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domingo, 10 de maio de 2009

Mãe Para Sempre - por Poty

Mãe, dar colo
Dar nanar/ninar
Acalentar
Dar de mamar

Mãe é carinhosa
Amorosa
Talentosa
Cuidadosa

Mãe é sempre protetora

Nem vou chamar de santa,
Mas é caridosa
Atenciosa

Sempre pronta
Para cuidar
Nem se sente cansada
Prontifica-se
E nem quer saber como vai ficar.

Nós, marmanjos,
Pra ela um bebê

Se possível
Nenhum sai de perto dela

Mãe sempre à disposição
Não tem tempo ruim
É capaz de tudo,
Vai seguindo a sua resignação.

Mãe
Mamã, ama-de-leite/babá/criadeira
Mãezinha é só minha
Mamãe, genetriz/genitora/progenitora
Mãe de coração imenso sempre cabe mais um!



Visitem Poty
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sábado, 9 de maio de 2009

Chat no Duelos

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Caríssimos amigos:
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Agora o Duelos possui um chat.
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Na coluna à direita: Duélogos.
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Boas falas!
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Um abraço a todos!
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Duelando Manchetes VI: Incesto

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POLÍCIA DETÉM ARGENTINO POR VIOLENTAR A FILHA POR 20 ANOS


Um homem de 67 anos foi detido na cidade argentina de Mendoza sob acusação de ter estuprado a própria filha por 20 anos e ter tido com ela sete filhos. O caso lembra o recente julgamento de Josef Fritzl, condenado à prisão perpétua por aprisionar sua filha Elisabeth por 24 anos no porão e ter com ela sete filhos.
A polícia capturou o acusado perto da meia-noite desta sexta-feira, horas depois que a filha, de 35 anos, denunciou o caso nos tribunais de Mendoza, a mil quilômetros da capital Buenos Aires.
A mulher disse que denunciou o pai por temer que violentasse uma das meninas que tinha tido com ele, informaram fontes policiais e judiciais citadas pela imprensa argentina.
O procurador Marcelo Gutiérrez del Barrio disse ao jornal “Clarín” que o homem foi detido sob a acusação de “abuso sexual agravado pelo vínculo, com acesso carnal em uma quantidade não determinada de vezes”.
“Tentamos limitar a informação para proteger as crianças”, afirmou o procurador, depois de indicar que os filhos do incesto têm 19, 17, 16, 12, 11, 6 e 2 anos.
Segundo Barrio, o homem se absteve a declarar culpa ou inocência, ficou detido em um centro transitório de detenção e deve ser enviado na próxima segunda-feira (11/05) a uma prisão provincial.
Barrio disse ainda que, segundo relato da mulher, o pai fazia frequentes ameaças. Ela temia que a filha mais velha também fosse alvo de abusos.
O procurador disse que serão feitos exames genéticos para determinar se os sete filhos da denunciante, que foram colocados sob a proteção de uma vara de família, são filhos do pai-avô.
Os vizinhos do acusado pelos abusos começaram a chamá-lo de “monstro da quarta seção”, em referência à área onde morava com a filha em Mendoza, capital da Província homônima.
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Leia mais
Pai obrigou filha a acusar terceiro por gravidez causada por incesto
Colombiano é preso acusado de engravidar a filha 11 vezes
Italiano é preso por violentar filha por 25 anos
Leia o que existe em nossos arquivos sobre casos de incesto
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Fonte: Folha Online, 09/05/09
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Diversidade - As Nossas Poesias XIV

Grão de areia pequenino,
Dormindo no fundo do mar,
Sonhando com as estrelas
Que nunca irá alcançar.

Mas o mar também tem estrelas...
“Que venha uma corrente do mar
- pensa, em esperança, o grãozinho.
Para as estrelas eu poder tocar.”

Então aparecem as lulas,
Os tubarões a caçar...
Grãozinho, o temor que acumulas,
Como as marés, também passará.

