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terça-feira, 27 de maio de 2014

Te Encontrei... - por DAS

Você surgiu em minha vida
no momento em que eu
mais precisava ser amada por alguém.
Meu mundo era triste, vazio e sem esperanças,
então você veio e me mostrou
que as coisas não eram bem assim.
Como um dia de sol
depois de uma intensa tempestade,
você fez surgir em mim
um amor diferente real e verdadeiro.
Agora sinto meu coração
pulsar com força
louco pelo amor e por você.
O passado, você disse, está morto
vamos viver o presente intensamente,
que o presente construiremos juntos...



Visitem DAS
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sábado, 29 de março de 2014

Encontro - por Poty

Ser velho ou novo, qual a diferença?
Não importa a tua idade, o que importa é você, o teu sorriso, a tua simpatia, o teu olhar, as tuas manias, a tua experiência, os teus anseios... A nossa troca, seja ela de diferença de idade, mas é de sentimento, de carinho, de amor (carnal, de desejos, de fantasias), que seja de amizade, mas sincero não porque a idade nos impõe... Foi a nossa vida que nos fez encontrar.
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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Anistia - por Ana

Labaredas me invadem a mente,
Vindo em vagas de algum lugar.
Assalta-me o calor da dor
Que teimei em ignorar.

Me consomem a tranquilidade,
Me impedem de sonhar,
Me perseguem a consciência,
Insistem: devo visitar

Um local dentro de mim
Que lacrei, sem questionar;
Onde encerrei minha sombra
Pra não mais me incomodar.

Encaro, então, a injustiça
De a mim mesma evitar.
Resolvo assumir que possuo
Uma parte a reclamar

O seu direito efetivo
De em mim se manifestar,
De agir sua humanidade
Sem ter vergonha de errar.

Então sigo relutante
Pro meu destino encontrar:
Me permitir ser inteira,
Não mais me auto-julgar.

Descerro a porta, com medo
Daquilo que vou encarar:
Meu lado escuro e cruel
Que muito me faz penar.

Olho, aos poucos, lá pra dentro,
Tremendo só de pensar
No monstro ardiloso e vil
Que logo terei que enfrentar.

Mas me sobrevém a surpresa:
Naquela que eu estava a fitar,
Não mais a força e o poder,
E, sim, humildade exemplar.

No tempo em que foi prisioneira
Refletiu, a se curvar,
Nas suas investidas vãs
De com o bem guerrear.

Já que daquela prisão
Não conseguiu escapar:
Tentou e não conseguiu
As paredes derrubar.

Ao mesmo tempo eu me vi
Senhora do meu pensar.
Não mais estaria à mercê
De seu jeito de atuar:

Com o tempo transcorrido
Amadureci, sem notar;
Agora, fosse o que fosse,
Não me iria assombrar.

Olhamo-nos, longamente,
Com carinho no olhar;
Reconhecemo-nos irmãs
Que habitam o mesmo lugar.

Saímos de lá unidas,
Num só corpo a caminhar.
Em paz, minha alma se alegra:
Pôde as duas libertar.
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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Apenas em Meu Coração - por Yuri

o tempo deu uma suposição
ele disse que ama quando dá 17 horas em ponto.
e você chega do trabalho e diz: olá, querido!
nos olhamos nos olhos, espelhos da alma!
um choque de luz, onde possamos enxergar toda nossa verdade interior
onde tudo pode se curar ou se estragar em uma questão de segundos
esta noite pretendo fazer como uma das melhores
feche a janela daquela maneira que só você sabe
acendo as velas da paz, sem medo do preto
mova seus lábios, só você sabe como
estando juntos aqui eu sei que nada me faria chorar
eu sinto que ainda não é a hora de você ir
está apenas começando..
feche os olhos pois esta noite será uma das melhores que você já teve
ele gritou meu último nome, e disse que me ama
nos imploramos para ficarmos por mais um ano
desde o momento que Deus escolheu ele para mim, ele se tornou
alguém muito mais do que qualquer coisa e alguém
ele provou que o amor existe entre duas pessoas
provou com sua alma digna de essência
cheia de sabedoria
como a minha
você, você
está... only in my heart
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.......................Visitem Yuri
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Charlotte - por Adir Vieira



