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terça-feira, 22 de julho de 2014

Urgência - por Ana

Eu te amo
com a urgência de te olhar por dias seguidos
sem temores, sem iminência de separação;
com a urgência de dormir tranqüila, sem portas trancadas,
sem movimentos perigosos que venham nos arrancar de nós;
com a urgência de quem se debate
para acordar de um pesadelo quase eterno;
com a urgência de um guerreiro
que luta por sua vida para salvar sua alma;
com a urgência dos anjos
que velam pelos seres que, sós e cegos, se perderiam de seu caminho;
com a urgência de ver os dias que,
implacavelmente velozes e ininterruptos,
consomem e restringem o tempo do encontro pleno;
com a urgência que teme a morte
que virá, sempre breve, quando se é feliz;
com a urgência dos lábios adormecidos que sonham beijos doces;
com a urgência de ouvir uma voz única preencher todos os sentidos;
com a urgência de sentir na pele
a textura de seu corpo macio repousando, solto, sobre o meu;
com a urgência de minhas mãos
que aguardam te enlaçar e trazer para junto, definitivamente;
com a urgência de meus carinhos,
que necessitam se expressar e só existem para ti;
com a urgência de um coração que pulsa teu nome, aflito,
pedindo aos olhos tua imagem presente todos os dias;
com a urgência de minha alegria,
que surge quando te vejo.

Eu te amo
com a urgência que tem o rio de chegar ao mar, seu destino;
com a urgência dos amores proibidos em se tornarem vivos;
com a urgência de retomar um lindo sonho interrompido;
com a urgência de libertar minha alma de um feitiço cruel e incessante;
com a urgência da solidão que sabe sua companhia vindo.

Eu te amo
com a urgência deste sentimento que te acompanha ao longe;
inunda-te de carinho, desejo e paixão, se perto;
e que te faz sentir a mesma urgência,
arder no mesmo desejo, transbordar o mesmo carinho,
viver a mesma paixão.

Sempre.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

À sua Urgência, Amiga Alba Vieira - por Paulo Chinelate

De perto conheço
A angústia que tens
No entanto te peço
Teu tempo uns vinténs.

Sentir o que sentes
Comum é de fato
Pois somos viventes
Da dor deste parto.

Conheço a doença
Que agora reclamas
Pois tem ela presença
Neste globo em chamas.

Somos requisitados
A todo momento
Por seres agitados
Em aconselhamento.

É pura ilusão
De nossa vaidade
Querer do cristão
A solidariedade.

Desta síndrome, Alba
Sofreram os prelados
Angústias na alma
Ouvindo os pecados.

Sozinhos ficavam
C’os males alheios
E se estertoravam
Dos próprios anseios.

Os queixumes ouvir
D’outros é vitória
Tirando proveito
Da dor da escória.

Somos convidados
Ao aprendizado do amor
No entanto guindados
À lição pela dor.

Não desista amiguinha
Ao conselho do Santo
Pois “só se recebe”
Com a mão “do é dando”.
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Resposta à “Urgência” de Alba Vieira.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Urgência

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Urgência - por Giovani

Essa urgência é diferente,
Das urgências de outrora;
Essa urgência é mais urgente,
Tão urgente que me afoba.

Me afobo por em teu beijo pensar,
Doce como nada que provei;
Desses lábios que me fazem desejar,
Ser tudo que jamais serei!

A urgência que sinto é outra,
É urgência dessa vida deixar,
Para em outra vida retornar...

Quem sabe noutra vida serás minha,
Fazendo dessa urgência repentina,
Apenas urgência de te amar?
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sábado, 6 de dezembro de 2008

Urgência - por Alba Vieira

Não consigo definir exatamente como me sinto, mas é uma angústia, uma carência, uma vontade de parar tudo talvez para refletir, talvez, não sei, para parar tão-somente. Eu me sinto exausta e carente. Necessitada de alguém que compreenda este meu estado, esta minha angústia. Carente de sentar e conversar por horas a fio com uma pessoa que queira trocar comigo. Alguém para quem eu possa me queixar, falar das minhas fraquezas, dúvidas, indecisões e indefinições. Mas, ultimamente, todos que me procuram estabelecem comigo um contato que “precisa” ter mão única. Querem de mim respostas que muitas vezes não posso dar, buscam em mim um apoio que nem sempre estou preparada para lhes dar, esperam soluções mirabolantes, poções mágicas, pozinhos encantados que facilitem os seus relacionamentos, que os tornem fortes e preparados para uma vida de dificuldades que eles próprios geraram; e eu, que não possuo este dom, esta mágica nem para minha própria existência, tenho que pacientemente tratá-los, minimizando sua dor até que possam compreender que a doença, os sintomas, são apenas alertas, sinalizações para que encontrem o seu melhor caminho. Nem sempre eu tenho esta compreensão, nem todos os dias possuo a vontade de exercer este meu trabalho. Há tantos momentos em que necessito de alguém que me tome pelas mãos e me leve por um caminho florido, me sente no colo, enxágüe meus olhos úmidos e consiga apaziguar meu coração aflito.
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