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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 19 de setembro de 2009

Pormenores que Marcam - por Aaron Caronte Badiz

Em nossa vida, comumente,
Acontecimentos importantes
São tidos como inesquecíveis
E considerados os mais marcantes.
No entanto, pensando bem,
Há pormenores que marcam,
Às vezes mais do que tudo,
E deles os homens não escapam.



Inspirado em Pormenores que Marcam, de Violeta.
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Fernando Pessoa e suas Certezas - Citado por Alba Vieira

De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que estamos sempre começando, a certeza de que vamos continuar, e a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar; portanto, devemos fazer da interrupção, um novo caminho; da queda, um passo de dança; do medo, uma escada; do sonho, uma ponte; da procura, um encontro.
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Era a Psique... - por Ana

(Paródia de “Eros e Psique”, de Fernando Pessoa)


Reza a lenda que assedia
Um Maníaco, no mictório,
A quem só satisfaria
Um Estudante, que viria
Se aliviar, do refeitório.

Este tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, desavisado,
Cedesse ao assédio do tarado
Que não alivia ninguém.

O Maníaco, decidido,
Espera, insiste e espera,
Conta com a sorte sua libido,
E orna-lhe o crânio dolorido,
Roxo, um hematoma da galera.

E o Estudante, coitado,
Sem saber que a surpresa vem,
Vai pro banheiro apressado,
Ele está tri apertado:
Da sua bexiga é refém.

Mas desconhece o Destino:
Ele, desesperado
(“Ai, eu quase me urino!”);
O Maníaco, ladino,
Olhando, extasiado.

E, se bem que seja obscuro
O motivo do Maníaco, naquela hora,
O Estudante fica inseguro,
E temendo pelo futuro,
Recolhe, não deixa de fora.

E, inda tonto do que houvera,
No espelho, em agonia,
Olha os óculos e a careca,
E vê que ele mesmo era
O Maníaco que assedia.



Inspirado em O Maníaco do Mictório, de Gio.
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Queda - por Aline

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Renegar a queda é desistir do salto.
Eu aceito o abismo, pensando nas nuvens.
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Ao Reflexo - por Leandro de M. Oliveira

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Dê-me alcalóide. Tenho suposto um passaporte só de ida. Deveria acaso voltar aqui? Deveria me dispor a chorar, implorar ou gemer? Sei que é esse o teu fetiche mais obscuro, o de me ver eternamente reduzido, me queres como um atavio desesperado, me queres como aquele que faz e reivindica o que for daquilo que insisto, é indigno de um homem livre. Se eu te desse hoje o afeto que jamais senti alguns chamariam isso de adaptação. Mas o que posso é te invadir agora enquanto meus membros ainda não são alcançados pela letargia. Com raiva e fúria abriria teus flancos, você estaria envergonhada de si e a natureza estaria plena de seu curso.

Eu poderia saltar em teu abismo, te beijar por misericórdia da sombra que um dia fomos, tristemente, isso seria pra mim como um ato de terrorismo. Quando você se tornou tão infeliz? Tente dançar de pés descalços, é a melhor forma de deixar com que o sangue circule. Coma alho, fume ópio, espante vampiros e fantasmas tenho suspeitado presenças estranhas. Eu te amaria agora, se pudesse fazer isso sem vomitar. Tudo está perdido! O dia passou, a vida deixou, os sorrisos amarelaram. Quando eu tinha cinco anos quis ajudar um passarinho morto, anos mais tarde trago como espólio o bastão do andarilho, tarde demais. Tempo atrás... O perfume da sacerdotisa gorda e obtusa teima em recender todo o sítio. Isso é o inferno? Não foi minha criação. Todavia, pode ser que eu estivesse dormindo enquanto o inconsciente trabalhava. Que sono remoto. Fora daqui! O caos pertence a mim. Não o reclame a ti.

Agora tu entendes, aquele te ofertou paz era o mesmo que velava na surdina com uma adaga. Como eu gostaria de sentir compaixão, não consigo. Fica aí, atado a esse mundo de cristal. Mando-te lembranças um dia, embora antes tenha de combinar isso, com meus olhos e sistema digestivo. Prefiro continuar como um pirata bêbado, sem cartografia ou sextante, saio por invadir além-mares sem fazer planos. À noite uivo, de dia durmo. Tenho tido tantas humanidades como tem um cão endoudecido. Convertido fui, em soberano de minha própria pele (...)

