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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 15 de agosto de 2009

Prá Gio II - por Ana

Como Gio pediu arrego (é verdade!)
Ao final do último verso amigável,
Proponho desafio novo (que maldade!)
Ao qual ele pode responder: “Desagradável...”:
Como criamos também coisas independentes,
Imagino que as possamos aproveitar,
Deixando as agressões noutras vertentes.
Assim é modo novo de duelar.
Declaro, desta forma, minha intenção,
Enquanto plagio seu acróstico, pós-rendição.



Inspirado em As Nossas Palavras XVI: Acróstico I, de Gio.
Referência a Aos Guerreiros, o Descanso!, de Gio.
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Ponto de Vista a Dois - por Gio

(Paródia de “Pontos de Vista / 2”, de Eduardo Galeano)



Do ponto de vista do Duelista do Sul, o destino da Duelista do Norte é o inferno.

Do ponto de vista de uma minhoca, uma luta com a Duelista do Norte é vitória certa.

Onde os Samurais veem um plágio, os Monges não entenderam nada (Quem começou com as paródias?).

Do ponto de vista de Hipócrates, Galeno, Maimônides e Paracelso, nome bonito era “Platão” mesmo, o único que (quase) se escapava.

Do ponto de vista de seus vizinhos no Duelos, a Ana, que ostentava o título de “osso duro de roer”, e bradava aos quatro ventos que nunca gritou um “ai”, era uma mulher admirável:

- A Ana nunca tem medo - diziam.

Ela não dizia nada. Medo ela tinha, o que não tinha era argumento.
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Visitem Gio
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Selo do Mundo Darkness - Recebido de Dan

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O Duelos Literários, honradíssimo, recebeu mais um selo.
Desta vez, foi o selo Vale a pena acompanhar este blog!, das mãos do nosso amigo Dan.
Hoje o selo é publicado aqui, com um enorme agradecimento ao nosso autor que, efetivamente,
fez por merecê-lo, pois possui um blog extremamente criativo,
no qual podemos encontrar um Pouco de Tudo.
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Devo responder a algumas perguntas:
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Por que resolveu criar um blog?
Tudo começou porque minha sobrinha precisava treinar redação para o vestibular e não estava muito motivada para isso. Propus então a ela que escolhêssemos temas, escrevêssemos sobre eles e depois veríamos como podíamos ter ideias diferentes a respeito de cada um. A falta de motivação permaneceu. Então resolvi criar um blog para que fizéssemos isso pela internet, de forma independente. Surgiu o Duelos Literários. Pessoas conhecidas tomaram conhecimento do blog, começaram a participar e passaram a divulgá-lo. Os acessos foram aumentando, eu passei a divulgá-lo também e ele se tornou o que é hoje, graças à maravilhosa participação de todos vocês. A minha sobrinha? Até hoje não escreveu uma linha.
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O que te dá mais prazer blogar?
Obviamente, estes textos maravilhosos que me são enviados.
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Qual o assunto que você mais gosta de postar?
Todos os assuntos que me chegam.
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Por que escolheu esse nome para o blog?
Escolhi Duelos Literários porque a ideia principal era evidenciar as diferentes formas de abordagens dos mais variados temas e, de forma metafórica, visões muito diferentes poderiam parecer um duelo. Além do que considerei este nome significativo e sonoro.
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Você costuma visitar outros blogs?
Diariamente. Visito não só os blogs de todas as pessoas que tiveram textos publicados naquele dia, como outros blogs que considero interessantes e que surgem no caminho destas minhas visitas.
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Creio que devo indicar seis blogs. Aqui estão:
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DAS
Você, como eu, acha que se conhece um pouco das pessoas sabendo o que elas veem, ouvem ou leem?
Então entra aqui...
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DUANNY
Surteei!
Sou só alguém cujas letras envenenam as mais puras almas, alguém que vive em uma ilusão solitária de um mundo patético. Sou assim, falo alto e falo a verdade, e me esqueço de me preocupar com o que pensam disso tudo.
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LEANDRO M. DE OLIVEIRA
Soturna Primavera
Blog em que Leandro publica seus magníficos textos e poesias.
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MANHOSA
Manhosa LobaVirtual
Aqui não tem palco... Quem manda é o coração... Só se fala a verdade...
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MARI AMORIM
Mari Amorim Brincando com a Rima
“Na luta contra a Realidade, o homem tem apenas uma arma: a imaginação.” (Theophile Gautier)
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MELLON
Friday, I’m in Love
Blog em que Mellon registra suas vivências e visão da vida.
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Parece que as regras são estas:
1. Postar o selo.
2. Colocar no seu post o nome do blog que te indicou ao prêmio (no caso aqui: Duelos Literários, de shintoni).
3. Escrever uma mensagem de agradecimento ao blogueiro que te indicou.
4. Abaixo do selo responder às perguntas.
5. Indicar 6 blogs para receberem o selo.
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As Nossas Palavras XVII - por Gio

