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sexta-feira, 8 de março de 2013

Mário Quintana e as Contradições - Citado por Penélope Charmosa

(...) mas o que eles não sabem levar em conta é que o poeta é uma criatura essencialmente dramática, isto é, contraditória, isto é, verdadeira.
E por isso, é que o bom de escrever teatro é que se pode dizer, como toda a sinceridade, as coisas mais opostas.
Sim, um autor que nunca se contradiz deve estar mentindo.



In “Do Caderno H”.
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quinta-feira, 7 de março de 2013

Fernando Pessoa em “Vendaval” - Citado por Penélope Charmosa

Ó vento do norte, tão fundo e tão frio,
Não achas, soprando por tanta solidão,
Deserto, penhasco, coval mais vazio
Que o meu coração!

Indômita praia, que a raiva do oceano
Faz louco lugar, caverna sem fim,
Não são tão deixados do alegre e do humano
Como a alma que há em mim!

Mas dura planície, praia atra em fereza,
Só têm a tristeza que a gente lhes vê
E nisto que em mim é vácuo e tristeza
É o visto o que vê.

Ah, mágoa de ter consciência da vida!
Tu, vento do norte, teimoso, iracundo,
Que rasgas os robles - teu pulso divida
Minh’alma do mundo!

Ah, se, como levas as folhas e a areia,
A alma que tenho pudesses levar -
Fosse pr’onde fosse, pra longe da ideia
De eu ter que pensar!

Abismo da noite, da chuva, do vento,
Mar torvo do caos que parece volver -
Porque é que não entras no meu pensamento
Para ele morrer?

Horror de ser sempre com vida a consciência!
Horror de sentir a alma sempre a pensar!
Arranca-me, é vento; do chão da existência,
De ser um lugar!

E, pela alta noite que fazes mais’scura,
Pelo caos furioso que crias no mundo,
Dissolve em areia esta minha amargura,
Meu tédio profundo.

E contra as vidraças dos que há que têm lares,
Telhados daqueles que têm razão,
Atira, já pária desfeito dos ares,
O meu coração!

Meu coração triste, meu coração ermo,
Tornado a substância dispersa e negada
Do vento sem forma, da noite sem termo,
Do abismo e do nada!
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terça-feira, 5 de março de 2013

Zibia Gasparetto (Biografia) - Enviada por Adir Vieira

Zibia Gasparetto (Campinas, 29 de julho de 1926) é uma escritora espiritualista brasileira que se notabilizou como médium.
De ascendência italiana, casou-se, aos vinte anos de idade, com Aldo Luiz Gasparetto, com que teve quatro filhos, entre os quais o apresentador de televisão Luiz Antonio Gasparetto.
Zibia conta que, em 1950, já mãe de dois filhos, teria acordado certa noite com um formigamento no corpo. Em seguida, teria se levantado, passando a andar pela casa como um homem, falando em alemão, idioma que desconhecia. O marido, surpreendido e assustado, recorreu ao auxílio de uma vizinha que, ao chegar à residência da família, teria feito uma oração capaz de reestabelecer Zíbia. No dia seguinte, Aldo Luiz dirigiu-se a uma livraria, onde adquiriu O Livro dos Espíritos, e juntos teriam começado a estudar a Doutrina Espírita.
Aldo Luiz começou a frequentar as reuniões públicas da Federação Espírita do Estado de São Paulo, mas Zibia não tinha como acompanhá-lo, pois não tinha com quem deixar as crianças. Semanalmente, entretanto, faziam juntos um estudo no lar, período em que a médium diz que principiou a sensação de uma dor forte no braço direito, do cotovelo até a mão, que se mexia de um lado para o outro sem que ela pudesse controlá-lo. Aldo Luiz colocou-lhe um lápis e papel à frente e, tomando-os, Zibia teria começado a escrever rapidamente. Ao longo de alguns anos, uma vez por semana, foi psicografando, desse modo, o seu primeiro romance, O Amor Venceu, assinado pela entidade denominada Lucius.
Quando datilografado e pronto, a médium encaminhou o trabalho a um professor de História da USP, que à época dirigia um grupo de estudos na Federação Espírita. Mas só quinze dias mais tarde veio a resposta, na forma de aviso sobre a escolha da obra para ser publicada pela Editora Lake.
Atualmente, a médium diz escrever pelo computador, quatro vezes por semana, em cada dia uma obra diferente: consciente, declara ouvir uma voz ditando-lhe as palavras do texto.
Apesar de seus livros serem tidos como espíritas, assim como a crença da autora, Zibia faz questão de cobrar valores monetários pela venda de seus exemplares, fazendo-se assim detentora dos direitos de publicação e tornando-se remunerada pelas palavras que lhes são “ditadas”, em total desacordo com a Doutrina Espírita. Cabe aqui esclarecer que a obra ou conteúdo dos livros não são questionados, de maneira alguma, mas os valores ditos espíritas devem ser corrigidos como “espiritualistas”, uma vez que o espiritismo não admite que remunerações ou privilégios monetários sejam recebidos por indivíduos detentores de mediunidade desenvolvida, uma vez que qualquer manifestação mediúnica tem a origem em “afinidade de espíritos”, sendo portanto o médium apenas instrumento ou mesmo agente consciente do fenômeno, mas não detentor do conhecimento explicitado.

