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Toca o telefone Alô. É você!!!! Ele reconhece aquela voz, há tempo que não a escutava, da última vez mostrara-se um trapalhão, a assustara, esquecia-se com frequência da idade e agia impulsivamente como se jovem fosse ainda. Gestos de carinho e genuína amizade ela manifestara muitas vezes, ele como um primata confundiu como uma insinuação, uma promessa, respondendo por aí, acabou com uma relação de amizade cara a ele. Aquele comportamento da juventude não o abandona, a sedução sempre foi-lhe fácil, mas agora abstrai-se da realidade da sua aparência, esquecendo que muitos anos já vivera, e que o espaço de tempo que o separa daquilo que deseja é maior do que pode sua vontade. Fora ridículo. Quanto tempo, sinto saudades. Pois é, tenho trabalhado muito, não me sobra muito tempo. Desculpa esfarrapada pensa ele, pra uma ligação tempo não falta. E aí? Preciso da sua ajuda, dá pra vir aqui? Claro, responde, não perguntando para quê, já que qualquer motivo era suficiente para vê-la. Amanhã, tá? Claro, passo aí. Pela manhã faz a barba, coisa que fazia vez ou outra, arruma-se com um pouco mais de cuidado, em frente ao espelho tenta encolher a barriga que já não encolhe mais. Vai para o encontro. Que bom que você veio disse ela beijando-lhe o rosto. Qual é o problema, menina? Sentados junto a uma mesa, ela fala dum assunto que não o interessa, olha aquele rosto, uma mecha de cabelo desprende-se do penteado arrumado, com os dedos ele atreve-se a arrumá-lo como doutras vezes já fizera. Ela olha-o desviando a atenção dos documentos sobre a mesa, deixa cair o lápis sobre sua calça, sua mão num gesto rápido tenta pegá-lo, mas pega a ele, a princípio tímida, mas firme depois. Não larga. Surpreso, excitado ele se avoluma, olhando aquele rosto das suas fantasias, enrubescido pela audácia, beija-o. Sonhei com isto, diz num sussurro. Ela curva o corpo em direção ao seu colo, desabotoa a calça lentamente, sua boca envolve o sexo que aparece entre o tecido, iniciando carinhosa massagem. Ele segurando seus cabelos, movimentando-os no ritmo que lhe agrada. Cerra os olhos e pensa, ela queria..
Com Rodrigo Santoro e José Dumont. Guerra entre famílias, no interior do sertão brasileiro, em 1910, vai acabando com elas. Bom filme de Walter Salles.
Não fique assim desolada... Se o Duelos 'tá quietinho, Vamos dar uma acordada.
Então eu quebro o silêncio, Eu semeio no deserto, Faço brotar palavras, Chamo os amigos pra perto. Mas eu devo corrigi-la: Já houve duelos sim! Eu duelei com o Gio E com a Raquel. Aqui! Foram duelos longos, Que me deixaram um vazio... A Raquel, codinome
"Ninja", O "Monge" era o
amigo Gio. Eu era a tal "Samurai" Que não perdoava ninguém. Houve até duelo em chat, Plateia e torcida também.
Segredos, não sei se alguém
Aqui os quis revelar, Sendo um espaço público, Acho difícil encontrar...
E se a Alba viajou,
Logo ela deve voltar E nos brindar com alegrias Quando voltar a postar. É... Música não tem mais... Eu gostava tanto delas... Mas nos arquivos do Duelos A gente encontra...
Deveras!
