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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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domingo, 16 de dezembro de 2012

Domingo... - por Adir Vieira



Estamos em férias e assim, todos os dias são domingo.
Estranho esse poder da vida de transformar os ânimos a partir de um raio de sol. O acordar no verão é totalmente diverso. Parece que alguém vem nos despertar para a vida lá fora. Cedo as pessoas já estão na rua, aproveitando a pouca aragem fresca para cumprirem seus afazeres das compras. Senão, para seguirem rumo às praias, sem enfrentar os engarrafamentos.
Uma coisa é certa. Todos, quase sem exceção, compartilham essa alegria que o calor do verão nos proporciona.
Nessa época, todos ignoram a falta de segurança e os perigos reinantes na Cidade e enchem bares e restaurantes com suas peles bronzeadas pelo sol do dia inteiro.
Fase boa, tempo feliz, em que o calor enche nossos peitos de força e coragem.
 
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sábado, 18 de agosto de 2012

É Cansástico! Humor Selvagem? - por Ninguém Envolvente

Maldito domingo...

Foi-se o tempo em que valia a pena assistir ao programa Fantástico (exibido pela Rede Globo).
Não tem nada de fantástico, mas sim CANSÁSTICO, não passa de uma revista digital de 5ª categoria que explora a desgraça ocorrida durante a semana e edita da forma mais sensacionalista possível para ir ao ar em um domingo (dia que boa parte da população tira do dia de folga e liga a TV para se entreter).
Não é obrigatório assistir tal programação, mas tem outra opção?
Veja então Domingo Legal, com a temática baseada em “fofoca sobre celebridades”.
Quem sabe então o programa da Record (o qual nem RECORDO o nome), aquele que mostrou 723487234782342390482390 vezes o som do tiro do caso Eloá (o som que nem era um tiro).

Domingo é Cansástico...
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.Opções para seu próximo domingo:
1- Ir ao shopping e correr o risco de não achar uma vaga (por conta do Natal).
2- Ler um livro (pegar no sono, acordar 8 da noite e achar que é segunda-feira).
3- Caminhar no parque (e correr o risco de enfartar, porque afinal, você sabe que é sedentário).
4- Ver televisão (programas CANSÁSTICOS ou TV a cabo e rever pela 76347 vez a programação repetida).
5- Ir pra Santos (e pegar aquela delícia de coceirinha entre os dedos dos pés).
6- Tomar cerveja o dia todo (melhor opção até agora).
7- Fazer sexo (se tiver tomado a cerveja, não faça sexo, corre o risco de também fazer um filho).
8- Dar uma volta no quarteirão (e correr o risco de encontrar um ônibus cheio de nego gritando “O curingão vorto”... o curingão vorto... >>e você vestindo uma camiseta verde<<). 9- Ir pescar (aonde eu não sei... Abra uma lata de sardinha e fica lá vendo se “fisga” - pelo menos passa o tempo, e vai que “fisga”!!! Você aparece até nos Cansásticos!). Ps: se fisgar, fale do meu blog nos programas cansásticos, afinal a ideia foi minha! Estou precisando de mais visitas e cliques no meu ADS!! =)
10- Comer até passar mal........... (esse é o que tenho feito) **

Obs. - A palavra Cansástico não existe. Mas quer dizer cansativo.
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.Postado, originalmente, em 01/12/08.
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domingo, 20 de dezembro de 2009

Domingo, Pé de Cachimbo! - por Adir Vieira

Domingo, pé de cachimbo!
Que bom acordar e ter nada para fazer!
Poder decidir se continuar no clima de inverno proporcionado pelo ar-condicionado ligado a mil ou se pular da cama e ir de encontro ao sol que teima em me chamar à vida, batendo forte na janela, às seis da manhã...
Que bom se sentir rica, por dentro e por fora!
Que bom ter a tranquilidade de saber que a vida é o que é, queiramos ou não!
Que bom poder olhar cada ser com suas diferenças e ainda assim apreciá-los no seu lado bom ou ruim!
Que bom ser, ao menos uma vez na vida, humilde e receber sem culpas!
Hoje é domingo, pé de cachimbo! Vamos aproveitá-lo então!
Bom domingo a todos!
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Insônia x Flamengo - por Adir Vieira


