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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Juliana Mynssen: "O dia em que a Presidenta Dilma em 10 minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros." - Citada por Alba Vieira

 
Há alguns meses eu fiz um plantão que chorei. Não contei à ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, "do trauma", médica "chatinha", preceptora "bruxa", que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.
Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós. Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá. Esperando. Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse "não é para mim, é para o meu pai, uma maca". Como eu faria. Como você. Como nós.
Pensei "meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu... Nãoooo..... Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui".
E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.
Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse "por que não me falou, levava no privado, Juliana!" Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá. Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos.
Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor ele me pergunta: "e você confia?".
"Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim."
Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.
Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.
Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso.
Não tenho palavras para descrever o que penso da "Presidenta" Dilma. (Uma figura que se proclama "a presidenta" já não merece minha atenção).
Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi.
A ouvi dizendo que escutou "o povo democrático brasileiro". Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. "Qualidade"... Ela disse.
E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil....
Para melhorar a qualidade....?
Sra "presidenta", eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade.
Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.
O dia em que a Sra "presidenta" abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.
Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência.
Somos quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.
Hoje, eu chorei de novo.
 
 

domingo, 18 de novembro de 2012

Caxias do Sul Sem Grades - por Poty


As ruas têm que ser tomadas pelos humanos que moram nela.
Não deixemos que as máquinas invadam as ruas, as calçadas, os parques.
Tomemos conta dos espaços públicos.
Sejamos privilegiados para tal situação.
Ocupemos as praças!
Abaixo as grades!
Não à violência!
Vamos conviver entre nós sem banalização.
Fazer a cidade viva com seus espaços ocupados por nós.
Não deixaremos a escuridão vencer.
Vamos circular
Nos encontrar
Nos relacionar
Abrir espaço para o abraço
A boa vizinhança
Para o encontro
Que a cidade seja das crianças para brincar
Do namoro
Dos amores
Sem ódio
Sem rancores
Que seja sem grades nas mentes e corações e fisicamente.
 
Poty – 16/06/2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Ai, Meus Ouvidos! - por Adir Vieira


Hoje meus ouvidos estão sensíveis. E, logo hoje, terei que acionar o telemarketing do meu cartão de crédito para pagamento de contas.
Valorizo e muito os sotaques e as maneiras de falar do povo brasileiro. Chego a desejar ter nascido em Minas Gerais para poder falar daquela maneira mansa, puxada nos “esses” com graciosidade. No entanto, acho que todo o serviço de telemarketing do país está centrado em São Paulo e nada me irrita mais do que ouvir aqueles “meeeeeeeennnnnnnnnnnnttttttttttoooooooo” todos e nunca vi arranjarem tantas palavras como momento, agradecimento, para povoar nossa conversa. Parece que o treinamento desses profissionais gira em torno daquela calma aparente que nos faz aguçar a cada sílaba mais e mais nossos ouvidos e fazê-los repetir cada palavra mais vezes. E ainda por cima incluem no discurso aqueles chavões “vou estar transferindo...”, “a senhora vai estar confirmando” etc.
Nada contra os paulistas, igualmente aprecio o sotaque daquela terra, mas o treinamento dos profissionais, pelo menos para mim, é desaconselhável em qualquer equipe de Recursos Humanos.
Parece que para nos irritar ainda mais a demora oriunda desse atendimento nos faz ficar mais de quinze minutos na espera, tentando adivinhar o que ocorreu na transferência da ligação da telefonista para o setor responsável. Por repetidas vezes, temos que desligar e ligar novamente e explicar tudo mais uma vez, até, enfim, sermos atendidos por aquelas menininhas chatinhas, com aquela voz igualmente chata que nos faz informar até a cor da nossa peça íntima. Sei que vou levar pelo menos uns quinze minutos e vou gastar mais de três ligações para concretizar o que preciso - apenas pagar uma fatura.
E, logo hoje, que meus ouvidos estão tão sensíveis...


