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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 29 de agosto de 2009

Ele Desatinou... - por Ana

(Paródia de “Ela Desatinou”, de Chico Buarque)

Ele desatinou!
Viu tanta bobeira,
aceitou a brincadeira
e foi se enturmando
e foi se apresentando...

Ele desatinou!
Viu tanta alegria,
vestiu fantasia!
Os dias foram passando
e ele foi rimando...

E ele não viu que toda gente
estava torcendo normalmente...
Todo Duelos andava animado
com os lindos versos, bem-humorados...

Então ele desatinou...
Viu morrer alegrias,
rasgou fantasia,
os versos sem sal mandando...
e inda ficou chorando...

Ninguém inveja o infeliz, tri infeliz
No seu mundo de cetim, assim,
Reclamando da dor, do pecado,
Do duelo perdido, do jogo acabado...

Ele desatinou...
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As Nossas Palavras XXIV - por Alba Vieira

Toda abelha quer ser livre.
Claro que sabe o que é bom.
Sair da colmeia e ter seu arbítrio,
Fazer o mel no seu próprio tom.



Visitem Alba Vieira
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Na Sala de Espera de um Consultório Médico - por Adir Vieira

Estou na sala de espera de um consultório dentário.
Aqui um grupo de profissionais dessa área atende em salas separadas e, por isso, o local relativamente grande para acomodar os pacientes das cinco salas está verdadeiramente apinhado.
Num balcão ao fundo, três recepcionistas recebem os que chegam confirmando a marcação das consultas e solicitando que aguardem. Já ali somos obrigados a esperar a vez, visto que, simultaneamente, consultas também são reservadas pelo telefone, o que impede que qualquer uma delas seja solícita de pronto.
No banco comprido à minha frente, um senhor, aparentando quase oitenta anos, ressona sem se importar com a plateia que olha e ri a cada tombada de cabeça que seu sono tranquilo causa. A senhora ao seu lado parece ser sua esposa e com certeza tem uns dez anos a menos do que ele. Ela vê tudo e nada faz, preocupada que está em manter seguro na face o lenço quadriculado em tons marrons com que protege a própria boca.
Procuro manter a calma – odeio dentistas e porque não dizer toda a turma de jaleco branco –, mas lá já se vão vinte minutos do horário para mim marcado e torço para que não seja a velhinha paciente do meu dentista.
Próximas aos dois, duas meninas de aproximadamente quatro anos brincam com uma “bola de encher”, jogando-a uma para a outra e logo se cansam dessa brincadeira e inventam outra totalmente imprópria para aquele pequeno espaço, agora ainda mais cheio, comportando grande parte das pessoas em pé.
Elas arquitetam um jogo de queimada diferente, onde uma corre em volta da outra que, parada e de posse da bola, tenta acertá-la a cada jogada na menina que corre e que, pela própria brincadeira, vai ganhando velocidade a cada corrida.
De repente, como se tivesse sido ensaiado, as pessoas próximas soltam uma gargalhada em uníssono, ao grito de “puta que o pariu” do senhor que foi violentamente despertado com a pisada e o esbarrão da menina que corria.



Visitem Adir Vieira
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Primeiro e Último Amor - por Esther Rogessi

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Onde estavas?
Quando estive completamente só...
No meu hábitat... Encolhida, imersa, tal qual Tântalo?
Onde estavas?...
Nasci, cresci, me machuquei, chorei, fui consolada.
Nas minhas horas de pavores, dores, horrores... Não te vi!
Onde estavas?
Diante das decepções, do pouco caso que muitos fizeram de mim...
Onde estavas?...
Busquei tua presença, tua existência, sem te encontrar...
Quanto precisei de ti!...
Em uma noite de angústia, de choro, amargura...
Entre soluços... Dormi!
No quarto escuro ouvi uma voz, que jamais esqueci.
Com os meus olhos ardendo, do pranto... Acordei e continuei a te ouvir.
Deitada, imóvel, abri os ouvidos, para melhor ouvir...
A tua voz inundou o quarto, outra vez pude Te ouvir: As bênçãos são para ti e para tua filha!...
Nunca mais perguntei: onde estás?
Pois bem sei onde...
Estás bem dentro em mim!

