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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

As Nossas Palavras I - por Ana

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Nesta rara coisa que é o mundo
Apenas existe um sentido: viver.
É o que dizem as pessoas, em sua maioria.
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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Oásis - por Alba Vieira

Antes de começar mais uma jornada de trabalho, um grande número de funcionários civis e militares passa por ali todos os dias.
É um lugar colorido e aconchegante, onde pessoas bem-humoradas, solícitas e carinhosas recebem os clientes, contrastando com a frieza que reina em torno.
Lá, as pessoas podem saciar a sua curiosidade pelo que acontece no mundo, buscar informações, comprar livros, algumas vezes de conteúdo surpreendente e desopilar o fígado congestionado pela rotina estressante.
Antes do trabalho, quando ficarão inevitavelmente imersos numa atmosfera cinza, sem graça e fria, por conta da natureza extremamente rígida do local, podem satisfazer seu lado lúdico, enquanto folheiam revistas e livros de todo tipo.
Nesse pequeno recinto, pouco refrigerado, que inicia tão cedo suas atividades todos os dias no hospital, acontece uma alquimia muito interessante. Lá, é possível para os que têm mais sensibilidade, perceber que transmutamos as energias pesadas, adquiridas durante o trajeto até ali, num encontro sutil com almas afins, os nossos queridos jornaleiros.
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Visitem Alba Vieira
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O Rio - por Marília Abduani

Rio que corre
que morre
que estende.
que ofende
que arrasta
meu corpo pra lá.
rio que gera
fulgor transparente
na mágoa,
na enchente
que quer me levar.
Rio que rola
que é fruta madura.
que beija,
que cura
que atura o luar.
Rio que fere
as entranhas do dia,
que é irmão
da poesia,
amante do mar.
Rio que passa
que agita,
que geme,
e palpita
até se fartar.
Rio que suga
que enruga
que engana,
que espanta
que chama
querendo encantar
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Visitem Marília Abduani.................................
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Urgência - por Paulo Chinelate


Quem mora ou já esteve em São Paulo sabe muito bem o significado exato da palavra “URGÊNCIA”. O corre-corre diário em que os paulistas se envolvem não se permitindo sentir a existência de uns e outros pelos quais cruzam nas calçadas, shoppings, bancos, supermercados, metrôs, avenidas, ruas ou estradas, enfim por onde trafegam.
Na realidade, o emergencial toma conta de suas vidas, no entanto, sem justificativas. Pura solidão, embora no meio das multidões. Egoístas, talvez, impulsionados pelos seus próprios interesses. O paulista aqui foi tomado como exemplo. Somos todos parecidos.
Situações há, naturalmente, quando existe risco de se perder vidas, em que necessário se faz tomar atitudes rápidas… mas com isso colocar em risco outras vidas, vai lá grande distância.
Voltando ontem, terça-feira de carnaval, de uma praia em Fortaleza, a fila na estrada estava longa. Muitos, porém, apressados com suas “urgências” pessoais, entravam perigosamente na contra-mão, furando filas e colocando-se e aos outros em perigo.
No entanto podemos qualificar a palavra “URGÊNCIA” do anedotário que diz: “Um minuto tem o seu valor de precedência dependendo em que lado da porta do banheiro você se encontra”.
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Call Center do Blog - por Ninguém Envolvente

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Como você demorou demais para escolher o que apertar, voltamos ao começo...
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Qualquer semelhança com algum serviço de call center brasileiro, foi mera coincidência.
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Inocente - por Leo Santos

A delicada mão da chuva
descascou flores,
mais cores ao dia;
que nem carecia,
pois o potro tordilho da aurora,
trouxera com galhardia,
luz aos vergéis, que vemos agora.

Tapete engalanado
lugar de limpar os olhos,
maciez, encanto, poesia;
poeta algum se omitiria,
ser culpado, quem quer?
De omissão, todavia,
mas quisera ser, do alento de uma mulher…

Essa inocência dói,
de jogar alto o arranjo,
sem, contudo, ter quem pegue;
ou, azo pra que em mãos entregue,
o afeto, de pétalas salpicado;
sabe, quem entender consegue,
que é bem melhor ser culpado…
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....Visitem Leo Santos
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(Sem Título) - por Leila Dohoczki

Quando perde a rima o poema que clama
A entrega de corpos e almas,
Perde o sentido em cada frase que declama.
Um “eu te amo” que não ama
Já nem se sabe se é amor ou se é paixão
Um rima amor com posse
o outro com solidão
E o terno poema enamorado
num instante um amontoado
de palavras lindas, sem razão.