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domingo, 3 de junho de 2012

Ah! O Apagão! - por Adir Vieira

Naquele dia, às 22 horas preparamos o quarto para fugir do calor. Como de hábito, ligamos o ar-condicionado e, da sala, esperávamos o tempo hábil para a refrigeração, quando após apenas quinze minutos da meia hora que deveríamos aguardar, veio o apagão!
Apressamo-nos a correr para desconectar todas as tomadas antes que a volta repentina da luz estourasse os equipamentos elétricos.
Após esse feito, ficamos no aguardo do retorno da energia elétrica que, não fossem as notícias da CBN pelo rádio de pilhas, não saberíamos que não voltaria tão logo.
O fato, por si só, já mandou pra bem longe o meu sono, antes já instalado. Tenho perfeito horror a escuro. Sou daquelas que, mesmo estando no vigésimo sono, se a lâmpada da cabeceira se apagar, acordo de pronto. Como tudo nessa hora acontece, as pilhas da lanterna tão pouco usada não funcionaram e recorremos às “velas”. Quatro grupos de castiçais queimavam as únicas velas restantes, coisa que durou mais de seis horas.
Por mais de duas horas, o ar fresco na varanda permitiu que ficássemos repousando ao aguardo. Passado esse tempo, resolvemos entrar e tentar dormir. Meu marido logrou êxito, mas eu, como já esperava, não. Tenho pavor de velas acesas dentro de casa e, com isso, fiquei imóvel ao seu lado, com o cuidado de não acordá-lo com minhas reviravoltas na cama.
Eis que exatamente à uma e vinte da manhã, horário marcado no meu celular, a secretária eletrônica soltou um grito de no message que me arrepiou inteira. Recuperei-me e decidi apagar as luzes da cozinha e banheiros que ficaram acesas não sei porquê e ligar a geladeira.
Tão logo conclui meu feito, sem qualquer aviso tudo se apagou de novo, me deixando em pânico naquele breu e sem velas na mão. Foi um percurso interminável da cozinha ao quarto e, achando a cama, deitei-me de novo, quando lembrei que teria que voltar para, novamente, desligar a geladeira. Rezei, me benzi e lá fui eu. Já mais calma, retornei ao quarto, deitei-me e ali fiquei até as três e quinze da manhã, quando voltou a luz. Claro que aguardei uns quinze minutos para religar a geladeira...
Lembro que só consegui concatenar o sono por volta das quatro e meia da manhã.
Nos dias seguintes só se falava nisso e os incompetentes a quem estamos entregues estão tentando discutir o que houve. Só no Brasil!



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domingo, 30 de janeiro de 2011

Estão de Olho no Bolo - por ZzipperR

Fico imaginando a cabeça do eleitor em época de eleição. São tantas informações e mentiras. Frases como: “Você é o patrão”, “Pense bem antes de votar”, Vote certo”, que chegam a ser cômicas, pois só têm um propósito: o de iludi-lo e persuadi-lo para desorientar o seu poder de decisão e tomar o seu voto, isso mesmo, tomar o seu voto.
Se vocês me perguntarem se algum eleitor votou certo, eu respondo com toda certeza que não, pois a partir do momento em que o eleitor confirma o seu voto, ele já está arrependido, porque já tem a certeza de que será traído e que aquele candidato não fará nada por ele, nem por sua família, nem por seus amigos e nem por ninguém. Quer saber por quê? Vou lhes dizer: Eles estão apenas de olho no bolo.
Tente imaginar a última vez que um candidato fez alguma coisa de bom para a sociedade sem procurar favorecer interesses próprios. Tente! Consulte sua memória. Vai perder tempo e não vai encontrar nada, porque não existe, é sempre uma armadilha preparada para interesses próprios, não adianta correr que o aumento vai te pegar.
Para nós só resta a certeza de que fomos enganados de novo e que nada será feito para melhorar a vida do povo que elegeu até candidato cassado porque quis comer uma fatia muito grande do bolo e acabou se engasgando, esse é o caráter dos comandantes deste país. Não importa o partido. Aquilo virou uma festa e todos estão apenas de olho no bolo e para nós só resta pagar taxas e impostos que eles não param de inventar para aumentar o bolo que nunca conseguirá satisfazê-los.
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Zip...Zip...Zip...ZzipperR
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Portabilidade, a Quem Interessa? - por Paulo Chinelate

