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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quinta-feira, 30 de julho de 2009

Santa Paciência, Batman! - por Gio

Minha gente, no Duelos, eu não tô dizendo?
Essa menina tá ficando convencida
Já chamou dois de nós para uma partida
Ou ao menos é isso que eu estou lendo...

O Monge meditando sobre o arvoredo
Já que eu, de meus meios, estou desarmado
Não basta estar com o computador quebrado -
Ouço o despautério de que estou com medo!

Parece que essa moça não me conhece
Para anunciar coisa tão absurda
Vai desejar já ter nascido cega e surda
Então pode começar a fazer as preces

(Irônico, já que o Monge sou eu
Mas quem mandou cantar de Zé Dirceu?
Olha só onde ‘cê se meteu
Quando me chamou para o coliseu!
Mexeu comigo, se... Tá, deu.

O comentário, dou por encerrado
Antes que este seja censurado
E eu, bem, tachado de desbocado...)

Samurai, não penses tu que eu esqueci
Do que seu julgamento tanto me alopra:
Venenosa, me chama de “morde-assopra”,
Chocolate com pimenta... Oh, let me see:

Acredito que você comigo concorde
Que, ao exaltar a minha rima inteira
E, logo em seguida, me passar rasteira
Também é rato que lambe, e depois morde.

E a hipocrisia de que não te acusei
Mas que você me achou ter te acusado...
Agora creio que ficou escancarado
Que é remorso, mea culpa de sua Lei

Te chamo ao ringue, mas com uma condição
Um-contra-um, pois eu não sou nenhum covarde
E a Espadachim, que sua vez aguarde,
Se prepare, mas não declare rendição

Pois nessa nossa Grande Arena Virtual
Há sempre espaço para dois bat-duelos
Ao mesmo tempo, em horários paralelos
Mas aqui mesmo, nesse mesmo bat-canal!

A essa luta, uma implicação decai
Necessita um nome para quem Duela
Aqui eu faço uma sugestão singela:
Que tal chamarmos “O Monge x A Samurai”?
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Resposta a Santo Desafio, Batman!..., de Ana.
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Visitem Gio
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As Nossas Palavras XX - por S. Ribeiro

.A 0272076185 A

Que cheiro têm as notas de cem?
Não me parecem papoulas, os dias
me fazem percebê-las como se estivessem ainda no Afeganistão,
perdido em ópio convenientemente
doce...

Bem que não merece uma esfinge meu caráter, cheio de tudo, e como o dinheiro,
me cai como nada,
nas mãos de uma saúde que o
governo não cobre,
cheia de invenções infelizes
do alto da verdade perdida.

Entre todos os silêncios possíveis
me acanho,
de todos os elos extintos.
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Visitem S. Ribeiro
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As Nossas Palavras XIX - por Nina

Trabalhar é o proveito dessa vida.
Jamais roubar do filho o direito de ir à luta é a dura lição daquele que não tem vocação para ensinar e só sabe superproteger.
Trabalhar é o arroz com feijão pra autoestima de quem desconhece que não tem vocação para ensinar e só sabe superproteger.



Inspirado em “As Nossas Palavras XIX”, de Alba Vieira.
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Visitem Nina
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Calma - por Alba Vieira

Andar a esmo é colher pérolas
Onde os apressados só encontram cascalhos.
Acalma teu coração e participa da mágica da vida.



Visitem Alba Vieira
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Mote do Gio I - por Ana

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Mote
Ando sempre, ando em círculos
Déjà vu em cada instante
É apenas mais um ciclo
Nesse mundo roda-gigante



Não renovo meu currículo,
Ando sempre, ando em círculos,
Não consigo ir adiante,
Déjà vu em cada instante.
Vou vender o meu triciclo...
É apenas mais um ciclo?
Me tornei um ambulante
Nesse mundo roda-gigante.

Mesmo querendo ir em frente
Ando sempre, ando em círculos.
Só como cachorro-quente,
Déjà vu em cada instante.
Como disse meu ex-gerente:
“É apenas mais um ciclo.”.
Como viver tão descontente
Nesse mundo roda-gigante?

