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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




domingo, 9 de agosto de 2009

Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Neste Dia dos Pais indico para esta categoria uma das crônicas inesquecíveis do Bruno: verdadeira, emocionante, bastante sensível e linda. Parabéns, Bruno, pela crônica. Feliz Dia dos Pais para todos e parabéns a todos os pais do Duelos.



AS ESPORAS DA CAMINHADA DE MEU PAI
(BRUNO D’ALMEIDA)

Era a primeira vez que podia ver meu pai consciente na UTI do hospital. Depois de dezessete dias de agonia, um enfarte agudo no miocárdio na mesa de cirurgia, duas safenas, uma mamária, erro médico que causou ruptura de pontos, nova incisão, nova cirurgia, coma induzido, infecção hospitalar com salmonela, rezas, choros, noites sem dormir, brigas com a direção do hospital, desunião, união, esperança, eis que Deus (ainda bem que ele perdoou meus xingamentos) cria um novo “para sempre enquanto dure” ao humor de José Fernando.
Ao entrar, a enfermeira me diz que o velho se levantou do leito, de madrugada, e disse quase inaudível que iria em casa rapidinho, apontando pra janela, que ninguém se preocupasse, falou ele arrancando todos os drenos e artefatos no seu corpo. Causou o maior rebuliço e teve que dormir depois de um remedinho básico que deixa a boca mole e o juízo relaxado. Olhando de soslaio, meu pai logo virou o rosto. Olhou para a enfermeira, fez sinal alisando os cabelos com as mãos. Ele queria um pente.
Só naquele momento me dei conta que meu pai não era um paciente internado, um homem que quase morreu nas mãos de uma médica autista. Ele não era um número de prontuário nem um apito na maquininha que media todos os dados do seu corpo. Ele era um homem. E queria ser visto como homem e não como um pobre coitado. Deslizando suavemente o pente entre os poucos cabelos grisalhos, pela primeira vez vovô Zé me ofereceu um sorriso aberto e cheio de vontade, aquele mesmo que todo mundo diz que eu tenho e todo mundo sabe de quem puxei.
Um sorriso. Diante de todo torpor, apenas um sorriso. A beleza da vida se resumiu a um sorriso. Ele não podia falar direito, tinha uma voz raquítica ainda por conta de uma sonda de respiração mecânica recém-tirada devido à infecção pulmonar. E ele ajeitava a roupa e aos poucos apontava pras inúmeras cicatrizes no seu corpo para incisões de procedimentos cirúrgicos e entrada e saída de medicamentos. Ele contava suas marcas como quem exibia troféus. Troféus da existência. Afinal, o que somos nós além de esporas de caminhadas árduas e coisas marcantes na vida para celebrar?
Meu pai melhorava a passos firmes. Ninguém tinha visto uma luta tão bem travada pela vida, um homem que suportou a tudo e estava ali devidamente recauchutado. E ele, já falando baixinho, ria das vezes em que achava haver uma conspiração internacional para assassiná-lo, que duvidava de tudo e de todos, que queria fugir do hospital. Teve que ser induzido ao coma para não atrapalhar a própria recuperação. Ele formalmente não sabia ainda do erro médico, mas acredito que não era bobo nem nada para perceber que algo deu errado. Não o suficiente para o dia do seu juízo particular final.
Meu pai tem hoje uma saúde invejável, parece mais novo do que eu. Ele me deu uma estranha oportunidade de sorrir diante de qualquer desgraça. Cada vez que passo por um problema, como falta de fundos, sinusite ou o diabo, eu sorrio, eu acredito que da próxima vez vai dar tudo certo. Meu sorriso é minha fé. Naquele dia, ao me despedir de meu pai na visita, passei as mãos nos seus cabelos e lhe dei um beijo na testa. Sabe o que ele fez? Passou novamente o pente entre os cabelos. E, é claro, sorriu para mim.
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Saudade, Meu Pai - por Adir Vieira

