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Eróticos.)




sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Horas - por Kbçapoeta

O tempo faz os relógios
Transcorrerem as horas,
Subvertendo cada segundo
Em destruição.
Consome a putrefação da carne
Etérea das almas.
Transcende a matéria
Em cada badalada.
Súbito de horror
Percorre a espinha da razão,
Faz-me saber que pereço
A cada hora.
Horas não param!
Quando as pálpebras da vida
Fecharem-se sobre os olhos da morte,
O relógio estará no mesmo lugar:
Sisudo, imponente e indiferente perante
O último sopro de vida.
As horas se sucedendo às horas
No perene girar de seus ponteiros
Que marcam relogiosas horas.
Hora da vida.
Hora da morte.
Em torno das horas.
Ora bolas!
Isso são horas?



Visitem Kbçapoeta
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Fantasia - por Alba Vieira

Cantando alegremente
Levo meus dias a bailar
Pra que pensar em problemas
Se posso viver a sonhar



.....................................................Visitem Alba Vieira
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Carta à Minha Alma (Se de Fato Existires) - por Leandro M. de Oliveira

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Sabes quanto é inexplicável. Muitos tentaram insistentemente me convencer disso, nunca acreditei de todo. E vós sois minha mais grave testemunha. Todavia, avesso àquelas implacáveis convicções produzidas em outrora, devo ceder. Há deveras alguns processos na mente humana que embora conduzidos por essa, não possuem um vínculo lógico com a racionalidade. Está acontecendo comigo agora. Alheio a tudo quanto foi de alto e elevado a meu pretenso entender, mergulho agora no túnel das lembranças mais frugais. Nenhum momento capital se me afigurou. Nem a lembrança de quando tive sexo pela primeira vez, nem a de quando chorei perdido ou a de quando fiz que chorassem por mim, nem mesmo o dia em que ganhei a primeira soma de dinheiro que me permitia mais que um punhado de balas e fui ludibriado por aquela velha que me vendeu coisas que eu nem queria. Nada. O frisson que nesse instante me domina é concebido de momentos banais, e ainda mais agudamente da displicência com esses. Vem me visitar agora, por exemplo, a lembrança que nem sabia se tinha, daquele dia de chuva. Um dia qualquer sem grandes eventos. Mas, lembro-me bem, a visão de meus pés pisando a terra molhada, a densidade do ar, o cheiro de vida acontecendo no ambiente... Tudo soa tão imaterial e mesmo assim tão presente. As formas assimétricas de minhas pegadas impressas no chão cor de chocolate, a fúria reconquistada das corredeiras do rio que com a chuva se despediam da vazante. O som da água contra as rochas na ribeira, o som dos cânticos pra sempre perdidos no tempo. Sempre. Haverão de existir em toda parte coisas perdidas, portos vazios, louça em cacos. Mas agora, depois de tempo passado é que posso enfim concluir. Na simplicidade daquele momento úmido eu estava em paz. Num assalto de inesperada transição fui dar em visita a outro quarto dessa casa estranha. Agora me vejo ainda mais remoçado. Minha pele lisa. Ainda virgem de pelos e espinhas, marcas de expressão ou testemunho dos anos. Olho à frente, como em mágica ou engenho do sobrenatural assisto à mulher de olhos agudos passar por mim. Não foi sequer um flerte, ela nem olhou diretamente. Mas como me lembro e de forma tão lúcida, do desenho assombrosamente perfeito de sua íris, naquela fração de segundo em que o sol raiava por sobre a fronte corada, pude testemunhar o reflexo que cega, a metamorfose de cores que daquela aquarela viva emanavam. Primeiro o negro, depois aclareando até um tom de mel e depois até um verde opaco. Misterioso, coisa em si ao mesmo tempo esparsa e concisa. Hipnótico como uma esmeralda tirada do útero da terra. Encantamento em estado bruto, perfeição não lapidada. Ela passou por mim. Foi quando nesse momento me dei ao exame mais apurado de sua silhueta. A textura de um algo esculpido por mãos superiores, o espírito das tentações míticas. Acho que foi ali, naquele acaso rápido, naquele momento insuspeitado, foi ali onde deveras aprendi a admirar uma anca. Não era mais possível retroceder. Não havia mais chances de tornar a ser criança. A invasão da masculinidade se fez em mim como tributo pago pelo fito ao desconhecido e eu subtraído da identidade cotidiana, nem me dei conta do que em verdade se formava à minha frente. De qualquer forma ela passou por mim, se foi pra nunca mais. Quantos anos faz? Dez, quinze? Não sei. Mas o perfume ainda habita minhas narinas como um hálito fresco. Mais uma porta cerrou, dei em outro quarto. Não reconheço o lugar, estou como que de olhos fechados. As sensações são familiares. Parte dos cabelos longos de uma moça deitados sobre meu ombro enquanto durmo, o cheiro que invadia a casa quando minha bisavó derretia rapadura pra