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Desde que o homus modernus ficou preguiçoso, deveríamos ter passado a usar o trampolim para nos atirarmos no sofá.



Visitem Gio
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Incompetência: Regra ou Exceção? - por Alba Vieira

Estou assustada com o que venho observando há alguns anos: a hegemonia da incompetência. E o que é mais grave é que ela é vista como natural. O incompetente de hoje se apresenta de cara lavada, nem tem o cuidado de disfarçar. Aliás, nem é preciso, porque como ultimamente o despreparo grassa, ele certamente estará protegido entre iguais.
Com todos os prejuízos advindos dessa situação para aqueles que trabalham, estudam e se apresentam na vida de forma satisfatória, com o mínimo da competência necessária para atuarem no setor em que exercem suas atividades, é importante que se chame atenção para este fenômeno que domina nosso país.
Em vários locais podemos identificar esta espécie de mal com certa facilidade, seja nas escolas, empresas privadas, estabelecimentos públicos (aí então é facílimo) etc. E o que dizer quando as empresas terceirizam seus serviços e acabamos recebendo em nossas casas pessoas quase completamente despreparadas para executar serviços oferecidos pelo contratado, mas que só têm prática numa ínfima parte do mecanismo. E o que vemos é um atendimento de péssima qualidade, com defeitos frequentes, já que a base não é consertada, resolvendo o técnico apenas o defeito do momento. E se as visitas se sucedem, a cada vez com um funcionário diferente, se perguntamos a algum deles o que está acontecendo com aquele sistema, ele descaradamente nos fala que não faz a menor ideia, que fez a parte dele e sobre o resto não tem responsabilidade. Como é possível conviver com isto? E como as pessoas que trabalham em empresas assim (como as de telefonia e informática) conseguem exercer suas atividades dessa forma, tão compartimentada e aleatória? É o retrato da incompetência e nenhum deles se espanta se é questionado (e até se irrita com isso) e não quer mesmo ter a consciência daquilo em que se transformou o seu trabalho.
É fato incontestável que hoje, muita gente se habilita a prestar determinado serviço sem possuir as condições mínimas para tal, sem preparo técnico, intelectual ou prático. Como confiar nos serviços contratados? É evidente que qualquer profissional deve ter seu serviço avaliado e, se deixa a desejar, deve ser substituído. Mas, o que é grave em determinadas áreas é que não há escolha. Contam-se nos dedos os profissionais competentes.
Na minha área, infelizmente, o que se vê é a mesma situação. Os serviços de saúde prometem, mas na realidade, por trás dos bastidores, acontecem barbaridades. Sempre houve isso, é certo. Só que agora a frequência está calamitosa. E o pior é que se em determinado local há pessoas criteriosas, responsáveis, de boa formação profissional, essas é que agora são discriminadas, como se estivessem fora da realidade. O trabalho porco, o ir levando, o descompromisso virou a regra. É claro que há exceções, mas são a cada dia mais raras.
Entretanto, não podemos desanimar, porque o ponto crítico já chegou, já estamos no fundo do poço. Então, agora só resta subir. Aguardemos, pois, a reviravolta, esperançosos.



