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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Linguagem do Corpo - Enviado por Vera Celms


Neste vídeo, trata-se de um assunto bastante controverso, como doenças psicossomáticas, depressão, angústia. Ouçam! Informação não ocupa espaço e pode “salvar” o convívio com as pessoas, seja conosco ou não.
Eu ouvi e classifico como imperdível.
Ainda que não acredite na LINGUAGEM DO CORPO, ela existe e pode ajudar a encontrar caminhos.
Beijos.

 




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quarta-feira, 7 de março de 2012

TODOS DORMEM


TODOS DORMEM

Cheguei de mansinho
Silenciosa, sorrateira
Todos dormem
Nenhum sinal de vigília
Pisei leve, nada disse
Cautela, toda cautela
Meu pensamento veio antes
Ele sempre vem...
Podia ouvir seus pensamentos,
questionando os meus
Nenhum alarde,
Acordei a brisa,
Com ela veio o vento
E as nuvens se moveram
Rápidas, trouxeram a tempestade
Que caiu impiedosa
E todos acordaram...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho TODOS DORMEM de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

domingo, 20 de março de 2011

Sintonização Coletiva - por Vera Celms

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SINTONIZAÇÃO COLETIVA DAS 23:00 ÀS 23:05 HORAS - TODO DIA
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POSITIVIDADE - SINTONIZAÇÃO COLETIVA
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Nosso planeta passa por uma crise sem precedentes. Muitas catástrofes estão acontecendo. E outras virão. Jamais uma época teve tão duras provas a enfrentar. Muitas iniciativas estão sendo tomadas para amenizar a situação atual.
Apesar disso, nem todas as pessoas podem fazer tudo aquilo que desejariam, pois, cada vez mais, a vida exige sérios compromissos de todos. Compromissos que, por vezes, tomam todo o tempo daqueles que gostariam de poder contribuir e ajudar a humanidade nesta época tão dramática pela qual passamos.
Para compensar a falta de tempo na qual todos estão submersos, alguns grupos espíritas e espiritualistas, como a Sociedade Espírita Ramatis e outras, tiveram a excelente ideia de sincronizar suas meditações por cinco minutos, num horário comum, que permita à maioria das pessoas se interligar, formando uma corrente mental.
Mas para que esse horário? Para que todos possam ter a oportunidade de, mesmo sem tempo, ajudar, de alguma forma.
A iniciativa consiste no seguinte: todos os dias, das 23:00 às 23:05 horas, milhares de pessoas estarão enviando suas vibrações positivas ao planeta.

Não importa se você é católico, umbandista, candomblista, batista, messiânico, espírita, budista, hinduísta, agnóstico, ateu, judeu, teosofista, gnóstico, confucionista, adventista, espiritualista etc.

Enviar vibrações positivas nada mais é do que visualizar o planeta com harmonia, paz e amor, vibrando positivamente ou mentalizando o planeta sendo envolvido por energias benéficas com cores vibrantes, tais como o branco, o dourado e o violeta (que são os mais usados).
Mas também podemos mentalizar o planeta e irradiar luz e paz como se estivéssemos fora do planeta.

Obs.: Se você não acredita que seja possível enviar vibrações positivas ao planeta e aos seres humanos, não precisa abster-se deste momento. Poderá aguardar o período de 23:00 às 23:05 horas para, simplesmente, refletir sobre possíveis soluções para os problemas atuais. Simbolicamente, saberá que milhares de pessoas estão fazendo o mesmo, apenas o fazem de forma diferente.
O importante é a união dos pensamentos de todos, sabendo que estamos iniciando um primeiro esforço no sentido de tornarmo-nos atentos e abertos aos problemas e dificuldades que assolam nosso planeta.
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Horário para a vibração: De 23:00 às 23:05 horas. Todos os dias.

“A Terra não pertence ao homem; o homem é que a ela pertence. Disto nós sabemos.
Todas as coisas estão interligadas, como os laços que unem uma família.
O que acontecer com a Terra acontecerá conosco.
O homem não teceu a teia da vida cósmica, ele é um fio da mesma.
O que ele fizer para a Terra estará fazendo a si próprio”.

AOS QUE CREEM, PASSEM PARA SEUS CONTATOS...