fazer pé de moleque, o transe durante um beijo de quase hora em quem se gosta, ficar deitado ouvindo o som das tempestades de março. É tudo tão diverso e ao mesmo tempo tão uno. Filhos diferentes de um mesmo pai, dedos inaparentes da mesma mão. É como se durante a vida inteira eu tivesse feito a mesma coisa de várias maneiras. Uma forma diferente a cada dia, um dia em cada minuto. E sendo desagregado fui intenso, e perdendo o que mais amava encontrei a mim mesmo. É impossível recobrar a ausência adormecida por sob as areias do tempo. É impossível fazer planos quando a morte passeia por entre o bosque. Talvez tenha descoberto o enigma. Talvez entenda porque tanto me é agora revelado. Estou pra morrer! Há um pelotão de fuzilamento à minha frente. Nazistas, fascistas, judeus, cristãos, mulheres, crianças, chineses, neozelandeses... Gente de bem. Todos com armas apontadas. Todos estão com sede de sangue. Foi breve demais, minha alma. Será que de fato existes? Ou aquilo a que chamo alma é um departamento de arquivos que em momentos de angústia nos permite revisitar tudo o que não foi completamente sorvido pela percepção? Claro, um pouco de cada vez. Do contrário, o repertório se tornaria monótono. Parece injusto o fato de ter consciência de como se existe só quando esse estado de percepção vai prestes a fenecer. Nunca fui saudosista, aceito o novo, a mudança da biologia que é por si dinâmica. Entretanto, mesmo sabendo que não há perdão àquele que hesita, creio ter direitos de pelo menos nisso poder vacilar um pouco. Quase me entristece partir quando ainda existem tantos diamantes semeados pela estrada. Tão longa, tão sinuosa. Não tenho garantias e nem preciso tê-las. Durante alguns anos idealizei Valhala, onde os grandes ascendem à sede da imortalidade. Depois... Pó e sombra! Acidente da matéria, disso me senti composto. Quando a luz cessa sobre o corpo ele se funde com o esquecimento, deixa de existir. Foi bom sentir assim, foi bom ser tão livre quanto possível. Nenhum devir, nenhuma obrigação com a perenidade. O dilema de existir tem me vitimado nesses tempos. A consciência é minha porção divina? A consciência é o sintoma mais agudo da minha síndrome de fuga da própria condição? Pode ser que ocorra, talvez seja que tudo não passe de covardia. Seja como for, estou pronto. Posso morrer se assim o querem. Posso partir em vez derradeira. Mas como morrer ou partir? E se há algo depois? E se Valhala existe com outro nome, ou sem ele? Se esse escrito mesmo sobreviver, acaso não é uma forma de estar perene no inconsciente alheio e assim resistir à evasão última? O legado de cada um parece implacável, sempre reféns de nossos próprios fantasmas. Queria que alguém desligasse o plugue de meu corpo. Talvez uma oração sincera à santa da boa morte fosse útil. É pena, já não sou mais tão inocente. O pelotão faz mira em meu peito, engatilha as armas. Sei que a maioria das pessoas em meu lugar estaria no mínimo aterrorizada ou puta da vida, claro, no caso de que o medo permitisse essa última. Concretamente se pode dizer, pensar na brevidade da hora, ter ciência que caminha à extinção sem ter feito mais quando se podia. Andar a passos humanos por sobre a terra não é uma sucessão de horas coordenadas mas, antes, uma corrente infinda de questionamentos. Nunca ter perguntado o nome daquela moça, não ter rolado naquela lama que parecia chocolate, nunca ter se entregado à correnteza do rio que em minha frente seguia... Aos de osso e carne, lá estava, alheio e insondável como qualquer milagre deve ser. Sei que a indignação é legítima. Pelo julgamento dos que me conhecem e possivelmente daqueles que talvez me conhecerão (se houver para conhecer). Tenho tudo, ao mesmo tempo nada possuo. Não há segurança do que se leva, tão somente do que se deixa. Se acaso penetramos na totalidade daquilo que à nossa volta subsiste em silêncio. E são tantas coisas... É preciso mais que a eternidade pra chegar à comunhão plena e esse nó na garganta me fornece a suspeita vil de que talvez nem isso haja à disposição daquele que vai. Meu deus, meu deus por que me abandonastes?! Quando dei por mim já não estavas. Existes em aqui ou no sonho? Nas igrejas ou nos bordéis? Existes? Há muito não sei que são trombetas nem vejo anjos aqui ou lá. Queria ter a retidão dos monges, como não posso, galopo por sobre os sapatos, me meto a cabeça em fazer anarquias. Descendência de Caim. Tenho a praga dos hereges, se assim não fosse meu contento seria mais prático. Curiosamente, mesmo com toda a gravidade ainda quero sorrir. Poderia praguejar ou revoltar ou desesperar. Mas pra mim não parece justo. Como desperdiçar mais tempo se há entre nós tanta beleza?
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Att,
P.A
Porto Firme; Ano Domini? MMIX
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Descendência/Ascendência - por Poty