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Visitem Esther Rogessi

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O Amor - por Gio

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O amor segue sempre a sua rota
De nos deixar com cara de idiota...



Comentário em Vinte e Um, de Leo Santos.
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Visitem Gio
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Amor Intangível - por Passa-Tempo

Sinto a brisa noturna bater em meu corpo,
E sei que não é apenas mais um dos meus sentidos,
E quando o vento bate em meu peito,
Suas mãos me tocam, e você me abraça,
Um abraço forte da ventania da saudade.
E nessa turbulenta ventania que é sua falta,
Meu corpo fica cada vez mais quente,
Com calor ardente de um sentimento sempre presente,
Nesse calor, nesse ardor, simplesmente puramente és meu amor.

Princesa minha, sei que a distância é grande,
E a luta é constante.
Estaremos sempre juntos,
Para assim nos completar,
E quando a saudade apertar,
Olhe para o céu, e saiba que a lua é a menor distância entre nós,
E esse chão que ela ilumina,
É nossa casa, Nossa cama de amar.
E o vento gélido, a coberta pra nos esquentar.
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Fico a Te Esperar - por Poty

Fico a te esperar
Entre olhares
Mil...
O tempo passa
E você
Não vem.

O que faço
Sem você?!

Espero
Ou
Parto pra outra?

A resposta
Só
O tempo dirá!

Não sou
De
Esperar,
Mas
Não quero
Deixar você!

Naquele
Instante,
Fico
Com outra,
Mas
Não deixo
De
Pensar
No
Esperar
Em você.

Não faça
Mais isto,
Não
Sou
De ferro...
Sou
Tentação,
Paixão
Sem
Razão.

Quero
Amar
Você,
Se não vem,
Amo outro alguém.



Visitem Poty
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mares da Memória - por Kbçapoeta

Ele segue sem destino,
Sem um porto seguro
Onde possa atracar seu navio,
Nau fantasma singrando
Os mares da memória.
Percorreu os aforismos da história
Percebendo que almas podem ser efêmeras
E a matéria pode ser perene,
Como o sentimento que nutre por sua musa.
Ela tinha por ele um amor
Infinito e incondicional,
Por duas primaveras.
Ele entendera que o amor eterno dela,
Eternamente acabara.
Ele sem o amor dela não vive,
É insuportável nefasta dor.
O Eu dele dissipou-se.
Morreu em uma abstração de palavras,
Delitos e delícias.
Desde então,
Ele é outra pessoa.
Nem mais nem menos,
Simplesmente como todos que foram
E muitos que virão.
Que ama, vive e morre de amor.



Visitem Kbçapoeta
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Da História Sem Fim... - por Ana

Bem, Gio, tu quer falar sério?
Vamos falar sério, então.
Vou atender a você,
Não vou com implicância, não.

Quais são os termos do acordo
Pra duelar com você?
Não posso dizer que fugiu
E que se pôs a correr;

Também não posso dizer
Que desistiu do embate,
A não ser que tu tenha dito
Em suas quadras, em alguma parte...

Também não posso mentir...
Mas eu não menti, menino!
Fiz brincadeira com a fome...
Tamo só se divertino...

Ameaçar a torcida?!!!!
(Ameacei alguém, amores?)
Só brinquei no Duelochat...
Pra eles, Gio, só flores!

E se você tiver torcida,
Melhor ainda o desafio!
Afinal, você merece!
Tu é demais, misifio!

Ó, “debilitada” inventei não,
Tá em “O Juiz Vai Apitar, Mas...”:
“Debilitada, não é justo lutar”.
Eu reinterpreto, invento jamais!

E sobre a minha madrinha,
Agradeço a ela mesmo!
Sou persona mui grata, seu Gio,
Ao contrário de tu, torresmo.