Obras publicadas
1960 - O Amor Venceu - O amor verdadeiro supera todos os desafios.
1968 - O Morro das Ilusões - A vida valoriza a verdade, destruindo as ilusões.
1969 - Bate-papo com o Além - Crônicas pelo espírito de Silveira Sampaio.
1974 - Entre o Amor e a Guerra - O amor entre um soldado francês e uma alemã durante a Segunda Guerra Mundial.
1984 - O Matuto - Um caipira analfabeto herda uma fortuna e vence todos os que pretendiam ludibriá-lo.
1985 - Esmeralda - Uma deslumbrante cigana aprende a amar.
1985 - O Mundo em que eu Vivo - O espírito de Silveira Sampaio relata a vida em outras dimensões.
1986 - Pedaços do Cotidiano - Contos ditados por vários espíritos.
1986 - Laços Eternos - Uma história de amor, ciúme e redenção.
1988 - O Fio do Destino - O espírito de Lucius relata as suas vidas passadas.
1988 - Voltas que a Vida Dá - Contos ditados por vários autores.
1989 - Espinhos do Tempo - Uma fazenda, um fazendeiro cruel, uma mulher apaixonada pelo cunhado.
1992 - Quando a Vida Escolhe - Mostrando que a vida tem o poder de escolher o que é melhor para cada um.
1993 - Somos Todos Inocentes - A história de um rapaz preso por um crime que não cometeu.
1995 - Pelas Portas do Coração - Juliana ensina-nos a sermos responsáveis pela própria vida.
1996 - A Verdade de Cada Um - Mostra o quanto se erra quando se pretende julgar os outros.
1996 - Sem Medo de Viver - Uma lição de vida, inspirando-nos a vontade de viver melhor.
1997 - Conversando Contigo! - Coletânea de crônicas publicadas na revista Contigo!, é o único livro de autoria da própria Zibia.
1997 - Pare de Sofrer - O espírito de Silveira Sampaio ensina a evoluirmos pela inteligência, com menos sofrimento.
1998 - O Advogado de Deus - A advocacia pode ser exercida com justiça e dignidade.
1999 - Quando Chega a Hora - A amizade e o companheirismo de três crianças.
2000 - Ninguém é de Ninguém - Ensina a superar os desacertos do ciúme.
2001 - Quando é Preciso Voltar - Fugir dos problemas apenas transfere o momento de enfrentá-los.
2002 - Tudo tem seu Preço - Cada um poderá obter o que quiser, se pagar o preço.
2003 - Tudo Valeu a Pena - Quando de vencem os desafios, descobre-se que tudo aconteceu para o melhor.
2004 - Um Amor de Verdade - Quando, mesmo amando, cada um continua sendo si mesmo.
2005 - Nada é por Acaso - Uma mãe estéril, um menino indesejado, uma ligação de puro e profundo amor.
2006 - O Amanhã a Deus Pertence - Marcelo acreditava amar, mas descobriu que apego não é amor.
2007 - O Repórter do Outro Mundo - O espírito de Silveira Sampaio traz surpreendentes e divertidas notícias do mundo espiritual.
2007 - Onde Está Teresa? - Teresa saiu para viajar com sua amiga e nunca chegou ao seu destino. O que teria acontecido? A vida interfere a favor das relações familiares.
2008 - Vencendo o Passado
2008 - Eles Continuam entre Nós
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Fonte: Wikipédia
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Enviado por Adir Vieira
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Lua Cheia - por Alba Vieira

