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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quarta-feira, 6 de maio de 2009

As Nossas Palavras IX - por S. Ribeiro

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CONSTATAÇÃO


atrás do vento
houve o passado.

o tempo para lamentar
me fez correr.
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Visitem S. Ribeiro
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À Espera de um Milagre - por Ana

Bem... Stephen King. À parte o maniqueísmo escandaloso, uma boa ideia que foi igualmente bem desenvolvida. Ótimas atuações, inclusive do ratinho.



Sinopse: Cineclick
Trailer: Spout
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E você? Que filme gostaria de comentar aqui?
Frank Darabont

Sanaya Roman, Duane Packer e a Imaginação - Citados por Alba Vieira

Sua imaginação tem um alcance maior do que você pensa. É o vínculo mais íntimo com a alma. Não é limitada por programas, crenças e medos do passado. A imaginação foi-lhe dada para você poder transcender o mundo físico. Ela lhe dá a capacidade de superar seus limites pessoais e descobrir seu maior potencial. Sua imaginação pode viajar para qualquer dimensão ou mundo. Pode criar caminhos futuros inimaginados para você e ajudá-lo a ver os possíveis resultados de várias opções.
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O Campeão Paulista - por Escrevinhadora

Não ia falar sobre futebol aqui, mas já que alguém começou... O Timão foi Campeão Paulista. Invicto, é bom que se diga. Graças a meu São Jorge, nosso santo guerreiro. E graças também ao Ronado Fenônemo, ídolo de todas as torcidas, inclusive as adversárias. Ah, e sem esquecer de São Felipe, que defendeu nosso gol.



Comentário em “Sou Vice, Sim, com Muita Honra”, de Clarice A.
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Bíblia: Comportamento Cristão - por José Ivo

O QUE É CERTO, O QUE É ERRADO
Cada um de nós, é uma personalidade individual, vivendo numa sociedade de multiplas facetas da vida.
O que é certo para um, é errado para outro, dependendo da educação, cultura, maneiras de ser e sensatez de cada um.
Assim, temos uma permutação de casos a serem considerados no dia a dia, de hora a hora, para confusão e armadilhas para a nossa mente.
Isto é a vida terrestre!!!
A vida é uma batalha entre o bem e o mal.
Estamos a falar de DEUS e do diabo, respectivamente.
No caso de alguém crer e adorar o único e verdadeiro DEUS que temos, esse sabe o que é certo e errado, e actua de acordo.
Porém outros que manipulam a verdade, à sua discreção e conveniência, para seu próprio benefício, e satisfazerem os seus desejos, viverão no seu próprio mundo, desviados da verdade.
Outros ainda, que negam a única verdade, e inventam outra que não é a verdade, viverão completamente fora do universo cristão, e serão parte do mundo anti-cristão.
O que se diz e o que se faz, é inteiramente prerrogativa e escolha de cada um. Todos nós temos o direito de escolher o que queremos ser, mas não temos o direito de impormos a outros, as crenças e ideologias que acreditamos, quer elas sejam verdadeiras ou não.
Numa sociedade subjugada por ditadura, os que têm poder e atitude do “QUERO, POSSO E MANDO”, podem muito bem criar uma sociedade de revoltados contra DEUS, se assim o consentirmos.
Os que consentem, talvez por terem má formação espiritual, ou personalidades fracas, ou fracas de espírito, farão parte da sociedade fantoche, manipulados pelos lordes da ditadura.
Os que não consentem, serão marginalizados, apontados e perseguidos como inimigos da ditadura.
E é por isso que há tumultos e guerras.
Como exemplo menciono a guerra entre católicos e protestantes na Irlanda, a guerra entre islâmicos (anti-cristãos) contra cristãos no Médio Oriente, a guerra entre judaismo e islâmicos na Palestina etc.
Uma coisa é certa!!! Mesmo fazendo parte duma sociedade de ditadores, a escolha é nossa, de ser simpatizante ou não, dessa sociedade.
LIBERDADE DE ESCOLHA E SEM CONDIÇÕES!!!
Há porém, situações chantagistas, para nos obrigar a fazer ou dizer coisas para agradar aos membros ditadores, em troca de beneces atractivas.
SÓ O FAZ QUEM QUER, EMBORA SUJEITO ÀS CONSEQUÊNCIAS.
SÓ SE TORNA ESCRAVO DA DITADURA QUEM O CONSENTIR.
Quando nós, por nossa decisão, identificamos o mal, e não queremos fazer parte dele, deveremos a todo o custo e na medida do possível, exterminar o mal, e se não o pudermos fazer, afastarmo-nos do mal, para não sermos contaminados, ou imediatamente ou uns tempos depois.
SIM É SIM, E NÃO É NÃO

