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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Saudosismo II - por Jeff Oliveira


Conversamos noite a dentro sobre nós dois.
Ela lembrou de alguns momentos. Lembrei-me de outros.
Falei: “Lembra dessa música que você me mostrou? (We’re in heaven)
NUNCA mais esqueci.”

Ficamos conversando sobre o passado.
Ela me dizia sentir saudade, muita saudade. Eu dizia o mesmo.
E ficávamos naquela, como se um quisesse dizer alguma coisa para o outro,
Mas como a barreira do tempo e de nossas realidades presentes não deixassem,
Calamo-nos. Foi melhor... Quem sabe.


Indaguei se ela ainda guardava alguma de minhas poesias.
Ela disse: “Jeff, eu guardo todas as suas cartas. Todas.”
Enterneci-me e fiquei lisonjeado.
Ainda ouvindo aquela maldita música (We’re in heaven),
Comecei a lembrar de muitos momentos bons ao lado dela.
Das nossas conversas, dos risos, das discussões também.
Fui pra bem longe nos meus pensamentos.

Vi-me ao lado dela naquela sala, abraçando ou apenas olhando-a como se ela fosse uma deusa.
Inatingível, não alcançável. Alheia a minha história.
Sabia que minha vida jamais tangenciaria a sua.
Abruptamente, percebi minhas lembranças escorrerem pelos olhos.
Parei tão logo percebi.
Não podia mais chorar. Não depois de QUATRO ANOS.
Até mesmo porque nada havia acontecido.


MALDITO SAUDOSISMO esse meu.
Pobre coração o dos saudosistas. Vive de quimeras, daquilo que houve, do que foi e principalmente:

Daquilo que poderia ter sido.

 

Visitem Jeff Oliveira
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domingo, 3 de agosto de 2014

Saudosismo I - por Jeff Oliveira


Eita Saudade de tomar de banho de chuva.
Ficar embaixo da “biqueira”, fazendo tudo, fazendo nada.
De manhã, de madrugada, com a simplicidade do poeta.
Criança não quer saber de câmbio, inflação ou superávit.
Criança quer o pirulito e cabou-se. Quer jogar de bola na rua e ponto final.
Quer e mais nada. Mais nada. Num querer acanhado, livre, sorridente,
vazio de responsabilidades, um querer que é só um querer.

Já falava o poeta: “Simplicidade é querer uma coisa só”.
A criança sabe muito bem o que é isso.

Que tempos bons aqueles onde se jogava bila até bem tarde.
“Homem-pega-mulher”, “Carimba” e “7 pecados”.
A hora de entrar era boa não.
“Mãiêêê, só mais um poquinho, só mais um pouquinho” - Pedíamos quase chorando.
“Mais um pouquinho? Você já ta dizendo isso faz meia-hora.  Bora, pode entrar Seu Fulano. Pode entrar Dona Beltrana” - Berravam nossas mães.  Muitas vezes em frente aos nossos amigos.  (Acaso os pais não sabem que isso não se faz?)
Aí a festa se acabava. Mas no outro dia tinha mais. Sem preocupações. Aliás, o pesadelo talvez fosse ter que estudar, ir ao colégio.
O que é pesadelo pra nós hoje?
Éramos felizes. Desconhecíamos essa nossa condição.
Eita saudade. Eita saudade.

 
Visitem Jeff Oliveira
Rubem Alves.