P.S. - Se quiser e puder, mande esta mensagem para o maior número de pessoas possível. Quanto maior o número, melhor para o Planeta.
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Brigit - A Bruxa da Noite - por Vera Celms

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Nasceu, afinal,
BRIGIT - A BRUXA DA NOITE,
livro erótico sensual de Vera Celms.
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(Clique na imagem)

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Beijos a todos,
VERA CELMS
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Amor/Amigo Virtual - por Vera Celms

Não lhe conheço os olhos,

Não sei do calor da sua pele,

Seu cheiro, não imagino,

Sei que em algum lugar deve existir um elo,

Algo que liga nossa existência,

Por mais que me distancie lhe atraio,

Por mais que me distancie quero lhe atrair,

Posso não me importar com sua distância,

Nem mesmo com a sua proximidade,

Mas me faz bem saber que me procura,

Que me quer,

Seu pulso viril se faz sentir,

No seu olhar virtual,

No seu pouco gesto,

Parece-me tão familiar sua silhueta,

Suas poucas palavras, não guardei,

Todas as minhas negativas, rebateu com um único talvez,

E abateu-as todas, de uma só vez,

Mas voltou... só não sei porque,

Nem por quanto, só tempo dirá...
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (IV) - por Vera Celms

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VAMOS PARAR O ESTUPRO CORRETIVO DE LÉSBICAS NA ÁFRICA DO SUL - URGENTE

Caros amigos:

“O estupro corretivo”, a prática cruel de estuprar lésbicas para “curar” sua homossexualidade, está se tornando uma crise na África do Sul. Porém, ativistas corajosas estão apelando ao mundo para por fim a estes crimes monstruosos. O governo sul-africano finalmente está respondendo - vamos apoiá-las.
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Millicent Gaika foi atada, estrangulada, torturada e estuprada durante 5 horas por um homem que dizia estar “curando-a” do lesbianismo. Por pouco não sobrevive.
Infelizmente, Millicent não é a única, este crime horrendo é recorrente na África do Sul, onde lésbicas vivem aterrorizadas com ameaças de ataques. O mais triste é que jamais alguém foi condenado por “estupro corretivo”.

De forma surpreendente, desde um abrigo secreto na Cidade do Cabo, algumas ativistas corajosas estão arriscando as suas vidas para garantir que o caso da Millicent sirva para suscitar mudanças. O apelo lançado ao Ministério da Justiça teve forte repercussão, ultrapassando 140.000 assinaturas e forçando-o a responder ao caso em televisão nacional. Porém, o Ministro ainda não respondeu às demandas por ações concretas.

Vamos expor este horror em todos os cantos do mundo - se um grande número de pessoas aderir, conseguiremos amplificar e escalar esta campanha, levando-a diretamente ao Presidente Zuma, autoridade máxima na garantia dos direitos constitucionais. Vamos exigir de Zuma e do Ministro da Justiça que condenem publicamente o “estupro corretivo”, criminalizando crimes de homofobia e garantindo a implementação imediata de educação pública e proteção para os sobreviventes.
Assine a petição agora e compartilhe - nós a entregaremos ao governo da África do Sul com os nossos parceiros na Cidade do Cabo.

A África do Sul, chamada de Nação Arco-íris, é reverenciada globalmente pelos seus esforços pós-apartheid contra a discriminação. Ela foi o primeiro país a proteger constitucionalmente cidadãos da discriminação baseada na sexualidade. Porém, a Cidade do Cabo não é a única, a ONG local Luleki Sizwe registrou mais de um “estupro corretivo” por dia e o predomínio da impunidade.

O “estupro corretivo” é baseado na noção absurda e falsa de que lésbicas podem ser estupradas para “se tornarem heterossexuais”, mas este ato horrendo não é classificado como crime de discriminação na África do Sul. As vítimas geralmente são mulheres homossexuais negras, pobres e profundamente marginalizadas. Até mesmo o estupro grupal e o assassinato da Eudy Simelane, heroína nacional e estrela da seleção feminina de futebol da África do Sul em 2008, não mudou a situação. Na semana passada, o Ministro Radebe insistiu que o motivo de crime é irrelevante em casos de “estupro corretivo”.

