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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




segunda-feira, 25 de maio de 2009

Diversidade - por Alba Vieira

Grão de areia pequenino,
Rochas, montanhas, vulcões,
Lagos, mares, oceanos,
Florestas, campinas, sertões,
Brisa, ventos, tornados,
Terremotos, tsunamis, trovões,
Asteróides, cometas, estrelas,
Maremotos, relâmpagos, monções.

Universo que se manifesta
Em tão variadas facetas,
Ensina-me, natureza, a esperar
Da vida só iniquidades
E, da criação, falsetas.



Poesia cujos título e primeiro verso foram utilizados para a versão coletiva Diversidade - As Nossas Poesias XIV.
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Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Alba Vieira

Inesquecível porque belíssimo e verdadeiro. Ana, com seu jeito terno e carinhoso, atinge em cheio a criança que precisa ser curada dentro de cada um de nós, despertando a capacidade que possuímos de lidar com as dores do passado para que sejamos mais livres e felizes. É altamente terapêutico. Valeu!



SE MINHA CRIANÇA SOFRE...
(ANA)

Os receios de criança
que persistem em nossas vidas
são lixos a jogar fora...
Vide a estrada percorrida:

seu corpo cresceu, mudou,
você amadureceu
em outros tantos aspectos
dentro do seu próprio eu;

passou por problemas diversos
com coragem os enfrentou;
sofreu com tristezas, perdas...
e com força as encarou;

cresceu profissionalmente
às custas do próprio valor;
ajudou tantas pessoas
com carinho e com amor.

Foi crescendo no tamanho
sem perceber que, a seu lado,
há uma menina pequena
que precisa de cuidado

e arrasta, pesadamente,
com as pequenas mãos feridas,
temores, medos, pavores
que lhes dificultam a vida.

Por vezes ela te domina
com seu pessimismo aprendido,
isto arrasa a alegria,
faz tudo perder o sentido.

Ela não pode influenciar,
você nela não deve crer;
pare, adulta, para ouvi-la,
para que ela possa viver

leve, como veio ao mundo,
alegre, feliz, satisfeita,
risonha e brincalhona,
uma criança perfeita.

Coloque a menina no colo,
cuide dela, beije, abrace,
console, acalente, sorria,
olhando-a face a face.

Diga que tudo passou,
“Das tristezas cuido eu,
cuido das dificuldades,
cicatrizo onde doeu”.

A ela cabe sorrir,
confiar na sua ação
assertiva nos momentos
em que lhes faltar o chão.

Diga a ela que aqui,
nesta terra de humanos,
há problemas, coisas boas,
sortes e desenganos,

mas que você constrói os dias
da melhor forma possível:
semeando alegrias,
afastando o que é terrível.

Se bobagens vêm à porta,
entrando sem permissão,
você cuidará de tudo,
pois esta é a sua função.

Que você sabe, convicta,
que cada pessoa uma vida;
as dores que são dos outros
não pertencem à sua lida.

Que você ajuda, se pode,
apóia, se for aceita,
colabora, tão amiga,
não faz corpo mole, não “deita”.

Mas que se algum mal surgir
dizendo respeito a vocês,
ela estará protegida
em seus braços, desta vez.

Desta vez e em outras tantas,
sempre que precisar,
pois adultos são pra isso:
defender e amparar.

Diga a ela que crianças
não devem se preocupar,
diga que não faz sentido
e explique, pra confirmar:

“Por que vai se preocupar
se o caso tem solução?
E por que se preocupar
Se é sem resolução?

É coisa tão sem propósito,
isto de preocupação...”
Esclareça a garotinha...
Acalme seu coração...

Depois de tranquilizá-la
com todo afeto e calor,
faça uma coisa por ela,
definitiva, por favor:

desembarace a pequena
da tristeza do seu fardo,
jogue fora, de uma vez,
aquele lixo pesado.

Libere as suas mãozinhas,
cuide de seus ferimentos,
trate bem sua criança
e use bastante unguento.

Depois de passado um tempo,
quando ela estiver curada,
toda boba, saltitante,
sentindo-se tão amada,

agradecendo com olhares,
te esticando os bracinhos,
pedindo colo, dengosa,
quando cansar no caminho,

te fazendo mil gracinhas,
sorrindo o tempo inteirinho,
te afogando em abraços,
te enchendo de beijinhos...

chame-a pra, com você,
novo hábito iniciar:
passar os dias da folhinha
sem temer o que virá.

