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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Natureza - por Alba Vieira

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Tudo que nos cerca é dotado de vida. Amar a natureza é sentir-se parte dela não admitindo jamais a auto-agressão.



Visitem Alba Vieira
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domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Rio - por Marília Abduani

Rio que corre
que morre
que estende.
que ofende
que arrasta
meu corpo pra lá.
rio que gera
fulgor transparente
na mágoa,
na enchente
que quer me levar.
Rio que rola
que é fruta madura.
que beija,
que cura
que atura o luar.
Rio que fere
as entranhas do dia,
que é irmão
da poesia,
amante do mar.
Rio que passa
que agita,
que geme,
e palpita
até se fartar.
Rio que suga
que enruga
que engana,
que espanta
que chama
querendo encantar
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Visitem Marília Abduani.................................
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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Borboleta - por Leila Dohoczki

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Quem dera poder dizer
As cores que tenho em minhas asas.

Não posso!
Neste instante, no pequeno espaço que existo,
Posso apenas dizer sobre o que penso e sinto.
Não posso dizer que sou alegre ou que sou triste.
Sou apenas a metamorfose.

E quando um dia
Este casulo eu abandonar
Poderei dizer das cores da minha asa.
Que não sejam escuras demais,
Para que não destoem das cores da vida,
Mas que tenham toda a beleza, as nuances,
E as dimensões das grandes transformações,
Para que eu possa voar bem alto
Muito além das impressões
que meu semblante possa causar.

Nesse momento, serei borboleta,
pousada numa flor violeta,
Esperando minha hora chegar.

E quando minhas asas caírem e enfim terminar minha história,
Que aqueles, cujos jardins visitei, não me prestem honra, nem glória...

Deixem-me apenas borboleta.
Para sempre em suas lembranças.
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..................Visitem Leila Dohoczki.
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domingo, 7 de novembro de 2010

Natureza - por Soraya Rocha

As estações seguem lá fora
De forma contínua e cíclica
Mas mudam também dentro de nós
Às vezes brandas, às vezes cínicas.

Há primaveras dos amores,
Invernos de desilusões
Verões de inúmeros sabores
Outonos que recolhem emoções.

E assim seguem as naturezas,
As nossas e a que nos rodeia...
As internas, tão mutáveis,
A outra, certa como a lua cheia...
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quarta-feira, 3 de março de 2010

Natureza - por Leo Santos

Há manhãs de agosto, que afrontam o inverno,
ares primaveris, e cantos de nidificantes;
E tardes de outubro que voltam a “César”
cujas cinzas espalham, sonhos de antes

Ao câmbio do tempo e circunstâncias,
a liça de viver, pesado trabalho;
A natureza que pulsava dentro da noite,
ora canta e pula, de galho em galho.

Quase sádico que esse outubro revele,
prematuro fim, de ditoso começo;
Um pulso que fora sangue e pele,
agora, penas e apreço.

Cronos, maestro, e sua batuta,
ante uma partitura tocada em dó;
a sina de um livre como só um homem,
preso, como um homem só…
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Visitem Leo Santos
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domingo, 28 de fevereiro de 2010

No Carnaval - por Soraya Rocha

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No carnaval me pintei de deusa da natureza
Recriei sobre meu corpo um pouco desta beleza
Que nos alimenta, conforta, sacia e, com certeza,
Nos ensina a harmonia e o contrário da avareza.
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Minha alma foi inundada por esta nobreza
Que povoa nosso planeta e reflete a realeza
De uma força criadora (senti isso com clareza).
E brinquei como uma ninfa: eu era só alegria e leveza.
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Festa na Floresta - por Leila Dohoczki

Vamos fazer uma festa?
Falou a zebra empolgada
Em seu pijama listrado
Chamando a atenção da bicharada.

