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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Perdão - por Raquel Aiuendi

Perdão funciona como equalizador de forças convergentes ou divergentes. Através do perdão há o inverso (aparente) de grandeza, onde a vítima é mais forte que o agressor, onde a força é canalizadora e convidativa à equalização, onde efeito surpreende a causa como proponente de um novo efeito, tornando, assim, a causa da nova situação.
Sob a gerência da Lógica (Amor), o perdão é uma das disciplinas que se sujeitam a Ela. As relações são estabelecidas através da Lógica ou se desestabelecem pelo caos (ausência da Lógica), a ordem paralela que submete a desestrutura, a ilógica. O caos pode ser uma ordem paralela, mas jamais terá a grandeza da Lógica, uma vez que caos é perda da Lógica.

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Puro Amor - por Raquel Aiuendi

(Letra: Raquel Conle / Música: Augusto Bapt e Rodrigo Braga)


Você chegando no meu mundo
Pra iluminar meu coração
Vou viver cada segundo
Com a sua proteção

Você presente
Mantém meu amor
Num sonho acordado
Eu simplesmente
Não quero essa dor
Lembranças do passado

Apostei na minha paixão
Não sabia que era tiro
No meu coração

Agora não há nada
Nem um grito
Que apague a desilusão
Nenhuma luz que acenda
Os meus olhos na escuridão.

Apostei na minha paixão
Não sabia que era tiro
No meu coração

Preciso aprender que a liberdade
É puro amor
É saber viver sem sentir dor.

Você presente
Mantém meu amor
Num sonho acordado
Eu simplesmente
Não quero essa dor
Lembranças do passado

Apostei na minha paixão
Não sabia que era tiro
No meu coração



(Para um grande amor)
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Teorias e Amor - por Raquel Aiuendi

Qualquer visão holística pode preparar para uma construção de inclusão e a inclusão é um conceito que só pode se tornar completo na prática quando ciente de que livre-arbítrio não é voltar-se contra Deus ou a Criação ou a Lógica, esse conceito (inclusão) só pode se realizar de maneira definitiva quando se sabe que livre-arbítrio é, na verdade, a iniciativa de complementação dentro de uma lógica pré-pós-estabelecida (do contrário, livre-arbítrio designaria abertura para o desmanche). O processo de inclusão é sempre um processo que segue a dinâmica da construção e reconstrução constantes, conceitos-questionamentos-reconceitos... assim por aí.
Descobrir-se pequeno num processo de lógica (seja eco, psico etc.) é notar-se imprescindível numa intrincada cadeia cuja base sempre serão os “pequenos”, por isso dadas suas imprescindibilidades. O simples sempre refletirá a verdade do complexo. Voltar-se ao simples sempre é mergulhar na “mágica”, no mistério profundo do “elaborado”, é resultar problemáticas, incógnitas encontrarem soluções. Onde amar é ato simples, também irrevogável; mas é tão complexo o movimento amar, embora simples de ser reconhecido quando presenciado. O mais simples e valioso dos tesouros é o mais intrincado processo de lógica, obviamente por isso Deus veio à Terra, aos humanos, na forma de irmão mostrar-lhes o mistério dos mistérios, a lógica da Lógica, a singeleza da simplicidade: o AMOR.
Por isso, não há inclusão sem lógica.
Pequeno e grande são conceitos de graduação não inerentes à natureza: quando um vírus ataca um organismo sua grandeza se evidencia. Onde coexistência, onde inclusão. Amar equivale a coexistir, a natureza vive seu livre-arbítrio do equilíbrio, vive a lógica na Lógica: o AMOR, mesmo sem saber.
O que diferencia o ser humano é a consciência. Quando humano o livre-arbítrio transforma-se em livre-desequilíbrio e ele pensa arbitrar não somente sobre si mesmo e sim sobre mecanismos que existem, e só existem, para que ele próprio possa ter uma existência sustentável, ao invés de compreendê-los e interagir coerentemente.
O Amor é lógica que vem em fórmulas variadas, lógica que se adapta a DNAs infinitos: não é matemática e nem física, pois estas estão também sujeitas à lógica e o Amor é a lógica da Lógica. Não é disciplina, é disciplinador, é a verdade da origem e do retorno, condição sine qua non de imortalidade e de ressurreição.
Amor pode ser NÃO SER MOR, mas também pode ser PARA SER MOR.
Amor é princípio e fim para o qual fomos criados e através do qual tornados filhos do Criador. Partida e Chegada, o próprio Deus é pelo Amor, é por essa lógica, como ele próprio se apresentou ao humano.
Não há amor sem ser e não se pode ser sem amor. Quem não amor, não é. Quem sim amor, se faz ser. Ser é, portanto, ato constante de fazer-se ser.
Amor é a expressão do infinito, constante, incondicional equilíbrio. Onde Bem e Mal se anulam para serem Amor. Sem despojamento o amor não se faz presente, o amor=equilíbrio é a lógica da impassionalidade do ego humano. Onde passionalidades, não Amor.
Amor não é doutrina, é em si mesmo verdade, onde verdade=equilíbrio, sustentabilidade.
Qualquer lógica (eco, psico, filo etc.) submete-se ao Amor para que exista. Não submissão em conceito de degradação, mas pelo inverso disso (conceito de inclusão e valoração).
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Pesadelo e Sonho - por Raquel Aiuendi