A África do Sul é a capital do estupro do mundo. Uma menina nascida na África do Sul tem mais chances de ser estuprada do que de aprender a ler. Surpreendentemente, um quarto das meninas sul-africanas são estupradas antes de completarem 16 anos. Este problema tem muitas raízes: machismo (62% dos meninos com mais de 11 anos acreditam que forçar alguém a fazer sexo não é um ato de violência), pobreza, ocupações massificadas, desemprego, homens marginalizados, indiferença da comunidade e - mais do que tudo - os poucos casos que são corajosamente denunciados às autoridades, acabam no descaso da polícia e a impunidade.

Isto é uma catástrofe humana. Mas a Luleki Sizwe e parceiros do Change.org abriram uma fresta na janela da esperança para reagir. Se o mundo todo aderir agora, nós conseguiremos justiça para a Millicent e um compromisso nacional para combater o “estupro corretivo”.

Acabar com a cultura do estupro requer uma liderança ousada e ações direcionadas, para assim trazer mudanças para a África do Sul e todo o continente. O Presidente Zuma é um Zulu tradicional, ele mesmo foi ao tribunal acusado de estupro. Porém, ele também criticou a prisão de um casal gay no Malawi no ano passado, e após forte pressão nacional e internacional, a África do Sul finalmente aprovou uma resolução da ONU que se opõe a assassinatos extrajudiciais relacionados à orientação sexual.

Se um grande número de nós participarmos neste chamado por justiça, nós poderemos convencer Zuma a se engajar, levando adiante ações governamentais cruciais e iniciando um debate nacional que poderá influenciar a atitude pública em relação ao estupro e homofobia na África do Sul.
Assine agora e depois divulgue.

Em casos como o da Millicent, é fácil perder a esperança. Mas quando cidadãos se unem em uma única voz, nós podemos ter sucesso em mudar práticas e normas injustas, porém aceitas pela sociedade. No ano passado, em Uganda, nós tivemos sucesso em conseguir uma onda massiva de pressão popular sobre o governo, obrigando-o a engavetar uma proposta de lei que iria condenar à morte gays da Uganda. Foi a pressão global em solidariedade a ativistas nacionais corajosos que pressionaram os líderes da África do Sul a lidarem com a crise da AIDS que estava tomando o país. Vamos nos unir agora e defender um mundo onde cada ser humano poderá viver livre do medo do abuso e violência.
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Com esperança e determinação,

Alice, Ricken, Maria Paz, David e toda a equipe da Avaaz.
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Renascimento - por Vera Celms

Renascer, reviver, reconstruir
Começar do zero,
Missão que parece impossível,
Difícil, inexplicável,
Quando tudo o que temos rui,
Quando aqueles a nossa volta nos apedrejam,
Nos deixam,
Quando, literalmente, a casa cai,
E precisamos juntar os pedaços,
Dos escombros, fazer a base
para uma plataforma segura,
Cimento por cima, concreto,
Piso firme...
As pedras, juntadas, poderão até fazer um castelo,
Os cacos, na reconstrução,
emendados, viram inteiros,
decorativos ou basais,
mosaicos ou reciclados,
Peça por peça, se monta o “quebra-cabeça”,
Lembrança a lembrança, se faz uma história,
Momento a momento se faz uma vida,
Pessoa a pessoa, fazemos relacionamentos,
Famílias, bairros, cidades, países, planetas
Ainda que a chuva leve,
Ou que a guerra destrua,
Os que os vulcões ou tremores encubram,
De lavas, entulhos ou poeira,
O material rui, acaba, estilhaça,
Racha, fragmenta, vira pó...
A vida não acaba,
Acaba o corpo, a matéria,
Insubstituível, irreciclável,
Falta irreparável, inconsolável,
A alma continua,
Pronta pra recomeçar, ainda que demore,
Pra renovar,
Pra reconstruir
Pra renascer, corajosamente
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domingo, 30 de janeiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (III) - por Vera Celms