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Very, very interesting.
Como diria em cearês: “Arre égua”!
Eu diria: “Tem consumidor que é cego”!
Este nosso governo, apadrinhado pelas grandes empresas lobistas, vem (ufa! não precisa mais do chapeuzinho na nova ortografia) dar um presente pra todos nós. Presente de grego, diga-se de passagem.
Prometeram e cumpriram a tal da PORTABILIDADE, isto é, direito de transferência dos números de telefones para outras operadoras. Que beleza! diziam. Que maravilha! disse eu também. Diziam e disse. Passado. Pois sigam a leitura até o fim e vejam se também não vão ficar no pretérito.
Tantas e quantas operadoras, quer móveis ou fixas, prometem sazonalmente pacotes de descontos nas ligações efetuadas nos seus telefones caso sejam contatos feitos para a mesma empresa da linha contratada. É ou não é?
Pois bem. Então me digam de cara: Quem vai ganhar com a portabilidade? O consumidor ou as operadoras?
Se ainda tem dúvidas, eu explico: Era possível identificar a operadora dos descontos pelos números iniciais das mesmas. Agora acabou isso. Você pensa que está dentro do esquema promocional e na verdade está faturando em favor das operadoras. Não dá mais para saber qual telefone pertence a tal e tal.
O interessante foi o palco montado para isso. Lembram-se da história do sapo que foi a uma festa no céu e que descoberto foi atirado lá de cima, de volta? Antes porém ele pediu e não foi atendido: “Me atirem na pedra e não na água”!
O mesmo ocorreu no presente assunto. As operadoras fizeram um “H” enorme para derrubar esta decisão do governo. Puro pano de fundo. O maior lucro é para elas mesmas. E nós, bocoiós (como diria em Minas), felizes da vida.
Mama mia (em italiano mesmo).
Em tempo: Desculpem a salada de idiomas. Foi para aliviar a raivinha por tanta hipocrisia junta.
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Postado, originalmente, em 26/01/09.
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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Protesto por Privilégios Raciais - por Paulo Chinelate

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Deixar de dar opinião a um assunto tão atual seria uma grande omissão: “PRIVILÉGIOS RACIAIS” (…e outros.)
Discriminação camuflada ou explícita?
Alguns atos governamentais dos últimos tempos têm-me ocupado deveras a ‘piolhenta’. Sabe aquele assunto que nos engasga, não consegue descer nem com uma ‘redondo’ empurrando? É o tal do separatismo sócio-racial que nos fizeram engolir com farinha seca pelos ‘omis’ lá de cima.
Não engolia mas ficava no ‘deixa ver no que qui dá’. Até que li uma opinião de um grande jurista brasileiro, Ives Gandra. Não fosse a sua conhecida reputação de homem probo, bastaria ler o artigo que indico abaixo para sabê-lo racional e íntegro.
Como eu disse, algo arranhava nesta história. Bolas! Cota racial para ingresso à universidade não será um ‘cala boca’ político de uma verdadeira incompetência administrativa? Não seria mais correto empregar e cobrar aplicações de fabulosas verbas às escolas públicas para oferecerem ensino de qualidade?
Outro absurdo desta incompetência em resolver equivocadamente por medidas e decretos: obrigando o oferecimento de vagas pela simples cor da pele ou pela etnia, vai garantir que este ou aquele estejam preparados para se formarem com qualidade em uma faculdade. Essas minorias, que agora cantam vitória, não chorarão mais tarde ao se candidatarem a um emprego por serem considerados formandos sem merecimento?
Se concordamos que devemos educar hoje para não punir amanhã, não seria mais cabível um bom ensino básico hoje para colhermos frutos amanhã nos vestibulares?
Pediria ao caro leitor apusesse sua opinião. Lembrando que grandes movimentos iniciam-se com leve sair da inércia.
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Leia mais sobre o assunto em: Agência Serra
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Postado, originalmente, em 23/12/2008.
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domingo, 7 de novembro de 2010

Plano de Saúde - Dix Amico - por Ninguém Envolvente

Possuo o plano de saúde Dix Amico (Amico do capeta) e nas raras vezes em que fico doente, sou atendida vaga e desprezadamente pelos médicos formados em faculdade UNICU.
Médicos que mal checam seus sinais vitais (pressão, temperatura, pulso) mal te olham a cara e acham que fazem é um favor de te atender. Não, não fazem. Pago meu plano sempre no dia certo e nunca deixei de pagá-lo um só mês.

Para ser atendida em um pronto socorro onde cheguei com tais sintomas:
- Distensão abdominal
- Náuseas
- Grande fluxo de salivação
- Tremor das mãos
- Dores e desconforto abdominal
- Estado febril
- 5 dias com pouca defecação
Esperei QUARENTA minutos!