Se o horror, o crime e os absurdos cometidos sobre essa terra em cadeia de humanos sobre humanos não têm cor, raça e razão; também o Amor é para todos independente de cor, raça e razão. O Amor é a causa das soluções e suas fórmulas; dignifica e transforma; edifica e amplia; o Amor é em si a Razão da lógica, sem o Amor não há lógica e a Lógica vai sempre se apresentar pela Razão do Amor.
Sobre quantos cadáveres, vítimas de horrores, a humanidade vai continuar a erguer-destruir-erguer nações? Vítimas, populações infinitas de vidas, que em nada contribuíram para a barbaridade contra elas... esse cemitério há de ser, um dia, se já não está acontecendo, a ‘areia movediça’ que irá engolir a podridão.
A dor dos horrores há sempre de ser o empecilho da evolução humana? Avançar em sustentabilidade através da inteligência-amor é mais difícil que a promoção em moto-contínuo de dor e consciência-dor?
Horrores são horrores. Para as vítimas, como todos o sabemos; e, também, para seus patrocinadores e agentes diretos (todos não dormem e, se dormem, têm pesadelos – o peso deles).
A humanidade se arrasta em pesadelos desde séculos a perder de vista; dissemina a doença plantada em sua existência e cultivada por indivíduos ao longo de todos os processos “civilizatórios”.
A pré-história ainda é; com diferença dos rótulos, mas a alma da humanidade se entrega à permanência consciente do estado pré-histórico. A alma da humanidade se aprisiona ao estado latente e se deixa manipular utilizando instintos de ferocidade e medo que distancia de outro estado latente de Paz e usufruto, de Amor e sustentabilidade.
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domingo, 4 de agosto de 2013

Minha Terra - por Raquel Aiuendi

Minha terra tem palmares
que não encontro em qualquer lugar
os palmares daqui
não harmonizam como lá

Nos palmares da minha terra
se fundem cantos, danças
brincadeiras, lutas e
palmas nos ares

Os palmares da minha terra
sonham ainda co’a liberdade
dignidade, felicidade
igualdade...
porque sempre soube
fraternizar sustentabilidade.
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domingo, 7 de julho de 2013

Ser... - por Raquel Aiuendi

ter certeza do bem que se faz
ao dizer um não
ou afirmar o mal que se provoca
ao fazer uma concessão
é ser muito pretensioso
é ser irresponsável
talvez previdente
ou então superficial
com certeza não custa nada
a amabilidade
ou carinho
mas ter firmeza é ser incansável
e ser alegre é ser caliente.
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sábado, 12 de março de 2011