É um poema que engana
não vem do coração!

As palavras ficam soltas

Como as folhas velhas de um ipê florido,

Que quando mortas caem ao chão...
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..............Visitem Leila Dohoczki
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PPV - Passos de Areia - por Gio

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Depois de infinitos trabalhos, incontáveis preocupações e horas despendidas que jamais serão recuperadas – embora não tenham sido gastas em vão –, só me restava uma opção: descansar. Sabendo que não poderei conjugar esse verbo muitas vezes durante o ano que se segue, optei por fazer isso de maneira completa e total, com todos os pleonasmos a que tenho direito.

Mas a paixão não some, e a saudade é grande, então resolvi tirar a poeira disso aqui enquanto não reassumo o posto de vez. Está instituído o PPV – Post Perdido no Verão –, que não tem dia e nem número de vezes definido para aparecer. Divirtam-se (ou não)!
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Caminhava sozinha na areia, perdida em seus pensamentos. Tais pensamentos pareciam desenhar-se em sua mente tão incertos e sem rumo quanto o pó de pedras que o vento arrastava pouco acima do chão. Era um dia de vento forte na praia, e aquela pequena cortina bege parecia cortar seus pés na altura dos tornozelos. Sensação falsa, desconforto verdadeiro.

Já nem se lembrava há quanto tempo não parava para pensar assim, acompanhada apenas de si mesma. Há muito que estava ocupada demais para pensar, seguindo passos e cumprindo objetivos. E era boa nisso. Estudou, passou, lutou, venceu, e ainda viveu para contar. Seguiu o caminho traçado para uma boa vida, mesmo sem saber bem quem o traçou, e fez tudo aquilo se esperava de alguém com, como chamavam?, juízo na cabeça. Como prêmio, passou a ostentar o título de Pessoa Bem-Sucedida, troféu dado a quem conseguia ter desenvoltura para usar as regras desse jogo a seu favor.

Podia ser pior. Poderia ter recebido, em vez disso, o título de Pessoa de Bem, uma espécie de medalha de “honra ao mérito” dada aos jogadores que, embora não costumassem ganhar muitas rodadas, seguiam jogando sem trapacear. O que era engraçado, já que muitas das Pessoas Bem-Sucedidas não preencheriam esse pré-requisito necessário a uma Pessoa de Bem. Era uma das poucas a não seguir esse caminho, embora sua formação a tenha ensinado a pensar somente nos resultados.

Saiu da areia seca, que já revestia suas pernas até pouco abaixo dos joelhos, para a beira d’água. O calor escaldante foi trocado pelo frio da terra úmida. Mudança brusca, pensou, não sabendo se estava se referindo ao solo, ou ao rumo de sua vida. Um belo dia, acordou e cansou de tudo aquilo: o emprego dos sonhos do pai, a casa dos sonhos da mãe, um estilo de vida que era o sonho de todos os que não viviam nele. Vendeu a casa, largou o emprego, e se mudou para o interior, a fim de arriscar uma nova profissão. Não sabia mais como seria o dia de amanhã, e nem queria saber: era a dúvida que a fazia seguir em frente.

Contou as conchas que avistava perto de seus pés, e se perguntou se algum dia alguém seria capaz de contar todas as conchas do mundo. Mas que pergunta infantil, repreendeu-se, mas logo emendou: E qual é o problema? 16, 17, 18... Talvez até o fim do dia ela tivesse uma estimativa.

Agora, livre de tudo, experimentava a sensação de liberdade que só a incerteza proporciona. Só que a incerteza não trazia segurança, e isso a incomodava. Passou a vida inteira tendo seus passos guiados e sua vida programada, que, agora que andava com as próprias pernas, não sabia o que fazer. Sentiu-se perdida. Será que eu fiquei louca? Como pude deixar tudo para trás? Será que um dia eu vou me arrepender? ...Ou já estou me arrependendo? Pela primeira vez, sentiu uma dor de cabeça debaixo daquele sol de 40 graus.

