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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quinta-feira, 4 de junho de 2009

Assim... É a Vida... - por Manhosa

Detalhes... momentos...
Assim é feita a nossa vida...
Do passado... guardamos as saudades...
O hoje até pode não ser tão perfeito...
Devemos ser humildes e aprender...
Aplicar no futuro... com confiança... apostar...
Sei... tudo tem o seu momento... exato...
As alegrias... as tristezas... vêm e vão...
Com alguns detalhes... diferenciam-se...
Devemos ser ágeis e atentos...
Saber driblar os obstáculos
Enquanto tivermos vida...
Teremos recomeço...

Novo recomeço...
Experiências... adquiridas pelas dificuldades... vencidas ou não...
Nos dão a armadura... para enfrentar novas dores...
A coragem... para não barrar as lágrimas... deixá-las rolar...
A elegância do andar com galhardia...

Não podemos nunca... perder o ponto direcional...
O cansaço será suplantado pelo querer...
A feridas que se formarem... irão cicatrizar...
Se...
Alguém que amamos nos abandonar...
Devemos respirar fundo... não nos desconsiderar...
Termos a confiança... que outras pessoas especiais surgirão...
Não devemos nos deixar surpreender pelo sofrimento...
A revolta... as mágoas... não nos trazem nenhum benefício...
Acreditar em nós mesmos... sempre...
Tudo tem um porquê...

“Esta existência terrena... é a infância da eternidade...”
“Cuidemos de nossas asas... para no dia certo podermos voar...”

Para tal... não podemos nos esquecer de sermos justos...
Nunca a ninguém desprezar... ou deixar de ajudar... por desleixo...
Mesmo tendo por nossa meta maior... a nossa felicidade...
Temos o dever de ser... honestos e justos...
De nós depende o sucesso... de nossa trajetória...

O ontem são nossos degraus... somos donos do nosso amanhã...
Colheremos exatamente o que plantamos...
Seguindo sempre os ensinamentos de nosso Pai maior...
Assim... é a Vida...
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Visitem Manhosa................................
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Aos Eternos Seios... - por Poty

... Amá-los não sei
Apreciá-los pode ser,
Pegá-los talvez...
Observá-los eu poderei, não há como impedir...
Desejá-los eu sei
Não vai poder esconder...
Adorá-los sempre!



Visitem Poty
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A Roseira e o Formigueiro - por vestivermelho e ZzipperR