(Sem Título) - por Raquel Aiuendi

caminhos iluminados
são mais, muito mais
que passos contados
mais que a etérea
sombra que faz e desfaz
o caminho...
a luz...
se façam e sempre
sempre à frente
não importa o atrás.
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Inspirado em Juízo, de Leila Dohoczki.
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domingo, 10 de outubro de 2010

Teu Amor nos Basta, Senhor - por Raquel Aiuendi

Ao ler o Salmo 93, me veio esse texto à cabeça e eu registrei, agora transcrevo pra vocês:
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É verdade, meu Paizinho, a minha história se descortina do início para adiante; vejo o Teu Amor semeado e florescendo nela, Luz no caminho e Paz. Vejo também, Senhor, a história dos homens descortinada e repetitiva exposta: lutas, derrotas e caos. Vejo Teu Poder paralisando o caos e dando movimento a Tua obra; vislumbro infinidade para os que aceitaram a Tua Lei como Verdade, Teu Amor como princípio, veículo e objetivo final de vida. Vejo vida abundante em/de Teu Amor. Segurança no Teu Amor, Paz no Teu Amor, Livramento do mal (como agente e vítima) no Teu Amor é a Verdade que vem através dos sentidos, sentimentos e lógica. Orando e vigiando: desejando ao meu próximo o que desejo a mim e amando-Te acima de tudo existente. Onde devo por meu coração, ali devo repousar eternamente, desde então no Senhor quero repousar minha existência. O Teu Amor é, apenas e tão infinitamente e poderosamente: é. Nele tudo se anula, somando-se. Nele, tudo é: por ausência de nossos egos e presença de Teu Espírito. Senhor, em Ti busco minha missão, em Ti busco-Te, a Ti entrego-me sempre. Vejo a fome devastar almas carentes e ignorantes de Ti; vejo o abismo entrando por retinas e ficando retido nas almas e lágrimas que não lavam e, sim, inundam e afogam almas; vejo a luta por chão, por teto, por ar... e um nunca saciar e um usufruto desfrutável daqueles que deles se apossam. No Amor toda a Criação Te pertence, não somos donos, pois não somos de fato: eternamente nos fazemos, eternamente, pois eterno é o tempo que nossos olhares não alcançam, não enxergam, mas vislumbram em imaginada sensação de evolução. Vejo o saque a toda expressão do Teu Amor, o saque à Criação e, de tudo, o saque que escandaliza os pequeninos, que corrompe a inocência em seu estado mais latente e que vira arma contra seu agressor e contra uma sociedade inteira. Vejo a corrupção atingindo níveis estruturais das existências e disseminando a sensação crescente da incerteza de Teu Poder ou busca de Teu Poder como ancorador e não processador de transformação. Por isso mesmo, vejo a angústia expressa por trás dos escudos consumistas, vejo trapos por trás de marcas, patentes que se valem de mais e menos valia dos homens de bem que, nesse terreno, muitas vezes, se equalizam (menos valia) aos outros se travestindo da exploração à qual servem em contraposição do louvor que pensam direcionar-Te. Vejo... Nada vejo, não é por mim que vejo. Sim, meu Pai, por revelação de Teu Amor é que vejo e posso entender que todos esses relatos são níveis pormenorizados da vida sem Teu Amor, são expressões consequentes da ilusão e da exploração que imperam num mundo que se restringe e se consome ao/no mater. Pai, minha jovem alma, que se alegra em Ti e encontra no Teu colo amparo e segurança consoladores, recebeu de Ti olhar milenar para amadurecer sem nunca apodrecer. Agradeço-Te por todo o Teu Amor entregando-me ao aprendizado de amá-lo mais e mais. Muita Paz para todos e que Deus ilumine seus caminhos.
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Dúvida - por Raquel Aiuendi