Foi aquele alvoroço.
A hiena ria sem parar
Um falando com o outro,
Todos juntos a tagarelar

Silêncio! Gritou a aliá.
Eu também quero falar...
Na festa tem que ter muita comida
Dançar gasta bastante energia
Quero o meu corpinho conservar.

O hipopótamo, também grandinho, fez questão de concordar
Diz que se todos colaborarem um pouquinho,
comida não vai faltar.

O macaco que não tem parada
Sugere que seja sábado, à noitinha
Na cachoeira de prata,
Diz, coçando a barriguinha.
E quem concorda comigo,
Bate aqui e dá uma rodadinha.

Viva!
Que emoção!
Bateram todos em sua mão.

O bicho preguiça
lento como ele só
sorriu bem sonolento
- Vou de carona com o hipopó...
Caiu no sono de novo
Nem terminar o que dizia deu tempo,
Ai que dó.

Assim, cada um com seu talento
Todos faziam o que sabiam
Fizeram tudo a contento.

Ter uma festa bem linda
É o que eles mais queriam.

E no dia da festa então
Vaga-lumes na iluminação
Cigarras e grilos no Rap
pra garantir a animação.

O macaco dançarino
com seus passos de dança engraçados
Fez sorrir o leão
que estava ali, meio parado.

Até os peixes do lago
Que desciam cachoeira abaixo
Iam logo à margem, pensando:
Que festão animado!

E pularam e cantaram
Por toda a madrugada.

A festa foi até o galo cantar
Depois foram pra casa
Era hora de descansar.

É assim lá na floresta.
Tudo e todos vivem em paz
Existe nesse mundo
Razão melhor pra comemorar?

É por isso que a noite na floresta
Tem tantos barulhos misturados.
De dia os bichos, estão todos cansados
Ou estão preparando uma outra festa.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O Jabuti - por Leila Dohoczki

O jabuti
Não tem pressa
Se ele cansa no caminho
Para e vai descansar
Na casa que leva
Para todo e qualquer lugar.

Come de tudo um pouquinho
Mas não tem dentes pra mastigar
Amassa tudo na boca
Manda tudo pra dentro
E vai tomar sol pra relaxar.

Passa assim a vida toda
Entre grandes sonecas
E pequenas caminhadas
Diferente de gente
Que volta e meia
Fica estressada.

O jabuti não tem noção
Nem de tempo
Nem de espaço
Só o que ele sabe
É que grandes caminhadas
Faz-se passo a passo.

Não precisa ter pressa
Estando na direção certa
Sempre se chega lá...
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Casamento da Lesma - por Leila Dohoczki

Lá vem a noiva, devagarzinho,
Acompanhada por seus padrinhos:
Crá-Crá e Cri-Cri, dois grilinhos.

Tudo estava bem bonitinho
Nas margens do ribeirinho
Tinha flores, muitas cores
E todos os convidados, bem arrumadinhos.

A joaninha, de bolinha
A taturana, mostrando as perninhas
Não passavam despercebidas
Que levadas essas meninas!

A cigarra, com sua guitarra
Tocava a marcha nupcial
Enquanto conduzia o coro
O habilidoso bicho-pau.

No altar, o noivo
Cansado de esperar
Já tinha passado dois dias
E nada da noiva chagar.

O louva-Deus
Que ia casar os dois
Achou melhor ir descansar
E voltar depois.

Coitadinho do noivo
Que estava ansioso
Começou a suar e melecar
Todo o terno novo.

A borboleta
Quando viu aquela cena
Pensou logo:
O que posso fazer?

Já sei! Disse ela
Deixa. Eu resolvo!
E chamou logo o besouro.

Numa folhinha colocou pólen
E pétalas de margarida bem picadinhas
Prendeu nas costas dele e disse:
Vá buscar a noivinha!

Ele foi sutilmente
Como se aquilo fosse parte da cerimônia
Pegou a lesminha cansada
E saiu voando, com muito charme...
Acabou a monotonia.

