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terça-feira, 4 de agosto de 2009

As Nossas Palavras XXI

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Wordle: As Nossas Palavras XXI
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Imagem: Wordle
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Provérbio em As Nossas Palavras XX - Enviado por Adhemar

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Dinheiro perdido, nada perdido.
Saúde perdida, muito perdido.
Caráter perdido, tudo perdido.




Visitem Adhemar
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As Nossas Palavras XX - por Alba Vieira

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Na vida, continuamente ocorrerá a mudança; é o tudo ou nada se manifestando. Ora o dinheiro é perdido, ora é a saúde que falta. Não importa o que se perca, um caráter firme aguentará os reveses até que venha a abundância outra vez. É a eterna oscilação da roda da existência.



Visitem Alba Vieira
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As Nossas Palavras XIX - por Lélia

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Há muitas coisas a ensinar para um filho. Valores nobres que estão se perdendo nestes novos tempos, por exemplo. Há de se trabalhar atenciosa e carinhosamente para que a pequena planta vá crescendo em direção ao céu, ereta, orgulhosa de seu desenvolvimento. Não se deve deixar de lhe fornecer tudo que for necessário para um saudável amadurecimento, pois, caso contrário, será como roubar do próprio filho suas oportunidades.
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As Nossas Palavras XV - por Aaron Caronte Badiz

A juventude é fase veloz,
Passa tão rápido por nós!...
Este é um defeito da natureza
E uma dor que curamos sendo sempre jovens, com certeza!
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Mantra do Monge Derrotado - por Ana

(Paródia da poesia “No Meio do Caminho”, de Carlos Drummond de Andrade)


No início dos versinhos eu era um nerd.
Eu era um nerd no início dos versinhos.
Eu era um nerd...
No meio dos versinhos eu ainda era um nerd.
Nunca me esquecerei do apedrejamento
Das rimas de minhas estrofes tão castigadas...
Nunca me esquecerei que no meio dos versinhos
Eu era um nerd.
Eu era um nerd no meio dos versinhos!
E no final dos versinhos não era mais nada...
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Antoine de Saint-Exupéry, os Atos e as Palavras - Citado por Penélope Charmosa

Nenhuma explicação verbal poderá alguma vez substituir a contemplação. A unidade do Ser não é transmissível pelas palavras. Se eu quisesse ensinar a homens, cuja civilização o desconhecesse, o que é o amor a uma pátria ou a uma quinta, não disporia de argumento algum para os convencer. São os campos, as pastagens e o gado que constituem uma quinta. Todos e cada um deles têm como missão produzir riqueza. No entanto, há alguma coisa na quinta que escapa à análise dos seus componentes, pois existem proprietários que, por amor à sua quinta, se arruinariam para a salvar. Pelo contrário, é essa “alguma coisa” que enriquece com uma qualidade particular os componentes. Estes se tornam gado de uma quinta, prados de uma quinta, campos de uma quinta...
Assim se passa a ser homem de uma pátria, de um ofício, de uma civilização, de uma religião. Mas, para que alguém se reclame de tais Seres, convém, antes de mais nada, fundá-los em si próprio. E, se não existir o sentimento da pátria, nenhuma linguagem o transmitirá. O Ser de que nos reinvindicamos não o fundamos em nós senão por atos. Um Ser não pertence ao domínio da linguagem, mas dos atos. O nosso Humanismo desprezou os atos. Fracassou na sua tentativa.



