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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Duelos nos Tempos da Cólera - por Ana

Para os que não conheceram
O Duelos antes daqui,
Conto que ele habitava o Terra
E foi o maior tititi!

Andava tudo certinho,
O Duelos numa boa,
Quando o Terra resolveu
Infernizar as pessoas:

Alterou a plataforma,
Adotou o wordpress.
Ninguém conseguia postar!
Mininos! Ninguém merece!

Teve blog transferido
Todo torto, à metade,
Blog que se perdeu,
Uma total calamidade!

As pessoas reclamavam
On line, mandavam e-mail,
Nada se resolvia
E só aumentava o receio

Dos posts saírem truncados,
Não se conseguir postar,
Nosso blog ser migrado
E então sumir no ar...

O povo vivia raivoso,
Muito irado e indignado!
Circulavam pelos blogs
Vários posts revoltados!

O shintoni sofreu pacas!
Vivia postando mensagens
Pedindo desculpas, explicando
Os problemas com as postagens.

Até que um dia, surpresa!
Um post do anfitrião
Nos informava, vencido,
Que partia pra emigração.

Viria pro blogspot.
No Terra, sem condição!
O seguissem os dueleiros
Que quisessem, em procissão.

Então, cá estamos, moçada!
Tribo menor, é verdade,
Mas deixamos as linhas da ira,
Abandonamos a enfermidade!
.John Steinbeck, Gabriel García Márquez

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Alberto Caeiro e Nossa Riqueza - Citado por Ana


Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que nossos olhos nos podem dar
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
.Fernando Pessoa

terça-feira, 31 de julho de 2012

domingo, 29 de julho de 2012

Memórias do Cárcere - por Ana

Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos


“Quando li ‘Memórias do Cárcere’, de Graciliano Ramos, me senti presa com ele, dividindo todos os horrores pelos quais passou, tamanhos o realismo e a emoção da narrativa. Graciliano retrata, nos dois volumes desta obra, o tempo em que esteve no presídio antigo da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Algum tempo depois de ler o livro tive a oportunidade de visitar a ilha e fui às ruínas do presídio. Entrei nas celas e ainda podia sentir, no ar, a opressão relatada por ele e ler, nas paredes, as mensagens dos prisioneiros daquela época. Foi um livro marcante e uma experiência fortemente inesquecível.”
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E você? Que livro te marcou?
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terça-feira, 24 de julho de 2012

(Sem Título) - por Poty

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Sou eu
Vivo morrendo
E nascendo...
Como se fosse a Phoenix.

 
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Poty – 19/07/2012
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(Sem Título) - por Poty

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Sou teu anjo, você minha maldade provocante...
Paixão louca num limiar...
De ser ou não...

 
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Poty – 22/07/2012
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(Sem Título) - por Poty

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Encontro...
Noite, lua, amores, paixões...
Festa,
Dança,
Encontro...
Intimidades

Paqueras
Segue a noite
Como se não acabasse...
... Propensa a eternizar...
De repente a noite termina.
 
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Poty – 22/07/2012
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Química - por Poty

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É a condição dos seres vivos
Que tem química em seu coração
É um pulsar na mente
É oxigenação
Pula!
Solta!
Não tem como segurar esta sensação.
 
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Poty – 22/07/2012
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(Sem Título) - por Poty

Eu voltarei
Se caso eu for
Se não quiseres
Não voltarei.
Não vou ficar neste eterno vai e vem
Sendo bola de gude
Peteca
Como se fosse seu jogo. 
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Poty – 14/07/2012
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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Neste Dia do Amigo indico esta poesia de Dalberto Gomes que, durante algum tempo, nos brindou com suas obras aqui no Duelos. Este é um de seus bons poemas.



ENCONTRO (VELHAS AMIZADES)
DALBERTO GOMES

A grata satisfação
Encontrar amigos
Amigos queridos
Amigos perdidos
Perdidos no tempo, na memória.
Ver no encontro
A dúvida, o olhar, a luz.
Sentir-se entre abraços e sorrisos
Deixar a emoção emancipar-se do peito
Restos de saudade
Pingos de lembranças
Com os olhos rasos d’água
O prazer de ouvir comovido
Uma voz rememorando seu nome
E perguntar: como é que vai?

Amansá-lo com olhar
Sentir em sua aparência
Se a safada da vida
Na inexorabilidade do tempo
Passou-lhe uma rasteira
Mantendo seu jugo (pesado fardo) sobre seus ombros
No arrastar da idade
Repercutindo em espaçados fios de cabelos.

Amigo…
Não tenho palavras,
Ponha o braço sobre meu ombro
E vamos ali…
No bar da esquina
Tomar uma cerveja
E viver as reminiscências de nossas sinas.
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domingo, 15 de julho de 2012

Livro Amigo - por Kbçapoeta


Ando em meu vagar
Com olhar perdido de lebre
Sempre a despontar
Algo que a mente desperte.
Deparo-me com um livro,
Uma edição antiga de LOBO DA ESTEPE.
Dias depois saí do teatro mágico,
Livro este, presente do DUELOS LITERÁRIOS.
Como crônica de domingo, vi minha segunda-feira “Amarílis”
Por causa desse “Querido Brogui” fiquei
“Assim ao leu” devido à literatura.
Foi “Apenas contágio” devido à pancada forte
De uma “Sexta na Kbça”.