Mas... o que tem o Português?
Está te faltando cultura!
Fala errada é estilo, seu moço!
Vai estudar Literatura!

Epa! Eu já brinquei...
É... Eu não tenho mesmo jeito...
Comecei sendo tão séria,
E já vim com desrespeito...

Mas, cara! Tu é muito chato!
Chata eu não vou ser não!
(Te responder só no sério?
Me dá até aflição!)

Além disso, é insistente!
Mas que garoto mimado!
Se eu não fizer o que ele quer,
Vamos ter Monge infartado.

Mas, gente... peraí... que é isso?
Muito abusado este rapaz!
Não vou responder tudo aquilo...
Outro Lusíadas é demais!

Então vou direto aos assuntos
Que mais importância têm:
Sobre a capitulação
E a retratação, tá bem?

Você quer que eu capitule?
Eu não vou capitular!
Quem capitula é tu.
Seu último post a provar.

E tu quer que eu me retrate?
Eu não vou me retratar.
Mas eu retratei você
E trouxe aqui para mostrar:
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Resposta a História do Duelo, de Gio.
Referências: Duelochat entre Gio e Ana;
O Juiz Vai Apitar, Mas..., de Gio;
“Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões.
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A Loja de Roupas Femininas - por Adir Vieira

São quatro horas da tarde.
Encontro-me no segundo piso de um shopping famoso, exatamente no Centro Médico. Ali tudo parece que foi planejado para distrair os clientes enquanto aguardam aquelas horas intermináveis e, dependendo do caso, nervosas para o atendimento.
O local é em toda a sua extensão envidraçado de forma que ali parados eles possam visualizar outras áreas do shopping e sua rotina.
Ali estou eu, sentada de frente para uma loja de roupas femininas no andar de baixo.
A princípio, a própria loja me chama a atenção pelo seu bom gosto. Numa época em que tecidos e trajes estão totalmente desconexos, ali ainda se preza a harmonia das cores e os detalhes suaves que embelezam a vestimenta.
Não só as roupas, mas também a disposição dos balcões e das araras clamam por uma visita que seja só para apreciar.
Observo como as calças compridas são dispostas e dobradas. Se o desenho do bolso é o destaque, é ele que fica visível aos nossos olhos e o importante é que, diferentes na sua forma, mesmo empilhadas, convidam ao interesse de experimentá-las, pois os detalhes mais importantes nas peças sobressaem na pilha.
Ali, até a lixeirinha, colocada na porta das cabines de prova, é graciosa e adequada ao ambiente.
Nas vitrines o lápis vermelho também passou, mas consegue ser mais uma obra de arte, pela forma com que escreveu “liquidação”. Cada letra, para combinar com o negócio, mais parece uma silhueta de mulher. Não posso deixar de tentar formar na minha mente o profissional responsável por aquele feito.
Agora, o que me chama a atenção ali é uma senhorinha, de uns setenta anos, baixinha, vestindo jeans como uma menina de quinze anos que, sorridente, entra e se dirige à vendedora. Depois de trocarem algumas palavras que, eu de onde estou, não consigo ouvir, seguem para um dos balcões de blusas esportivas e bastante coloridas, embora não extravagantes. A senhorinha vira daqui e dali e sem qualquer timidez a cada peça tocada, coloca-a junto ao corpo e com gestos infantis se olha no espelho, aprovando ou não uma e outra. Como se aquela primeira experiência não fosse o bastante, arruma nos braços umas seis blusas e se dirige à cabine de prova. Percebo que de lá ainda ocupa a vendedora, devolvendo algumas peças e, ao retorno da mesma, entendo que pediu para trocar as cores. Depois de muitos minutos, sai da cabine feliz indicando apenas duas peças à vendedora. As duas então se encaminham para o caixa e depois disso não consigo ver mais nada, pois a enfermeira me chama.