Visitem Alba Vieira
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Não Desvieis os Vossos Olhos - por Esther Rogessi

Muitas das vezes nos chocamos com textos, fatos e fotos que surgem à nossa frente. Saiba que a tela mais horrível de se ver é a que Deus assiste a cada segundo, sem desviar os seus olhos!... Como orar pelo que desconhecemos? Interceder verdadeiramente por algo que nos negamos a enxergar? Oração é a junção do orar e agir. Não desviemos a nossa atenção sobre fatos, que por mais que nos pareçam cruéis, são reais. Queremos privar os nossos olhos e corações de ver e conhecer a dura realidade que a vida oferece a muitos - no caso ora em questão, a pedofilia - e que, infelizmente a sociedade, o sistema fingem se importar, algumas das vezes... Porém, se a preocupação e o desejo de exterminar o mal existissem de fato, haveria determinação e competência no gerar e executar leis que fossem de encontro aos abusos e práticas pervertidas, tal qual, a “pedofilia”. Muitos não fazem ideia da tamanha crueldade existente no ato. A pedofilia é uma máquina de moer carne inocente e fraca! No início do mês, tivemos no nosso estado - Pernambuco - um caso de “abuso sexual” a um menor, no qual o padre Josean Dantas Rolim, 51 anos, foi flagrado e preso, no terminal integrado de passageiros do Recife, beijando um garoto de 14 anos de idade. O mesmo relatou que, por estar vestindo uma camisa de um time do qual o padre disse ser torcedor, o referido padre aproximou-se pedindo para tirar uma foto com o garoto. Em seguida, mandou que o garoto o acompanhasse ao banheiro – pensei que ele estivesse armado, disse o adolescente em depoimento à delegada Lúcia de Fátima Oliveira. O referido e dito religioso, em seu depoimento, confessou ter mostrado o seu genital ao menino, vindo, a seguir, beijar o garoto. O mais revoltante é que as autoridades eclesiásticas defenderam o dito cujo e, por defesa, foi alegado, por seu advogado, ser o mesmo portador de “problemas psicológicos”, não podendo responder pelos seus atos; assim sendo, foi transferido na noite do domingo para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP) em Itamaracá. Segundo os oficiais de plantão, o dito padre é de Petrópolis – Rio de Janeiro – e se encontra no Recife a passeio. Para o clero, Perversão moral se transvestiu de loucura... Com direito a imunização.



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Uma Abordagem Acerca da Angústia Humana à Luz de Kierkegaard (Para a Menina Triste) - por Leandro M. de Oliveira

De maneira geral, pode se dizer que na vida há três caminhos ou sendas que o indivíduo acaba escolhendo de maneira mais ou menos espontânea, de acordo com predileções particulares de cada qual; dentro dessas há uma série de subdivisões que serão descobertas a partir do sujeito em si. As três grandes vertentes são: a Estética, a ética e a religiosa.
A primeira diz respeito ao homem comprometido com o prazer da vida, com o gozo de cada momento, é a caricatura tradicional do assim chamado irresponsável, do playboy; já a vida no sentido ético, vem nos falar do tradicional pai de família, de um ser humano maquinalmente comprometido com as suas “obrigações”, trabalho, crença na sociedade etc.; a última concepção de agir, a ação religiosa, vem inevitavelmente de encontro ao sentimento de impotência do homem ante a vastidão do mundo, o indivíduo religioso é alguém essencialmente desacreditado, ele busca uma realidade sobrenatural, tentando conceber a origem e o motivo das coisas.
A grande questão, entretanto, não é ter conhecimento dos comportamentos, mas sim ter ciência do ponto de partida para a ocorrência desses estereótipos. É necessário entender, a priori de qualquer reflexão, que o homem antes de ser envolvido em todo o arcabouço de valores sociais, tradicionais ou não, é ele um ser livre por excelência. E uma vez que se defronta com a realidade (artificial) do senso comum, ele (o homem) se sente acuado, nessa condição de pasmo com o próprio “eu”, se vê entregue. Ora pela falta de autocrença, ora pela crença exacerbada em verdades alheias o ser se coloca em uma subcondição de não governo e cria fugas diversas, pela projeção de uma imagem de potência (ideal estético), pela projeção de uma imagem de retidão (ideal ético) ou pela justificação de si numa sofismática transcendente (ideal religioso), mas por mais escravo que esteja, por mais esquecido de si, no coração do homem, no recanto mais sombrio, existe um vulcão latente (a essência de cada um) que se não se permitir caminho para a vazão de sua lava quando chega a erupção ela será apenas o seu próprio produtor.
Homem se vê posto na linha de tiro entre o ser e o dever, a razão e o desejo, o teatro e a vida... É mister lembrar que só se vive uma vez e a vida é curta demais! Vença-se a si mesmo e depois disso não haverá mais adversários. Um velho mestre disse uma vez: “O HOMEM É UM DEUS ENFAIXADO!” Retirem-se as Faixas e busque-se a verdade de cada um.