E logo virá a estrela
E peixinhos coloridos,
Seu desejo, enfeitado
Será enfim realizado.

E numa ponta da estrela
Ele se fixará
Para que possa com ela
Por todo mar viajar.

Em meio a tantas espécies
Encontrará, o ingênuo infante,
Uma beleza maior
Que a das estrelas distantes.



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A Vida Continua... - por Ana

Dizem que a vida tem fim
E é nisso que eu acredito.
Minha família é de ateus,
Nada de Buda ou de Cristo.

Trabalho, estudo, namoro,
Vejo muita televisão,
Converso com meus amigos,
Vou aos jogos do Fogão!

Pra que eu vou querer mais?
Isso está de bom tamanho.
Mané alma, espírito, céu!
Estou feliz com o que ganho

A cada dia nesta vida,
Não preciso esperar
Recompensas no futuro,
Anjos pra me alegrar.

Mas eis que atravesso a rua
Vem um carro e pum! pá!
Acabou a minha vida
Ali, naquele lugar...

Qual não é minha surpresa?!
Estou num local diferente...
Que diabos é tudo isso?
E ainda tá cheio de gente...

De repente eu me vejo
De uma forma esquisita
Meio translúcida, leve,
Me sinto mais é visita

Numa energia branda
Que levita sossegada...
É mesmo! Isso sou eu...
Parece até que sou fada...

Então penso em minha mãe
E logo estou junto a ela
Que chora a minha morte
Deitada na cama dela.

Eu chego bem de pertinho
E digo, com a alma nua:
- “Pensamos errado, mamãe...
Olha, a vida continua...”
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Poesia cujos título e primeiro verso foram utilizados para a versão coletiva A Vida Continua... - As Nossas Poesias XIII.
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Nem Tudo Está Perdido - por Alba Vieira