Visitem Adir Vieira
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Resignação - por Ana

Às vezes, a gente dá mil passos tentando se afastar do sofrimento, mas há um tempo determinado de permanência, acordado entre ele e a vida. A gente só tem mesmo que esperar, resignadamente, que vença o período do nosso aluguel acertado entre os dois.



Comentário em As Nossas Palavras XXII, de Alba Vieira.
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O Silêncio de Deus - por Esther Rogessi

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Em sua visita a Auschwitz, o papa Bento XVI mostrou bastante desconforto ao lembrar de todo massacre sofrido pelos judeus, chegou a dar voz ao seu pensamento e disse: “Por que Deus calou diante de tamanho mal?”

Houve o silêncio de Deus durante a 2ª Guerra Mundial, quando os ustasha (croatas católicos) e os chetniks (sérvios ortodoxos) lutaram entre si e trucidaram suas populações civis...

Em nome de Deus?

Deus calou quando uma grande parte dos mulçumanos do vale do Drina foram dizimados, em um massacre étnico, em Goradze, na Bósnia; calou-se em Ruanda; na América, durante os massacres sofridos pelos povos indígenas; cala-se hoje no Sudão, onde vemos povos de etnias diferentes lutando entre si, em nome de quem?

Em nome de Deus?
Certamente que não!

No evangelho de São João está escrito:
“Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar pensará que está a fazer um serviço a Deus. E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim.” (Jo 16:2-3)

Por que questionar o silêncio de Deus perante as catástrofes causadas pela ganância, incredulidade e falta de amor do ser humano?
Ou ainda, por que fazer guerra, em nome do Príncipe da Paz?
Por que procurar culpar a Deus dos nossos próprios erros?

Comumente o homem não o quer ouvir! Faz pouco caso Dele! Porém, diante dos horrores por eles mesmos causados, culpam a quem não querem ouvir-Lhe a voz... E ainda questionam o seu silêncio!
Quando Jesus foi levado a Pôncio Pilatos, quando este tentou persuadir os judeus a não crucificarem Cristo - em vão, pois a multidão enfurecida queria o Seu sangue-, responderam a Pilatos: “O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos” (Mt 27:25).

Eles mesmos amaldiçoaram os seus filhos e a sua posteridade. A Nossa palavra tem poder. Na nossa boca está um instrumento que tem o poder da vida e da morte.

De que se queixa o homem vivente? “Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.” (Lm 3:39)

Tudo foi falado, tudo foi dito, resta-nos seguir ou não, sofrermos as consequências dos nossos atos ou gozarmos os frutos da obediência e do temor a Deus. Há um livre-arbítrio para se seguir, é questão de escolhas... Com ou sem Cristo, porém, de acordo com nossas escolhas, sejamos homens bastante para reconhecermos que Deus nada tem a ver com o que decidirmos.
Ele ditou as regras... E estas estão às nossas mãos.

Desde o início de tudo, o homem costuma repassar as suas responsabilidades no tocante aos seus erros. No acerto o mérito é próprio, porém dificilmente se assumem os próprios erros.
Começou por Adão, o primeiro homem que Deus instituiu como Seu povo, feito para Sua Glória e Louvor e Eva... Sua adjuntora. Quando esta cedeu à tentação e quis compartilhá-la com Adão, vindo este a ceder, quando o Senhor Deus o inqueriu sobre tal fato, ele, simplesmente, colocou a culpa em Eva: Foi a mulher que tu me deste...
A verdade é que, comumente, caímos por nossa própria opção, livre escolha.

Portanto, que deixemos de questionar Deus e procuremos conhecer a Sua vontade, para que tenhamos vida e vida em abundância.

Muitos são os medos que habitam no coração do homem, porém, se temos que temer alguma coisa, que temamos não conhecer a Deus.



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Manuel Bandeira e o Pneumotórax - Citado por Lélia

Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.

- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.