Assim seguirá a vida,
mais tranqüila, finalmente,
envolta em felicidade
e segurança... plenamente.
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Solteira Inveterada por Água Abaixo - por Alba Vieira

Sonho com vagas longas que calmamente chegam e vão outra vez, num movimento cadenciado de renovação. Há, ainda, no meu sonho, um caminhão, daqueles com escadinhas na parte traseira, onde os moleques se penduram para pegar carona de bicicleta, que entra nas águas verde-claras e é seguido alegremente por uma pessoa conhecida minha, a mais sonhadora e fora da realidade que eu já vi. Os dois, caminhão e mulher, entram nas águas. Essa visão me diz algo que ainda não consegui captar totalmente. Entretanto, sei que essa imagem vai me acompanhar por todo esse dia. Não apenas o quadro, mas, sobretudo, o significado mais profundo, o que me faz sentir ao trazê-lo à mente. É uma sensação de conforto, de alívio, de impulso, de amplidão, de fim de filme quando então está tudo bem. Percebo que simboliza aceitar o destino, caminhar em direção à felicidade sem as amarras, os impedimentos que sempre tentam justificar a nossa habitual recusa em evoluir. Assim eu sei que é chegado o momento de ir mais rápido, de crescer e dar frutos nessa existência. Sei que, finalmente, me rendi aos desígnios do destino. Agora, braços dados, casamento ideal,seguem juntos livre-arbítrio e predestinação. Não como dois namorados imaturos que se batem continuamente para, em seguida, trocarem beijos apaixonados de quem pensa que acertou; mas como adultos que caminham de forma segura e integrada, sabendo que o papel que ambos desempenham não é desvinculado um do outro, não se expressam isoladamente, fazem parte de um todo indivisível, absoluto. Essa fusão que não diminui as partes, que expandem num nível além da visão dos sentidos: é o sentido da própria vida, é o poder real que todos almejam.
Como expresso nesse sonho, estou casada, por destino e escolha consciente, demorada, eu bem sei, mas certa. E experimento, agora, um poder bem maior do que sempre tive. Não o poder de andar solta, de ter iniciativas e concretizá-las sozinha, trilhando o caminho que bem escolhesse. Mas o poder de compartilhar que só traz expansão, novas possibilidades e ampliação da área de atuação. E ainda, a maior recompensa: a paz, o tao do amor.
A imagem é bem clara: ir de encontro a algo mais amplo, ao aceitar-se a carona que a Vida nos propõe.
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Visitem Alba Vieira
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Aflição - por Ana

É tarde em meu quintal. O sol queima as roseiras secas que desesperam por chuvas. Dia imóvel, claridade insuportável. Quero frescor, água gelada, inverno antes do tempo. Quero um banho simples que me retire o sol dos poros, filetes d’água que relembrem mobilidade, gotas discretas na penumbra solitária do banheiro. Quero me jogar em algum canto escuro e cochilar os pensamentos insistentes; deixar o tempo passar sem minha presença para que eu possa viver num futuro perfeito. Quero a noite e a manhã amenas e amigas, mais próximas dos dias frios. Não quero queimar, desesperar, conviver com o insuportável sem poder me mover. Quero mudanças, acertos, meu mundo de novo, organizado como sempre foi. Há uma promessa distante, quando ele voltará e estará tudo no lugar. Mas seu retorno só no inverno... Até lá terei que ruminar esta necessidade dependente... da maldita escada para retirar estas infames rabiolas do coqueiro!



Inspirado em Rabiolas, de Raquel Aiuendi.
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José Régio, “Soneto de Amor” - Citado por Penélope Charmosa

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!
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O Corpo e Seus Símbolos: uma antropologia essencial, de Jean-Yves Leloup - por Alba Vieira


“Examina o corpo como guia de informações que traduzem a verdade de cada um, integrando os aspectos físicos, psicológicos e espirituais. Mostra como o corpo conta a história do ser: pessoal, interpessoal e transpessoal. Enfatiza que ao considerar a doença e os sintomas, o terapeuta deve propor que o paciente não se identifique com eles e sim procure estar além deles, sendo o sujeito e não o objeto de suas dores. A doença deve ser o guia para o aprimoramento do ser, é a sua mensagem.
É ótima leitura, integrando várias fontes de conhecimento, inspirando novos estudos e correlações.
O aspecto de maior importância é encorajar a leitura do corpo pela própria pessoa, sem desconsiderar as correlações já existentes; mas, como no caso da interpretação dos sonhos, cabe ao próprio fazer a melhor leitura, a mais abrangente e fidedigna.”
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E você? Que livro considera ótimo?
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domingo, 24 de maio de 2009