S.Ribeiro,
O Dr. DRAUZIO VARELLA é, por si, polêmico em suas opiniões, das quais, a maioria conhecida por mim até agora, partilho.
Quero parabenizar a TODOS, por participarem desse DUELO... Acho que assim o objetivo do BLOG se justifica.
Aliás, o que seria do amarelo se todos gostassem do vermelho, não é mesmo? Mas claro que não temos de bater no amarelo até que ele fique vermelho para que todos possam apreciar... rs...
Desculpe a brincadeira... o assunto é serio... mas o foco aqui é a homofobia, é a onda de violência (assim como o racismo) aos índios, aos incapazes, às crianças, aos idosos, às mulheres, enfim, a todos aqueles que têm CARACTERÍSTICAS DIFERENTES de nós ou da grande maioria.
NÃO À VIOLÊNCIA DE QUALQUER ESPÉCIE, BEM COMO AOS EXCESSOS E FANATISMOS...
Viver normalmente é muito melhor...
Beijos a todos...
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Resposta a Duelando Manchetes XI: Homossexualidade, de S. Ribeiro.
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (II) - por Vera Celms

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Caro Leo,
Peço que me desculpe, mas achei que respondia ao texto do Varella e não diretamente a você. Não se julgue, neste caso, o umbigo do mundo.
Coloquei minhas ideias e opiniões. Tenho amigos que já foram vítimas das atrocidades da violência dessa onda homofóbica e não suporto essa distinção tomada por PECADO (que pra mim, não existe, sou contrária ao formato).
Nada contra você... exclua-se por favor do centro das discussões. Você, por acaso, foi o primeiro a comentar e por isso deve ter tomado pra si.
Desculpe mais uma vez...
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Por Compaixão ao Rio de Janeiro - por Vera Celms

A chuva castigava aquela terra.
Começara no meio da tarde,
E não parou mais,
Começo da madrugada,
Parte da população dormia,
Parte vigiava preocupada,
De tanto que a chuva castigava,
Lá pelas 3 da matina,
Não dormia João nem Cristina,
As janelas altas não deixavam impressão,
De repente um barulhão,
Vinha lá de fora com certeza,
Era som de coisa caindo,
Que não parava de cair,
E quando João abriu a porta,
Não havia mais nada lá fora,
Não havia jardim, não havia portão,
Não havia rua, nem pontilhão,
Não havia vizinho,
Nem comércio
Nem pra onde fugir,
Era só ruína que se avistava,
Tudo em torno submerso,
Carro, telhado, colchão,
Deu tempo de Cristina dar a mão a João,
E tentar, sob a chuva que não parava,
No meio da escuridão,
Seguir a trilha dos desesperados,
Os poucos que ali estavam
Eram todos fugitivos da desolação,
Da água que derrubava a encosta,
Em turbilhão,
Agora era um “Deus nos acuda”
Era um “salve-se quem e se puder”
Era um não ter mais nada,
Era um contínuo deixar pra trás,
Eram seres humanos, todos na mesma situação
E o País assistindo pela televisão,
Atordoado,
Com desejo profundo de ajudar,
De cada um tirar um de lá,
De oferecer distância segura,
Afinal, todos os assistentes
E os sobreviventes,
Todos em pura comoção,
Com um sentimento único, comum,
A fé...
Deus, por todo esse povo,
pedimos compaixão...
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(Chuvas de JANEIRO 2011)
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sábado, 15 de janeiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (I) - por Vera Celms