In “Estrela da Vida Inteira”.
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Porcos Me Mordam! - por Ninguém Envolvente

A um período de tempo não muito distante, os Estados Unidos, nação mais poderosa do mundo, passou por uma grande crise financeira, o que ocasionou inúmeras falências em diversos países, abalou a economia quase que mundialmente. Para conseguir se recuperar do tombo financeiro, os EUA fizeram um acordo com o México.
O acordo consistia em melhorar a economia americana, garantindo ao México que sua população teria acesso aos EUA sem precisar de documentação, os mexicanos seriam agora reconhecidos legalmente como cidadãos americanos. Caberia ao México executar então o trabalho sujo de reconstruir o império americano, soltar de um de seus laboratórios o vírus H1N1 popularmente apelidado de “vírus da gripe suína”.
O México tinha o vírus em estado de latência e o soltou em um lugar remoto dentro do próprio território, onde havia muitas criações de porcos. Porcos que estavam sobrando, devido à grande elevação de preço logo após a crise, e o custo em manter os animais ainda vivos eram enormes.
Inicialmente, somente os porcos deveriam ser afetados, assim davam fim a um certo número de suínos que estavam em excesso e seria então vendido um grande número de medicamentos para tratar outros animais, mas o vírus também afetou humanos. Estava no planejamento do governo americano, tudo foi calculado para caso isso acontecesse, já que o vírus foi solto quando era verão nos EUA, portanto seria mais difícil que o povo americano sofresse com a nova praga.
O vírus foi se espalhando em países cuja economia estava mal, mas não o suficiente para deixarem de comprar o remédio para curar a população, o TAMIFLU. Os países mais afetados foram os emergentes, que não tinham como produzir o medicamento que até então seria um monopólio dos EUA.
A venda do TAMIFLU aumentou com muita significância e com isso os EUA quase conseguiram superar a crise que causou tantas perdas e falências. Só não a superaram porque, na última hora, o presidente do México extorquiu o Barack, acabando com o barato dele, quando mostrou uma fita onde estava gravada toda a negociação da soltura do vírus.
A população americana não foi tão afetada pela gripe, o México conseguiu o eterno Green Card e um grande frigorífico que trabalhava para a instituição McDonalds deu a volta por cima, já que a população ficou temerosa em comer suínos e a venda de bovinos quadriplicou.
Com absoluta certeza, Osama Bin Laden também está envolvido na Gripe Suína, já que na Arábia Saudita, local de origem de Osama, é proibido por lei o consumo de carne suína. A participação do árabe entra no financiamento de aviões contaminados que espalham o vírus, causando a pandemia. Com isso, Osama ganha a amizade de Barack e tempo para arquitetar o novo plano destruição aos EUA.
A esperança para salvar o mundo caiu sobre o presidente tupiniquim Lula, já que ele É O CARA...



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Bruna Lombardi “No Ritmo Dessa Festa” - Citado por Penélope Charmosa

Vem cá, meu bonito
que eu te solto os arreios
que eu te faço, te encaro
e te alucino
a minha paixão não cabe no teu seio
não cabe no teu quarto
o meu destino.
Nem cabem na palma da minha mão
todas as linhas
que eu vou traçando nos caminhos
todas as contradições em que acredito
a liberdade que te proponho
a loucura de improvisar ninhos
e desprender os pássaros do sonho.

Que é que há, meu bonito
que medo é esse
que te segura à terra
te prende e até parece
que você não tem luar.
Vem pra cá te enfeitar de festa
que eu vou te esfregar com areia
que eu vou te marcar na testa.

Vou aprender teu jeito esquisito
de mexer com essas franjas
de balançar as arestas
te mostrar como se dança
o ritmo desse deboche.
Tem que ter ferro e trato
tem que ter desejo ardido
pra poder soltar esse bicho
escondido nesse mato.

Tem que soltar essa fera
que dentro do peito te amarra
pra dançar como se dança
no ritmo dessa farra.

Vem cá meu bonito prepara
o bote. Afia teu corpo pro corte.
Vem, se larga se espalha
que eu sei lidar com teu porte.
Vem, que eu sou da tua laia.



