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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




domingo, 10 de janeiro de 2010

Estou Lendo... - por Ana

O Senhor dos Anéis - J. R. R. Tolkien
O Símbolo Perdido - Dan Brown
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.“Bem, gente, pode parecer mentira, mas ainda não terminei de ler “O Senhor dos Anéis”... Mas estou acabando (passei da metade rsrs) e em breve deixarei aqui passagens que adorei e marquei para dividir com vocês.
Mas acontece que muito inesperada e gentilmente me emprestaram “O Símbolo Perdido” e tenho que ler logo para devolvê-lo. Então deixei a Terra Média montada em Scadufax e aterrissei num jatinho em Washington D.C. A mudança foi drástica, mas o livro é bonzinho... Também, em breve, minhas impressões sobre ele, a quem interessar possa.”
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E você? Que livro está lendo?
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Tempo de Amanhã Chegou Hoje - por Kbçapoeta

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Quero ver o amanhã distante!
Agora vejo a ilha
Que são as pessoas opacas,
Engomadas de uniforme ou gravata,
Empurradas pela sutil chibata
Que lhes cobram um tempo maior, resultado
Do tempo que ficou menor que suas vidas.
O desenvolvimento pode ser a salvação
Transmutada, mero apanágio
De acadêmicos procurando explicar
O imenso vácuo dos dias atuais.
O amanhã e o ontem ficaram tão próximos
Que os homens vivem um perene réveillon
Onde o amanhã está a minutos de distância,
Não mais dividido por uma noite de sono e sonhos.
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..........................................Visitem Kbçapoeta
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Haikais - por Alba Vieira

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Preto lascado
Não irá pra panela
Mesmo sendo bom

Não só na mesa
Aparência vale mais
Que qualidade
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.Visitem Alba Vieira
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Recado - por Cacá

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Meu caro Gio:

Simplesmente fantástica a sua crônica. Tem uma sobre o assunto, de Luis Fernando Veríssimo chamada COMO AS MULHERES DOMINARAM O MUNDO. Lá, ele faz uma projeção do cenário mundial para 2031. Você antecipou muito bem o que é, de fato, a realidade.
Adorei. Abraço. Paz e bem.
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Comentário em O Mundo é das Mulheres!, de Gio.
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.Visitem Cacá
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Machado de Assis e o Equilíbrio da Vida - Citado por Penélope Charmosa

.E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo, cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida.
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Machado de Assis, in “Quincas Borba”.
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Tenta-me - por Poty

Você me tenta
E quero ser tentado por ti.
Contenta-me a tua perdição.
Sinto bem pelo teu tentar,
Pela tua sensibilidade
Por tua sensualidade
Pelo teu sorriso
Pela tua pele
Pelo teu olhar
Pela tua timidez
Por tua sensatez
Por tuas imaginações
Por tua solidão
Pela tua mansidão
... A tua causa, sem causa...
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Visitem Poty
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Mundo é das Mulheres! - por Gio

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Desde que o mundo foi controlado pelos homens, as mulheres vêm tentando conquistar seu direito à igualdade. Desde o primeiro “8 de março”, onde trabalhadoras femininas lutaram por direitos e foram mortas em uma câmara de gás, as lutas se intensificaram. Desde que surgiu o feminismo, a igualdade de direito entre homens e mulheres tem sido uma disputa travada a ferro e fogo. Elas só não se deram conta de que agora quem está em desvantagem somos nós.

Como assim? “Que absurdo”? Pensem bem. Vamos começar exatamente de onde eu parei – o feminismo. Feminismo é ponto de vista, luta por ideais, prova de bravura; machismo é ignorância, prepotência, prova de retardo mental. Isso é só um exemplo de como as coisas estão, e aqui eu sigo com outro exemplo básico:

Imaginem a cena. No meio da rua, uma mulher dá um tapa na cara de um homem. Pergunta: quem vocês acham que é culpado, o homem ou a mulher? O homem, é óbvio... “Certamente ele fez por merecer”. Agora, imaginem a situação contrária: o homem bate na mulher – quem é o culpado? Culpado... ninguém vai pensar em culpado. Todos estão muito ocupados xingando o brutamontes que abusou da força contra uma mulher indefesa.