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Raio de luar
Traz chuva de prata em
Céu argentino



Visitem Alba Vieira
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segunda-feira, 4 de março de 2013

domingo, 3 de março de 2013

Vai Entender... - por Vicenzo Raphaello (Erótico)

Toca o telefone
Alô.
É você!!!!
Ele reconhece aquela voz, há tempo que não a escutava, da última vez mostrara-se um trapalhão, a assustara, esquecia-se com frequência da idade e agia impulsivamente como se jovem fosse ainda.
Gestos de carinho e genuína amizade ela manifestara muitas vezes, ele como um primata confundiu como uma insinuação, uma promessa, respondendo por aí, acabou com uma relação de amizade cara a ele.
Aquele comportamento da juventude não o abandona, a sedução sempre foi-lhe fácil, mas agora abstrai-se da realidade da sua aparência, esquecendo que muitos anos já vivera, e que o espaço de tempo que o separa daquilo que deseja é maior do que pode sua vontade.
Fora ridículo.
Quanto tempo, sinto saudades.
Pois é, tenho trabalhado muito, não me sobra muito tempo.
Desculpa esfarrapada pensa ele, pra uma ligação tempo não falta.
E aí?
Preciso da sua ajuda, dá pra vir aqui?
Claro, responde, não perguntando para quê, já que qualquer motivo era suficiente para vê-la.
Amanhã, tá?
Claro, passo aí.
Pela manhã faz a barba, coisa que fazia vez ou outra, arruma-se com um pouco mais de cuidado, em frente ao espelho tenta encolher a barriga que já não encolhe mais.
Vai para o encontro.
Que bom que você veio disse ela beijando-lhe o rosto.
Qual é o problema, menina?
Sentados junto a uma mesa, ela fala dum assunto que não o interessa, olha aquele rosto, uma mecha de cabelo desprende-se do penteado arrumado, com os dedos ele atreve-se a arrumá-lo como doutras vezes já fizera.
Ela olha-o desviando a atenção dos documentos sobre a mesa, deixa cair o lápis sobre sua calça, sua mão num gesto rápido tenta pegá-lo, mas pega a ele, a princípio tímida, mas firme depois. Não larga.
Surpreso, excitado ele se avoluma, olhando aquele rosto das suas fantasias, enrubescido pela audácia, beija-o.
Sonhei com isto, diz num sussurro.
Ela curva o corpo em direção ao seu colo, desabotoa a calça lentamente, sua boca envolve o sexo que aparece entre o tecido, iniciando carinhosa massagem.
Ele segurando seus cabelos, movimentando-os no ritmo que lhe agrada.
Cerra os olhos e pensa, ela queria.
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Nelson Rodrigues e o Amar - Citado por Penélope Charmosa

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Amar é ser fiel a quem nos trai.
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sábado, 2 de março de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira


Se continuares a te lastimar, protestando, e com pena de ti mesmo, a cruz te parecerá cada vez mais pesada.
Não a arrastes. Para teus lamentos.
Corajoso, firme, levanta-a, e põe-na decisivamente às costas e verás que vais senti-la muito leve.
Cruz arrastada pesa muito mais.
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Abril Despedaçado - por Ana

Com Rodrigo Santoro e José Dumont. Guerra entre famílias, no interior do sertão brasileiro, em 1910, vai acabando com elas. Bom filme de Walter Salles.



Site oficial: Abril Despedaçado
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E você? Que filme gostaria de comentar aqui?
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Augusto dos Anjos e “A Dor” - Citado por Penélope Charmosa

Chama-se a Dor, e quando passa, enluta
E todo mundo que por ela passa
Há de beber a taça da cicuta
E há de beber até o fim da taça!

Há de beber, enxuto o olhar, enxuta
A face, e o travo há de sentir, e a ameaça
Amarga dessa desgraçada fruta
Que é a fruta amargosa da Desgraça!

E quando o mundo todo paralisa
E quando a multidão toda agoniza,
Ela, inda altiva, ela, inda o olhar sereno

De agonizante multidão rodeada,
Derrama em cada boca envenenada
Mais uma gota do fatal veneno!
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sexta-feira, 1 de março de 2013

Fernando Pessoa em “Autopsicografia” - Citado por Penélope Charmosa


O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Para InEx, da Inox - por Ana


InEx, minha cara InEx...
Não fique assim desolada...
Se o Duelos 'tá quietinho,
Vamos dar uma acordada.