A Odisseia do Menino Infante e seu Cachorro-quente - por Bruno D’Almeida

De repente aquele menino magrinho se encontrou perdido no meio da praia. Alexsander olhava para tudo e não via nada. Nada além de vendedores de óculos escuros, de água de coco, de picolés e de bronzeadores que besuntavam corpos morenos na areia. Ele via o mar de gente na água, os adultos brincando de frescobol, ele via o mundo passar pela janelas dos seus olhos e não se reconhecia em nenhum rosto, nenhuma paisagem mirava seus pais e sua piscina de plástico azul com peixinhos multicores.

Olhou para o pedaço de cachorro-quente na mão e pensou Papai do Céu, agora só tenho isso para comer pelo resto da minha vida. Fez uma trouxinha com o papel laminado ao redor do seu lanche e o segurou firme como seu talismã da sorte. Apertava com cuidado seu alimento para a alma, a única coisa que lembrava seus pais e a possibilidade de se sentir com eles, de não parecer estar tão sozinho. Minha mãe está aqui comigo, pensava. Nenhuma presença se faz mais concreta do que a lembrança exata de quem mora dentro da gente.

Depois de meia hora sentado e de sentir o ardor do sol na sua pele amarela e fina de pêssego, um casal de idosos vê aquele infante olhando sozinho para o infinito. A pergunta sobre os pais de Xandinho foi seguida de braços abertos e de uma cara de não sei. Partem todos em busca do tão esperado encontro que só precisava acontecer. O garoto começa andar, andar, andar, cansar, cair, levantar, andar, nausear, vomitar, beber uma água de coco e sentar novamente na areia. Vamos levar você para casa e divulgar seu desaparecimento ao mundo, disse a senhora idosa com cara de Dona Benta do Sítio do Pica-pau Amarelo.

Chegou na casa do casal com cara de nunca mais. Nunca mais ia tomar banho de mangueira com sua cachorrinha Nina, que pulava feito louca no vazio do ar e depois se sacudia, distribuindo jatos de água e de pulgas. Nunca mais contaria as estrelas fluorescentes adesivadas no céu de seu quarto, nunca mais comeria bolo-pudim, nunca mais receberia sermões de seu pai por colocar os pés na mesa da sala de aula e de responder à professora com mais e mais porquês. Nunca mais tantas coisas pairavam naquela cabecinha de sete anos, e a velocidade de imagens fluía com a mesma densidade das lágrimas de seus olhos. A única coisa que ele via era tudo que não gostaria de ver.

O velhinho Pascoal, com cara de Visconde de Sabugosa das mesmas histórias de Monteiro Lobato, chamou o menino para o noticiário da tevê. A jornalista relatava o nome e a descrição da criança perdida com o telefone para contato. E aquele aparelho telefônico preto com teclas de disco não era mais apenas um telefone. Era o centro do universo, e seu silêncio ensurdecia os ouvidos da criança que, de tão concentrada com os olhos fixados naquele objeto em cima da escrivaninha de vime, ouvia apenas as vozes da sua momentânea loucura de falar em pensamento frases desconexas. É necessário lembrar que o telefone não tocava. E foi assim durante duas horas e quarenta e três minutos. Tocou. E para tristeza daquela alminha sardenta e dentuça, quando alguém ligou era para perguntar se, caso encontrasse os pais da criança, receberia alguma recompensa. Pascoal devolveu dizendo que não sabia que urubu falava e bateu o telefone.

Engolido por uma camisa listrada de malha piquê e ao lado de um saquinho de supermercado com sua sunga molhada, ele apagou no sofá. Dormia e babava e até em sonhos estava na mesma posição de cão-de-guarda do telefone. E dormindo sentia o tempo passar e despassar. Sentia o vazio de um desejo cheio de desesperança. Sentia a mão fria e sedosa de uma senhora dizendo acorde, meu filho, seus pais ligaram e estão vindo pegar você. Correu até a porta do apartamento e parou de repente. Sentiu falta de si mesmo. Foi até a geladeira, pegou o cachorro-quente embalado com alumínio amassado e cheio de areia e correu até o elevador, onde as portas se abriram para um mundo que por um instante, um eterno momento de instante, parecia não ter fim.