Acho que vou desistir:
Ando sempre, ando em círculos...
Não tenho o que digerir...
Déjà vu em cada instante.
Da vida vou me despedir:
É apenas mais um ciclo...
Não vou mais me divertir
Nesse mundo roda-gigante.

Pronto! Não tenho mais vínculos,
Ando sempre, ando em círculos...
Tô num estado agonizante,
Déjà vu em cada instante.
Mantenho a dor ou reciclo?
É apenas mais um ciclo.
Eu só queria um calmante
Nesse mundo roda-gigante.

Não aguento mais purgatório!
Ando sempre, ando em círculos...
Só penso no meu velório!
Déjà vu em cada instante.
Deliro... Anjos no oratório...
É apenas mais um ciclo:
Minha alma num grande empório
Nesse mundo roda-gigante.

Ninguém ouviu minha prece:
Ando sempre, ando em círculos...
Aqui, nunca nada acontece.
Déjà vu em cada instante.
Este marasmo aborrece...
É apenas mais um ciclo?!
Arrependimento entontece
Nesse mundo roda-gigante.

Me mandaram renascer.
Ando sempre, ando em círculos...
Mamadeira, fralda, crescer...
Déjà vu em cada instante!
Ser criança, adolescer...
É apenas mais um ciclo.
Vou trabalhar pra sobreviver
Nesse mundo roda-gigante.

Me tornei um ambulante...
Ando sempre, ando em círculos.
Vou vender o meu triciclo...
Déjà vu em cada instante!!!
Não consigo ir adiante...
É apenas mais um ciclo?!!!!
Não renovo meu currículo
Nesse mundo roda-gigante...
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Sabedoria na Loucura! - por Esther Rogessi

CIÊNCIA OCULTA...
Nada há oculto que não seja revelado.
Arte Hermética... Caibalion...
O que é selado,
Trismegisto...
Diz-se do que julgam alguns, ser três vezes o grande.
O que o É... Uma só vez É!
A Santíssima Trindade o É!
Hermes...
Fundador da Astrologia, Arte Hermética, Alquimia...
Egito antigo o deificou, cultuou...
Thoth...
A Grécia igualmente o deificou...
“o deus da sabedoria”
Deus, O ETERNO, Jeová... A própria sabedoria
Outro não houve, não há nem haverá!
Hermes?
Ou Melquisedeque?
Sacerdote de Salém...
O primeiro a dizimar a Abrão, ainda não Abraão!
Do qual não se tem conhecimento dos pormenores de sua vida, nem de sua morte.
Abraão...
Amigo de DEUS!
Por receber desta FONTE A VERDADEIRA SABEDORIA.



Visitem Esther Rogessi
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Um Lance de Ocaso - por Luiz de Almeida Neto

Foi só uma rajada,
uma lufada de ar fresco
O tempo de pegar a almofada
ou de chegar primeiro.

O tempo inteiro eu organizado
E na hora de valer
Tudo decidido ao contrário
do que eu esperava ver.

Fazer de conta que controla tudo
ou crer que alguém controla
por você
Não faz diferença em um mundo
que na hora do deita-e-rola
não se sabe o que vai acontecer.

No fim das contas é só uma torcida
Uma ponta de esperança
mastigada, pisada e cuspida
esperando vingança.

Não sou eu quem vai dizer
até porque não há nada
por trás de um segundo:
ridículo e imenso prazer,
ou se é uma porrada,
gesto escroto e imundo.

Difícil fazer sentido
Quando tudo se explica
no rolar dos dados do infinito
fazendo friozinho na barriga.

Mais uma carta, senhor?
Eu quero mais é passar do vinte e um.



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quarta-feira, 29 de julho de 2009

As Nossas Palavras XIX - por Alba Vieira

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Trabalhar é o proveito dessa vida.
Jamais roubar do filho o direito de ir à luta é a dura lição daquele que não tem vocação para ensinar e só sabe superproteger.