Caminhava sozinha na areia, perdida em seus pensamentos. Pensamentos traiçoeiros, é verdade, mas ainda assim eram pensamentos. E o mais importante: dessa vez, eram seus.
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Visitem Gio
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Irmão Gêmeo - por Fatinha

Querido Brógui:

Há alguns meses eu havia feito o propósito de levar você para outro lugar. Hã? Levar você, Querido Brógui, para morar no WordPress. Bem, mudei parcialmente de ideia e, ao invés de levá-lo embora, criei um irmão gêmeo seu. Gêmeo bivitelino, não idêntico. Confesso que fiquei meio com preguiça de aprender a usar todos os recursos que o WordPress oferece, então, não dei muita atenção ao seu irmão (pobrezinho, tão novinho e já largadinho à própria sorte). Você era mais fácil de lidar. Percebeu a sutileza do “era”? Pois bem. Acabo de travar uma batalha para conseguir abrir o Terra Blog, agora cheio de novidades, cheio de guerigueri, cheio de coisa e tal. Uma hora depois, consegui acessar você, coitadinho, perdido, sozinho, nesse cibermundo tão cruel. Suei frio, só de pensar que nunca mais ia lhe ver. Tudo resolvido, dou de cara com o que? Um genérico do WordPress. A opção pelo básico já era. Sendo assim, já que estou sendo obrigada aprender a usar os recursos que são mais ou menos os mesmos, passarei a publicar você e o seu irmão gêmeo. Você fica magoado? Com ciúmes? Fique não. Você continua a ser o primogênito, e isso é uma grande coisa.
A propósito, estou tentando migrar para o blogspot, mas tá difícil. É muito complexa essa coisa de fazer mudança, acho que é por isso que moro na mesma casa desde que nasci...
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Postado, originalmente, em 10/12/08.
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Visitem Fatinha
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Apenas em Meu Coração - por Yuri

o tempo deu uma suposição
ele disse que ama quando dá 17 horas em ponto.
e você chega do trabalho e diz: olá, querido!
nos olhamos nos olhos, espelhos da alma!
um choque de luz, onde possamos enxergar toda nossa verdade interior
onde tudo pode se curar ou se estragar em uma questão de segundos
esta noite pretendo fazer como uma das melhores
feche a janela daquela maneira que só você sabe
acendo as velas da paz, sem medo do preto
mova seus lábios, só você sabe como
estando juntos aqui eu sei que nada me faria chorar
eu sinto que ainda não é a hora de você ir
está apenas começando..
feche os olhos pois esta noite será uma das melhores que você já teve
ele gritou meu último nome, e disse que me ama
nos imploramos para ficarmos por mais um ano
desde o momento que Deus escolheu ele para mim, ele se tornou
alguém muito mais do que qualquer coisa e alguém
ele provou que o amor existe entre duas pessoas
provou com sua alma digna de essência
cheia de sabedoria
como a minha
você, você
está... only in my heart
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.......................Visitem Yuri
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Charlotte - por Adir Vieira



Ontem foi um dia especial.
Conheci Charlotte. Charlotte, bonequinha de porcelana, como uma pinturinha de Renoir.
Mansa, como uma carneirinha após a mamada.
Linda, nas suas carinhas e bocas, nos seus sonhinhos únicos que só ela sabe quais são.
Conheci Charlotte no meu ambiente. Melhor ainda.
Sem a possibilidade de vê-la ao nascer, ela veio a mim, pela bondade da mãe, minha sobrinha querida.
Através dela, a vida se apresenta...
Tão simples, tão certa, tão real...
Melhor foi ver a mãe, tão nova ainda e trazendo dentro de si tanta experiência, tanto carinho, tantos cuidados naturais com seus dois bebês.
Melhor ainda foi constatar ali,nos seus atos, duas formas de viver, ambas amplas e cruciais. A da profissional competente e a da mãe doce e suave certa do passo seguinte.
Ontem foi um dia de Deus.
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Visitem Adir Vieira
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Deus, Fonte de Amor - por Izabel Sadalla Grispino

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Trecho da poesia “DEUS, FONTE DE AMOR”:

Deus, dê forças e consolo renovado
A quem carrega o fardo da provação,
No dia de hoje, cuide do desesperado,
Leve-lhe, Deus, a santa resignação!
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Aprecie o resto desta bela poesia em um vídeo de 2 minutos e 10 segundos, clicando aqui.
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Quem Ama a Vida, Sorri, Abraça e Ama - por Tércio Sthal