Está escrito na genética
A tua com a minha
A minha com a tua
Aparência.

Não tem como esconder,
Encontra-se na minúscula partícula
De nossos ancestrais.

Somos antepassados
Que as células nos conduzem.

Trazem-se marcados
Traços traçados pelas digitais.

Não há de se negar
As aparências
Que nos são negadas.

Transcende o que se descende.



Visitem Poty
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Entre Hífens e Tremas - por Gio

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A reforma está aí. Sim, obviamente estou falando da reforma ortográfica. E ela chegou de vez: não mais como uma novidade distante, mas uma alteração que está gradativamente fazendo parte da vida de todos. E, por mais que se crie resistência, não há como evitar: a moda vai pegar!

Não diga que isso não o afeta: a mudança já começou no dia-a-dia. Você passou a usar o forno de micro-ondas e a andar de micro-ônibus. Por causa dos micro-organismos à sua volta, terá algumas doenças, e ocasionalmente tomará anti-inflamatórios. Mas não se preocupe: se isso o consola, tudo isso está acontecendo com seu arqui-inimigo também.

Não adianta resistir e se achar o mandachuva do pedaço. Seu carro vai passar a ter parachoques, parabrisa e paralamas. Quem cair de paraquedas nesse meio, vai ficar confuso. Mas, pelo menos, ainda temos anos-luz para nos acostumarmos com isso. Ainda usamos guarda-chuva; ainda odiamos as segundas-feiras; ainda teremos algum beija-flor ou bem-te-vi no nosso quintal, couve-flor na mesa e erva-doce para o chá; e para a sorte das mulheres, elas continuarão enxergando azul-claro, azul-ciano e azul-bebê, bem como a diferença entre eles.

Uma hora ou outra, você vai tomar uma vacina antirrábica (talvez o “rr” seja para lembrar um cão rosnando). O teatro agora precisa de contrarregras, ironicamente sem contrariar a regra. Tiraremos autorretratos para os novos documentos, não sem antes passar um bom creme antirrugas. Temos um novo velho órgão no corpo, as glândulas suprarrenais. Novamente, seu arquirrival passará por tudo isso também. Se este for mulher, e ficar grávida, vai precisar fazer alguns ultrassons.

Não fique confuso e nem sequelado com essas mudanças, você vai se adaptar. Tudo bem que podemos ser sequestrados, e não temos mais nem o trema para negociação... Porém, a fauna agradece: ficou mais fácil se referir aos nossos amigos equinos e pinguins na escrita. Frequentemente, seremos perguntados sobre nosso tipo sanguineo, só para ter certeza de que não mudou. Aguente firme, pois as consequências da reforma são mais benéficas do que maléficas. (Falar do trema pode até parecer “enxer linguiça”, mas acho que é a principal mudança que sofre(re)mos.)

A ideia é boa: padronizar a escrita de todos os países da Língua Portuguesa. Por isso eu apoio, e assino embaixo. Não adianta ficar paranoico - se até as duas Coreias vão ter que se acostumar (um pouco) com a mudança, por que nós não? Vamos usar tipoias, encontrar mocreias, ser mordidos por jiboias, e picados por colmeias inteiras de abelhas! E não adianta tentar dar uma de herói para a plateia.

Alce voo (só tome cuidado para não sentir muito enjoo) na nova Reforma, que tudo começa a fazer sentido, tudo tem um porquê. Muitos creem que foi desnecessária, pois não veem que ela já facilitou, e muito, a nossa vida na hora de escrever. Mais fácil de se acostumar para aqueles que leem, então é bom começar.