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Hoje é o “Dia dos Pais”.
Lembro do meu, já há nove anos ausente fisicamente.
Penso em lhe prestar uma homenagem, penso em falar do meu amor de filha e, automaticamente, várias são as lembranças que me vem à mente, como um filme que desobedece à ordem de começo, meio e fim.
A primeira lembrança é a da foto em que eu, um bebê, sorrio protegida pelos seus braços fortes e pelo calor do seu colo. Vejo-me como um troféu que ele exibe para a plateia de vizinhos, naquele domingo, naquela hora da manhã, tão cedo ainda...
Lembro de quando chegava do trabalho com as mãos repletas de balas e corríamos ao seu encontro, disputando o seu abraço e suas palavras afetuosas. Lembro que ele sempre foi explicitamente mais carinhoso do que minha mãe. Tinha aquela postura calma de apreciar os filhos e sentir-se realizado com sua prole de nove. Educar, chamar a atenção, proibir ou castigar, deixava para a mãe.
Revivo, nesse momento, o dia em que juntou quatro de nós, os menores, e fez paçoca. Aos nossos olhos atentos, moeu o amendoim com todo o critério do mundo e adicionou os outros ingredientes, enquanto esperávamos com ansiedade que o doce atingisse o ponto de ser colocado nos saquinhos de papel, primorosamente feitos por ele ali, naquela hora, em forma de funil. Sorrio ao reviver esse dia tão feliz de minha infância.
Lembro de sua atitude de confiança em Deus, sempre que ia nascer um filho – deitava na espreguiçadeira e simplesmente aguardava, confiante, o retorno da parteira. Não cogitava nunca de que algo ruim pudesse acontecer. Hoje percebo que não consegui aprender com ele essa forma segura de viver.
Lembro também das tardes de domingo, ele sentado na mesma espreguiçadeira, com um rádio de pilha junto ao ouvido para, em meio à nossa algazarra costumeira, não perder um pequeno comentário que fosse do seu time de coração, o Botafogo.
Lembro como reagia quando chegávamos em casa e alegremente dávamos a notícia de uma nota de prova escolar boa e ele, com aquele seu sorriso peculiar, dizia “Puxou ao pai.” - o que sempre deixava minha mãe irada.
Lembro de tantas coisas nesse momento em que penso em fazer-lhe uma homenagem e me arrependo de não ter podido demonstrar-lhe todo o meu amor.
Ao longo da vida, com suas atitudes, ele foi exemplificando, para nós, sensibilidade, autoconfiança, bom humor, prazer e, principalmente, alegria.
Hoje identifico isso com muita clareza.
Lembro de quando ficávamos só nós dois nas viagens de férias da família naquela casa grande. Ele já velho e cego se recusava a acompanhar os demais; eu trabalhava e nunca estava em férias nessas ocasiões. Mesmo cego, me acompanhava após o jantar enxugando a nossa louça e, sabendo do meu medo de fantasmas, sempre prometia só ir dormir quando eu já estivesse no décimo sono. A casa grande e vazia, não sei porque, sempre me atemorizava.
Ah, meu pai!... Tantas lembranças, muitas boas, muitas tristes.
Saudade, meu pai, e fique com Deus, onde você estiver.
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Visitem Adir Vieira
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Pelo Dia dos Pais - por Alba Vieira

Hoje é dia de recordar, de reavaliar, de agradecer pelo que antes não tinha compreensão para alcançar ainda e me foi dado com carinho sem que eu me desse conta.
E o que me vem à mente nesse momento é sua expressão serena, seus longos silêncios, seus olhos que tudo observavam sem que se percebesse, quando pareciam somente mirar o que estava longe.
Recordo-me das histórias que gostava de contar aos filhos, sempre à noite. Eram fatos acontecidos na fazenda em que nasceu e passou a infância e a juventude até vir de Passa-Quatro para o Rio de Janeiro e que, por terem as assombrações como tema principal, nos enchiam de medo. E ele adorava rir de nós que, assim desprotegidos, pedíamos a ele que nos fizesse companhia até que conseguíssemos, depois de tanto terror, pegar no sono.
Sua natureza contemplativa fazia com que preferisse a solidão e muitas vezes isso foi confundido com desatenção e distanciamento. Mas, na realidade, ele sempre esteve bem perto de todos nós, ainda que só tenhamos tido essa certeza quando nos deixou.

Existe um certo alvoroço hoje, dia em que se comemora o dia dos pais, e fico pensando que a mais justa e singela homenagem seria parar tudo e, com calma, olhar para eles podendo percebê-los em sua totalidade. Assim, poderiam ser descobertos em muitos aspectos ainda insuspeitados, antes que fosse tarde demais para amá-los plenamente.
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Visitem Alba Vieira
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Prá Gio - por Ana

(Paródia de “O Bicho”, de Manuel Bandeira.)