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Auxilia a quem sofre, a quem clama,..............................................
Participa ativamente de cada cena,..............................................
Apoia e diz palavras que valem a pena;..............................................
Entusiasma-te pelo silêncio de alguém,..............................................
Ajuda a quem precisar, e vai em frente,..............................................
Solidário e sempre a dizer o que convém,..............................................
Valendo-se do coração de carne e sangue..............................................
Disposto a fazer o bem a toda gente...............................................
(Tércio Sthal)..............................................
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ABRINDO A FRUTA
(A semente é o caroço)

Não sejamos como os baios burros de carga,
A comer, beber, obedecer aos seus donos, e a seguir:
Sem ter sequer um chapéu de abas largas,
Trabalhar muito e, depois de extenuados, só dormir.

Precisamos aproveitar bem o tempo e maturar as ações,
Para produzir os melhores resultados que integram,
Sem precisar se valer da força bruta ou de imposições,
E do constrangimento das altercações das regras.

Não devemos agir como mendigos, a reclamar atenção,
Nem ficar pedindo dinheiro, emprego, justiça e paz,
Mas exigir o reconhecimento, e também a reparação,
em face do desrespeito aos nossos direitos fundamentais,

Incomodar-se e não se conformar,
eis o princípio ativo para transformar.
Quem se incomoda e não se conforma, entra em ação:
muda a si mesmo no mundo em constante transformação.

Tudo muda, o mundo muda,
as pessoas mudam em todo lugar,
e ninguém deveria continuar
do mesmo jeito, ou do jeito que está.

Na maior parte das vezes
a semente é o caroço,
e para reconhecê-lo
abre-se a fruta, seu moço.

Não é fácil distinguir o rosto e a máscara,
Falsos valentões e verdadeiros heróis,
Fruto verdadeiro sem lhe tirar a casca,
Carolas falastrões e verdadeiros fiéis.

Artifício que sempre engana
a muitos, e por algum tempo, é a aparência,
mas o que conduz o ser humano
ao seu verdadeiro propósito, é a essência.

Se fizermos o que não gostamos,
Ou o que não queremos amar,
Vamos ver o tempo a passar
como carroça com roda quebrada
a ser forçosamente arrastada.

Mas, se por vontade própria vier a ocorrer
A vida que queremos e gostamos de fazer,
o tempo irá, num relance passar,
como um par de olhos a piscar.
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.......................Visitem Tércio Sthal
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Estou Lendo... - por Alba Vieira

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Eu Sei, Mas Não Devia, de Marina Colasanti
Laudos Espíritas da Loucura, de Lamartine Palhano Junior
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E você? Que livro está lendo agora?.......................
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Auras Entrelaçadas - por Ana

Como um imenso manto negro pairo sobre sua casa. Encubro telhado, terraço, plantas, janelas, portas, garagem, portão. Impeço o dia para que durma e sonhe.
Para que acorde, sonhando, imaginando que vive enquanto se ocupa dos acontecimentos diários, sem perceber sua voz triste, opaca e vazia.
Ao mesmo tempo sua alma secular descansa em um sono ameno de lembranças; vive sorrisos, palavras, toques, tristezas, distâncias, saudade, gestos... e sonha o futuro.
O dia em que você levantará da mesma forma que sempre, mas intuirá que dorme; buscará, sem bússola ou horizonte, a resposta para sua inquietação e, após horas cansativas na semiconsciência da incompletude, só restará a opção de repousar a cabeça sobre o travesseiro e chorar, lágrimas que sofre sua alma quando você diariamente parte sem ela.
Neste momento, chorarão em uníssono, você e ela, sobre a mesma cama, ocupando o mesmo espaço.
A dor da falta de sua essência fará com que a sinta em si, que se una a ela e se perceba por completo, parte de um caminho maior do que essa existência.
No dia seguinte, como um manto leve e claro envolverei sua vida, assim que acordar, protegendo seus passos em direção a um seu destino que se encontrava, há anos, abandonado.
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

