então
Vaga-lumes na iluminação
Cigarras e grilos no Rap
pra garantir a animação.

O macaco dançarino
com seus passos de dança engraçados
Fez sorrir o leão
que estava ali, meio parado.

Até os peixes do lago
Que desciam cachoeira abaixo
Iam logo à margem, pensando:
Que festão animado!

E pularam e cantaram
Por toda a madrugada.

A festa foi até o galo cantar
Depois foram pra casa
Era hora de descansar.

É assim lá na floresta.
Tudo e todos vivem em paz
Existe nesse mundo
Razão melhor pra comemorar?

É por isso que a noite na floresta
Tem tantos barulhos misturados.
De dia os bichos, estão todos cansados
Ou estão preparando uma outra festa.
.
.
.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O Jabuti - por Leila Dohoczki

O jabuti
Não tem pressa
Se ele cansa no caminho
Para e vai descansar
Na casa que leva
Para todo e qualquer lugar.

Come de tudo um pouquinho
Mas não tem dentes pra mastigar
Amassa tudo na boca
Manda tudo pra dentro
E vai tomar sol pra relaxar.

Passa assim a vida toda
Entre grandes sonecas
E pequenas caminhadas
Diferente de gente
Que volta e meia
Fica estressada.

O jabuti não tem noção
Nem de tempo
Nem de espaço
Só o que ele sabe
É que grandes caminhadas
Faz-se passo a passo.

Não precisa ter pressa
Estando na direção certa
Sempre se chega lá...
.
.
.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O Desfile - por Leila Dohoczki

Os olhos dos pequenos
Brilhavam ao ver a marcha
Dos soldados que iam à frente
Escoltando aquela banda.

Eram heróis em ritmada passada
Que com orgulho carregavam
A Bandeira e o hino cantavam.

E quando a banda por eles passou
O bumbo, a corneta e o clarim
Ficaram encantados.
Também quero tocar assim!

Alguns dias depois
A turminha reunida
Ali na praça ao ar livre
Surgiu a ideia:
Vamos fazer um desfile?

Que ideia genial!
Vamos fazer a convocação.
Colo o anúncio chamando todos,
Na escola e no portão.

No dia marcado,
Estava lá toda a criançada
Curiosa e animada
Querendo saber
Que instrumentos vão tocar.

Ah! Isso, cada um vai ter que inventar.
O desfile é amanhã à tarde
Ninguém pode faltar.

E o ensaio?
Não vai ter?

Pra quê? É só tocarem todos juntos
Que a música vai aparecer.

Então tá...

No outro dia à tardinha
Pouco antes do jantar
A vizinhança assustada
Foi toda para a rua ver

Que barulhada era aquela
Que não dava nem pra ouvir a tv.
Parados, em seus portões
Ficaram olhando a banda da rua passar.
Agora eles ficaram encantados
Com tamanha animação

Marchavam as crianças
Com tampas e panelas na mão
Baldes bumbos, reco-reco ralador,
Garrafas, feijão dentro, chocalhos coloridos
E as meninas graciosas
Bailavam em meio aos ruídos...

Aplausos e sorrisos
Magia de criança a desfilar
Passando o último instrumento
Gente grande a acompanhar

Passaram em frente ao quartel
Toda a vizinhança e as crianças a desfilar
Saíram os soldados e nem puderam acreditar
Em posição de sentido, prestaram continência
Àquele exército poderoso
Que portava as maiores armas do universo:

Alegria, esperança e sonho...
.
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.............................................Visitem Leila Dohoczki
.
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Pernilongo - por Leila Dohoczki

Que zum zum zum é esse
Que passa e vai embora
Quando se está quase dormindo
Vem o zum zum zum de volta?

Bate com a mão, cobre a cabeça
Vira pra cá, vira pra lá
Vai pernilongo! Desapareça!