Visitem Kbçapoeta
.Hermann Hesse
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sábado, 14 de julho de 2012

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

A paz é feita de silêncio. Como distribuí-la se tantos gritam de prazer ou de dor?
A paz é tecida de quietude. Como partilhá-la com os homens atordoados em desvarios econômicos, doutrinários, psicodélicos, carnavalescos, eróticos...?
A paz nasce de renúncia. Como o esperar dos dominadores, conquistadores, cobiçosos, que exploram este mundo?
A paz resulta do não-eu. Quem está pronto para livrar-se do egoísmo?!...
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A Visita e o Retorno - por Adir Vieira

Ontem passei uns apertos, mesmo envolta na satisfação de rever amigos e passar uma tarde por demais agradável.
A visita estava marcada para as 16h e eu, com minha pontualidade britânica e com a ajuda dos deuses, entrei no prédio exatamente nesse horário. Eu e o marido soubemos, quando lá chegamos, que um outro casal estava sendo aguardado, haja vista que também tinham sido convidados para a reunião.
Conversa vai, conversa vem, e já passavam das cinco e meia quando o outro casal chegou. Até aí, o dono da casa já havia ligado para o celular que estava fora de área e para sua casa, quando soube pela filha que já haviam saído há um bom tempo. Tempo suficiente para que houvessem chegado ao destino.
Enfim, após aquietar a família de que já estavam no local, o casal contribuiu para que a tarde fosse muito feliz. Aliás, estávamos todos nos conhecendo mais intimamente naquela tarde, posto que só os maridos eram amigos, cabendo a nós, as mulheres, nos aproximarmos então.
Conhecemos a belíssima casa, lanchamos maravilhosamente bem, conversamos até sobre religião, enquanto os homens, no seu canto, reviviam momentos doces da juventude.
O tempo transcorreu sem que déssemos conta e um telefonema de uma das minhas irmãs para o meu celular lembrou-me que já passavam das dez da noite.
Apressamo-nos a organizar nossa saída, quando o outro casal nos ofereceu carona para casa. Sempre utilizamos táxi quando não conhecemos o local aonde vamos. É mais prático e mais prudente e não ficamos neuróticos com o horário da volta. Por mais que minhas desculpas para não aceitar o oferecimento fossem convincentes, meu marido se opunha a elas, achando por demais natural aceitar a carona. Não tive mais como retrucar e assim, exatamente às 22:35h, saímos de lá com a garantia de que meu marido ia conduzir o motorista pela melhor via.
Ele não contava com a dificuldade que teria, no escuro, de ler as placas, o que fez com que entrássemos em locais errados e retornássemos várias vezes. Com isso, nosso percurso que, de táxi, levaria uns vinte minutos, custou quase uma hora. Além de atrasar o gentil casal em sua chegada à casa.
Nessa altura, com tanta demora, o dono da casa onde fomos e a filha do casal que nos deu carona já estavam sobressaltados com alguma ocorrência infeliz, principalmente pelo fato de que o carro que nos conduziu era sofisticado e zero quilômetro, alvo certo para os bandidos de plantão.
Enfim, quando abri a porta do meu apartamento, meu coração parou de bater e pude viver a alegria de um reencontro com pessoas de bem, cultas e felizes.
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Visitem Adir Vieira
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Albert Einstein, a Imaginação e o Conhecimento - Citado por Penélope Charmosa

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A imaginação é mais importante que o conhecimento.
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Como? - por Ana


Como viver a paixão em meio a toques telefônicos ininterruptos? Como beijar, aprofundar, mergulhar se vivemos na poça rasa da necessidade de atenção alheia a incessantes frivolidades?
Como olhar profundamente os olhos de seu amor, convidando-o àquele lugar só seu, se a qualquer momento vocês serão arrancados para o insípido mundo compartilhado por tantos?
Como ser profunda, abissal, plutoniana, fervente, arrebatadora, quando você é constantemente arrancada de si mesma por outros?
Como amar as diferenças cotidianas? Como manter os cômodos enluarados, as românticas velas acesas e a sensação de brisa leve nos cabelos ao se olhar o nascer do sol?
Vou esperar a noite, fechar as cortinas, apagar as velas e ver se encontro uma solução.
 
 

Tiros de Versos - por Jeff Oliveira

 



Humanos são complicados. As máquinas, simples , consertáveis e dignas.
Não dialogo com pedra, nem com ouvido de mercador.
Faço caras e bocas pra quem me martirizou.
Lanço a fala e a seta sem medo da consequência.
Ato pensado e falado, medido com a experiência.

 
Me faço de louco e de outros tantos,
Me mostro pecador e um pouco santo.
Rio das minhas besteiras e das loucuras sacras dos outros.
Minha bússola é instinto, meu acreditar já é extinto.