Sempre me orgulhei de ter um sono tranquilo, pesado e constante durante toda a madrugada.
Hoje percebi que algumas coisas começam a mudar. Essa noite não foi assim. Inexplicavelmente, passei toda a noite em estado de alerta, sem um pingo de sono.
Nas primeiras duas horas de vigília forçada pela falta de sono, tentei imaginar o porquê. Não era admissível que o meu corpo, cansadíssimo dos passeios do dia, não reclamasse pelo seu descanso, sem a mente a lhe provocar, impedindo-o de ali ficar somente se recuperando da energia gasta pela atividade fora da rotina. Não consegui explicação. Nas horas seguintes atribui o fato a alguma preocupação inconsciente, ao que imediatamente rebati, posto que utilizo o sono para a fuga dos problemas mais corriqueiros. Se preocupada estou com o que quer que seja, aí durmo muito mais. Continuei sem explicação.
Com o marido ao lado, ressonando tranquilo e ao fundo uma briga de casal em um apartamento próximo, consegui enfim entender o porquê de não ter conciliado o sono: a discussão do casal.
Ontem,como todo mundo sabe, foi jogo do Flamengo e quase toda a população do Universo gritou MENGO o dia todo. O vizinho, flamenguista doente, não perdeu a oportunidade de assistir à partida no Engenhão que, para minha tristeza, a Prefeitura colocou a algumas quadras da minha residência. Com certeza, deixou mulher e filhos em casa sozinhos, nesse domingo lindo, de calor. Como não poderia deixar de ser, chegou em casa “tocado” pela bebida e pela alegria do seu time de coração ter ganho do adversário que, para dizer a verdade, nem sei qual foi.
Enquanto ele se divertia, a mulher, em casa, engolia a raiva sentida durante todo o dia apenas esperando-o para revidar. O infeliz (ou feliz) chegou em casa quase meia-noite, hora em que se iniciou o embate. O silêncio da noite trazia essa “família” para dentro do meu apartamento e junto com ela os palavrões e todos os barulhos agregados, provocados por cadeiras e almofadas voando uns contra os outros. E olha que a “guerra” ocorria no último andar do prédio em frente.
O relógio já batia cinco horas da manhã quando eu, finalmente, consegui conciliar o sono.
Viva o Flamengo!



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domingo, 6 de setembro de 2009

Domingo! - por Adir Vieira

Hoje o dia surgiu alegre, como domingo mesmo, apesar de o sol estar indeciso sobre se deve ou não aparecer.
Dormi muito, parece que minha alma adivinhou que hoje eu teria o dia inteirinho para mim.
São mais de nove horas e tenho que correr para o café da manhã.
Às doze horas ficou combinado que o filho mais novo do meu marido passaria aqui com a esposa para nos levar para um almoço fora.
Penso nele e vejo-o diante de mim. Tem trinta e quatro anos e quase dois metros de altura, mas sua aparência é de uma criança feliz. Apenas seus olhos falam. Tem uma elegância natural, mesmo vestido de bermudas e chinelos de dedo. Vê-se logo que foi uma criança criada com muito amor e muito bem criada. Acho que herdou do pai o gosto pelas boas coisas da vida e tem o poder de descobrir sempre o melhor. Mostra estar sempre antenado com as novidades e faz questão de experimentá-las no momento do seu surgimento, sempre que pode. Não fala muito, mas sabe de tudo, principalmente do que lhe interessa.
Não é mesquinho, nem um pouco. Tem pena do mundo. Reúne mesmo todas as qualidades de um bom moço. É carinhoso com todos, principalmente com as crianças e com os velhos. Nunca piegas. Bonito, por dentro e por fora.
Pois é, hoje, daqui a pouco, estaremos juntos, caminhando com ele, nessa sua alegria, quando, como criança, entra no melhor restaurante e diz:
- Pai, aqui você vai comer “aquele” peixe cru!