Vi ontem um bicho
Nas prateleiras da dueloteca
Catando ideias entre os escritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem raciocinava:
Repetia com voracidade.

O bicho não era um papagaio,
Não era uma cacatua,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era o Gio!



Referência à postagem do Poeminha do Contra-a-Samurai, de Gio
após a postagem de Mantra do Monge Derrotado, de Ana.
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Carlos Drummond de Andrade e “A Incapacidade de Ser Verdadeiro” - Citado por Duanny

Paulo tinha fama de ser mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que viu no campo dois dragões-da-independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito de queijo, ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol por quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as Borboletas da Terra passaram pela chacára de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico.Após o exame, Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
- Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.



Visitem Duanny
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Ainda em Tempo II - por Gio

Isso parece amnésia para mim
Ou uma esquiva calculada, eu receio
Diz que começa respondendo pelo fim
E assim ficou, ignorando o início e o meio?



Resposta a Monge que Ataca, Acata Samurai, de Ana.
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Visitem Gio
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Bruna Lombardi: “A Um Grande Homem” - Citada por Penélope Charmosa

Eu sei que você sente
a chegada dessa hora crítica
cheia de impotências.
Eu sei que você acha
que tudo o que fez foi pouco
e que pouco restou a fazer. Eu sei.
Eu sei que você se admira
de como as coisas mudaram
de sua autoridade falida
de sua tentativa falida
desse insucesso tolo
que hoje o olha no espelho
e destas paredes eternas
que o prenderam num só ponto.
Eu sei que você se lembra
do entusiasmo que havia
da crença besta nas coisas
que resultou inútil.
Inútil até o tédio
até as grandes discussões
e toda a filosofia.
Eu sei que você pensa
que até pensar é inútil
já que diante do mistério
você se sentiu pequeno.
Eu sei que você não acredita
ou nem sabe se acredita
nos valores que lhe deram
para você transmitir
para o bem do conformismo
pra continuar o processo.

Mas dizer o que a seus filhos?
Ah, se você pudesse
poupar-lhes ao menos
esta hora da verdade
em que a vida presta contas
e a gente sempre fica
com um saldo negativo
e a experiência é eufemismo
e um amontoado de erros
e o resumo é um grito
se gritar você pudesse.
Mas eu sei que você grita
um grito mudo sem eco
lá de dentro da garganta
um grito que corta o peito
que dilacera e não sangra.
Eu sei que você carrega
há muito essa dor sem remédio
sem consolo nessa vida
que a vida não vale a pena
que aqui não valeu a pena
que qualquer caminho é o mesmo
e a escolha não adianta nada.
E já que é isso que existe
se é isso que acontece
o jeito é não dar nenhum jeito.
Melhor é a gente achar graça.



In “No Ritmo Dessa Festa”.
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Vai Pai... - por Poty

Vai pai...
Abraça-me
Feito homem
Tua presença
Satisfaz-me
Não faz mal
Sentir
Teu carinho
Tua sensibilidade escondida,
Nunca dita,
Nem externada
Mas sei que tens.

Sei que preciso
De tua firmeza –
Com certeza –
Ela
Será
Minha
Afirmação.



Visitem Poty
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sábado, 8 de agosto de 2009

Xô, Medo de Cachorro! - por Alba Vieira

Não sei o que acontece comigo
Que nem dá pra me segurar.
Se avisto um cachorro na rua:
Cruz-credo! Parece que vou desmaiar.

É um medo que me pelo,
É tortura sem razão.
Acho que ele vai me morder,
Que não tenho salvação.

Mas eu devo perceber, qualquer dia,
Que nem todo cachorro é ruim.
É que esse pavor já virou mania
E não dá mais pra ficar assim.

Vou entender que existem medos
Que vivem na nossa imaginação.
E pra poder voltar a ter sossego,
Só mesmo usando a mágica do balão.

Botamos num saco todo pensamento
Que causa muito, muito medo na gente.
Mandamos num balão o saco pro firmamento
E assim todo mundo fica feliz e contente.

E quando o medo vai embora,
A gente pode perceber, devagarzinho,
Que o cachorrinho correndo lá fora
Agora já pode ser nosso amiguinho.



(Poesia composta para um blog infantil.)
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Visitem Alba Vieira
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Monge que Ataca, Acata Samurai - por Ana

Boa tarde, caro amigo
De reino Tão, Tão Distante.
Vou te responder por partes,
Pra ficar mais elegante.