Se um homem trai, ele é cafajeste; se a mulher trai, “o cara deve ter merecido”. Mulheres podem se abraçar, deitar no colo de amigas, e fazer o que quiserem; os homens já são vistos com maus olhos. Mulheres podem fazer coisas de homens sem se complicar; se um homem faz coisas tipicamente femininas, se vê numa bela enrascada. Falando nisso, o homossexualismo feminino é mais bem aceito (e bem menos repudiado) que o masculino.

Mulheres às vezes recebem menos, mas sempre se aposentam mais cedo. Mulheres entram de graça de 80% dos lugares, e pagam menos nos outros 20%. Mulheres têm prioridade em filas, atendimento e salvamento (ou você já ouviu alguém gritar “Homens e crianças primeiro”?). A licença-maternidade é de longe maior que a licença-paternidade: não amamentamos, mas trocamos fraldas, damos banho e queremos ver a criança tanto quanto as mães. No momento que derem cota para as mulheres nas universidades, eu troco de planeta.

Admito, por muito tempo a vida era muito injusta com elas. Mulheres não podiam trabalhar, estudar, escrever ou mesmo se manifestar. A maioria dos gênios da humanidade é homem, porque as mulheres não tinham liberdade de expressão, e nem acesso ao conhecimento. Só que agora as coisas mudaram, e nem isso adiantou para que a reclamação parasse. Na verdade, essa história de “mundo machista” serve como desculpa e chantagem para conseguir facilidades (lembra do “jeitinho”?). Homens, em pleno século XXI, temos que admitir: o mundo é feminista.
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Visitem Gio
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Está Esquentando... - por Ninguém Envolvente

“É uma cidade bem devastada, só tem sem teto e não tem água.. Ninguém podia imaginar que a cidade ia assim ficar! Santa Catarina era tão bela e agora virou favela... Mas se você se comoveu clique no link que a folha deu: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u473921.shtml...”.

Santa Catarina.
O desastre foi culpa do aquecimento global? Melhor não arriscar.
Você pode ajudar a retardar os efeitos que prejudicam nosso planeta.

Faça sua parte:
- Não jogue óleo que sobrou da fritura do seu franguinho a passarinho (que estava uma delícia) no ralo da pia! Guarde-o em um recipiente limpo e depois faça sabão, não sabe fazer sabão? Nem eu. Então clica aqui e aprenda: http://www.vamossalvaroplanetajuntos.com.br/receita_sabao/ se não quiser fazer sabão, procure um posto de coleta deste óleo, dependendo da sua cidade, existem ONG’s que trabalham com reutilização do mesmo.

- Plante uma árvore. Não tem onde plantar? Compre produtos que fale no rótulo: “Na compra deste X produto, tal número X de árvores são reflorestadas”.

- Reciclar não basta, é bom, mas não é suficiente. Então consuma menos.

- A não ser que você tenha um problema de glândula e feda absurdamente, tome banhos de no máximo 15 minutos. Bolso, planeta e cútis agradecem.

- Apague as luzes que não tenham necessidade de estarem ligadas, mesmo aquelas que consomem menos, consumir menos também significa: Consumir.

- Eu sei que você está fora de forma, então ande mais a pé. Seu sistema circulatório e seu planeta agradecem.

- Último e mais importante: Você não está sozinho no mundo, então não seja egoísta e faça pelo menos UMA dessas coisas citadas acima. Uma!!! É pedir muito? Não.
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Postado, originalmente, em 02/12/08.
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Clarice Lispector e a Simplicidade - Citada por Penélope Charmosa

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Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Engenho - por Leo Santos

Não vês o que Pai prepara,
por trás do não, de cada dia;
Constrói uma ponte Sua engenharia,
sobre o rio que nos separa.

Inda que contido o pulso,
nos mostra graça, o Senhor;
E só o faz por puro amor,
pra dar ênfase, dar impulso.

O trampolim da espera montado,
na piscina da sabedoria;
Base do mergulho na alegria,
quando o salto for autorizado.