E já que no seu castelo
É a solidão que impera, Trago aqui, sem devaneios, Uma santa proposta a
vera. Venha com sua loucura, Deste castelo distante, Abra a porta secreta, Espie por um instante: Se é contenda que quer, É contenda que terá. Eu aceito um seu duelo Se assim te agradar. É só escolher o tema Ou a forma, 'cê quem
sabe... Pode escolher as armas... Te digo: prefiro o sabre... Pode criar personagem, Soprar vento aterrador, Exercitar nos embates O seu dom
"poetador", Desafiar os vocábulos, Descer da torre brilhante, Decidir que vai ficar... Numa armadura ofuscante. Assim achará um sentido? Irá se reconhecer? Parará com o palavrão? Encontrar-se-á com você? Irá se desesconder? As palavras vão te guiar? Você guiará as palavras Falando o que quer falar? As respostas eu não sei, Você é quem sofre seus ais. Mas algo eu posso afirmar: A ideia do blog é DEMAIS! E seguindo esta ideia, Paro os questionamentos, Torno público o desafio, Dou um direcionamento: Com "arte e senso
crítico", E com muitas inspirações, Eu te convido, amiga, Prum duelo de leões!
Tão iguais na cor
tijolo das paredes sem reboco, Diferentes no
tamanho,disposição, número de pavimentos. Algumas sobressaem por
artefatos enfeitando as paredes. Outras se escondem no
fundo das vielas. Favela... Abrigam tanta gente,
que é igual e diferente, Irmãs nas dores de um
presente sem futuro, Diversas sendo o berço
de sementes que vão brotar, Apesar de nascerem em
condições tão adversas, Essa mesma dificuldade
superada as fará belas. Penso na energia que
emana desse bairro, Que no silêncio da
madrugada esconde os gritos. Tantos sonhos
reprimidos, tantas mágoas, Assombros, horrores,
desenganos, um mundo desvalido. Mas, entre tantos
embriagados que só sofrem Ainda há aqueles que
insistem em viver, Que fazem da dura
escalada a sua sorte. E, moldados pela
restrição hão de crescer. E sua força os guiará
sempre em frente. Sua vontade há de
imperar na desolação. Levarão com eles
outros tantos seguidores Menos obstinados, mas
propensos à imitação. E essas sementes
explodirão em frutos doces, Filhos de árvores
majestosas com raízes muito fortes. E é assim que esse
Brasil de sul a norte Através do seu povo se
desenvolve. O poder público amplia
seu papel nesse momento, Mas é a natureza de
cada um que garantirá o crescimento.
tudo verte mobiliza o tédio lhe enche o dia com espaços até que se encha com sabor de fêmea de mim pouco estima vista cansada braços fracos de mim nada detém ele permanece engolindo o que nunca
tira do lábio dela
Tem muitas pessoas com o
canudinho na mão querendo fazer a sangria e
sugar o sangue de quem trabalha o dia
todo, e todo dia. Uns veem colarinhos brancos
e os admiram, outros nem tanto, mas
seguem sem prumo e sem saber qual deve ser o
melhor rumo. Correm pra cá e pra lá, de
um para outro lado,
em areia movediça
afundando, ou em piso falsos patinando ou deslizando sem
o devido cuidado.
Indo para trás, para o
alto, ou para frente,
e caindo sempre no buraco
por desatenção ao tempo presente e a
devida interpretação.
E quando olham para baixo,
como detê-las?
Não veem o horizonte, nem a
sua extensão, já não sabem ver sequer o
céu e as estrelas.
Existe uma luz, e ela não
está apenas no fim do túnel,
quem a encontra
oportunamente é o grande vencedor, de mero espectador passa a
ser protagonista-construtor.
Quem olha somente para os
espelhos e seus reflexos
jamais pode ver a
verdadeira luz e o seu brilho intenso, somente verá as distorções
ou configurações sem nexo.
Se o mundo todo e todo
mundo estiver à beira do caos,
sejamos diferentes e
façamos a diferença, sem viver a esmo, assim, no que depender de
nós, o mundo não será mais o mesmo.
É “de
esquerda” ser a favor do aborto e contra a pena de morte, enquanto direitistas
defendem o direito do feto à vida, porque é sagrada, e o direito do Estado de
matá-lo se ele der errado.
