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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 11 de julho de 2009

Fantasia - As Nossas Poesias XVII

Criei uma fantasia
Com retalhos coloridos
Triângulos recortados
Costurados com paetês
Em cores alternadas unidos

Usei minha fantasia
Noite, tarde e dia
E era só alegria
Até que me tornei personagem
Confundi-me com a imagem

Rasguei minha fantasia
Só queria voltar a ser eu
Mas o que eu não sabia
É que o personagem traria
Coisas que se somariam
Eu antes mais ele
Sendo agora um novo eu



Poesia criada por Ana, Clarice A. e Anônimo.
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Refletindo - por Alba Vieira

Lagoa tranquila refletindo meu rosto
Que crispado pela dor se desfigura
Em máscara encobrindo a candura
Daquela que sofre do mundo o desgosto.

Quisera olhar agora o mar revolto
Levando para longe o desespero
De quem na vida experimenta o desterro
Por sentir-se ainda parte desse mundo louco.



Poesia cujos título e primeiro verso foram utilizados para a versão coletiva Refletindo - As Nossas Poesias XVI.
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Visitem Alba Vieira
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Memórias de um Seminarista (Parte XIII) - por Paulo Chinelate

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MUDANÇAS EM VISTA


O ano escolar começou bem cedo. Tenho uma mesa de estudos com tampa de levantar onde guardo meus livros. Um ratinho branco disputa um lugarzinho entre os meus objetos escolares. Meu mascote recebe todos os dias sua ração de pão, bolacha e água. Levo-o para tomar sol às horas de recreio. Muitos são os animais de estimação adotados por colegas. Um tem uma pequena cobra cipó, verdinha que faz gosto. Outro, uma aranha tarântula, peluda, enorme. Meu vizinho de estudos tem um jeco, pequeno camaleão que troca de cores quase instantaneamente. Atrás do galpão dos banheiros temos vários viveiros de cobras que ficam aguardando o momento para serem mandadas para o Instituto Butantan. Recebemos soro antiofídico em troca dos espécimes que para lá enviamos. A floresta que nos circunda é rica de ofídios: jararacas, urutus, principalmente a urutu cruzeiro e cascavéis. A mais linda de todas é a caninana. Não é venenosa. Tem lindas escamas amarelas, pretas, verdes e vermelhas.
Outro dia fomos visitados por caravana de alunos e familiares Maristas do Rio de Janeiro. Um dos senhores da comitiva estava a filmar-nos em nosso dia a dia. Eu portava a caninana enrolada no meu braço quando ele se aproximou. Para minha infelicidade, naquele exato momento caiu um cisco em meu olho. Uma semana depois mandaram-nos a fita que foi exibida antes do filme do mês. Eu estava piscando e tentando explicar a origem, nome e dados do animal. Ficou hilário. A plateia riu a valer.
A sala de exibições dos filmes fica no porão abaixo da capela. Cabem umas trezentas pessoas. Tem palco e é lá que são apresentadas peças teatrais. Quem cuida tanto das projeções dos filmes como do teatro é o Irmão Constantino. É também nosso fotógrafo. Graças a ele tenho fotos do final do ano passado. Fotos oficiais com todos os colegas. Nunca vi o Irmão Constantino com cara fechada. Sempre solícito, nos recebe sempre com muito carinho. É nosso professor de matemática.
Uma coisa interessante: foi instituída uma tabela de valores para todas as atividades aqui no juvenato. Como se fosse dinheiro que vamos juntando durante o ano. Para as notas das provas mensais temos valores que vão sendo acumulados em nossa caderneta. Se participamos de uma gincana, acumulamos pontos se formos vencedores. Os campeonatos de jogos, tanto de campo quanto de salão têm sua pontuação específica. Disseram-nos que ao final do ano o acumulado servirá para adquirirmos objetos que serão leiloados. Isso nos causou um grande frisson. Todos participamos de tudo. Quero ver o resultado. Até pegar cobras para o Butantan vale pontuação. Conforme a raridade delas varia o valor.
O mais legal é participar da turma de entomólogos do Irmão Zeno Camata. Estamos formando um museu de insetos. Aprendi a tratar os insetos para a mumificação. Muitos deles são compartilhados com outros colégios Maristas espalhados pelo mundo. Exportamos os insetos em caixinhas de madeira de Mate Leão®, entre camadas de algodão. O cheiro do formol é muito saliente. Tem um inseto que dá uma alta pontuação. Só o vimos no catálogo. É o “moleque da bananeira”. O bichinho tem uma aparência humana se colocamo-lo em pé. É uma verdadeira fixação querer conseguir um espécime.
No salão de estudos, pelas oito horas da manhã, ouvimos o repórter Esso. O Irmão Claudino nos permite acompanhar o noticiário diariamente. Ficamos sabendo que Kruschev mandou erigir um muro dividindo Berlim ao meio. Pobre Alemanha. Fidel Castro se fixa no poder cada vez mais. Yuri Gagarin, astronauta russo, representa o primeiro homem a subir ao espaço sideral. Não gostamos da falta de respeito quando ele declara que “não vira Deus” no espaço celeste, numa reafirmação do ateísmo russo.
O ano está passando rapidamente. As notícias de casa são tranquilizadoras. Papai, agora empregado dos Correios e Telégrafos, transmite mais estabilidade à manutenção do seu lar.
Notícias ruins estão pairando pelo ar. O Juvenato vai fechar-se às turmas menores do ginásio. Os primeiro e segundo anos do ginásio não ficarão mais em Mendes/RJ. Isto quer dizer que vamos ser transferidos para Uberaba/MG por conta da inauguração de novo Juvenato no Triângulo Mineiro.
As mudanças carecem ainda de confirmação. Se ocorrerem, maior perda terei, já a tive em me separando dos companheiros no ano anterior, e agora me afastando do cantinho que adotei como minha segunda casa.