Enquanto voava
A folhinha se abria
Despejando nos convidados
A chuva coloridinha.

Foi bonito de se ver
Não teve quem não chorou
Vendo os olhos do noivo, brilhando
Quando finalmente a noiva chegou.

Meu amor, você está tão linda, ele disse
Chegou perto e a beijou.
Quando a Lua subiu ao céu,
o casamento enfim se realizou.

E essa é a história do casamento da Lesma,
Que nunca ninguém contou
Porque quase ninguém sabe
Que na vida dos bichinhos
Também tem história de amor.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Casa de Passarinho - por Leila Dohoczki

Que coisa mais perfeita
É um ninho de passarinho
Aconchega pequenas vidinhas
Entre palha e pequenos gravetos.

Quanto carinho tem num ninho
Construído com tento esmero
Sem ter nele depositado
Nenhum sentimento efêmero.

É só abrigo
É só proteção
Não há disputa
Pela melhor construção

E quando saem dos ovos os passarinhos
Seja qual for a espécie
Têm lá uma casinha
Onde a mamãe os aquece.

O ninho de passarinho é perfeito
Porque são perfeitas as razões
Que conduziram à sua construção
Eles são feitos só para abrigar
Os pequenos desprotegidos
Enquanto não sabem voar.

O ninho do passarinho
É só uma porta para o mundo,
A imensidão do céu
É que é o seu lar!
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Bem-te-vi - por Leila Dohoczki

Os passarinhos reunidos
No alto do ipê amarelo
Brincavam de cantar bem alto
Para ver quem cantava mais bonito.

A disputa não tinha juiz
E cada um dizia
Que o melhor canto era o seu
Quanto o tico-tico esperto
Ao pé da árvore desceu.

Escutem aqui a minha ideia
Essa disputa não vai ter fim
Melhor brincar de outra coisa
Todos cantam bonito
Melhor assim...

Proponho então
Que vejamos quem é o mais sabido
De todos os passarinhos

Todos fecham bem os olhos
Enquanto vou me esconder
Quem me encontrar primeiro
Será quem vai vencer.

Fecharam então os olhinhos
Cobrindo com as asas para garantir
O tico-tico ligeirinho
Voou para bem longe dali.

Foi lá para o alto da serra
Num imenso Buriti
Pensou: Aqui não me acham!
E antes de rir da sua graça
Uma voz de longe ecoou:

Bem-te-vi! Bem-te-vi!

O tico-tico desapontado
Para o ipê retornou
Reconheceu diante de todos
Quem era o vencedor
Bem-te-vi que me viu
Bem-te-vi que me achou

Os pássaros estão sempre brincando
De se esconder e pegador
De vez em quando a gente escuta
Quando grita o bem-te-vi!
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.Visitem Leila Dohoczki
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A Coruja - por Leila Dohoczki

No galho de uma árvore
Em noite clara de luar
O pio da coruja arrepia
Dá medo até de pensar.

Mas isso é uma bobagem!

Só porque ela gosta da noite
E gira a cabeça pra trás
A coitada da coruja
Agora dá azar?

Quem a conhece
Logo percebe
Que é linda de se admirar.

É o símbolo da sabedoria
Por sua visão peculiar
Vê o que ninguém vê
A uma distância espetacular.

Voa, silenciosamente
À procura de alimento
Por entre árvores ou na cidade
Os filhotes a esperam no ninho
Com muita fome e saudade.

Enquanto alguns dormem
A coruja trabalha
Ajudando manter equilibrado
O ambiente onde todos moram.

Ouvir uma coruja piar
Nunca haverá de ser um mau sinal,
A menos que seja de madrugada...