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terça-feira, 28 de julho de 2009

Um Dia de Fúria - por Fatinha

Querido Brógui:

Convenhamos que pra quem gosta de futebol, encarar Maracanã em dia de decisão é um prato cheio. Eu sei que o futebol é paixão nacional, mas não tô nem aí pra isso. Quanto mais longe eu estiver, melhor. Então, convenhamos mais uma vez que o último lugar do mundo onde eu poderia estar no domingo era nas imediações do estádio. E onde eu estava? Passando na porta. Tendo acabado de ser atropelada por uma prova. Com fome. Todo castigo pra corno é pouco.
Quando percebi o que estava acontecendo, já havia sido sugada para o olho do furacão. Lembrei de meu nobre propósito de não envelhecer à toa e procurei manter a fleuma. Lacrei os vidros do Tigrão, escondi a bolsa embaixo do banco, liguei o ar condicionado no máximo, coloquei Fernanda Abreu berrando no meu ouvido e tentei transportar a minha alma para outro lugar qualquer. Qualquer lugar, menos ali, onde eu estava. Tentei visualizar o Afeganistão, Uganda, o Complexo do Alemão. Não consegui. Minha alma estava presa ao meu corpo e meu corpo preso no engarrafamento.
Pensei que o melhor a fazer era tentar me distrair observando o que se passava. Péssima ideia.
Primeira observação foi a quantidade de homens barrigudos que existem nesse Rio de Janeiro. Saca aquela barriga pendurada por cima da bermuda? Saca aquela bermuda que não tem o poder de esconder o cofrinho? Saca aquela bunda murcha? Parecia que tinham aberto as porteiras do inferno. E lógico que todos estavam sem camisa, para exibir aquele corpinho esculpido a ferro e fogo pelo capeta.
Também constatei que o esfíncter masculino é bem menos treinado que o feminino. Neguinho faz xixi pelos muros, nos canteiros, na roda do próprio carro, dentro de latinha de cerveja. A falta de pudor – e de higiene – é impressionante.
Mas até aí, tudo bem. O que me causou uma indignação ímpar foi ver os motoristas bebendo e dirigindo. Dirigindo e bebendo. É muita burrice mesmo ou eu é que estou ficando mais chata do que o normal? Vai ver que como dizem que não se deve dirigir depois de beber eles entendem que podem dirigir e beber simultaneamente. Não tinha um policial pra dar uma dura nos caras. Tinha apenas um pobre de um guarda municipal tentando fazer com que os motoristas parassem no sinal vermelho. Sem sucesso, óbvio.
Lá pelas tantas, olho para o lado e vejo um selvagem, portando uma latinha de cerveja e um carro velho todo porrado – duas armas, portanto – dando um tapão no meu retrovisor. Bater no Tigrão? Covardia! Sabe aquela cena de desenho animado quando o personagem fica todo vermelho saindo fumacinha pelas orelhas? Pois foi assim que fiquei. Minha vontade foi de sair do carro e ir lá tomar satisfações, mas em uma fração de segundos eu percebi que não tinha a menor chance de sair viva de uma situação daquelas. Fiz as contas e vi que era uma mulher sóbria desarmada contra cinco bêbados portando cada qual uma camisa do “Framengo”. Morte na certa. Morte dolorosa e humilhante. Controlei meu impulso suicida, meti a mão na buzina e fiz da voz do Tigrão a minha própria voz. Descarreguei naquela buzinada toda a minha fúria e só parei porque – eu nem sabia que isso acontecia – a buzina falhou, ficou rouca.
Moral da história? Eu odeio futebol, odeio os torcedores, odeio a taça Guanabara, odeio o Maracanã, odeio os bêbados, odeio os carros velhos, odeio o guarda municipal, odeio os barrigudos, odeio os mijões, odeio muito tudo isso.
Envelheci.