Quando você para para pensar, a mudança mexe até nas raízes de nossa cultura. Coitado do Leoni, que agora se agarra pelos pelos...


P.S. - Proponho um desafio: peguem a primeira parte do conto que eu estou postando no outro blog e tentem encontrar todas as palavras alteradas para se adequar à nova regra. Uma dica: “pela pela” não foi erro de digitação.



Visitem Gio
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Aedo Cibernético: O Mestre-sala dos Mares - por Cacá

......Dentre as muitas formas de resistência às condições de vida e de trabalho da maioria da população brasileira, seja sob a monarquia, seja sob a república, uma revolta marcante foi a da vacina, em 1904, quando Oswaldo Cruz tentou imunizar a população do Rio contra a varíola e febre amarela. Sem aviso prévio, invasivamente e sem nenhuma campanha esclarecedora. Uma tentativa de erradicação e uma revolta contra a profilaxia.
.......A outra (1910) foi a dos marinheiros que ficou conhecida como a Revolta da Chibata, contra maus tratos aos tripulantes dos navios da marinha brasileira. O líder era o marinheiro João Cândido, também conhecido como Almirante Negro. Ameaçavam bombardear a cidade, se não fossem atendidos (a maioria era de negros).
.......Houve uma relativa vitória dos insurgentes, pois os castigos físicos foram abolidos um dia após a Proclamação da República mas foram restabelecidos no ano seguinte (1890):
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“Para as faltas leves, prisão a ferro na solitária, por um a cinco dias, a pão e água; faltas leves repetidas, idem, por seis dias, no mínimo; faltas graves, vinte e cinco chibatadas, no mínimo.”
(J. M. Carvalho, in Os Bestializados)
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.......Foram violentamente reprimidos e o governo não cumpriu a promessa de acabar com a situação, prendendo os líderes e enviando outros para a floresta amazônica. O Almirante Negro foi expulso da Marinha e internado como louco.

.......Vejam essa pérola de música para ilustrar esse momento histórico que o compositor João Bosco produziu.



O MESTRE-SALA DOS MARES
Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo feiticeiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o navegante negro
Tinha a dignidade de um mestre-sala
E ao acenar pelo mar na alegria das regatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas

Rubras cascatas
Jorravam das costas dos santos entre cantos e chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que, a exemplo do feiticeiro, gritava então

Glória aos piratas
Às mulatas, às sereias

Glória à farofa
à cachaça, às baleias

Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história não esquecemos jamais

Salve o navegante negro
Que tem por monumento as pedras pisadas do cais

Mas salve
Salve o navegante negro
Que tem por monumento as pedras pisadas do cais

Mas faz muito tempo
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*Na Antiguidade, como a escrita era pouco desenvolvida, o AEDO cantava as histórias que iam passando de geração para geração através da música. Depois, veio o seu assemelhado na Idade Média, que era o trovador. Hoje, juntado tudo isso com a tecnologia, criei o AEDO CIBERNÉTICO.
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Visitem Cacá
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Achei que Tinha Me Esquecido - por Duanny

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Nos encontramos novamente, pouco tempo se passou, por onde devemos começar? Parece que foi eterno. No meu coração, há memória do amor perfeito que você me deu.

Sim, eu me lembro.

Quando você está comigo me sinto livre, despreocupada, eu creio que voaremos acima dos demais, e isso traz lágrimas aos meus olhos.

Pensei por um momento ter te esquecido mas, para desespero do meu coração, você continua aí, intacto, me olhando como se estivesse perto de dar o bote, a qualquer momento.

Temos vivido nossos momentos altos e baixos. É, como a vida pode dar voltas tão rapidamente... em um instante parece ser tão bom reunir a sua alma e a sua mente... vamos achar a paz lá.

Eu só queria dizer oi novamente, deixar para trás o que já passou, queria mesmo poder ter esquecido, mas você continua aí.

No meu coração ainda há a memória do amor perfeito que você me deu.
Queria mesmo ter esquecido, mas, sim, ainda me lembro.



Visitem Duanny
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sombras - por Leo Santos

A sombra se locomove por lugares sombrios,
pois a claridade tem muita luz;
Barganha aquecer recantos sós e frios,
pelo combustível do vício, inglória cruz…

A noite sua aliada permanente,
noite que chega a cada dia;
Com seu véu oculta ao olhar dessa gente,
que um amor sem amor, a miséria propicia.