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As Nossas Palavras XVII - por Alba Vieira

Caso nos fosse proposto usar um sofá como instrumento terapêutico, para onde seriamos orientados a nos dirigir e agir, ressignificando uma situação problemática, ora deveríamos fazer dele um trampolim para representar o salto que a capacidade de lidar com o problema criando novas habilidades geraria. Outras vezes, quando os condicionamentos adquiridos nas vivências do passado nos impedissem de avançar, o jeito seria fazer dele um local para repousar, deixar a situação evoluir livremente dentro de nós até que uma atitude de nada fazer, apenas esperar, nos trouxesse a luz e a energia necessárias para a transformação e o crescimento.



Visitem Alba Vieira
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Saudade de Ir à Praia - por Adir Vieira

Hoje, apesar do inverno com bastante sol, me deu uma vontade louca de ir à praia.
Acordei um pouco mais tarde porque ontem à noite decidi assistir a uma daquelas séries quilométricas que nos prendem a atenção e fui dormir mais que duas da manhã.
Como sempre faço diante de um desejo desse porte, quis investigar dentro de mim o porquê dele surgir tão acirrado, haja vista que praia mesmo já não frequento há, pelo menos, uns dois anos.
Comecei por fazer uma comparação entre minhas idas de outrora e as mais recentes, quando ia para agradar ao marido mais do que por um desejo próprio.
Visualizei-me como adolescente, como “rata de praia” que era e não pude deixar de rir quando lembrei que, para não enfrentar os ônibus apinhados de banhistas e outros transeuntes, gastava todo o meu salário pagando táxi para ir e voltar, nos finais de semana.
Na minha divagação, vi-me presa dentro de um quarto, pois por ficar estirada ao sol por mais de seis horas, minhas costas vermelhas em sangue não aceitavam qualquer tecido sobre a pele.
Recordei-me de como era bom comprar as roupas de banhos, variá-las bastante, como um manequim em sua passarela.
Prossegui nas minhas lembranças, vendo-me, então, em outras praias mais distantes, em outros tempos, quando as praias ainda eram virgens até de pessoas. Naquela época, desvendávamos campos desconhecidos e podíamos fazê-lo com bastante frequência, pois o transporte próprio assim favorecia as aventuras.
Quantas vezes banhei meus pés, descarreguei tensões em areias finas lavadas no vaivém das ondas. Quantos lugares únicos, que nos davam a certeza da existência de Deus pela natureza forte ali presente.
Quantos perigos, quanto medo quando caía, jogada pela força da onda, mesmo na beirada, porque, cautelosa, nunca quis aprender a nadar.
Ao longo da vida, com muitas e muitas águas dessas me banhei, muito sol queimou meu rosto e meu corpo, muita espontaneidade brotou em mim pelo simples prazer de me sentir livre e viva.
Aí, nas minhas lembranças, descobri a razão do desejo repentino – exatamente a vontade de voltar a me sentir livre de novo – como uma criança descomprometida com regras, horários etc.