Você acha que trabalha demais? Então olhe os pássaros, as abelhas e as formigas.
Essa história poderia acontecer em qualquer cidade do mundo, poderia estar acontecendo na sua cidade, no seu quintal, mas aconteceu em Atibaia, uma cidade no interior de São Paulo.
Nós estudávamos na mesma escola e desde que nos conhecemos, ficávamos sempre juntos, como dois namorados, mas éramos muito crianças para namorar, assim namorávamos escondidos na praça.
Certo dia, nós chegamos à praça correndo até o banco. Esse dia não sai da minha memória... Ela estava com seu vestidinho branco, eu sentei no banco e ela deitou, acomodando a sua cabeça em minha perna. Eu ainda a amo.
Eu falava de super-heróis e ela ouvia, com atenção, as histórias lindas do super-herói Ziperman; assim ela flutuava nas histórias, sempre acrescentando emoções vindas do inconsciente e inesperado, que fluía do imaginário dela; até o momento em que ela começou a falar das rosas, comentando sobre os diferentes tons e cores. De repente ela levantou e falou:
- As formigas estão destruindo as roseiras.
Levantamos e fomos investigar de perto e eu falei:
- Calma, Indiana! As formigas não iriam destruir as roseiras. Vamos segui-las. Como elas são inteligentes, umas cortam e as outras recolhem carregando num sincronismo organizado e, por onde elas passam, fica marcado o caminho como uma trilha e todas passam dividindo esse caminho num só objetivo, a continuidade da espécie.
- Nós também marcamos o nosso caminho, caminhando lentamente em nossos passos, mas sempre disputando os espaços e às vezes até tirando pessoas do nosso caminho. Nós temos muito a aprender com as formigas.
- Vem, Índio! Olha uma enorme fila.
Ela apontou para aquela trilha de formigas enfileiradas. Deitamos olhando as formigas de perto e Indiana falou:
- Olha, Índio! Elas estão carregando folhas, flores e galhinhos, subindo e descendo caminhando juntas, uma atrás da outra. Aiaiaiaiai! Uma me mordeu.
Não conseguimos ver o final da trilha, somente o começo. A roseira era linda, carregada de folhas verdinhas e rosas de um vermelho forte.
- O que vamos fazer, Índio? Matá-las? Desviar a trilha para outro lado?
Indiana ficou esperando a resposta dele e observando o que ele ia fazer.
Índio pegou na grande folha que uma formiga estava carregando e levantou.
Incrível! Ela não solta a folha. Colocou-a na palma da mão e ela continuou com a folha, entregue ao destino e focada na sua função dentro do formigueiro, pois o grupo necessita do empenho de cada uma para sobreviver.
Ela caminha na minha mão, como eu caminho na mão da vida. Eu agacho e mostro para Indiana a linda formiga saúva, vermelha como fogo e com uma força surpreendente, tão surpreendente que destrói a roseira, que não se importa de oferecer a elas as suas folhas, parece até que vivem uma para a outra num círculo da vida.
Indiana pega a formiga da minha mão com cuidado para não machucar e coloca de novo na trilha com tanto carinho que a formiga parece agradecer e continua caminhando rumo ao seu destino, que é o buraco do formigueiro.
Nós corremos e ficamos admirados com os tamanhos das folhas que elas carregam e levam para dentro do buraco. Dava até vontade de ajudar e ali ficamos horas na companhia delas.
A noite chegou e as formigas continuavam trabalhando sem parar um momento, então decidimos ir embora e voltar no outro dia para ver de novo.
Ao chegar, no dia seguinte, nós tivemos uma surpresa: o formigueiro estava doido, parecia estar em festa e a praça estava forrada de formigas
Do buraco saíam grandes formigas com uma bunda imensa, que batiam suas asas fazendo um barulho lindo e depois levantavam voo sumindo no céu em busca de um destino indefinido, entregues à sorte, para em outro lugar dar origem a um novo formigueiro e nós curtíamos cada decolagem das formigas com emoção, desejando sorte a elas.
Os dias passaram e voltamos à praça. Eu sentei no banco como era de costume e Indiana deitou com a cabeça apoiada na minha perna. Enquanto eu contava uma história, ela falou:
- A roseira está cheia de folhas novamente, esperando as formigas, como se nada tivesse acontecido e nós também continuamos no nosso banco da praça namorando, esperando as flores que, com certeza, a roseira vai dar para nós, enfeitando o nosso amor.
- Olha, Índio! Já tem botões de rosa.
- Elas serão vermelhinhas, perfumadas e cheias de amor, igual a você.
Assim, Indiana e Índio continuaram na praça. Índio contando histórias e ela deitada com a cabeça apoiada em sua perna, sonhando com as histórias dele até hoje.



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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Finados - por Leo Santos

Morosa a travessia, o passo triste,
rastejando na senda da vida,
a mirar a sina que avessa resiste,
incisivos cortes, exposta ferida.

O poeta, um esquisito que fala,
em mágico idioma, de extravagâncias;
Afinal, veste trajes de gala,
para fúnebres circunstâncias.

Na verdade, póstumas medalhas,
tributadas a um morto em peleja;
Médium que “recebe” as próprias falhas,
enganado pelas palavras que deseja.

Numa lápide de páginas tantas,
quantas lembranças o têm visitado;
Lágrimas nem profanas nem santas,
todo dia é dia de finados.

