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sábado, 20 de outubro de 2012

Se Fosse Mais Simples, Seria Melhor... Ou, Pelo Menos, Seria. - por Alba Vieira

 

Recentemente, assisti, no programa Ana Maria Braga, a uma reportagem sobre uma advogada que abriu uma ONG para cuidar de 290 cachorros que recolheu pelas ruas durante alguns anos, em Saquarema, Rio de Janeiro.
O que vi me fez pensar e lamentei, profundamente, que pessoas interessadas em ajudar a cuidar de crianças que andam pelas ruas e se expõem a virar mais vítimas na estatística dos viciados em drogas, não tivessem mais facilidade, como acontece em relação à adoção de animais.
Não que seja fácil cuidar de 290 cães ou que a advogada que fez isso não tenha esbarrado em inúmeras dificuldades ao longo do caminho. Mas, quando se trata de gente, em especial crianças, a burocracia, as exigências, os obstáculos, retiram toda a paciência e minam toda a energia de quem só quer ajudar, tornando um projeto de vida quase sempre inviável.
Por que se espera sempre o pior do ser humano? Não que o homem não seja capaz de qualquer coisa, que por vezes nem ele mesmo imagina, mas ao cercar de tantos cuidados o processo de pegar alguém pra tomar conta e oferecer amor, vendo possíveis monstros sanguinários, abusadores, sádicos, pervertidos e degredados em todos que se propõem à adoção ou a administrar uma ONG para cuidar de pessoas sem lar, certamente evitamos o que poderia ser legitimar o perigo de oferecer a eles algo pior e então, os deixamos na pior, no lugar onde já se encontram desabrigados, maltratados, abusados, sujeitos às drogas e à morte. Antigamente, era bem mais fácil manifestar o amor ao próximo!
Mas, o que mais me impressionou na reportagem foi o tratamento dado aos cachorros pela amorosa advogada e seus apenas 4 funcionários que manifestam o amor e o respeito pelos animais; conhecendo, a responsável pela ONG, cada um deles pelo nome, dando o amor de dona a cada um em especial e todos passeando pelas ruas de Saquarema com todos eles soltos, correndo, acompanhados pela advogada em sua bicicleta e pelos funcionários em motos, todos como numa brincadeira, com grande alegria e entusiasmo, acompanhados de perto pela população de Saquarema que já se acostumou e apóia o projeto. Tudo isso, sem perigo, sem violência, sem complicação.
Brincadeira! Isso é que é coisa séria!

 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Santo de Casa Não Dá Risada - por Ana

Eu sempre fui uma pessoa muito prática. Embora sempre criativa, manifestava, na família, minha exagerada imaginação apenas em alguns comentários divertidos; nos escritos, esta minha característica se desenvolvia em cartas para duas amigas, incluindo desenhos engraçados e questões de múltipla escolha hilariantes. Talvez pelo fato de eu ter sido mais reservada com os irmãos neste aspecto, por força do contexto sempre sério que nos cercava, hoje em dia eu recebo, atônita, os olhares de estranheza deles depois de entrarem em contato com algumas das coisas que escrevo para o Duelos. É como se eles não me entendessem, não me compreendessem como aquela que sempre fui, e como se, de repente, eles olhassem para outra pessoa.
Então eu me pergunto, bestificada: será que durante todo este tempo eles não perceberam que sou múltipla, que tenho uma riqueza maior do que ser uma nerd respeitada?
Eu me orgulho de ser divertida, imaginativa, multicolorida por dentro, e gosto de dividir isto com as outras pessoas, provocar risadas, plantar sorrisos, mesmo sendo, por vezes, infantil e, por consequência idiota, mal interpretada. Não me importo. Porque sou da turma do Arthur da Távola (no aspecto da leitura patrocinada por nossa amiga Adir): amo a minha criança. Ela é parte importante de mim. Ela é alegria, leveza, riso solto, liberdade... Minha criança é feliz e semeia felicidade, porque adora brincar e adornar os dias com sua satisfação.
Mas, neste momento, por meio de minha mão, debruçada sobre este papel, ela rabisca sua estranheza e, séria, infere que olhos estranhos a conhecem e aceitam mais do que os que há tantos anos fazem parte de sua vida e não a querem ver. E, suspirando aliviada, deixa um recado: ainda bem que existe você.
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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Algo Novo e Diferente Pode Acontecer - por Tércio Sthal

 












QUANDO DECIDIMOS E NOS DISPOMOS A FAZER.
(TÉRCIO STHAL)



SEMEAR A BOA SEMENTE


Vamos todos semear a boa semente,
vamos cuidar bem da nossa Terra,
e haveremos de colher flores e frutos,
e, juntos, celebraremos alegremente.