COMPORTAMENTO HUMANO
O instinto natural do homem é “retribuir”, quando somos atingidos pelo mal.
“OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE”! Isto é da nossa natureza. Nascemos assim.
Uma multitude de desculpas são dadas para salvaguardar o nosso ego ofendido e sentimentos magoados, interferindo com a nossa personalidade, e funcionamento normal de qualquer indivíduo.
Uma coisa é certa - Sem pensar, a retribuição é igual ou pior de quem nos ofendeu, e magoamo-nos automaticamente. Isto é certo ou errado?
Errado!!! Colocamo-nos ao mesmo nível de quem nos ofendeu!!!
Em vez de retribuir, tomar uma atitude e conduta responsável, e ignorar a ofensa e afastar-se de quem causou ofensa.
Alguns dirão que outros não aprendem com palavras mas sim com acções.
Acção, vale mais que mil palavras. Verdade. Mas o que não é verdade é - “DOIS MALES NÃO FAZEM UM BEM”.
E ainda mais, é muito mais difícil virar costas a uma ofensa do que retribuir a ofensa. Quem virar costas a uma ofensa, é vitorioso, e resolveu um problema com bastante dignidade e responsabilidade.
Esta conduta é classificada com “BOM COMPORTAMENTO CRISTÃO”.

RESPEITO
Entre duas ou mais pessoas, o respeito é o requisito mais importante, para uma existência pacífica, e uma vida com significado e harmonia.
SE QUERES SER RESPEITADO, RESPEITA OS OUTROS.
NÃO FAÇAS AOS OUTROS O QUE NÃO GOSTAS QUE TE FAÇAM A TI.
Não pode haver melhores “slogans” para retratar o respeito.
Muitas coisas diabólicas que afectam a humanidade são resultado da falta de respeito.

VIVER E DEIXAR VIVER
Evitar-se-iam muitos problemas se esta atitude fosse seguida.
Respeito significa cuidar e ter consideração pelas outras pessoas.
Quantas pessoas, egoistas, só pensam nelas, e usam outras como peões para atingir os seus fins, irrespectivamente do custo envolvido?
Não só entre desconhecidos, mas tambem entre familiares, demonstrando uma completa falta de amor.