In “No Ritmo Dessa Festa”.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sopa de Letrinhas - por Gio

Acordei, bebi café. Desejava esta folga. Gritei – histeria inicial! Jurei, Karen ligará – mas nada ocorria. Pedi que retornasse seu telefonema. Uma vez. Well... xingando. Ypioca, Zé!

Acabou, Beto! Cansei de entender! Foi grave, hediondo, inaceitável. Jardas, kms, léguas, milhas: não ouse procurar. Quero recomeço, sumiço! Tenho uma vida. Wisconsin, Xangai, Yellowstone... Zarpei!

Assim? “Basta”? Calma! Deixe explicar! Fui gelado, homem irracional, jegue, Kong! Levo minhas noites orando para que reconsideres. Somos tão unidos, volte! Will, xis-salada. Yeah, zonzo...

Ah, besteira! Chega dessa estória! Fugiria, garanhão, há incontáveis janeiros... “Karenzinha”? Lembra meu nome, oh. Por que ridicularizo suas tentativas? Utopia! Vitória: whisky x you? Zero-a-zero.



Visitem Gio
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O Gio Tórrax!!! - por Ana

(Paródia de Pneumotórax, de Manuel Bandeira)


Fome, indignações, amnésia e pesadelos noturnos.
O duelo inteiro que podia ter sido e que não foi.
Se contorce, se contorce, se contorce.

Mandou chamar o médico:
- Diga o que foi dessa vez.
- Metidez... Desfaçatez... Compreendeis?
- Explique.

- O senhor tem uma lesão no hemisfério esquerdo e o direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar levomepromazina?
- Não. A única coisa a fazer é dançar a polonesa.
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História do Duelo - por Gio

Capítulo I: O Início
Comecemos uma revisão
A matéria vista aqui: História
Prestem todos muita atenção
Refresquemos a nossa memória

Quem começou esse caos
Foi mesmo a senhorita
“A coisa pra tu tá maus”?
Falta, o juiz apita!

(Falta de vocabulário
Ou conjugação bisonha
Tem um próprio dicionário
E fala do meu “escabronha”...)

Voltando cá aos primórdios
O caos aqui se criou
Pois guardavas tanto ódio
Desde que a Ninja zarpou

Logo, precisavas tanto
De um rival (Entendeu?)
E, vejam, pra meu espanto
O escolhido fui eu

Pegou frase inocente
E transformou em escarcéu
(Me diga - quem é que entende?
Nem rezando para o Céu...)

Começou chamando outra
Antes de dar-se o duelo
Deve ter pensado, louca:
“Pra que arriscar? Apelo!”

Justificou, minha filha,
Ameaça como delito -
Fez formação de quadrilha,
Calúnia, não é mito...

Difamação, injúria,
Também falso testemunho,
Atiçando a menor fúria
Pondo fogo em rascunho

Quando tudo se acertou
Fez um drama mexicano
Boa gente até que sou
Mudei de rumo o plano

E o que ia ser sarau
Virou duelo de verdade
Sendo combate, afinal,
Eu esperava integridade.



Capítulo II: O Desenvolvimento
Quando a luta começou
Sua fala foi simplória
Da minha roupa debochou
Cantou de galo a vitória

Em vez de se preocupar
Em um duelo direito
Preferia só zombar
Me xingar de todo jeito

(Reparem que ela disse
Que eu a chamei de bicho
Comentário de cretinice -
Esqueçam, joguem no lixo

Pois vejam quem começou
A chamar em disparada
Disse tudo o que pensou
De nomes da bicharada:)

Já virei homem-morcego
Virei sapo, perereca,
Cobra de bem longe, nego!,
Rato sujismundo (Eca!)

Ela, de lá, já distorcia
Minhas falas do momento
Se na mesma eu respondia
Eu virava peçonhento!