Preparemo-nos e, com fé, empreendamos,
decididos, para atingir o nosso objetivo,
relacionando-nos sem perdermos o foco,
e, sem adiar nossas decisões, construamos.

Ousemos aproximar sonhos e perspectivas,
idéias, histórias de vida, visões e valores,
de cada um dos nossos ideais, e da utopia,
para construir nova história, e darmos vivas.

Se preciso for transcender, transcendamos,
ousemos ultrapassar os limites da lógica racional,
caminhemos para além do óbvio, e invistamos
na construção do novo, mas não do produto final.

 

Visitem Tércio Sthal

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domingo, 7 de novembro de 2010

Valores - por eros.ramirez

Pense quanto você paga em um salão de beleza quando faz hidratação e um corte de cabelo. Ou na conta da última vez que foi a uma boate. Ou no valor da “geral” que você deu no seu carro. Agora compare com o preço de uma consulta médica paga por uma das maiores empresas de planos de saúde, R$38,00. O trabalho de um profissional que passou, por baixo, 6 anos na faculdade e mais 2 na especialização, responsável muitas vezes pela diferença entre a vida e a morte, entre qualidade de vida ou deficiência e sofrimento. Isso numa sociedade que valoriza o máximo ganho com o mínimo de esforço, na geração control+V/control+C, onde o contato com amigos (muitas vezes do próprio bairro) é feito no Orkut, Facebook, Twitter, aumentando o isolamento na era do mundo global. Uma sociedade crédula na existência de uma pílula da felicidade, do emagrecimento, do qualquer-coisa-que-eu-quero-mas-não-me-esforço-para-ter, que não come frutas e verduras e toma comprimidos de concentrados de vitaminas. Onde eu Google o que acho/quero que tenho baseado na opinião do meu vizinho, colega de trabalho ou avó e afronto o profissional que passou anos se capacitando para fazer a condução do processo da minha saúde. Confronto seu diagnóstico sem saber que existem mais de 100 sorotipos somente do rinovírus, principal causador do resfriado comum. Não sigo suas orientações, tomo um frasco de vitamina C e em 3 dias ela “cura” minha gripe, que iria curar sozinha nos mesmos 3 dias, mas quem disse que a opinião de vários pesquisadores em saúde de todo o mundo que reproduziram várias vezes o mesmo resultado em ensaios clínicos controlados são mais qualificados do que eu para dizer o que funciona ou não? E sem falar nas peregrinações por vários profissionais, até conseguir alguém para dizer o que quero ouvir. Sem esquecer da nova moda de “Humanização da medicina”. Até onde se pode comprovar sou e sempre fui humano e, a não ser que eu tenha pego no sono em quase todas as minhas aulas eu também não estudei anatomia ou fisiologia venusiana. Se esse é o novo paradigma de saúde para a maioria das pessoas me colocarei à parte disso, oferecendo um cuidado segundo minhas convicções e minha formação profissional. Por favor, não me procure para um check up completo, usar da minha certificação para conseguir uma tomografia de encéfalo por conta da dor de cabeça que apareceu depois de brigar com o namorado ou tomar uma sentada do chefe, muito menos para prescrever um remedinho para emagrecer ou um Centrum. Tenho meus valores e eles são bem mais altos do que está na etiqueta que tentam pregar em mim.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ver Além pra Viver Bem - por Alba Vieira

Garimpar em todo lugar belezas
É tarefa hercúlea e empolgante.
Nunca para mim foi incerteza
Que o melhor se esconde dos amantes.

Viver bem é uma questão de escolha.
Por vezes parece armadilha de Sísifo...
Melhor é sentir-se protegido numa bolha,
Tentar e repetir, sempre com um sorriso.

Porque o que difere nos que têm sucesso,
É a disposição para vencer
Fazendo de cada tropeço ou retrocesso
Um desafio para não esmorecer.

Estar atento aos acontecimentos,
Percebendo onde errou ou acertou,
Sendo capaz de mudar a rota, a qualquer momento,
É a condição para ser um vencedor.