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Estou Lendo... - por Alba Vieira

Aprendendo a Viver, de Clarice Lispector.
A Dieta do Yin e do Yang, de João Curvo.
O Livro Orange, de Osho.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Chico Buarque e “O Meu Guri” - por Alba Vieira

Quando, seu moço, nasceu meu rebento
Não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando, não sei lhe explicar
Fui assim levando ele a me levar
E na sua meninice ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega suado e veloz do batente
E traz sempre um presente pra me encabular
Tanta corrente de ouro, seu moço
Que haja pescoço pra enfiar
Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro
Chave, caderneta, terço e patuá
Um lenço e uma penca de documentos
Pra finalmente eu me identificar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega no morro com o carregamento
Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar cá no alto
Essa onda de assaltos tá um horror
Eu consolo ele, ele me consola
Boto ele no colo pra ele me ninar
De repente acordo, olho pro lado
E o danado já foi trabalhar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega estampado, manchete, retrato
Com venda nos olhos, legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente, seu moço
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato, acho que tá rindo
Acho que tá lindo de papo pro ar
Desde o começo, eu não disse, seu moço
Ele disse que chegava lá
Olha aí, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
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Duelando Manchetes II: Eutanásia - por Ana

Minha querida Ninguém:
Vamos sentar aqui nas cadeirinhas no Litercafé para uma conversa mais longa sobre a questão da eutanásia?
Vou pedir um chá de camomila com bolo de chocolate pra nós enquanto ouvimos Gracias a la Vida, o que acha?