A PALAVRA DE DEUS
Quando falo com bastantes pessoas, noto que quando menciono a palavra de DEUS em conversa, eles começam a sentir-se desconfortáveis e esquivos. Outros mudam de assunto imediatamente.
Porquê? Por variadíssimas razões, entre elas, o ignorarem absolutamente a presença DELE nas nossas vidas, e os SEUS ensinamentos. Senso de culpa.
Estudando a BIBLIA, deslumbrei as seguintes passagens:
João, c.13, v.34/35
“UM NOVO MANDAMENTO VOS DOU: QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS; COMO EU VOS AMEI A VÓS, QUE TAMBÉM VÓS, UNS AOS OUTROS VOS AMEIS. NISTO TODOS CONHECERÃO QUE SOIS MEUS DISCÍPULOS, SE VOS AMARDES UNS AOS OUTROS.”
João I, c.4, v.7
“AMADOS, AMEMO-NOS UNS AOS OUTROS, PORQUE O AMOR É DE DEUS, E QUALQUER QUE AMA É NASCIDO DE DEUS, E CONHECE A DEUS.”
João I, c.4, v.20/21
“SE ALGUEM DIZ: EU AMO A DEUS, E ABORRECE O SEU IRMÃO, É MENTIROSO... E DELE TEMOS ESTE MANDAMENTO: QUE QUEM AMA A DEUS, AME, TAMBEM O SEU IRMÃO.”
Pergunta crucial:
Devo eu amar os diabólicos e os satânicos?
A resposta está na palavra de DEUS que nos diz:
Romanos, c.16, v.17/20
“E ROGO-VOS IRMÃOS, QUE NOTEIS OS QUE PROMOVEM DISSENSÕES E ESCÂNDALOS, CONTRA A DOUTRINA QUE APRENDESTES; DESVIAI-VOS DELES. PORQUE OS TAIS NÃO SERVEM A NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, MAS AO SEU VENTRE; E, COM SUAVES PALAVRAS E LISONJAS, ENGANAM OS CORAÇÕES DOS SÍMPLICES...COMPRAZO-ME POIS EM VÓS; E QUERO QUE SEJAIS SÁBIOS NO BEM, MAS SÍMPLICES NO MAL. E O DEUS DE PAZ ESMAGARÁ EM BREVE, SATANÁS, DEBAIXO DOS VOSSOS PÉS. A GRAÇA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO SEJA CONVOSCO. AMEN.”
TENHAM UM BOM COMPORTAMENTO CRISTÃO.
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Peixes - por Kbçapoeta

Peixe de duplo sentido,
Tão poeta e desvalido,
Não se interpreta
sua obscura razão.
Procura a noite mágica,
sua beleza mais tênue
para descrever em versos,
belezas, idiotices e outros gestos vãos.




.....................Visitem Kbçapoeta
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Traição - por Vicenzo Raphaello

Prazer maior não há
No prazer da conquista
Jogar charme
Dizer palavras tolas que iluminam os olhos
Bloqueiam a razão

Insensatez

Como é bom
Envolver com gestos
Olhares
Insinuações
Os desejos ainda não declarados

O jogar charme
Que naturalmente flui
Sem controle
Tolo
Generoso

O ridículo não conta
Pois aceito
Retribuído é

O primeiro toque
Inesquecível
O vibrar de todas as sensações
O vibrar da excitação
Como é bom

Não há culpa
Remorsos

Quem sabe depois
Mas depois outra história é
De cínico me faço

Junto à mulher companheira
Todos os encantos aprendidos
Noutras conquistas
Conquistadas
Sobre ela derramos o aprendizado
Culpa não há
Ser cínico não é tão ruim.
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terça-feira, 5 de maio de 2009

As Nossas Palavras IX

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Wordle: As Nossas Palavras IX
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Clique na imagem para ampliar
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Imagem: Wordle
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Yogaswami em As Nossas Palavras VIII - Enviado por Adhemar

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Seja leal para consigo mesmo. Não altere o seu comportamento apenas para contentar os outros.


Visitem Adhemar
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Sou Vice, Sim, com Muita Honra - por Clarice A.