domingo, 20 de julho de 2014

Lembranças e Saudades de uma Mulher Madura - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Eu estava na internet cansada e pensando que nunca mais tinha tido uma pequena inspiração para escrever o que eu chamava de crônicas do dia a dia.
Na verdade, pedaços de mim, que amigos mais queridos chamavam de crônicas e eu acreditava...
Encontrei por acaso... será que por acaso? Como diria Jung, “coincidências não existem”... uma crônica que adorei, o jeito dela estar ali, dizendo coisas tão simples de forma tão poética - numa casa feita de poesias - A CASA DE RUBEM ALVES - esse era o site do cronista.
Será que podemos dizer sem ofender a família, a esposa, filhos e netos, mas como uma adolescente impetuosa, "Amei-o"?
Amei suas crônicas, sorvi cada uma delicadamente e, como um doce pequeno porém precioso, fui colocando pedaços pequenos dentro de minha alma.
Me apaixonei perdidamente por cada uma delas e sem querer parecer vulgar sentia vontade de tê-las e lê-las.
Numa delas, em especial, me perdi e me achei. Quando ele fala do “Velho que acordou menino”.
Me senti assim renascendo, acordando num sonho e como ele fui me lembrando das pessoas especiais e interessantes que apareceram em minha vida e como num passe de mágica acordei menina.
Uma simples lembrança me levou de volta ao passado, à infância, à adolescência e à maturidade. Tudo em instantes, como um furacão que me rodopiava e me levava a lugares distantes da minha mente, das minhas recordações.
Foi assim que no meio de uma nuvem branca eu a vi:


A Professora Emília

Era uma mulher pequenina, talvez com quarenta e oito ou cinqüenta anos, bem morena, quase negra, um pouco curvada ou pelo tempo ou pela fragilidade do corpo magro, de cabelos crespos e mesclados com brancos e de uma doçura angelical.
Nunca soube seu sobrenome.
Naquele tempo professora era professora, não tia. Mantinha uma relação de afeto com respeito, mas com consciência de que estávamos num patamar abaixo dela, sem relações de parentesco mas com relações de amor e carinho.
Com ela aprendi as primeiras letras e a subir cada escada das palavras. Observadora atenta, ela era a grande mestra que, hoje, não existe mais. Cuidava de cada um de nós com o amor e o carinho de uma mãe. Sabia quando estávamos famintos, quando estávamos com problemas em casa. Nada lhe passava despercebido.
Foi assim que minha mãe foi chamada à escola pública pela minha querida mestra para me levar ao oculista, pois ela descobrira que eu era míope. Óculos feitos, eu estava ali radiante de alegria a galgar degraus e degraus do conhecimento.
Foi ali que descobri pela primeira vez a fome devassadora da paixão - foram suas mãos que me guiaram pelos caminhos do amor aos livros. Eu tomava café, almoçava e jantava livros.
Fiquei gulosa e depois de alguns anos, quando me mudei e passei a estudar perto de uma Biblioteca Municipal (hoje nem sei mais se as crianças freqüentam bibliotecas), li todos os livros da Biblioteca Municipal Carlos Alberto, no Méier, e foi assim que me tornei a “devoradora de livros”.
E a professora Emília ainda hoje continua povoando minhas memórias e é revivida por mim através de uma velha foto desbotada (daquelas de antigamente, nos grupos escolares onde as crianças sentavam-se e a professora permanecia perfilada ao lado dos seus pupilos).
Com certeza ela já içou vôo para Colégios no Alto e de lá me viu crescer...
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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Saudade - por Alba Vieira

Sombra que te acompanha,
Aguardando se concretizar
Uma vez mais.
Doendo fino e permanentemente,
Adiando uma nova realização.
Despertando as lembranças vividas e
Enlaçando-te com seu gozo de ilusão.



Visitem Alba Vieira
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Para: Minha Menina - por cleo.nefertiti

Talvez essa possa ser minha última carta, me desculpe pelo drama mas as coisas estão muito difíceis por aqui sem você. Eu lhe disse que não iria agüentar muito longe de casa.
Os campos já estão preparados e os soldados estão prontos para o combate, não queria estar aqui mas sim com você naquele antigo farol que nos acompanhou até minha partida, não quero que chore pois suas lágrimas só me fazem sofrer ainda mais, eu as sinto em meu coração.
Não sei se será nossa última baralha ou a primeira esperança de eu voltar para seus braços, minha querida. Acordo pensando em você, durmo imaginando como estará nessa casa fria me esperando. Saiba que se eu sair dessa vou te levar aquele parque que tanto sonha ir, faremos um piquenique e farei aquela geléia que tanto ama…

