Creative Commons License


Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




Mostrando postagens com marcador Tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tempo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de março de 2014

O Tempo - por Ana

Talvez o tempo venha a remediar,
talvez traia.

Traia a certeza, o sentimento, o bom senso,
mas talvez traga.

E trague o que foi...
digerindo,
ruminando,
transmutando.
.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

terça-feira, 23 de julho de 2013

Tempo - por Angel

Acordou com o grito das crianças que brincavam do lado de fora. O quarto escuro não permitia saber que já era dia. Abriu os olhos com dificuldade e segundos se passaram até que se lembrasse quem era e o que fazia ali. Tentou se levantar mas as forças lhe faltaram, segurou com as duas mãos em um dos lados da cama e um impulso se fez, na tentativa de se erguer. Não conseguiu, e sentiu o corpo ser tomado por uma dor insuportável que começou em seu peito e se espalhou por cada parte viva que existia. A dor foi tanta que mal conseguia respirar, e entre suspiros profundos se esforçou como nunca para permanecer viva.

Minutos eternos se passaram, o teto do quarto ganhou vida enquanto a dor parecia querer tirar-lhe a sua. Resistiu. Quando finalmente a dor cessou decidiu que sairia dali a qualquer custo. Estranhamente sentiu-se um pouco mais forte e aproveitando-se desse breve momento de firmeza, ergueu-se. Primeiro sentou sobre a cama, respirou fundo duas vezes e se levantou completamente.

Sentia as costas curvadas, uma fraqueza recorrente, os olhos pouco enxergavam mas acreditou que isso a claridade resolveria. Caminhou até o banheiro, fechou o armário sobre a pia que ainda estava aberto. Viu no espelho uma imagem sendo formada, não reconheceu. Uns poucos cabelos brancos que cobriam-lhe parcialmente a face, os olhos cansados, a pele seca e enrugada marcada com os inúmeros traços que a velhice lhe causou. O colo manchado e sem vida, as mãos disformes. Tocou o rosto na esperança de que fosse uma alucinação, um sonho ruim que ainda não terminara. Sentiu a realidade do toque e na mesma hora seu coração disparou.

“Não pode ser”, pensou.

Saiu do banheiro afobada e voltou para o quarto, e ouvindo as crianças que ainda gritavam foi de encontro à janela. Abriu parte dela e sentiu a luz do sol quase cegá-la, a cabeça despertando em dor, precisou de tempo até conseguir ver o que lá fora se passava. Não reconhecia nenhuma daquelas crianças, seus rostos estranhos, a falta de nomes, com certeza não eram suas.

Atravessou o quarto e foi até a sala, viu os móveis velhos e empoeirados. Sobre a escrivaninha, ao fundo, uma garrafa de vinho ainda pela metade. O cheiro de mofo machucou suas narinas e o cheiro de abandono machucou seu coração. Não havia mais ninguém ali, só ela. Procurou por sua família, imaginou que teria filhos, talvez netos, já que estava assim tão velha. Nenhum porta-retrato, nenhuma carta ou bilhete, nenhum traço de vida, o que só lhe permitia pensar que era mesmo sozinha. Ao lado da escrivaninha um outro espelho onde podia ver seu corpo inteiro, se colocou bem perto e de frente a ele. Não sabe quanto tempo ficou ali se vendo, nem quantas lágrimas rolaram.

“Como foi que isso aconteceu?”, falou.

E naquele momento se deu conta de que o tempo havia passado, não sabe como, mas havia... Não tinha lembranças, não realizara sonhos, não fora feliz.

“Como foi que eu deixei isso acontecer...?”, pensou.

Tarde demais para tentar entender o que se passou, agora só conseguia ver que não havia acordado a tempo, que a juventude lhe fora tomada e a saúde também, sem que sequer percebesse. Não conseguia pensar em mais nada, apenas, na vida que perdeu...
.
.
.
Visitem Angel
.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Os Grãos do Tempo - por Adriane Curvello

Não tenho como dominar o tempo
Só me resta aproveitá-lo da melhor maneira possível.
Não tenho como dirigir a vida
Só me resta tentar vivê-la da melhor maneira possível.
Olhar a areia da ampulheta escoando não é sábio.
Sábio é tentar aproveitar cada grão de areia que escorre,
Enquanto ele ainda escorre,
Pois quando a areia terminar, para nada mais dará tempo.