In “Piloto de Guerra”.
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Antoniel Campos (Biografia) - Enviada por Ana

Nascido em Pau dos Ferros, RN, em 1967, Antoniel Campos mora em Natal, é poeta e engenheiro civil.
Publicou: “Crepes e Cendais”, 1998, “De cada poro um poema”, 2003 e “A esfera”, 2005.
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As Nossas Palavras XVIII - por Lélia

Você diz que eu sou mole, que não tenho coragem para enfrentar a vida. Mas quem é que resiste bravamente às adversidades e só falta cravar os dentes em quem afronta? Sou eu, não é você.
Se eu não tomo certas decisões com mais presteza, é porque paro para raciocinar e encontrar a melhor forma e o melhor momento para agir.
Seus joelhos cedem ao menor problema, acompanhando uma oração interminável que não leva a lugar nenhum sem sua ação. E a ação nunca vem. Por aí se vê que você é covarde. Tem língua afiada e julgamentos duros. Mas não passa disso.
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As Nossas Palavras XIV - por Aaron Caronte Badiz

Fuja de ser esnobe,
Não ceda ao elogio.
Faça por merecê-lo
e tente mantê-lo, mas com brio.
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Sumiu o Contador de Visitas - por Adir Vieira

Ah! Meu contador de visitas!
Estou frustrada. Sumiu meu contador.
Confesso que esse contador não mede só nossas visitas, mas nossa felicidade ou tristeza, se somos ou não muito visitados.
Hoje, ao acessar meu blog, faço como sempre: antes mesmo de ver se houve comentários a respeito do que escrevi, movimento a barra de rolagem em busca do espaço onde estão registradas as visitas e as páginas consultadas.
Qual não foi minha surpresa, quando constatei que o contador havia sumido. Acionei a página e mais preocupada fiquei quando a internet informou que a página não havia sido encontrada.
Ato contínuo, fui checar se era um problema apenas do meu site e com grande frustração percebi que todos os blogs meus conhecidos que se utilizavam daquele contador estavam com o mesmo problema.
O que fazer se naqueles poucos minutos eu estivesse perdendo o registro dos meus amigos diários?
Não quis esperar. Baixei outro contador! E o pior é que eu já tinha mais de 6000 acessos e mais de 1500 visitas!
Vamos ver o que acontece, meu povo.
Boa sorte para nós!



Visitem Adir Vieira
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Liberdade-Limitação - por Alba Vieira

Vindos dos estados mais pobres desse país, onde não tinham pão, mas havia espaço amplo para viver, embora de solo inóspito, chegam os homens que agora trabalham na construção civil. Aqui são confinados diariamente, fazendo um trabalho duro e repetitivo, onde seus sonhos são ceifados pouco a pouco, enquanto constroem prédios com espaços cada vez menores, que também aprisionarão os futuros moradores.
Gostariam de poder ter aqui um lugar só seu, mesmo que pequeno, restringindo aquela liberdade que já experimentaram um dia. Entretanto, a selva de pedra não se destina a quem nela trabalha duro.
Esse homem quer de volta a sua liberdade. Mas, sem recursos para voltar para a sua terra, frequentemente entrega-se à bebida. Bebe para esquecer, fugir da dura realidade de sua vida agora.
Tenta fazer novas relações aqui. Mas quase sempre esbarra em outro coração magoado pela desilusão e o resultado é uma dor maior.

Tonto, infeliz e preso pelas circunstâncias, cai da construção e estatelado no asfalto, encontra de volta, finalmente, a liberdade por que tanto ansiava.



Inspirado em Construção, de Anita Bastos.
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Alquimia de um Verso - por Kbçapoeta

O verso abriu a porta da percepção
Não foi capaz de avisar o momento
Quando dei por mim, não era mais o mesmo
E sim, alguém que eu seria se não fosse o que eu era.
E o que eu era?
Alguém que não sou mais,
Desconfio que nunca o fui.
A memória costuma trair com o passar dos anos,
Estudamos, observamos, e nunca saberemos o suficiente.
A maturidade do aprender vem com estudo e tempo.
Transcorre o tempo, e cada vez esqueço mais.



Visitem Kbçapoeta
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Canto Novo - por Marília Abduani

A alma,
bicho solto,
livre das velhas penas,
voa como pássaro assustado
pelos andaimes da imaginação.
O canto novo
repõe as harmonias
e as forças.
Enfraquecem as penúrias e os medos.
A noite paralisa e nasce o dia.
O vento dedilha canções de esperança,
enquanto nuvens claras despontam.
É primavera novamente.