Visitem Alba Vieira
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Meu Sonho de Consumo II - por Adir Vieira

Tomei um banho rápido com o intuito de não desistir da compra. Sempre acontece isso com meus desejos frugais – acabo deixando-os de lado.
Com a ideia fixa na cafeteira, saí em direção ao shopping próximo, pois lá, com certeza, escolheria, nas diversas lojas de eletrodomésticos e nas lojas de departamentos, aquela ideal para a minha cozinha.
Não gosto de café, mas prepará-lo ali seria tudo de bom. Antes de comprá-la, garanti num reforço para a não-desistência: os grãos adequados, escolhidos logo na entrada, no supermercado.
Percorri duas ou três lojas, inclusive a que distribuiu o folheto de propaganda e, para minha tristeza, todas demonstravam estoque zero e os vendedores informavam aquele extenso prazo de entrega. O preço nunca condizia com o divulgado porque isso, porque aquilo.
Meu desejo de comprá-la ia definhando e até questionei se era tão forte assim. Mas já tinha os grãos, o que fazer senão ir em busca da preciosidade?
Andei por mais algumas lojas, mas, sabem, nenhuma das que eu via correspondia àquela dos meus sonhos – ou eram grandes demais ou a diversidade de preparo não condizia com a utilidade que eu dela iria fazer.
Desalentada e culpando minha ferrenha compulsão em certas horas, voltei para casa com o pacote de grãos de café para cafeteira expresso.
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Visitem Adir Vieira
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Santo Desafio, Batman!... - por Ana

Oba! Voltei com tudo!
Já me desfiz da mochila!
Soraya quer desafio!
Pra assistir à luta tem fila!

Num canto do ringue, ela,
Soraya, a Espadachim;
No outro eu, a Samurai,
Tranquilidade até o fim.

Mas, Soraya, tu nem vem
Com briga entre os Estados,
Que por aí eu não vou:
Nós vivemos lado a lado.

Porém digo pra constar:
Tenho sangue nordestino.
Peixeira na minha mão
Determina o teu destino.

Não brinca com isso não,
Que (com ou sem holofote)
Quem vem do Norte ou Nordeste
“É, antes de tudo, um forte”.
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Enquanto isso, no outro corner,
Tremendo e orando agachado,
Nosso Gandhi brasileiro,
Totalmente apavorado.

Foi ao Congresso, dançou,
Se esbaldou na polonesa,
Tirou foto, duelou,
Agora sumiu à francesa.

E Gio, eu te corrijo:
Já houve dois contra um
Aqui mesmo no Duelos.
Dos dois, não sobrou nenhum.

Fiquei eu, a Samurai,
Aguardando mais pelejas,
Até que vieram vocês
Desafiar a sertaneja.

Esclareço outra coisa,
Menino que se fez de pai:
Aqui já lutei vários rounds
E nunca, jamais disse um ai!

Garoto, eu tenho fibra!
Passou por mim, eu amasso.
Tanto que já fui chamada
De “mulher cruel do cangaço”.
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Eu encaro vocês dois
Só com a mão e uma pena.
Vão estatelar no chão,
Sair de maca da arena.

Então entrem logo no ringue
A espada e o estilingue:
O Homem-morcego dos pampas
E a Mulher-gato de Sampa.

Já apresentei minha arma
E todos são testemunhas.
Como é? Não vai começar?
Cansei de lixar as unhas...
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Resposta a Desafio, de Soraya Rocha
e Guerra Santa, de Gio.
Referências: Pra Terra do Nunca..., de Ana;
frase de Euclides da Cunha no jornal “O Estado de São Paulo”;
Sempre Alguém se EngAna, de Gio;
Vade Retro, Ananás!, de Raquel Aiuendi.
Mahatma Gandhi.

terça-feira, 28 de julho de 2009

As Nossas Palavras XX

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Wordle: As Nossas Palavras XX
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Clique na imagem para ampliar.
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Imagem: Wordle
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Provérbio Italiano em As Nossas Palavras XIX - Enviado por Adhemar

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Não ensinar ao filho a trabalhar é como lhe ensinar a roubar.



Visitem Adhemar
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Fuga - por Alba Vieira

Fugir de você não posso
Desde que tua imagem ficou incrustada
No tapete das minhas retinas,
Quando pra longe te vi partir.