Vou começar pelo fim,
Vou rebater o problema
(Aquele que tu propôs,
Mas não me foi um dilema).

Devo primeiro alertar
Que pra me urticar com charada,
Ela deve ser melhor,
Muito mais elaborada.

E agora te apresento
O meu metadesafio,
Pois há, aqui, nestes versinhos,
Segredos velados, seu Gio:


Tu, aceitando o combate,
Escala a torre da derrota,
Nem está sob o céu sueco
E daqui a pouco empacota.

Dizem que o galo ama o lago
E que o lobo ama o bolo,
Kbça, “O Diário de um Mago”,
Você, este desconsolo

De ser por mim derrotado
Enquanto sorrio, triunfante!
(Rir, o breve verbo rir...)
E você... agonizante.

Anotaram a data da maratona,
Quando começou o revés
Deste menino: Zé de Lima,
Rua Laura, mil e dez;

Que tem codinome Monge,
Como Gio se proclama,
Diz que mora no Sul
E se embola nesta trama?

Pois verão, não dura muito
A vida do adversário.
Eu afirmo: este embate
Não faz um aniversário.

Sou osso duro de roer,
Do meu radar ele não escapa:
Sinto que tá perdidão,
A vestimenta esfarrapa

Depois de tão duros golpes
Que recebeu neste duelo,
E sei que ele só grita
“Não aguento este flagelo!”.


Pois é, menino prodígio,
Seus dias estão contados.
Breve vai capitular,
Com gemidos abafados:

Cê escreve de trás pra frente?
Viu? Eu escrevo também!
Mas perceba a diferença
Que há entre nós, meu bem...

Suas letras em itálico
Fazem nenhum sentido,
Se as lemos normalmente
É coisa de doido varrido.

Mas as minhas são sensatas,
Dez vezes isto aponto,
Mas não digo onde estão,
Nem torturada eu conto.

Mais uma extra, em destaque.
(Vacilei! Dei uma dica!...
Mas deixo aqui, não me arrependo,
Minha bondade a justifica.)

E se você descobrir
Todas elas, eu lhe digo
Que abro parênteses, dou trégua
E mais um doce pro amigo.

Mas duvido que tu ache!
Eu assobio e chupo cana
(Coisa que tu não faz).
Afinal, me chamo Ana!





Resposta a Diretamente de “Tão, Tão Distante”, de Gio.
Referência: Fernando Gabeira, Paulo Coelho e Dan Brown, de Kbçapoeta;
Paulo Coelho, de Kbçapoeta;
Opereta para Gio, de Ana.
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O Que Vejo da Janela Neste Meu Pequeno Mundo - por Ana Maria Guimarães Ferreira

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(Mulher à Janela, Salvador Dalí)
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Da mesa do computador avalio meu espaço.
Fotos dos filhos, minhas pedras mais preciosas e queridas. Amadas por mim, meus verdadeiros amigos.
Revejo meu pai comigo, abraçado, e me dá uma saudade danada, numa foto em preto e branco com ar de passado.
Vejo quadros que pintei e que traduzem momentos da minha vida.
Poesias que fiz sem saber nem pra quem.
Vejo os discos e me lembro que cada música me lembra alguém ou algum lugar, alguma situação especial alegre ou triste.
Na estante algumas coisas que me dizem muito: uma máscara que meu filho me trouxe de uma viagem que fez à Itália.
Um anjo estilizado dado por um amigo querido.
Vejo um Buda que faz companhia a Santo Antônio e a Nossa Senhora da Aparecida.
E que hoje, com certeza, tomam conta de mim, da minha alma.
Canetas que escreveram muito, lápis que desenharam e pintaram as cores do arco-íris alegrando meu coração.
Tem ainda um pensador de pedra-sabão que veio de Ouro Preto e agora repousa pensativo numa prateleira da minha vida.
Caixas pintadas que guardam imagens de quem fui, de quem sou e de quem comigo passeou nesta vida. Fotos coloridas, fotos em branco e preto...
Uma máquina que não fala, mas traduz os momentos alegres e inesquecíveis. Que viaja comigo onde eu for. Que retrata as flores do caminho, as águas das cachoeiras, os bebês nas barrigas e depois delas.
Um cofre para guardar moedas da Hello Kity que mais parece surgido da minha infância e penso no cofre que guardará todos os meus segredos.
A TV que me conta sobre o dia-a-dia no mundo. Que me entristece ao constatar que a vida muda pouco – os desonestos continuam existindo, os marginais continuam soltos, os inocentes continuam presos em suas casas.
E meu computador que me liga ao exterior de mim mesma e que me deixa perto de quem amo e que está distante.
Da janela do meu quarto vejo o mundo e sonho com o que virá; com meus netos Pedro e Vinicius, meus anjos, meus guardiães, meus protetores e me preparo para recebê-los com amor e carinho.
Vejo o sol, as estrelas, a lua.
Vejo o pôr do sol e o amanhecer.
Vejo ainda o anoitecer.
E me deito numa cama macia com lençóis brancos, travesseiros que me circundam e me aprofundo num sono gostoso de quem, como eu, adora sonhar.
Da janela do meu pequeno mundo vejo Deus e me entrego a Ele como uma filha e no seu colo coloco minha cabeça e me deixo relaxar.
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Poeminha do Contra-a-Samurai - por Gio

