Tudo o que eu não sei me pesa,
me afronta, não basta.
Queria eu não saber mais coisas.
Quisera eu vasculhar baús,
revolver mistérios.
Atrair tons sérios de cores neutras.
Quisera noutras vasculhar os cérebros.
Os mais célebres, por certo,
ou os mais por perto.
Quisera eu perturbar espíritos,
vislumbrar auras,
declamar versículos...
Queria eu escrever artigos
ou apreender amigos
e queimar uns livros...
Tudo o que eu não sei me enche
de uma clara ignorância calma;
e para tudo o mais que eu não sei
eu bato palmas...
[Adhemar - São Paulo, 06/07/2014]
Samuel Marinho sobre LIMBO + poema
-
Este novo livro de Sebastião Ribeiro nasce num território de suspensão.
Não se trata apenas de um estado emocional, mas de uma experiência de
desloc...
2 comentários:
Às vezes sinto assim. Belos versos.
Aplausos e mais aplausos.
Postar um comentário