Bem, para falar sobre a eutanásia você nomeou o texto como “Médicos que Matam”. Devo discordar de você: neste caso específico, em que há a certeza da morte devido a um estado patológico, o que mata é a doença, não o médico.
Sobre “até onde nos cabe o direito de decidir pela vida de outro, quando o outro (...) não pode dizer suas vontades”, acho que não nos cabe, em hipótese nenhuma. Este direito cabe apenas à própria pessoa. Não é decisão do médico, dos familiares ou do Estado. Se a pessoa, antes de se encontrar nesta situação, não se posicionou, não expôs a quem de direito sua vontade, vacilou legal.
Sobre o nosso poder de escolher morrer ou não, creio que temos este poder (à margem das questões metafísicas) e que ele é só nosso.
Então você pergunta: “Temos o direito de ter eutanásia?” Eu respondo: sim, nós temos.
Você diz que “eutanásia seria um suicídio e um assassinato”. Bem... voltamos à questão da causa mortis e surge um outro ponto importante a considerar. Sobre a causa mortis, quem está matando a criatura é a doença, não o médico, então não é assassinato. A outra questão é: qual o problema do suicídio? Quando eu ouço “Deus dá o frio conforme o cobertor”, costumo dizer que, se fosse assim, não existiriam suicidas. Muitas vezes o sofrimento é tão intenso que as pessoas não aguentam, preferem não viver mais; e esta é decisão que só cabe a elas, a mais ninguém por elas. O quanto cada um suporta de sofrimento é absolutamente particular e não passível de julgamento ou imposição de crenças de outrem. Se eu estiver numa situação destas: irremediavelmente crônica, vegetando num leito (de hospital ou não), comatosa ou sofrendo desesperadamente e tendo por únicas possibilidades a morte (breve ou tardia) ou alguma descoberta fantástica da ciência (sei lá quando), pode ter certeza absoluta de que vou querer a morte breve com o mínimo de sofrimento. E vou ser muito grata à vida se ela permitir que eu encontre um profissional que respeite meu desejo. Eu jamais vou querer ser (nem por meses, que dirá anos!) um vegetal dependente, fedido, inútil, cheio de secreções nojentas, tubos, escaras e dor. Aos 12 anos, quando tomei conhecimento de um caso polêmico envolvendo a questão da eutanásia, determinei para a minha família que esta era a minha vontade, mantenho-a até hoje e manterei sempre.
Quanto ao médico, pode-se esperar que ele preserve a vida, faça-a melhor, prolongue uma sobrevida mais confortável, mas, acima de tudo, respeite o desejo de seu paciente. Acredito que a maior parte dos médicos não lide bem com a eutanásia porque foram instruídos na crença (falsa) de que tudo podem e que só devem capitular diante da morte depois de fazerem tudo para evitá-la. Na realidade, quando falamos em eutanásia, não estamos tratando, prioritariamente, de médico x morte, mas de paciente, sofrimento e morte (o médico é apenas o profissional envolvido responsavelmente (ou não, dependendo da legislação)).
Quanto às leis, penso que elas devem ser capazes de contemplar todas as vontades e crenças. Se há pessoas que privilegiam a vida, mesmo com intenso sofrimento, a legislação deve garantir que esta escolha seja cumprida; e se há pessoas que preferem abrir mão de viver nesta condição, esta escolha também deve estar protegida pelas normas legais.
Devo esclarecer, antes de me despedir, que todas as minhas observações dizem respeito à eutanásia passiva ou ortotanásia (em que são interrompidas todas as ações para o prolongamento da vida) e não à ativa (quando a morte é planejada por paciente e profissional). No que se refere ao segundo caso, a minha posição é que: sim, trata-se de assassinato e suicídio. Mas não julgo. Porque, como disse, acho que todas as pessoas têm o direito de cometer suicídio (como têm o direito de se manterem em estado terminal ou comatoso pelo tempo que desejarem) e, em relação ao médico, é uma decisão muito particular e cada caso é único. Quem sou eu para afirmar alguma coisa em relação a alguém que agiu movido pela compaixão diante do sofrimento e do desejo de seu paciente? Eu poderia ser este paciente que pediria ajuda para dar cabo da própria vida e seria ótimo se houvesse alguém que se dispusesse a fazer isso e pudesse fazê-lo sem bloqueios de ordem legal.
Mas não sinta desprazer ou vergonha de querer ou ser médica. Exatamente sua sensibilidade e sua humanidade são coisas que andam faltando nesta classe.

Acho que é tudo o que penso sobre o assunto. Só me resta dizer, ainda, que trabalhei por 15 anos na rede pública de saúde, estive internada algumas vezes por períodos de tempo consideráveis (inclusive já estive em CTI), acompanhei de perto pacientes terminais (familiares ou não). Desta forma, meu posicionamento tem por base não só o que acredito ser melhor para mim, mas a convicção de que não cabe julgamento em situações como esta, já que existe uma enorme diversidade de pontos de vista, crenças, medos e outros sentimentos envolvidos no processo de morte.

Apesar do tema de nossa conversa, espero que tenha apreciado nosso lanche.
Um beijo grande.