Por ora, essa distância perto,
abstinência involuntária;
Pois tal sina, não é arbitrária,
é o exercício do deserto.

O treinador sabe que é preciso,
purgar o jardim d’uns insetos;
P’ra depois alar aos afetos,
que voarão no paraíso…
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.Visitem Leo Santos
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Refazendo (Final) - por Duanny

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Acordei como se tivesse sido atropelada, na verdade eu queria mesmo era ter sido atropelada e ter sido levada pra longe de você, onde seus olhos não iriam poder mais me arruinar ou me humilhar como fizeram da última vez.

Mal tive tempo de constatar que estava mesmo viva quando meus olhos se encontraram com os seus. Você estava na cama, me olhando em tom de desaprovação, como se eu fosse uma estranha invadindo seu apartamento, eu ainda estava naquela poltrona de vinil, em que eu tanto tinha chorado. Sem cerimônias me levantei, me sentindo envergonhada por toda aquela situação, queria te pedir desculpas e dizer que eu faria o que fosse pra ter você comigo outra vez, mas aqueles olhos me maltratavam, chegavam a ser cruéis.

Sem palavras ou gestos, peguei minha mala e saí daquele apartamento, queria que tivesse vindo atrás de mim, me impedido de entrar naquele carro; eu estava descabelada, com olhos inchados e uma tremenda ressaca que não me deixava esquecer de você. Fiquei um tempo na rua esperando você vir até mim e pedir pra ficar, mas você não veio, e aquilo me destruiu por dentro de uma forma que ninguém entenderia, só eu.

Cheguei no meu apartamento e deixei que todos aqueles dias se tornassem noites. Queria deitar e sonhar, me fantasiar e depois acordar e ver que tudo não passou de um engano, mas meu sono não vinha, no lugar dele vinha você, me enlouquecendo, me obrigando a me humilhar pedindo seu perdão. Sim, me humilhei diversas vezes, ligava todos os dias querendo você, mas você nem atendia mais as minhas ligações. Até que uma dessas noites uma mulher atendeu o telefone. Eu não entendia como você poderia ter feito aquilo, desliguei sem ter pronunciado uma palavra sequer e chorei, continuei chorando.

Eu precisava dormir, me desligar dessa realidade. Achei alguns calmantes. Por ansiedade tomei todos, todos aqueles comprimidos pra tentar me desconectar de você, de suas lembranças pelo menos temporariamente, mas parecia que o sono não vinha, não importava quantos comprimidos eu havia tomado, o sono não vinha. Peguei mais uma daquelas bebidas baratas e não deixei nenhuma gota, fiquei lá, embriagada, dopada e abandonada.

Finalmente consegui dormir, mas, para sua infelicidade, nunca mais acordei.
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Visitem Duanny
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Ferreira Gullar e “A Estante” - Citado por Penélope Charmosa