Há muito não acompanho o futebol. Para mim, dia de decisão de campeonato não faz a menor diferença, ainda que um dos times na disputa seja o Botafogo, que escolhi ainda menina para ser o meu time de coração. Pode ser que tenha sido por influência de um tio botafoguense roxo, mas acho que foi principalmente pelo fascínio que despertou em mim aquela estrela solitária na camisa de listras pretas e brancas. O que desperta a paixão, a escolha? Futebol é coração, é ele que bate descompassado quando nosso time entra em campo para uma partida e quando sai vencedor ou perdedor. Alegria incontida na vitória, tristeza na derrota.
Verdadeiros mestres do ofício já vestiram a camisa alvinegra: Nílton Santos, Didi, Jairzinho, Zagalo e tantos outros, mas, para mim, o maior de todos, o encantador de multidões, mestre do futebol alegria, lúdico, da surpresa, do inesperado, que deixou multidões nos estádios boquiabertas, rindo como crianças com seus dribles desconcertantes e sua ginga, que era certamente o pior pesadelo de seus adversários com a missão impossível de marcá-lo: Mané Garrincha. Um gênio de pernas tortas, uma para dentro e outra para fora, habilidade incomum, deixando para trás 1, 2, 3 e quantos tentassem detê-lo, seguindo adiante até estufar a rede do adversário, no momento emocionante do gol.
Hoje, continuava indiferente à decisão e cercada de flamenguistas por todos os lados: marido, filho, genro, cunhado, sobrinhos, amigo do marido, vizinho da frente, vizinhos dos lados, estes com as bandeiras penduradas em suas varandas. Genro e sobrinho foram ao Maracanã, não perderiam por nada o espetáculo. Ô torcida grande e fiel esta do Flamengo!
O jogo começou e quando ouvi os gritos de Meeeeeeengo seguidos do barulho de fogos, senti um desconforto, aquele que, mesmo sem que estivesse torcendo, o meu time estava perdendo. Foi assim até que ouvi poucos gritos e poucos fogos mais ao longe. Só podia ser gol do Botafogo, que empatou o jogo. Meu adormecido coração botafoguense não resistiu ao apelo. Adoro as viradas, a resposta de que há um adversário que não se entrega, com disposição de luta, a reação redentora.
A imagem do jogador comemorando seu gol, a boca escancarada num grito, as mãos crispadas na camisa sacudindo-a vigorosamente, no gesto do guerreiro que não se entrega. Contagiante.
O jogo foi para os pênaltis. Penso que, teoricamente, o pênalti sempre resultaria num gol. Apenas um homem, guardião de uma baliza enorme, o adversário muito perto sem barreiras, nada que o impeça do chute certeiro. Mas, como se diz comumente, a teoria na prática é outra. A decisão por pênaltis tem variáveis que não se pode desprezar: já foram disputados 90 minutos de jogo, há o cansaço físico e, principalmente, o emocional, pois não é isto que o futebol traz à tona, um sem número de emoções? Imaginem a responsabilidade perante 80.000 pessoas, e como pode ser medida a quantidade de energia que circula no Maracanã num jogo destes? Muito peso para tão jovens ombros.
Agora não mais onze contra onze. Apenas um de cada lado. Lembra os duelos travados ao longo da história entre gladiadores, espadachins, cowboys, com seus escudos e lanças, espadas e colts 45. Na nossa arena moderna, a arma é o corpo guiado pelos sentidos e intuição. O batedor, pés e pernas, decisão sobre o chute: potente e certeiro ou matreiro colocado no cantinho? Visão do gol e capacidade de concentração, coisa praticamente impossível num estádio lotado. O goleiro, as mãos, pernas, percepção para, por mínimos detalhes, saber para que lado vai a bola. Visão, pés, mãos e sua capacidade de voar. Um duelo dos bons.
Pênaltis batidos. Flamengo campeão. No caminho do Botafogo havia uma muralha chamada Bruno, vencedor de três duelos numa única partida.
O Maracanã, pintado de vermelho e preto, explode em alegria, aos gritos de É CAM-PE-ÃO, É CAM-PE-ÃO, É CAM-PE-ÃO! Gritos de puro instinto, berrados sem precisar de comando ou autorização para tal.
Parabéns ao time do Flamengo, ao técnico Cuca que calou os que o estigmatizaram como vice, como se isto fosse pouca coisa, como se chegar a decisões de títulos não tivesse merecimento. Em especial parabéns ao Bruno, determinante na vitória.
Parabéns ao técnico Ney Franco, que certamente soube liderar seu time para a virada, parabéns ao time do Botafogo que, apesar se desfalcado de seu craque, mostrou a que veio.
De minha parte digo que o grito preso na garganta espera a oportunidade de sair. ninguém grita: É VI-CE, É VI-CE, É VI-CE, mas chegamos bem perto, isto é o que interessa. Derrota com sabor de vitória; pelo menos para mim que descobri que, na estrada do jogo, um facho de luz, a estrela solitária ainda me conduz.
Imagino que visto uma camisa listrada preta e branca com uma estrela em seu canto esquerdo e à semelhança do jogador, agarro com força minha blusa de malha na altura do peito e não grito, mas falo alto e em bom som para quem quiser ouvir: SOU VICE, SIM, COM MUITA HONRA! FOOOOOOOOOOGO! FOOOOOOOOOOOGO!
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Estou Lendo... - por Mellon