Agora me vou. Sempre me vou. Sempre retorno.
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E o Bambu?? - por Ninguém Envolvente


Você acha que objetos feitos com bambu são o fim da picada?
Esteticamente você já se lembra daquelas cadeirinhas de varanda, feitas com bambu e amarradas com barbante, certo?
Então veja este notebook feito com BAMBU. Antes de se alegrar, achando que vai custar R$ 200,00... O preço sugerido é de R$ 6.999.

Foi-se o tempo que bambu era coisa rústica e de pobre...


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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Postal no Lixo - por Kbçapoeta

Quanta coisa jogada fora!
Momentos, amores, festas
Loucuras e diversão.

Lembranças ainda indigestas,
Tormentos, dores de agora,
Nomenclaturas da perdição.

Versos retos, pobres, confusos.
Versos ao inverso da convenção,
Querendo ser parceiro recluso.

Por muito tempo no escuro,
Uma fagulha se faz claridão.
Pranteamos tristes e casmurros

Pelos momentos de risos soturnos
Denunciados nas mal traçadas linhas.
Cartas que ao destino, não chegarão.



Visitem Kbçapoeta
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As Nossas Palavras XXV - por Alba Vieira

Se existe uma meta a alcançar, a hesitação não passa de um atraso desnecessário numa bifurcação do caminho. Neste caso, a solução chega se chamamos a intuição na hora de escolher uma direção.



Visitem Alba Vieira
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Fim às Novelas! - por Adir Vieira

Enfim, terminou mais uma trama na TV.
Ontem, após o último capítulo da novela “Caminho das Índias” prometi a mim mesma que, apesar das belas chamadas para a próxima novela, eu não vou me prender mais à TV naquele horário fatídico em que quase toda a população esquece sua própria vida e passa a viver aquela dos personagens.
Recordo-me de que é sempre assim - vibramos, sofremos, nos alegramos e traçamos o destino de cada um, fantasiando a partir de nossas crenças, durante todo o período de exibição.
Ficamos impacientes com as cenas desprezíveis, ansiamos por um alongamento naquelas de maior impacto e nada disso ocorre. E, por incrível que pareça, nunca podemos assistir ao último capítulo. Sempre acontece qualquer impedimento e só na repetição no dia seguinte podemos dar fim àquela expectativa que nos acompanhou por meses a fio.
Como se não bastasse, vários são os personagens que desaparecem na trama, sem uma conclusão favorável aos nossos anseios.
Com toda a nossa compreensão de que é absolutamente necessário que isso ocorra para a tão proclamada audiência, fica aquela sensação de frustração que, com certeza, ainda vai nos acompanhar por mais alguns dias.
Por isso, decidi - fim às novelas!



Visitem Adir Vieira
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Meu Presente dos Céus - por Alba Vieira

Doce presença a guiar nossas vidas.
Esteio macio onde sempre nos apoiamos.
Inesgotável energia, tão bem usada em prol da família.
Rosto luminoso irradiando luz em nossa casa.
Eixo que harmonizou todos que se acercavam dela.
Palavras certas sempre proferidas nos momentos de dificuldades.
Ouvidos atentos para nossos problemas em todas as horas.
Amor incondicional espalhado por nossos caminhos.
Alimento espiritual disfarçado em receitas inesquecíveis.
Olhar inquieto buscando sempre novos horizontes.
Estímulo que nos fazia alcançar nossa força quando fraquejávamos.
Otimismo diante da vida, mesmo nos seus trechos mais puxados.
Coragem e decisão que conduziram todo o clã.
Espírito empreendedor representado por suas obras memoráveis.
Compassividade como única religião atuando através do trabalho.
Responsabilidade e envolvimento total na vida familiar.

Presente dos céus para nós, minha mãe completaria hoje 88 anos,
E há três anos ela deixou saudade...

E tudo que foi durante sua vida, impresso em nossos corações.