E aqueles que homenageiam os mortos,
põem suas flores e suas preces;
No fundo, barcos que erram os portos,
mas ante um náufrago, esquecem…



Visitem Leo Santos
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Charada II - por Gio

Odiada e tão temida
Motivo de preocupação
Te sigo por toda a vida
Eu existo, e com razão

Do mais forte ao pequenino
Eu consigo derrubar
Como alerta, eu ensino
O desatento a se cuidar

Grande, curta, duradoura
Ou mesmo insignificante
Resultado de alguns anos
Ou apenas de um instante

Há quem faça mesmo tudo
Pra tentar me evitar
Mas a verdade é só uma:
Zelo por seu bem-estar

Há até quem me aprecie
Sade me sabia bem
De uma forma - desconfio -
Que falar não me convém

Quem me sente, só reclama
Diz que não sirvo pra nada
Ironia - até na cama
Às vezes dou uma passada

Do meu valor, eu creio
Você não se convenceu
Mas me diga, pelo menos:
Já descobriu quem sou eu?




Visitem Gio
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As Nossas Palavras XIII - por Alba Vieira

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Os homens que são formadores de opinião, fazem com que suas ideias sejam responsáveis pela evolução do pensamento da comunidade.



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As Nossas Palavras II - por Ana

As Nossas Palavras II...
Lá vou eu tentar de novo...
Estas são muito difíceis...
Please, paciência, meu povo...

Vou ter que usar estas três:
Compreende longa olhar
E ainda estas duas:
Tampouco compreenderá.

Vamos lá, tô preparada!
Cês tão preparados também?
Já se passou meia hora
E a inspiração não vem...

Eu vou de qualquer maneira,
Não vou esperar mais não...
Vou engatar a primeira,
Mesmo que na contramão....

Algum de vocês compreende
Como é longa a agonia
De ficar a olhar palavras?
E nada de vir a Sofia...

Aquela Sofia das letras
Que é de muitos companheira,
Que é a muitos indiferente
E a mim joga na lixeira.

Lixeira que trago em mim
De palavras sem sentido
Misturadas, isoladas...
Arrumar é um castigo...

Se alguém já passou por isto
Com certeza entenderá
O que digo nestes versos,
Com eles concordará;

Mas aquele que não sofreu
Esta tortura sem par
Não me dará ouvidos,
Tampouco compreenderá.
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Cata-vento de Meninos - por Alba Vieira

Manhã fria na calçada imunda do Jacarezinho.
Amontoados, mijados, dormem meninos ao léu
Formando um cata-vento, deitados, tão sozinhos,
No ponto de ônibus, entre pessoas, debaixo do céu.

São pás sem cor, sem futuro. Só solidão, desamparo.
Aconchegam o rosto nas costas do companheiro
E as pernas no calor da bunda de outro desgraçado
Que com um outro compõe a roda do mesmo jeito.

Quando é madrugada, os corpos caídos são a figura
Do abandono da família e da omissão do governo.
Eles carecem de proteção e fogem da realidade dura
Pelas drogas que só aumentam o seu desespero.

Cata-ventos devem rodopiar e alegrar a quem passa.
Meninos precisam brincar, dormir em cama quente,
Comer, rir, estudar, de uma vida sem tanta desgraça...
Quem poderá lhes salvar, se quem deve está ausente?

Penso todo dia, quando por ali passo na condução:
Poderia, sem esforço, dos meninos cuidar do sustento,
Usando o que pago ao Leão todo mês, sem opção,
Trocando futura corrupção por coloridos cata-ventos.



...................Visitem Alba Vieira
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Comentando... - por Ana

Outro dia, ali no chat,
Falamos do Soletrando,
Um dos programas globais
Que o povo está adorando.

Participam estudantes
Que vêm de todo Brasil,
Vão soletrando palavras,
Pro ganhador, uns tantos mil.

Eu acho que este negócio
É assim que funciona...
Nunca vi, não faço ideia,
Tô sabendo de carona.

E assim soube, também,
Que as pobres criancinhas
Que erram a soletração
São humilhadas, tadinhas!

Com sons de burro ao fundo
Após o erro fatal,
Recriminações ao vivo...
Isto não é nada legal!

Sei que é programa copiado
Do americano Spelling Bee,
Mas pelo que sei, acho que lá
Há mais respeito do que aqui.

Copiar aqui foi bom,
Penso assim porque se vê
Só besteira o tempo todo
Na telinha da TV.