Fica de butuca esse mutuca
Esperando quem vai dormir
Vai lá, acorda o dorminhoco
Afasta-se e fica a sorrir.

Ninguém pode comigo!
Vangloria-se o piuim...

E é zum zum zum a noite toda
Onde pica, empipoca
Quem é que descansa
Com a muriçoca?

Quando amanhece o dia
O potó descarado some.
Vai dar uma descansadinha

Dá o que fazer
Pra pegar o malandro pórvinha.

Um dia desses pego um
Coloco num vidrinho
Passo a noite toda, acordadinho
Na boca do vidro fazendo zum zum zum!
.
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Casamento da Lesma - por Leila Dohoczki

Lá vem a noiva, devagarzinho,
Acompanhada por seus padrinhos:
Crá-Crá e Cri-Cri, dois grilinhos.

Tudo estava bem bonitinho
Nas margens do ribeirinho
Tinha flores, muitas cores
E todos os convidados, bem arrumadinhos.

A joaninha, de bolinha
A taturana, mostrando as perninhas
Não passavam despercebidas
Que levadas essas meninas!

A cigarra, com sua guitarra
Tocava a marcha nupcial
Enquanto conduzia o coro
O habilidoso bicho-pau.

No altar, o noivo
Cansado de esperar
Já tinha passado dois dias
E nada da noiva chagar.

O louva-Deus
Que ia casar os dois
Achou melhor ir descansar
E voltar depois.

Coitadinho do noivo
Que estava ansioso
Começou a suar e melecar
Todo o terno novo.

A borboleta
Quando viu aquela cena
Pensou logo:
O que posso fazer?

Já sei! Disse ela
Deixa. Eu resolvo!
E chamou logo o besouro.

Numa folhinha colocou pólen
E pétalas de margarida bem picadinhas
Prendeu nas costas dele e disse:
Vá buscar a noivinha!

Ele foi sutilmente
Como se aquilo fosse parte da cerimônia
Pegou a lesminha cansada
E saiu voando, com muito charme...
Acabou a monotonia.

Enquanto voava
A folhinha se abria
Despejando nos convidados
A chuva coloridinha.

Foi bonito de se ver
Não teve quem não chorou
Vendo os olhos do noivo, brilhando
Quando finalmente a noiva chegou.

Meu amor, você está tão linda, ele disse
Chegou perto e a beijou.
Quando a Lua subiu ao céu,
o casamento enfim se realizou.

E essa é a história do casamento da Lesma,
Que nunca ninguém contou
Porque quase ninguém sabe
Que na vida dos bichinhos
Também tem história de amor.
.
.
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O Camaleão Detetive - por Leila Dohoczki

O detetive da floresta
Recebeu um chamado intrigante
Quem foi que deu um nó
Na tromba do elefante?

Foi logo falar com Honório
Que falava meio esquisito
E mesmo com um nó na tromba
Ainda espantava os mosquitos.

- Ajude-me camaleão!
Descubra quem fez isso comigo!

- Não estou certo se consigo
É um caso muito difícil
Mas como se trata de um amigo...

O elefante agoniado
Com aquele nó apertado
Foi até a clareira
Procurar o doutor macaco.

Enquanto isso, na pedra do igarapé
O camaleão planejava
Como seria a investigação.
Muito esperto, como sempre
Logo encontrou a solução.
- Acho que vai dar pé!
Foi depressa se esconder
Bem antes do anoitecer
Lá na casa do elefante.

Ninguém o viu chegar
Ficou verde, ficou rajado
Ficou até todo listrado
Ele é mestre em se disfarçar.

Ficou lá, vigiando
O sono do elefante
Enquanto a floresta dormia
Sob a lua cheia brilhante.

Lá pelas tantas da madrugada
Ouviu-se um som assustador
Ninguém mais na floresta dormia
Somente o elefante roncador.

O camaleão ria
Daquela situação
Ele roncava tanto
Que tremia até o chão!

