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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Perdão - por Raquel Aiuendi

Perdão funciona como equalizador de forças convergentes ou divergentes. Através do perdão há o inverso (aparente) de grandeza, onde a vítima é mais forte que o agressor, onde a força é canalizadora e convidativa à equalização, onde efeito surpreende a causa como proponente de um novo efeito, tornando, assim, a causa da nova situação.
Sob a gerência da Lógica (Amor), o perdão é uma das disciplinas que se sujeitam a Ela. As relações são estabelecidas através da Lógica ou se desestabelecem pelo caos (ausência da Lógica), a ordem paralela que submete a desestrutura, a ilógica. O caos pode ser uma ordem paralela, mas jamais terá a grandeza da Lógica, uma vez que caos é perda da Lógica.

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sábado, 29 de junho de 2013

Perdão - por Ana

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Não me venha pedir perdão em japonês. Encara. Fixe os olhos em mim e emita palavras audíveis na minha língua. Esse negócio de monossílabos nipônicos não é comigo. Seja homem e tente ter um pouco de coragem. Recolha os cacos da sua hombridade e veja se dá pra montar um mínimo de caráter. Admita seu erro e conserte as coisas. Você sabe que eu entendo, que não julgo e nem condeno, mas odeio desrespeito comigo. Pode se retratar que eu desculpo. Mas, da próxima vez, não use meu vestido sem pedir.
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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Anistia - por Ana

Labaredas me invadem a mente,
Vindo em vagas de algum lugar.
Assalta-me o calor da dor
Que teimei em ignorar.

Me consomem a tranquilidade,
Me impedem de sonhar,
Me perseguem a consciência,
Insistem: devo visitar

Um local dentro de mim
Que lacrei, sem questionar;
Onde encerrei minha sombra
Pra não mais me incomodar.

Encaro, então, a injustiça
De a mim mesma evitar.
Resolvo assumir que possuo
Uma parte a reclamar

O seu direito efetivo
De em mim se manifestar,
De agir sua humanidade
Sem ter vergonha de errar.

Então sigo relutante
Pro meu destino encontrar:
Me permitir ser inteira,
Não mais me auto-julgar.

Descerro a porta, com medo
Daquilo que vou encarar:
Meu lado escuro e cruel
Que muito me faz penar.

Olho, aos poucos, lá pra dentro,
Tremendo só de pensar
No monstro ardiloso e vil
Que logo terei que enfrentar.

Mas me sobrevém a surpresa:
Naquela que eu estava a fitar,
Não mais a força e o poder,
E, sim, humildade exemplar.

No tempo em que foi prisioneira
Refletiu, a se curvar,
Nas suas investidas vãs
De com o bem guerrear.

Já que daquela prisão
Não conseguiu escapar:
Tentou e não conseguiu
As paredes derrubar.

Ao mesmo tempo eu me vi
Senhora do meu pensar.
Não mais estaria à mercê
De seu jeito de atuar:

Com o tempo transcorrido
Amadureci, sem notar;
Agora, fosse o que fosse,
Não me iria assombrar.

Olhamo-nos, longamente,
Com carinho no olhar;
Reconhecemo-nos irmãs
Que habitam o mesmo lugar.

Saímos de lá unidas,
Num só corpo a caminhar.
Em paz, minha alma se alegra:
Pôde as duas libertar.
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terça-feira, 9 de março de 2010

Eu Posso? - por Yuri

vocês entendem aquela fria sensação de vazio?
que costuma chegar sem você ver
mas você tem que trabalhar e trabalhar até fazer o certo?
eu quero te tocar de novo
quero voar com você
eu sei que eu errei, quero admitir olhando pra você, e falando o quanto gosto de você
mesmo que seja pela última vez, e se for... realmente eu não sou importante pra você
eu espero... te pedindo desculpas enquanto você pensa, enquanto passa sua raiva
e enquanto eu me preparo pra sempre dar o melhor de mim e poder te tocar outra vez
poder voar... contigo!
I can?!
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.Visitem Yuri.............
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segunda-feira, 8 de março de 2010

Perdão - por Ana

Meu amor, peço desculpas,
Não queria te ofender,
Quando vi já tinha dito,
Eu te peço pra esquecer…

Ainda sou muito novo,
Não tô pronto pra casar,
Não podia dizer sim,
Concordar com o altar…

Por isso quando você
Tão alegre perguntou
Se eu queria casar contigo
E ansiosa esperou

Minha resposta amorosa
Num carinho sedutor,
Só ouviu, estupefata:
-“Tá maluca?! Endoidou?!”

