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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quarta-feira, 22 de abril de 2009

Visão - por Thiago de Sá

O sonho está na realidade de quem vê!
Existe um momento, um instante, uma luta que só pode ser lutada por quem deseja vê-la.
Que na verdade existem muitas coisas que só dependem da vontade.
A vontade de quem professa ter uma fé sincera,
E que lutaria até o fim da vida por ela.
O pobre palhaço esquece-se do progresso
E continua com as mesmas vestes.
Que mais de um século atrás o ensinaram a caminhar!
Mas, quando existe a primeira oportunidade de provar
Que o que é dito não se resume somente ao texto descrito, com ponto e vírgula e o forte exclamar.
Que se transforma no sonho de quem motiva.
E vira realidade na mente de quem vê.
Tantas são as palavras que podem ser ditas.
Porém somente uma atitude pra mudar o mundo que outrora foi descrito por quem provou que tudo pode ser mudado com a vida!
Sem muito pleonasmo e sem muito vício
Vivo vivendo o que antigamente a mim foi ensinado.
Sem esquecer jamais de onde vim e de minhas fraquezas que diversas vezes fez do meu navio um grande barco tombado.
O mundo é um círculo e pode-se correr nele mudando ou sendo mudado!
Ou se pode pular no meio e acabar ficando como um tonto.
Com poucas palavras ou muitas, vários e invariáveis homens e mulheres vivem sem vida.
Buscando uma saída para Arte que só se faz completa sendo vivida,
Assim como já dizia um presidente morto dos Estados Unidos:
“Quem não vive para servir já não serve pra viver”.
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terça-feira, 21 de abril de 2009

As Nossas Palavras VII

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Wordle: As Nossas Palavras VII
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Clique na imagem para ampliar.
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Imagem: Wordle
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Mahatma Gandhi em As Nossas Palavras VI - Citado por Adhemar

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As coisas que queremos e parecem impossíveis só podem ser conseguidas com uma teimosia pacífica.


Visitem Adhemar
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Tratamento de Choque - por Ana

Não gostei. Exagerado, estilo besteirol, com direção absolutamente comercial. Horrível! Não gosto nem de ver os anúncios.



Sinopse e trailer: Cineclick
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Resposta a Um Estranho no Ninho, de Luiz de Almeida Neto.
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E você? De que filme não gostou?
Peter Segal

Augusto dos Anjos - por Ana

Eu - Augusto dos Anjos



“De Augusto dos Anjos li Eu. Há coisas lindíssimas!”
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Resposta a “Obras”, de Leo Santos.
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E você? Que autor você gostaria de comentar?
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Duelando Manchetes II: Preconceito Racial - por Aaron Caronte Badiz