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Francis Bacon e a Audácia - por Penélope Charmosa

A audácia é filha da ignorância e da rudeza, e muito inferior a todos os outros dons. Ela fascina, porém, atando-lhes os pés e as mãos, aos que são débeis de entendimento e falhos de coragem que formam a maioria; e prevalece até sobre os homens sábios nas horas da fraqueza. Por isso vemos que ela fez maravilhas nos Estados populares, menos do que nos governados por Senados ou por Príncipes; e muito mais ao primeiro arranco das pessoas audaciosas, do que depois, porque a audácia é má cumpridora de promessas.
(...) Certamente aos homens de grande entendimento, os audaciosos dão um espetáculo de muito gozo; e até mesmo para o vulgo, a audácia não deixa de ser ridícula. Porque se o absurdo é o fundamento do riso não duvideis de que uma grande audácia raramente existe sem absurdo.
(...) Deve ser bem considerado que a audácia é sempre cega, para não ver os perigos e as inconveniências. Por isso ela é má no conselho e boa na execução; para bem aproveitar e utilizar as pessoas audaciosas é preciso que elas nunca estejam na chefia do comando, mas em segundo lugar, sob a direção de outros. Porque no conselho é bom ver os perigos, e na execução é bom não os ver, exceto quando forem muito grandes.
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In “Ensaios - Da Audácia”.
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domingo, 2 de agosto de 2009

As Nossas Palavras XIII - por Aaron Caronte Badiz

Homens de boa conduta
Têm ideias positivas
Responsáveis no agir
No que fazem abrandam desditas
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A Vaidade Como Bem - por Adir Vieira

Existem pessoas que são vaidosas em criança, na idade adulta e até na velhice.
Na rua onde moro há uma senhora de setenta e dois anos, viúva, com filhos, que exibe diariamente sua jovialidade em desfile pela rua, servindo de exemplo para esses jovens de hoje, tão descomprometidos com a própria aparência.
Imaginem que essa senhora diz que todos os dias, ao acordar, toma o seu banho e se apronta com esmero para o seu dia de dona de casa.
Com orgulho, exibe seus vários tipos de sapato, todos com salto alto, pois diz não se acostumar a andar de saltos baixos.
Com esses sapatos da moda e com vestidos longos ela cozinha, tira o pó dos móveis, varre a calçada.
Hoje, da minha janela, vi quando ela passou vindo do clube após a aula de natação. Trajava um quimono atoalhado branco, bem comprido, calçava tamancos idênticos aos da Grazielle Massafera e desfilava como uma modelo de quinze anos, com toda desenvoltura.
Fiquei por um bom tempo admirando-a, até dobrar a esquina, e percebi que a vaidade, para a mulher, é um sustentáculo na vida.



Visitem Adir Vieira
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Vida Além da Saudade - por Alba Vieira

Lá está a casa firme, com paredes, chão, teto, janelas, portas.
Mas não há você justificando a existência dela.
Há os retratos na estante humanizando a sala.
Porém seu sorriso deixou de aquecer os corações de quem aparece por lá.
Seus óculos ainda descansam sobre a mesa da copa, aposentados.
Porque não mais possuem quem justifique sua utilidade.
A cadeira de balanço, inerte, é a mesma.
Entretanto, há o silêncio no lugar do seu ranger compassado que acompanhava as cantigas de ninar.
A cama simples ainda enfeita o quarto.
E nunca mais foi desmanchada depois da sua ausência.
O jardim ainda existe.
Mas não o solo úmido. E flores já não há.

Há a casa, os móveis, os objetos.
Há os filhos, os netos e bisnetos.
Há vida que sobrevive sem você.
Há tristeza, há saudade, há lembranças.

E, a cada dia existe a alegria retornando para todos nós.
Porque se há tanto amor (e há)
Não existe a morte de quem amamos.