PS: Dedicado a você que me confiou os seus segredos...
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Soren Kierkegaard.

Tim Kretschmer, o Atirador - por Ninguém Envolvente

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Todo o meu ódio não pode ser medido
Eu não serei afogado por seus atos incosequentes.
Agora você pode tentar me puxar para baixo
Me jogar no chão. Eu verei você gritando.
Porque você está tentando fazer graça comigo?
Você acha isso engraçado?
Que porra é essa que você acha que está fazendo comigo?
Eu quero te matar e te violentar da mesma maneira que você me violentou
Eu puxarei o gatilho
E você já era, já era, já era

.(Trecho da música “Thoughtless” da banda Korn,
que seria sobre um garoto que é sacaneado durante o período escolar e um dia se revolta.)
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Tim Kretschmer vítima ou vilão? Depende. Até que ponto pode-se suportar uma vida vazia e humilhações que vêm de todas as partes e de até mesmo pessoas que você admira?
Não é fácil lidar com o assombro de achar que não se sabe como viver e Tim estava assim, não sabia o motivo de estar aqui se a vida dele não era uma coisa que ele pudesse achar digna e ficou farto. Farto da felicidade alheia, farto de ser infeliz e farto deste sistema humano infeliz e hipócrita.
Mas teria ele o direito de romper a felicidade que os outros tinham? Porque Tim não canalizou seu ódio em algo produtivo como a música ou um esporte? Porque Tim não arrumou uma namorada para entender o que era amar e, por tabela, ser feliz? Ele pensou que não seria capaz.
A vida toda disseram que ele era um lixo e ele passou a se sentir como tal, ele foi vítima de uma sociedade que exclui pessoas intimistas, inteligentes e melhores que elas mesmas. Tim possuia um grande potencial e os outros sabiam, mas ninguém o deixava perceber o quanto ele era importante.
Nem todas as pessoas sabem lidar com a pressão de ser quem é.
Agora ele não passa de um NADA que matou mais de 15 pobres vidinhas felizes e nem sequer teve a chance de poder dizer o que ele sentia e o porquê tamanho ódio. O fato é que ele matou e está morto e nada vai mudar isto.
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(Post publicado, originalmente, em 14/03/2009.)
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Bruna Lombardi, “Como Se Fosse” - Citada por Penélope Charmosa

Nessa memória essa ela era eu
e não tinha luz de vela,
mas só muito depois (quantos anos?)
é que escureceu.

Foi então que eu soube de você menino
curto calção
e das histórias de assombração
que você aprendeu primeiro.

E eu te contava do medo
do escuro e do silêncio
que eu não perdi, acredite.

A gente ia pro moinho
escondido no meio do mato
e era você quem falava
você que tudo sabia
você que até já tinha
visto um javali

e era eu quem fugia dos bichos
e hoje continuo fugindo
de outros mais graves, mais feios
que me habitam.
E não há faca, espingarda
pedra ou caco de vidro
e nem grito nem veneno
que afugente essa ausência
ou que essa solidão tema.