- Oi, Samanta! Tudo bem? Como foi lá na inscrição?
- Tudo bom.
- Por que está com esta cara, então? O que te aborreceu?
- Estava cheio e muita gente estava falando em fazer Medicina.
- Mas você já sabia que era bem concorrido. A sua parte você já está fazendo, que é estudar.
- É verdade.
- Mas não é só isso... Tô vendo que tem mais coisa...
- Essa coisa de cotas... Quando preenchi o formulário, li o lance de cotas e já me incomodou. Depois, o pessoal lá tava comentando que o percentual vai aumentar no ano que vem. Isso não tá certo! Se eu não passar este ano, no ano que vem vai ficar mais difícil por causa deste negócio de cotas. Não tá certo! Isso é inconstitucional! Todos devem ser iguais perante a lei! Isto é um absurdo!
- Mas você não compreende a premissa do Governo? A ideia é diminuir a desigualdade social...
- Não é desta forma!
- Pode ser... Daqui a alguns anos, em médio prazo, mais negros terão curso superior e isto ajudará a equilibrar um pouco a situação de desequilíbrio social em que vivemos...
- Mas não é desta forma! Primeiro, quem disse que só afrodescendentes são impedidos de entrar para a faculdade por questões financeiras? Se queriam igualar, que fosse por critério econômico e não racial!
- É verdade...
- Segundo, se querem dar melhores condições a quem não tem, que melhorem os ensinos básico e fundamental para que todos tenham as mesmas oportunidades. Esta medida de cotas é injusta e inversamente discriminatória! Como é que querem resolver a discriminação invertendo a mão?
- É verdade!...
- Além do mais, não sei quantas pessoas vão entrar para a faculdade tirando notas mais baixas que outras! A cor vale mais do que o conhecimento!
- Mas a ideia primeira das cotas é esta mesmo.
- É?! E daqui a alguns anos, que profissionais nós teremos? Que ensino superior público nós teremos?
- Os professores não vão baixar o nível das aulas porque alguns alunos não acompanham...
- Não? Tá certo, digamos que não... O que estes alunos vão fazer? Vão é ficar reprovados até serem jubilados, porque não têm condições de acompanhar o curso. Então tiraram a vaga de quem tinha condições à toa! Só para eles sentirem o gostinho de entrar para uma pública?
- Bem... Creio que eles se esforçarão para não desperdiçarem a oportunidade.
- Mesmo que façam isso, não serão todos e as vagas irão para o beleléu!
- Mas no sistema anterior isto também acontecia, por outros motivos. Há um índice considerável de desistência no primeiro período na maior parte dos cursos das instituições públicas.
- Mas o Governo vai agravar isto! Só vai piorar esta situação então! Será ainda mais um motivo para que isto aconteça!
- Não creio que obrigatoriamente seja assim... Teremos que esperar um tempo para que esta avaliação seja feita com base estatística. Eu arriscaria dizer que o índice de evasão entre as pessoas que entraram pelo sistema de cotas seria bem menor que os de não-cotas. Mas não adianta a gente ficar discutindo este ponto, porque são só especulações.
- Tá certo... Mas uma coisa não é especulação e me assustou muito hoje: foi um sentimento que tive e que sei que outras pessoas devem ter também, de forma arraigada e com consequências graves. Você sabe que minha melhor amiga é negra, meu pai e minha avó são mulatos, e nunca pensei no mundo dividido em pessoas negras e não negras, mas quando eu ia saindo da inscrição hoje vi um garoto negro chegando e tive vontade de que ele não existisse.
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Semear - por Alba Vieira

Estou num imenso jardim onde exercito aquilo que mais me fascina. Não é um jardim como aquele que conhecemos e sim um outro com os mesmos atributos. No jardim do mundo semeio novas ideias. E fazendo isso não busco reconhecimento, mas o faço apenas por hábito. E esta tarefa obedece às regras da natureza.
No plantio, havemos de escolher o momento certo em que a terra-gente pode receber a nova semente. E esta, dependendo da planta que se espera, não pode simplesmente ser lançada. Teremos que cavar um sulco na terra, um ponto de menor resistência deve ser aberto para abrigá-la. Molhar o solo frequentemente se faz necessário. E o semeador de ideias fará isto trazendo exemplos de casos bem-sucedidos que funcionarão como a água fertilizadora da semente. E quando, num milagre da existência, a planta-ideia florescer, será preciso vigiá-la para que não fique exposta às intempéries do tempo. É que frequentemente as novas ideias e seus defensores são alvo daqueles que desejam manter o que está arraigado. É o peso do convencional.
Depois, quando vingar, a plantinha deverá crescer para ser vista por muitos neste imenso jardim. E é necessário protegê-la dos depredadores, aqueles que são devoradores de novas ideias que, como tratores, egoisticamente passam por cima do projeto de árvore, impedindo a propagação do novo.
Mas não basta protegê-la, é necessário também guiar seus ramos, impedindo que se desvirtuem do tronco, alterando aquilo que foi inicialmente proposto.
E o verdadeiro jardineiro não se dedicará apenas a uma espécie de plantas. Ele irá diversificar, espalhará várias ideias, semeando em muitas áreas desde que encontre solo fértil.
E um dia verá plenamente desenvolvidas plantas de caules flexíveis que se movimentam ao sabor do vento, numa liberdade de se adaptarem tanto quanto se fizer necessário. Encontrará outras árvores rígidas, são os pensamentos que devem permanecer inalterados, que são a base, os troncos fortes que constituem a estrutura das ideias de uma civilização.
Assim, cada conceito, cada pensamento terá o seu perfil, sendo todos necessários e todos pertinentes. O jardineiro sabe disto tanto quanto a mãe que reconhece a diversidade de personalidade dos filhos, todos concebidos, gerados e cuidados por ela.
E obedecendo à ordem de todas as coisas, o semeador verá suas plantas-ideias, num determinado momento, ceifadas pelo tempo, entendendo que mesmo após a morte, partes destas suas ideias serão adubo natural que permitirá, no futuro, o nascimento, desenvolvimento e propagação de outras ideias originais, plantinhas novas, naturais ou híbridas. O que importa, no fluir do tempo, é, inevitavelmente, o surgimento do novo.
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Senhora das Feras - por Ana

Em mim moram libélulas
doidivanas, prostitutas,
em levíssimas revoadas
gozam suas vidas curtas.