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Pormenores que Marcam - por Ana

A fita azul manchada no vestido impecável
A borboleta rara na janela, ao acordar
A barra da calça suja de lama em plena festa
A unha quebrada doendo sem parar

O filhote de lagartixa esmagado atrás da porta
O caracol atravessando devagar a entrada da garagem
A rosa murcha escondida num buquê estonteante
A náusea passageira antes da viagem

O mínimo rasgo na capa do livro que adoro
A mecha de cabelo suspensa pelo vento
A bolha de ar dentro do vidro do copo
Os sapatos que rangem ao menor movimento

O fio de lã solto na colcha da cama
O ponto de ferrugem no armário da cozinha
O segundo mais doloroso de toda a minha vida
A consciência de que estou sempre sozinha



Inspirado em Pormenores que Marcam, de Violeta.
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Recado - por Aline

Querida amiga:
Primordialmente, perdoe-me pela invasão. Longe de mim conspurcar a catarse, tão genuína e absorta na produção de seus versos. Mas a poesia, que em sua completude, tem o dom de purgar o arrefecimento mundano, e se o faz certas vezes de maneira tão sutil, de forma a degredar toda a frustração e os efeitos psíquicos das limitações corpóreas, findou sua engajada tarefa de ser o bálsamo.
Antes o sangue tão apaixonadamente rubro do corpo, do que a neutralidade incolor da alma.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Inocência - por Gio

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Estava revendo algumas fotos das férias, e me deparei com algumas (como essa) dos meus primos. Sou o primo mais velho, então meu destino é cuidar de todos eles, e vê-los crescer. Crescer é bom, e necessário, mas “adultecer” pode ser ruim. Perder a pureza e a inocência, para mim, é mais um defeito do que uma meta.

Às vezes eu sou uma criança inocente também. Tenho o que os céticos chamam de “ilusão”, e que os loucos chamam de “esperança”. Tenho a inocência de achar que uma simples conversa pode resolver tudo; de acreditar que as pessoas que, por um motivo ou outro, pararam de falar comigo, um dia vão acordar, vir e dar satisfações; de pensar que todas as minhas dúvidas podem ser esclarecidas; que eu vou poder explicar tudo o que acho necessário aos outros. Eu sonho, cresço e continuo achando que posso alcançar tudo. Mas sabemos que as coisas não são bem assim.

O mundo é mais duro com quem encara a vida dessa forma, os tombos podem ser maiores... Sim, é difícil ser otimista e sonhador hoje em dia, mas isso acaba tornando melhor a sua maneira de ver a vida. Prefiro continuar na minha “insanidade”. Continuo inocentemente procurando por alguém que pense como eu, e que queira mais do que simplesmente “aproveitar a vida”.


Uma música não tão nova, mas que eu voltei a escutar (e a ver muito sentido) ultimamente:
♪ Unwell (Matchbox Twenty)

All day, staring at the ceiling
Making friends with shadows on my wall
All night, hearing voices telling me
That I should get some sleep
Because tomorrow might be good for something
Hold on, feeling like I’m headed for a break down
And I don’t know why

But I’m not crazy, I’m just a little unwell
I know, right now you can’t tell
But stay a while, and maybe then you’ll see
A different side of me

I’m not crazy, I’m just a little impaired
I know, right now you don’t care
But soon enought, you’re gonna thing of me
And how I used to be

Me... Talking to myself in public
Dodging glances on the train
And I know - I know they all’ve been talkin’ about me
I can hear them whisper
And it makes me feel that must be something wrong with me
Out of all the hours thinking
Somehow, I’ve lost my mind

I’m not crazy, I’m just a little unwell
I know, right now you can’t tell
But stay a while, and maybe then you see
A different side of me

I’m not crazy, I’m just a little impaired
I know, right now you don’t care
But soon enought, you’re gonna thing of me
And how I used to be

I’ve been talking in my sleep
Pretty soon they’ll come to get me
They’ll be taking me away
♪


That’s all for tonight, folks!
Good fight, good night!
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Visitem Gio.
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Pormenores que Marcam - por Violeta

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A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
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Visitem Violeta
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As Nossas Palavras XXVI - por Alba Vieira

Se você perde algo, isto não representa nada. Se uma vela é apagada, outra chama se acende, inevitavelmente.



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Sorriso Encantado - por Duanny

Aquele sábado passado seria somente mais um sábado? Pergunta respondida: Não. Muito bem, foi o dia de sair do armário (literalmente): me vesti de Branca de Neve, passei aquela maquiagem para tentar esconder as imperfeições que me assediam e entrei naquela escola enorme, de pirralhinhos (sim, para mim crianças entre 4 e 11 anos são pirralhos).