Então eu quebro o silêncio,
Eu semeio no deserto,
Faço brotar palavras,
Chamo os amigos pra perto.
 
Mas eu devo corrigi-la:
Já houve duelos sim!
Eu duelei com o Gio
E com a Raquel. Aqui!
 
Foram duelos longos,
Que me deixaram um vazio...
A Raquel, codinome "Ninja",
O "Monge" era o amigo Gio.
 
Eu era a tal "Samurai"
Que não perdoava ninguém.
Houve até duelo em chat,
Plateia e torcida também.
 

Segredos, não sei se alguém
Aqui os quis revelar,
Sendo um espaço público,
Acho difícil encontrar...
 

E se a Alba viajou,
Logo ela deve voltar
E nos brindar com alegrias
Quando voltar a postar.
 
 
É... Música não tem mais...
Eu gostava tanto delas...
Mas nos arquivos do Duelos
A gente encontra... Deveras!
 

E já que no seu castelo
É a solidão que impera,
Trago aqui, sem devaneios,
Uma santa proposta a vera.
 
Venha com sua loucura,
Deste castelo distante,
Abra a porta secreta,
Espie por um instante:
 
Se é contenda que quer,
É contenda que terá.
Eu aceito um seu duelo
Se assim te agradar.
 
É só escolher o tema
Ou a forma, 'cê quem sabe...
Pode escolher as armas...
Te digo: prefiro o sabre...
 
Pode criar personagem,
Soprar vento aterrador,
Exercitar nos embates
O seu dom "poetador",
 
Desafiar os vocábulos,
Descer da torre brilhante,
Decidir que vai ficar...
Numa armadura ofuscante.
 
Assim achará um sentido?
Irá se reconhecer?
Parará com o palavrão?
Encontrar-se-á com você?
 
Irá se desesconder?
As palavras vão te guiar?
Você guiará as palavras
Falando o que quer falar?
 
As respostas eu não sei,
Você é quem sofre seus ais.
Mas algo eu posso afirmar:
A ideia do blog é DEMAIS!
 
E seguindo esta ideia,
Paro os questionamentos,
Torno público o desafio,
Dou um direcionamento:
 
Com "arte e senso crítico",
E com muitas inspirações,
Eu te convido, amiga,
Prum duelo de leões!
 


Resposta a "Deserto" e "Saudade", de InEx TrEe FaLLs.
 
Referência aos seguintes duelos: "A Ninja x A Samurai" e "A Samurai x O Monge".


 

Favela - por Alba Vieira


Avisto ao longe um aglomerado de casas,
Tão iguais na cor tijolo das paredes sem reboco,
Diferentes no tamanho,disposição, número de pavimentos.
Algumas sobressaem por artefatos enfeitando as paredes.
Outras se escondem no fundo das vielas.
Favela...
Abrigam tanta gente, que é igual e diferente,
Irmãs nas dores de um presente sem futuro,
Diversas sendo o berço de sementes que vão brotar,
Apesar de nascerem em condições tão adversas,
Essa mesma dificuldade superada as fará belas.
Penso na energia que emana desse bairro,
Que no silêncio da madrugada esconde os gritos.
Tantos sonhos reprimidos, tantas mágoas,
Assombros, horrores, desenganos, um mundo desvalido.
Mas, entre tantos embriagados que só sofrem
Ainda há aqueles que insistem em viver,
Que fazem da dura escalada a sua sorte.
E, moldados pela restrição hão de crescer.
E sua força os guiará sempre em frente.
Sua vontade há de imperar na desolação.
Levarão com eles outros tantos seguidores
Menos obstinados, mas propensos à imitação.
E essas sementes explodirão em frutos doces,
Filhos de árvores majestosas com raízes muito fortes.
E é assim que esse Brasil de sul a norte
Através do seu povo se desenvolve.
O poder público amplia seu papel nesse momento,
Mas é a natureza de cada um que garantirá o crescimento.