Então existir um programa
Que focaliza o português
É algo bem diferente.
Acho legal... Não sei vocês...

Mas maltratar as crianças
Como faz o Soletrando,
Isso não dá pra aturar...
Se é desse jeito... só matando!
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Oitenta e Oito Anos - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Será que alguém viveu tão intensamente como minha mãe?
Dia 27 de junho de 2009 comemoraremos oitenta e oito anos de vida de minha mãe.
Quando falo assim, sem que as pessoas que leem a conheçam com certeza, pensam e imaginam uma velhinha caquética, sentada numa cadeira de balanço, com um xale de crochê sobre os ombros e o rosto enrugado onde apenas um par de olhinhos sem brilho apareceria.
Imaginamos uma senhorinha meio surda, levemente esclerosada que diante de uma mesa de aniversário sequer sabe que estão comemorando o seu aniversário de oitenta e oito anos.
Mas não conhecem minha mãe; aqueles que a conhecem sabem bem do que estou falando. Alguém que ainda hoje cozinha, lava e passa, que viaja sozinha de encontro aos netos, que não falta a um casamento dos netos, aos nascimentos dos bisnetos e, com esforço, às formaturas.
Que faz suas palavras cruzadas, que dá respostas ao Silvio Santos, no seu programa na TV, que faz bolsas de crochê para as filhas, que inventa, acrescenta e constrói.
Que criou netos e até hoje supervisiona tudo.
Que toma conta dos filhos que não tiveram a sorte de se darem bem na vida, que ajuda a todos os vizinhos, parentes e aderentes.
Que cede suas horas para ouvir as tristezas alheias e tem sempre um sorriso franco e uma resposta para tudo.
Que abençoa e nunca amaldiçoa.
Que se dá por inteira e nunca aos pedaços.
Que suplanta as dores físicas sem alarde.
As dores da alma em silêncio.
Uma mulher guerreira que ensinou-nos a difícil arte de amar.
Que amou intensamente a única pessoa com a qual se casou – meu pai.
Que nos amou aos cinco filhos, que teve doçura e paciência conosco e com nossos filhos.
Que, aonde quer que vá, constrói amigos, pessoas que a amam e que querem curtir momentos com ela.
Essa é minha mãe, mas, na verdade, é mais do que isso – é a grande amiga de todos
Sua pele é doce e suave e suas rugas são imaginárias, ninguém as vê.
Seus cabelos teimosos nunca ficam brancos.
Seu corpo ereto nunca se curva nem para a idade nem para os problemas da vida.
Suas mãos nunca se cansam de oferecer apoio, amor e carinho.
Sua paciência foi a de Jó, que Deus deixou de herança para ela.
Até seu nome parece ser feito para ela – DIVA. Nunca conheci outra mulher com esse nome, acho que ninguém merecia esse nome a não ser ela.
E agora, dia 27, todos estaremos presentes nesse reviver, nesse aniversário de Diva, a Guerreira, a Mulher mãe, a Irmã, a Amiga, a Avó ardorosa, a Bisa.
Com certeza nossos desejos serão unânimes – que Deus nos perdoe o egoísmo, mas queremos que ela comemore conosco muitos outros aniversários e que possamos sempre estar perto para aprender um pouco mais de como viver a vida dessa forma doce e forte, corajosa e honesta, leal e amiga.
PARABÉNS MAMÃE – NÓS TE AMAMOS



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Duo-Acróstico II - por Gio

Homens, que seguem Newton ou Nazaré
Unidos na diversidade que os separou
Mentes que sempre se confrontam
Através da guerra e da palavra
Ninguém é culpado? Eu já não sei
Ideias divergem, é natural
Discorda a História, que ensinou
Arcamos com o que somos responsáveis
Decaem os que têm, na vida, passagem vã
Elevam-se os que fazem dela aprendizado




Visitem Gio
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Oscar Wilde Sleeping - Citado por Mellon

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Life is a dream that keeps me from sleeping.
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William Shakespeare: “Soneto II” - Citado por Penélope Charmosa

Quando tiveres completado teus quarenta anos,
E cavado sulcos profundos onde agora és bela,
Essa tua juventude tão orgulhosa, que agora todos fitam maravilhados,
Será somente um resto pisoteado, a que ninguém mais se virará para ver;

Então, indagada sobre que beleza era aquela,
Que tesouro aquele de teus dias encantadores,
Dizer que se encontram afundados nos teus olhos já opacos,
Isso seria ridículo e um elogio ninguém entenderia.