Fiz aquilo, uma coisa que nem imagina… É isso mesmo, fiz uma tatuagem em sua honra… Um amigo daqui me ajudou te desenhei em mim para que todos saibam que meu coração será sempre seu… Sempre… Sempre… Vou colocá-lo nesta carta, então quanto chegar até você e as letras estiverem pulsando não se assuste é só meu coração que está nestas…

Você lembra de nossa musica? A ouço todo o tempo, pois sei que faz o mesmo… A música do nosso primeiro beijo, embaixo daquele grande farol… Você não parava de cantarolar:

Se eu o beijar onde está machucado,
Se eu o beijar onde está machucado,
Você se sentirá melhor, melhor, melhor?
Você vai sentir alguma coisa mesmo?
Você se sentirá melhor, melhor, melhor?
Você vai sentir alguma coisa mesmo?

Nunca vou esquecer… E quando sobreviver cobrarei cada beijo que me prometeu…

Cada bomba que estoura em meus ouvidos parece a certeza de que nunca mais vou lhe encontrar… tenho tanto medo de lhe perder, todo esse tempo que esperei para lhe conquistar e saber que posso te perder em poucos segundos… Não quero mais brincar de soldadinho de chumbo, mas sim de vida real… Ha!! Como quero sentir algo real não apenas ilusões… Sim. Algo real com você minha doce menina…

TE AMO!

Jonn Spektor

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Lobo do Mar - por Casé Uchôa

Nos portos que conheci
Deixei pedaços de mim
Lembranças que trago agora
Dos dias que já vivi

Verões que não voltam mais
Trovões que não mais ecoam
Saudades de cada cais
Gaivotas que já não voam

Espectros do que eu fui
Visitam-me a cada noite
Remorso que me possui
Carrasco com seu açoite

E o velho lobo do mar
Não resistiu à lembrança
E voltou a navegar
Alimentando a esperança
De encontrar pela frente
Trovão, raio, tempestade
Onda gigante, naufrágio…
A morte é melhor que a saudade.

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Saudade - por Alba Vieira

Saudade é como um grito, é um gemido no meio da noite.
Saudade é um lastro, é pingo de sangue deixado no chão.
Saudade é ir morrendo devagar como o sentimento de amor que vai apagando na distância.
Ou não.

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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Onde Anda Você? - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Não te procuro mais,
Não telefono mais para ti
Não mando mais e-mails
Para quê? Você não atende
Não responde
Não manda notícias

Prefiro imaginar que estás
Morto
E assim sofrer como viúva
Que sou deste nosso amor
Difícil acreditar
Que não queres mais me ver
Me ouvir
Nem no skype
Sem câmera
Ou no MSN
Digitando

Não quero crer
Que aquele amor imenso
Aquele amor tão louco
Que nos fazia perder noites de sono
Na internet da vida
Tenha desmoronado
Que você tenha dado
Um delete na minha imagem
Que tenha me colocado
No arquivo morto
Da tua vida

Assim prefiro crer
Que estás morto
Pois se vivo estivesses
Com certeza... Virias correndo
Para meus braços



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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Saudade - por InEx TrEe FaLLs


Fecho a porta secreta
Indecisa
Querendo ficar
 
Instigo contendas
Falo palavrão
Crio personagens
 
Já não me reconheço
 
Escrevo para me encontrar
 
Me escondo por trás das palavras
E vivo querendo um sentido
 
Se a música acabou
Se a Alba viajou
Não sei
Sei que o silêncio
É vento que sopra
Sibilante
Querendo falar
 
Na verdade nunca houve duelo
A ideia do Blog é poética
Nos intiga exercicio e leitura
Tornando pública
Todas as linhas
Que nos direciona
 