Em mim habitam leões
altaneiros, desdentados,
lutando por território,
cedendo ao tempo passado.

E em mim moram girafas
silenciosas, inteligentes,
comendo tranquilas folhas
enquanto rangem os dentes.

Moram, em mim, esquilos
assustados, maltrapilhos,
rondando a própria toca
enquanto cuidam dos filhos.

E em mim moram baratas
sorrateiras, incansáveis,
limpando tudo que encontram
desde tempos imemoráveis.

Ainda em mim há cachorros
aconchegantes, interessados,
dormindo sobre os sofás
por cima do próprio rabo.

Em mim moram animais
que rondam, limpam, revoam,
dormem, comem, guerreiam...
enquanto meus dias escoam.

Eu amo como libélula,
luto como um leão,
observo como girafa
e escondo como um cão.

Protejo como um esquilo,
purifico como as baratas,
sem contar os gatos, lebres,
tartarugas, maritacas.

Minha aparência humana,
sei, engana a muita gente
habitada por zoológico,
que nem de longe o pressente.

Mas eu vejo olhos de linces,
garras de tigres e águias,
corpos de carrapatos,
flexibilidades de tilápias,

armaduras de besouros,
impotências de joaninhas,
gestos de louva-a-deus,
diligências de galinhas,

crueldades de hienas,
inconstâncias de beija-flores,
pânicos de tatuís,
preocupações de castores,

individualidades de patos,
forças de elefantes,
tranquilidades de cisnes,
passos de rinocerontes...

Enxergo bem cada um
na diversidade existente,
pois reconheço em mim
naturezas diferentes.

E quando se faz necessário,
engravido, fico à espera,
de mais um que me defina:
eu sou a senhora das feras.
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Albert Einstein e o Sucesso - por Penélope Charmosa

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Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é consequência.
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Para SamurAi - por Raquel Aiuendi

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Anda no sapatinho, mas ele escorrega.
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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Sensações - As Nossas Histórias IX

Misturar. Esta ideia me veio de súbito. Misturar cores, sons e sabores os mais variados na festa que vou dar aqui em casa domingo. Uma festa onde só quero felicidade... chega de tristeza!!!
Então comecei a planejar o cardápio, a trilha sonora e a decoração. E, principalmente, comecei a pensar nos convidados. Queria misturar pessoas de gostos e interesses diferentes. Tinha que ter tudo de tudo para que todos os tipos de pessoas podessem se divertir na festa. Com esse objetivo me joguei no trabalho. Não seria fácil... é complicado agradar gregos e troianos.
Comecei pelo espaço, que tinha que ser enorme para abrigar as multidões que esperava que viessem. (Eu e esta minha mania de grandeza!) Mas, na verdade, eu teria mesmo era que acomodar todo mundo aqui em casa.
Aí me dei conta da limitação do espaço. Não era pequeno, mas nem de longe tão grande quanto gostaria. Uma certa frustração se acercou, mas mandei-a embora. Adequaria minha pretensão inicial ao que de fato dispunha.
Tendo decidido isto, convidei todas as pessoas que conhecia, que eram de uma diversidade escandalosa: evangélicos, darks, umbandistas, emos, kardecistas, vegetarianos, hare krishnas, flamenguistas, DJ's, patricinhas, faxineiros, reikianos, economistas, botafoguenses, nadistas, bancários, prostitutas, atletas, aposentados, esquizofrênicos, corintianos, militares, hinduístas, churrasqueiros, palmeirenses, muçulmanos, sindicalistas, mauricinhos, estivadores, beatas, empresários...
Festa para ficar na memória por muito tempo! Ops! Olha a mania de grandeza aí de novo. Que fazer se a minha expectativa era esta? Festa bombando e no melhor estilo “Torre de Babel”.
Que sensação! De estar no mundo: misturada a tantas formas de pessoas, ondas sonoras, vibrações coloridas, a tantas línguas incompreensíveis entre si e olhos curiosos, a tantos territórios distintos entre cercas vivas, a tantos alimentos exóticos e um buffet clichê, a tantos hábitos excludentes em brindes coletivos, a tantos conceitos opostos e assuntos supostos, a tantos valores complementares e adnominais, a tantos cotidianos contraditórios em um domingo de festa... Tantas sensações numa só noite, registradas para sempre nas paredes de minha memória, como um psicodélico holograma emoldurado.