Quarenta minutos somente para a recepcionista do PS ligar na central da Amico e ver se minha mensalidade havia sido paga. Fiquei mais 40 minutos onde outras 18 pessoas aguardavam pelo médico em uma sala aberta que dava para a calçada, onde constantemente passava alguém fumando ou um carro soltando fumaça.

Estes são os ótimos atendimentos que a AMICO oferece aos seus clientes.
Após quase uma hora e vinte minutos, um médico vagamente me atendeu, solicitou um hemograma e receitou um remédio intravenoso para aliviar o estado febril. Hemograma que levou 3 horas para ficar pronto e enquanto isso aguardei EM PÉ em um corredor com mais 25 pessoas.

Fiquei 4 horas no PS, saí de lá com os mesmos sintomas de quando entrei e nada foi feito, não tive um diagnóstico nem nada.
Por indicação do médico que me atendeu procurei ontem mesmo um gastroenterologista e um urologista. Gastro marcado somente para daqui sete dias e o urologista, lá onde o Judas perdeu a bota, eu consegui marcar para hoje mesmo.
Estou indignada com a prestação de serviço dos médicos e dos atendentes da AMICO.

Até uma clínica veterinária possui um tratamento mais digno e HUMANO.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Perigo e Redenção - por Alba Vieira

Quando o poder se instala
Em mentes insanas ou mesquinhas,
Tudo é posto a perder,
É jardim tomado por ervas daninhas...

Que prazer pode existir
Em ver tudo desmoronar
E ainda, com gosto, contribuir
Para a saúde de todos deteriorar?

Como pode um diretor de hospital
Comportar-se como comandante de tropa?
Será que o infeliz nem desconfia
Que agindo assim vira motivo de troça?

Enquanto isso, nós, os funcionários,
Mentes criativas e livres, vamos aguardar,
Tentando não naufragar nesses mares temerários,
Certos de que, como tudo na vida, ele também passará.

Virá logo um dia claro,
A paz e a alegria vão retornar.
Porque, nessa dança da vida,
Depois de ir ao fundo, a ordem é de novo se elevar...



....................................................Visitem Alba Vieira
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Rio 2016 - por Alba Vieira

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Imagem: Grupo Pacífica

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Lá se vai o tempo em que eu tinha a preocupação de ser politicamente correta. Agora, que já passei dos 50, fico muitíssimo feliz em emitir minha opinião, por mais esdrúxula que pareça. E fico rindo por dentro, se minha verdade irreverente (já que ando quase sempre na contramão) choca os mais comportados, ainda que muitos deles talvez, no fundo, compartilhem das minhas ideias.
Assim, deixem-me confessar que depois da votação em Copenhagen, gritei a plenos pulmões: VIVA O BRASIL! BRASIL! BRASIL! BRASIL! Não que eu tenha qualquer interesse em esportes. Não mexo um músculo por nada, a não ser que tenha alguma utilidade outra que definir o corpinho, competir ou vibrar na torcida por qualquer competição. E, com toda esta preguiça, pra manter a saúde uso outras formas de exercitar o corpo e a mente.
Na verdade, não estou nem aí para futebol, Olimpíadas, Pan-Americanos, Copa do Mundo e correlatos. Mas gritei Brasil mesmo. E não foi por orgulho de ser brasileira, já que me considero cidadã do mundo e o que acontece por aqui, tirando a natureza e o coração das pessoas de bem, não motiva isso. Foi por pura esperança.
É que sou uma trabalhadora HONESTA e assim, depois de estar quase me aposentando, ainda preciso andar de ônibus. Daí, que se fizerem um décimo do que estão prometendo para o setor de transportes, quem sabe as coisas melhorem e eu não vou precisar mais ficar escrevendo aqui no blog aqueles textos carregados de indignação e revolta conclamando as pessoas (que, aliás, não aderiram ao meu movimento) a chamarem a atenção das autoridades no sentido de darem à população do Rio condições mais humanas de ir e vir.
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sábado, 3 de outubro de 2009