Desafiemos vocábulos
Com questionamentos
Arte e senso crítico
 
Que 2013 seja uma ano
De muitas inspirações

 

sábado, 11 de agosto de 2012

Vazio - por Alba Vieira

A casa agora completamente vazia.
Reina o absoluto silêncio
Naquela moradia antes tão ruidosa.
Foram-se os móveis, os enfeites, as flores.
Os tapetes foram levados deixando nu o chão.
Não mais esvoaçam as cortinas.
Não há música nem vozes humanas.
E este silêncio berra nos meus ouvidos a dor.
A dor de um tempo perdido,
Tempo que não volta mais.
Dias e dias felizes
Com fatos importantes ou coisas banais.
A morte levou o pai, a avó e a mãe também.
Dissolveu-se a família e os anjos disseram amém.
Ficou somente a lembrança de tudo.
O coração abarrotado de recordações,
Tão cheio que inunda de pranto
As faces que contemplam a nova visão
Daquela que abrigou três lindas gerações,
Que viu crescer os filhos e netos.
E hoje, quando se foram para sempre,
É apenas uma casa vazia, repleta de emoções.
O silêncio traduz a perda, ficou no lugar das canções
Que se ouviam por ali naqueles tempos bons.
Hoje, só o amor nos permite enxergar o que havia lá,
Já que, pros olhos da alma, não há tempo nem lugar.



Visitem Alba Vieira.......
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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Fortes Pétalas Também Caem - por Yuri

Eu posso ir para o caminho esquerdo, que é onde você não se encontra.
Eu posso mesmo me sentir sozinho, quando estou rodeado por todos os meus amigos porque me falta algo, me falta você.
Você se lembra da nossa primeira vez? E da segunda? Terceira... não foram muitas.
Eu te dei meu cordão da sorte pra você ver que eu voltaria e para você ficar protegido enquanto eu estivesse fora. E quando eu chego de fininho, esta lá você beijando o cordão e pensando... pensando...
Eu fico parado olhando você pensar... pensar... Pensar em mim. Nos beijamos loucamente.
Nos damos as mãos e mostramos pro mundo o que são duas pessoas felizes e com amor.
Você segurou meu rosto, olhou dentro dos meus olhos... e eu pude sentir em meu coração que você estava dizendo a verdade... você vai voltar... Você vai voltar e ficar.
Lábios doces como o mel, em uma medida equilibrada de sal e açúcar.
Você está me enlouquecendo... minha pele esquenta e esfria... eu não consigo sair do meu quarto e parar de pensar como seria se você estivesse do meu lado... Mas você não está.
Eu tinha você dentro de meus braços, você sempre estava à minha volta e eu tinha dúvida de quando você fosse se isso me tornaria mais forte ou me faria cair mais rápido.
As coisas acontecem rápido... mas eu queria que você me tocasse o mais lentamente possível.
Tornaria tudo diferente, eu nunca quero deixar você ir. Seu sorriso me encanta e eu sinto tanto sua falta, você mora em meus sonhos, dizendo a cada dia que está mais perto de voltar.
Você deve estar em um lugar melhor. Com uma cor diferente... Alguém te prendeu? Você nunca chega.
Você não pode sentir o que eu sinto e deve ser por isso que não está aqui.
Se sentisse, aposto que você viria correndo, não é? Me diga que viria...
Se isso for um final, eu não quero que seja assim. É como conhecer o melhor do céu falar que ele é só seu. E depois tirarem seu céu, seu chão, aquele equilíbrio.
O que era só seu por nada, por você mesmo. No final está você em si mesmo. Perdendo a memória...
Ele perdeu a memória.
Eu só queria poder dar um sorriso feliz assim... normal... simples... sem pensar que no inverno você poderia me aquecer e no verão me secar com seus lábios.
Flores que cantam junto com os passos da vida, você está ficando para trás.
Eu, em nenhum momento, corri ou quis isso. Mas todos nós sabemos que podemos voar. Voar para longe.
E nesse momento eu tive a certeza: você esta perdendo... perdendo... toda sua memória e sabedoria.
 
Visitem Yuri
 

sábado, 14 de abril de 2012

(Sem Título) - por Poty


Saudade sentirá porque a presença é marcante e a ausência só reforça tal carinho saudade não mata faz pensar em alguém e este alguém se torna tão presente que escapa de meus pensamentos.
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Poty – 15/12/2011
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Corações Separados - por Poty


A saudade aumenta,

A distância diminui,

O coração acelera,

A vida consome...

A imaginação vai longe

E como vai a busca do impossível, do proibido...

... O pensar voa...

Olhar atento

As vezes à toa...