.

domingo, 24 de outubro de 2010

Tempo - por Marília Abduani

Provo o mel da tua boca
Orvalho
molha o meu corpo e o teu.
Sou como a onda que bate
nas pedras tantas dos rios.
Sou seu mais novo brinquedo
que o tempo inda não comeu.
O tempo passa voando
e nunca espera por nós.
Quem dormiu não viu o tempo
cruzando a vida veloz.
Acordo a luz dos teus olhos
navalha,
corta o meu corpo do teu.
Eu sou a sereia que canta
os tantos segredos frágeis
que brotam dos sonhos meus.
O tempo passa voando,
bem rente ao meu coração.
Ah, tempo, que tempo sobra
pra dar tempo ao teu perdão?
.
.
.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Χρόνος (Chronos) - por Leandro M. de Oliveira

.
.
.
.
.
Em vezes é como se o tempo rastejasse mais lento, o ar é denso, quase viscoso. Em vezes essa sensação me acomete, como estar dopado numa camisa de força. Aparte isso, o mundo pulsa a virulência das horas irresgatáveis, por entre animais e homens, cospe a fúria do tempo a recolher seus tributos. Olho a medo as sacadas distantes, onde em tempos remotos havia castelãs virtuosas à minha espera. Constato. A vida corrompe até os mais distantes. Sensação; as mulheres são espectros, a virtude também, todas as coisas são invenções de um recém-chegado a tentar redefinir a dor que se sente na queda.

Tenho medo que meu corpo seja composto da argila dessa terra, que ele tenha se fundido ao chão enquanto os anos passavam sem alarde. A noite passa qual quimera, como passa o desfile de sombras, como passam e se aninham em mim tudo o que há de grave e profundo. Queria buscar na cidade um propósito novo, lá caminhando só encontrei postes e praças. Pelas ruas um silêncio inconsútil reina soberano, às vezes um cão cruza o caminho; silencioso.

O ar é de gelatina, definitivamente baço, mesmo ao sopé das luzes de sódio. Os sinos do campanário anunciam indiferentes, todos têm de prestar contas um dia. Antes, os que devem a si mesmos. Viver pra morrer, morrer pra viver. O pasmo de existir é oscilante em olhos e mãos, postura imobilizada. A única coisa digna de nota parece ser o dilema. Bem-aventurados os que não nasceram...
.
.
.
.
.
.
.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Relógio - por Leila Dohoczki

São três
Um passa por dois
Que marcam seis
Ou cinco para uma.
Vai marcando ponto a ponto
De ponta a ponta
O traço que marca redondo.

Uma e meia
Um dia inteiro
Todos os dias
A vida inteira.
Em silêncio.

E nós?
Meio moribundos...

Vão os três!
Em segundos
Em horas,
Em minutos
O tempo mudo,
Ninguém o ouve chegar.

E quando se vê
Foi-se o tempo
Foram-se as horas
Foram-se os risos
Foi-se solidão...

Já não há mais tempo
Para perdões, nem lágrimas,
Não há mais farsas, nem mais ilusão.

E os três, no relógio de parede
Olham com certa satisfação,
Eles seguem marcando,
Mas já não tiquetaqueia o coração.
.
.
....................................*****************
.
.
..............Visitem Leila Dohoczki
.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Horas - por Kbçapoeta

O tempo faz os relógios
Transcorrerem as horas,
Subvertendo cada segundo
Em destruição.
Consome a putrefação da carne
Etérea das almas.
Transcende a matéria
Em cada badalada.
Súbito de horror
Percorre a espinha da razão,
Faz-me saber que pereço
A cada hora.
Horas não param!
Quando as pálpebras da vida
Fecharem-se sobre os olhos da morte,
O relógio estará no mesmo lugar:
Sisudo, imponente e indiferente perante
O último sopro de vida.
As horas se sucedendo às horas
No perene girar de seus ponteiros
Que marcam relogiosas horas.
Hora da vida.
Hora da morte.
Em torno das horas.
Ora bolas!
Isso são horas?



Visitem Kbçapoeta
.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O Que Foi Não Volta - por Adir Vieira

Ontem revolvi lembranças em minha mente.
Estive mais uma vez diante de fatos passados, lembranças vívidas em meu coração. É sempre assim quando eu volto àquela casa. A casa onde passei, desde a infância, muitos e muitos anos. Ali, envolta pela família, aprendi, cresci, sofri e me alegrei. Sobretudo entendi o significado mais completo do amor. Amor pelos entes queridos, pelo cerco familiar, pela grande dependência que, desde então, saberíamos ter por toda a vida, uns com os outros.
Hoje, lá não mais existem objetos meus, mas olhando aquelas paredes agora, vazias, reponho em poucos segundos o meu quarto, meus pertences e vejo, como num passe de mágica, as pessoas, como se lá ainda estivessem. As conversas que ressurgem atropelam-se umas com as outras, como a me lembrar que já não estou lá.
Ao mesmo tempo em que a paz me aquieta, um aperto no coração sinaliza a angústia e aquela falta latente, não sei se dos familiares que já se foram ou se da própria vida em plenitude.
Estranho e tão sabido esse sentimento dilacerador de que a vida é isso. Um tempo que não depende de nós.
E haja coragem para reconhecer fielmente essa afirmação.