E você era o valente
montava cavalo em pêlo
nadava na correnteza
desbravava mato cerrado
e de noite então, ia sozinho...

e me chamava gritando
do cimo do morro mais alto
.......e eu subindo devagar
.......(hoje eu desço)
desço à rua em movimento
e é sempre a mesma estúpida vertigem
fantasmas de pedestres em todos os sentidos
uma duplificância de ruídos demais
uma impressão de coisa já vivida
e é sempre o mesmo medo
de me expor, a mesma desproteção
sob a geometria caótica da rua.

E eu tentava imitar você
tentava tanto ser.
Mas você era dessas almas fortes
que circulavam livremente
e eu tentava... mas como?
de que jeito?
era como mudar a natureza
e a natureza já estava lá quando chegamos.

Com o facão de um só golpe
você cortava a cana
enquanto eu imaginava
num acidente tolo
o facão me desventrando
e tripas, sangue e cana misturados
com terra e roupa suja
e o meu chapéu de palha atirado longe
e o sol ardendo muito. O mesmo sol.

Depois você me ensinou a contar mentira
e eu fui aprendendo com grande habilidade
e desde então tenho me mentido muito.



In “No Ritmo Dessa Festa”.
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Nada - por Poty

Não dou nada
Não faço nada
Nada não faço
Não faz nada

Ando no nada,
Ando sem nada...
No nada eu fico

Nado no nada...
Nada nadando
Fico nadando

Fico sem nada
Não quero nada

O nada não é solução...
Nada é o vácuo sem animação.

Eu não tenho nada,
Mas o nada está em mim...

O nada toma conta de mim
De mim ele toma conta e me decepciona...

Vislumbro o nada no horizonte



Visitem Poty
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Bruna Lombardi, “Que Me Venha Esse Homem” - por Penélope Charmosa

Que me venha esse homem
depois de alguma chuva
que me prenda de tarde
em sua teia de veludo
que me fira com os olhos
e me penetre em tudo.

Que me venha esse homem
de músculos exatos
com um desejo agreste
com um cheiro de mato
que me prenda de noite
em sua rede de braços
que me perca em seus fios
de algas e sargaços.

Que me venha com força
com gosto de desbravar
que me faça de mata
pra percorrer devagar
que me faça de rio
pra se deixar naufragar.

Que me salve esse homem
com sua febre de fogo
que me prenda no espaço
de seu passo mais louco
Que me venha esse homem
Que me arranque do sono
Que me machuque um pouco.
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Aos Guerreiros, o Descanso! - por Gio

Depois de uns devaneios, ofensas e bordoadas
Depois do embate feio, de prensas e bofetadas
Proponho puxar o freio (pensas que é só porrada?)
E ponho na mesa a ceia, o bom-senso e as piadas

A Ana fez sua parte, trouxe Fandangos e amoras
Suco, torta de morango, chá com bolo nas sacolas
Flores, mousse de abacate, e versos escritos outrora
(Pois não há memória de ferro, nem tudo a gente decora!)

Esse bendito banquete nos caiu como uma luva
Para ficar completinho, falta só a Fanta Uva!
Ih, cuidado, ali perto é um formigueiro de saúvas
Querendo pegar nosso lanche, e não há sinal de chuva...

Como um sábio que calcula, trouxe os entorpecentes:
Jose Cuervo, Amarula, envelhecida aguardente,
Vinho do porto (com lula e fritas faria um banquete),
E um fardo sem álcool que pula às mãos dos menos resistentes

Repito, não vejo chuva, hoje é dia de sol!
Palpito, seja presente com cara de girassol
Solito, ali no canto, rasteja o caracol
É mito, imaginação, ou delírio de etanol...

Não via grama tão verde, desde que era pequeno
É dessas que não se vende, é pura sorte do terreno
Beleza que se compreende só com coração ingênuo
Colírio que mata até sede, deixa o dia mais ameno

Há a troca de presentes, como sempre, é de praxe
Traz-se algo de seu povo, que ao outro se encaixe
Trago rosas que, em outros pampas, duvido que ela ache
Levo em troca o livro da vida do inesquecível Musashi

Checam-se as armaduras, espadas e os cavalos
Renovam-se as ataduras, pomadas, tratam-se calos
E volta-se à aventura... Levado por um estalo,
Indago, na caradura: “Prolonga esse intervalo!”