A luz não alcança onde a sombra habita,
não têm pois, nada em comum;
O que uma expõe, outra evita,
não coabitam em tempo algum.

Súditos da luz até cruzam recantos,
onde a outra estabelece seu reinado;
Desconfortáveis passos, no entanto,
que pressa em sair do outro lado!

Escolhem pelo instinto essas pessoas,
e as ocultas usufruem falsa paz;
Não porque as trevas sejam boas,
antes, porque suas obras são más.

O luminar veio, foi repelido,
a cruz mostrou o que o homem pensa;
Amor-próprio quando desmedido,
é a medida exata da indiferença.

Suas obras então, só escombros,
mas propaladas em alvoroço;
Não suportando uma cruz nos ombros,
penduram um simulacro no pescoço.



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Sorte - por Cacá

Às vezes a pessoa é abençoada em um lance de sorte e continua contando apenas com ela (a sorte) para prosseguir seu caminho. Acho que é necessário usar o bom senso e abrir os olhos quando se depara com uma situação que chamamos de afortunada. Como diz o ditado, “o cavalo arreado costuma passar na porta de nossa casa somente uma vez”. Daí para frente precisa-se conduzir a sua rédea.



Comentário em O Que é Sorte?, de Ignoto Jardim.
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Visitem Cacá
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Eu Amo Livros... - por Escrevinhadora

Eu amo livros e leio assim: primeiro a contracapa (que já deve começar me conquistando) depois as orelhas, depois o prefácio (assim, devagarinho como quem vai desembrulhando um doce e experimentando um pedacinho) e só depois entro no livro mesmo. Às vezes, pra demorar um pouco mais, ainda leio os agradecimentos antes de começar a leitura de verdade.



Comentário em Meus Eternos Amores, de Ana.
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Chamado - por Leandro M. de Oliveira

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Te encontro às seis pra mudar o mundo. Se não der pode ser às sete ou às oito, avise com antecedência. Seus pais, assim como seus fantasmas, não dormem à noite, temo que fique muito tarde. De que adianta um triunfo se todos estão em suas camas. Esperaremos outro dia. Essas medidas artificiais de tempo. Os dias são como cartas de baralho, com naipes diferentes em mãos diversas, mas sempre servindo ao mesmo jogo sujo. O tempo em si é um artifício sujo, o cadáver pré-fabricado de si mesmo. Como quero transgredir! Como quero entender como se pode ter nostalgia por lembranças que às vezes nem são suas... O maio de 68, a primavera dos povos, minha habilidade em ser melhor nunca posta em prática. Sombras ruidosas, ecos do fundo. Gostaria de uma bebida ou uma noite de sono, ambas serviriam bem ao propósito de me entorpecer um pouco. E andamos mil léguas usando o sonho como um par de coturnos, aqui estamos, de volta à miséria que consome a cada um. Ela diz acreditar na ordem, do mesmo modo que todos os tiranos conhecidos, talvez só não tenha atinado para essa parte. As pessoas são boas ou indulgentes até que alcançam seus objetivos. Busco o natural que vem de dentro, antipatizo com as regras que vêm de fora. Pra que tanta euforia em dizer que o fascismo vale a pena? Se homens são como gado ou formigas, quero me matar com uma faca cega, não tolero isso. Entendo que a sua carência por um novo Hitler seja um sentimento urgente mas compreenda, seu sangue não é o dos escolhidos. Só porque Deus está morto, não queira exibir sua cabeça por mera vaidade. As balas e fuzis não têm consideração com quem os deseja. É mais fácil teorizar sobre o inferno quando nunca se esteve nele. É mais fácil matar que deixar viver. Droga! O óbvio sempre me embrulha a vida e o estômago. Quero o não trilhado. Odiar e amar, é como abrir os olhos ou ir ao banheiro. E se fosse tão simples a ponto de ser mentira? E se fosse tão acessível a ponto de ser engodo? Não há mais porque temer a luz ou a sombra. Aos que caminham pela senda tortuosa da descoberta do “EU” não deve haver espaço para outra companhia senão o da presença santa do nada sem termo. Esqueça as algemas e os cadáveres que te deram de presente, a libertação é uma experiência solitária. O templo só abre as portas aos que estão completamente nus diante dele. Mas você prefere fechar os olhos e vestir sua vergonha, levanta cedo pra ser adestrado como um cão. Ainda me lembro do canto dos ressentidos... Nas escolas ensinam algo como que o nosso modo de vida foi construído a partir de termos éticos e morais, que a religião e a política são o escudo e lança do homem de bem. Não obstante isso, a história do mundo ocidental (cristão) é construída por guerras, suplícios e martírios sem nenhum sentido. A política vai conduzida por tiranos e aspirantes aos mesmos, invariavelmente como abutres sobre o corpo decomposto do povo. Como falar em bem ou ética ou moral? A beleza dos sistemas é a tragédia dos que a ele são submetidos. Talvez a vida seja mesmo uma causa perdida. Talvez haja pó demais assentado por sobre os móveis. Pode não ser o melhor pensamento, mas é uma hipótese pedagógica. E a consciência da finitude do tempo e espaço de cada um faz o Sísifo que há no homem reclamar seu inútil papel de eternidade. A vontade de poder nos guia a cooptar a vida alheia pra que a nossa se nos pareça um pouco mais perene. Esse deve mesmo ser o segredo dos ratos que fazem barulho à noite no sótão. Acordai, homens! Acordai do sono de ontem, do medo de sempre...