Resposta a Duelando Manchetes II: Eutanásia, de Ninguém Envolvente.
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As Nossas Palavras XVI - por Alba Vieira

Os acontecimentos na vida dos homens não representam prêmios ou castigos. Antes, refletem as escolhas que continuamente se fazem necessárias, sendo somente consequências delas.



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Paulo Angelim e a Morte - Citado por Adir Vieira

Num artigo muito interessante, Paulo Angelim, que é arquiteto pós-graduado em marketing, dizia mais ou menos o que se segue.

Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro. Existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia. A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação. Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio. A morte nada mais é que o ponto de partida para o início de algo novo, a fronteira entre o passado e o futuro.
Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.
Quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas.
Quer ter um bom relacionamento? Então mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta ou o solteiro solto que pensa que pode fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projeto e tempo com mais ninguém.
Quer ter boas amizades? Então mate dentro de si a pessoa insatisfeita e descompromissada, que só pensa em si mesmo. Mate a vontade de tentar manipular as pessoas de acordo com a sua conveniência. Respeite seus amigos, colegas de trabalho e vizinhos. Enfim, todo processo de evolução exige que matemos o nosso “eu” passado, inferior.
E qual o risco de não agirmos assim? O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo essa produtividade e, por fim, prejudicando nosso sucesso.
Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser. Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam. Acabam se transformando em projetos acabados, híbridos, adultos infantilizados. Podemos até agir, às vezes, como meninos, de tal forma que mantemos as virtudes de criança que também são necessárias: brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade, tolerância etc.Mas, se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar atitudes infantis, para passarmos a agir como adultos.
Quer ser alguém (líder, profissional, pai ou mãe, cidadão ou cidadã, amigo ou amiga) melhor e evoluído? Então, o que você precisa matar em si, ainda hoje, é o “egoísmo”, é o “egocentrismo”, para que nasça o ser que você tanto deseja ser.
Pense nisso e morra. Mas não esqueça de nascer melhor ainda.

“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.” (Fernando Pessoa)
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Recebi um pps com este texto que achei lindo.
Fiquei com vontade de dividir com todos.
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Visitem Adir Vieira
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Tropa de Elite - por Bruno D’Almeida

Adorei Tropa de Elite, sobretudo pelo roteiro, que tem uma verossimilhança fantástica. As pessoas podem criticar o posicionamento do personagem, mas o filme mostra de maneira crua a marginalidade do ponto de vista do policial. Bráulio Montovani, o roteirista, foi o mesmo de Cidade de Deus, e não ficou o mesmo filme, apesar de tratar de favela, tráfico e polícia.



Resposta a Pegou Geral..., de Ana.
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José Padilha, Fernando Meirelles

Cotidiano - por Laila Braga

Sobre coisas que acontecem no dia-a-dia das pessoas e que elas nem ao menos notam.

Os pequenos pelos em movimentos circulares que circulam nas cerâmicas amareladas envoltas num alinhamento preto formado pelo tempo. Cima, baixo, lados e mais círculos.

Ver a mistura de tonalidades se misturando em globos de neves agitados pela mão que esfrega; ver a formação da espuma branca que se mistura em outras cores menos puras que a sua; amarelo, preto, branco... Todas elas. Todas juntas sem ao mesmo manter sintonia.

Desce o líquido transparente limpando as cores que unidas sem fazer questão se desfazem. Aí entra o dizer do pequeno grande Drummond “rolam num rio difícil e se transformam em desprezo”.