Naquele novo apartamento da rua Visconde de Pirajá pela primeira vez teria um escritório para trabalhar. Não era um cômodo muito grande mas dava para armar ali a minha tenda de reflexões e leitura: uma escrivaninha, um sofá e os livros. Na parede da esquerda ficaria a grande e sonhada estante que caberia todos os meus livros. Tratei de encomendá-la a seu Joaquim, um marceneiro que tinha oficina na rua Garcia D’ávila com Barão da Torre.
O apartamento não ficava tão perto da oficina. Era quase em frente ao prédio onde morava Mário Pedrosa, entre a Farme de Amoedo e a antiga Montenegro, hoje Vinicius de Moraes. Estava ali há uma semana e nem decorara ainda o número do prédio. Tanto que, quando seu Joaquim, ao preencher a nota da encomenda, perguntou-me onde seria entregue a estante, tive um momento de hesitação. Mas foi só um momento. Pensei rápido: “Se o prédio do Mário é 228, o meu, que fica quase em frente, deve ser 227.” Mas lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira vez, observara que, apesar de ficar em frente ao do Mário, havia uma diferença na numeração.
- Visconde de Pirajá 127 - respondi, e seu Joaquim desenhou o endereço na nota.
- Tudo bem, seu Ferreira. Dentro de um mês estará lá sua estante.
- Um mês, seu Joaquim! Tudo isso? Veja se reduz esse prazo.
- A estante é grande, dá muito trabalho... Digamos, três semanas.
Contei as semanas. Não via chegar o momento de ter no escritório a estante sonhada, onde enfim poderia arrumar os livros por assunto e autores. E, mais que isso, sentir-me um escritor de verdade, um profissional, cercado de livros por todos os lados. No dia da entrega, voltei do trabalho apressado para ver minha estante.
- Como é, veio? - perguntei ao entrar.
- Veio o quê?
- Como o quê? A estante!
Não viera. Seu Joaquim não cumprira com a palavra empenhada, ah português filho de... Telefonei para ele sem dissimular, no tom da voz, minha irritação. E ele:
- Como não cumpri? Andei com dois homens de cima para baixo da rua e não encontrei o tal número que o senhor me indicou. Não existe na rua Visconde de Pirajá o número 127, senhor Ferreira.
Fiquei sem ação. Dera a ele o número errado.
- Diga-me o número certo e sua estante estará em sua casa amanhã mesmo.
Fiquei sem palavra. Se não era 127, qual número seria? Não era 227, disso tinha certeza... E o Joaquim ao telefone:
- Qual o número, seu Ferreira?
- É 217, seu Joaquim... É isso, 217.
- Muito bem, 217. Já anotei. Amanhã terá sua estante.
Não tive. Ao chegar em casa e verificar que a estante não estava lá, conclui que havia dado de novo o número errado ao marceneiro. E corri para o telefone a fim de me desculpar.
- Seu Joaquim, é o senhor Ferreira... da estante.
- O senhor está querendo brincar comigo?
Fui tomado por um frouxo de riso, enquanto seu Joaquim, indignado, dizia que não ia mais entregar estante nenhuma, que eu fosse buscá-la, pois já era a segunda vez que subira e descera a Visconde de Pirajá, carregando aquela estante enorme etc. etc...
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Pensamento Legal - por Fatinha

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Querido Brógui:

Outro dia, conversando sobre relacionamentos com um colega, ele soltou: “quem diz que quer se relacionar, mas não quer se envolver, tem que namorar uma planta.”

Genial!
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Postado, originalmente, em 02/09/2008.
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Visitem Fatinha
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Albert Camus e a Alegria - Citado por Penélope Charmosa

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Nasce então a estranha alegria que nos ajuda a viver e a morrer e que, de agora em diante, não recusamos a adiar para mais tarde. Na terra dolorosa, ela é o joio inesgotável, o amargo alimento, o vento forte que vem dos mares, a antiga e a nova aurora.
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Mesmo Distante Faço Parte de Você - por Priscila Conrado

Só queria te conhecer
Não quero seu amor
Só peço pra não me esquecer
Eu choro é de dor

Não sei porque foi embora
Mas deixou algo pra trás
Pensou nisso alguma hora?
Não! Comprometer sua paz?

Mas a rejeição não é a morte
Foi só o primeiro de muitos
Conformo-me, questão de sorte!
Esperarei encontros fortuitos
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A Deusa do Vento - por ZzipperR e vestivermelho

Ela chega devagar e soprando uma brisa gelada, a gente sente na alma e fica arrepiado, aquele friozinho sobe pelas costas, até a nuca, sopra no ouvido, como se quisesse dizer alguma coisa, lá no fundo, bem fundo, tão profundo que paramos para escutar, mesmo se ela estiver apenas soprando.

Naquele dia em que eu subi na grande pedra, o sol estava forte, não ventava e o calor estava insuportável, parei e olhei o céu. As nuvens estavam formando e mudando o cenário. Do alto daquela pedra, eu avistei um vento forte se aproximando, eu via ao longe a mata baixando com a força do vento, se deliciando com o seu carinho, com movimentos de felicidade.

Quando ela chegou na grande pedra e me viu, se apaixonou, ela não conseguiu sair do meu lado. Eu via e sentia ela girando sobre mim, já não ventava tão feroz mais, ela soprava um vento suave e gostoso.