Ainda mais quando está friozinho,

Uma garoa fina a bater na janela,

O coração acelera e pensamentos voam...

Vou seguindo sem você,

Mas acelera os compassos das batidas que fazem pensar na distancia e também no quanto seriamos felizes perto...

Juntando os dois corações num só coração.
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Poty – 04/03/2010
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Saudades - por Renata Zonatto

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Eu aqui, morrendo de saudades.
Você aí.

Eu aqui, com vontade de beijar sua boca.
Você aí.

Eu aqui, louca pelo seu corpo.
Você aí.

Eu aqui, sentindo vontade de estar aí.
Você aqui!
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sábado, 15 de janeiro de 2011

Vamos Fugir 72 Segundos de Volta à Nossa Infância? - por Izabel Sadalla Grispino

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“Saudade eu tenho da candura, da lealdade,
Do sentimento elevado que se via,
Saudade das mãos dadas, da sobriedade,
Do andar calmo que o mundo nos oferecia!...”
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Aprecie o resto desta bela poesia em um vídeo de 72 segundos: Refúgio para o Mundo Infantil.
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O Amigo - por ZzipperR

Hoje, uma recordação me deixou aflito e com sensação de injustiça de Deus.
Por quê?! Estes pensamentos resolveram rodar a minha cabeça. Não caí num baixo astral porque éramos muito amigos e só recordações boas rodavam o meu coração. Tudo aquilo me deixou agoniado e depois de muita reflexão resolvi falar com Deus. Cheguei sem marcar hora, pois ainda não era a minha vez.
Não sei como, mas cheguei lá! Um tapete de nuvens só transmitia paz, nele passei por um ambiente vazio onde não havia ninguém para me receber. Tudo ali parecia tão vazio que pensei não existir, até escutar uma voz, muito calma, que parecia tão distante.

- Por que não se conforma? Tantos anos se passaram. Você não poderia estar aqui!

- Senhor! Por que separou nossos destinos tão cedo? Nós éramos tão jovens e eu tenho muita saudade dele.
- Hoje eu estou triste! Sentindo que ele está precisando de mim.
- Eu queria vê-lo de novo. Nem sei o que eu falaria, mas eu tenho certeza que seriam momentos felizes e inesquecíveis. Talvez falássemos da escola, dos jogos de futebol na USP e talvez não falássemos nada e deixássemos os corações conversarem.
- Desde sua partida, ainda sinto um vazio no peito e ouço canções marcantes em nossa vida, confesso que elas não me deixam triste e sim confortam o meu sofrimento.
- Senhor! Por quê? Ajude-me a entender.
- Dizer que as pessoas são substituíveis é uma grande mentira. Ninguém substitui um grande amigo. Quando se vai, ele leva um pedaço de nós que jamais será reposto.
- Hoje eu sinto que ele está precisando de mim. Como eu posso ajudá-lo?

- Vá embora! Você já fez a sua parte.

- Senhor! Deixa-me vê-lo só mais uma vez?

- Não pode! Todos têm sua vez e a sua não chegou.

Tentei insistir novamente, mas a voz não saía.
Com um sentimento de ter fracassado comecei a sair. Enquanto saía, senti que alguém estava do meu lado, me consolando e aliviando minha dor.
Acho que era ele. Aquilo me deu a certeza de que a verdadeira amizade é eterna.
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Homenagem ao meu grande amigo “Osmar” do qual eu tenho muita saudade.

Zip...Zip...zip...ZzipperR

Coisa de amigo pra amigo, talvez seja até difícil de entender.
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Visitem ZziperR
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domingo, 26 de dezembro de 2010

Saudade - por Ana

Porque o dia é sábado
as palavras escritas são necessárias e piedosas.

Porque não é segunda,
os sorrisos de amor se guardam no antes e depois.

Porque não é terça,
não há esperança de que o minuto seguinte
seja de carinho francamente compartilhado.

Porque não é quarta,
desvela-se o segredo de cada segundo
e encontra-se uma pesada e negra saudade.

Porque não é quinta,
caminha-se, inexoravelmente,
por sobre um abismo perigoso de silêncio.