Uma Frase com 2064 Anos... - por Fatinha

Cultura geral, sem maiores comentários.
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Uma frase com 2064 anos...
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NÃO REELEJA POLÍTICO ALGUM PARA CARGO QUE ESTEJA OCUPANDO.
Nas próximas eleições, haverá renovação de 2/3 do Congresso.
Façamos uma faxina.
Nem esses, nem indicados por esses.
Não vote sem conhecer a história dos candidatos.
Não vote porque alguém pediu.
Se não tiver candidato limpo, vote nulo.
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REPASSEM...
VAMOS LIMPAR ESTE ANTRO DE CORRUPTOS AGORA!!!
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Nosocômio, Hospício ou Será um Circo? - por Alba Vieira

Chegando cedo para trabalhar, num tradicional hospital militar que, há alguns anos, mais parece um quartel, surpreendo-me a observar algo que é muito evidente para quem se dispuser a enxergar.
Passo pela portaria pequena, onde há pelo menos cinco militares de prontidão, dois deles apenas para tomar conta dos funcionários que chegam para trabalhar. A julgar pelas suas aparências, estão sempre de mau-humor e com um jeito ameaçador (também, o que poderíamos esperar de quem já acorda para fazer um trabalho tão relevante e criativo desses?). Mais adiante, vejo perfilada outra legião de militares, homens e mulheres que dispensam pelo menos trinta minutos preciosos dos seus dias para saudar de forma histérica o diretor quando chega, faça sol ou chuva. Todos eles igualmente tensos, com caras de poucos amigos e vejo que um deles, de patente mais alta, fica destacado, próximo ao ponto onde irá estacionar o carro que traz a ilustre figura do militar comandante. Este então, traz na fisionomia todo o peso e humilhação da tarefa diária a que deve se submeter por imposição da hierarquia.
Sigo estupefata, rindo por dentro de pensar que quanto menor a substância, maior a empáfia, quando percebo que existe ainda um outro militar ao lado de um cone, que permanece por horas a fio, de pé, apenas para impedir que carros que não pertençam à cúpula da direção atravessem. Este mostra sinais evidentes de cansaço e desalento, já a esta hora da manhã.
E enquanto os dirigentes dessa casa se importam somente com detalhes de limpeza e apresentação das fachadas e tratam como cachorros ou bandidos os seus funcionários, para encobrir as falhas de administração gritantes, calamitosas, que trazem um risco cada vez maior para os seus usuários que imaginam ter um bom plano de saúde, nada melhora para aqueles que são lúcidos, bons profissionais, têm responsabilidade e ética. E, por incrível que possa parecer, é sempre capaz de piorar com a evasão crescente de profissionais, sucateamento de equipamentos e deficiência de materiais de consumo básicos.
E cresce o número de óbitos a cada dia, enquanto nas reuniões a cúpula alardeia falsamente, que este hospital só tem qualidades e padrão classe A no atendimento.
Finalmente, encontro com uma figura sorridente, cheia de disposição, carregando mangueiras, pás, ancinhos e uma foice apoiada com o pescoço, que me cumprimenta efusivamente e segue com entusiasmo para trabalhar de verdade, já que os jardins desse lugar constituem a única beleza e espelham a ordem da natureza. Os demais funcionários continuam, tristemente, encenando as suas farsas cotidianas, uma vez que é difícil coadunar compaixão, espírito científico e ética com hierarquia.



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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Abandono Mesmo! - por Lélia

Eu te abandono mesmo. Já cansei de relevar, compreender, conversar. Não gosto de viver me enganando, acreditar em algo que não existe mais. Passou, acabou... e você já me provou isto de diversas formas. Chega! E não me olhe como se não soubesse que o fim seria desta maneira, como se eu o surpreendesse. Eu me vou com tudo o que é meu e deixo aqui o que te pertence. E deixo aqui você e todo o tempo em que vivemos aquilo que chamei de amor. Não levo nada além do que tem significado em minha vida. Estou te abandonando e nos abandonando, definitivamente.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Fim às Novelas! - por Adir Vieira