Ontem foi um dia especial.
Conheci Charlotte. Charlotte, bonequinha de porcelana, como uma pinturinha de Renoir.
Mansa, como uma carneirinha após a mamada.
Linda, nas suas carinhas e bocas, nos seus sonhinhos únicos que só ela sabe quais são.
Conheci Charlotte no meu ambiente. Melhor ainda.
Sem a possibilidade de vê-la ao nascer, ela veio a mim, pela bondade da mãe, minha sobrinha querida.
Através dela, a vida se apresenta...
Tão simples, tão certa, tão real...
Melhor foi ver a mãe, tão nova ainda e trazendo dentro de si tanta experiência, tanto carinho, tantos cuidados naturais com seus dois bebês.
Melhor ainda foi constatar ali,nos seus atos, duas formas de viver, ambas amplas e cruciais. A da profissional competente e a da mãe doce e suave certa do passo seguinte.
Ontem foi um dia de Deus.
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Visitem Adir Vieira
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Aparição - por Aaron Caronte Badiz

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A primeira vez em que te vi, o céu uniu-se à terra. Eu soube, naquele momento, que estava selado meu destino: viver para sempre com você, pessoa que eu tinha vindo encontrar. Ali, minha vida mudou, o sentido de viver transformou-se. Ali, naquele exato momento, eu me senti renascer para outra vida.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Aquele Vestido Vermelho - por ZzipperR

Eu estava caminhando na vida, cansado de ver pessoas passarem apressadas, todos correndo atrás do tempo, tentando modificá-lo, mas não tem jeito, ele é dominador e cruel, vai passando e passando e leva você junto.

Eu pensei que conseguia dominar o tempo, mas não consegui, ele está me levando também. Eu cansei! Vou parar, vou sentar na calçada e olhar as pessoas passarem. Eu vejo crianças passando, vejo velhos caminhando lentamente e também vejo jovens alucinados em seus sonhos, correndo e passando sem realizá-los. Eu continuo aqui sentado e olhando.

O que será que eu estou fazendo aqui sentado? Enquanto eles caminham, correm, sonham e vivem. Eu também quero viver, mas continuo aqui sentado.

Passam tantas pessoas na nossa vida, que um dia cruzaram o nosso caminho e hoje não sabemos onde elas estão. O que será que aconteceu com elas? Eu vou continuar aqui sentado olhando as pessoas passarem.

Senti um choque quando a vi, entre tantas pessoas caminhando leve, seu vestido vermelho voava com o vento, seus longos cabelos negros me encantaram e senti prazer em vê-la passar. Todos passavam sem dar atenção, mas ela não, Ela olhou para mim, deu um sorriso e continuou andando sem parar. Olhei para ela e resolvi segui-la. Ela tinha um caminhar elegante, solto, despreocupado e dominador.

Meus olhos brilhavam e eu não conseguia mais dominar o meu coração, Não sabia o que fazer, mas tinha que chamar a atenção dela. Naquele momento de desespero, peguei uma rosa e corri até ela, olhei nos seus olhos, que eram vermelhos de paixão e tremi de medo, não conseguia falar, mas entreguei a rosa em sua mão. Ela olhou para mim e sorriu, fiquei arrepiado e com medo. Fiquei com medo dela.

Ela continuou andando, com seus passos lindos e a minha rosa na mão, ela é linda, seu sorriso é lindo, seu olhar é lindo. Eu fiquei parado, em transe, sem ação. Quando ela estava quase sumindo, resolvi correr atrás dela e dar a ela um presente. Corri e peguei em seu braço. Naquele momento, ela parou e me olhou novamente, seus olhos eram vermelhos, os meus também estavam vermelhos e ela falou:
- Quem é você?
- Eu sou o amor e quero levar você comigo.
- Para onde?
- Para a felicidade. Vamos?
Ela olhou para mim, sorriu e quis continuar a caminhar, mas eu segurei a sua mão e falei:
- Eu não vou deixar você seguir sozinha! Vou segui-la. Posso?
Ela sorriu, olhou para mim com carinho e falou:
- Vamos!