Até aquela hora acordada,
A pessoa não irá descansar
Vai passar o dia com sono
A cabeça avoada,
E depois diz que é azar.
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sábado, 17 de outubro de 2009

Terremotos, Tufões, Tsunamis Etc. - por Paulo Chinelate

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Todos ficamos estupefatos pelos acontecimentos atuais no campo das calamidades. São eles tufões, vendavais, ciclones, maremotos, furacões, erupções vulcânicas e cataclismas outros.
Ouvimos, por outro lado, que isto sempre aconteceu em todos os tempos. Tomamos conhecimento dos atuais, ao vivo e a cores, por conta dos meios de informação cobertos pela tecnologia moderna. No entanto a história sempre foi registrada de uma forma ou de outra, com atrasos ou não, e não sabemos se a intensidade foi como agora.
Portanto, podemos descartar que fatos idênticos aos de agora mataram igualmente no passado, ou que foram em tamanha intensidade como agora. Claro está que os fósseis encontrados pela paleontologia vêm demonstrar as ocorrências multimilenares dos cataclismas.
Tomemos como exemplo um só dos fenômenos, os tsunamis. Não conhecíamos, até pouco tempo atrás, nos estudos de geografia, ciências e afins, o fenômeno em referência. Ainda que já tenha havido eventos desta natureza, eram de diminuta grandeza nas áreas afetadas.
Então nos vem o questionamento: qual tem sido a causa primária de tais fatos?
É muito cômodo colocarmos culpa no homem pelo descuido no respeito à natureza. Nós, acionando o efeito estufa, podemos, certamente, comprometer as geleiras da Antártica ou do Ártico. Não participamos, no entanto, da ocorrência dos terremotos. A menos que agora estejamos sofrendo efeitos na camada geológica originados das desgraçadas experiências atômicas no passado no atol de Biquíni, o que me parece improvável. O efeito climático “El Niño” pelo superaquecimento das águas do Pacífico não nos parece resultado das queimas de gás em nossas cozinhas.
Então, por qual razão tantas mortes, tantas desgraças ao mesmo tempo?
A uma visão curta e míope, certamente não teríamos como responder. Mas se olharmos a natureza (digam-se aqui as leis naturais da destruição) que nos cerca, poderemos concluir que tudo no universo baila orquestrado sob leis estabelecidas de que não podemos fugir.
Conhecemos, ou nem tanto, as Leis Naturais estabelecidas tais como: relatividade, gravitacional, equilíbrio, ação e reação. Dentre elas existe uma tão pouco estudada, entendida e/ou aceita: A Lei da Destruição.
A árvore centenária da floresta amazônica que caída vira um pasto a bactérias, formigas, fungos e cupins está tão atrelada a esta lei quanto os insetos, animais e nós humanos. Precisamos, necessitamos ser renovados. Se as leis naturais existem para serem cumpridas, quem somos nós para pretender execrá-las?
A renovação, em todos os aspectos da vida material, é necessária. O que não percebemos (e aqui incluo até mesmo os profundamente espiritualizados) é o quão importante também é saber que a vida não termina com a morte física. Aqueles que ainda estão atrelados somente à vida aparente, física, que abram os olhos para ver, ouvidos para ouvir e coloquem todos os sentidos outros para perceberem que atrás do que se manifesta materialmente esconde-se uma vida pungente, a vida espiritual.
Se passarmos a entender o “fenômeno” da morte, qualquer que seja a forma que ela se apresentar, lidaremos com mais respeito com a vida física enquanto ela existir. Devemos também procurar perceber a abrangência que esta existência tem para vivermos a outra, esta sim verdadeira, a vida espiritual.


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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

As Nossas Palavras XXIII - por Lélia

Ao abrir as portas de casa hoje, dei de cara com a magnífica virtude da natureza de nos presentear com esta esfuziante beleza que somente ela tem a oferecer. A natureza é perfeição que se impõe de tal forma que entra por todos os sentidos humanos e pode modificar nosso dia e até mesmo nossa vida para sempre.
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sábado, 26 de setembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

As Nossas Palavras XXIV - por Alba Vieira

Colmeia me lembra ursos.
Doçura almejada e roubada, é certo.
E as abelhas furiosas com seus abusos...
É bom fugir antes que cheguem perto!!!