Não era minha vontade
Ser assim tão animal.
Saiu sem que eu quisesse,
Eu juro, não fiz por mal…

Me perdoa, meu amor,
Por favor, pense com calma:
É que nosso inconsciente
é o arauto da nossa alma…

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Promessas - por Soraya Rocha

31/08/09

.....Perdão, amor. Perdão por tudo que prometi e não cumpri até hoje. Por não te ouvir, por tentar impor a você minhas manias e complexos, por chorar tanto e não respeitar suas vontades. Por implicar sempre com sua diversão e seus amigos. Desculpe meu ciúme, minha infantilidade, minha falta de companheirismo no dia a dia. Desculpe meu egoísmo.
.....Para te ajudar a me perdoar, vou argumentar a meu favor: sou sincera, consciente, amiga nas horas difíceis, tenho a maior paciência com a sua mãe jararaca e entendo como ninguém aquele seu pai maluco. Sou provedora, cozinho bem, te dou de presente tudo o que você deseja e sou muito organizada.
.....Prometo tentar melhorar em tudo aquilo que causa conflito e que deixa por um fio a nossa relação. Prometo ouvir com atenção as histórias que você me conta quando chega do serviço; prometo que não vou querer mais que você seja uma cópia fiel de mim; prometo começar uma terapia para resolver estes meus problemas emocionais; prometo deixar de ser chorona; prometo não arrumar tudo o que é seu do jeito que acho melhor; prometo não me importar quando te vir feliz com outras pessoas; prometo não fazer mais cenas de ciúme; prometo te dar atenção no dia a dia e não ficar tão voltada para mim.
.....E prometo, sinceramente, que é a última vez que você lê estas promessas. Porque, desta vez, eu vou cumprir! (Deus me dê forças...)

..........Com amor,
....................Soraya
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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Perdão - por Alba Vieira

Sinto-me atordoada. Há tempos não saio de casa, exceto para o trabalho, percorrendo os mesmos lugares sempre. Vindo novamente a esse lugar, onde tantas vezes estive no passado, o percebo agora inteiramente diferente. As pessoas me assustam e caminho trêmula por estes corredores de gente que com suas auras esbarram na minha. Não sei se conseguirei voltar para casa sem me sentir tão exaurida, sugada nas minhas energias. Essa praça me traz a sensação de familiaridade, pois há exatos quatro anos, fazia parte do meu dia a dia. Agora, passando por aqui, penso que posso encontrar aquela pessoa que há tanto tempo eu espero ver, para tentar redimir a culpa que ainda sinto, mesmo sabendo que não se justifica. Tenho a impressão de estar perto de reencontrar o elo perdido. Só quero revê-la e tentar remediar, corrigir o que sem intenção eu causei. Parece que estou bem perto dela, embora não consiga encontrá-la. É como se seus radares internos pudessem captar a minha presença e, voluntariamente, fugisse de mim. Mas, talvez não a veja porque apenas sinta que está perto, que seja só a minha vontade a me impressionar. É como algo que ficou inacabado e não sai da nossa mente. Devemos cuidar de resolver na vida, todas as pendências do nosso coração. Mas, se é coração, pressupõe ligação e, consequentemente, outra pessoa envolvida. E aí é que a coisa degenera. Porque nem sempre o que é necessidade para nós atinge o outro da mesma forma. Questões que envolvem outra pessoa acabarão por ter que ser resolvidas dentro de nós mesmos.
A culpa é um entrave desnecessário na vida de qualquer pessoa, que efetivamente, não leva a nada, que só suga a nossa energia, faz doer e turva a mente, nos deixando num estado de estar sem estar ali, sempre, no lugar que se relaciona aos fatos que geraram esse sentimento limitante.
O que importa na verdade, é compreender os fatos, do nosso ponto de vista, vendo então onde acertamos e onde erramos, porque erramos, se naquele momento era só aquela opção que tínhamos ou se podíamos ter agido diferente. Em qualquer dos casos, terá sido o que conseguimos fazer. Devemos aceitar isto e nos perdoar, depois de reconhecer o erro e dessa forma, aprender com ele.
A outra pessoa não precisa nos redimir, ela terá condições de avaliar sozinha a questão e depois do tempo que for necessário para ela, também nos perdoar (ou não) e, principalmente, se perdoar por ter acreditado demais, de acordo com suas fantasias e desejos em relação a nós.
Eis a origem da traição. Na verdade, cada vítima de traição se trai a si próprio, por ter acreditado demais, às vezes seduzida pelo traidor em questão, às vezes pela própria fantasia.
De fato, os nossos acertos serão sempre apenas conosco mesmos.
Assim é que não era necessário para trabalhar esta questão, ter reencontrado aquela pessoa.
Foi tudo apenas impressão motivada pelo desejo de resolver essa culpa pendente e pela volta ao lugar que representava o elo com o passado.