Visitem Alba Vieira
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Recado - por Bruno D’Almeida

Tenho andado tão corrido que dei uma pausa nos escritos... mas estou me preparando pra voltar com tudo!
Beijos!!!!!



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Um Dia de Fúria - por Fatinha

Querido Brógui:

Convenhamos que pra quem gosta de futebol, encarar Maracanã em dia de decisão é um prato cheio. Eu sei que o futebol é paixão nacional, mas não tô nem aí pra isso. Quanto mais longe eu estiver, melhor. Então, convenhamos mais uma vez que o último lugar do mundo onde eu poderia estar no domingo era nas imediações do estádio. E onde eu estava? Passando na porta. Tendo acabado de ser atropelada por uma prova. Com fome. Todo castigo pra corno é pouco.
Quando percebi o que estava acontecendo, já havia sido sugada para o olho do furacão. Lembrei de meu nobre propósito de não envelhecer à toa e procurei manter a fleuma. Lacrei os vidros do Tigrão, escondi a bolsa embaixo do banco, liguei o ar condicionado no máximo, coloquei Fernanda Abreu berrando no meu ouvido e tentei transportar a minha alma para outro lugar qualquer. Qualquer lugar, menos ali, onde eu estava. Tentei visualizar o Afeganistão, Uganda, o Complexo do Alemão. Não consegui. Minha alma estava presa ao meu corpo e meu corpo preso no engarrafamento.
Pensei que o melhor a fazer era tentar me distrair observando o que se passava. Péssima ideia.
Primeira observação foi a quantidade de homens barrigudos que existem nesse Rio de Janeiro. Saca aquela barriga pendurada por cima da bermuda? Saca aquela bermuda que não tem o poder de esconder o cofrinho? Saca aquela bunda murcha? Parecia que tinham aberto as porteiras do inferno. E lógico que todos estavam sem camisa, para exibir aquele corpinho esculpido a ferro e fogo pelo capeta.
Também constatei que o esfíncter masculino é bem menos treinado que o feminino. Neguinho faz xixi pelos muros, nos canteiros, na roda do próprio carro, dentro de latinha de cerveja. A falta de pudor – e de higiene – é impressionante.
Mas até aí, tudo bem. O que me causou uma indignação ímpar foi ver os motoristas bebendo e dirigindo. Dirigindo e bebendo. É muita burrice mesmo ou eu é que estou ficando mais chata do que o normal? Vai ver que como dizem que não se deve dirigir depois de beber eles entendem que podem dirigir e beber simultaneamente. Não tinha um policial pra dar uma dura nos caras. Tinha apenas um pobre de um guarda municipal tentando fazer com que os motoristas parassem no sinal vermelho. Sem sucesso, óbvio.
Lá pelas tantas, olho para o lado e vejo um selvagem, portando uma latinha de cerveja e um carro velho todo porrado – duas armas, portanto – dando um tapão no meu retrovisor. Bater no Tigrão? Covardia! Sabe aquela cena de desenho animado quando o personagem fica todo vermelho saindo fumacinha pelas orelhas? Pois foi assim que fiquei. Minha vontade foi de sair do carro e ir lá tomar satisfações, mas em uma fração de segundos eu percebi que não tinha a menor chance de sair viva de uma situação daquelas. Fiz as contas e vi que era uma mulher sóbria desarmada contra cinco bêbados portando cada qual uma camisa do “Framengo”. Morte na certa. Morte dolorosa e humilhante. Controlei meu impulso suicida, meti a mão na buzina e fiz da voz do Tigrão a minha própria voz. Descarreguei naquela buzinada toda a minha fúria e só parei porque – eu nem sabia que isso acontecia – a buzina falhou, ficou rouca.
Moral da história? Eu odeio futebol, odeio os torcedores, odeio a taça Guanabara, odeio o Maracanã, odeio os bêbados, odeio os carros velhos, odeio o guarda municipal, odeio os barrigudos, odeio os mijões, odeio muito tudo isso.
Envelheci.