Os Relógios - Agatha Christie



“Adoro Agatha Christie, tô lendo ‘Os Relógios’ e nem consigo parar!”
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E você? Que livro está lendo?
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São Paulo - por Theodiano Bastos

Conheci São Paulo em 1956 quando ainda estava na FAB, quando servi nas Bases Aéreas de Natal, Salvador e no Campo de Marte, em Santana, por seis meses. Peguei um táxi e fui rever a entrada militar, mas visitas só nos dias de semana e era um domingo. Não conheci mais nada no entorno. Tudo mudou ao longo de tanto tempo. São Paulo naquela época era uma cidade deliciosa, com bondes para tudo quanto era bairro. No Rio Tietê, naquela época, muitos pescavam nas suas margens na Ponte Grande, onde até existia o Clube de Regatas Tietê, no qual eram disputadas as regatas e vejam o que é hoje o Rio Tietê, um esgoto a céu aberto. Na Av. Santo Amaro, um bonde corria sobre trilhos igual ao de uma ferrovia. Não havia ruas. De um lado havia chácaras e do outro um mato ralo e veja o que é hoje a Av. Santo Amaro: uma floresta de prédios. A negócios voltei muitas vezes a São Paulo ao longo do tempo.
Ficamos três dias em São Paulo. Em 21/03/04, assistimos, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, à solenidade de premiação dos trabalhos que participaram da FEBRACE 7, onde seis alunos e três professores de escolas públicas do Espírito Santo representavam o estado na FEBRACE 7 (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia USP/FEBRACE) – “Criatividade e Inovação – Escola Politécnica da USP – Universidade de São Paulo (http://www.lsi.usp.br/febrace/), onde a escola EEEFM CLÓVIS BORGES MIGUEL – Serra, sede – ES, com o Projeto: Robótica na Escola – Lixeira Seletiva Automatizada, tendo como orientador o Prof. Leonardo Máximino Bernardo e como alunos: Cristiano Arndt, Jéssica Laiza Coelho e Jarley Miranda tiveram o trabalho premiado, para surpresa e honra, porquanto concorria com 280 trabalhos. O mesmo trabalho já havia obtido o primeiro lugar no 3º Concurso Jovem Cientista Capixaba, em Vitória, evento realizado pelo Círculo de Estudo, Pensamento e Ação – CEPA – ES (do qual sou fundador e presidente), em parceria com a UFES – Universidade Federal do Espírito Santo.
Em São Paulo ficamos hospedados num hotel na Av. Consolação, nos Jardins, ao lado da Av. Paulista, coração financeiro do Brasil e da América Latina, e assim pudemos ver todo aquele burburinho num entardecer de uma sexta-feira e nos arredores muitos moradores de rua, alguns em situação deprimente. São recolhidos pela assistência social aos albergues, mas voltam para as ruas. Conhecemos o extraordinário Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz. Só São Paulo poderia montar algo tão espetacular. É imperdível.
Sempre que visito uma cidade, costumo pegar um meio de transporte para conhecer as periferias e desta vez resolvemos pegar, no Braz, o trem metropolitano até Rio Grande da Serra, passando pela Mooca, Ipiranga, Tamanduateí, São Caetano, Utinga, Prefeito Saladino, Santo André, Capuava, Mauá, Guapituba, Ribeirão Pires e, finalmente, Rio Grande da Serra, de onde voltamos no mesmo trem. De cinco em cinco minutos sai uma composição, com modernos vagões, semelhantes aos usados pelo metrô. Vimos muitos prédios de indústrias desativadas que mudaram para o Nordeste, chamando atenção o da cervejaria Antártica, em Santo André, e a quantidade de composições abandonadas e apodrecidas. Vendedores ambulantes entram e saem dos vagões oferecendo todo tipo de guloseimas e quinquilharias. Uma vez, havia seis ambulantes no mesmo vagão apregoando e um idoso pedindo esmolas usando uma bengala e que foi escorraçado por um passageiro que o conhecia e denunciou como vigarista, pois não tinha nenhuma deficiência física e queria se aproveitar.