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O MEU DIREITO VAI ATÉ ONDE COMEÇA O DO MEU PRÓXIMO
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Verdadeiramente, não consigo acreditar, muito menos aceitar, que as pessoas, em pleno século XXI, preservem a visão estereotipada criada pela Igreja, em prol de sua visão de “pecado”. Essa FOBIA que habita entre nós, cidadãos de todas as classes, nada mais é do que a NÃO ACEITAÇÃO do PECADO, criado, moldado e lustrado pela Igreja. Sou tão contra esta visão quanto a do celibato imposto àqueles que escolheram o caminho da religião como forma de vida, profissão ou filosofia. O que se faz com o próprio corpo é da conta de cada um. Sou contra, sim, os abusos morais demonstrados em público, mesmo por heterossexuais, que provocam e escandalizam até os menos pudicos. Homossexualidade não é opção, não é escolha, não é afronta, não é sem-vergonhice... enfim, é característica, assim como gostar de determinados sabores que outros não gostam. Eu, por exemplo, odeio GIM TÔNICA, mas não é por isso que vou sair batendo em todo mundo que gosta. Gostar, apreciar, atrair-se, repudiar, detestar, inclusive, faz parte das características de cada um, assim como a cor dos olhos, dos cabelos, a calvície, a cor da pele, enfim... são sinais que nascem conosco e nem mesmo nós sabemos explicar porque gostamos. Simplesmente gostamos. Pecado é agredir os outros por qualquer motivo, é o maltratar de crianças, de idosos, de mulheres, de pessoas com deficiência mental, o bullying de todas as formas, o assédio moral, sexual...
O conceito de errado vem da Igreja, assim como de alguns pais que jamais contariam aos filhos que se masturbavam na idade deles, quando os flagram no ato da masturbação, só para não incentivá-los a novas práticas, ou os maltratam por isso. O que é do meu corpo, é meu e de mais ninguém e se desejo reparti-lo com alguém de outro ou do mesmo sexo, é assunto meu.
Ninguém tem o direito de impor essas características ofensivamente a ninguém - como disse anteriormente -, em demonstrações escandalosas, publicamente. Assim como ninguém tem o direito de ir a um baile funk sem roupas íntimas, mostrando o sexo, e depois reclamar da violência de um estupro.
Ninguém devia se meter com a vida de ninguém... Afinal, esse Deus a quem atribuem tantos julgamentos, além de ter muito mais o que fazer do que julgar seu rebanho, deu uma vida pra cada um, para que cada um cuide da sua. Viva e deixe viver... A igreja deveria se preocupar em evoluir moralmente, já que só agora o Papa se manifestou positivamente pelo uso de preservativos, e somente em casos de doenças e para as pessoas que vivem do sexo. A Igreja devia se preocupar com a fé, com os bons caminhos em geral e não em rotular as atitudes das pessoas. Hora de crescer, já estamos em 2011.
Quando eu era criança/adolescente (hoje tenho 51 anos), ouvia falar que no ano de 2000 o homem viveria na Lua... ou que o mundo ia acabar... e hoje, em 2011, as pessoas ainda se sentem no direito de BATER, veja bem, bater, causar dor, matar, tudo em nome de uma medíocre visão puritanista. Nunca bati nos meus filhos, ensinei-lhes princípios e lhes impus limites. São homens de bem, honestos, dignos, esforçados, trabalhadores, pessoas sensíveis e de respeito. Há pais que quando repreendidos por espancar seus filhos ainda respondem: “os filhos são meus e bato o quanto quiser, faço o que quiser”... Não aceito que nenhum ser humano tenha de se submeter à dor ou à morte por entendimento desse ou daquele que se julga mais ou maior, ou superior. Todos são iguais perante esse Pai que leva a culpa por tanta barbárie. Existe tanta coisa errada que deveria ser corrigida e as pessoas não estão nem aí. Pra mim, uma boa parcela desses “trogloditas abusados”, homofóbicos, racistas, machistas, feministas, fanáticos religiosos, lunáticos e afins, enfim todos os EXCESSIVOS de qualquer espécie, deveriam se tratar, cuidar de suas fobias, de seus problemas, de seus medos em assumir desejos de qualquer espécie, reprimidos ou assumidos, antes de sair por aí se “manifestando violentamente” contra seres humanos. Cumpramos a máxima... DEUS DEU UMA VIDA PRA CADA UM, CUIDE DA SUA, JÁ ESTARÁ FAZENDO MUITO...
Quanto à defesa dos escritos da Bíblia, quantas não foram as versões feitas e refeitas e revistas desde as originais? Não CREIO mais na Bíblia de hoje, com critérios e entendimentos da Igreja e seus determinismos. CREIO NUM DEUS ANTIGO... Desculpem-me os contrários.
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Resposta a Duelando Manchetes XI: Homossexualidade, de S. Ribeiro.
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domingo, 9 de janeiro de 2011

Convite à Sedução - por Vera Celms (Erótico)