 
Me jogo na linha de tiro, se nela 'tá' meu amor,
Das dores já aprendi tanto que posso ser professor
Luto até a morte por aqueles que admiro,
Sou cabra forte e valente, da luta não me retiro.
 

Visitem Jeff Oliveira
 
 

(Sem Título) - por S. Ribeiro


O poema fala sobre... Ah, como gostaria que alguém me dissesse que este poema diz, ou quer, ou pretende!
O poema nos espera. Poemas nos esperam. No mais,

O poeta é uma deformidade
Claudia Roquette-Pinto


E este é meu poema:

 
feito humano
finjo ritmos
que só gritam no escrito
só acendem no cantado
nunca me atingem
suplicam

és um escolhido

feito urbano
serpenteio rios vazios
chamo de lixo
o ídolo do extinto

situo meu corpo previsto
indivisível servido

projeto sombras no estio
altero brios
produzidos no frígido
colher do crítico
o que anula o mirado
sob seu próprio cio

até que
sendo cozido entornado
em vazio ainda humano
anuncio

serei obra do desdito



Visitem S. Ribeiro

A Crise Que Eu Não Queria - por Luiz de Almeida Neto


Dizem que agora há uma crise sem precedentes prestes a assolar nossas ruas. O enfraquecimento do ocidente enquanto sociedade estaria ameaçado. O enfraquecimento da nossa identidade enquanto “ocidentais” estaria ameaçada...
Eu, contudo, muitas vezes me pergunto quando me defronto com este tema: será que este enfraquecimento está prestes a acontecer? Ou será que ele já aconteceu há muito tempo?
Nós passamos nossas vidas inteiras querendo nos “unir”. Unir nossas vidas à vida de um alguém que representará um amor infindável. Unir nossas esperanças de sermos ricos com esperanças idênticas de outras pessoas. Unir nossas opiniões com as de pessoas parecidas conosco. Unir nossos destinos com nossa “turma”.
Contudo, as imagens expressam nossa hipocrisia: tantas pessoas expremidas dentro de um trem sem trocar uma palavra, reprimidas, umas com medo das outras. Multidões silenciosas e anônimas trancafiadas em apartamentos e guetos, consumindo algum tipo de ópio (incluo a televisão e alguns usos que se faz da internet na categoria de “drogas moderadas”).
E aí, eu retorno: onde estamos unidos? Será que todas as pessoas são tão ruins que não mereçam ser ajudadas, ao menos com uma palavra de “bom dia” em um trem lotado?
Quantas pessoas estão hoje, neste exato momento, separadas, intrigadas, de algo que sequer compreendem? Com seus sonhos reprimidos e destruídos, estão refugiadas de si mesmos, sem coragem de se encarar. E tudo isso porque queriam um pouco de reconhecimento, um pouco de atenção, de carinho, e nós fomos incompetentes.
Incompetentes por não saber amar as pessoas que erram, que não são tão eficientes e não se encaixam na nossa leitura de mundo. Nós nos separamos das pessoas da forma mais covarde possível: a indiferença.
Grandes cidades se erguem no mundo inteiro, sobre as costas de pessoas anônimas, que são ignoradas, deixadas de lado, reprimidas e, ao final, ainda conseguem encontrar sentido em suas vidas. São os heróis, que, quando olhados em uma filmagem do alto, parecem formiguinhas apinhadas, fazem a cidade parecer opulenta, e revelam suas misérias, ao mesmo tempo em que sobrevivem.
Nós? Bem, nós sonhamos, nos unimos com gente parecida com nós mesmos, e gostamos de escutar dos outros as coisas que nós mesmos pensamos.
Qualquer dia desses estaremos oficialmente decadentes. Contudo, desde já os digo, eu tenho certeza que nossa decadência já começou, o que me faz concluir algo muito simples: ao nos unirmos com umas poucas pessoas, nós escolhemos nos separar de todo mundo. Espero que vocês todos encontrem união, em um mundo que se rasga igual a uma roupa velha, deixando muitos descamisados.
Mas espero também que um dia todos nós consigamos acordar e nos reconciliar, pois hoje estamos, definitivamente, separados.
 


 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Crise Moral - por Tércio Sthal


Como galhos secos, e aos feixes,
homens que parecem gatos:
não sabem comer o peixe
sem sujar as patas
e sem ficar de quatro.



Visitem Tércio Sthal
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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Lava Ardente - por Ana

Eu te quero pequena, macia, delicada,
Discreta, bonita, elegante,
Charmosa, passiva, maleável,
De uma perfeição estonteante.

Para de manhã, à tarde e à noite
Te dar minha língua, meus dentes, minha boca...
E até mesmo nas altas madrugadas
Me refrescar contigo... Coisa louca!

Faço questão de que tu sejas só minha,
Pra que dê certo isto é fundamental:
Até o fim, só eu te toco, minha querida.
E o meu toque sei que te é primordial.

Nem que eu precise te colocar numa redoma,
Gravar meu nome no teu corpo magistral
Pra que outras mãos não te possuam, ignorantes,
Ou outras bocas não te maculem, afinal.

Por longo tempo seremos assim:
Eu e você,
Minha única, maravilhosa
Oral-B.
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