Visitem Laila Braga
Carlos Drummond de Andrade

Brasilândia! - por Ninguém Envolvente

Ontem (14/12/08) participei de um ato voluntário no bairro: Brasilândia (Zona Norte - São Paulo) organizado pelo Centro Espírita Batuíra. Distribuímos roupas, brinquedos e uma espécie de cesta básica para famílias cadastradas e assistidas pelo Batuíra.
Não foi um choque e muito menos um momento reflexivo de minha parte, sei que a pobreza existe (miséria mesmo) e sei quantas muitas pessoas precisam ter um empurrão para subsistir.
De qualquer forma, sabemos da pobreza e que devemos ajudar quando temos a oportunidade, sabemos que temos de respeitar o que temos e amar nossas coisas. Vamos o que de fato interessa: os olhos. Sim, os olhos dos destinatários de nossas doações.
Olhos que: agradeciam... se envergonhavam... Pediam mais, não acreditavam no que viam... Emocionavam-se e desacreditavam que aquilo tudo era deles e para eles. Olhos de gratidão, olhos de sofrimento, olhos de fé, olhos de caridade.
Só não encontrei os piores olhos: os de piedade.
Os melhores eram os olhos de descrença, os olhos que não esperavam tanto, que a meu ver era tão pouco e exagero dizendo “insignificante”, eu não soube calcular a necessidade de cada olho, mas no fundo sabia que todos eles voltariam para casa com o mesmo olhar: olhos de alívio.
Alívio por ter ganhado mais do que contava... alívio por ter recebido o almoço daquele domingo, alívio por saber que aquilo era de coração e não porque estávamos pagando nossos pecados por sermos tão inquietos com as coisas materiais que queremos e não temos o poder aquisitivo para ter. Era sinceramente pelo prazer de ver os olhos de alívio.
Um alívio divino mais do que merecido. E desejo que mais do mesmo ainda venha e terei a chance de na próxima doação encontrar apenas um novo olhar, aquele quase desconhecido na Zona Norte: Olhos de Fartura.



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Michel de Montaigne e as Ações Humanas - Citado por Penélope Charmosa

Fazemos coisas iguais com forças diversas e diferente esforço de vontade. A ação vai bem sem a paixão. Pois quantas pessoas se arriscam diariamente em guerras que não lhes importam, e se sujeitam aos perigos de batalhas cuja perda não lhes perturbará o próximo sono? Um homem na sua casa, longe desse perigo que não teria ousado encarar, está mais interessado no desfecho dessa guerra e tem a alma mais inquieta do que o soldado que põe nela o seu sangue e a sua vida. Essa impetuosidade e violência de desejo mais atrapalha do que auxilia a condução do que empreendemos, enche-nos de acrimônia e suspeição contra aqueles com quem tratamos. Nunca conduzimos bem a coisa pela qual somos possuídos e conduzidos.
Quem emprega nisso apenas o seu discernimento e a sua habilidade procede com mais vivacidade: amolda, dobra, difere tudo à vontade, de acordo com as exigências das circunstâncias; erra o alvo sem tormento e sem aflição, pronto e intacto para uma nova iniciativa; avança sempre com as rédeas na mão. Naquele que está embriagado por essa intensidade violenta e tirânica vemos necessariamente muita imprudência e injustiça; a impetuosidade do seu desejo arrebata-o: são movimentos temerários e, se a fortuna não ajudar muito, de pouco fruto. A filosofia quer que do castigo pelas ofensas sofridas eliminemos a cólera; não para que a vingança seja menor mas, pelo contrário, para que seja mais bem assestada e de mais peso; e parece-lhe que tal impetuosidade põe obstáculo a isso. A cólera não apenas perturba como, por si, também cansa os braços dos que castigam. Esse fogo entorpece e consome-lhes as forças. Como na precipitação, a precipitação é lenta (é causa de demora) (Quinto Cúrcio), a pressa dá rasteira em si mesma, entrava-se e intercepta-se. A precipitação enreda-se em si mesma (Sêneca). Por exemplo, de acordo com o que vejo na prática habitual, a cupidez não tem maior estorvo do que ela mesma: quanto mais tensa e vigorosa for, menos fértil será. Em geral ela agarra mais prontamente as riquezas quando mascarada por uma imagem de liberalidade.