Vamos sonhar?
Convite sutil, delicado, sugestivo,
Feche os olhos,
Deixe a mente solta,
Viaje comigo,
Ao mundo desconhecido,
Sonhos, desejo, prazer,
Mesa posta,
Sabores excêntricos,
Fogo na luz das velas,
Pétalas de rosas por todos os lados,
Incenso,
Vinho, gelo,
Vendo teus olhos,
Te faço provar,
Alternando com o gelo,
Minha língua nos seus lábios,
Súbito,
De todos os sabores,
De varias sensações pelo corpo,
O gelo lhe percorre o corpo,
Minha língua lhe percorre o corpo,
Detendo-se estrategicamente,
As pétalas lhe cobrem,
Contato suave, leve, perfumado,
Uvas, morangos, ameixas,
Queijos, ostras,
Chocolate, champanhe,
Minha mão percorrendo seu corpo,
Incessante,
Insistente,
Meu corpo a tocar seu corpo,
Suave e umidamente,
Minha boca na sua boca,
Desvendo seus olhos
Para que vejam os meus,
Te fitando sofregamente,
Pelo vão de suas pernas

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Honorável Dama da Vida - por Vera Celms

Quero aqui homenagear o ausente.
Alguém a quem muito respeito quando presente,
Que a todos faz chorar,
Que a muitos faz orar,
Que a alguns faz resvalar.
Incontestável, não aceita negociar.
Chega, verifica a situação e consigo leva,
Sem choro nem vela.
Missão cumprida, a nenhum pedido releva.
Vem resoluta,
E de quem sofre, abrevia a luta.
Espreita, teimosa, a quem já viveu toda a vida
E resolve, num repente, na distração do escuro do quarto,
E se anuncia inconteste só no amanhecer.
Nada questiona, pois não faz concessões.
Nada importa, nem idade, nem crença, nem convicções,
Leva a quem muito nos importa,
Leva àquele que “roeu a corda”
Não se anuncia antes, não pede licença e, atrás de si, nem fecha a porta...
Leva mocinho e bandido,
Não deixa explicação nem aviso,
Impoluta dama de negro, servil,
Arranca e leva o ser amado, o astro e a estrela,
Insinuante, majestosa, hostil,
Mansa, densa, larga, plena, porque não fico feliz ao vê-la?
Sua chegada causa comoção,
Na sua saída, emoção...
Honorável dama da vida
Que, de assalto, chamamos MORTE!!!
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

(Sem Título) - por Vera Celms

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Quero desejar a todos os amigos, companheiros e seguidores do DUELOS LITERÁRIOS, a você SHINTONI, votos de que em 2011 se multipliquem desejos e planos, para que se multipliquem também as realizações...
2010 foi bom, mas 2011 já vem aprimorado... e que as palavras continuem nos escolhendo, seja na escrita ou na leitura, no prazer ou na missão, mas SEMPRE JUNTOS... Muitas REALIDADES FELIZES, outras tantas necessárias e inevitáveis compõem a vida de todos nós...
BEIJOS A TODOS... obrigado pela acolhida, pelo apoio, pelo incentivo e pela receptividade... SOU MUITO FELIZ POR ISSO... agora acompanhada de BRIGIT - A BRUXA DA NOITE... AINDA MAIS...
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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ciúme - por Vera Celms

Tento vestir a sua pele,
Na mesma temperatura,
Pra ver pelo teu olhar,
Para sentir no mesmo pulsar,
Quero sentir quando eriçar,
Porque, por quem,
Quero saber por que caminhos,
Trilham os seus pensamentos,
Os teus sonhos todos,
Por quem te magoas,
Por quem te apaixonas,
O que te move,
Onde e a que horas,
acorda a tua saudade,
O que te machuca,
O que te faz vibrar,
Quem te leva, e até aonde
Quem te traz de volta e porquê
Quando levitas,
Quando aportas,
Porque chora,
E o porque dos teus melhores sorrisos,
Afinal, onde me encontro em você?
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domingo, 31 de outubro de 2010

