Divisas, limites, muros,
Tapumes, painéis, divisórias...
Do outro lado de cada cerca,
Muitas distintas histórias.
Histórias que são rumores
De vidas iguais às nossas.
Mas cada um com seu arado,
Tão diferentes as roças...
Uns que plantam pimenteiras,
Outros, pomares em fim,
Há os que constroem cercas,
Os que adoram capim.
Aqueles que roçam cedo,
Os que deixam ao Deus dará,
Os que preferem roseiras,
Outros, um pé de cajá...
Há plantios bagunçados,
Os de comigo-ninguém-pode,
Há cafezais bichados,
Os que alimentam bodes.
Bananais apodrecendo,
Roçados comunitários,
Hortas sem um cercado,
Há os latifundiários...
Mas o que quer que a gente plante
Nas fronteiras de nossas vidas,
Sabemos: vamos colher
Conforme a semente escolhida.
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Conversando com Lenine
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