(Paródia do “Poeminha do Contra”, de Mário Quintana)


Esses metidos que aí estão
Atrapalhados, no meu caminho
Eles passarão...
...a ser comida de passarinho!
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Resposta a Mantra do Monge Derrotado, de Ana.
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Visitem Gio
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Flavia... Imagine. - por Ninguém Envolvente

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Para todas as pessoas que insistem em reclamar de suas vidas...


Imagine morar no país mais abençoado por Deus, tropical, sem desastres naturais, rico em recursos naturais. Um país mundialmente famoso por suas belas mulheres, pela alegria do carnaval e pelo bom futebol.
Imagine agora que isto não passa de uma meia verdade... O país é lindo, tem tudo, menos justiça, caráter e defensoria decente.
Nada é perfeito. Começando pela Constituição brasileira, que faz de seus cidadãos perfeitos palermas. Um simples julgamento de um roubo de xampu pode levar 5 anos e um caso grave leva de 10 a 20 anos.
Imagine agora... Que a vida de uma pessoa foi mudada radicalmente em um momento que seria de divertimento.
Somente... Imagine...
Imagine quantas coisas legais uma vítima de negligência deixou de fazer... Ver... Viver.
Brasil... Meu país, minha vergonha.
Que lei é esta que deixa uma mãe desamparada?
Que lei é esta que fecha os olhos para o óbvio?
Só nos resta o conformismo e ver flores onde só existe lodo.
O lado “bom” da história de Flavia é que ela está ausente dessa podridão toda, dessa lei que não funciona e de como o mundo está cada vez mais triste e de uma extrema e infeliz pequenez humana que só olha o próprio umbigo...
Flavia é uma vítima e não uma coitada. É uma moça igual a mim e igual a todos, que precisa de cuidados, carinho, DIGNIDADE, amor, afeto, amigos... É uma mortal normal. Não precisa de nossa pena, de nosso choro... Precisa de justiça.
Flavia é uma moça de 20 anos de idade que está em coma vígil há 10 anos.
...
Este foi só um desabafo de uma pessoa que ontem levou horas para pegar no sono. EU que não tenho NADA a ver com isso, fiquei indignada, envergonhada e com dor na consciência de morar no melhor país da IMPUNIDADE.
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Para Odele.
.O caminho é árduo, tem seus altos e baixos, é misterioso e às vezes é medonho. Mas não desista nunca de fazer justiça, de sempre tornar digna a vida da sua querida filha. Dificuldades virão - sempre - mas pessoas solidárias também virão!
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Dedico esta música para Flavia:
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Este é só o primeiro de muitos posts sobre a Flavia, melhores e menos emotivos posts virão. Hoje foi impossível “NÃO ME ENVOLVER”.
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Para saber a história de Flavia, por favor, vá ao site oficial: Flavia, Vivendo em Coma...
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(Post publicado, originalmente, em 18/11/2008.)
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Bruna Lombardi e as “Indicações” - Citada por Penélope Charmosa

É a primeira estrada depois do túnel e antes do sinal
é o primeiro rosto que apresenta sinais de cansaço
é um olhar sobrecarregado de visões e sobretudo enojado
é a boca mais calada.

São duas mãos também, mas sem nenhum sentimento
é uma inocência gasta. Uma apatia de revolta
é um que está sempre um pouco ausente
e cuja ausência é a sua melhor parte.