Ela vai na frente e eu vou atrás, seguindo-a, por todo lugar que ela passar sigo com carinho e com amor, ela caminhando com seus passos mágicos e com aquele lindo vestido vermelho solto voando com o vento.
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ZzzzzzzzzzzzzzzzzzipperRRRRR.......
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Resposta a Meu Casaco Vermelho, de vestivermelho.
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Visitem ZzipperR
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Lembrei da Visita ao Cristo Redentor - por Adir Vieira

Ontem os jornais comemoravam mais um aniversário do Cristo Redentor e me veio à memória um fato inusitado, quando da minha primeira visita ao local.
Tinha eu uns dezessete anos e fomos em grupo, numa pequena excursão. Um grupo de cinco amigas, e uma delas, com o namorado, tinha cerca de vinte e cinco anos.
Marta, a responsável por todas nós, aquela que estava com o namorado, trabalhava numa multinacional. O namorado, Pedro, fazia parte do grupo de vendas da mesma empresa. Naquela época, há uns quarenta anos atrás, não se permitia que funcionários tivessem qualquer tipo de relacionamento, ainda mais em funções de prestígio, como ela, que era a secretária principal do Diretor Presidente.
Dessa forma, ela e o namorado jamais frequentavam juntos locais de grandes aglomerações ou mesmo lugares da moda, para evitar que fossem flagrados em colóquio amoroso.
No entanto, aquele era um dia de férias dos dois e tanta era a felicidade de ambos, que acredito, naquela altura, tenham até esquecido que trabalhavam no mesmo local e de que eram muitos os impedimentos à sua união. Daí, aceitaram de pronto o nosso convite para a excursão. Como era comum há alguns anos atrás, nos armamos de “mala e cuia”, ficando cada uma responsável por aprimorar nosso lanche da tarde com iguarias dignas do local.
Em lá chegando, escolhemos um local próprio para esse fim e após registrarmos o passeio com fotos especiais, preparamos nossa “mesa improvisada” com a toalha quadriculada e nos acomodamos para nossa refeição, cansadas que estávamos das andanças pelo lugar maravilhoso.
Tão logo nos sentamos, um grupo se aproximou e, dentre eles, exatamente o Diretor Presidente da empresa onde Marta trabalhava dirigiu-se a nós para um pedido de informações. Nós, que não o conhecíamos, fomos solícitas em esclarecê-lo, ao tempo em que estranhávamos sua cara de espanto olhando para Marta que, tremendo como vara verde, tentava sair daquela armadilha, imputando o namorado a uma das meninas do grupo que, assustada, não entendia nada.
Lembro que, já em casa, Marta nos colocou a par da delicada situação e não pudemos deixar de rir muito com o fato.
Soubemos, mais tarde, que o chefe de Marta foi bastante discreto, fingindo ignorar a situação por todos os anos em que foi seu chefe naquela empresa.



Visitem Adir Vieira
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

De Braços Abertos - por Duanny

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Parece que minha vida vai mudar, acabei de ouvir as últimas notícias e, em um ato quase que automático, fechei meus olhos e comecei a rezar, lágrimas de felicidade caíram estupidamente em meu rosto, quase que inconvenientes.

Com os braços bem abertos, sob a luz do sol, bem-vindo ao meu mundo, vou-te mostrar tudo, não sei se estou preparada para ser quem tenho quer ser. Vou tomar fôlego, vou trazê-lo pra junto de mim, paralisamos deslumbrados, criamos vida.

Vou te apresentar ao amor, te mostrar como é realmente aqui, escondidos de todo o resto do universo, longe de um mundo envenenado pela soberania dos céticos que não acreditam em nós. Sim, em nós.

Vamos ser imortalizados por versos ridiculamente clichês, vamos ser apenas eu e você nesse mundo protegido de tudo e de todos, nesse meu mundo. De braços bem abertos sob a luz do sol, você vai ver o que é ser feliz.

Se eu tivesse apenas um desejo, somente um pedido, eu torceria pra que ele não fosse como eu. Espero que ela compreenda que pode ter esta vida, e segurá-la pela mão e apresentá-la ao mundo, com os braços bem abertos...