Feliz Aniversário, Jorge! - por Alba Vieira

Hoje é seu aniversário e tantos desejam com você comemorar! É dia de ser feliz, do sol brilhar, de abraços, de beijos, de festa e de alegrias. Mas, a comemoração maior é sua, particular, de louvar tudo que possui de mais precioso: a lucidez, o espírito humanitário, a capacidade de amar, a capacidade de expressão.
Você é um cidadão do mundo, interessado em tudo que acontece nos seus arredores, no seu estado, no seu país, no universo. A globalização tem tudo a ver com você.
É pessoa compassiva que ao longo da vida misturou-se a muitas outras pessoas, muitas vezes responsabilizando-se por suas vidas, sempre ajudando a conhecidos e desconhecidos que surgiram no seu caminho.
Foi chamado à responsabilidade muito cedo e tornou-se a figura do pai amoroso, aquele que acompanha, que instrui, que abre caminhos e, principalmente, dá liberdade aos filhos. Teve oportunidade de ser o pai não apenas dos seus filhos naturais, mas também de tantos que necessitaram de sua orientação e cuidados.
Seu interesse por gente, sua capacidade de observar além das aparências fez com que amealhasse ao longo da sua vida, muitas histórias interessantes que você traz na memória e, de uma forma toda especial, brinda os seus amigos e conhecidos com seu relato apaixonado.
Mas, o aspecto mais interessante de sua personalidade é a abertura para o numinoso. As ocorrências da sua vida têm muito de extraordinário, de espiritualidade manifestada. E, creio eu, isto só acontece com os grandes homens, aqueles que vão deixar sua marca nos corações de tantas pessoas, pois que sua passagem por esta vida, deixa um rastro de luz.
E, esta luz você necessita refletir e o faz, perfeitamente, nas manifestações artísticas. A expressão pela arte embeleza a sua vida e a dos que o acompanham. É um presente para todos.
Parabéns pelo seu aniversário. Encontrar com você nessa vida foi um presente especial. Que você tenha muitos anos para viver perto de todos nós dividindo suas experiências e irradiando a sua luz. Um grande abraço. Felicidades!



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Chuva em Salvador - por Bruno D’Almeida

As chuvas estão muito fortes, alagando tudo e deixando a cidade num inferno. Moro numa região alta e tenho procurado não sair muito daqui. Houve um caso muito triste de uma mãe com uma criança que, ao andarem pela rua alagada, foram sugadas por um bueiro adentrando na rede de esgoto da cidade. Muitas mortes, muitos desabamentos, muita revolta, muita dor e desesperança. Espero que isso tenha fim. Nessas situações, depois da tempestade, vem a contagem dos mortos e feridos.



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Conflitos Internos - por DAS

Sinto-me perdida, confusa
Meus pensamentos se confundem
Em tantos sentimentos
Todos sem direção exata
Sem alvos certos

Procuro por uma luz
Uma direção
E só encontro indecisão...
Nada parece certo ou errado
Apenas inadequado

Sinto saudades, medo, raiva, amor, ciúme, desejos...
Na verdade, nem sei o que sinto
A única coisa certa é o vazio
Algo pesado dentro de mim

Queria estar em outro lugar
Queria que fosse outra hora...
Ou então que este momento passasse logo... rápido!
Amanhã sentirei outra coisa
Melhor?
Não importa agora
Será outro dia e hoje passado, finalmente.
Minha mente estará mais aberta e poderei refletir, definir, decidir...



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Meniina, Olha o Drama! - por Duanny

Quem nunca na vida fez um drama? Quem nunca na vida presenciou um drama ou até mesmo foi vítima de um?

O que podemos concluir? O drama, quando praticado por nós, tem grande chance de dar certo.
Lá estava eu conversando com a minha mãe a respeito de uma possível viagem de intercâmbio, quando me peguei no meio de um drama.