Visitem Alba Vieira
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A Você - por Zuzza

... queria apenas me desculpar por todo o tempo que não pude estar ao seu lado,
o quanto eu realmente gostaria me desculpar pelas palavras que não tive coragem de lhe dizer pessoalmente,
me desculpar por aquelas noites em que a lua resolvia ir embora,
me desculpar por entre as vezes em que o Sol resolvia acordar cedo e eu então tinha que me ir,
me desculpar pelo tempo, por ter lhe conhecido tão agora, tão presente,
me desculpar pelo frio, onde às vezes eu não estava contigo bem aí ao seu lado contigo abraçado para um pouco lhe esquentar
me desculpar pela minha infantilidade, pela minha insegurança
me desculpar pelos meus sentimentos que às vezes acho que te sufocam
... Me desculpar simplesmente, por não ter pedido mais desculpas...
me desculpar por entre aquelas horas, em que atrasado eu chegava,
por aquele beijo mal dado,
por aquele simples abraço, que por entre meus anseios, não foi para ti o suficiente
me desculpar pelos sonhos em que eu não fiz parte
me desculpar simplesmente por te amar
... meio assim, sem início, meio nem fim ...

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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Perdão

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em "comentários", que nós postaremos.
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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Perdão - por Vicenzo Raphaello

Su

Tanto desejei
Su
Tanto sonhei

Desperdício

Impotente
meu destino não conduzo

Ficam as dívidas
das palavras não ditas
do carinho não dado
da presença impresente
do futuro ausente.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Arrepios - por Luiz de Almeida Neto

Meus órgãos se arrepiam
e minha alma transpira
tanto quanto eu te desejo

Os meus olhos cintilam
e meu corpo te expira
tanto quanto pede um beijo

Os meus rastros te contestam
meus amigos te detestam
mas até hoje te exijo

Minha vida espera a tua
e a solidão que me pontua
até hoje eu respiro

O meu beijo não é maior
que a tua boca que é tão só
que o teu olhar
inda pior
E ainda te suspiro

O sentimento não é mais seu
Porque até hoje
ainda é meu
mas com fé
em meu bom Deus
eu ainda te preciso.

Você não tinha o direito
de tratar com tanto esmero
quem tanto se desmereceu.

Não podia desbaratar
quem tanto se pôs a pensar,
mas assim mesmo procedeu.

Não devia angustiar
quem muito se fez relaxar
e que agora só tem aflição.

Que com todo teu olhar
chegou onde não devia estar
e agora se acha então

no direito de abençoar
ou então de maltratar
tão singelo coração.

Digo que tá tudo certo
que não sou mais que um inseto
que é tua minha mão.

Que se quiseres esmigalhar
e até mesmo pisar
em tão frágil cidadão

não darei mais que um pio
não serei tão arredio
e aceitarei tal situação.

Só posso te pedir
se assim você decidir
que me dê mais uma chance

porque se tudo que eu disser
e provar que és minha mulher
não valer mais que um romance

posso dizer que tudo se acaba
que o que aprendi não valeu nada
que o que vivi foi só um rompante

Pois exiges homem feito
de onde se vê, com muito efeito,
não muito mais que um amante.

Ainda existe algum remédio
se viveres mais que o médio
pra aprender o que um homem quer

que não quer mais que uma briga
que uma cerveja na barriga
que o teu corpo de mulher.

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Perdão - por Alba Vieira

Perdoar? Que nada! Eu lá sou disso?
Guardo a mágoa até o fim e ainda me comprazo em recordá-la todos os dias.
Aliás, faço questão de deixar bem claro, para quem me causou problema no passado que, por qualquer motivo, eu vou desfiar todo o rosário de queixas outra vez. É só me provocar com alguma coisa, qualquer coisa que tenha relação com o acontecido, por ínfima que seja ou mesmo que o fato já tenha ocorrido há mais de 10 anos.
Adoro rememorar e resmungar sozinha. E trago a emoção sempre viva, total. Então fico vermelha, faço caras e bocas e até berro tudo de novo.
Mas o pior é quando me calo, fico de cara feia e trombuda por vários dias, até quando estou sozinha e muito longe do meu “algoz”. Quase já tive uma paralisia facial por isto. Só não aconteceu de verdade porque, em geral, expresso logo a minha raiva, não sou de levar desaforo pra casa.
É, eu sou assim mesmo: às vezes inflamável, briguenta; outras vezes ressentida, me mordo por dentro, com jeito de ofendida e eternamente magoada. Por tudo isto é que eu não perdôo. E esta característica me confere até uma certa distinção: eu não passo adiante, fico empacada mesmo, como se isso representasse uma força em mim. Mas que nada! Só se for força do hábito: de ser chata, turrona e burra mesmo.
Porque perdoar é seguir sem deixar lastros, sem carregar fardos desnecessários, mais leve, fluindo sempre.
Puxa! Então, pensando bem, acabo concluindo que perdoar pode ser mais fácil do que a gente pensa, sabe? Pelo menos nas questões mais corriqueiras. Afinal, vamos deixar toda aquela história de ter que ceder, aceitar os fatos e os outros da forma como são e o julgamento nas mãos da Vida apenas para o que for realmente relevante.
Eu acho que vou tentar.
E você? Quer fazer o mesmo?
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