Visitem Adir Vieira
.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Alquimia de um Verso - por Kbçapoeta

O verso abriu a porta da percepção
Não foi capaz de avisar o momento
Quando dei por mim, não era mais o mesmo
E sim, alguém que eu seria se não fosse o que eu era.
E o que eu era?
Alguém que não sou mais,
Desconfio que nunca o fui.
A memória costuma trair com o passar dos anos,
Estudamos, observamos, e nunca saberemos o suficiente.
A maturidade do aprender vem com estudo e tempo.
Transcorre o tempo, e cada vez esqueço mais.



Visitem Kbçapoeta
.
.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Tempo - por Alba Vieira

Solta no vento do fluir do tempo
Fui jogada pra bem longe do que eu era
Tão rápido que quando percebo
Já conto mais de cinquenta primaveras.

Parece-me agora que foi ontem
O dia em que saí sozinha pela primeira vez
Misto de espanto, assombro, deslumbramento
O que senti no peito ao passar por vocês.

Vocês que descubro hoje ainda
(Partes perdidas do meu eu a desvendar)
Sempre que cismando ando a esmo
Permitindo-me refletir em cada olhar.



Visitem Alba Vieira
.
.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Meu Tempo - por Daisy

Meu tempo é quando.
Eu sempre caminhando
à procura de novos desafios.

Não me atrai o sempre.
Estático, presente.
Repousa, não ousa.

Quanto ao nunca,
sei que não muda,
nada de novo trás.

O quando é movimento,
é ocasião, é o momento
de fazer acontecer.

O quando é instabilidade,
fundamental qualidade
para se agarrar o agora.

Não há dúvida nenhuma,
nem certeza alguma
mas meu tempo é quando.




Visitem Daisy
.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Tempo - por Kbçapoeta

Tanto faz
O tempo voa
Em milésimos o dia vai.
Nesse espaço-tempo,
Eu sigo onde ilumina a luz.




Visitem Kbçapoeta
.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Passeio do Tempo - por Casé Uchôa

O vento que chega
De lá, do oceano
Traz lá do outro lado
De outro continente
Um quê de passado
E um quê de presente
Carrega daqui pra outro lugar

Quando lá chegar
É o nosso futuro
De lá é o presente
O vento passeia
Com o nosso passado
Será que ele volta?
Maior confusão
Se o vento voltar!




Visitem Casé Uchôa
.

Tempo Veloz - por Leandro M. de Oliveira

Ele acordou no meio da noite incerto de qualquer verdade, foi ao banheiro e fez a barba como quisesse desfazer o peso em sua face. Não, não era possível lançar fora a personalidade raspando com uma gilete. Pensou em tomar um trago, mas nem todo o alcalóide do mundo dissimula a gravidade da vida.
- Verdade imutável número um: existir é um exercício tortuoso mesmo quando se está bêbado.

Se carregasse algo de profundo provavelmente escreveria um poema. Sorte escura, verdade hedionda. Ele não sabia como sentir ou pensar. Pôs-se então a caminhar na rua sem vontade ou esperança, era um andado maquinal, o cão do viúvo cruzou seu caminho num trote oblíquo: “Meu Deus como invejo esse cachorro.”. Se tivesse a memória de um Proust, nessa hora opaca poderia recordar um dia qualquer da infância, fechando os olhos tornaria a sentir o cheiro dos verdes anos. Mas não, ele não era tão meticuloso assim. Ao contrário muito modesto, e um acesso descente de nostalgia necessita algum refinamento. Seria melhor pensar em outra coisa...

Não sabia;

Não queria;

Não podia;

O instante de sonho foi perdido, a suave infância no escuro da lembrança pra sempre jaz. Ele acordou no meio da noite buscando construir um mundo novo. Mas quando olhou no espelho viu suas mãos amputadas.



Visitem Leandro M. de Oliveira
Marcel Proust

terça-feira, 24 de março de 2009

Antes que Seja Tarde - por Alba Vieira

É belo o teu olhar depois de tantos anos.
Se o ocaso da vida tem este brilho,
O pensamento corrente é puro engano.

Pois que os anos foram, para ti,
O enfeite belo que faltava
Para ornar tua face cor de sapoti
Com todo encanto do fim de tarde.

Bela princesa, corre,
Vem ser minha rainha finalmente
Anda, vem logo,
Que o meu sol já é poente.
.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Vinte Anos Depois - por Vicenzo Raphaello

Tinha beleza
olhos negros
boca linda
corpo mignon
movimento arisco

Vinte anos depois
a moldura
da tua boca
dos teus olhos
mudaram
teus movimentos
estão vinte anos mais lentos
.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Tempo

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
.