Foi então que apareceu
Esgueirando-se pelas árvores
O macaco Pepeu
Junto com algumas aves.

Pepeu pegou a tromba
E num instante fez um nó
Enquanto as aves vigiavam
Se eles estavam sós.

Saíram rápido
Nem olharam para trás
Tudo ficou em silêncio
Todos dormiram em paz.

Na manhã seguinte
O nó estava lá, na tromba do elefante
Que chorava e reclamava
Com o camaleão pedante.

- Você ronca demais Honório!
Roncador de primeira linha
Ninguém dorme na floresta
Nem mesmo uma formiguinha.

Tens que procurar um remédio
Um jeito, uma solução
Ou deixar o nó na tromba
Para acabar a roncação.

- Ah! Então é isso?
O nó era pra eu parar de roncar?
Disse o elefante conciso
E eles riram sem parar.

Daquele dia em diante
Não se ouviu mais o elefante roncar
Ele dormia com a tromba enrolada
Na hora de descansar.

Pepeu e os passarinhos
Foram se desculpar
Gostavam do elefante
E o tinham em alta estima
Assim a paz voltou a reinar.

E o camaleão altivo dizia
Trocando de cor a cada palavra
- Um viva para o camaleão detetive!
Todos gritaram:
- Viva! Viva! Viva!
.
.
.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Casa de Passarinho - por Leila Dohoczki

Que coisa mais perfeita
É um ninho de passarinho
Aconchega pequenas vidinhas
Entre palha e pequenos gravetos.

Quanto carinho tem num ninho
Construído com tento esmero
Sem ter nele depositado
Nenhum sentimento efêmero.

É só abrigo
É só proteção
Não há disputa
Pela melhor construção

E quando saem dos ovos os passarinhos
Seja qual for a espécie
Têm lá uma casinha
Onde a mamãe os aquece.

O ninho de passarinho é perfeito
Porque são perfeitas as razões
Que conduziram à sua construção
Eles são feitos só para abrigar
Os pequenos desprotegidos
Enquanto não sabem voar.

O ninho do passarinho
É só uma porta para o mundo,
A imensidão do céu
É que é o seu lar!
.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Bicho da Seda - por Leila Dohoczki

O bicho da seda
É muito esperto
Desde novinho
Aprende a fazer
Sua própria coberta.

Tece fios de seda
Macios e brilhantes
Envolvendo todo o casulo
Que fica fofinho
E muito aconchegante.

Ele está se preparando
Para sua aparição triunfante
Três semanas é o que precisa
Para ser borboleta
De asas brancas, radiantes.

O casulo
Obra do pequeno artesão
Vira fio, vira tecido
Nas mãos do tecelão.

É assim na natureza
Cada um tem uma função
Umas coisas nascemos sabendo
Outras, precisam de lição.
.
.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Bem-te-vi - por Leila Dohoczki

Os passarinhos reunidos
No alto do ipê amarelo
Brincavam de cantar bem alto
Para ver quem cantava mais bonito.

A disputa não tinha juiz
E cada um dizia
Que o melhor canto era o seu
Quanto o tico-tico esperto
Ao pé da árvore desceu.

Escutem aqui a minha ideia
Essa disputa não vai ter fim
Melhor brincar de outra coisa
Todos cantam bonito
Melhor assim...

Proponho então
Que vejamos quem é o mais sabido
De todos os passarinhos

Todos fecham bem os olhos
Enquanto vou me esconder
Quem me encontrar primeiro
Será quem vai vencer.

Fecharam então os olhinhos
Cobrindo com as asas para garantir
O tico-tico ligeirinho
Voou para bem longe dali.

Foi lá para o alto da serra
Num imenso Buriti
Pensou: Aqui não me acham!
E antes de rir da sua graça
Uma voz de longe ecoou:

Bem-te-vi! Bem-te-vi!