Visitem Fatinha
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A Vontade de Escrever - por Luiz de Almeida Neto

Voltou. Mas não foi legal, foi mais algo como se eu estivesse fugindo de uma clínica de viciados em literatura. Não foi propriamente uma alegria, mas não posso dizer que foi uma tristeza.
Sempre que me ocorre essa vontade eu me lembro de um filme, chamado “Um Morto Muito Louco”, naquela cena em que eles saem carregando o cara. É meio irracional isso, mas é aí que eu quero chegar.
Não existe nada de racional quando eu escrevo, apesar de ser isso justamente o que eu esperava que fosse: “o auge da razão expressado em palavras”, e às vezes me parece o contrário, o que só comprova a tese que atesta a minha inaptidão e incompetência para este ofício que eu tanto admiro, e assim “enfraquece a amizade”.
E então eu venho ao submundo dos blogs (com todo respeito a quem escreve de maneira decente), pra escrever bobagem, pra ocupar o tempo de quem tem mais o que fazer, com este meu vício insanável e triste.
A realidade é que eu estive limpo por quase três meses. Mas deu vontade e aqui estou eu, de novo, pra “aperrear” (essa palavra é bem típica da minha terra) vocês. Obrigado pela paciência que sempre tiveram. Peço só um pouco mais dela. Heheheheh. Abraço.



Recado - por S. Ribeiro

Ana, somente hoje li seu comentário, e como de costume, estou satisfeito e feliz por sua opinião. Você chegou no ponto que pretendo: ser inesperado. Mas com já iminentes 8 anos de experiência poética, descobri que a linguagem só se adequará à verdade do mundo (que é a que parece ser a do escritor) se você for um ser de atitudes não-convencionais ou no mínimo originais. Obrigado mais uma vez, feliz dia do amigo sempre pra nós dois, pois é o que você é para mim (mesmo virtualmente): uma amiga, pois é gentil com meus trabalhos, o que é muito importante pra mim. Abraço apertado.



Resposta a comentário de Ana em “Amigos”, de S. Ribeiro.
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Visitem S. Ribeiro
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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ana Hatherly (Biografia) - Enviada por Ana

Ana Hatherly (Porto, 1929) é uma poetisa, ensaísta, investigadora, tradutora, professora universitária e artista plástica portuguesa.
Membro destacado do grupo da Poesia Experimental Portuguesa nos anos 60 e 70, tem uma extensa bibliografia poética e ensaística. Dedicou-se também à investigação e divulgação da literatura portuguesa do período barroco tendo fundado as revistas Claro-Escuro e Incidências. Licenciada em Filologia Germânica pela Universidade Clássica de Lisboa, doutorou-se em Estudos Hispânicos do Século de Ouro na Universidade da Califórnia em Berkeley. Professora Catedrática da Faculdade de Ciencias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa onde fundou o Instituto de Estudos Portugueses. Membro da Direção da Associação Portuguesa de Escritores nos anos 70, foi também membro fundador e depois Presidente do PEN Clube Português e Presidente do Committee for Translations and Linguistic Rights do PEN Internacional.
Em 1978 foi agraciada pela Academia Brasileira de Filologia do Rio de Janeiro com a medalha Oskar Nobiling por serviços distintos no campo da literatura. Em 1998 obteve o Grande Prêmio de Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores; em 1999 o Prêmio de Poesia do P.E.N. Clube Português; em 2003 o Prêmio de Poesia Evelyne Encelot, na França, e o Prêmio Hannibal Lucic, na Croácia.
Paralelamente tem uma carreira como artista plástica, iniciada nos anos 60, com um extenso número de exposições individuais e coletivas em Portugal e no Estrangeiro. Obras suas estão incluídas nos principais Museus de Arte Contemporânea portugueses e em coleções privadas nacionais e estrangeiras.
Diplomada em técnicas cinematográficas pela International London Film School, nos anos 70 foi docente na Escola de Cinema do Conservatório Nacional, e no AR.CO (Centro de Arte e Comunicação Visual), em Lisboa. Existem cópias dos seus filmes no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e no Arquivo da Cinemateca Portuguesa, em Lisboa.