Poderias merecer mais elogios,
Caso pudesses dizer, “Esse meu filho
Resume toda minha reputação, e com isso me desculpa”,

Provando com sua beleza tua herança!
Isso seria te sentires renovada quando ficares velha,
E ver teu sangue quente, ao senti-lo já gelado.
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When forty winters shall beseige thy brow,
And dig deep trenches in thy beauty’s field,
Thy youth’s proud livery, so gazed on now,
Will be a tatter’d weed, of small worth held:
Then being ask’d where all thy beauty lies,
Where all the treasure of thy lusty days,
To say, within thine own deep-sunken eyes,
Were an all-eating shame and thriftless praise.
How much more praise deserved thy beauty’s use,
If thou couldst answer “This fair child of mine
Shall sum my count and make my old excuse”,
Proving his beauty by succession thine!
.....This were to be new made when thou art old,
.....And see thy blood warm when thou feel’st it cold.

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terça-feira, 2 de junho de 2009

As Nossas Palavras XIII

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Wordle: As Nossas Palavras XIII
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Clique na imagem para ampliar.
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Imagem: Wordle
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Oscar Wilde em As Nossas Palavras XII - Enviado por Adhemar

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As perguntas não são nunca indiscretas. As respostas, às vezes, sim.


Visitem Adhemar
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Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Comentar esta indicação é muito especial para mim. Mas, antes, devo dizer que adoro esta categoria porque me permite expor, mais diretamente aos autores, o impacto de suas palavras quando as leio.
Ao me deparar com esta poesia, já conhecia alguma coisa do Leo aqui do Duelos e sabia que ele era genial no domínio da linguagem. Então, um dia, alguém postou algo sobre reencarnação (certamente deve ter sido a Alba... rsrs) e, logo em seguida, surgiu esta brilhante resposta (boa às pampas... rsrs).
O Leo é magnífico na escrita, impecável, lê-lo é estar em contato com a perfeição das letras, mas esta criação foi além.
Nesta minha vida de alguns razoáveis anos tive muitas oportunidades de discutir e assistir a debates sobre este tema, estando na arena as mais variadas crenças, inteligências e conhecimentos. Nunca, em nenhum destes colóquios, estive diante de argumento tão absolutamente perfeito e exponencialmente desafiador (refiro-me à 8a estrofe). Ao ler, parei e pensei por muito tempo... penso nisto até hoje. Na época, comentei que iria responder, mas ainda não consegui tempo para organizar como, exatamente, escreverei. Mas que virá, virá...
De lá pra cá li muito mais coisas do Leo (aqui e no seu blog), mas esta poesia é, para mim, além de emblemática por motivo intelectual, uma das mais perfeitas (é possível isto?) por sua abrangência (como é comum em suas obras, além de ser admirável com a forma de lidar com a linguagem, ele nos faz viajar pelo mundo da filosofia, da percepção das motivações alheias, da lógica inquestionável) e pelo final parnasiano, que é coisa que amo!
Obrigada, Leo, por esta pérola!



REENCARNAÇÃO
(LEO SANTOS)
Sei que mexer em afetos
Fere aos pais do rebento;
Mas quando quebra a vidraça
O amor, espera, da justiça o assento.

Isso posto viso expor
Outra arena, mais que isso;
Que mesmo sendo o afeto real,
ainda pode ser enfermiço.

Não carecem vários casulos
Pra uma borboleta apenas,
Inda que postulado por Sócrates,
O mais sábio de Atenas.

Muito certo versou coisas,
Que até hoje certo está;
Mas, ler o espírito é complexo,
A lupa natural não dá.