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Brincadeira de Roda - por Ana

À tarde, em lugares calmos e familiares, muitas coisas podem acontecer: as brincadeiras das crianças nas calçadas, os sonos dos cachorros nos portões, as fofocas gerais dos vizinhos nas cadeiras enfileiradas diante das casas, as corridas dos grupos enlouquecidos dos meninos atrás das pipas avoadas, as notícias chegando nas mãos de carteiros cansados arrastando os sapatos gastos, os ônibus escolares despejando bagunças nos braços de mães zelosas, chuvas repentinas que esvaziam as ruas de toda esta vida cotidiana...
Podem acontecer coisas vãs e inexpressivas, além de fúteis ou profundos terrores humanos. As mesmas paredes que protegem dos olhares e ataques externos podem ser prisões quase invioláveis que abrigam o sadismo e suas invisíveis vítimas. Aquelas infantis, idosas, indefesas... que são, repentinamente, imprensadas na roda do destino.
Porque o evidente não reflete o todo, porque a dor se esconde sob várias formas, porque viver é sério, não é brincadeira de roda.



Texto cujos título e início foram utilizados para Brincadeira de Roda - As Nossas Histórias VIII.
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Duelando Manchetes III: Preconceito Racial - por Alba Vieira

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BRANCO É BRANCO, PRETO É PRETO


Esta questão de cor de pele não traria qualquer problema se pudéssemos nos comportar em relação a isto como meros observadores, sem que nossa avaliação resultasse em catalogações com as suas consequencias.
Assim, como disse a magnífica Dona Canô, o fulano seria preto e chamado de preto naturalmente, assim como nos referiríamos ao branco como branco. Seria simples assim.
E num país de miscigenação forte é risível tentar dividir a população em um sistema de cores e raças. Todos nós somos a mistura de brancos (portugueses), índios e negros (africanos) e pronto. Corre em nossas veias sangue negro sim, mesmo que nossa pele seja a mais nívea.
É ridículo tentar enquadrar alguém como pardo. O que é o pardo? Qual a gradação que vale entre o branco e o negro na cor da pele? Surgirão as eternas dúvidas e o que mandará na hora de se auto-declarar serão as conveniências de cada cor em dado momento de vida da dita sociedade.
Que vontade eu tenho que chegue logo o dia em que impere a simplicidade e se possa apenas observar a pele de alguém e decidir que cor ela tem sem que haja qualquer vinculação de vantagens ou desvantagens.
Porque, considerando toda a humanidade, a cor da pele é só mais um detalhe no físico de alguém. E o físico é só uma parte da natureza daquela pessoa que inclui também o emocional, o mental e o espiritual. Logo, quando lidamos com a realidade é impossível não enxergar o absurdo da segregação racial a partir da cor da pele.
E no caldeirão chamado Brasil, então, é hilário estabelecer estes limites e instituir benesses baseadas neles, principalmente numa questão tão importante na vida de uma pessoa como a oportunidade de entrar para uma universidade. Vincular a cor da pele à distribuição de vagas é mais uma opção estabelecida por ensandecidos e, portanto, só poderá gerar dúvidas e infindáveis contendas.
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Duelando Manchetes II: Eutanásia - por Alba Vieira

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ÊTA, TEMA DIFÍCIL!