Visitem Alba Vieira
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sábado, 25 de julho de 2009

Só Restarão as Sacolas Plásticas Pelo Ar - por Alba Vieira

Dia ensolarado e sopra suave brisa...
Ando pela planície com árvores esparsas.
Piso a relva macia e verdinha que brilha
Com plumagens de pássaros nela salpicadas.

Aqui e ali encontro penas coloridas
De aves maiores que por ali passaram.
E me surpreendo de como a natureza é bonita
Com equilíbrio reinando em toda parte.

Paro por um instante e tento imaginar
Como será o nosso mundo no futuro.
Será que alguém ainda poderá controlar
O tremendo estrago causado por seres tão burros?
Gente insana que só pensa em mais lucrar,
Nem se importa de afetar o equilíbrio vigente
E da Terra só sabe mesmo é retirar.
Têm maus hábitos e gera costumes tão doentes...

Nosso planeta não tem como resistir
Aos crescentes massacres à natureza.
Por mais que ela resista em sucumbir,
Muito poucos suportarão tanta dureza.
Alterações climáticas irreversíveis, poluição...
Extinção de animais, destruição e aridez...
Depressão, melancolia, tempo cada vez mais exíguo,
Facies triste... O que será do homem dessa vez?

Então uma imagem me vem à mente...
Ao invés das plumas brancas bailando no ar
O que eu vejo pasma e não consigo acreditar
São sacolas que esvoaçam feias, destruídas como a gente.



Visitem Alba Vieira
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quinta-feira, 4 de junho de 2009