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terça-feira, 21 de julho de 2009

Minha Demência Não Vem ao Caso - por Fatinha

Querido Brógui:

Domingão, levanto-me uma hora antes do necessário para ir fazer mais uma prova. É. Uma das máximas da minha vida é “todo castigo pra corno é pouco”. O que me deixa mais aliviada quanto à minha condição cornídea, é que se tem uma coisa que não falta nesse mundo, é corno. Tinha pelo menos uns cinco mil no mesmo lugar, na mesma hora! Chego lá no local determinado, na hora marcada, depois de minha amiga ter me explicado com gráficos e diagramas que quando o horário de verão acaba a gente adianta o relógio (Ou atrasa? Esqueci de novo como é o negócio, mas minha demência não vem ao caso.).
Toda malandrinha, dentre os meus petrechos para dia de prova, incluí um casaquinho de jeans, contando que poderia sentir frio por causa do ar condicionado dentro da sala. Ar condicionado? Ventilador de teto e olhe lá! Paguei duzentos reais na inscrição da porra do concurso para ficar enclausurada na antessala do inferno! Lá pelas tantas eu dei uma de motorista de ônibus e arregacei a perna de meu chiquíssimo macacão vermelho até o joelho. Só não perdi de todo meu sexy appeal (é assim que se escreve?) porque estava com minha linda sandália prateada e foi uma ótima oportunidade de exibi-la (se é que alguém ali estava minimamente interessado em olhar para meus pés).
Malandramente também não havia levado nem uma garrafinha de água, seguindo minha irretocável lógica lusitana (desculpe aí, Lelê) de acordo com a qual, se eu bebesse água, teria vontade de fazer xixi e para fazer xixi eu teria que tirar o meu chiquíssimo macacãozinho vermelho e isso seria muito trabalhoso (Por que eu vesti o raio do macacão vermelho? Já disse que minha demência não vem ao caso.).
Mais uma vez comprovando empiricamente a minha tese de que todo castigo pra corno é pouco, deu vontade de ir ao banheiro (sim, deu vontade de fazer xixi mesmo sem ter bebido uma gota de água desde que amanheceu, mas como exaustivamente dito, minha demência não vem ao caso). Nem preciso dizer que a fila já estava grande. Esse povo não tem banheiro em casa, não? Avaliei a situação e resolvi deixar a fila diminuir (só eu mesmo pra pensar que a fila do banheiro feminino iria diminuir, mas minha demência não vem ao caso).
Bem, quatro horas de espera até a prova começar, mais cinco horas fazendo a prova, desidratada, suada, melada, descerebrada, descabelada, com fome, ainda fico esperando minha amiga no lugar errado (a essa altura do campeonato, minha demência não vem ao caso MESMO!).
Mas, tudo bem. Consegui achar o caminho de casa e agora, escrevendo, concluo que está na hora de eu passar num concurso. Minha demência está extrapolando todos os limites. Mas isso não vem ao caso.



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quinta-feira, 9 de julho de 2009

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Tarde de Domingo - por Gio

Outono, o vento sopra devagar
Ou todo o mundo, abrupto, sacode?
Quem sabe a diferença? E quem pode?
Quisera eu saber de tudo isso!
Cantando, eu sigo, sem compromisso
Contando as andorinhas a voar

Mas hoje tudo cheira a calmaria
Matinê, os mesmos filmes de anteontem
Charada, cujo final não me contem!
Chá-mate, um passeio pela praça
Amigos com que a gente se embaraça
Amores que fazem valer o dia

Tarde em tons pastéis, melancolia
Tudo muda a cor e fica triste
A brisa; e então o sol, que logo insiste
Abrir sorrisos por onde passar
Desejo inesperado em ver o mar
Desenhos que uma criança faria

O tempo passa, e dele eu me vingo
O temporal me lava a alma inteira
Me vejo novo, queira ele ou não queira
Solfejo, alegre, a mesma melodia
Que sopra o vento agora, quem diria?
É só mais uma tarde de domingo




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terça-feira, 19 de maio de 2009