Outono - por Vera Celms

A primavera mal começou,
Nem todas as borboletas acharam o caminho,
Nem todas as cores amadureceram ainda,
E aquela que foi sogra de novo aniversariou,
Um padrinho antes,
E os políticos já indignaram o povo,
E o povo já se anunciou ludibriado,
ou iludido,
esperançoso quem sabe,
Então vêm as crianças,
De mão com a Madre Santíssima,
Comemoro então um filho,
Peso ideal de um lado da balança,
Nem todos os pássaros foram avisados,
A primavera corre solta...
Dança livre,
A dama perfumada e colorida,
Vestida de branco,
Com nuvens espalhadas pelos cabelos,
Sob o holofote solar,
Música no ar,
De tanta felicidade da natureza,
O dia fica mais longo,
A brisa mais fresca
Afinal, entre indignações e comemorações,
Outubro será encerrado pelas Bruxas,
Como há muito tempo,
Como sempre...
Correndo leves em torno do fogo,
Lindas, femininas, iluminadas,
Com flores nos cabelos,
Com a cabeça nas nuvens,
Como a primavera,
Tão lindas... tão encantadoras...
Saudando, venerando a Deusa...
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Calmo... - por Vera Celms

Amo a calma do seu amor,
Temperado, ardido, louco,
Dosado
Com a temperatura elevada na medida certa,
Mãos que acariciam,
Sentem, vasculham e exploram
Bem dentro, bem longe, bem em mim,
Alcance perfeito,
Ponto ideal,
Meio termo entre a levitação e a loucura,
Entregue as suas mãos,
ao seu corpo,
no profundo do seu abraço,
visão do paraíso completo,
Escalo o pico do meu prazer,
agarrada como uma alpinista,
medida exata,
Só precisava de mais tempo,
transcenderia várias vezes,
entre o êxtase e o nirvana,
Quero que me queira,
Tanto, tudo, e mais... muito mais...
Movimentos precisos para o deleite,
Soltos como a lembrança,
Como a saudade,
Como o desejo,
Como a necessidade de ficar mais um pouco,
De esquecer do resto,
De relevar a vida além de nós,
Amo a calma do seu amor,
Avisando o momento, num sussurro,
Preparando a flor da minha pele pra receber,
O que o seu corpo tanto guardou,
Tanto preparou,
Quero voltar as suas mãos,
Ter você além do sonho,
Além da miragem,
Além da aragem que passa pela porta,
Que atravessa meus cabelos,
Meu alvo dorso,
Trazendo seu cheiro,
A minha saudade,
Lembrando com gestos,
A medida do seu amor,
Liso, brilhante, majestoso,
Perfeito...
E meu... pela duração de um momento,
Ou de toda a eternidade...
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segunda-feira, 8 de março de 2010

Invente Outra (Ao Dia Internacional da Mulher) - por Vera Celms

MULHER… não é só um substantivo
Já foi só adjetivo,
Hoje é verbo intransitivo
Não... locução adverbial
Mulher é mais que fazer
Mulher é multi-fazer
É multi-crescer
É multi-ser
Nasce princesa
Afinal, qual a família que não outorga,
titulo de princesa, a suas meninas?
Já então, um postulado ao reino absoluto,
Rainha na mais ampla concepção da palavra
Já foi rainha com e para seu rei
Hoje abraça o reinado solo, mas também gosta de colo...
Não precisa mais do “macho viril” na condução,
Virou pai além de ser mãe, meio a contra mão...
Concebe, gesta, pari, adota, educa, alimenta, custeia,
Mas, acima de tudo, ama muito, ama tudo...
Sem limites nem restrições,
Matéria aprendida em várias lições
Hoje a mulher é verbo bastar
Mulher hoje não tem mais nenhum limite que a restrinja,
Impõe limites que a norteiam
Mulher em dupla ou tripla jornada
Trabalha, e como trabalha!!!
Opera, dirige, responde, xinga, orienta, decide e reza...
Mulher inventa o que não encontra pronto
Mulher tripula, monta, desmonta
Faz e desfaz se preciso for,
Mulher redige, programa, projeta, constrói, demole e negocia,
Dança, canta, faz poesia, chupa cana e assovia...
Troca fraldas com uma mão, enquanto conserta a pia,
Hackeia, acelera, manobra e freia
Chega em casa cansada, mas se confessa apaixonada,
Conserta o interruptor de luz, troca pneu e a cama
Mulher lava, passa, cozinha, se penteia
Mulher briga, discute, defende, ordena e esperneia,
Não aceita ordens vãs, divide prazeres e responsabilidade
Viaja de um país a outro, pra outro mundo, sem sair da cidade
Mulher arruma, organiza, se arruma e se perfuma e brilha,
Como brilha!
Num só olhar diz tudo o que quer dizer, com prazer...
Num só movimento, preside, prescinde, mas não deixa de confrontar,
Aguenta dores, cuida e cura dores, sem reclamar
Tão capaz de amar quanto odiar,
Tão capaz de acarinhar, castigar ou relevar
Se preciso luta, por direitos ou por poder,
Entende que na lei do mais forte, é matar ou morrer...
Capaz de depressões ou revoluções, sem opressões,
Capaz sim de sucumbir, mas muito mais de convalescer ou renascer,
Pra mulher de hoje, é vencer ou vencer...
Mulher, desafio constante, presença importante
De mil a milhão num instante,
Mulher... ame-a ou ame-a...
Ou, invente outra...
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.(Poesia publicada na coletânea do primeiro Concurso Literário de Poesias
do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Jundiaí/SP, em maio/2007)
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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Carnaval - por Vera Celms

