Silêncio.
Eu o amo.
Amo o silêncio.
Ouço o tique-taque do relógio, as pessoas no hall de uns dois andares acima, cochichando, berrando ou brigando, rindo, chorando…
O barulho dos carros. Da minha respiração. Do vento. Da batida do meu sapato, quando o motivo do silêncio é a irritação.
Se ouve tudo no silêncio.
No silêncio que acalma, que organiza pensamentos. Que não faz sentir raiva ou dor.
O silêncio neutro, mudo e calmo.
O silêncio espião dos mais profundos sentimentos.
É no meu silêncio que escuto tudo o que é realmente essencial.
A voz de Deus ou Ele e sua voz… em silêncio.
É nessa hora que os sentidos concordam entre si.
Sinto, vejo, cheiro, ouço, gosto. Vivo!
Silêncio.
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