Visitem Duanny
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Quarto 527 - por Violeta

Aqui vai…
1… 2… 3… (pausa) Espera. Espera, deixa-me respirar. Não é fácil. Não penses que é fácil. (pausa). Ok… agora… Sim, pode ser. 1, 2, 3: o dia, a casa, o mundo, as horas, o duche, a toalha, o vestido, os sapatos, as horas. (pausa) o telefone, a garagem, o carro, a estrada, a velocidade, as horas, a estrada, a música… a música… não me lembro da música. Como não me lembro da música? Espera, espera… lembro-me… lembro-me. Escolhi alguma coisa que me levou até um lugar seguro… Agora lembro-me bem. De volta à estrada, a velocidade, o medo, as horas… (pausa) a mensagem… (pausa). (respira, respira, respira, res…) a resposta. Agora, a resposta à resposta… O carro, a velocidade, os semáforos, o estacionamento subterrâneo… a porta do carro aberta… (pausa) o elevador. O elevador… o reflexo do vestido no espelho… os sapatos… estes sapatos fazem-me lembrar o movimento Arte Nova… muito… Klimt. Klimt… O corredor e a macia carpete debaixo dos meus sapatos… sapatos e passos… a passada pelo corredor… A porta… o número… o toque suave e a medo… (pausa). a parede, o roupão, a mala, o beijo, os sentidos… todos. (pausa) a tua mão na minha cintura, nas nádegas, (pausa) em todo o lado… o prazer de estar finalmente ali e ser enfim tua.



Visitem Violeta
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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Odre de Baco - por Kbçapoeta

Relaciono minha essência
Com sua existência,
Faz-se natural a leveza do tudo
Longe do alcance de minha
Compreensão,
Universo singular, estático,
Pseudo isso ou aquilo.
Difícil descrever
O alicerce da coluna
Que sustenta o liame
Do certo ou do errado.
Deveras crer
Ser a borboleta de Confúcio.
Delícias e delírios
Entorpecem nossa mente.
Meu ser é seu ser.
O coração assimétrico
Continua oblíquo,
O etéreo se fundiu.
Foi perfeito!
Presenciar a alquimia
Das almas.
Gênios que se tocam.
Sublime!
O corpo é mera manifestação
Que urge vital,
Prazerosa e dionisíaca.
Refaço minha busca
Imerso nessa cabernética loucura.



Visitem Kbçapoeta
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Seu Amor Era o que Faltava - por DAS

Te conhecer mudou minha vida
Passei a perceber coisas
Que antes eram confusas para mim
As tempestades que existiam em meu mundo,
na verdade eram incertezas, pois eu não sabia o que queria
e nem em que acreditar

Quando seus olhos cruzaram com os meus
tiraram-me da escuridão
e passaram a ser a luz a me guiar
Então consegui finalmente ouvir meu coração,
Mas ele já não me pertencia
Estava completamente entregue a você

Te amar foi muito fácil
Só precisou abrir suas asas
e me chamar num abraço
Então percebi que já estava perdida
Pela sua doçura, seu sorriso...

Acho que esperei a vida toda por você
pois só agora eu percebo
o vazio que havia em mim
antes de você aparecer

A certeza desse amor me persegue
dia e noite, sem trégua
E mesmo quando não está comigo
Consigo sentir sua presença

A lua e estrelas são testemunhas
De que encontrei o que faltava em minha vida...



Visitem DAS
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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Abraço de Auras - por Alba Vieira