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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Eu Não Vou Morrer Nunca - por Fatinha (Ao Querido Brógui)

Querido Brógui:

Hoje, dois anos após a morte do Tio Mário, comecei a desocupar de suas coisas o seu apartamento. Por que tanto tempo depois? Um misto de deixa-pra-depois com a sensação incômoda de estar mexendo naquilo que não me pertence. Decidi ir lá depois que sonhei com ele me dizendo que estava mesmo querendo falar comigo, que estava tudo bem e que ele já tinha falado com Deus.
Enquanto futucava seus objetos pessoais, fui conhecendo meu tio. É impressionante o quanto conseguimos saber acerca de uma pessoa por aquilo que esta reúne ao longo de sua existência terrena e, mais ainda, como os “aquilo” são organizados. Percebi que pouco sabia sobre ele e o quanto teria sido bom sabê-lo de outra forma que não essa. Temos tanto em comum como jamais imaginara.
Livros. Centenas de livros. Não sei se ele chegou a ler todos, acho que não, há algumas coleções de banca de jornal ainda dentro do plástico, mas ele os amava. Acho que comprava pelo prazer de tê-los, ainda que fossem repetidos, mesmo que não os lesse.
Há, no acervo, exemplares datados de antes do meu nascimento. Romances, livros de História, Filosofia, dezenas de dicionários, enciclopédias, livros sobre saúde, animais, Atlas, Direito (!). Foram dez caixas de livros. Duas de roupas. Dá o que pensar, não? Poucas roupas e muitos livros.
Descobri que meu tio aprendeu inglês com um dicionário e a coleção completa de Agatha Christie nessa língua. Também descobri que ele aprendeu a mexer em um computador antes de ele virar um eletrodoméstico, encontrei uma apostila da linguagem Cobol! Descobri que ele adorava matemática, palavras cruzadas, charadas, testes de inteligência, jogar na loteria.
Gostava de viajar. Nas suas gavetas desorganizadas, há poucas fotos e muitos cartões postais. Tem um monte de cartões postais do Vesúvio. Acho que ele se encantou com o vulcão. Tem roteiros de viagens, um monte folders de hotéis, até nota fiscal de um almoço em Foz do Iguaçu.
Li uma carta do Vovô Ricardo, datada de maio de 1945, enviada para a Itália em plena 2º Guerra. É, Tio Mário foi pracinha da FEB.
Achei um exemplar do livro que publiquei, cartões de inscrição de concursos públicos que ele fez (acabou passando), um Diário Oficial agradecendo pelos serviços prestados com eficiência ao Estado do Rio de Janeiro, um documento de nomeação para um cargo de chefia assinado por Carlos Lacerda (!), um diploma de honra ao mérito assinado por Chagas Freitas, meus convites de primeira comunhão, de quinze anos e de formatura. Todos (!) os contracheques dele estavam lá, naquela miscelânea de meias, revistas antigas, recortes de jornal, extratos de banco, cadeados sem chave e chaves sem porta…
O duro foi jogar coisas fora. Até que não foi muita coisa pro lixo não, apenas pilhas de revistas e jornais velhos, uns cacarecos tipo caneta que não escrevia, antena de televisão quebrada, mas mesmo assim me senti invadindo a privacidade dele, selecionando o que era ou não “viável”. Foi como se eu estivesse decidindo o que era ou não importante na sua vida. Em determinado momento pensei: daqui a quarenta anos meu sobrinho estará fazendo a mesma coisa, com a diferença de que achará tanto livros quanto roupas e sapatos. Vai dar mais trabalho.
Então é isso? É isso o que resta de uma vida? É assim que contamos nossa história? Coisinhas que guardamos nas gavetas e nas estantes? Acho que sim. Acho que não. Ainda restam as memórias que deixamos na cabeça dos outros, lembranças que não nos pertencem e por isso delas não dispomos (nem nossos herdeiros), registros que enfim também se apagarão quando os seus receptáculos se forem. Ou não. Eu tenho o Querido Brógui. Não vou morrer nunca.