Eutanásia é tema difícil porque se relaciona com a morte, este tabu intransponível do qual a maioria das pessoas nem quer se aproximar. Morte, é bom pensar sempre que só acontece com os outros e melhor ainda, com aqueles que estão bem longe de nós, não fazem parte de nossa família ou relações.
Assim entendo porque este tema está proposto no Duelos desde o dia 11/04 e até agora ninguém escreveu sobre ele.
Para mim, assim como o aborto, eutanásia é uma questão de direito. Devemos ter todas as opções possíveis para fazermos nossas escolhas. Mas é claro, que a informação deve ser vasta e a possibilidade de trocar experiências sobre o tema tem que acontecer bem antes que isto figure como uma ocorrência em nossa vida sobre a qual precisemos decidir.
É um assunto tão complexo e polêmico, já que envolve morte, culpa, espiritualidade, doação de órgãos, limite de vida, sofrimento, reencarnação, vitimização, medo, raiva, tantos outros aspectos do humano, sobrehumano, sendo difícil emitir uma opinião sem que se caia na realidade de que é preciso ainda aprofundar a discussão.
Numa sociedade como a nossa, bem diferente da realidade que existe na Suíça, legalizar a eutanásia pode ser temerário. Até lá resta a opção velada, que acaba sendo rotina nas UTI’s, manipulada por consciências que, muitas vezes, não se coadunam com as do interessado ou de seus familiares.
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Sangue e Vinho - por Ana

Drama bonzinho...



Sinopse: Cineclick
Trailer: Spout
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Resposta a Um Estranho no Ninho, de Luiz de Almeida Neto.
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.E você? Que filme gostaria de comentar aqui?
Bob Rafelson

Notícias - por Alba Vieira

Muitos já compreenderam o novo paradigma, este que diz que nós estamos ligados a tudo o que existe, que aquilo que afeta a um atingirá certamente a todos, ainda que não percebamos. Nada se move no universo sem que afete a todos. Mas quantos de nós experimentam isto no dia a dia? Nós somos seres de luz, temos o que chamam Deus dentro de nós mesmos: assim, somos capazes de muito mais do que sabemos. Podemos fazer o que se considera mágica. Mas, para realizarmos magia, devemos antes admitir magia no nosso sistema de crenças.
A nossa realidade é aquilo em que acreditamos. O que faz parte da crença de cada um de nós neste momento? Será que acreditamos na perfeição? Será que vendo o que acontece neste mundo podemos acreditar? De todos os lados nos chegam as piores notícias: as imagens são aterradoras, os sons nos transmitem horrores ocorridos em todas as partes do mundo, o ser humano está degradado ao nível mais rasteiro. Estamos acabando com o meio ambiente. As crianças que nascem hoje ouvem todos repetirem que estamos no fim do mundo, que o mundo é feio, triste, injusto, absurdo. A vida foi banalizada, as emoções foram rebaixadas em relação à razão e, paradoxalmente, somos cada vez mais insanos. As crianças crescem esperando o pior. E o pior continua piorando, acontece tudo do jeito que esperamos.
Mas, este fim do mundo bem que poderia ser este mundo inglório, este mundo de pernas para o ar, este mundo feio, indigno, estampado nas páginas dos jornais, veiculado nas telas, ouvido em toda a parte como sons de dor e agonia. Podemos sim decretar o fim deste mundo de uma hora para a outra.
Eu creio nisto porque há sementes espalhadas por aí. São seres que habitam todas as partes do mundo e que estão coadunados com esta nova realidade, que se expressam de acordo com as leis da natureza, que esboçam a perfeição. E estes seres estão influenciando outros tantos e um dia, que não está tão distante, esta página de indignidade terá sido virada e seremos testemunhas de novas notícias. Será a hegemonia da perfeição.
E as crianças que nascerem formarão seus sistemas de crenças de acordo com a nova realidade onde o amor será a lei, curas espontâneas serão a regra, a paz, a justiça, a beleza, a ausência de dor e sofrimento, a harmonia serão consideradas absolutamente normais.
Se, como têm provado os fatos, o homem continuar seguindo o que ocorre com ratos e macacos, assim será.



