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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Silêncio com Raiva - por Poty





Vou acatar teu silêncio
Porque teu ímpeto fala mais

Teu silêncio aguenta mais
Sei que nele contém certeza
Também incerteza

Nele há tanta raiva
Tem indigesta feição

Penso nele como se fosse palavras ásperas
 Vem como açoite
Dói sobre meu corpo
Corta e tenho lavado com água e sal para cicatrizar

Ele é inquietante
Bate
Rebate
É como uma surra
Vem forte sobre mim
E deixa marca sem gritar
É o silêncio que toca mais
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Poty – 13/12/2012
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quinta-feira, 18 de março de 2010

José Régio e o “Poema do Silêncio” - Citado por Penélope Charmosa

Sim, foi por mim que gritei.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Cego de angústia e de revolta.

Foi em meu nome que fiz,
A carvão, a sangue, a giz,
Sátiras e epigramas nas paredes
Que não vi serem necessárias e vós vedes.

Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!

Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,
Eis a razão das épi-tragicômicas empresas
Que, sem rumo,
Levantei com sarcasmo, sonho, fumo...

O que buscava
Era, como qualquer, ter o que desejava.
Febres de Mais. Ânsias de Altura e Abismo,
Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.

Que só por me ser vedado
Sair deste meu ser formal e condenado,
Erigi contra os céus o meu imenso Engano
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!

Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés, abro o meu seio
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.

Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!

Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!
(Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição...)
Senhor dá-me o poder de estar calado,
Quieto, maniatado, iluminado.

Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu me não mova! que eu não fale!

Ah! também sei que, trabalhando só por mim,
Era por um de nós. E assim,
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
Lutava um homem pela humanidade.

Mas o meu sonho megalômano é maior
Do que a própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista...

Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros
Me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros,
E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á,
E sobre mim de novo descerá...

Sim, descerá da tua mão compadecida,
Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida.
E uma terra sem flor e uma pedra sem nome
Saciarão a minha fome.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Quando o Silêncio se Transforma no Maior dos Males - por Esther Rogessi

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Lo más atroz de las cosas malas de la gente mala es el silencio de la gente buena.(Gandhi)
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.Há homens que foram eternizados por seus atos. Contínuos ou momentâneos. Homens exteriormente frágeis, porém trazendo em si uma fortaleza ímpar; quase sempre silenciosos, porém dotados de sabedoria - filha do silêncio, da observância, oração e meditação! Enganosamente, alguns confundem o silêncio com fraqueza, porém, o seu poder é incontestável - é uma arma poderosa, precisa e avassaladora. O silente não é mudo, passivo e/ou subjugado, ele é preciso! É verdadeiro; exímio estrategista. O falante se perde na oratória - muitas promessas e pouca ação - aliás, falar não combina com agir. A máxima do poder está na quietude. “A ação de um ato é o clímax decorrente dos preâmbulos silentes.
O maior dos homens - Jesus Cristo - era comedido nas palavras. No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente (Provérbios 10.19).
A natureza, Sua criação, é exemplo para tantos quantos, silentes, a observam. A luz e o ar, mesmo que tênues e silenciosos, penetram profundo; a vida terrestre é dependente do silencioso e invisível oxigênio. Há poder no silêncio, lembro-me do poder existente nos olhares dos meus pais... que poder de liderança existia neles!... Quem de nós - seus filhos - se atreveria a desobedecê-los?
“O verdadeiro poder está na ação silenciosa de uma determinação!” Deus, o Poder Supremo; Incontestável Existência; Silente e Invisível a ponto de - por muitos - ser desacreditado por assim ser... Silenciosamente rege o mundo, determinado no cumprimento de Suas Leis, faz-se ouvir no momento preciso pelos que as desobedecem.
Ele, o maior pacificador que a história registrou. Por isso é o Príncipe da Paz! “Pacificador não é o ser passivo, submisso, inerte e/ou apático. Porém, é o que usa de todas as armas, geradas através do ‘poder do silêncio’, até o momento máximo, quando, enfim, se faz necessário ser ouvido!” O homem, obra de Seu poder, é gerado em silêncio, até o momento da ação final: o nascimento.
*O termo pacificador no grego literalmente quer dizer: O que promove a paz; fazedores da paz; os que trabalham pela paz; o que é determinado em promover a PAZ. Sabemos, porém, que a concretização desse ideal, por muitas vezes, origina guerras.