Resposta a Ele Corta e Ela Lê, de Ana.
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Visitem Gio
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Duelochat - por Ana

Ontem aconteceu o duelo entre mim e Gio aqui no chat do Duelos. O duelo foi bom, eu acho (saberei ao certo quando o shintoni postar na íntegra).
Devo ser sincera e dizer que eu não estava muito em clima de golpes fatais, pois tinha lido o poema Parmegiana do Gio (que fala de nosso duelo e é todo rimado em “ana” e “gio”) e o poema é tão fofo, que fiquei emocionada, até dei beijo e abraço no meu oponente nos bastidores, antes de começar o combate.
Talvez por isso o espetáculo maior tenha ficado por conta da torcida, que foi escancaradamente hilária.
Pode ser que a nossa luta não tenha sido assim uma Brastemp, mas com certeza nós nos divertimos muito na ultraminiarena.
Quero aqui agradecer a pecoço (que conhecemos ontem), Fatinha, Ninguém Envolvente, Escrevinhadora, Luiz de Almeida Neto e ju, que foram responsáveis pela animação da torcida.
Quando tudo terminou e todos foram embora, deixei no chat o seguinte recado:

“Tô até emocionada, sozinha aqui nesta arena, as luzes se apagando, o silêncio...
A torcida e o barulho bom de vocês ficam mais fortes em mim, o eco dessa amizade boa preenche tudo e eu só tenho a dizer que gosto muito de participar deste grupo onde me divirto, apanho, discuto, converso, visito... Muito obrigada pelo Duelos existir. É um lugar raro... Acabei de descobrir que o Bruno se enganou: eu não sou tiete do shintoni, sou tiete do Duelos! Beijos a todos! Inesquecível!”

E o Gio, depois que eu saí, apareceu e disse: Amém.
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Selo do Olhos Virtuais - Recebido de Nina

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O Duelos Literários, honradíssimo, recebeu mais um selo.
Desta vez, foi o selo Vale a pena ficar de olho nesse blog!, das mãos da nossa amiga Nina.
Hoje o selo é publicado aqui, com um enorme agradecimento à nossa autora que, efetivamente,
fez por merecê-lo, pois possui um blog extremamente versátil e bem elaborado,
com posts muito interessantes, fazendo jus ao nome: Apenas o Interessante.
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Devo indicar 10 blogs. Aí estão:
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Quero que Você Leia
Gosto de escrever e não abro mão de colocar no papel bobagens, aquelas que todo mundo um dia já pensou ou escreveu. Pelo menos se não divertir, serve para reflexão.
Artes, Letras e Saúde
Um lugar para desenvolver um novo olhar em relação às coisas da vida, seja na arte, na literatura ou na saúde.
Bruno D’Almeida - Um escritor comendo pelas bordas. Todo domingo uma nova crônica.
Aqui você lê textos literários e outros pensamentos imperfeitos.
blogdafatinha
Minhas divagações, perplexidades e indagações.
Querido Brógui
As coisas mais sem-graça da vida podem ser muito engraçadas também
Blog do Gio
Um engenheiro que gosta de Letras, um letrista que gosta de cálculos, um (não tão) calculista que gosta de música. Metido a escritor, metido a crítico, metido a compositor... de tudo o que sai, alguma coisa se aproveita.
Fazendo Arte
Blog é destinado aos apreciadores da arte, aquela sem compromisso, aquela cujo único objetivo é expressar os sentimentos, seja na poesia, nas citações, nas histórias pitorescas ou até mesmo nas pinturas em tela, enfim nas próprias vivências...
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O Kbçapoeta
A arte urbana de Cuiabá, música, poesia e ácidas opiniões.
O Preço do Aluguel
Um dos blogs de Luiz de Almeida Neto, em que ele registra suas vivências e reflexões.
Não se Envolva
Blog em que Ninguém Envolvente registra suas opiniões e vivências.
S.Ribeiro_Poesia
Crôniquetas de um longo (louco) e novo poeta
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Regras para postagem:
- Exiba a imagem do selo que você acabou de ganhar.
- Poste o link do blog que te indicou (muito importante) (no caso aqui: Duelos Literários, de shintoni).
- Indique 10 blogs de sua preferência, avise aos seus indicados e publique as regras.
- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
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As Nossas Palavras XXII - por Alba Vieira