(Sem Título) - por Davi Rodrigues

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Quando adolescente, costumava acampar muito... Sempre levava um livro, o qual nunca retornava comigo. Creio que era o desejo de deixar um pedaço de mim ali...
Lembro-me de um deles com carinho “O Pequeno Príncipe”, deixei com uma menininha em Minas... Quem sabe no Duelos a gente se encontra um dia...
Esse livro é tão inteligente, que resolvi dedicar uma página a ele...
Aqueles que não o leram, agora podem lê-lo em meu blog. Não percam essa emocionante, cativante e tão agregadora história!!!
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (IV) - por Vera Celms

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VAMOS PARAR O ESTUPRO CORRETIVO DE LÉSBICAS NA ÁFRICA DO SUL - URGENTE

Caros amigos:

“O estupro corretivo”, a prática cruel de estuprar lésbicas para “curar” sua homossexualidade, está se tornando uma crise na África do Sul. Porém, ativistas corajosas estão apelando ao mundo para por fim a estes crimes monstruosos. O governo sul-africano finalmente está respondendo - vamos apoiá-las.
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Millicent Gaika foi atada, estrangulada, torturada e estuprada durante 5 horas por um homem que dizia estar “curando-a” do lesbianismo. Por pouco não sobrevive.
Infelizmente, Millicent não é a única, este crime horrendo é recorrente na África do Sul, onde lésbicas vivem aterrorizadas com ameaças de ataques. O mais triste é que jamais alguém foi condenado por “estupro corretivo”.

De forma surpreendente, desde um abrigo secreto na Cidade do Cabo, algumas ativistas corajosas estão arriscando as suas vidas para garantir que o caso da Millicent sirva para suscitar mudanças. O apelo lançado ao Ministério da Justiça teve forte repercussão, ultrapassando 140.000 assinaturas e forçando-o a responder ao caso em televisão nacional. Porém, o Ministro ainda não respondeu às demandas por ações concretas.

Vamos expor este horror em todos os cantos do mundo - se um grande número de pessoas aderir, conseguiremos amplificar e escalar esta campanha, levando-a diretamente ao Presidente Zuma, autoridade máxima na garantia dos direitos constitucionais. Vamos exigir de Zuma e do Ministro da Justiça que condenem publicamente o “estupro corretivo”, criminalizando crimes de homofobia e garantindo a implementação imediata de educação pública e proteção para os sobreviventes.
Assine a petição agora e compartilhe - nós a entregaremos ao governo da África do Sul com os nossos parceiros na Cidade do Cabo.

A África do Sul, chamada de Nação Arco-íris, é reverenciada globalmente pelos seus esforços pós-apartheid contra a discriminação. Ela foi o primeiro país a proteger constitucionalmente cidadãos da discriminação baseada na sexualidade. Porém, a Cidade do Cabo não é a única, a ONG local Luleki Sizwe registrou mais de um “estupro corretivo” por dia e o predomínio da impunidade.

O “estupro corretivo” é baseado na noção absurda e falsa de que lésbicas podem ser estupradas para “se tornarem heterossexuais”, mas este ato horrendo não é classificado como crime de discriminação na África do Sul. As vítimas geralmente são mulheres homossexuais negras, pobres e profundamente marginalizadas. Até mesmo o estupro grupal e o assassinato da Eudy Simelane, heroína nacional e estrela da seleção feminina de futebol da África do Sul em 2008, não mudou a situação. Na semana passada, o Ministro Radebe insistiu que o motivo de crime é irrelevante em casos de “estupro corretivo”.

A África do Sul é a capital do estupro do mundo. Uma menina nascida na África do Sul tem mais chances de ser estuprada do que de aprender a ler. Surpreendentemente, um quarto das meninas sul-africanas são estupradas antes de completarem 16 anos. Este problema tem muitas raízes: machismo (62% dos meninos com mais de 11 anos acreditam que forçar alguém a fazer sexo não é um ato de violência), pobreza, ocupações massificadas, desemprego, homens marginalizados, indiferença da comunidade e - mais do que tudo - os poucos casos que são corajosamente denunciados às autoridades, acabam no descaso da polícia e a impunidade.

Isto é uma catástrofe humana. Mas a Luleki Sizwe e parceiros do Change.org abriram uma fresta na janela da esperança para reagir. Se o mundo todo aderir agora, nós conseguiremos justiça para a Millicent e um compromisso nacional para combater o “estupro corretivo”.