E, na verdade, vencer é vivenciar
Cada momento em sua plenitude!
Usufruir do belo e aproveitar...
A vida só melhora com mudança de atitude!
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dignidade ou Morte - por Esther Rogessi

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Quem busca a verdade, quem obedece à lei do amor, não pode estar preocupado com o amanhã.(Gandhi)
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Aminetu Haidar, mulher, mãe, ativista saharauí, defensora dos Direitos Humanos do seu povo, luta pela libertação do “SAHARA OCIDENTAL”, indo de encontro à violação dos Direitos Humanos pela Espanha e Marrocos. Aminetu Haidar está impedida de voltar ao seu país por ter escrito no formulário de regresso as palavras “SAHARA OCIDENTAL”, tendo o seu passaporte confiscado.

No dia 10 de dezembro, dia Internacional dos Direitos Humanos, foi contado o 25º dia de greve de fome pela ativista que se encontra no aeroporto de Lanzarote. Aminetu recebeu as visitas incentivadoras de eurodeputados do GUE/NGL além de outros influentes, como apoio e forma de pressionar o governo espanhol e marroquino, procurando obter uma solução para que a ativista possa regressar à pátria... Quando entrevistada e frente ao questionamento feito sobre o que seria dos seus filhos caso ela viesse a falecer, Aminetu respondeu: “Eles perderão a mãe, mas, obterão dignidade.”

Há convocação em toda Espanha e países simpatizantes com a causa... com movimentos em prol da volta de Aminetu à pátria. Será lida uma carta redigida por intelectuais ao rei de Espanha, para que o mesmo interceda junto ao rei de Marrocos pela vida de Aminetu. Esta petição tem o apoio de Miguel Portas, entre muitos outros. Pede-se um grito face às graves violações dos “Direitos Humanos” no Saara Ocidental.

Miguel Portas se dirige em carta aberta ao embaixador espanhol em Lisboa usando os termos: “não é razoável o fato de um país que não reconheceu a ocupação do Sahara Ocidental pelo reino de Marrocos, aceitar a imposta estadia de Aminetu Haidar em Lanzerote, lhe oferecendo a condição de refugiada o que está totalmente fora da aceitação da mesma, pois o seu desejo é ser cidadã na sua própria terra”. O escritor português José Saramago, após visitar a ativista saharauí, afirma que sua saúde está cada vez mais debilitada e diz: “se ela morre todos seremos moralmente mais pobres”. Palavras de Saramago em entrevista ao jornal El-País.

CHAMO ATIVISMO A VOZ DOS MANSOS EM MEIO ÀS INJUSTIÇAS!...
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Mahatma Gandhi.

domingo, 6 de dezembro de 2009

As Nossas Palavras XXVI - por Lélia

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Quem mantém apagada a chama da vontade própria, perde muito na vida. Porque a chama da vela de outra pessoa, neste caso, não adianta nada. Mas quem acende esta sua vela logo cedo na vida e a mantém acesa, com certeza terá o caminho sempre iluminado.
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sábado, 5 de dezembro de 2009

As Nossas Palavras XXV - por Lélia

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A hesitação frequente não leva a nada e é demonstração de insegurança. Quando não decidimos na hora certa, chamamos outros a decidirem por nós, mesmo que indiretamente. O momento passa, o caminho segue, não existe retorno. Devemos ter sempre em nosso pensamento a meta que traçamos (ou foi traçada) para nós; um passo de cada vez, nos aproximarmos cada vez mais dela e cada decisão que surja neste caminho deve estar harmoniosamente coadunado com ela.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Chutando o Balde - por Adir Vieira


Sei que às vezes bate uma vontade louca de extrapolar. Ignorar prazos, horários, programações, mas é muito difícil levar essa irreverência à frente, quando durante toda a vida fomos basicamente treinados para seguir o mundo, de acordo com o mundo.
Talvez tenha sido isso o que me levou a pensar em como essas situações, na vida, não são tão raras.
Tenho assistido, à minha volta, a casos e mais casos em que essa extrapolação se dá de uma hora para outra, sem avisos sequer.
A nós custa crer que aquele ser perfeitinho, completamente dentro dos parâmetros traçados pela família e pela sociedade, tenha se tornado, num piscar de olhos, aquela pessoa irreverente e absolutamente sem compromisso com o mundo.
Não sei se é a mudança de comportamento dentro do mesmo corpo ou se é a própria forma de se comportar que causa estranheza, mas o que sei é que essa nova performance assusta.
Às vezes penso que o ser humano sempre viverá em busca do que ainda não foi ou não fez e pode ser normalíssimo viver o não vivido, mesmo em formas radicais. Vai depender do almejado, se for estranho ou não.
Tive prova disso assistindo a uma entrevista na TV que mostrava uma anciã, sem cara nem jeito de anciã, aos setenta e nove anos, exibindo um corpo sarado e totalmente tatuado, gabando-se de que passava as madrugadas nas baladas e ainda viajava na garupa de motos dos rapazes adolescentes, seus colegas de “festa”. A despeito de sua grande alegria e exuberante vitalidade, ainda assim, por não ser comum, causa estranheza.
Essa mesma senhora, como a explicar-nos sua mudança comportamental, fazia questão de mostrar fotos dos tempos de jovem, de sua época de casamento, enfim, de vários momentos de sua vida certinha anterior e a todos nós pareceu estar mil vezes melhor agora, diante de toda a sua transformação.
Com meus pensamentos vagando em busca do que a modificou, acerto em cheio na minha hipótese: a busca do vigor físico, a busca da alegria de ser jovem, a busca da felicidade sem compromissos, a busca do viver por viver.
Graças a Deus, ainda existem pessoas que, não dando asas a preconceitos baratos, conseguem se realizar, mesmo que seja lá no “finzinho”.