Se lhe parece que a felicidade vai demorar muito a chegar, pense que o sofrimento não ficará para a eternidade. O universo espera somente que você dê o primeiro passo.



Visitem Alba Vieira
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As Nossas Palavras XVI - por Gio

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ACRÓSTICO I


Chances, todos nós iremos ter -
A diferença é quais delas enxergamos:
Prêmios virão, depois de certo esforço,
A quem muito lutou para chegar ali.
Consequências podem ser boas ou ruins,
Isso depende somente dos seus atos:
Douradas flores para os homens de bem;
Amargos castigos a quem semeia a maldade.
Digo: fácil é fugir através de uma navalha,
Escabroso mesmo é peitar a vida!
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Visitem Gio
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Férias Diferentes - por Adir Vieira

Meu tempo anda corrido
Não sei o que faço de mim
No momento eu só brinco
Mesmo sem estar a fim
Meu amor, coitado,
quase que fica de lado
sem meus dengos tão constantes,
mas o que fazer nessa hora
em que os apelos são vibrantes...
Ele também entra na roda
por insistência e por fazer questão,
mas dá um cansaço louco
acompanhar os arroubos
da menina em profusão...
Ver e rever os filmes,
programas loucos de fadas,
novelas de adolescentes,
jogos vários a toda hora...
Nossa mente volta no tempo
e rimos a dar com o pau,
quando amanhece o dia,
não sabemos o seu final...
Mas uma coisa é certa,
quando ela vai embora
fica um vazio da festa
que só ela faz, quando está!



Visitem Adir Vieira
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A Turma do Baculejo - por Esther Rogessi

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Ai! Sujou...
Pobre e mal vestido, maltrapilho sei que sou,
Sigo perdido no mundo, sem afeto, sem família,
Sem terra e sem teto, à procura de guarida...
No mundo sou andarilho suplício sou pro doutor...
Que me olha em desconfiança põe logo a mão no bolso
Temendo ser assaltado, pois, tem algo de valor...

Ai! Sujou...
Vejam só como é que é: quero trabalho não encontro
Pra comer coloco um banco na feira pra negociar...
Porém, no meio dia, grande é a agonia, fiscal pra lá e cá...
Minha renda vai inteira pro bolso dos tais malandros
na cintura um três oitão... cheio de pose coisa e tá
Trabalho noite e dia pros animais alimentar...

Não tenho nenhuma instrução, não recebi educação,
não leio e nem escrevo, porém, burro eu não sou!...
Para que eu ser doutor? Medito e logo eu vejo...
Fiscais como não há iguais, fareja osso em meu bolso
... Sei que educação é de berço, está no rico e no pobre,
está na plebe e no nobre... Da missa só conto um terço,
De berro na mão, não escapa nem meu cão, da turma do baculejo




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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

DUELO NO CHAT! NÃO PERCAM!

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HOJE
a partir de 22:30 horas
(dia e horário confirmados)
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Duelo
A Samurai x O Monge
Ao Vivo
no chat do Duelos
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Regras do duelo:
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1. cada “golpe” constará de uma quadra, sendo os versos separados por “/”;
2. após cada “golpe”, o adversário aguardará pelo menos 1 minuto para responder, a fim de que a plateia possa acompanhar sem problema.
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Os oponentes avisam que, caso haja ausência de um deles por mais de 10 minutos, é porque está havendo problema na conexão e o duelo deve ser encerrado.
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Para quem tem dificuldade de visualizar o chat devido ao seu tamanho reduzido, aconselho que vá ao canto inferior direito da página da internet, clique na seta ao lado de “100%” e escolha um tamanho maior de visualização da página.
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O Juiz Vai Apitar, Mas... - por Gio

Tem coisa a se resolver aqui
“Mé dá mais uns dois minutos!”
Pois desequilibra meu ki
Essa sucuri com escorbuto!