Acabar com a cultura do estupro requer uma liderança ousada e ações direcionadas, para assim trazer mudanças para a África do Sul e todo o continente. O Presidente Zuma é um Zulu tradicional, ele mesmo foi ao tribunal acusado de estupro. Porém, ele também criticou a prisão de um casal gay no Malawi no ano passado, e após forte pressão nacional e internacional, a África do Sul finalmente aprovou uma resolução da ONU que se opõe a assassinatos extrajudiciais relacionados à orientação sexual.

Se um grande número de nós participarmos neste chamado por justiça, nós poderemos convencer Zuma a se engajar, levando adiante ações governamentais cruciais e iniciando um debate nacional que poderá influenciar a atitude pública em relação ao estupro e homofobia na África do Sul.
Assine agora e depois divulgue.

Em casos como o da Millicent, é fácil perder a esperança. Mas quando cidadãos se unem em uma única voz, nós podemos ter sucesso em mudar práticas e normas injustas, porém aceitas pela sociedade. No ano passado, em Uganda, nós tivemos sucesso em conseguir uma onda massiva de pressão popular sobre o governo, obrigando-o a engavetar uma proposta de lei que iria condenar à morte gays da Uganda. Foi a pressão global em solidariedade a ativistas nacionais corajosos que pressionaram os líderes da África do Sul a lidarem com a crise da AIDS que estava tomando o país. Vamos nos unir agora e defender um mundo onde cada ser humano poderá viver livre do medo do abuso e violência.
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Com esperança e determinação,

Alice, Ricken, Maria Paz, David e toda a equipe da Avaaz.
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Visitem Vera Celms
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Mãos à Obra - por Alba Vieira

Quanta angústia! Quanta dor se vê durante todo o tempo! Tão perto de nós! Que magnitude de destruição!
As imagens são aterradoras. O susto e quase tudo veio abaixo! Parece a carta da Torre do tarô!
As mortes, o desamparo, os ferimentos, a fome, a solidão, o abandono, os órfãos, os idosos, os deficientes, os traumatizados física e emocionalmente.
Tão perto e ao mesmo tempo tão distantes de nós, das nossas mãos para acudi-los, dos nossos olhos para lhes transmitir força, das nossas palavras de consolo, da nossa força de trabalho para lhes garantir teto, água e comida, roupas, um mínimo de condições básicas para continuarem, apesar de tantas perdas.
Muitos de nós, ou porque moram nas áreas afetadas, têm parentes por lá, fazem parte das forças de socorro público ou se dispuseram e conseguiram ir para lá ajudar, talvez não sintam essa angústia. Eles estão lidando diretamente com a desgraça e o mínimo que puderem fazer lhes traz um sentimento positivo de vitória diante do sofrimento, embora também se cansem e se fragilizem no contato com a tristeza e a dor e precisem ser substituídos por outros sujeitos compassivos, pelo menos aqueles que, exatamente por estarem ajudando na linha de frente, consigam renovar suas energias e se mantenham muito bem, uma vez que não funcionam apenas no corpo, na matéria e sim guiados pelo espírito.
Mas há aqueles de nós que têm compaixão e estão longe, assistindo pelos noticiários na tv e pelos jornais ao desenrolar dos acontecimentos. São pessoas do Rio e de outros estados do Brasil ou mesmo de outros pontos do mundo, que como já aconteceu em outras catástrofes, se mobilizam, trazem os afetados no seu pensamento durante todo o tempo e manifestam a sua compaixão e vontade de ajudar através do envio de donativos por variadas vias, torcendo para que cheguem aos desabrigados e sejam distribuídos com equanimidade. Mas, dar dos bens que possuímos, seja muito ou pouco de acordo com nossas posses e apegos, não satisfaz nessas horas. A vontade é poder estar lá, agindo ou algumas vezes apenas compartilhando a dor e apoiando os que necessitam.
Seria bom que em virtude da magnitude da catástrofe, parte dos atingidos pudesse ser trazida aqui para a cidade do Rio de Janeiro e colocada em abrigos que possibilitariam àqueles que moram e trabalham aqui e não podem se deslocar para a região serrana, prestar o auxílio que desejam, dentro das suas habilidades, aptidão e áreas de atuação profissional.
É preciso considerar que esse apoio não pode ir esmorecendo com o passar dos dias, como acontece naturalmente após a primeira mobilização, até porque o número de mortos computados deve crescer, mas, nas próximas semanas, o que se espera é o aparecimento das doenças infecciosas na população sobrevivente, o que demandará ainda mais cuidado e ajuda de todos nós.
Que essa corrente de solidariedade possa sempre se expandir, porque os tempos são de certeza de estarmos todos no mesmo barco.
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Visitem Alba Vieira
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Fronteiras e Guerras - por Ninguém Envolvente