Foi uma surpresa. Sem que eu esperasse, ela correu ao meu encontro, pediu meu colo e me abraçou. Perguntou antes à mãe quem eu era. E ela lhe disse: não se lembra dela?
Eu trabalho com a sua mãe e já nos encontramos uma vez, numa festa de aniversário quando ela era ainda um bebê e a última vez, há mais de um ano quando ela veio com a mãe ao hospital para uma consulta. Lembrou-se de mim, eu acho. E me abraçou, espontaneamente, com tanto carinho que me emocionou. No meu colo, ela me olhou nos olhos, agarrou-se no meu pescoço e encostou sua cabecinha no meu ombro. Ficamos assim um bom tempo e pude sentir a sua respiração e, mais que isso, a sua vibração.
Nunca eu recebi um abraço mais gostoso. Talvez por tratar-se de uma garotinha de três anos. É que eu adoro crianças e elas a mim.
Crianças são assim mesmo, uma delícia. Não fazem nada obrigadas. Deixam-se levar pela emoção. São só espontaneidade.
Não sei o que ela viu em mim. Fui à sua casa buscar uma encomenda. Nem entrei, nos encontramos no jardim, ela veio atrás da mãe e me viu. Talvez ela tenha seguido a sua alma que percebeu e encontrou ressonância na vibração da minha.
Foi isso mesmo: um encontro de auras. Maravilhoso! Inesquecível.



Visitem Alba Vieira
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Chinelos, um Pulo para o Amor (Parte I) - por vestivermelho

Saí da piscina e fiquei um pouco sentada para me secar, fiquei com uma sede... Coloquei a toalha enrolada na cintura e os chinelos...
Cheguei ao barzinho para pedir uma água... pensei uma cerveja, porque não...
Tomei o primeiro gole e me senti bem... mais um gole, nossa, estava muito boa...
Tomei saboreando, fazia tempo que não tinha esse prazer...
Pedi mais uma... chegou uma pessoa do meu lado.

- Posso me sentar ao seu lado?
- Pode.
- Está um calor... somente uma gelada para matar a sede.

Sorri e continuei a tomar com prazer...

- Há pessoas que não percebem o que estão fazendo, acho que estão distraídas...
- Sim, há pessoas que são muito distraídas.
- Acho que já te vi aqui algumas vezes, vem sempre aqui?
- Quando tenho tempo, sim. O calor, a piscina, esse sol maravilhoso nos convidam à boa vida.
- Sim... a boa vida.
- E você, vem sempre?
- Quando tenho tempo sim.

Sorriu e vi que tinha um sorriso lindo...

- Marco.
- Helena.
- Helena, prazer.

Tomamos a cerveja em silêncio.

- Tenho que ir, vou procurar meu chinelo, sumiu.
- Sumiu?
- Sim, achei esse, mas veja a cor...
- De fato não combina com você.

Um chinelo feminino na cor rosa... olhei melhor e vi... era meu chinelo... olhei para meus pés, que vergonha... era um chinelo de homem, tinha que saber que não era meu pela cor e tamanho... tentei esconder meus pés... mas com certeza ele já tinha visto.

- Estou com vergonha...
- Vergonha do quê?
- Olha...

Coloquei meus pés na frente dele.

- Que belos pés.

Fiquei com mais vergonha, pedi mais uma cerveja.

- Vamos repartir ela?
- Sim, acho que já tomei demais...
- Vamos trocar?
- Trocar o quê?
- Emails, fones, chinelos...

Levantei rápido e quase cai. Ele me segurou e não me largou mais...



Visitem vestivermelho
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Encontro

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
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domingo, 25 de janeiro de 2009

Encontro (Velhas Amizades) - por Dalberto Gomes

A grata satisfação
Encontrar amigos
Amigos queridos
Amigos perdidos
Perdidos no tempo, na memória.
Ver no encontro
A dúvida, o olhar, a luz.
Sentir-se entre abraços e sorrisos
Deixar a emoção emancipar-se do peito
Restos de saudade
Pingos de lembranças
Com os olhos rasos d’água
O prazer de ouvir comovido
Uma voz rememorando seu nome
E perguntar: como é que vai?

Amansá-lo com olhar
Sentir em sua aparência
Se a safada da vida
Na inexorabilidade do tempo
Passou-lhe uma rasteira
Mantendo seu jugo (pesado fardo) sobre seus ombros
No arrastar da idade
Repercutindo em espaçados fios de cabelos.

Amigo…
Não tenho palavras,
Ponha o braço sobre meu ombro
E vamos ali…
No bar da esquina
Tomar uma cerveja
E viver as reminiscências de nossas sinas.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Você me Alcança - por Luara Lua

Você me alcantra
Minha voz te encontra
Você não alcança
antes de encontrar
Você bem na noite
até encontrar
a estrela perfeita
para ver brilhar
o sol encontra a noite, se chocam
e se esconde para outro dia voltar
a minha voz volta, encontra
sua meia-volta
nunca alcançará
minha voz.