Que anda com a boca inchada
E ali sei que não fui eu
Deve ter sido maçã envenenada
Ou dragão de Komodo mordeu

Ou morre pela garganta mesmo -
Curiosamente, de outro jeito:
Vai acabar virando torresmo
Porque não se alimenta direito!

Esqueça os minutos a mais
Ela precisa se alimentar
Pois ela tá mostrando sinais -
Debilitada, não é justo lutar


Não menosprezo suas respostas
Já as chamei de geniais
Mas, antes de virar as costas,
E tomar um banho no cais,

Faltavam uns pontos na reta
(Senão vira falta de empenho)
Eu falava da resposta “incompleta”
(Da próxima vez eu desenho)

Que, ao chegar a segunda parte
Não mais incompleta ficou
E - desaforos à parte -
Algum sentido encontrou

Não sou sucuri no espírito
Nem na pele, ou em qualquer parte
Esssa acusação empírica
Só pode ser de alguém vindo de Marte!


E, quanto à segunda explicação
Lamento novamente discordar
Mas, se você prestasse mais atenção
Não iria ter que se retratar:

Vens me dizer que te plagiei
Por, depois de ti, parodiar
Mas a sua não foi, até onde sei,
A primeira paródia do lugar

Repito: ofídia és tu, que abusa
E, com esse espírito de ladra,
Daqui a pouquinho me acusa
De roubar a ideia de “quadra”...


Me esquartejar?
Vai ter que me achar...
E se está a pensar
que vou facilitar,
pare de se enganar!
E, com certo pesar,
devo anunciar:
Vais continuar
a acertar o ar!

Não se preocupe, de ti eu não fujo!
Eu danço, eu gingo, apenas me esquivo
Atleta, atento, rápido como um sabujo
Cirurgicamente preciso como o Ivo

E, falando em orelha machucada,
Agora a que está é a minha
De tanto ouvir conversa fiada
Caô, despautério e abobrinha

E se pensas que o chefe Shintoni
Não é capaz de entender uma piada
Te digo: pega logo o telefone
E fala na cara, desaforada!

Chamando o pobre coitado
De alguém sem senso de humor
Quem se ofende com pouco bocado
É somente tu, meu amor!


A pior das cobras é a Naja
Encanta, e depois dá o bote
E, por mais que o indivíduo reaja
Do veneno, só escapará com sorte

Por isso, se tanto te orgulhas
Do nome que te confiei
És ofídia nas presas-agulhas
E no pensamento, eu sei

Confesso o erro não-programamado
Com um riso escancarado entre os dentes
“Cavar” a lápide foi mesmo gozado
“Reservar” seria um verbo mais prudente!

E, que eu esqueci da tua mancada
Da camisa de força, não pense...
Se as coisas forem nessa alçada,
Estamos rumando para um nonsense!


Enquanto brincas aí de heroína
De golpes de espadas prateadas
É tu mesma, Samurai, que desafina
Vitória tua? Só em conto de fadas...

E sonhas com berros da torcida
Que, por enquanto, só está analisando
Poderias ser um pouco mais comedida
E demonstrar respeito, de vez em quando

Preocupa-te com os golpes que te bati
E que desconversaste em prosa
Pergunta-te: “Não levei ou não senti?
Será que estou ficando leprosa?”

(Aí paro o combate pra prevenir:
Não quero doença contagiosa!)

Preocupa-me essa tua esclerose
De apanhar, esquecer, e não ver o pus
O primeiro tempo chega à apoteose:
Antes do bolo, aproveita e vai no SUS!

E se eu tenho audição seletiva
Mais seletiva ainda é a tua visão...
Mas isso a gente vê na comitiva
Quinta-feira, pela bat-televisão!



Resposta a Acrérrimos: Passei a Régua!, de Ana.
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