- “Mas, mãe, assim... Você investir no futuro da sua ÚNICA filha, a única... Você não sente um vazio dentro de você quando nega a melhor educação para sua filha??”
- “AI MEU DEUS! Vazio dentro de mim vou sentir quando eu for pagar esse intercâmbio!!”
Enfim, se vou viajar? Sim, quando eu terminar o ensino médio, mas vou! =D
Bom, pelo menos esse diálogo mãe e filha foi muito melhor que o último, quando, por um triz, o Drama não acaba com todas minhas chances de ser a menina responsável!

Para os mais radicais, guerras não passariam de um Drama construído para esconder o egoísmo ou a arrogância de não saber dividir. Para mim, um Drama não passa de uma ferramenta utilizada por NÓS (sim, todos usam, é fato) para curtir nossos pobres valores adolescentes que foram cruelmente proibidos por tiranos conhecidos como Pais (e lá vou eu de novo).
Beijoos!



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Estou Lendo... - por Alba Vieira

Radiestesia Médica Fácil y Práctica, de Profesor D’Arbó.
A Ciência e a Arte do Pêndulo, de Gabriele Blackburn.
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E você? Que livro está lendo?
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sábado, 23 de maio de 2009

Posts Inesquecíveis do Duelos

Esta categoria está sendo inaugurada para que vocês deixem aqui, nos comentários, aqueles posts que vocês acharam inesquecíveis e PORQUÊ.
Cada pessoa pode indicar quantos posts quiser.
A sugestão foi enviada por Alba Vieira e Raquel Aiuendi.

Os posts indicados serão republicados com os respectivos comentários.
Quem preferir, pode enviar sua indicação para shintoni@terra.com.br.
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As Nossas Palavras XI - por Alba Vieira

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Experimento um momento feliz, com um sublime sentimento de amor que me faz dar um passo ousado em direção às pessoas, mesmo correndo o risco de cair no ridículo de ser incompreendida por aqueles que ainda não se acostumaram a manifestações espontâneas de apreço aos semelhantes.
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Visitem Alba Vieira
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As Nossas Palavras XI - por Lélia

Do meu primeiro amor (sublime amor), trago arrependimentos enormes. O principal foi ter vivido com aquele traste, que devia saber que é humano, ridículo, limitado e idiota (mas não sabe...). Eu devia ter tido apenas um amor platônico... Mas, como disse meu pai: “Um passo só mudará a tua vida.” E eu mudei: larguei o pulha e daí pra cá não vivo mais com ninguém.
Raul Seixas, Titãs, Pixinguinha, Otávio de Sousa

Mundo de Cerol - por Gio

Entre o azul e o magenta
Surge a manhã sob o sol
Lá no alto, se sustenta
Pipa e cauda de cerol

Pais e filhos, sempre aos pares
Rabiola no céu esticada
O vencedor é mestre dos ares
Ao perdedor, não sobra nada

E o calor já me derrete
Eram dez, ficaram sete
Papagaios a voar

É preciso ter destreza
E um pouco de ousadia
Uma manobra, uma proeza
Nesse mundo de fantasia

Quem se esconde, é achado
Não escapará do corte
Combatentes, lado a lado
Entre a habilidade e a sorte

Agora espero a minha vez
De todas, só restam três
Pipas bravas pelo ar

O sol ofusca a visão
E pega o desprevinido
As coisas são como são
O desatento é atingido

Mais radiante que a luz
É o sorriso do restante
Canta, encanta, conduz
A beleza do instante

Avante, o vencedor caminha
No final, só resta a minha
Rabiola a brilhar!




Inspirado em Rabiolas, de Raquel Aiuendi.
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Clarice Lispector e “A Vidente” - Citada por Alba Vieira

A cozinheira é Jandira. Mas esta é forte. Tão forte que é vidente. Uma de minhas irmãs estava visitando-me. Jandira entrou na sala, olhou sério para ela e subitamnte disse: “A viagem que a senhora pretende fazer vai-se realizar, e a senhora está atravessando um período muito feliz na vida.” E saiu da sala. Minha irmã olhou para mim, espantada. Um pouco encabulada, fiz um gesto com as mãos que significava que eu nada podia fazer, ao mesmo tempo em que explicava: “É que ela é vidente.” Minha irmã respondeu tranquila: “Bom, cada um tem a empregada que merece.”
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Memórias de um Seminarista (Parte VI) - por Paulo Chinelate