Fiquei pensando sobre o que tenho lido ultimamente aqui no Duelos, sobre o distanciamento entre as pessoas que parece existir hoje. E fui recordando situações que também tenho observado e que denunciam esta rejeição voluntária de gente por gente. Concordo que o que parece estar acontecendo é que as pessoas têm medo, constrangimento ou mesmo falta de desejo de proximidade com desconhecidos, reservando, na maioria das vezes, os seus sorrisos e mesmo um simples olhar somente para os que lhes dizem respeito.
Assim, parece tão estranha essa correria do dia a dia, as relações tão impessoais no trabalho, as pessoas da mesma família que mal se olham depois que voltam para casa, as relações fugidias que se estabelecem nos momentos de lazer e mesmo os relacionamentos de amor tão esvaziados hoje do contato profundo, por também, quase sempre, este ser negado a si mesmas. Realmente é muito incômodo, para os que amam e se interessam pelas pessoas, serem privados da sua atenção e substituídos por estes aparelhinhos irritantes que berram outras palavras que não as suas, inigualáveis e insubstituíveis pelo simples fato de serem do seu interlocutor em potencial no irretornável momento presente, semente da mais maravilhosa relação de sua vida, talvez, por mais interessante que possa ser o que eles estejam ouvindo.
Mas penso que isto não está acontecendo por acaso, até porque muitas pessoas que reclamam disto também costumam ter comportamentos de ignorar as outras pessoas, sem se darem conta. Quantas vezes andamos pelas ruas e olhamos de fato para os que passam por nós? Será que no contato com as pessoas de nosso trabalho paramos para observá-las, realmente, na sua emoção e profundidade ou somente notamos a sua capacidade de trabalho naquele dia, nos ocupando apenas com críticas e julgamentos? As pessoas que se relacionam com a gente diariamente passam por transformações e acontecimentos marcantes em suas vidas, olham para nossas caras todos os dias e acabamos sabendo destes fatos relevantes só muito tempo depois, sem que tenhamos mesmo apenas suspeitado deles, ainda que estivéssemos ali todo o tempo. Estranho isto, não?
O fato é que parece que não temos tempo para o outro, porque não temos tempo para nós mesmos. E isto gera um incômodo tão grande que tentamos nos distrair para não enxergar do lado de fora o que reflete o grito que abafamos dentro de nós mesmos. Eu penso é que a realidade está tão difícil de encarar com todas as suas distorções de desigualdades, tristezas, injustiças e dores (que não se consegue compreender a não ser que se afine o olhar), que é preferível, para muitos, se refugiarem no seu próprio mundinho, protegidos por algo que os isole dentro de um universo particular, primorosamente concebido dentro das suas preferências.
Então o que fazer para resgatar a proximidade com o outro, esse nosso semelhante?? É preciso que tentemos enxergá-lo como tal, percebamos que estamos todos no mesmo barco e que os tempos são de vento nordeste; que há pressa sim, porque os dias agora parecem durar só 16 horas e não 24, como antes. Então, meus caros, nada de nostalgia de cadeiras nas calçadas, cartas escritas de próprio punho para amigos ou amantes, conversas acaloradas nos bancos dos ônibus entre aqueles que nunca tinham se encontrado antes, embora estas gotinhas de felicidade ainda possam existir e realmente aconteçam. A gente tem que se virar mesmo é com o que está disponível e ir tentando se afinar com formas de comunicação mais sutilizadas e rápidas, com o mundo virtual.
Da mesma forma, penso que as transformações que estão ocorrendo de forma tão rápida no planeta e que nos colocam num estado de alerta, com tantas catástrofes naturais, ao mesmo tempo também muito nos ensinam sobre responsabilidade com o meio ambiente e desapego.
Esta aparente distância entre as pessoas pode significar o estímulo para o aprendizado e a utilização de novas formas de relacionamento entre os homens, mais sutilizadas, eficazes e talvez mais profundas em que sejamos capazes de captar com um olhar mais abrangente, pelo entrelaçamento das auras ou pelo simples sentir o outro, muito mais do que as palavras e gestos explícitos de carinho poderiam transmitir.
Portanto, é imperioso ampliarmos os nossos sentidos indo em direção aos outros, sem distinção de quaisquer qualificações tão irrelevantes hoje, de raça, cor, credo, gênero, posição social, preferência sexual etc.
Não está longe o dia em que o amor será a regra e poderemos nos atirar com confiança, buscando nossos semelhantes para relações baseadas no respeito, liberdade, igualdade e fraternidade.



Referências: Chá das 15, de Ana;
No Chá das 15, de Mellon;
Troque suas Amizades por um Mp3, de Bruno D’Almeida.
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Chá das 15 - por Ana

Vamos sentar aqui nestas cadeirinhas tão confortáveis para conversar?

Puxa, Mellon... Você me fez mergulhar profundamente nesta solidão que vivenciamos em meio às multidões. Se falta alguma coisa? Faltam muitas! E sobram umas tantas outras, também!
Um dia fui a Niterói e lá precisei perguntar a respeito da localização de uma rua aos moradores. Dirigi-me à moça que estava a meu lado esperando para atravessar a rua, pedi a informação, que prontamente recebi. Agradeci e segui ao lugar desejado. Algo me ficou soando como estranho e fiquei matutando o que seria. Então me dei conta: a moça não havia se assustado quando me aproximei dela; não havia em seus olhos medo ou desespero; ela conseguiu ouvir o que eu dizia, normalmente, compreender as minhas palavras todas sem precisar reprocessá-las mentalmente e me deu a informação com tranquilidade e clareza; ao meu agradecimento, ela sorriu!
Foi tudo isto que estranhei... Por quê? Porque na cidade do Rio de Janeiro (separada de Niterói apenas por uma longa ponte), isto não acontece há muito tempo. As pessoas não só estão absolutamente sozinhas, como consideram que QUALQUER pessoa é um assaltante, sequestrador ou assassino em potencial. Nas calçadas e nos sinais (quando dá), as pessoas guardam uma distância enorme uma das outras, agarradas às suas bolsas, mochilas, pastas, pochetes, e quase pulam, em pânico, se esta distância é menor que a normal. Se alguém se aproxima para pedir uma informação, o desespero é total, o cérebro não funciona, os olhos ficam medindo o perguntante de cima a baixo, procurando o revólver, a faca, a escopeta, o caco de vidro ou similar.
Se falta alguma coisa? Falta paz, falta a noção de que somos inocentes até prova em contrário, falta segurança.
Sobram pavor, desespero, violência, indiferença etc.
E as pessoas fizeram o que descreveu muito bem o Bruno no domingo: trocaram os amigos (e os contatos humanos) por um mp3. São pessoas isoladas, robotizadas, apavoradas, literalmente correndo pelas ruas da cidade, fugindo de todos, esbarrando em muitos, atropelando tantos, enclausuradas em seus sons berrados nos ouvidos, de preferência com óculos escuros para não verem também.
E assim caminha a desumanidade...

