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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Casulo - por Casé Uchôa

A menina escreve o que lhe vem à cabeça
Terá alma de poeta a menina que escreve?

A menina sonha
E eu vejo o seu sonho ali,
Nas palavras,
No papel

É linda a menina que sonha
É linda a menina que escreve
É linda a menina que é

E o tempo vai passando...
Amores e desamores
Encontros e desencontros
Vão fazendo da menina,
De mansinho,
Uma mulher




Visitem Casé Uchôa
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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Crescimento

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em "comentários", que nós postaremos.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Quero Ser Grande - por Thiago Benício

[...]
Eram exatas dez horas, eu em meu canto de sempre – meu quarto – a pensar sobre as coisas que costumo pensar, na maioria coisas fúteis e sem sentido – sonhava em ser super-herói, mas não naquele dia. Ante as noites que passava sem noção de como poderia ser meu futuro, hoje penso que ainda não tenho idéia alguma sobre os rumos que deverei tomar em minha singela vida. A janela do quarto mostrava uma paisagem diferente naquele dia, não parecia mais ser como antes.
O tornar-se adulto era uma coisa bastante complicada para que minha cabeça jovem pudesse assimilar, aliás, ainda acho que está se formando uma mentalidade fixa somente agora. Os carros que passavam pela rua de baixo pareciam sem graça, sem atrativo para que ficasse olhando; estava tudo mudado. Via as crianças de lá como crianças que eram, não como colegas que me pareciam há tempos antes. Enfim, tomei o curso de ir ao banho, como era costumeiro, e ao olhar-me num espelho, notei em minha face coisas esquisitas, vermelhas e que até doíam se nelas tocasse. Estranho fiquei, mas pensei que fosse coisas de mosquito.
No banho, notei que alcançava até o suporte de xampu sem precisar ficar nas pontas dos dedos, achei muito bom, pois não mais escorregaria pulando feito louco para poder lavar a cabeça. Após tudo aquilo, decidi ir jantar, e mais alguma coisa estranha fui notar, minha voz. Estava doente, só poderia, voz rouca sem gritar, cara com pintas vermelhas e um caroço na garganta, que diziam ser “pomo-de-adão” e eu, sem saber, ficava desesperado.
Como costumeiro, após jantar fui pro sofá, acompanhado de meu pai, assistindo ao filme após a novela das oito, acabei pegando no sono, na hora de ir pra cama, meu pai já não me carregou até meu quarto, teve de me chamar – “Acorda, filho, vai pra cama.” – O sono queria me derrubar, subi as escadas sem entender, afinal toda noite meu pai me levava pro sono maior.
Era meia-noite, a janela ainda aberta, acabei despertando e fui dar uma olhada em meus cadernos, que já não tinham mais os carimbos da tia Débora, tampouco os recadinhos da tia Jô. Foi então que percebi, não era mais criança, tinha que começar a caminhar por mim mesmo.
Fechei a janela, deitei-me sobre minha cama sem desenhos; dormi pra acordar pra um outro dia cheio de descobrimentos, afinal, era quase-adulto e esperava por um futuro inconseqüente.
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domingo, 18 de janeiro de 2009

Crescimento - por Raquel Aiuendi

A gente quando criança aprende a amar quem nos oprime e violenta; a beijar hipócritas e omissos e a adorar o covarde e egoísta. Crescemos e descobrimos como acontecem de fato as coisas e quem é quem. Conseguimos um dia odiar o opressor, desprezar hipócritas e nos sobra o covarde.

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Crescimento - por Poty

Eu criança,
Moço,
Esperando o tempo passar…
Vou seguindo a vida
Na esperança de ser velho,
De mais idade,
Melhor idade…
Seja o que for…
Vou usufruindo
Do meu aprendizado.
Me fez ser para gostar da vida como adotei.

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domingo, 21 de dezembro de 2008

Se Minha Criança Sofre… - por Ana

Os receios de criança
que persistem em nossas vidas
são lixos a jogar fora…
Vide a estrada percorrida:

seu corpo cresceu, mudou,
você amadureceu
em outros tantos aspectos
dentro do seu próprio eu;

passou por problemas diversos
com coragem os enfrentou;
sofreu com tristezas, perdas…
e com força as encarou;

cresceu profissionalmente
às custas do próprio valor;
ajudou tantas pessoas
com carinho e com amor.

Foi crescendo no tamanho
sem perceber que, a seu lado,
há uma menina pequena
que precisa de cuidado

e arrasta, pesadamente,
com as pequenas mãos feridas,
temores, medos, pavores
que lhes dificultam a vida.

Por vezes ela te domina
com seu pessimismo aprendido,
isto arrasa a alegria,
faz tudo perder o sentido.

Ela não pode influenciar,
você nela não deve crer;
pare, adulta, para ouvi-la,
para que ela possa viver

leve, como veio ao mundo,
alegre, feliz, satisfeita,
risonha e brincalhona,
uma criança perfeita.

Coloque a menina no colo,
cuide dela, beije, abrace,
console, acalente, sorria,
olhando-a face a face.

Diga que tudo passou,
“Das tristezas cuido eu,
cuido das dificuldades,
cicatrizo onde doeu”.

A ela cabe sorrir,
confiar na sua ação
assertiva nos momentos
em que lhes faltar o chão.

Diga a ela que aqui,
nesta terra de humanos,
há problemas, coisas boas,
sortes e desenganos,

mas que você constrói os dias
da melhor forma possível:
semeando alegrias,
afastando o que é terrível.

Se bobagens vêm à porta,
entrando sem permissão,
você cuidará de tudo,
pois esta é a sua função.

Que você sabe, convicta,
que cada pessoa uma vida;
as dores que são dos outros
não pertencem à sua lida.

Que você ajuda, se pode,
apóia, se for aceita,
colabora, tão amiga,
não faz corpo mole, não “deita”.

Mas que se algum mal surgir
dizendo respeito a vocês,
ela estará protegida
em seus braços, desta vez.

Desta vez e em outras tantas,
sempre que precisar,
pois adultos são pra isso:
defender e amparar.

Diga a ela que crianças
não devem se preocupar,
diga que não faz sentido
e explique, pra confirmar:

“Por que vai se preocupar
se o caso tem solução?
E por que se preocupar
Se é sem resolução?

É coisa tão sem propósito,
isto de preocupação…”
Esclareça a garotinha…
Acalme seu coração…

Depois de tranqüilizá-la
com todo afeto e calor,
faça uma coisa por ela,
definitiva, por favor:

desembarace a pequena
da tristeza do seu fardo,
jogue fora, de uma vez,
aquele lixo pesado.

Libere as suas mãozinhas,
cuide de seus ferimentos,
trate bem sua criança
e use bastante ungüento.

Depois de passado um tempo,
quando ela estiver curada,
toda boba, saltitante,
sentindo-se tão amada,

agradecendo com olhares,
te esticando os bracinhos,
pedindo colo, dengosa,
quando cansar no caminho,

te fazendo mil gracinhas,
sorrindo o tempo inteirinho,
te afogando em abraços,
te enchendo de beijinhos…

chame-a pra, com você,
novo hábito iniciar:
passar os dias da folhinha
sem temer o que virá.

Assim seguirá a vida,
mais tranqüila, finalmente,
envolta em felicidade
e segurança… plenamente.
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