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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mea Culpa - por Ana

Eu devia ter-te ignorado. Devia ter guardado em mim aquilo que é meu. Devia ter ficado quieta e fingido indiferença. Acontece que sigo pela vida me dirigindo às pessoas, olhando-as, admirando-as, interagindo. É meu jeito e gosto disto. Penso que empatia e comunicação sincera são coisas que fazem muita falta hoje em dia. Mas nem todos aceitam, e outros ainda confundem com mediocridade. Fazer o quê? Eu errei, confesso. Tentei compartilhar com Narciso. Foi ato vão.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Viver e Morrer - por Tércio Sthal

Os valentes e os corajosos,
lutando e guerreando,
nas vitórias e derrotas,
vivem e morrem;
os covardes e os moribundos
apenas morrem.



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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

As Nossas Palavras XVI - por Gio

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ACRÓSTICO I


Chances, todos nós iremos ter -
A diferença é quais delas enxergamos:
Prêmios virão, depois de certo esforço,
A quem muito lutou para chegar ali.
Consequências podem ser boas ou ruins,
Isso depende somente dos seus atos:
Douradas flores para os homens de bem;
Amargos castigos a quem semeia a maldade.
Digo: fácil é fugir através de uma navalha,
Escabroso mesmo é peitar a vida!
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domingo, 2 de agosto de 2009

A Vaidade Como Bem - por Adir Vieira

Existem pessoas que são vaidosas em criança, na idade adulta e até na velhice.
Na rua onde moro há uma senhora de setenta e dois anos, viúva, com filhos, que exibe diariamente sua jovialidade em desfile pela rua, servindo de exemplo para esses jovens de hoje, tão descomprometidos com a própria aparência.
Imaginem que essa senhora diz que todos os dias, ao acordar, toma o seu banho e se apronta com esmero para o seu dia de dona de casa.
Com orgulho, exibe seus vários tipos de sapato, todos com salto alto, pois diz não se acostumar a andar de saltos baixos.
Com esses sapatos da moda e com vestidos longos ela cozinha, tira o pó dos móveis, varre a calçada.
Hoje, da minha janela, vi quando ela passou vindo do clube após a aula de natação. Trajava um quimono atoalhado branco, bem comprido, calçava tamancos idênticos aos da Grazielle Massafera e desfilava como uma modelo de quinze anos, com toda desenvoltura.
Fiquei por um bom tempo admirando-a, até dobrar a esquina, e percebi que a vaidade, para a mulher, é um sustentáculo na vida.



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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Atitude - por Alba Vieira