Ainda bem que existem lugares como o litercafé do Duelos onde a gente pode se aproximar uns dos outros, conversar, brincar e se divertir...

Gostoso este cookie, né?
A conta é por minha conta.
Até mais.
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Resposta a Crônica das 3 Horas, de Mellon.
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No Chá das 15 - por Mellon

Ana!

Acabei de me sentar do seu lado aqui na cadeirinha do Duelos. Me identifiquei com a pequena história que você me contou porque uma coisa similar aconteceu comigo também esses dias. Foi numa estação de metrô quando uma garota me pediu informação para saber em que sentido ia para uma certa estação. Eu a senti tão pouco à vontade que fiquei até penalizada, porque estava evidente que ela não queria ter que pedir informação para ninguém. Eu não sei se por medo, ou por querer ser auto-suficiente, mas, enfim, eu fiquei ali sentindo que tinha alguma coisa faltando. Aí eu escrevi aquele post. E até mesmo os amigos vêm e vão, hoje em dia é difícil você encontrar alguém que tenha um amigo de anos, porque as pessoas se separam e nem se dão conta disso.

Fico com medo de pensar que a tendência seja piorar. Mas, enfim, estou aqui e divido a conta do café com você!

Um beijo, Ana!
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Resposta a Chá das 15, de Ana.
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bacANA - por Casé Uchôa

Quero aqui, neste Duelo
Expressar a gratidão
De todos que aqui escrevem
Disso, há convicção

Àquela que visita
Cada texto que se escreve
E deixa o seu comentário
Mesmo que este seja breve

Não há pessoa no blog
Que escreva com frequência
E não tenha recebido
Um sim, uma aquiescência

Um “gostei!”, um “parabéns!”
Um “muito bem!”, um “valeu!”
E até quem pouco escreve
Com certeza recebeu

Um elogio sincero
Um estímulo bacana
É por isso que eu berro
MUITO OBRIGADO, ANA!!!!!!



Visitem Casé Uchôa
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Crepúsculo Vespertino ou Da Vida Livre I - por Leandro M. de Oliveira