Não tem amigo, nem cachorro, nem possibilidade
nem sequer uma liberdade que o prenda.
E tem uma marca na testa e algumas não visíveis
costuma assobiar pra disfarçar a vida.

É possível que você o encontre. Quase não sai.
E depois anda devagar pra ver as coisas.
É a primeira estrada atrás do muro branco
e bem depois daquela grande curva.



In “No Ritmo Dessa Festa”.
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Assembleia Geral Constituinte Exclusiva - por Theodiano Bastos

Com o apoio interessado do presidente, anda no Congresso a cata de assinaturas para uma proposta de emenda constitucional propondo a Constituinte exclusiva, para 2011, portanto depois das eleições para presidente, senadores, deputados federais e estaduais, informa Villas-Bôas Corrêa em seu artigo intitulado “Lula acerta uma na mosca” (Jornal do Brasil 20/06/09).
A Nova Carta Magna seria submetida a um referendo e a Assembleia Constituinte seria dissolvida e seus membros proibidos de concorrer a cargos eletivos nas eleições seguintes, único jeito de se implantar o Parlamentarismo e aprovação das reformas imprescindíveis, como as políticas, fiscal, tributária, trabalhista e sindical, o que propiciará a execução de projeto ambicioso de “engenharia social” no Brasil, preservando-se do Estado Democrático de Direito. É um desafio neste mundo conturbado e preso à síndrome do medo, mas necessárias e desejadas a fim de se conseguir as mudanças profundas que deem outro rumo ao Brasil, no interesse das maiorias sempre marginalizadas e excluídas.
A “Constituição Cidadã” de 1988, foi elaborada para vigorar num regime parlamentarista e mesmo assim seu texto foi aproveitado para o presidencialismo. Pouco se fala em seu texto de deveres, mas está recheada de direitos. O então presidente José Sarney comentou: “esta Constituição deixará o Brasil ingovernável”. E a Constituição de 1988 virou uma colcha de retalhos com dezenas de PEC - Projetos de Emenda Constitucional - aprovadas para que o Brasil se tornasse governável. Os mesmos parlamentares que a redigiram candidataram-se no pleito seguinte de 1989 e 60% deles não se reelegeram e o Senhor Constituinte, Deputado Ulysses Guimarães, ficou em sétimo lugar como candidato a Presidente da República.

O Brasil já teve oito textos constitucionais, incluindo-se os de 1967 e 1969 do Regime Militar, mas nunca teve uma genuína Assembleia Nacional Constituinte, diz Mauro Santayna em seu artigo no Jornal do Brasil de 26/06/09.
“A primeira, de 1823, que o imperador dissolveria, fora escolhida entre as reduzidas elites rurais e os comerciantes das cidades portuárias. A Constituição de 1824, outorgada pelo imperador, ainda que se identificasse como liberal, determinava que só podiam ser cidadãos e eleitores os que tivessem determinados níveis de renda por ano. Os pobres, que viviam do trabalho manual, não se faziam representar, e continuaram não se fazendo representar depois da Proclamação da República, que acabou com o voto censitário, mas manteve fora da cidadania as mulheres e os analfabetos. O Congresso Constituinte, convocado por Deodoro, não mudou a natureza social da classe dirigente. Os republicanos eram republicanos, mas nem tanto: a maioria dos escolhidos provinha das mesmas oligarquias que sustentavam o Império. Além disso, as eleições posteriores, a bico de pena, só ratificavam o poder dos senhores do campo, que dominavam o sistema, associados aos comerciantes e industriais. Como sustentáculos dessa ordem de domínio agiam, de um lado, os militares e, do outro, os advogados. Associadas, a espada e a lei mantiveram o regime. Os parlamentares eram quase todos bacharéis, e, em número bem menor, médicos e engenheiros.”
A Revolução de 30 foi necessária, mas a situação internacional não permitiu que a plataforma democrática da Aliança Liberal se cumprisse na Carta de 1934, pervertida pelo corporativismo de inspiração italiana. Da Constituição totalitária redigida por Francisco Campos, em 1937, não há o que comentar. A Assembleia Constituinte de 1945 se reuniu sob a remanescente influência do Estado Novo, e manteve a hegemonia do poder central. Depois da Constituição de 1946, perdemos a oportunidade de convocar assembleia originária e exclusiva, a fim de elaborar a Carta de 1988. Antes tivemos as Constituições impostas pelo Regime Militar. “Recorrer à soberania do povo, com uma Assembleia Constituinte exclusiva, que se dissolva depois de cumprida a tarefa, é a nossa única esperança a fim de retornar ao início da vida republicana, e fundar, finalmente, a República necessária. O nosso futuro continua no passado.”, conclui Mauro Santayana.