A vida é o que fazemos dela. A cada dia descobrir a inteireza do que vivemos deveria nos fazer pensar no que poderíamos ser, se nos permitíssimos, se nos déssemos a chance de sermos quem realmente somos.
A beleza está dentro de todos nós. Não importa em que condições vivemos, não importa o que já sofremos, o que nos fez chorar e endurecer. A possibilidade do bom está em cada um. A harmonia, o sossego, o belo estão bem aqui dentro de nós. É só contactar, é só abrir os canais.
Como acordamos? Será que olhamos por um só instante a pessoa que está ao nosso lado? Será que a tocamos, encostamos nosso corpo no dela? Pense que essa pessoa dormiu com você, dividiu talvez o mesmo sonho. Quem sabe? E ela está ali. Ainda dorme. Está relaxada, a pele quente e gostosa. Você já percebeu isto?
Sim, eu sei que é preciso iniciar o dia, sei dos compromissos, do que teima em puxá-lo para fora da cama. Mas fique mais um pouco, por mais um tempinho só. Viva esse momento que é seu, por direito. Comece o dia com a aproximação do outro. Puxe para você a pessoa com quem divide a vida. Dirija a ela uma vibração de amor, uma doçura, uma carícia. Mesmo se vocês não estiverem muito bem nessa fase. Você quer estar bem, é isso que seu coração pede, os problemas podem ser resolvidos pelo carinho, pelo amor; se abra para o outro, escute o seu coração, deixe a cabeça de lado, o orgulho, jogue fora as mágoas, derrube as cercas que ainda o aprisionam.
E se voce não divide a cama com ninguém, aproveite a delícia que é o contato consigo mesmo. Não pule logo para fora da cama. Você já espreguiçou? Já se espichou como um gato? Já tentou se expandir pra vida? Esse movimento pode fazer uma grande diferença pro seu dia. Os tempos de agora pedem expansão. Vá para os outros, procure as pessoas num relacionamento de verdade, inteiro, espontâneo, o movimento das crianças. No outro está sua cura, está você. Descubra no outro toda a beleza que também existe em você. Tenha paciência com você, desculpe suas imperfeições, seus exageros, suas omissões. Mas se dê oportunidade de ser melhor, de elevar seus padrões, de construir para sua vida a única coisa que você vai poder levar quando se despedir dela: construa extensões do amor que existe em você. Deixe o amor se expandir para fora de você.
Esse amor vai tocar o amor do outro, de todos que estiverem perto de você e longe também, porque o amor é poderoso, é a única proteção real que você pode ter. O amor vai dissolver seus medos, vai trazer para você belos acontecimentos hoje. Suas oportunidades serão outras se você se soltar para a vida, se permitir emanar de você mesmo esta coisa divina que é o amor.
É você que faz sua vida, seu novo dia, seu futuro. O que faz e o que deixa de fazer neste momento vai plasmar seu futuro. Não tire de você a responsabilidade por tudo que lhe acontece. Porque é assim mesmo. Isso não é ruim, não é injusto, isto é só uma possibilidade. Você tem escolhas, você pode. Pode tudo, ainda que pareça absurdo, você tem esse poder. E esse poder é, muitas vezes, não ter poder. É deixar-se levar. Mas cultive em você esse hábito de perceber a cada momento que você pode mudar a sua vida e a dos que estão ao seu redor, que você é essa sociedade que lhe parece tão diferenciada de você. Você é essa realidade que você vive. E o que você deixa sair de você cria a atmosfera que você respira, atrai o que você permite, o envolve em vibrações que você mesmo envia. Então resgate o contato com o divino que está em você. Assuma todo o seu poder. Melhore seus dias e seus relacionamentos. Fique mais inteiro, se expanda, melhore essa vida, esse planeta, atraia para você tudo que você puder deixar sair de bom de você mesmo. É assim que funciona. Experimente.




Texto cujos título e início foram utilizados para Atitude - As Nossas Histórias X.
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Visitem Alba Vieira
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sábado, 2 de maio de 2009

Atitude - As Nossas Histórias X

A vida é o que fazemos dela. O resultado de nossa equação: do que adicionamos, subtraímos, multiplicamos e dividimos.
Nós somos o que a vida faz de nós. Nós somos sua equação: ela adiciona, subtrai, multiplica e divide, quando não tomamos as atitudes que deveríamos para sermos fiéis a nós mesmos.
Aprender a dizer sim ou não, que é tarefa difícil e requer determinação, é o que faz a diferença.
A vida é o que fazemos dela ou somos o que ela faz de nós? Acho que é faca de dois gumes, é estrada de duas mãos, por vezes somos levados, às vezes temos opção...
Mas, em ambos os casos, temos responsabilidade sobre nossas escolhas e atitudes. E as nossas escolhas ou atitudes interferem na vida dos outros, e o que a vida faz de nós não é nada mais do que o que os outros fazem, que em nós interfere. A vida nos conecta uns aos outros, visto que não vivemos sozinhos (com maior ou menor número de conexões), e é em função de nossas relações, escolhidas ou não por nós (porque é assim que a vida é), que vivenciaremos tudo que a nós pertence, a raça humana.
E se é estrada de dois sentidos, só nos resta, a cada momento, escolher se iremos pra cá ou pra lá, visto que isto é o que menos importa. Se constatamos que a direção foi errada, é só mudar. A mudança é a única certeza que teremos sempre, já que não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe. E acabamos chegando ao mesmo ponto: a vida é o que fazemos dela.
Enfim, tudo é questão de atitude.