Gandhi usou as armas do silêncio, não da indolência. Agiu, usou a palavra no momento oportuno, se fez sacrifício vivo - em forma de jejuns e orações - por muitas vezes sofreu prisões, lutou pelos direitos dos hindus, pregou a não violência como arma poderosa, organizou uma greve em 1922 pela queda de impostos, causa nobre e meios nobres de lutar, porém o povo se levantou em fúria e depredou patrimônios públicos, Gandhi se confessa ‘culpado’ e é preso. Em 1930 viaja a Londres, Inglaterra, para negociar a independência da Índia, em vão. Em 1947, a Índia se torna independente. E o fanatismo dos hindus e mulçumanos os levarou a uma batalha sangrenta, resultando em milhares de cadáveres pelas ruas. Os mulçumanos reivindicam um Estado independente, o Paquistão.
Em busca pela paz, Gandhi aceita a divisão da Índia, com o fim de evitar mais derramamento de sangue entre hindus e mulçumanos, e atrai para si o ódio dos nacionalistas hindus. Usa suas armas silenciosas: o jejum e a oração. Consegue o que nenhum político conseguira. Porém, aos trinta dias do mês de janeiro do ano de 1948, aos 78 anos de idade, é assassinado por um hindu.
A causa é pacífica - a injustiça social, em suas múltiplas formas, é oriunda da ganância e do abuso de poder; toda a forma de maus-tratos aos seres vivos quer sejam homens, animais e/ou a natureza -, os meios são pacíficos, a reação opositora é que conduz o homem à guerra.
Certa vez, falei que Jesus foi o maior político da história. E logo alguém fez à pergunta esperada:
– Por que político?
Respondi-lhe:
Porque o seu compromisso maior foi com a vida – do Seu próximo – e com a verdade. Esses são os requisitos para a formação do caráter de um verdadeiro líder.

Lembrei-me de uma frase célebre:
“Minha devoção à verdade empurrou-me para a política; e posso dizer, sem a mínima hesitação, e também com toda a humildade que não entendem nada de religião aqueles que afirmam que ela nada tem a ver com a política.” (Gandhi)
O pacificador é um político em potencial. Os que ora se nos apresentam são degenerações da boa raiz: politicagens de politiqueiros, jamais políticos e ainda menos política.
“Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra.” (Mt 5.4) “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.” (Mt 5.9)
Mansos são todos quantos lutam pela paz! De outra forma, nenhumas terras teriam por herdade nenhum legado, nem mesmo a “liberdade” – os maus, os roubadores, certamente não abririam mão delas. Este fazedor de paz, o pacificador, deve ser ativo, é preciso fazer algo. Não sejamos apenas pacifistas, mantenedores da paz, porém pacificadores, fazedores da paz.
O pacificador tem por pátria o mundo.
O amor é a sua máxima. E o seu próximo nem sempre é o mais próximo, porém é todo aquele do qual se tem conhecimento em injustiça; sua causa é toda a que foge ao amor e ao respeito, intencionando a promoção da paz. Todas as nações, todos os povos são de sua total responsabilidade.
Assim, como o senhor de um lar o é de fato e a ninguém deve satisfação quanto ao andamento desse - desde que comungue com as leis e estatutos vigentes, abrindo exceção quanto a toda ação marginalizada, mesmo que dentro do espaço declarado e legalmente seu - desta mesma forma o ‘pacificador’ tem direito de denunciar todas as ações más dos homens maus, quer seja onde for. Com o intuito de fazer o bem e promover a paz, sem que com isso seja taxado de antiético!