In “Ensaios”.
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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Acróstico de Meio de Ano - por Gio

Vitrola: “Vira Virou”
Irmãos ‘inda inesquecíveis
Vozes, verdadeiros veludos
Alegram a alma aos audíveis

Celebro cada clima, contente
Habito histerias há horas
Entrego-me envolto em estórias
Geradas, geridas gentilmente
Amores, afagos almejo
Relaxo, rio, represento
Alerta, à toa, ainda atento
Ministrando muito molejo

Abono as atrapalhações:
Sono, seresta, sermões!

Fadiga-me ficar falando
É energia, então, emergindo
Roncos renuncio rindo
Impossível imobilidade
Abraço a atividade
Sim, sigo sempre sonhando!





Visitem Gio
Kleiton Ramil
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Missa Dominical - por Kalim Autuori

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A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
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Onde Está a Autoridade? - por Adir Vieira

Verdadeiramente, não gosto de comentar neste blog (que tenciono fazer poético) notícias veiculadas pela imprensa, quase nunca prazerosas de se ver ou ouvir.
Mas confesso que assistindo, na TV, informações sobre os grandes núcleos de usuários de crack que se estão formando atualmente em todos os lugares, começo a pensar na falta de autoridade no Universo.
Indago a mim mesma sobre o que é autoridade e vejo que esse direito de dar ordens, de agir, de tomar decisões, passa em paralelo pelos órgãos do poder público.
Se enveredo pela autoridade familiar, igualmente não a encontro, pois hoje os direitos humanos estão acima de qualquer entidade familiar, fazendo com que o indivíduo, consciente ou não, apto ou não, saudável ou não, possa determinar o que desejar sobre si mesmo, inclusive rejeitar um tratamento. Será mesmo que temos condições de açambarcar nos hospitais públicos, tão deficientes, também esse tipo de enfermidade?
Questiono essa forma de proteção velada que permite que qualquer pessoa tenha, inclusive, o poder de se destruir, de permanecer num vício que o levará, antes da morte, à total forma de degradação humana.
Questiono a falta de atuação do governo, aquela imediata, aquela que deveria ocorrer como forma de repressão à evolução gigantesca da situação. Chego a crer mesmo que situações desse tipo sejam incentivadas para tomarem graus absurdos para, só então, as ditas “autoridades” colocarem o bloco na rua para disfarçarem os seus papéis de dirigentes.



Visitem Adir Vieira
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Quanto Mais Insignificante a Substância, Maior a Empáfia - por Alba Vieira

O que faz alguém exigir que todos parem como estátuas, prendendo a respiração, acrescentando um quantum de estresse ao seu dia à sua passagem?
O que existe dentro deste ser ignóbil que pensa estar acima de seus semelhantes?
O que se esconde no recôndito desta mente torpe com delírios de grandeza?
Que pequenez expressa este ser quando, ao invés de tentar estar à altura do cargo que ocupa, se locupleta com atos de sadismo gratuitos e tão cotidianos?
Por que até agora, dentro de um local que se rotula como hospital, ninguém ousou fazer e assumir um diagnóstico de psicopatia?
Até quando ter que conviver com psicopatas no poder?



Visitem Alba Vieira
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Reflexos - por Casé Uchôa

Em momentos diferentes
Atitudes repetidas
O passado e o presente
Reflexos de outras vidas



Inspirado em Mote do Gio I, de Gio.
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Visitem Casé Uchôa
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Tropa de Elite - por Escrevinhadora

Eu também vi Tropa de Elite e achei excelente.
Primeiro, por ser um filme brasileiro muito bem produzido, segundo porque o Wagner Moura arrebenta numa interpretação fantástica e ainda porque lá está nossa realidade nua e crua (triste, mas é a nossa e o que se há de fazer...).
Na verdade, só não gostei muito da música. E como não gostei, não aprendi, não sei cantá-la.




Resposta a Pegou Geral..., de Ana.
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Visitem Escrevinhadora
José Padilha