Se um fantasma trouxe carmas
Que eu tenho que pagar,
Fico impotente ante armas
Que não posso enfrentar.

E se um pode quitar por outro,
Em nome, talvez, do amor,
Que sucedeu em Jerusalém,
Que terá feito o Salvador?

Me perdoem os que creem,
Não os quero ofender;
Só não vejo como veem
E creio que posso dizer:

Se sofrer é pagar contas
E mandamento o amor,
Quem ama e socorre não afronta
O direito a pagar, do sofredor?

Inda que degeneremos na queda
Por méritos do próprio punho,
Não somos progresso de ameba:
O Eterno não faz rascunho.
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Visitem Leo Santos
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O Carrapato - por Alba Vieira

Acordou ainda meio sonado e começou a se coçar.
Coça, coça, não consegue ficar quieto num lugar.
Rodopia pela sala, corre pro quarto também.
Não alcança, não descobre de onde o incômodo vem.
Nunca antes sentira aquilo. Era coisa de endoidar!
Como podia o coitadinho voltar a se aquietar?
É que fato como este não cabia no seu mundo.
Afinal era de estirpe e não um cão vagabundo.

Coça, coça, ele pulava, não parava de rodar.
Procurava no seu pelo, pelo que o ousava perturbar.
Lambia debaixo das patas, roçava o focinho no dorso.
Eis que de uma só investida expulsa o criminoso.
Diante de todos no pátio finalmente se liberta.
Jamais se deixaria sugar, explorar ou sofrer incertas.
Era cachorro de madame, acostumado a bons tratos.
Como admitir permanecer morada de um carrapato?



Visitem Alba Vieira
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Da Charada I - por Ana

Mandei pra cá uma charada
Anteontem bem cedinho
Elaborada com esmero,
Rimada com muito carinho.

Apareceram respostas...
Quero aqui agradecer
Àqueles que se dispuseram
A nos comentários escrever.

Então deixo aqui a vocês
O que inspirou a questão,
Mas digo: de certa forma,
Não chamaria solução.

Pra Escrevinhadora e Eu
A morte era a verdade,
Já a nossa amiga Alba
Arriscou maturidade.

Gio pensou na primeira
Assim que leu, prontamente,
Mas concordou com a segunda
E está a esperar o assente.

Sim, pode ser a morte,
Pois nela os versos se encaixam,
Mas pensei em maturidade
Quando fiz. O que cês acham?

De forma que a charada,
Apesar de concebida
Com base em maturidade,
Não descarta a ceifa-vida.

Foi por isso que eu disse
Que é solução não sendo,
Pois podem surgir outras coisas
Conforme o povo for lendo...

A criação é assim:
A verdade é de ninguém,
Nem mesmo do próprio autor
Depois que outros olhos veem.



Resposta de Charada I, de Ana.
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Compactuar - por Raquel Aiuendi e Tiago Conrado

Coisas compactas:
Sabe o que é isso?
Não, falei só porque
Lembrei da palavra, é isso!
E isso pode ser tão pouco!
Mas pode ser muito.
Mas isso é o que vei no coco
Enquanto as canetas tagarelam
O mundo à nossa volta silencia
Enquanto todos silenciam,
Todos tagarelam
Seus sonhos revelam
Mais que palavras e seus roncos
Brincam com as palavras
Como ruídos do bicho:
De sete cabeças
Aquele que no sonho,
Num grande ato de coragem,
Foi morto por mim
E enterrado no quintal
Da porca sociedade
Que pisa e ainda cospe em cima
Sem ter a mínima ideia
Do que teria acontecido
Na manhã seguinte ter amanhecido
Depois da ressaca
Acordei desiludido
Ao ver que tudo não passara
de um simples sonho
que me deixaria livre
dos problemas das coisas compactas
ah! E a puta dor de cabeça
pra incomodar
por causa das porradas delas
no meu coco
e assim continuo vivendo de sonhos
rezando para que sejam realidade.
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Imaginação - por Alba Vieira

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A imaginação é o vínculo mais íntimo com a alma.
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Visitem Alba Vieira
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