A Roseira e o Formigueiro - por vestivermelho e ZzipperR

Você acha que trabalha demais? Então olhe os pássaros, as abelhas e as formigas.
Essa história poderia acontecer em qualquer cidade do mundo, poderia estar acontecendo na sua cidade, no seu quintal, mas aconteceu em Atibaia, uma cidade no interior de São Paulo.
Nós estudávamos na mesma escola e desde que nos conhecemos, ficávamos sempre juntos, como dois namorados, mas éramos muito crianças para namorar, assim namorávamos escondidos na praça.
Certo dia, nós chegamos à praça correndo até o banco. Esse dia não sai da minha memória... Ela estava com seu vestidinho branco, eu sentei no banco e ela deitou, acomodando a sua cabeça em minha perna. Eu ainda a amo.
Eu falava de super-heróis e ela ouvia, com atenção, as histórias lindas do super-herói Ziperman; assim ela flutuava nas histórias, sempre acrescentando emoções vindas do inconsciente e inesperado, que fluía do imaginário dela; até o momento em que ela começou a falar das rosas, comentando sobre os diferentes tons e cores. De repente ela levantou e falou:
- As formigas estão destruindo as roseiras.
Levantamos e fomos investigar de perto e eu falei:
- Calma, Indiana! As formigas não iriam destruir as roseiras. Vamos segui-las. Como elas são inteligentes, umas cortam e as outras recolhem carregando num sincronismo organizado e, por onde elas passam, fica marcado o caminho como uma trilha e todas passam dividindo esse caminho num só objetivo, a continuidade da espécie.
- Nós também marcamos o nosso caminho, caminhando lentamente em nossos passos, mas sempre disputando os espaços e às vezes até tirando pessoas do nosso caminho. Nós temos muito a aprender com as formigas.
- Vem, Índio! Olha uma enorme fila.
Ela apontou para aquela trilha de formigas enfileiradas. Deitamos olhando as formigas de perto e Indiana falou:
- Olha, Índio! Elas estão carregando folhas, flores e galhinhos, subindo e descendo caminhando juntas, uma atrás da outra. Aiaiaiaiai! Uma me mordeu.
Não conseguimos ver o final da trilha, somente o começo. A roseira era linda, carregada de folhas verdinhas e rosas de um vermelho forte.
- O que vamos fazer, Índio? Matá-las? Desviar a trilha para outro lado?
Indiana ficou esperando a resposta dele e observando o que ele ia fazer.
Índio pegou na grande folha que uma formiga estava carregando e levantou.
Incrível! Ela não solta a folha. Colocou-a na palma da mão e ela continuou com a folha, entregue ao destino e focada na sua função dentro do formigueiro, pois o grupo necessita do empenho de cada uma para sobreviver.
Ela caminha na minha mão, como eu caminho na mão da vida. Eu agacho e mostro para Indiana a linda formiga saúva, vermelha como fogo e com uma força surpreendente, tão surpreendente que destrói a roseira, que não se importa de oferecer a elas as suas folhas, parece até que vivem uma para a outra num círculo da vida.
Indiana pega a formiga da minha mão com cuidado para não machucar e coloca de novo na trilha com tanto carinho que a formiga parece agradecer e continua caminhando rumo ao seu destino, que é o buraco do formigueiro.
Nós corremos e ficamos admirados com os tamanhos das folhas que elas carregam e levam para dentro do buraco. Dava até vontade de ajudar e ali ficamos horas na companhia delas.
A noite chegou e as formigas continuavam trabalhando sem parar um momento, então decidimos ir embora e voltar no outro dia para ver de novo.
Ao chegar, no dia seguinte, nós tivemos uma surpresa: o formigueiro estava doido, parecia estar em festa e a praça estava forrada de formigas
Do buraco saíam grandes formigas com uma bunda imensa, que batiam suas asas fazendo um barulho lindo e depois levantavam voo sumindo no céu em busca de um destino indefinido, entregues à sorte, para em outro lugar dar origem a um novo formigueiro e nós curtíamos cada decolagem das formigas com emoção, desejando sorte a elas.
Os dias passaram e voltamos à praça. Eu sentei no banco como era de costume e Indiana deitou com a cabeça apoiada na minha perna. Enquanto eu contava uma história, ela falou:
- A roseira está cheia de folhas novamente, esperando as formigas, como se nada tivesse acontecido e nós também continuamos no nosso banco da praça namorando, esperando as flores que, com certeza, a roseira vai dar para nós, enfeitando o nosso amor.
- Olha, Índio! Já tem botões de rosa.
- Elas serão vermelhinhas, perfumadas e cheias de amor, igual a você.
Assim, Indiana e Índio continuaram na praça. Índio contando histórias e ela deitada com a cabeça apoiada em sua perna, sonhando com as histórias dele até hoje.



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terça-feira, 2 de junho de 2009

O Carrapato - por Alba Vieira

Acordou ainda meio sonado e começou a se coçar.
Coça, coça, não consegue ficar quieto num lugar.
Rodopia pela sala, corre pro quarto também.
Não alcança, não descobre de onde o incômodo vem.
Nunca antes sentira aquilo. Era coisa de endoidar!
Como podia o coitadinho voltar a se aquietar?
É que fato como este não cabia no seu mundo.
Afinal era de estirpe e não um cão vagabundo.

Coça, coça, ele pulava, não parava de rodar.
Procurava no seu pelo, pelo que o ousava perturbar.
Lambia debaixo das patas, roçava o focinho no dorso.
Eis que de uma só investida expulsa o criminoso.
Diante de todos no pátio finalmente se liberta.
Jamais se deixaria sugar, explorar ou sofrer incertas.
Era cachorro de madame, acostumado a bons tratos.
Como admitir permanecer morada de um carrapato?



Visitem Alba Vieira
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Terremoto em Honduras - por Alba Vieira

Num terremoto
Parece que o mundo
Desequilibrou.

E tudo treme.
Coisas caem sem cessar,
Pavor vem do céu.

Como se manter
Íntegro na destruição?
Só ficando zen.



Visitem Alba Vieira
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