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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

No Mar - por Leandro M. de Oliveira

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..................Desenho de Violeta
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Das torres de areia e silêncio
Uma mulher se ergue no espaço,
Abraça a cal do tempo. Ama só
E murmura à espera do encanto.
Líquida como a água,
Arcaica como o sonho.
De sangue e carvão verte as veias,
Chora a desventura, ri do que vem.
- “O mar sou eu”. Remota feito tempo,
Mira o rosto ao firmamento; nada vê...

Nas agruras da chuva que não vem,
No inconstante das ondas caudalosas.
Sem reposta ou esperança
Dissolve a vista que erra a esmo,
Abre o peito, resiste à dor.
Pra um dia se encontrar e morrer,
De uma vez ir e se perder,
Na promessa de um mar sem termo.
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sábado, 22 de agosto de 2009

sábado, 9 de maio de 2009

Diversidade - As Nossas Poesias XIV

Grão de areia pequenino,
Dormindo no fundo do mar,
Sonhando com as estrelas
Que nunca irá alcançar.

Mas o mar também tem estrelas...
“Que venha uma corrente do mar
- pensa, em esperança, o grãozinho.
Para as estrelas eu poder tocar.”

Então aparecem as lulas,
Os tubarões a caçar...
Grãozinho, o temor que acumulas,
Como as marés, também passará.

E logo virá a estrela
E peixinhos coloridos,
Seu desejo, enfeitado
Será enfim realizado.

E numa ponta da estrela
Ele se fixará
Para que possa com ela
Por todo mar viajar.

Em meio a tantas espécies
Encontrará, o ingênuo infante,
Uma beleza maior
Que a das estrelas distantes.



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domingo, 26 de abril de 2009

Todos os Mares - por Alba Vieira

Mar de azuis
De algas, de recifes de corais.
Mar das redes fartas
De coloridos peixes
Dos pescadores com seus barcos.

Mar bravio
De ondas colossais.
Mar dos desbravadores,
Dos piratas e seus tesouros,
Das garrafas com segredos.

Mar de sonhos,
Mar de lágrimas
Daqueles que esperam na praia.

Mar de ilusão,
Mar das sereias fantásticas
E dos marinheiros enfeitiçados por seu canto.

Mar das crianças travessas, dos tatuís,
Dos surfistas pegando ondas, suas pranchas
E das mulheres com seus nus.
Dos caixotes e inevitáveis tombos,
Com seios à mostra e rosadas bundas.

Mar de audácia,
Mar de desconsolo e dor,
Mar de grandiosidade e tragédias.

Mares onde nos perdemos para nunca mais,
Dos afogados nas águas ou nas próprias tristezas.
Mares que nos levam para longe...
Para terras estrangeiras ou para o estranho em si,
Para buscas insondáveis, perdição ou reconhecimento.

Mares de náufragos...
Dos esquecidos
De si mesmos ou de todos.



Visitem Alba Vieira
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Mar

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Nostalgia - por Alba Vieira

Tão longe o amor…
Longe… Mostra-me o mar:
É lá que o amor está,
No ilimitado, no azul do mar.

Profundidade, saudade…
Vaivém das ondas…
O amor é o mar.

Amar é se afogar, perder-se,
Deixar-se levar nas ondas
E só então se encontrar.

Mas teu amor me devorou…
Na areia só a espuma vejo voltar,
Ultrapassou meus limites…
E ainda é doce morrer no mar.
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Mar - por Alba Vieira

Dia claro, céu azul, sol a pino ao meio-dia. Eu sozinha, sentada na areia branca, quieta olho o mar. As ondas vêm e quase chegam para molhar meus pés que, às vezes, se recolhem instintivamente e outras vezes se esticam, tentando alcançar a água que não consegue molhá-los, ainda desta vez. Respiro fundo e me tranqüilizo enquanto espero outra onda que novamente volta puxando a areia. E mesmo sentindo meus pés ainda secos ela me diz que logo, logo você também chegará e, molhando meus lábios com seu beijo, como a água que enfim irá lavar meus pés, renovará toda minha energia.

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