Durante todo o período de existência a humanidade foi guerreira, lutou por tudo o que pensou ter direito sobre.
Mesmo quando não tinha direito ou a razão de lutar por algo se lutava então por ego. E muitas gerações foram afetadas pela cultura primitiva em lutar por seus direitos em vez de usar uma das características que nos difere dos animais, a ferramenta de saber argumentar e o objetivo ser alcançado com inteligência.
O final de confrontos sangrentos depende do respeito que cada um tem por si mesmo. Do que espera que aconteça a ele e então por tabela vai desejar o mesmo para seu vizinho.
Existe uma fronteira entre a incerteza e o medo. A primeira é de como dar o primeiro passo e aprender a lutar com palavras, a segunda é sobre o que pode acontecer àquele que der este passo e se somente ele o der terá sido em vão.
Mahatma Gandhi foi exemplo do primeiro passo que pode não ter consertado a forma de conquistar algo, mas abriu espaço para que outros poucos homens de coragem pudessem ensinar um modo justo e limpo de ter aquilo a que se aspira. E quebrar um pouco o muro da fronteira do medo de agir da forma correta.
Mais do que fazer guerra e tomar posse ao que de fato o pertence, guerra é também um sinônimo de ganância e sadismo (exemplo de ganância é a que ocorre no Brasil entre índios e fazendeiros).
O sadismo fica por conta de quem projeta qual forma de ataque será efetuada, que vai de simples mísseis a armas biológicas (vírus) ou agentes químicos da mais impiedosa forma esperada, como o fósforo branco que, quando em contato com o ar, faz a pessoa entrar em autocombustão.
O principal problema ao começar uma guerra não é a de quantos soldados ou civis serão mortos, mas quantos de seus amigos e familiares vão voltar e vingar sua morte. E o que era um combate talvez até irrisório torna-se de proporção mundial.
As coisas irão se normalizar quando tirarem do poder aqueles loucos que pensam ser normais. Talvez eles ainda não saibam, mas destroem nosso mundo.
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Desenho - por Marília Abduani

Sou desenhada a giz como desenho meu filho.
Ele fica meio torto em meu desenho, apago e torno a desenhar, mas falta um braço.
Torno a apagar.
Tentarei desenhá-lo todos os dias até que o desenho fique bom, aí eu o passarei para o meu ventre, com tela e tudo, deixarei que ele durma até o instante em que cairá em meus braços, saltando por todos os meus poros.
Então, eu terei que desenhar o berço.
Nesse desenho ficarei anos até que consiga a projeção perfeita do que queria lhe dar.
Quando eu conseguir desenhá-lo inteiramente, meu filho, por certo, já estará crescido e não precisará mais dele.
Na tentativa de programar o berço, eu me esquecerei dos brinquedos, de levá-lo para conhecer as ruas, de lhe dar alimentos nas horas certas,.
Certamente, ele irá ficar fraquinho, carente, doente, quase irá morrer.
Será que ele perceberá que eu ao menos tentei?
Será que me perdoará por eu não ter acompanhado os seus passos?
Minhas pernas estavam pregadas em um mundo que nem lhe mostrei, nem consegui lhe dar.
Ele irá me perdoar por ter ficado tão só, rondando sem lamentos pela casa vazia?
Quando me perguntar pelo pai e eu lhe disser que ele é apenas um retrato, um sonho que eu criei na solidão?
A solidão dói muito, dói queimável, dói sofrível...
Então, ele voltará para os meus braços, frágil que nem criança, e me pedirá que eu lhe ensine a arte do desenho.
E ele também inventará um filho e compreenderá a minha fonte de desejos.
Entenderá sozinho o berço que não teve, a rua que não conheceu, o alimento que não digeriu e a morte que quase o levou de mim.
Pedirá que eu lhe ensine, para que ele possa ensinar, as canções de ninar que não ouviu de minha boca.
Pedirá que eu lhe ensine o abraço, o beijo, e eu o desenharei, mais uma vez, como homem feito ante os braços pequenos de um menino.
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