João Batista de Andrade, Milos Forman, Jean Jacques Annaud
Shintoni, queria saber porque de dentro de A Cela O Último Rei da Escócia tocou O Piano e como Um Estranho no Ninho conversou com Gandhi em plena Ameríndia; como O Grande Ditador agiu como Deus e o Diabo na Terra do Sol, mesmo contestado por Malcolm X em pleno Outono em Nova York, enquanto isso Beethoven compunha A Cor Púrpura; no final de tudo O Homem Que Virou Suco dançou Hair durante O Nome da Rosa?
Tarsem Singh, Kevin MacDonald, Jane Campion¸ Milos Forman, Richard Attenborough, Conrado Berning, Charles Chaplin, Glauber Rocha, Spike Lee, Joan Chen, Richard Rich, Steven Spielberg, Mahatma Gandhi

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Amei - por Raquel Aiuendi

Amei como quem fosse voltar
o tempo não existisse
como andar de trem
de uma estação a outra
e voltando também.

Amei certa de que despedida
significaria mais tempo
isso mesmo: tempo de vida,
por isso certa de que voltaria
tal e qual naquela partida.

Amei porque amando
se somam duas em uma
pessoa...
com chance maior de ser...

Amei porque amei
porque amei: voltei
porque voltei: amei
(de novo)
voltei a amar.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sofrimento - por Raquel Aiuendi

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Melhor que o sofrimento seja solitário, porque o sofrimento solidário pode se transformar em calamidade pública.
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sábado, 6 de junho de 2009

Pessimismo - por Raquel Aiuendi

Aprendi algumas coisas sobre os humanos:
que criança é criança
enquanto não adolesce;
que adolescente não é criança,
nem adulto e, hoje,
nem adolescente porque
a maioria não amadurece:
apodrece;
que pessoas são pessoas
enquanto não se mostram
animais, nem monstros;
que um abraço pode acolher
mas na maior parte das vezes:
é melhor esquecer;
que quando as pessoas pensam
que estão comprando amor
na verdade
estão consumindo-se em solidão;
que um olhar que abriga
pode ser o mesmo da intriga;
e que, de todas as pessoas,
eu sou minha melhor
(por isso mais suspeita)
amiga.
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terça-feira, 2 de junho de 2009

Compactuar - por Raquel Aiuendi e Tiago Conrado

Coisas compactas:
Sabe o que é isso?
Não, falei só porque
Lembrei da palavra, é isso!
E isso pode ser tão pouco!
Mas pode ser muito.
Mas isso é o que vei no coco
Enquanto as canetas tagarelam
O mundo à nossa volta silencia
Enquanto todos silenciam,
Todos tagarelam
Seus sonhos revelam
Mais que palavras e seus roncos
Brincam com as palavras
Como ruídos do bicho:
De sete cabeças
Aquele que no sonho,
Num grande ato de coragem,
Foi morto por mim
E enterrado no quintal
Da porca sociedade
Que pisa e ainda cospe em cima
Sem ter a mínima ideia
Do que teria acontecido
Na manhã seguinte ter amanhecido
Depois da ressaca
Acordei desiludido
Ao ver que tudo não passara
de um simples sonho
que me deixaria livre
dos problemas das coisas compactas
ah! E a puta dor de cabeça
pra incomodar
por causa das porradas delas
no meu coco
e assim continuo vivendo de sonhos
rezando para que sejam realidade.
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Recado - por Raquel Aiuendi

Vou falar pra Kalim
fazer um favor pra mim
pintar em única tela
o trem da alegria
e as suas libélulas
que lindas são
que sonho me trazem
a inspiração
dos traços
que seus pincéis
nos quadros fazem.

Um abraço, Kalim
e continue assim.



Inspirado em “Trem da Alegria” e “Livres Libélulas”, de Kalim Autuori.
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sábado, 30 de maio de 2009

Carlos Drummond de Andrade, “O Mundo é Grande” - Citado por Raquel Aiuendi

O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.
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