Visitem Theodiano Bastos
Autor dos livros “A Procura do Destino”, “O Triunfo das Idéias” e de Coletâneas publicadas pela UFES.
É fundador e presidente do CEPA/ES - Círculo de Estudo, Pensamento e Ação (Blog do CEPA).
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Feliz Aniversário, Lilinha! - por Alba Vieira

Ela é a irmã mais velha numa família de oito irmãos, o braço direito da mãe. Veio com o Destino 2 na Numerologia e, desde cedo, ficou ao lado da mãe cuidando dos irmãos mais e da casa.
Sempre foi diferente, já demonstrava isso na letra, que eu sempre achei linda, exatamente por ter um padrão individualíssimo. Quando criança, adorava rir e o irmão mais velho que ela, o brincalhão, era a sua principal motivação. De natureza delicada e refinada, gostaria de fazer tudo com calma e esmero. Mas a vida quis que ela desenvolvesse a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Conservou a meticulosidade e, para ter eficiência, sofreu as consequências do estresse. Sempre trabalhou muito em casa e, logo cedo, na fábrica Klabin, onde seu trabalho perfeito logo conquistou os diretores que muito a prezavam.
É a minha madrinha e dela tenho as melhores recordações da infância. Usava todo o seu salário para ajudar nas despesas da casa e comprar o que fosse necessário para os irmãos e sobrinhos. Gostava de me comprar roupas na manufatura Rio, ligada à fábrica, que escolhia com todo o carinho e instinto maternal. Quando eu ainda era bebê, ela também me ninava cantando Balada Triste, revezando com minha mãe. Certamente que devo as duas, meu gosto por cantar. Trazia da biblioteca do trabalho, pesados volumes infanto-juvenis, de autores clássicos para eu ler nos fins-de-semana. Levava a mim e ao meu irmão mais novo às festas de Natal da fábrica, onde recebíamos belos presentes todos os anos.
Era ela quem ajudava a dar banho e arrumar os irmãos. Aprendeu muito cedo a ser mãe e, por natureza, gostava desse papel. Sempre foi muito carinhosa com os pequenos. Mas se irrita diante da pressa, da autoridade, de regras, ela que é leonina.
Quando fui fazer o vestibular, saiu comigo para me inscrever no cursinho e na faculdade, junto com minha mãe, era quem me aconselhava nos momentos mais difíceis. E foi graças a ela que eu não me desliguei já no último ano do curso, por ser totalmente contrária a procedimentos realizados a título de estudo científico em pacientes de hospitais universitários. Ela me alertou de que para poder fazer medicina do meu jeito, era preciso, antes, me formar e assim eu fui até o fim.
De inteligência brilhante, o seu sonho era estudar Medicina, mas as condições da família na sua época não permitiram e teve que encerrar os estudos no fim do colegial para ir trabalhar. Mesmo assim entrou para a Cultura Inglesa onde, estudando à noite, completou o longo curso.
Sempre adorou estudar e ler. Lia muito e também escrevia. Eu sempre adorei ler seus textos, de uma clareza impressionante, aliada ao romantismo sempre presente em sua vida.
No trabalho, conheceu o grande amor de sua vida, com quem se casou aos 30 anos. Veio morar perto de nossa casa e, com saudade, ficava dando adeus pela janela do apartamento, de onde podia enxergar nossa casa. Nunca deixou de ter saudade da vida que levava na casa cheia e barulhenta, mas passou a apreciar a vida a dois, silenciosa e romântica. Continuou a trabalhar por alguns anos, mas acabou deixando o emprego quando ficou grávida. Queria ter seus filhos, mas a vida tinha para ela outros planos. Assim, tentou por quatro vezes sem sucesso, o que marcou profundamente sua vida. Foram anos de tentativas e, até entender que não era para ter seus próprios filhos, teve que superar muita mágoa e ressentimento. Seu caminho era transcender questões pessoais, e foi uma empresa penosa.
Afinal, compreendeu que a vocação para mãe ela viveu e poderá viver por toda a sua vida através de filhos gerados por outras pessoas. Nisso ela se superou.
Os sobrinhos que vieram depois se beneficiaram de seu carinho imenso. Era ela que dava banho neles, fazendo com a espuma do sabonete “bonequinhos de neve” em demoradas brincadeiras. Ela os penteava, arrumava para a escola, os levava e trazia de volta pra casa. Nas festinhas de aniversário e da escola esteve sempre presente e é madrinha de alguns. Mas sempre ficou a saudade de seus próprios filhos. É difícil para ela aceitar o fato de ter-se preparado tantas vezes para a maternidade e ter sido frustrada. Este entendimento exige muito de quem passa por esta vivencia.
Agora, com os sobrinhos criados, vive uma vida mais tranquila ao lado de seu amor, de quem cuida com enorme desvelo, ela que nasceu para cuidar e se dedicar aos outros.
Na família, talvez seja ela a mais lúcida, a mais realista, a mais preparada para lidar com a vida e as perdas.
Todos nós temos muito a lhe agradecer, eu em especial, sobretudo pelos belos momentos da infância proporcionados por ela e a inspiração e as trocas na maturidade.
Aprendi muito da vida com ela, cujas vivências me trouxeram a necessidade de buscar explicações para os acontecimentos trazidos pelo destino, me encaminhando para os estudos esotéricos. Sempre foram muito interessantes e proveitosas as nossas discussões sobre vida e espiritualidade.
Agradeço a ela por tudo que representa em minha vida e desejo que possa desenvolver a capacidade de dedicar todo o carinho, cuidado e atenção que tem com aqueles que ama profundamente para si mesma. Tenho certeza de que ainda viverá calmamente seus dias escrevendo, estudando, dividindo suas impressões sobre a vida, mas fazendo muitos mimos a si mesma e sendo muito mais feliz.