Maluca, pero no mucho - por Fatinha

Querido Brógui:

Domingão, dia de acordar um pouquinho mais tarde, exceto quando se tem uma vizinha que resolve surtar antes do dia amanhecer.
Não sei a que horas deu a louca na louca – não consigo enxergar o relógio que fica em cima de escrivaninha – mas ainda estava escuro. Ouvi o primeiro urro: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Abri os olhos, meio ainda sem saber se o grito era do meu sonho ou era real. Veio o segundo: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Era real. Levantei, olhei pela janela pra ver quem era. Não vi. Terceiro grito: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Fui lá na cozinha, abri a porta e finalmente vi quem era a dona da voz: uma senhora do prédio ao lado. Aparentemente a dona teve uma crise matinal e foi pra varanda soltar os bichos, mais precisamente, soltar a vaca. Rapidamente saí do campo de visão dela. Vai que ela fica com mais raiva ainda? Voltei pra cama na esperança de que sua fúria passasse e pudesse eu voltar aos braços de Morfeu. Quando estava quase dormindo, outro grito e mais outro e mais outro. Os gritos eram dados no exato intervalo que eu levava pra engatar o sono. Como dizem nos filmes americanos: perfect timing.
Uma moça disse: “Minha senhora, por favor, pare de gritar!”. A senhora gritou mais alto, agora tendo um alvo visível: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!” A moça se calou.
Depois de algum tempo outra vizinha resolveu se manifestar: “Minha senhora, meu bebê está assustado!” A senhora, impiedosa, berrou: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Alguns minutos depois, ouço uma voz masculina, possante, grave, estrondosa, determinada, que ecoou por toda Vila Isabel: “Cala a boca, porra!!!!”
Instantaneamente a maluca parou de gritar. Maluca, pero no mucho, ainda não perdeu a noção do perigo.

Moral da história: Deus existe, gosta de dormir até mais tarde no domingo e fala palavrão.



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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Domingo

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Corrida - por vestivermelho

Domingo chegou olhei o tempo. Estava bom muito sol e resolvi sair, mas onde?
Domingo é dia de preguiça, de não querer fazer nada, mas querendo que alguém faça.
Resolvi ir ver a corrida.
Corrida mesmo. Correr para chegar cedo, correr para comprar algo para comer, sai sem tomar nem um café, correr para chegar primeiro na entrada, correr para achar um bom lugar, correr contra o tempo, os minutos e segundos passam correndo, se descuidar perco o início da corrida.
Corrida iniciada, nomes famosos (sempre os mesmos), uma competição de carros de nome internacional, o barulho é infernal, mas que bom ouvir o ronco do motor, os gritos do pessoal.
É claro que também gritei, estava ali para assistir e vibrar com a corrida.
Tem gente que vai ver uma corrida e se imaginar ali no carro, dirigindo e pensa: - Eu consigo correr melhor e quem não consegue nessa reta é só pisar e deixar o carro... correr correr correr... Esquecem que o coitado do piloto fica dias, horas, sem contar que ficou desde a sua infância treinando. São treinados para obedecer ordens, descobri nesses dias que tem até engenheiros monitorando eles.
Não gosto muito de corrida, que dizer, não gostava.
Mas depois de ver a corrida de perto, ouvir o ronco do motor, imaginar eu lá (sou uma das que pensa estar ali dirigindo...), senti que é emocionante ver os carros passarem em uma velocidade que sinceramente é um voo, não uma corrida.
Passa o primeiro carro, o segundo em um intervalo de minutos, segundos, nem sei... perdi a noção, saí do ar, senti que estava a mil.
Ouço gritos de vai vai vai...
Nesse momento pensei vou vou vou é correr daqui...
Corro, quero chegar na saída
Uma massa humana me espremendo...
Massa, não sei porque ouvi tanto massa massa massa...
Quem ganhou a corrida nem vi, estava ouvindo
Vettel ou seria volte volte volte...
Não deu certo minha ida à corrida...
Pensando bem, vou correr na pista de cooper...
Correr correr correr...
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