Um dia o velho sentou-se do lado de fora da casa, como não costumara mais fazer, a essa altura perdera seu nome original, era chamado apenas velho. Começou a lembrar-se de seus dias em outrora, da época de seu triunfo. Nesse tempo, dizia ele, houvera muitas vitórias. Ele lembrara da mulher e da promessa, da sensação que houve por um segundo de que tudo poderia ser melhor. E assim começou a se questionar:
“Será mesmo que um encontro como aquele, realmente existiu? Não! Claro que não. Nós o idolatramos, em nossas cabeças fizemô-lo melhor que já foi um dia. Eu confiei nos homens e em suas palavras, mas o que resultou disso não foi mais que o cheiro fétido de corpos decompostos. No teatro das boas intenções o aleijo esconde o que falta, o deformado maqueia sua deformidade. O que são os outros além de imagens projetadas? As pessoas passam seus dias em busca da criação de significados maiores que a própria vida, para justificarem a existência a si próprios, isso não passa de sofisma e loucura deliberada. Viver não é mais que ser abortado pela natureza.
O mundo é representação! Ninguém é belo ou poderoso demais sem que um dia lhe aconteça uma desgraça, Édipo furou os próprios olhos ao descobrir que matara seu pai e desposara sua mãe, Héracles um dia após a campanha de Tebas foi punido pela loucura, mantando seus três filhos. Realizar-se é aceitar o fluxo da barbárie, se perder nele. O contrário fatalmente será empresa malsucedida. A história é feita de eventos abomináveis. Não há beleza além daquela que imaginamos. O homem foi erigido por sob a cal da dor e da frustação, supor que pode ser diferente significa aceitar o fardo de eterno Prometeu. Não há futuro, porque o passado foi algo que eternamente não se pode realizar. Esses são tempos de demência. Esperar acreditando num futuro que há de nascer do útero estéril de um passado sem alma é a maior das insídias. É preciso invocar as mil mãos necessárias à tiranização do presente. A esperança é deveras um conceito de escravos!”

As palavras do velho me fizeram estremecer. Depois daquilo ele levantou-se, serenamente, e retornou esquecido à sua cela.



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O Homem Provoca a sua Própria Evolução - por Lumena

Se juntarmos os átomos de carbono venham eles donde vierem, obtem-se sempre carvão.
Para gerar um ser vivo muito mais complexo, é preciso uma montanha de elementos químicos, organizados em várias moléculas, de várias maneiras, com “memória” genética que os faça desenvolver para gerar esse ser! O mesmo acontece com os tijolos: uma montanha de tijolos, é simplesmente isso, uma montanha de tijolos. Até se transformar numa casa vai ser preciso uma montanha de outras coisas: argamassa, ferro, etc., organizados de uma determinada maneira, e uma “memória” que os faça “ligar”, até sair uma casa.
A maneira como estes elementos são ligados pode dar casas diferentes, dependendo da “memória” que os está a ligar, assim como no primeiro caso o ser gerado depende da “memória” que está a ligar as moléculas.

De qualquer modo a vida e os “mecanismos” que levam à sua construção são muito mais complexos do que isto. Trata-se de muito mais do que um amontoado de células e de átomos, assim como um edifício trata-se muito mais do que um amontoado de tijolos.

Em ambos os casos trata-se da presença de uma inteligência, compreendida no segundo caso (os engenheiros e os arquitectos em princípio compreendem o que estão a fazer). No primeiro caso a presença dessa “inteligência”, se é que se trata de inteligência ou memória, ainda não é bem compreendida pelos cientistas biotecnológicos.
Será que as células comunicam umas com as outras para fazer coração e cérebro?
Quando os cientistas compreenderem como as células comunicam, talvez tenham aberto o caminho para uma nova inteligência.




Visitem Lumena
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Cartola “Acontece” - por Rita

Esquece nosso amor, vê se esquece
Porque tudo no mundo acontece
E acontece que já não sei mais amar
Vai chorar, vai sofrer
E você não merece
Mas isso acontece
Acontece que meu coração ficou frio
E nosso ninho de amor está vazio
Se eu ainda pudesse fingir que te amo
Ai, se eu pudesse
Mas não quero, não devo fazê-lo
Isso não acontece.
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Piui Piui Piui - por Daia

piui piui piui coloca a mão no meu ombro
piui piui piui não deixa o trem descarrilhar
eu sou a máquina e vocês são os vagões,
e os passageiros são os nossos corações.



Inspirado em “Trem da Alegria”, de Kalim Autuori.
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O Trem - por Escrevinhadora

Lá vai o trem em seus trilhos
soltando fumaça no ar
dentro dele vão nossos sonhos
dentro dele nós também vamos
sem saber se poderemos voltar.