Ficar só na classe contra
Alguém que só avacalha
Não funciona - fui na afronta
Talvez seja a minha falha

Joguei na mesma moeda,
‘Inda prezando a decência
Admitindo quando erra
P’ra luta ter coerência

Quando isso, essencial,
Não vi ser correspondido,
A revolta me foi tal
Na luta não vi sentido

Mesmo assim, perseverei
Meu orgulho é um calvário
De despautério lembrei:
“A luta não faz aniversário!”

Vi ela cometer gafes
E depois me desmentir
Isso me irrita, aff...
(Por acaso era pra rir?)

E nesses altos e baixos
De montanhas e declives
Shintoni pensou: “Eu acho
Que poderia ter um live!”

(Que “láive” se pronuncia,
Mas peço licença poética
Pra manter fotografia
Já que não nos fere a ética)



Capítulo III: A Ausência e o Descaso

Pequeno fato que ocorreu
Lá no início do combate:
Disse que o Monge correu
Ele estava tomando mate...

Eu explico, meus amigos
O que me atazanava
Por um estranho motivo
O meu PC não ligava

Deixei isso avisado
Em verso de poesia
A Samurai, de “mau-grado”
Se aproveitou, fez covardia

Disse a todos que fugi
Que estava amarelando
Quando vi, eu exigi
Provas do que estava falando

Acho isso sacanagem
Achei, acho, sempre falo
E repetiu-se essa bobagem
Na hora do intervalo...



Capítulo IV: Tempo Real
No Duelo, eu cheguei mais cedo
E a menina chegou atrasada
(Espero que não lhe fosse medo
De, em público, ser espancada)

Falei que estava com fome
- Não me atrapalha em nada -
Já virou um novo nome
Pra sua desculpa esfarrapada

(Fome me foi alegoria
Pra ter um pouco de comédia
A Samurai - Oh, quem diria! -
Viu nisso um poço de tragédia)

Outra de suas desculpas
Que chegou se lamentando:
Leu Parmê, e sentiu culpa
Não tava se concentrando

Não sei pra que choro fútil
Se tu jamais admites
Que perdeu... Então é inútil
Proceder com os chiliques...

Se alguém pra mim torcia
Com um pouco de fervor
Ela ameaçava, arredia
Chamava de traidor

Isso aqui é o que eu chamo
De pura falta de postura
Isso aqui é o que reclamo
Ser desleal na caradura.

O duelo terminou -
Insatisfeita com o lido,
O final, ela mudou:
Me chamou “doido varrido”

Acatei, mas não devia
Não é justo, logo digo
Dar desculpa, bem em vias
De ser usada comigo.



Capítulo V: O Pós-Duelo
Tudo recomeçou mal
Espalhou que eu desistia
Em versos de maldade tal
Que minha alma rugia

De pausa, fez desistência
Inventou boatos mil
Eu voltei (E a paciência
Que vá ouvir Vitor Ramil) (hoho)

Continuou respondendo
Só o que lhe interessava
No disfarce, se escondendo
Nem erros justificava

Quando ficou sem argumento
Apelou de novo ainda
Fez o que é de seu talento:
Chamou correndo a dinda!

Segue com a agressão
Segue com a ladainha
(Em comentário nada são
Diz que só foi boazinha

E que disso reclamei
E queria apanhar!
Será que eu muito errei
Ao tentar me expressar

Ou será que ela só
Entende o que lhe convém?
Isso sim é de dar dó,
Pois sou humano também...)



Capítulo VI: Complementos
Nunca a chamei de galinha
Só disse que cacareja
Onomatopeiazinha
Que se usa “até na Veja”

Além de interpretação
Precisa rever Português
(Se for muita informação
Peça uma folga de um mês...)

E tudo o que te chamei
Alguma razão me surgiu
Algum motivo apresentei
A ficha ‘inda não te caiu?

“Cobra” foi por me trair
“Dissimulada”.. Óbvio, não?
“Leprosa”, por nada sentir
“Bebum”... foi suposição

“Isolada” num conto de fadas
“Exibida”, quer aparecer
Por me xingar, é “desaforada”
“Irreal”, não aceita perder

“Medrosa”, chamou a madrinha
“Hipócrita”, faz e condena
“Mequetrefe” pra manter a linha
Tornar a “vaidosa” mais amena

“Prepotente”, por cantar vitória
“Palhaça”, meu, nem era ofensa
“Rato” tava em expressão.. Ô, escória,
Antes de falar, pensa!!!