Texto criado por Alba Vieira, Clarice A., Ana, Lélia, Aaron Caronte Badiz e Gio.
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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Atitude

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em "comentários", que nós postaremos.
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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Eu e os Outros - por Leila

Acho que a estética é mais “valorizada” porque é mais simples lidar com ela. Se tenho o cabelo cacheado e gosto dele, eu gosto; se apenas tenho, mas outros não gostam, eu mudo. Já o interior provoca polêmicas, debates, e assim a pessoa deve se sentir segura além dos borrões de rímel para defender o interior.


Resposta à “Atitude” de Raquel Aiuendi.
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Atitude - por Raquel Aiuendi

Minha avó dizia que para ninguém ficar prosa Deus fez um com olhos bonitos, outro com as mãos bonitas, outro com cabelos bonitos…
Antes de sermos matéria, somos espírito… só depois somos revestidos pela matéria, o que acontece para nos dar expressão àquilo que não se visualiza, dar expressão ao que é imater. Por que será que colocamos mais ênfase à aparência e vivemos menos a essência?
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Decisão de Vida - por Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali

Estava andando na praia, com o pensamento a voar, a tristeza me rondava. Parecia que o mundo queria me devorar.
Quando, sem querer, encontrei seu olhar tão perdido quanto o meu, tão sem rumo que quem chega perto sente a solidão e a dor.
O reflexo na água parece uma nuvem branca e cinza, como se nossa alma se encontrasse num equilíbrio pleno da ansiedade e da calma.
Junto percebemos que somos um só, que o mundo na verdade está sendo devorado pela gente. Com o pensamento a voar, buscamos o equilíbrio. Mas como chegar ao equilíbrio se, verdade dentro de nós, só falta ele para nos tornarmos realmente realizados.
Nisso, percebemos que formamos uma grande confusão de ventos e sentimentos, e tudo parece tão fora de ordem que o desespero começa.
Até a hora em que você grita e me desespero, para uma realidade de uma vida humana na qual não estava sabendo conviver.
A realidade não nos torna menos ou mais. A realidade apenas nos mostra que podemos ter visões diferentes do mundo e dos verdadeiros sentimentos.
Num piscar de olhos acordo, deitada numa rede, numa praia isolada de todos e fiquei pensando com quem estava conversando.
Consigo escutar uma voz que me diz para nunca pensar que sou menos e que não tenho força para aguentar os trancos e barrancos. Será que era meu grande amor, será que era meu anjo? Não sei dizer.
Me levanto e vou em direção ao mar; me vejo novamente me encontrando com tua alma, mas agora a água está turva como se o tempo estivesse se fechando para uma grande chuva.
Ando. Procuro me encontrar. Teu reflexo não aparece. Por que você não está aqui?
Você me completa e eu te completo.
Ele surge e me pede para pensar, pois não é quem eu imagino. Ele é alguém que me quer bem, muito bem. E que está tentando me mostrar o mundo, sem ter que me destruir para perceber que tudo pode ser de uma maneira mais bonita e mais simples.
Então caio na real: é realmente meu espírito lutador que não aguenta me ver mais jogada. Me levanta e me diz:
- Agora você sabe o caminho. Vou voltar ao meu lugar. Espero que tenha feito o meu trabalho. Daqui para frente a minha existência depende de você. Só você pode saber se mereço ou não estar assim, tão evidente em seu dia-a-dia.
Fui então para minha casa. Voltei para a minha vida e tudo parecia bem diferente: as pessoas me olhavam e me observavam, como se estivesse evidente em meu olhar que eu estava em uma grande evolução espiritual.
Saí na rua. Fui ao médico decidida a me curar. Queria realmente minha vida de volta.
Enfrentei cada sessão de quimioterapia e renascimento; cada enjôo, cada calafrio, queda de cabelo…
Queria viver.
E venci. Isso foi há, mais ou menos 12 anos.
Hoje sou uma mulher inteira, comum, trabalhadora, mãe, amiga, psicóloga, escritora, filha, irmã etc.
Estou viva e isso é que importa.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Atitude - por Kbçapoeta

Somos normalmente passivos diante da mídia, as pessoas preferem um reality show ao invés de um livro.
DEVEMOS NOS LIVRAR DA IGNORÂNCIA QUE VIGIA A MENTE COMO UM LIVRO; FOLHA A FOLHA.
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