Postado, originalmente, em 21/07/2008.
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Visitem Fatinha
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mudanças no Chat do Duelos

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Atendendo aos diversos e insistentes pedidos,
o chat do Duelos agora atualiza automaticamente,
está com tamanho e letras maiores e possui “som na caixa”.
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Porém, em decorrência das mudanças,
as mensagens antigas foram deletadas.
Peço desculpas por este transtorno inesperado.
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Agradeço pela participação de todos os amigos autores e leitores,
deixo um grande abraço... e boas falas!
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Lua - por Marília Abduani

Lua que paira na rua
eu fico na minha
e você, na sua.
Jogue pra mim teu beijo,
atice o meu desejo,
Ó, lua de flor.
Que eu sou frágil, sou menina,
lua de sonho e rima,
lua do meu amor.
Enquanto, à noite, eu moldo
a minha arquitetura,
saio de encontro ao teu brilho,
luz e calor.
E deixo no ar um aviso:
incandescência é preciso
eu bebo o seu sabor.
Enquanto a noite me acolhe,
eu deixo um pedido: me enlace,
não durma,
ó Lua, não chore,
que eu conto com o teu amor.


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Livros - por Clarice A.

Letras, números e imagens
Impressas numa folha de papel
Viagem sem volta ao interior
Riqueza do nosso ser
O que ninguém pode nos tirar
Saber sempre tem lugar.
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domingo, 1 de novembro de 2009

Hábitos de Leitura - por Alba Vieira

Encaro um livro como um mundo de possibilidades. É como se fosse um portal que me permitisse ter acesso a outros mundos, a realidades ainda não desvendadas. Há um mistério a ser descerrado ao abri-lo e ler suas páginas. É como se penetrássemos em universos paralelos. Sinto-me mesmo desdobrada se a leitura de um livro é cativante para mim. O universo retratado pelo autor se mistura à minha realidade e passo a carregar comigo, enquanto não terminar de lê-lo, aquele outro mundo. Então imagino os personagens, teço contextos, traço situações em que podem estar envolvidos, sinto a emoção que sentem e mergulho de cabeça nas suas histórias. Até que a leitura chegue ao fim.
Se o livro for muito bom, eu ainda gosto de demorar mais do que de costume, para que não acabe logo, como se fosse um doce maravilhoso que a gente fica com pena de comer até o fim e aí belisca e guarda para depois. Mas se ele for excepcional, mesmo que eu chegue ao final, ele não se desgarra, fica impregnado no meu ser, acho que embola nas minhas entranhas e passa a fazer parte de mim. Assim, desde que comecei a ler carrego comigo personagens que de tão vívidas são quase subpersonalidades hoje. E, em geral, não escolho os livros para ler, eles me elegem para conhecê-los e é interessante que já adquiri muitos livros que só fui ler anos mais tarde. E é incrível como eles se abrem para mim no momento mais propício, exatamente quando eu deveria ter aquela informação ou ser inspirada para ter determinado insight. É que os livros para mim são entidades, como os elfos e as fadas, têm uma comunicação direta, telepática com os humanos mais sensíveis e assim estabelecem esses contatos de outras esferas.
Penso que quem se apaixona por livros nunca está só, porque haverá este canal fascinante de comunicação. E é difícil entregar-se aos livros quando se está bem acompanhado, a não ser que sejam iguais neste aspecto. Eu tenho o hábito de ler e comentar o que é mais interessante com meu amor, embora quase sempre seja desnecessário, como se em outro plano a leitura fosse feita ao mesmo tempo.
Hoje, com a internet, podemos ler muitas coisas na tela e os blogs de literatura estão cada vez mais interessantes. Entretanto, o velho livro de papel, com capa dura, ricamente encadernado ou a brochura que o torna mais leve são insubstituíveis para mim. O contato direto com ele estreita os laços e fortalece a relação. Sou possessiva, só os empresto para raríssimos eleitos e gosto de dar outros exemplares dos que mais me marcam para quem amo. Também aprecio guardá-los arrumados nas estantes, numa ordem que só eu entendo, mas que faz todo sentido e tenho imenso prazer de poder olhar para eles sempre. Acho que são como os cristais que devem ficar expostos e não guardados em caixas ou em armários fechados.
Quando compro ou ganho um livro, sempre leio a capa, a contracapa, as orelhas e para alguns me dirijo logo às últimas páginas antes de começar a lê-lo. É como se quisesse consultar uma cigana ou cartomante para ler meu futuro, não sei. O fato é que livros, na minha opinião, são especiais e aqueles que o escrevem, quando verdadeiramente imbuídos do seu papel, são seres excepcionais e iluminados.