Visitem Alba Vieira
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Fracionado - por Ana

Você não sabe da missa um terço,
Não tem da casa um quarto,
Não aguenta do inferno um quinto,
Não possui dos sentidos o sexto,
Não possui das sinfonias a sétima,
Não aguenta das notas uma oitava,
Não tem da família a nona,
Não sabe da poesia a décima.
Você é, de homem, um meio.
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Memórias de um Seminarista (Parte II) - por Paulo Chinelate

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A VISITA DO PADRE


Cheguei em casa, felizmente, sem nenhuma tocaia da parte dos “unhas-sujas”. Estou almoçando mas não disse nada à mamãe sobre a visita do “padre”. Foi marcada para a noite quando eles, papai e mamãe, estivessem juntos. Até lá darei um jeito de avisá-los. Puxa vida! E não é que tive mesmo a coragem de me candidatar a ser padre? Onde será o seminário? Nunca vi padre com aquele crucifixo pendurado no peito, só o bispo, pelo menos não na nossa paróquia.
Acabei de entregar o almoço do papai. Enquanto ele degusta a bóia simples que mamãe tão amorosamente preparou, fico a tirar uns alinhavos de prova em um paletó de tergal inglês; especialmente neste tecido o cuidado deveria ser maior. Tecido caro. Não posso ir enfiando a apontada tesourinha. Prejuízo seria enorme. E para ser redundante, um olho no terno e outro no padre, digo, no papai.
Acabada a frugal refeição, é costume de papai receber na singela alfaiataria, na hora do quilo, descanso do almoço, um que outro colega de ofício dos tantos que há na 7 de Setembro. Jogam umas duas mãos de “damas” do que costumam chamar “o clube dos paturebas”.
E eu de olho no pad… digo papai. Arre, essa palavra “padre” não me sai da cabeça.
Ufa! Finalmente, a sós. Arrisco, que não sou de meias palavras, indo diretamente ao assunto. Justamente na hora que papai ia se sentar à máquina de costura, esticando a mão ao velho aparelho procurando a Rádio Aparecida de quem era velho devoto, arrisco dizendo: “pai quero ser padre”.
Sob o ruído da rádio que não chegara a ser sintonizada mira-me estático com o olhar arregalado, surpreso. Por uns segundos senti o chão faltar sob o tamborete onde me quedava sentado. Em seguida abriu-me o mais largo sorriso que jamais havia visto naquela face amorenada. No segundo seguinte pude traduzir, item que eu esquecera, que do “congregado mariano” e “sacristão” não poderia proceder senão com a reação que agora presencio. E admirado pela novidade, já sentado, rádio chiando no alto da prateleira, recebe o resto do pacote, pronto, completo: “Um padre vai lá em casa hoje pra conversar com o senhor”. Assim, na tampa. E seja o que Deus quiser. E quis. Tanto que, voz embargada pela emoção cobra-me de onde tirara tal idéia e que estória era essa de padre lá em casa. Explicações todas dadas.
Não preciso dizer que as horas estão passando muito lentamente. Da tal visita tenho prenhes fantasias, miragens do que seria minha vida doravante. Isto é, claro, se houvesse da parte dos “velhos” o aprove necessário.

Nesta noite não tem pescaria*. O sopão cheiroso, no capricho, denota a visita ser importante. Lá pelas tantas, aparece o religioso. Feitas as apresentações, ainda na varanda, aborda-se diretamente o assunto. Ao meu lado a pancada dos seis irmãos, o outro, o sétimo, nos braços da mamãe. Olhos arregalados, curiosos, não entendendo o que poderia proceder de tão diferente visitante. Ditos os preâmbulos e conduzida logo ao ambiente familiar da cozinha, já sentados à grande mesa, papai vai se inteirando de todos os detalhes. Eu todo atenção a todas as perguntas e mais ainda às respostas. Uma delas me chamou mais a atenção: a necessidade de um enxoval. Ué! Enxoval? Não vou me casar como a tia Rosa no mês passado!?


*Referência a Relembranças, de Paulo Chinelate.
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Reconfiguração do HD - por Raquel Aiuendi

Pensei em suicidar
Embaixo de carro?...
Em cima de trem?...
Na linha cruzada: tiroteio?...
Cair da ponte, passarela?...
Bater a cabeça na parede?...
Blá, blá, blá...
Hum...
...
Ah! Já sei!
Reconfigurarei meu sentimento.
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Saadi de Xiras e os Desejos - por Therezinha

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Quem deseja segurança melhor permanecer na praia, mas quem busca tesouros precisa mergulhar no oceano.
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