O SILÊNCIO DOS HOMENS BONS É MAIS ATROZ DO QUE TODO O MAL QUE OS HOMENS MAUS POSSAM COMETER! (Gandhi)

É segundo a verdade ora expressa através desse pensamento Gandhista, porém coerente com a verdade bíblica: “Abre a tua boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham em desolação.” (Pv 31:8) Que me pronuncio no tocante aos horrores existentes em nações longínquas, tais quais China (com sua matança de meninas) e a Índia, do pacificador Gandhi, onde a mulher é tratada como um ser inferior em pleno século XXI. Onde impera o aborto seletivo. Fetos do sexo feminino são selecionados e condenados à morte. E quando chegam a nascer são mortas por afogamento produzido conscientemente pelos próprios pais... Assista ao filme e/ou vídeo Matruboomi.
As fotos e/ou vídeos são deveras chocantes, chegam a agredir a nossa paz interior; a ferir nossas retinas, porém são chaves para o despertar de que nem tudo são flores e/ou amores. Há injustiças, horrores, ultrajes e abominações à espera da denúncia dos “bons” estruturadores e pacificadores através das letras...
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O MAIS HORRENDO DE TODOS OS CRIMES: A PEDOFILIA A MAIOR AGRESSÃO AO INOCENTE E AO INDEFESO!
A criança é a esperança mundial para dias melhores.
Instrui às crianças e não será preciso punir os homens.” (Pitágoras)
É fato que toda transgressão atrai uma punição. É lei divina, universal e natural, visto que a própria natureza reage diante da usurpação e/ou degradação aos seus limites, em uma demonstração clara e precisa de que as leis existem para que as obedeçamos, do contrário, não serão leis. Estas são implacáveis em sua justiça. Não fazem acepção e os que a elas não se moldarem estarão fora-da-lei e nessa condição marginalizados.
Na nossa nação, Brasil, há quase que impunidade sobre crimes, que estarrecem-nos. A horrenda PEDOFILIA é um deles. Sabemos que recentemente um dito JUIZ - não de futebol, porém, executor das leis -, pedófilo, recebeu por sentença, a aposentadoria - quantos trabalham toda a vida honestamente, sem que possa usufruir desse direito? - para que pudesse aplicar mais tempo à prática do mal?...
Quantos homens bons estão a praticar o maior dos males, mais atroz do que os praticados pelos homens maus... O SILÊNCIO!!! (Paráfrase da frase de Gandhi).

Sejamos pacificadores e não espectadores. Promovamos a paz!
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Mahatma Gandhi.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

madruga - Citado por Violeta

Invadindo o silêncio de mim mesmo
escuto o som infinito de meus sentimentos
e perco-me na subtileza de cada afecto
que recebo ou distribuo...
Encontro sorrisos
que se eternizaram
nos olhos da minha alma
e lágrimas que lavaram
os dissabores do caminho...
Busco formas e cores
e encontro pessoas que
criaram raízes em mim
porque foram plantadas
no meu EU mais profundo...
Vejo luzes:
O brilho de um luar de prata,
e de estrelas incontáveis
e um raio de sol que ilumina
cada amanhecer da minha vida.



Visitem madruga
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O Silêncio de Deus - por Esther Rogessi

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Em sua visita a Auschwitz, o papa Bento XVI mostrou bastante desconforto ao lembrar de todo massacre sofrido pelos judeus, chegou a dar voz ao seu pensamento e disse: “Por que Deus calou diante de tamanho mal?”

Houve o silêncio de Deus durante a 2ª Guerra Mundial, quando os ustasha (croatas católicos) e os chetniks (sérvios ortodoxos) lutaram entre si e trucidaram suas populações civis...

Em nome de Deus?

Deus calou quando uma grande parte dos mulçumanos do vale do Drina foram dizimados, em um massacre étnico, em Goradze, na Bósnia; calou-se em Ruanda; na América, durante os massacres sofridos pelos povos indígenas; cala-se hoje no Sudão, onde vemos povos de etnias diferentes lutando entre si, em nome de quem?

Em nome de Deus?
Certamente que não!