Visitem Alba Vieira
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Meus Eternos Amores - por Ana

Antes mesmo de me entender por gente eu já era apaixonada por livros.

Lembro que, aos 3 anos, folheava qualquer livro que me viesse às mãos e olhava tudo com extrema atenção, criando sentido e histórias para todas as gravuras.
Meu primeiro amor fixo foi o livro da casa que escolhi para andar comigo sempre, por ser o menorzinho: “Os Lusíadas”. E nele aprendi os números romanos.
Depois que aprendi a decifrar as letras, meu objetivo maior na vida passou a ser ler todos os livros do mundo, adquirir todos os conhecimentos que já tivessem sido impressos. Eu sonhava que vivia dentro de uma enorme biblioteca, forrada de imensas estantes e lia todos aqueles incontáveis livros, um a um, dedicada e amorosamente, a vida inteira.
Claro que, com o tempo, este meu objetivo mudou, por força de circunstâncias externas. Mas li todas as bibliotecas dos colégios em que estudei, até a faculdade.

Devo dizer que os livros de que mais gostei até hoje foram:
- “Cem Anos de Solidão” (imbatível!);
- “O Mar da Fertilidade”, quadrilogia de Yukio Mishima (espetacular!);
- “Moby Dick” (sensacional como o autor descreve a relação entre o capitão e a baleia!).

Em relação a manias de leitura, as únicas coisas que faço são ler prefácio, orelhas, citações, apresentação e tudo mais que houver antes de iniciar o corpo do livro, e ver por quantas páginas me deliciarei, pois quanto mais páginas, mais feliz eu fico. Tanto que, neste momento, ando felicíssima, pois estou lendo “O Senhor dos Anéis”, que possui mais de 1.000 páginas (ô alegria sem fim!).

Eles sempre estiveram, estão e estarão comigo, meus eternos e fiéis amores.
.Gabriel García Márquez, Herman Melville, J. R. R. Tolkien

Destino - por Cacá

Eu não acredito é no destino. Não esse propalado pelo senso comum de que não somos donos do porvir. Mas, se admitimos o conceito de certo e errado, há que se contar também com casualidades que podem ser nomeadas por sorte ou azar (infortúnio). É apenas uma opinião, não uma manifestação com pretensão de verdade.



Comentário em Sorte, de Mellon.
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Visitem Cacá
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Há... - por Poty

Há os que vivem
Há os que nascem
Há os que continuam vivendo
Há os que não querem nada com a vida
Há os que vivem numa boa
Há os que desistem de viver
Há os que não dão bola...
Há os que nem querem saber...
Há os sem destino/rumo
Há os que aproveitam
Há os que a tiram...
Há os que se jogam do precipício
Há os que somem
Há os que vão subitamente
Há os que nos deixam sem avisar
Há os que pelo menos dão recado
Há os que vão e não voltam mais
Há os que voltam e nem dão satisfação
Há os que permanecem
Há os que ficam para sempre
Há de tudo nesta vida



Visitem Poty
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sábado, 31 de outubro de 2009

Tema do Mês de Outubro: Sorte

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Caríssimos amigos:
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Hoje foram publicados apenas os textos referentes ao Tema do Mês: “Sorte”.
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Participantes
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Aaron Caronte Badiz
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Ana (2)
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Anita Bastos (2)
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Clarice A.
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Dália Negra
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Lélia
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Passa-Tempo
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Penélope Charmosa
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Soraya Rocha
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Vicenzo Raphaello
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ZzipperR
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Muito obrigado a todos que colaboraram com esta “blogagem coletiva”!
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Um grande abraço!
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