O ano todo entre retalhos e festins
Aprendendo o enredo,
Ensaiando o passo,
Vestindo o personagem,
Treinando a coreografia,
Ingredientes de um sonho
Preparado por todo um ano
E realizado em 60 minutos
Passando na avenida,
Bateria, comissão e passistas,
Mestre-sala, porta-bandeira, sambistas...
De um amor são as pistas,
De uma paixão,
Nas cores da escola,
Nas cores do coração,
Que se fantasia de dourado,
De paetês e lantejoulas...
O samba no pé,
O enredo na voz,
E a escola no coração,
Pulsando, batendo, levando...
Levantando a arquibancada,
Saudando a comissão,
Levantando aos pulos o coração,
Conquistando ponto a ponto,
A vitória de um sonho todo,
O trabalho do ano todo,
Artistas são todos, são tantos,
E tudo vai tomando corpo,
Perfeição,
Uma realidade simulada,
Uma festa toda dourada,
Luzes, bateria, vitória cantada...
E o sonho vira verdade,
Que vira festa...
E por mais um ano começa,
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O Encapotado - por Vera Celms

Céu de chumbo,
Um amanhecer com o peso do mundo...
Cena de terror bravio,
Uns poucos pássaros apressados entrecortavam o espaço,
Como que tomados de surpresa,
Antecipando o regresso...
As folhas das árvores precipitavam a tempestade,
E o céu rugia a fumaça de um dragão,
Quem andava pelas ruas sabia do que fugir,
Quem não tinha urgência optava por não sair,
Passos rápidos, medo, assombro,
O tempo foi avançando e a ventania aumentando,
Papéis saíam do chão como pipas no ar...
A poeira já formava uma máscara no ar,
E as pessoas protegiam os olhos e a boca daquela névoa...
Só que aquela situação estava durando demais...
Se alongava pelo tempo,
O relógio ia deixando o dia pra trás...
Meia hora, uma hora, hora e meia,
Meio dia... e a chuva que não caía...
O povo, já aflito,
Evitava as ruas,
Todos olhavam pela janela,
Aquela loucura da natureza,
Era como se a qualquer momento do céu abrissem as comportas,
E o tempo foi correndo... passando e passando,
E o vento incessante tudo desarrumava,
A natureza já descabelada,
Vazias e sujas as calçadas,
As ruas, as casas ameaçadas,
Todo mundo apavorado,
Menos o encapotado,
Que andava pela rua com cara de turista apaixonado,
Olhando o céu, o alto dos prédios admirado,
Como quem estivesse vendo um monumento,
Sem se preocupar com o vento,
Seu capote negro voava,
E o homem tranquilo caminhava,
Com as mãos nos bolsos, no próprio eixo girava,
Com um sorriso infantil, quase delirante,
Estranho esse ser andante...
De repente, um raio e um trovão...
E o homem que andava solto foi dragado por um tufão,
No instante seguinte, o sol abriu e o pesadelo passou,
De todos que assistiram àquilo, ninguém acreditou...
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