As aparências enganam Aos que odeiam e aos que amam Porque o amor e o ódio Se irmanam na fogueira das paixões Os corações pegam fogo e depois Não há nada que os apague Se a combustão os persegue As labaredas e as brasas são O alimento, o veneno, o pão O vinho seco, a recordação Dos tempos idos de comunhão Sonhos vividos de conviver
As aparências enganam Aos que odeiam e aos que amam Porque o amor e o ódio Se irmanam na geleira das paixões Os corações viram gelo e depois Não há nada que os degele Se a neve cobrindo a pele Vai esfriando por dentro o ser Não há mais forma de se aquecer Não há mais tempo de se esquentar Não há mais nada pra se fazer Senão chorar sob o cobertor . . .
Minha amada tem palmeiras
Onde cantam passarinhos
e as aves que ali gorjeiam
em seus seios fazem ninhos
Ao brincarmos sós à noite
nem me dou conta de mim:
seu corpo branco na noite
luze mais do que o jasmim
Minha amada tem palmeiras
tem regatos tem cascata
e as aves que ali gorjeiam
são como flautas de prata
Não permita Deus que eu viva
perdido noutros caminhos
sem gozar das alegrias
que se escondem em seus carinhos
sem me perder nas palmeiras
onde cantam os passarinhos .
Samuel Marinho sobre LIMBO + poema
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Agora é sobre...
Vida Nova
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Existem coisas que não tem explicação. Acontecimentos como ondas, ao sabor
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ano ...
CESURA PARA CENSURA
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Pode ser meu eu,
Na luz do que sou,
desvelando ser,
revelando ter
Imaginação?
Posso ter meu eu,
Na sombra que fui,
Confessado ser,
Privado de ter
Imagi...
.:Jogada:.
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E como num jogo,
ele me joga.
De um lado
para o outro.
E eu fico assim
sem saber se perdi
Se ganhei
Se tô fora
Se pulou minha vez
Se volto dez casas...
R...
Um Fantasma Chamado Edivaldo
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Tem horas que penso que eu acabo me expondo muito por aqui, pois como vocês
já devem ter percebido, grande parte do conteúdo do blog é autobiográfico.
...
Meu Pai
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A vida inteira tive admiração por você!
Um político super ocupado, sempre viajando muito, mas que encontrava tempo
para seus filhos. Aprendi coisas fundam...
Declame para Drummond, declame!
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E eis que* dia 31 de outubro* acontece mais um *Poesia no Bar: a 21ª edição
*do evento ocorre em parceria com o projeto* Declame para Drummond *(realizado
...
Maze Runner
-
Aproveitando que o filme teve sua estreia ontem, vou falar um pouco de Maze
Runner, de James Dashner. Ela é composta por sua trilogia principal (Correr
ou ...
Branco na cabeça e branco nas idéias...
-
*A cabeça de um senhor já maduro e de cabelos brancos, também deve ter
idéias claras, brancas e sinceras.*
*(Jorge Queiroz da Silva)*
Noites
-
Tanto a ser dito e nenhuma palavra.
Tenho aqui na garganta,
Um nó me amarrando o discurso.
O grito,
Não é mais que um grunhido,
Um gemido de an...
Feliz Ano Velho! Olá Ano Novo!
-
Se tem uma coisa que enche a paciência no final do ano são os milhares de
textos, desabafos, crônicas, prosas, poesias, frases que expressam a
expectativa ...
A sina do porco espinho
-
Como é dura a vida de um porco espinho
Que não pode receber carinho
Como é dura a vida de um porco espinho
Tão sozinho, tão sozinho
Todo mundo quer um cacho...
Antífona da chuva
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I
Limalhas de aço a sibilar liquidamente
Espaço entre o corte e a compostura,
A presença da água assim como o desatino
A fazer mais úmida a caminhada do hoje...
'Corum'
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Amarelo sol que entra pela janela, rastros de um sentimento que se fez.
Feito criança que brinca na areia da praia, e transforma sonho em dia
claro. Em m...
Satsang
-
Encontro Com a Verdade
*Pergunta: *Discípulo é o mesmo que disciplina?
*Resposta:* Sim, a palavra discípulo vem da mesma raiz da palavra
disciplina. Por...