Inspirado em “Trem da Alegria”, de Kalim Autuori.
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A Cama Rosa - por Alba Vieira

Conversando com uma amiga pelo telefone percebi sua voz diferente. E esta percepção permaneceu nos dias subsequentes. Mas eu não conseguia precisar qual era a diferença. Resolvi perguntar-lhe. Ela ficou surpresa. Não havia notado em si, a princípio, nenhuma diferença. Também as outras pessoas nada lhe haviam dito. Mas eu insisti por várias vezes e ela acabou notando que realmente estava diferente. Tentamos esclarecer qual teria sido a mudança. Mas era difícil captar, expressar com palavras. Finalmente entendi que ela estava mais segura, sua voz mostrava que se sentia mais plena. Ela concordou e buscou saber o que teria proporcionado isto. Avaliamos desde quando estava assim. Quando chegamos ao momento em que ocorrera a mudança, ela logo a associou a um acontecimento: foi depois que chegou a sua cama. Havia comprado, há alguns dias, uma cama nova. E eu quis então saber qual a relação. Por que uma cama nove trazia aquela nova forma de estar no mundo?
Aí começa uma história que me tocou profundamente e tento agora dividir com aqueles que tiverem sensibilidade para percebê-la na sua totalidade.
Minha amiga foi criada, até por volta dos 5 anos, pelos avós. Neste tempo foi respeitada, cuidada, percebida como pessoa em toda a sua expressão. Foram tempos bons de receber carinho, de moldar toda a existência que teria pela frente. Mas um dia seus pais a levaram de volta. Separou-se dos avós, indo para onde não queria. E para minorar a saudade de tudo, o avô presenteou-lhe com uma cama, para que quando fosse dormir pudesse lembrar-se deles, dos momentos vividos antes. E a cama tinha a guarda cor-de-rosa, com losangos de contornos brancos, em sintonia com o que a cama lhe trazia: o preenchimento do sentimento, o afago no coração, na sua sensibilidade. Assim desfrutou, por muito tempo, desta proximidade com os avós, como um tempo de amor, de cuidado, de alegria.
Um dia, voltando da escola, encontrou os pais, enlouquecidos que eram, na sala, costurando capas de napa de cor marrom ou verde-escuro em espumas, fazendo colchonetes que não compreendeu de imediato para que serviriam.
Então indagou-lhes o que era aquilo e como resposta ouviu que agora os filhos dormiriam nestes colchonetes, sem travesseiros, porque era muito saudável para a coluna vertebral. Espantada, queria saber de onde haviam tirado aquela ideia. Responderam que era assim na Índia. Estava decidido. E as camas, o que seria feito delas? As camas? Já estava tudo resolvido. Correu para o quarto, que encontrou vazio. No quintal, uma fogueira quase no fim, onde ardiam os restos de sua cama rosa. Desesperou-se. Correu até os pais e gritou sobre o porquê daquilo. Chorava, vendo em chamas os seus sonhos acalentadores, a sua proteção, o cuidado dos avós, a segurança da sua alma. De nada adiantava aquilo. Não entendiam. Eram loucos. Sofrimento. Desamparo. Endurecimento. Sensibilidade exposta. Carne viva.
O tempo passou. Ela e os irmãos passaram a dormir nos colchonetes que logo ficaram mais finos, trazendo o frio do corpo no contato com a umidade do solo e o frio da alma, sozinha. Os pais continuaram desfrutando de sua cama com os travesseiros macios.
Nunca mais teve uma cama só sua. Por várias razões isto não tinha acontecido. Sempre morara com outras pessoas e tinha sido necessário dividir a cama ou sempre trabalhara muito e, exausta, às vezes dormia em algum sofá. Nunca mais a cama rosa sonhada.
E agora, sem que tivesse a princípio percebido o significado do seu ato, havia encomendado uma cama. Era algo sem muita importância. Precisava montar seu quarto, buscou uma cama. Difícil achar uma que a agradasse. Não era rosa. Então encontrou uma em tons de marfim.
Um dia a cama chegou e, sem que se desse conta, reencontrou, ao nível da alma, o cuidado dos avós, o carinho, a proteção, os dias felizes da infância. Era agora outra, a voz denunciava. Era outra vez ela mesma, por isso mais segura se anunciava.
Eu me emocionei com esta vivência. Outros também se sentiriam tocados. Todos nós, certamente, temos, em algum lugar das nossas vidas, a nossa cama rosa, nosso lugar sagrado, o refúgio da alma.
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Visitem Alba Vieira
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Provérbio Duelês - por Ana