Bibliografia

Poesia
1958 - Um Ritmo Perdido
1959 - As Aparências
1960 - A Dama e o Cavaleiro
1965 - Sigma
1967 - Estruturas Poéticas: operação 2
1968 - Eros Frenético
1969 - 39 Tisanas
1970 - Anagramático
1973 - 63 Tisanas: (40-102)
1980 - Poesia: 1958-1978
1982 - Ana Viva e Plurilida, in Joyciana
1983 - O Cisne Intacto
1988 - A Cidade das Palavras
1994 - Volúpsia
1997 - 351 Tisanas
1999 - Rilkeana (Prêmio de Poesia do PEN Clube Português)
2001 - Um Calculador de Improbabilidades
2003 - O Pavão Negro (Prêmio de Consagração da Associação Portuguesa de Críticos Literários)
2003 - Itinerários
2005 - Fibrilações
2005 - A Idade da Escrita e Outros Poemas (antologia)
2006 - 463 Tisanas
2007 - A Neo-Penélope

Prosa
1963 - O Mestre
1967 - No Restaurante, in Antologia do Conto Fantástico Português
1977 - Crônicas, Anacrônicas Quase-tisanas e outras Neo-prosas
1979 - O Tato, in Poética dos Cinco Sentidos
1983 - Anacrusa: 68 sonhos (sonhos da autora comentados por vários autores)
1999 - Elles: um epistolado (com Alberto Pimenta)
2004 - O Neo-Ali Babá, in Mea Libra - Revista do Centro Cultural do Alto Minho, nº 14

Ensaio e Edições Críticas1962 - Nove Incursões
1979 - O Espaço Crítico: do simbolismo à vanguarda
1983 - A Experiência do Prodígio: bases teóricas e antologia de textos-visuais portugueses dos séculos XVII e XVIII
1989 - Defesa e Condenação da Manice
1990 - Poemas em Língua de Preto dos Séculos XVII e XVIII
1991 - Elogio da Pintura de Luís Nunes Tinoco
1991 - A Preciosa de Sóror Maria do Céu
1991 - Lampadário de Cristal de Frei Jerónimo Baía
1991 - O Desafio Venturoso de António Barbosa Bacelar
1992 - Triunfo do Rosário: repartido em cinco autos de Sóror Maria do Céu
1995 - A Casa das Musas: uma releitura crítica da tradição
1997 - O Ladrão Cristalino: aspectos do imaginário barroco (Prêmio de Ensaio da Sociedade Portuguesa de Autores, 1998)
2002 - Frutas do Brasil Numa Nova e Ascetica Monarchia, consagrada à Santíssima Senhora do Rosario de António do Rosário
2003 - Poesia Incurável: aspectos da sensibilidade barroca
2004 - Interfaces do Olhar: uma antologia crítica / uma antologia poética
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Fonte: Wikipédia
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As Nossas Palavras XIX - por Alba Vieira

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O que será que o pai vai ensinar ao seu filho no futuro? Trabalhar duro pra jamais roubar ou quando trabalhar roubar sempre pra se dar bem na vida?



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Meu Sonho de Consumo - por Adir Vieira

Meu sonho de consumo nunca foi o carro do ano nem um apartamento de luxo à beira-mar.
Desde que me entendo por gente, meu sonho de consumo foi ter em casa uma cafeteira especial.
Nos cafés públicos, nas grandes confeitarias, nas grandes lojas e até mesmo nos laboratórios de exames, ou seja, onde quer que eu ia e existia uma, ficava fascinada.
Chamava minha atenção a forma rápida e exata dessas grandes máquinas de café, ao preparar a xícara, num pequeno toque. E quanta diversidade de tipos - expresso, capuccino e outros!
Desde anos atrás, quando as fábricas de eletrodomésticos lançaram no mercado as grandes cafeteiras de café expresso, empolguei-me. Desde então venho buscando ter uma - especial.
Como para aguçar meu forte desejo, sempre outras prioridades de consumo deixam para trás essa ideia fixa.
Hoje, lendo um desses folhetos de propaganda de grandes lojas de departamento, deparei-me com uma delas. Linda, no tamanho exato dos meus sonhos. Com recipiente para duas xícaras. Ideal para a minha bancada de cozinha.
Tomei uma decisão. Vou comprá-la.
Depois eu conto.



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