O tico-tico desapontado
Para o ipê retornou
Reconheceu diante de todos
Quem era o vencedor
Bem-te-vi que me viu
Bem-te-vi que me achou

Os pássaros estão sempre brincando
De se esconder e pegador
De vez em quando a gente escuta
Quando grita o bem-te-vi!
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.Visitem Leila Dohoczki
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Arara Azul - por Leila Dohoczki

Arara Azul do Edu
Inteligente como ela só
Deixava feliz o menino
E também a vovó.

Acontece que um dia
A arara fugiu de casa.
Ela via Edu com seus pais
E com seus irmãos
E se perguntava todo tempo
Será que tenho filiação?

Não sabia como era
Um carinho de mãe, coitada
Até o ararês já estava esquecendo
Queria ter família,
Queria ser amado.

Não que Edu não gostasse dela.
Mas era diferente.
Pra ela, ter uma família era importante.
E depois, Edu ia crescer
E ela? Como ficaria?
Edu também vai ter
Sua própria família...
A arara voou
Para bem longe dali
Foi para a mata,
Foi ser feliz.

Edu ficou triste
Não compreendia
O motivo do abandono
Pensava que ela era sua
Que ele era seu dono.
Foi uma dificuldade
Entender que nessa vida
A coisa mais valiosa
É a liberdade.

Passaram-se alguns meses
E a tristeza também foi embora
Mas a arara na mata
Tem saudade do Edu agora.
Dos risos, danças e palavras
De todos os nomes que chamava
E do carinho que Edu lhe dava.

Mas ela já tinha feito família
Tinha até uma ararinha
Que acabara de nascer.

E assim continuaram amigos
Dentro do coração
Um queria bem ao outro
E tinham grandes recordações

Estavam distantes
Não separados
Estavam ambos
Debaixo do mesmo céu.
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.Visitem Leila Dohoczki
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A Coruja - por Leila Dohoczki

No galho de uma árvore
Em noite clara de luar
O pio da coruja arrepia
Dá medo até de pensar.

Mas isso é uma bobagem!

Só porque ela gosta da noite
E gira a cabeça pra trás
A coitada da coruja
Agora dá azar?

Quem a conhece
Logo percebe
Que é linda de se admirar.

É o símbolo da sabedoria
Por sua visão peculiar
Vê o que ninguém vê
A uma distância espetacular.

Voa, silenciosamente
À procura de alimento
Por entre árvores ou na cidade
Os filhotes a esperam no ninho
Com muita fome e saudade.

Enquanto alguns dormem
A coruja trabalha
Ajudando manter equilibrado
O ambiente onde todos moram.

Ouvir uma coruja piar
Nunca haverá de ser um mau sinal,
A menos que seja de madrugada...

Até aquela hora acordada,
A pessoa não irá descansar
Vai passar o dia com sono
A cabeça avoada,
E depois diz que é azar.
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sábado, 8 de agosto de 2009

Xô, Medo de Cachorro! - por Alba Vieira

Não sei o que acontece comigo
Que nem dá pra me segurar.
Se avisto um cachorro na rua:
Cruz-credo! Parece que vou desmaiar.

É um medo que me pelo,
É tortura sem razão.
Acho que ele vai me morder,
Que não tenho salvação.

Mas eu devo perceber, qualquer dia,
Que nem todo cachorro é ruim.
É que esse pavor já virou mania
E não dá mais pra ficar assim.

Vou entender que existem medos
Que vivem na nossa imaginação.
E pra poder voltar a ter sossego,
Só mesmo usando a mágica do balão.

Botamos num saco todo pensamento
Que causa muito, muito medo na gente.
Mandamos num balão o saco pro firmamento
E assim todo mundo fica feliz e contente.

E quando o medo vai embora,
A gente pode perceber, devagarzinho,
Que o cachorrinho correndo lá fora
Agora já pode ser nosso amiguinho.



(Poesia composta para um blog infantil.)
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Visitem Alba Vieira
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