Visitem Alba Vieira
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Num Dia Batman, no Outro Robin - por Ana

O troço ficou esquisito...
Você vai lutar de monge?
Qual é a tua, guri,
Que na vestimenta se esconde?

Será que é monge budista?
Ou será beneditino?
Mas, ocidente ou oriente,
Cometeu um desatino

Ao escolher personagem
Que (qualquer que seja a crença)
Usa aparato impróprio.
Assim não há mortal que vença!

Melhor pra mim, obviamente.
Vou me dar bem rapidinho!
Você tropeça na saia,
Te removo do caminho:

Preparo o ataque fatal
Te tiro logo de cena.
Com apenas um golpe certeiro
Te mando pro Éden sem pena.

Pois sou Samurai, não sou rato,
Apesar do que foi dito
Por você naqueles versos.
Olho no olho é como fito

Ao explicar a relevância
De minhas palavras boas.
Se elogio o adversário,
Podes crer, não é à toa.

O Samurai que se preza
Honra o seu inimigo.
Exalta-lhe as qualidades,
Não olha seu próprio umbigo.

É uma questão de valor
Que, vejo, você desconhece.
Daí penso que um embate
Comigo, você não merece.

Mas em respeito à plateia,
Permaneço no duelo.
E tenha certeza, Gio:
Eu encaro e não amarelo.

Já mostrei as minhas armas,
Já saudei o oponente,
Daqui pra frente só luta,
E já começo convincente:

Te ofertei Opereta,
Mas não vou te dar prestígio,
Porque tu não é páreo pra mim:
É só o menino prodígio...

Além disso, fala sério!,
Você, no duelo, só se entala:
Porque tu pode ser monge,
Mas não é à prova de bala!



Resposta a Santa Paciência, Batman!, de Gio.
Referências: Santo Desafio, Batman!..., de Ana;
Opereta para Gio, de Ana;
título do filme “Um Monge à Prova de Balas”.
Paul Hunter

Análise Literária - por Luiz de Almeida Neto

Obra interessante essa do Asa de Águia. Vasta em sabedoria e aplicação de princípios. Começamos sua análise destacando um trecho de suas composições.



“A dança da tartaruga, a dança da tartaruga
A dança da tartaruga, da tartaruga meu amor
A dança da tartaruga, a dança da tartaruga
A dança da tartaruga, da tartaruga me balançou
No swing da tartaruga, no swing da tartaruga
No swing da tartaruga, da tartaruga vem meu bem
No swing da tartaruga, no swing da tartaruga
No swing da tartaruga, da tartaruga eu vou me dar bem
Tchuca você foi meu grande amor, hei!
Sempre que eu me lembro de você
Bate forte uma saudade pois a gente ainda se ama
Quero amar você e ser feliz, hei!
Viva nosso jeito de viver
Só uma tartaruga fica esperando o seu bem querer
A dança da tartaruga iôiô
A dança da tartaruga iáiá
A dança da tartaruga
Eu não consigo viver longe de você
A dança da tartaruga iôiô
A dança da tartaruga iáiá
A dança tartaruga
Ainda te vejo numa tela de cinema”
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No texto em apreço o autor descreve com detalhes um provável romance com um ser vivo, comumente designado como “tartaruga”, mas que ele carinhosamente, ao descrever sua relação com o animal, chama carinhosamente de “Tchuca”. É uma poesia rica em detalhes sobre o “swing” da espécie que ele está a analisar. Depois, ao analisar psicologicamente as tartarugas, o autor consegue constatar que “Só uma tartaruga fica esperando o seu bem querer”. Por fim, em um tipo de catarse elevada o poeta ainda deixa transparecer levemente suas aspirações quanto ao futuro do ser amado, ao dizer que ainda espera vê-lo em uma tela de cinema, demonstrando claramente sua esperança de que a tartaruga querida atinja o estrelato.
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Durval Lelys