“Virar chouriço”, falaste primeiro
(Vais dizer que não te lembras mais?)
“Mentirosa” não é exagero
Eu te explico um pouquinho mais:

“Ogra” eu disse de tuas falas
“Pária” estava em outro contexto
Não me lembro de “debilitada”
Inventando assim, eu mereço?

Pra logo finalizar
Vou de novo explicando
O que, aqui, me fez irar
E que estou reivindicando:

Quero duelo direito
Um-a-um, só coisa justa
Quero mútuo respeito
É nobre, e nada custa

Quero que se admita
Quando se comete erros
Tenho pavor que se minta
Ao entrar em desespero

Não quero frases distorcidas,
Calúnias que eu fugi,
Nem ameaça à torcida
(Pois eu nunca coagi)

Meu, não se faça de vítima
E pare de reclamar
Coisa de neurose marítima
De quem se atira ao mar

Te chamei para o Duelo
E até agora, nada...
Meu pedido tão singelo:
Vai continuar parada?
.
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Resposta às insistentes dissimulações de Ana em A Samurai x O Monge.
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Visitem Gio
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Clarice Lispector e a Rendição - Citada por Alba Vieira

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Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
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Créu Cotidiano - por Lu Aline

Depois de muito esgotar meus tímpanos com a passagem da moda “créu”, cheguei à conclusão de que esse fenômeno não se restringe apenas ao campo musical, toda a realidade brasileira encontra-se em um estado de “créu” constante!
Diariamente, ao ligar a TV, ao ler o jornal, nos deparamos com violência e barbárie. Em tanto caos não há liberdade, vive-se com medo, evita-se andar por certas ruas. Pronto, é o “créu” da violência te impedindo de viver, que segue banalizando a vida.Ir ao hospital público? “Créu”! Morre-se lá sem medicamentos, sem equipamentos, sem médicos. Reféns do descaso daqueles que, na teoria, representam as vontades da nação.
E por falar em filhos da puta políticos, tão aí outros exemplos: boi superfaturado, grilagem de terra, dossiês, cartões corporativos, obras fantasmas... E por aí vai... uma lista imensa de falcatruas cometidas às claras, e ainda nas próximas eleições eles voltam a abraçar criancinhas, visitar comunidades carentes e “créu”, de volta ao poder!
E ainda tem o fantasma do desemprego, sem falar em impostos e taxas: IOF, IPI, ITR, CSLL, CSS (?), IPVA, IPTU... P.Q.P! “Crééééééu”
Chegando ao “créu” velocidade 5, nos deparamos com o ensino (ou a falta dele) público. Que, aliás, dispensa maiores comentários, visite uma escola pública, converse com pelo menos um aluno e saberás! O cruel é saber que sem educação torna-se impossível pensar em progresso, avanço. O atual sistema educacional serve mais como engana-trouxa, com números baixíssimos de reprovações, afinal com tanta falta de qualidade assim, o aluno precisa fazer um esforço tremendo para conseguir tal feito. E o pior é pensar que se não há educação estamos condenados a esse ciclo vicioso de “créu’s” e dá-lhe velocidade 1,2,3,4,5,6.......100000000!
Eu costumava ouvir muito Legião Urbana e adorei a versão feita pelo Capital Inicial para a música Geração Coca-Cola, mas infelizmente a minha geração não tem nada de contestadora, e sim de passividade com o caos que se instala ao nosso redor, somos a geração “créu”. Aquela que assiste a tudo rebolando, vivendo em um carnaval sem fim (ou baile funk como queiram), com mulheres-frutas e culto ao corpo.


\o/ \o/ Viva a Geração Créu, condenada ao... Créu! [?]
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