No evangelho de São João está escrito:
“Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar pensará que está a fazer um serviço a Deus. E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim.” (Jo 16:2-3)

Por que questionar o silêncio de Deus perante as catástrofes causadas pela ganância, incredulidade e falta de amor do ser humano?
Ou ainda, por que fazer guerra, em nome do Príncipe da Paz?
Por que procurar culpar a Deus dos nossos próprios erros?

Comumente o homem não o quer ouvir! Faz pouco caso Dele! Porém, diante dos horrores por eles mesmos causados, culpam a quem não querem ouvir-Lhe a voz... E ainda questionam o seu silêncio!
Quando Jesus foi levado a Pôncio Pilatos, quando este tentou persuadir os judeus a não crucificarem Cristo - em vão, pois a multidão enfurecida queria o Seu sangue-, responderam a Pilatos: “O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos” (Mt 27:25).

Eles mesmos amaldiçoaram os seus filhos e a sua posteridade. A Nossa palavra tem poder. Na nossa boca está um instrumento que tem o poder da vida e da morte.

De que se queixa o homem vivente? “Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.” (Lm 3:39)

Tudo foi falado, tudo foi dito, resta-nos seguir ou não, sofrermos as consequências dos nossos atos ou gozarmos os frutos da obediência e do temor a Deus. Há um livre-arbítrio para se seguir, é questão de escolhas... Com ou sem Cristo, porém, de acordo com nossas escolhas, sejamos homens bastante para reconhecermos que Deus nada tem a ver com o que decidirmos.
Ele ditou as regras... E estas estão às nossas mãos.

Desde o início de tudo, o homem costuma repassar as suas responsabilidades no tocante aos seus erros. No acerto o mérito é próprio, porém dificilmente se assumem os próprios erros.
Começou por Adão, o primeiro homem que Deus instituiu como Seu povo, feito para Sua Glória e Louvor e Eva... Sua adjuntora. Quando esta cedeu à tentação e quis compartilhá-la com Adão, vindo este a ceder, quando o Senhor Deus o inqueriu sobre tal fato, ele, simplesmente, colocou a culpa em Eva: Foi a mulher que tu me deste...
A verdade é que, comumente, caímos por nossa própria opção, livre escolha.

Portanto, que deixemos de questionar Deus e procuremos conhecer a Sua vontade, para que tenhamos vida e vida em abundância.

Muitos são os medos que habitam no coração do homem, porém, se temos que temer alguma coisa, que temamos não conhecer a Deus.



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quinta-feira, 23 de abril de 2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

Impulso - por Kbçapoeta

Mesmo que o tempo seja escasso,
Não vou deixar de dizer
A palavra que na boca
faltava.
No momento decisivo,
Atitude impensada,
Quando deveria ficar estático.
As palavras infelizes que proferi,
Em momentos em que tudo
o que é necessário
é o silêncio.
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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Silêncio

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sábado, 31 de janeiro de 2009

Silêncio - por Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali

No meu silêncio,
Te digo tudo o que tenho vontade.

No meu falar,
Debocho de verdades mudas.

Adoro ouvir você falar,
Mas o que cala a tua voz,
Eu sei e me dói.
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Silêncio - por Passa-Tempo

Acordei pensando em não acordar,
Vivendo uma última vez para amar,
Mas não consigo pensar,
Porque todos a minha volta não falam,
Nenhuma palavra para eu me enxergar,
Na escuridão que me faz errar,
Sinto-me vazio,
Sinto-me oco,
Não sei porquê,
Mas estou morto.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Silêncio - por Casé Uchôa

Nada fala mais alto que o silêncio
Nada nos diz mais claro que o não dizer
Se é pra falar, falemos
Se é pra gritar, fiquemos mudos
Quem da vida bem conhece vai nos entender

Falar é importante, calar é soberano
O infinito, apenas o silêncio traduz
Feito faca cortante, o grito dilacera
O som do nada é bálsamo que a dor reduz

Silêncio pra pensar, pra se dizer que ama
E para contemplar a imensidão do céu
Olhar o pôr-do-sol com um silêncio n’alma
Silêncio que acalma

Uma pedra preciosa no caminho
O silêncio é uma flor sem o espinho



Inspirado em Sensibilidade, de Érica Amorim.
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