Enfim, terminou mais uma trama na TV.
Ontem, após o último capítulo da novela “Caminho das Índias” prometi a mim mesma que, apesar das belas chamadas para a próxima novela, eu não vou me prender mais à TV naquele horário fatídico em que quase toda a população esquece sua própria vida e passa a viver aquela dos personagens.
Recordo-me de que é sempre assim - vibramos, sofremos, nos alegramos e traçamos o destino de cada um, fantasiando a partir de nossas crenças, durante todo o período de exibição.
Ficamos impacientes com as cenas desprezíveis, ansiamos por um alongamento naquelas de maior impacto e nada disso ocorre. E, por incrível que pareça, nunca podemos assistir ao último capítulo. Sempre acontece qualquer impedimento e só na repetição no dia seguinte podemos dar fim àquela expectativa que nos acompanhou por meses a fio.
Como se não bastasse, vários são os personagens que desaparecem na trama, sem uma conclusão favorável aos nossos anseios.
Com toda a nossa compreensão de que é absolutamente necessário que isso ocorra para a tão proclamada audiência, fica aquela sensação de frustração que, com certeza, ainda vai nos acompanhar por mais alguns dias.
Por isso, decidi - fim às novelas!



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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ratos - por Alba Vieira

Eles estão jogados, caídos, subjugados, presos nas ruas, dormindo entre ratos, sonhando com a humanização possível(?).
Meninos perdidos, sujos, sem consciência, manchados com a nódoa das ruas, refletindo toda a sujeira e descaso dos que por eles passam sem os enxergar.
Arrasados, desfalecem sob o sol a pino do verão, em qualquer lugar, e só não irão morrer se forem despertados à força e levados por mãos compassivas, que ainda existem, para a sombra. Porque, no seu declínio de todas as horas, não reconhecem a luz, seu locus é lúgubre eternamente.
Esses meninos vão morrer e não deveriam, tão cedo! Famílias inteiras se desintegram e ocupam as ruas. Eles não se refugiam nas ruas mais desertas, ficam intencionalmente nas ruas principais. Mas não os enxergam! O que esperam da vida? Há vida para eles? O que lhes proporciona o crack? Que lacunas são preenchidas neles?
Será que no barato da droga, no êxtase tão efêmero onde se “integram”, onde naquele instante cada um deles é um com o todo, vale todo o resto do tempo, em que continuam excluídos, à margem, no lixo, dividindo com os ratos o espaço, imitando deles a respiração rápida e superficial que não faz parte da sua própria natureza e que advém do medo?
Eles são feitos ratos. São ratos que fedem, cinzentos, rápidos, fugidios, rechaçados, inspirando medo quando de fato só precisam de proteção.
E se são ratos por estarem assim, então porque os ratos que estão no poder não os veem? Por que não reconhecem sua mesma natureza de ratos, usurpadores do que não lhes pertence e direcionam recursos oriundos dos impostos arrancados covardemente dos trabalhadores para transformar essa triste realidade das ruas?
A quem pertencem esses meninos?
Só os compassivos se ocupam deles que, deslocados, continuam proliferando nas ruas, ameaçando quem passa com a barbárie por efeito das drogas e levando junto aqueles que ainda não se transmutaram em ratos também.
Quem será capaz de proteger-lhes de si mesmos?
Que programa social de verdade pretenderá modificar-lhes o destino realmente?
Não podem ser deixados à deriva simplesmente. Se assim for, arrastarão para o fundo aqueles que se julgam a salvo nos seus lares.
Urge que se faça alguma coisa para reverter essa situação absurda e desumana, senão por amor, ao menos por algo tão humano como o egoísmo, prevenindo o que está certo:
QUE PROLIFEREM CADA VEZ MAIS OS RATOS E TRAGAM A PESTE QUE DIZIMARÁ A TODOS – A PESTE NEGRA DA FALTA DE COMPAIXÃO.



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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Créu Cotidiano - por Lu Aline