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Encontro - por Raquel Aiuendi

Muitas vezes não precisa de palavras para que seja uma realidade: basta abrirmos uma porta e deixarmos que o próximo entre e se sinta confortável; basta que tenhamos VONTADE, SIMPLICIDADE e estejamos com a VERDADE para que resulte em COMUNHÃO.

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domingo, 21 de dezembro de 2008

Se Minha Criança Sofre… - por Ana

Os receios de criança
que persistem em nossas vidas
são lixos a jogar fora…
Vide a estrada percorrida:

seu corpo cresceu, mudou,
você amadureceu
em outros tantos aspectos
dentro do seu próprio eu;

passou por problemas diversos
com coragem os enfrentou;
sofreu com tristezas, perdas…
e com força as encarou;

cresceu profissionalmente
às custas do próprio valor;
ajudou tantas pessoas
com carinho e com amor.

Foi crescendo no tamanho
sem perceber que, a seu lado,
há uma menina pequena
que precisa de cuidado

e arrasta, pesadamente,
com as pequenas mãos feridas,
temores, medos, pavores
que lhes dificultam a vida.

Por vezes ela te domina
com seu pessimismo aprendido,
isto arrasa a alegria,
faz tudo perder o sentido.

Ela não pode influenciar,
você nela não deve crer;
pare, adulta, para ouvi-la,
para que ela possa viver

leve, como veio ao mundo,
alegre, feliz, satisfeita,
risonha e brincalhona,
uma criança perfeita.

Coloque a menina no colo,
cuide dela, beije, abrace,
console, acalente, sorria,
olhando-a face a face.

Diga que tudo passou,
“Das tristezas cuido eu,
cuido das dificuldades,
cicatrizo onde doeu”.

A ela cabe sorrir,
confiar na sua ação
assertiva nos momentos
em que lhes faltar o chão.

Diga a ela que aqui,
nesta terra de humanos,
há problemas, coisas boas,
sortes e desenganos,

mas que você constrói os dias
da melhor forma possível:
semeando alegrias,
afastando o que é terrível.

Se bobagens vêm à porta,
entrando sem permissão,
você cuidará de tudo,
pois esta é a sua função.

Que você sabe, convicta,
que cada pessoa uma vida;
as dores que são dos outros
não pertencem à sua lida.

Que você ajuda, se pode,
apóia, se for aceita,
colabora, tão amiga,
não faz corpo mole, não “deita”.

Mas que se algum mal surgir
dizendo respeito a vocês,
ela estará protegida
em seus braços, desta vez.

Desta vez e em outras tantas,
sempre que precisar,
pois adultos são pra isso:
defender e amparar.

Diga a ela que crianças
não devem se preocupar,
diga que não faz sentido
e explique, pra confirmar:

“Por que vai se preocupar
se o caso tem solução?
E por que se preocupar
Se é sem resolução?

É coisa tão sem propósito,
isto de preocupação…”
Esclareça a garotinha…
Acalme seu coração…

Depois de tranqüilizá-la
com todo afeto e calor,
faça uma coisa por ela,
definitiva, por favor:

desembarace a pequena
da tristeza do seu fardo,
jogue fora, de uma vez,
aquele lixo pesado.

Libere as suas mãozinhas,
cuide de seus ferimentos,
trate bem sua criança
e use bastante ungüento.

Depois de passado um tempo,
quando ela estiver curada,
toda boba, saltitante,
sentindo-se tão amada,

agradecendo com olhares,
te esticando os bracinhos,
pedindo colo, dengosa,
quando cansar no caminho,

te fazendo mil gracinhas,
sorrindo o tempo inteirinho,
te afogando em abraços,
te enchendo de beijinhos…

chame-a pra, com você,
novo hábito iniciar:
passar os dias da folhinha
sem temer o que virá.

Assim seguirá a vida,
mais tranqüila, finalmente,
envolta em felicidade
e segurança… plenamente.
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