Penélope Charmosa citou um antigo provérbio chinês: “O sábio começa no fim; o tolo termina no começo.”

Eu cito um provérbio duelês contemporaníssimo: “A Samurai começa e vai até o fim; a Ninja termina logo no começo.”
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Inspirado em “Provérbio Chinês”, enviado por Penélope Charmosa.
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Passeio do Tempo - por Casé Uchôa

O vento que chega
De lá, do oceano
Traz lá do outro lado
De outro continente
Um quê de passado
E um quê de presente
Carrega daqui pra outro lugar

Quando lá chegar
É o nosso futuro
De lá é o presente
O vento passeia
Com o nosso passado
Será que ele volta?
Maior confusão
Se o vento voltar!




Visitem Casé Uchôa
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Tempo Veloz - por Leandro M. de Oliveira

Ele acordou no meio da noite incerto de qualquer verdade, foi ao banheiro e fez a barba como quisesse desfazer o peso em sua face. Não, não era possível lançar fora a personalidade raspando com uma gilete. Pensou em tomar um trago, mas nem todo o alcalóide do mundo dissimula a gravidade da vida.
- Verdade imutável número um: existir é um exercício tortuoso mesmo quando se está bêbado.

Se carregasse algo de profundo provavelmente escreveria um poema. Sorte escura, verdade hedionda. Ele não sabia como sentir ou pensar. Pôs-se então a caminhar na rua sem vontade ou esperança, era um andado maquinal, o cão do viúvo cruzou seu caminho num trote oblíquo: “Meu Deus como invejo esse cachorro.”. Se tivesse a memória de um Proust, nessa hora opaca poderia recordar um dia qualquer da infância, fechando os olhos tornaria a sentir o cheiro dos verdes anos. Mas não, ele não era tão meticuloso assim. Ao contrário muito modesto, e um acesso descente de nostalgia necessita algum refinamento. Seria melhor pensar em outra coisa...

Não sabia;

Não queria;

Não podia;

O instante de sonho foi perdido, a suave infância no escuro da lembrança pra sempre jaz. Ele acordou no meio da noite buscando construir um mundo novo. Mas quando olhou no espelho viu suas mãos amputadas.



Visitem Leandro M. de Oliveira
Marcel Proust

Adelmar Tavares e “Francisco, Meu Pai” - Citado por Penélope Charmosa

Como que o vejo... O chapelão caído
Sobre a cabeça branca de algodão...
Buscando o campo - o dia mal nascido,
Voltando a casa, o dia em escuridão.

Lavrador, fez da terra o ideal querido.
“Meu filho, a terra é que nos dá o pão”,
Dizia-me. E cavava comovido,
A várzea aberta para a plantação...

Mas um dia, eu, pequeno, vi, cavando,
Sete palmos de campo, soluçando,
Uns homens rudes... Tempo que já vai!

“Francisco, adeus”! Diziam repetindo.
Meu pai desceu de branco... Ia dormindo
Fechou-se a terra... E não vi mais meu pai!
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Provérbio - Enviado por Therezinha

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Se não pode morder, é melhor não mostrar os dentes.
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