Depois de muito esgotar meus tímpanos com a passagem da moda “créu”, cheguei à conclusão de que esse fenômeno não se restringe apenas ao campo musical, toda a realidade brasileira encontra-se em um estado de “créu” constante!
Diariamente, ao ligar a TV, ao ler o jornal, nos deparamos com violência e barbárie. Em tanto caos não há liberdade, vive-se com medo, evita-se andar por certas ruas. Pronto, é o “créu” da violência te impedindo de viver, que segue banalizando a vida.Ir ao hospital público? “Créu”! Morre-se lá sem medicamentos, sem equipamentos, sem médicos. Reféns do descaso daqueles que, na teoria, representam as vontades da nação.
E por falar em filhos da puta políticos, tão aí outros exemplos: boi superfaturado, grilagem de terra, dossiês, cartões corporativos, obras fantasmas... E por aí vai... uma lista imensa de falcatruas cometidas às claras, e ainda nas próximas eleições eles voltam a abraçar criancinhas, visitar comunidades carentes e “créu”, de volta ao poder!
E ainda tem o fantasma do desemprego, sem falar em impostos e taxas: IOF, IPI, ITR, CSLL, CSS (?), IPVA, IPTU... P.Q.P! “Crééééééu”
Chegando ao “créu” velocidade 5, nos deparamos com o ensino (ou a falta dele) público. Que, aliás, dispensa maiores comentários, visite uma escola pública, converse com pelo menos um aluno e saberás! O cruel é saber que sem educação torna-se impossível pensar em progresso, avanço. O atual sistema educacional serve mais como engana-trouxa, com números baixíssimos de reprovações, afinal com tanta falta de qualidade assim, o aluno precisa fazer um esforço tremendo para conseguir tal feito. E o pior é pensar que se não há educação estamos condenados a esse ciclo vicioso de “créu’s” e dá-lhe velocidade 1,2,3,4,5,6.......100000000!
Eu costumava ouvir muito Legião Urbana e adorei a versão feita pelo Capital Inicial para a música Geração Coca-Cola, mas infelizmente a minha geração não tem nada de contestadora, e sim de passividade com o caos que se instala ao nosso redor, somos a geração “créu”. Aquela que assiste a tudo rebolando, vivendo em um carnaval sem fim (ou baile funk como queiram), com mulheres-frutas e culto ao corpo.


\o/ \o/ Viva a Geração Créu, condenada ao... Créu! [?]
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Visitem Lu Aline
Renato Russo
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Carta de Eliane Sinhasique para Renato Aragão, o Didi - Enviada por Alba Vieira

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Quinta, 23 de julho de 2008.
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Querido Didi:

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências)... Achei que as cartas não deveriam ser endereçadas a mim.

Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.

Não foi por “algum” motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos).

Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas, mas comigo não. Eu não sou Ministra da Educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a frequentar as salas de aula.

A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz supletivo, estudei a distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma microempresária.

Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família. Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem.

Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais. O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores dessa dinheirama toda não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só, não interessa aos políticos no poder. Por isso o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora ou aplicando muito mal.

Para você ter uma ideia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha? Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta matemática. Concordo com você. É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é “o cara”. Ele tem a chave do cofre e a vontade política para aplicar os recursos. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece...

No último parágrafo da sua carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da “minha” doação, que a “minha” doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você, Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias. Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa, Didi, mande uma carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários desses profissionais também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele também fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças, além de ler, escrever e fazer contas, possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando...
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Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari
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P.S. - Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.

P.S.2 - Aos otários que doaram para o Criança Esperança. Fiquem sabendo que as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de renda. Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.

P.S.3 - E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS? MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?
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BRASILEIROS PATRIOTAS (e feitos de idiotas), DIVULGUEM ESSA REVOLTA...
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Visitem Alba Vieira
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sábado, 15 de agosto de 2009