Porque não é sexta,
enorme teia me envolve em asfixia
com seus fios de solidão cortante.

Porque amanhã é domingo eu te espero,
lembrando que há milhares de dias vivo um sábado sem fim.
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domingo, 7 de novembro de 2010

Saudade. - por Thiago de Sá

.....Sabe aqueles dias em que tudo lembra alguém? Pois é. Hoje foi assim. Meus olhos e meu pensamento te buscavam em todos os cantos da casa, em toda capa, em toda cena que podia vivenciar. Bateu no coração e encontrou as lembranças, passeando pelo jardim que seu amor cultivou aqui. Encontrei a árvore mais frutuosa e vi que ela precisava ser alimentada. Precisava hoje ouvir a tua voz.
.....E como tudo conspira a nosso favor, o telefone tocou e mais um fruto nasceu. O fruto daquele momento brilhou nos meus olhos, e pelo som da sua voz, ele te fez presente ao meu lado.
.....Como foram agradáveis os momentos de silêncio após a sua ligação. Tudo o que desejo ter ao seu lado fazia novamente sentido pleno! E nele nascem planos, nasce mais amor. Desejo o que ainda não conheço, e sei que de você virá com um sabor doce de mel. Mel da nossa árvore.
.....Segura na minha mão e vamos juntos passear no jardim da nossa vida, colher os melhores frutos e limpar ele de tudo o que não é bom para nós. Um dia como esse é mágico! Faz de nós a poesia que quero presentear o mundo todo. Amo você!
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segunda-feira, 29 de março de 2010

Cascatas Incandescentes - por Ana

Quantos passos dados sem você!…
Quantas lágrimas choraram saudade solitária, voltadas para a parede que testemunhava meu entristecer se transformando em dor e angústia.
Quanto me culpei por ter errado, por ter deixado ir, por ter calado, por não ter fechado as mãos nas suas dizendo fique porque de você preciso.
Quantas palavras imaginei que explicavam, amavam, acariciavam, pediam, acompanhadas da reafirmação de meu amor.
Quantos abraços em sua lembrança tão viva.
Quantos beijos senti novamente em meio a um enorme vazio que antes era preenchido por seus carinhos.
Quantos anos chamei seu nome baixinho, com o olhar voltado para a direção de seus dias.
Quantas noites sonhei você a meu lado, buscando a paz que havia perdido.
Quanto minha alma se estranhou, partida, solitária, muda, dissociada, aleatória, infeliz, opaca, aprendendo que viver somente é cumprir o tempo se está distante de você.


Inspirado na pintura Cascatas Incandescentes, de Alba Vieira.
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

See You Again - por Yuri

Te ver novamente

como podemos decifrar simplesmente o poder ruim de olhar e ver que a plantação do outro é melhor que a nossa?
queremos nos esconder a nos redimir a dizer ‘que lindo!’
mas meus lábios secam mais a cada dia que passa
eu não sei se você vai voltar e gostar do meu mundo como antes
em qualquer dia desses com um sol bem claro
eu quero te ver de novo sem culpa alguma de que te fiz mal e de que ainda há feridas em você
pode ser amanha já? de manhã, bem longe de qualquer pessoa que possa nos atrapalhar
quero sentir frio ao seu lado, para você perceber e me dar seu casaco de novo, me aquecendo com seu cheiro e o calor do teu corpo
quero dormir do seu lado todos os meus dias e ser seu, só seu... namorado
posso te ver amanhã?
naquela noite tentava arrumar uma estratégia para que nos beijássemos
mas você já estava com seu jogo todo pronto e como sempre me surpreendendo a cada segunda, cada dia que passava
quero passar uma madruga louca e quente com você novamente... assim... qualquer dia desses
posso te ver amanhã?
quero ser seu namorado, só seu
quero ser seu calor e você o meu, nos unir em um só corpo
não ser somente um amorzinho de verão
quero ser o fôlego que te faz enlouquecer
quero ser o ar que equilibra você, o oxigênio que te faz viver
já posso te ver amanhã?
serei só seu
está frio agora! cadê você?
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.Visitem Yuri
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