Eu não sentia mais tanto calor, sentia aquele vento carinhoso e refrescante que dominava e tomava conta do meu corpo, aliviando o calor e tranquilizando a alma.

A partir daquele momento, percebi que não estava mais só, então olhei atentamente para ver se conseguia vê-la. Ela estava ali, do meu lado, olhando a planície também. Eu fiquei olhando para ela e quando ela falava alguma coisa para mim, eu não escutava, mas sentia o vento soprar em meu rosto.

Ela era linda, mas sua imagem não era nítida, era uma imagem turbulenta, em constante movimento, como se estivesse em um túnel de vento fazendo ondas nos seus cabelos. Fiquei encantado com a sua beleza e sorri, ela sorriu também e do seu sorriso saiu uma brisa refrescante, que atingiu o meu coração.

Resolvi brincar e saí correndo da pedra. Pulei e corri, ela correu atrás e na medida que eu corria, ela vinha fazendo festa atrás, levantando poeira, levantando folhas e soprando um vento forte em mim.

Corremos, corremos muito, no meio das árvores, no meio do campo. Às vezes, ela me ultrapassava e ficava girando, fazendo um rodamoinho como uma bailarina dançando, para chamar a minha atenção.

Nosso namoro era lindo, eu ia correndo e ela me beijando com aquele beijo gelado de vento, eu sentia o carinho daquele vento na boca e no rosto, eu corria e ela me abraçava com seu abraço de vento gostoso e refrescante, tão bom que eu sentia na alma.

Um dia, aconteceu uma coisa inexplicável: quando eu corri para a grande pedra, escorreguei e caí de uma altura muito grande, não tive como me defender e fiquei ali no meio da mata jogado. Ela chegou com todo o seu amor e me viu ali caído, imóvel e sem vida. Seu coração ficou desesperado. Ela deu um grito de dor e saiu arrastando tudo, com uma força imensa, tão forte que arrancava árvores, arrastava casas e destruía tudo que encontrava pela frente.

Ela chorava e aquele vento e aquela chuva inundavam tudo.

Naquele momento, eu cheguei e acalmei a sua dor, ela me viu e ficou feliz, acalmou e agora sopra suave, um vento bem gostoso, o vento do amor. Agora eu vivo com ela, como vento soprando e brincando no meio das árvores.

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sol ama lua
lua ama sol

rainha ama rei
rei ama rainha
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Ou ainda O Necessitado ou Relacionamento em Crise ou talvez Trabalhos Manuais - por Flavio Braga (Erótico)

- Pô, cara, tô necessitado.
- Como assim, necessitado?
- Sexo.
- Hum.
- Mas a coisa está feia. Tenho medo de ter esquecido como se faz, e pior, talvez eu fique muito surpreso se eu lembrar de como se faz.
- Há quanto tempo você não faz sexo?
- Com uma pessoa?
- É, animal! Claro! Ou você acha que conta boneca inflável ou sua mão esquerda?
- Claro que não. Até porque com a mão esquerda a impressão é de se estar com uma estranha.
- Não enrola, cara. Quanto tempo faz que você não faz?
- Sei lá.
- A propósito, você já fez sexo?
- Com uma pessoa?
- Não, com um bode reprodutor, anta! Claro que é com uma pessoa!
- Do mesmo sexo ou de sexo diferente?
- Eu achava que você era hetero.
- E sou.
- Então por que tá me perguntando isso?
- Sei lá, gosto de te ver nervoso.
- Tá certo. Quanto tempo, garanhão?
- Não sei, talvez uns dois ou 20 anos, por aí.
- Porra, mas essa é sua idade.
- Pois é. Não sei mais o que faço.
- Ué, cara, internet serve justamente para pervertidos como você. Procura uns filmes, compra umas velas, um champanhe, para sua mão ficar no clima, sei lá.
- Não adianta mais.
- Como assim, cara? Na internet você encontra tudo de mais bizarro, fica a seu critério a escolha.
- Mas a coisa tá complicada: já vi todos os filmes de Brasileirinhas, de tailandesas, de russas, filmes hentai, softcore, hardcore, forrocore, bondage, sadomasoquismo, sexo com travestis, com anões besuntados com Gelol, senhoras de 114 anos, sexo com mendigos... Nada mais me satisfaz.
- Entre mendigos? Me dá o link?
- Oi? Desculpa. Tava distraído.
- Crise. Seu relacionamento está em crise.
- Como assim, eu não me relaciono com ninguém!
- Como não? E sua mão? Já pensou em sexo com prostitutas?
- Já, mas é como fazer com a mão esquerda. É uma estranha.
- Então amigo, faça as pazes com quem sempre te satisfez. Salve seu casamento com sua mão direita ou vai ter que fazer algo muito difícil.
- É? O quê?
- Arrumar uma mulher.
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Visitem Flavio Braga
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Canção - por Marília Abduani