Meu trabalho não era um dos mais difíceis, afinal, toda criança que me via ficava toda encantada (será que elas acreditaram mesmo que eu era a Branca de Neve?). Vestíamos as crianças com fantasia, maquiávamos e tirávamos uma foto. Era muito legal! Havia vários bebezinhos fofos, várias menininhas loucas pra tirar foto com a Branca de Neve ou com a Rapunzel (sim, éramos cinco personagens, a pirralhada ficava louca).

Resolvi sair pra comer alguma coisa, já não aguentava mais de calor, foi aí que uma menininha de uns 5 anos me abraçou - bom, abraçou minha cintura, porque ela era muito miudinha -, ganhei um abraço superforte e ela soltou um: “Ooii Branca de Neve!”, olhou pra mim como se eu fosse o Papai Noel, ficou sem graça, sorriu e foi embora correndo. Uma menininha linda... linda e já sofredora.

Minha mãe é diretora dessa escola e como o bairro onde ela fica é superviolento, com pessoas carentes que realmente precisam de ajuda, fiquei sabendo que aquela menininha era uma das crianças que iam pra escola porque lá tinha comida, fiquei sabendo que a mãe dela só estava esperando a festa acabar pra levar as sobras pra casa, porque se não levasse, nada de comida no fim de semana. Triste, né?!

Mas mesmo sabendo de tudo isso e sabendo que a pequena não é a única a passar por isso na escola, fiquei contente em poder colocar um sorriso no rostinho deles. Sim, porque não? Afinal, não é todo dia que crianças como ela podem se dar ao luxo de abraçar uma Branca de Neve ou uma Rapunzel (mesmo que falsa).

Fiquei mais feliz em saber que deixei que a menininha levasse com ela um pouquinho de fantasia para casa, que a faça acreditar em contos de fada; afinal, tudo lá é possível e na vida real não é tão diferente: só basta querer e acreditar. Bom mesmo foi ir embora no final da festa não com um, mas com vários sorrisos encantados no bolso.
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Visitem Duanny
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Falo - por Passa-Tempo (Erótico)

Assim falo pra você,
Que falo em sua boca tu não falas nada!
E assim falas que falo demais,
Então lhe mostro, falo em suas mãos,
Falo pra você olhar,
Não se segura e fala:
- Que falo extenso, que falo grosso e bonito!
E eu humildemente falo:
- É, apenas, Falo!
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Franz Kafka e o Livro - Citado por Penélope Charmosa

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Um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nós.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Vias - por Leo Santos

Alma enferma na retina,
tração animal, ciclos da desesperança;
Anotações vitais em parco papel,
num bilhete lotérico, sonhos de vingança.

Aprisiona afetos malogrados tristes,
em grilhões de mórbidas cores;
Enquanto a hipocrisia discursando insiste,
em apresentar pedras de parcos valores.

Acerca-se, mesas fartas, migalhas,
nas quais jaz a porção do dia;
Enquanto o que tece loas à caridade,
vislumbra a carência, e dela desvia.

É pois parte sempre à parte, omissa,
mas atuante nos desvarios da boca;
Tentando edificar uma torre maciça,
sobre o fundamento de palavras ocas.

Enquanto a virtude silente se toca,
e dizima a própria colheita;
Sem alarde, sem nada em troca
ameniza o ultraje a desfeita.

Eis a cidade onde a dor viceja!
Injustiças várias fomentam a desdita;
Na via das benesses o tédio boceja,
na senda do rigor, a carência grita.



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Pessoas que Fazem Parte de Nós - por Adir Vieira

Certas pessoas entram em nossa vida assim por acaso. Ou cremos que é por acaso. Se observarmos com mais detalhes, vamos perceber que tudo faz parte de um caminho que temos que seguir, seja para o amadurecimento, seja para resolvermos questões passadas e interrompidas.
Consigo identificar minha afirmativa no que se dá hoje entre mim e minha amiga do colegial, separadas por mais de cinquenta anos. Vejo que ela sempre esteve ali comigo: nas minhas atitudes, nos meus gestos, na minha forma de pensar. Essa é a razão de não haver surpresa no reencontro. Hoje, quando nos falamos à distância, porque moramos em cidades distantes, sinto como se tivéssemos nos falado no dia anterior, passem ou não semanas sem nos falarmos. Com que simplicidade atualizamos nossos registros e rimos das mesmas coisas, como outrora.
Existem pessoas assim, na nossa vida que, parentes ou não, fazem parte dela, fisicamente separadas ou não.
E como isso é bom!
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Visitem Adir Vieira
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