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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

As Nossas Palavras XX - por Alba Vieira

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Saúde é tudo. Dinheiro sem ela não vale nada. Mas, se fica perdido quando é perdida uma dessas duas coisas, seu caráter não é firme. E, de fato você não tem nada.



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Estou Lendo... - por Penélope Charmosa

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No Ritmo Dessa Festa - Bruna Lombardi



E você? Que livro está lendo?
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Bosque das Ilusões - por Alba Vieira

Caminho pelos bosques dessa vida
Enredado nos caminhos tortuosos, obscurecidos
Pela densa bruma da visão encoberta
Da capacidade de não enxergar o que não quero.

E assim não me ressinto com a surpresa
De num galope mais ousado,
Montando o cavalo branco das oportunidades
Que se insinuam apenas em minha fantasia,
Em queda livre ser arremessado longe...

Caído, inerte, pronto para um sono profundo
Que ainda que não eterno, ao menos me permita
Perder-me em novos sonhos plenos de realizações.



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Diretamente de “Tão, Tão Distante” - por Gio

Desculpe, minha cara Samurai
Se, acaso, pareço inofensivo
Cuida, esse veneno que te sai
Pois a ti mesma pode ser nocivo

Me veio com ofensa incomum
Negando minha honra e humildade
Quem de nós convocou o um-a-um?
E temia elogios? Diga a verdade

Engana-te se estás a pensar
Que, num combate, um monge desafina
Quando nós aprendemos a lutar
Eras ainda uma proteína

Sou Monge pelo espírito pacífico
Que à minha índole é natural
Posso ser, no combate, magnífico
Se por bem eu achar isso vital

Não se preocupe com a vestimenta
A mesma não me atrapalha em nada
Sou um ser que bem se movimenta
Te venceria com as mãos atadas

Já que usamos palavras como armas
Encontro aqui maior facilidade
Lidar com elas é o nosso carma
Nos mantras, contatos com divindade

E, falando em mantras, minha amiga
O meu vai te deixar paralisada
Encher a sua orelha de urtiga
Sofrendo pelos golpes da charada:

Ac tipo edo asuli mereg nisseg o uoso an
Oirart no coas negas nem sahnim odnammeb mat sam
Acito ruen rax ied etia vlat nem redo puemo
Oerap eia rumas muhnen egnom mob muarap

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Resposta a Num Dia Batman, no Outro Robin, de Ana.
Referência à música “Ilusão de Ótica”, de Humberto Gessinger.
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