                                                        Visitem Alba Vieira




Cônjugues - por S. Ribeiro



à outra ele inflama
tudo verte mobiliza
o tédio lhe enche o
dia com espaços até
que se encha com
sabor de fêmea

de mim pouco estima
vista cansada braços
fracos de mim nada
detém ele permanece
engolindo o que nunca
tira do lábio dela
 

Visitem S. Ribeiro


 

Quem Não Luta Por Seus Direitos - por Tércio Sthal

NÃO É DIGNO DE TÊ-LOS.
       (RUI BARBOSA)



















LUZ, ESPELHO E IMAGENS
TÉRCIO STHAL

Tem muitas pessoas com o canudinho na mão
querendo fazer a sangria e sugar o sangue
de quem trabalha o dia todo, e todo dia.
 
Uns veem colarinhos brancos e os admiram,
outros nem tanto, mas seguem sem prumo
e sem saber qual deve ser o melhor rumo.

Correm pra cá e pra lá, de um para outro lado,
em areia movediça afundando, ou em piso falsos
patinando ou deslizando sem o devido cuidado.

Indo para trás, para o alto, ou para frente,
e caindo sempre no buraco por desatenção
ao tempo presente e a devida interpretação.

E quando olham para baixo, como detê-las?
Não veem o horizonte, nem a sua extensão,
já não sabem ver sequer o céu e as estrelas.

Existe uma luz, e ela não está apenas no fim do túnel,
quem a encontra oportunamente é o grande vencedor,
de mero espectador passa a ser protagonista-construtor.

Quem olha somente para os espelhos e seus reflexos
jamais pode ver a verdadeira luz e o seu brilho intenso,
somente verá as distorções ou configurações sem nexo.

Se o mundo todo e todo mundo estiver à beira do caos,
sejamos diferentes e façamos a diferença, sem viver a esmo,
assim, no que depender de nós, o mundo não será mais o mesmo.
 

Visitem Tércio Sthal                  



 

Luis Fernando Verissimo, Direita e Esquerda - Citado por Penélope Charmosa


É “de esquerda” ser a favor do aborto e contra a pena de morte, enquanto direitistas defendem o direito do feto à vida, porque é sagrada, e o direito do Estado de matá-lo se ele der errado.

 
 

Selo “Prêmio Dardos” - Recebido de DAS

 
 
 
 
Este é o “Prêmio Dardos”, que dá a cada blogueiro reconhecimento de seu valor, esforço, ajuda e transmissão de conhecimento todos os dias.
Enviado por nossa escritora do Duelos, DAS, do blog DAS.

Regras

1. Você terá que aceitar e colocar em seu blog, juntamente como nome da pessoa que lhe deu o prêmio e o link do seu blog.

2. Você terá que oferecer o prêmio para 15 blogs que são merecedores deste prêmio.
E não se esqueça de avisá-los sobre a indicação.
Conforme shintoni, a indicação vai para os blogs de todos os autores.
 
O Duelos agradece, DAS! 
 
 


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ela em seu momento de deleite - por Poty (Erótico)




Sua vontade é imensa
Toda louca de excitação
Com prazer incessante
Intenso
Sofre de tanto prazer
Muita emoção
Acontece várias vezes seu orgasmo
Chega a ejacular também
Treme
Grita
Geme
Mexe
Remexe
Só falta pular da cadeira.
Poty – 20/04/2013

Sentada com pose - por Poty (Erótico)




Você sentada
(quase deitada!)
Bem à vontade
De pernas
Semicerradas
Entre - abertas
Eu a observar
Sua pose
Parece convite
Ali querendo tocá-la
Sem aguentar!
Você esperando
Fico sem saber o que fazer
Percebo que teu corpo me convida
Seu olhar aflito,
Mas gritante
Saltitante
É a senha para eu atacar,
Mas vou delicadamente
Você sorridente
Querendo ser amada
Naquele sofá!
Poty – 19/04/2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

"As Aparências Enganam", de Tunai e Sérgio Natureza - por Ana


As aparências enganam
Aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio
Se irmanam na fogueira das paixões
Os corações pegam fogo e depois
Não há nada que os apague
Se a combustão os persegue
As labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno, o pão
O vinho seco, a recordação
Dos tempos idos de comunhão
Sonhos vividos de conviver

 As aparências enganam
Aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio
Se irmanam na geleira das paixões
Os corações viram gelo e depois
Não há nada que os degele
Se a neve cobrindo a pele
Vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer
Não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer
Senão chorar sob o cobertor
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