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UM MUNDO NOVO


O trote do animal nos conduzindo ao interior da “fazenda” tem para mim uma conotação de despedida com o meu passado. A cada curva me parece um convite a desligar-me da meninice vivida até então. Papai e mamãe apertam, ambos, minhas mãos. Não sei se papai está tentando fingir nada sentir. Mamãe, taciturna, não esconde a tristeza que lhe vai n’alma; ainda há pouco apertara, sem perceber, minha mão, num sentido de posse de algo que está por perder.
Desde a porteira de onde fomos recebidos até aqui, calculo já percorremos uns bons três quilômetros. Do lado direito da estrada percebo várias fontes d’água a escorrer dos morros repletos de alta vegetação. Do lado esquerdo, de quando em vez, dentre os arbustos quase cerrados, noto um vale, ora coberto de pastagens ora de áreas cultivadas.
Finalmente chegamos. Ladeamos longa construção com diversas janelas, grande casario fechado aos nossos olhares. Entramos após breve aclive a um pátio à frente de prédio de três andares. Neste espaço um gramado ao centro, tendo de um lado sapotizeiros e d’outro, enfileirados, jambeiros cujos troncos grossos seguram redes de voleibol. Mais além destes últimos um grande galpão encostado ao pé de montanha que ali tem começo. O interessante foi identificar dezenas de portas ao fundo deste pavimento. Percebo serem banheiros enfileirados, não há dúvida. O som de uma cachoeira distante uns cem metros à direita deste ambiente faz-me sentir uma realidade nunca antes vivida. Um mundo novo, diferente e desconhecido inicia-se para mim neste momento. Analiso outros detalhes enquanto o condutor alinha a charrete debaixo de uma passarela coberta que faz a ligação do galpão dos banheiros com o prédio de três andares.
Demonstra que já é praxe para o nosso guia parar ali. Imediatamente aparece um “padre” de idade madura, que nos recebe com largo sorriso. Tem óculos de aros finos e redondos, ares de escritor, professor, eu diria.Se identifica por Irmão Zeno Camata, diretor do “juvenato”.
Papai e mamãe, que primeiro desceram da condução, recebem os cumprimentos de boas-vindas e apontam-me, um pouco afastado deles, como o novo candidato ao seminário.
Instruído em gestos por papai, aperto as mãos do prelado que muito atencioso desdobra-se nas boas-vindas.
Feitas as apresentações, dá ordens ao cocheiro para que conduza as minhas malas ao dormitório dos menores. Adentra-nos por longo corredor no térreo do grande prédio, ladeado de portas envidraçadas donde percebo várias salas de aula com suas envernizadas carteiras.
Entramos em seu gabinete. É um ambiente rústico, sóbrio, diria sombrio, bem diferente da sala enfeitada da diretora do meu ex-grupo escolar.
Faz-me sentar, após meus pais. Apóia-se em cadeira de espaldar alto e fazendo as perguntas de praxe sobre a viagem passa a informar sobre o local que acolherá o novo aluno “juvenista”. Mamãe adivinha minhas dúvidas e pergunta o que é “juvenista”. Simpaticamente e demonstrando agrado responde que se trata de aluno de juvenato ou internato que acolhe candidatos para serem Irmãos Maristas. Nos olhamos sem entender muito. Não tivemos muitas explicações na visita do padre, digo, Irmão, quando em Juiz de Fora. Segue-se maior explanação do bom homem: trata-se de uma organização religiosa que forma religiosos para a missão de educar jovens em todo o mundo. Eu iria iniciar os estudos no curso de admissão que antecede o ginásio.
Acho estranho, mas não dedico maiores atenções. Irmão, padre, vigário, bispo… para mim, vestiu batina é padre.
Depois de longa meia hora, justo quando ouvi burburinho de vozes quebrando o silêncio daquela clausura, somos convidados a sair do escritório e, já no corredor, instado pelo reverendo, um rapaz de uns desessete anos ou pouco mais, se apresenta como aluno antigo, encarregado de me conduzir ao dormitório para que eu me apossasse de cama e armário e me desfizesse das malas.
Combinamos nos encontrar mais tarde, indo papai e mamãe para outras bandas daquele imenso casario.
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Clarice Lispector, Apesar de - Citada por Penélope Charmosa

...uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso.
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Pensamento - Enviado por Therezinha

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O segredo não está no que você diz, mas na forma como diz. Sempre que precisar disparar a flecha da verdade não esqueça de molhar sua ponta num vaso de mel.
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