Incompetência: Regra ou Exceção? - por Alba Vieira

Estou assustada com o que venho observando há alguns anos: a hegemonia da incompetência. E o que é mais grave é que ela é vista como natural. O incompetente de hoje se apresenta de cara lavada, nem tem o cuidado de disfarçar. Aliás, nem é preciso, porque como ultimamente o despreparo grassa, ele certamente estará protegido entre iguais.
Com todos os prejuízos advindos dessa situação para aqueles que trabalham, estudam e se apresentam na vida de forma satisfatória, com o mínimo da competência necessária para atuarem no setor em que exercem suas atividades, é importante que se chame atenção para este fenômeno que domina nosso país.
Em vários locais podemos identificar esta espécie de mal com certa facilidade, seja nas escolas, empresas privadas, estabelecimentos públicos (aí então é facílimo) etc. E o que dizer quando as empresas terceirizam seus serviços e acabamos recebendo em nossas casas pessoas quase completamente despreparadas para executar serviços oferecidos pelo contratado, mas que só têm prática numa ínfima parte do mecanismo. E o que vemos é um atendimento de péssima qualidade, com defeitos frequentes, já que a base não é consertada, resolvendo o técnico apenas o defeito do momento. E se as visitas se sucedem, a cada vez com um funcionário diferente, se perguntamos a algum deles o que está acontecendo com aquele sistema, ele descaradamente nos fala que não faz a menor ideia, que fez a parte dele e sobre o resto não tem responsabilidade. Como é possível conviver com isto? E como as pessoas que trabalham em empresas assim (como as de telefonia e informática) conseguem exercer suas atividades dessa forma, tão compartimentada e aleatória? É o retrato da incompetência e nenhum deles se espanta se é questionado (e até se irrita com isso) e não quer mesmo ter a consciência daquilo em que se transformou o seu trabalho.
É fato incontestável que hoje, muita gente se habilita a prestar determinado serviço sem possuir as condições mínimas para tal, sem preparo técnico, intelectual ou prático. Como confiar nos serviços contratados? É evidente que qualquer profissional deve ter seu serviço avaliado e, se deixa a desejar, deve ser substituído. Mas, o que é grave em determinadas áreas é que não há escolha. Contam-se nos dedos os profissionais competentes.
Na minha área, infelizmente, o que se vê é a mesma situação. Os serviços de saúde prometem, mas na realidade, por trás dos bastidores, acontecem barbaridades. Sempre houve isso, é certo. Só que agora a frequência está calamitosa. E o pior é que se em determinado local há pessoas criteriosas, responsáveis, de boa formação profissional, essas é que agora são discriminadas, como se estivessem fora da realidade. O trabalho porco, o ir levando, o descompromisso virou a regra. É claro que há exceções, mas são a cada dia mais raras.
Entretanto, não podemos desanimar, porque o ponto crítico já chegou, já estamos no fundo do poço. Então, agora só resta subir. Aguardemos, pois, a reviravolta, esperançosos.



Visitem Alba Vieira
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sábado, 8 de agosto de 2009

Flavia... Imagine. - por Ninguém Envolvente

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Para todas as pessoas que insistem em reclamar de suas vidas...


Imagine morar no país mais abençoado por Deus, tropical, sem desastres naturais, rico em recursos naturais. Um país mundialmente famoso por suas belas mulheres, pela alegria do carnaval e pelo bom futebol.
Imagine agora que isto não passa de uma meia verdade... O país é lindo, tem tudo, menos justiça, caráter e defensoria decente.
Nada é perfeito. Começando pela Constituição brasileira, que faz de seus cidadãos perfeitos palermas. Um simples julgamento de um roubo de xampu pode levar 5 anos e um caso grave leva de 10 a 20 anos.
Imagine agora... Que a vida de uma pessoa foi mudada radicalmente em um momento que seria de divertimento.
Somente... Imagine...
Imagine quantas coisas legais uma vítima de negligência deixou de fazer... Ver... Viver.
Brasil... Meu país, minha vergonha.
Que lei é esta que deixa uma mãe desamparada?
Que lei é esta que fecha os olhos para o óbvio?
Só nos resta o conformismo e ver flores onde só existe lodo.
O lado “bom” da história de Flavia é que ela está ausente dessa podridão toda, dessa lei que não funciona e de como o mundo está cada vez mais triste e de uma extrema e infeliz pequenez humana que só olha o próprio umbigo...
Flavia é uma vítima e não uma coitada. É uma moça igual a mim e igual a todos, que precisa de cuidados, carinho, DIGNIDADE, amor, afeto, amigos... É uma mortal normal. Não precisa de nossa pena, de nosso choro... Precisa de justiça.
Flavia é uma moça de 20 anos de idade que está em coma vígil há 10 anos.
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Este foi só um desabafo de uma pessoa que ontem levou horas para pegar no sono. EU que não tenho NADA a ver com isso, fiquei indignada, envergonhada e com dor na consciência de morar no melhor país da IMPUNIDADE.
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Para Odele.
.O caminho é árduo, tem seus altos e baixos, é misterioso e às vezes é medonho. Mas não desista nunca de fazer justiça, de sempre tornar digna a vida da sua querida filha. Dificuldades virão - sempre - mas pessoas solidárias também virão!
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Dedico esta música para Flavia:
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Este é só o primeiro de muitos posts sobre a Flavia, melhores e menos emotivos posts virão. Hoje foi impossível “NÃO ME ENVOLVER”.
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Para saber a história de Flavia, por favor, vá ao site oficial: Flavia, Vivendo em Coma...
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(Post publicado, originalmente, em 18/11/2008.)
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