Os olhos fechados,
a mente vagando.
As mãos vão girando a caneta no ar.
O copo ao meu lado, cigarro queimando,
um olho na terra e o outro no mar.
A boca se abrindo, sem tino, sem nada,
ensaiando sorrisos que estão por chegar.
A feição sombria de uma enamorada,
e no ar, em fumaça, escrito: criar.
Prisão sendo aberta, liberdade doada,
As cordas batendo em meu violão.
E nesses instantes de paz alcançada,
do ventre do eterno desponta a canção.
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Verdades - por Ana

Blusa, jaqueta, cartola,
O negro mostra o que sou.
Máscara na face risonha,
As cores mostram o que doo:

Olhos em azul-celeste,
Um pouco do céu no olhar;
Cabelos em verde-claro,
A esperança a me guiar;

Sorriso gigante em vermelho,
Otimismo a extravasar;
Base branca em todo o rosto,
Muita paz pra harmonizar.

Assim me torno um palhaço
Transmitindo, aonde vou,
Meus ideais, minhas crenças,
Até o último voo.
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..................Inspirado em Palhaço, de Adhemar.
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O Ser Mulher - por Esther Rogessi

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Quando ‘O Criador’ fez todas as coisas, desde a porção seca até as muitas águas; dos répteis até as aves; da grama verdejante até as frondosas árvores... Quando tudo se LHE apresentou perfeito, cuidou Ele de criar o que seria mais perfeito do que toda a Sua criação: o homem!
E deu-lhe o comando, o poder, o domínio sobre toda a carne, até mesmo sobre a temível serpente... Porém, viu Deus que, sendo o homem a sua obra mais perfeita, precisaria de alguém que se equiparasse a ele... Assim, ‘por fim’... criou a mulher!
Sabendo O Senhor o potencial da ‘sua criação’... e quão audaz, sagaz, ardilosa, sensitiva, intrépida e reconhecidamente inteligente era ela - foi quem primeiro falou com a serpente, sem temor - cuidou para que esta não estivesse à frente, nem por trás do homem, mas ‘como que à frente’ - a adjutora -, posição de quem está lado a lado.
O machismo faz com que seja propagada a ideia - machista - de que a mulher proveio do homem... Não entendem o sentido metafórico tão peculiar da Palavra. Acaso não é o homem fruto da mulher?... A ordem natural das coisas mudou...? Certamente que não!
Deus fez o homem segundo a sua imagem... faria a mulher segundo a sua resta?
Não é a mulher quem primeiro o carrega no ventre?
Não é o homem nutrido por seu corpo e formado por seu sangue?
Homens se dizem cabeça, e que a mulher é seu pescoço...
O que é uma cabeça sem pescoço...?
Diante dessa falácia machista... apresenta-se uma teoria, não feminista, por defender a determinação divina de ser o homem cabeça, porém de saber ser verdadeira a Palavra quanto ao fato de que Ele não faz acepção de pessoas - que os amantes da hermenêutica não contradigam -, é obvio que o pescoço embeleza a cabeça e lhe dá direção, permite-lhe o movimento... Penso, no entanto, que se o Criador, logo após o término de Sua maravilhosa obra, percebeu que a mesma não estava completa, faltando um ‘vital desfecho’... e, tendo feito o homem cabeça, fez da mulher simplesmente o seu cérebro... Assim, ela, a mulher, não é vista... Não está à frente, nem por trás do homem, mas, contida em cada um deles...
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