Theodiano Bastos é escritor, autor dos livros:
O Triunfo das Idéias, A Procura do Destino e coletâneas e é fundador e presidente
da ONG CEPA – Círculo de Estudo, Pensamento e Ação, em Vitória – ES
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Provérbio - Enviado por Therezinha

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Não é o lugar que honra o homem, mas o homem que honra o lugar.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Agatha Christie (Biografia) - Enviada por Ana

Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, 15 de setembro de 1890 — Wallingford, 12 de janeiro de 1976), nascida Agatha Mary Clarissa Miller e mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica, autora de mais de oitenta livros e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Seus livros são os mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de William Shakespeare. É conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, dentre outros títulos.
Os seus livros venderam mais de um bilhão de cópias em inglês, além de outro bilhão, em línguas estrangeiras. Agatha foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino.
Casou-se pela primeira vez em 1914, com o Coronel Archibald Christie, piloto do Corpo Real de Aviadores. O casal teve uma filha, Rosalind, e divorciou-se em 1928.
Em sua autobiografia, Agatha descreve o crescente distanciamento entre ela e o marido após a compra de uma casa no campo, quando ele se tornou afeito ao golfe, dedicando a maior parte dos seus fins-de-semana ao desporto. Mas a crise sobreveio quando, após a morte da sua mãe, Agatha precisou assumir a organização da propriedade da família, Ashfield, em Torquay. Ela e o marido combinaram que iriam fechar a sua casa, e ela passaria o verão em Ashfield com a filha Rosalind, enquanto Archibald Christie, que trabalhava em Londres, passaria a pernoitar no seu Clube, na cidade. Com a missão concluída, a família reencontrar-se-ia para uma viagem à Itália.
Agatha passou cerca de três meses separando, sozinha, os documentos e objetos antigos da família, decidindo o que seria doado, jogado fora, distribuído entre os parentes – tarefa que, combinada com o seu sofrimento pela morte da mãe, a mergulhou numa profunda depressão. Na data combinada, Archibald Christie chegou e disse que não desejava mais viajar; por fim, acabou por confessar que, durante a sua temporada sozinho em Londres, se envolvera com outra mulher (Nancy Neele) e queria o divórcio para se poderem casar.
Esses eventos levaram ao colapso nervoso, que culminou com o famoso desaparecimento da escritora.
Em dezembro de 1926, o carro de Agatha foi encontrado abandonado, com as portas abertas, à beira de um lago, sem nenhum bilhete ou indício de seu paradeiro. Foram feitas buscas intensas, sem sucesso; falou-se de rapto, suicídio e assassinato; o marido infiel virou suspeito. No entanto, depois de 12 dias, o empregado de um hotel na cidade de Harrogate contactou a polícia, informando que uma hóspede do hotel parecia-se muito com as fotos divulgadas da escritora desaparecida. Chegando ao local, os investigadores constataram que tratava-se de fato de Agatha Christie, que se havia registado no hotel sob o nome de Theresa Neele (o mesmo apelido da amante do seu marido).
A despeito das diversas teorias aventadas sobre o episódio – inclusive a acusação de que se tratara de um golpe publicitário – a autora jamais entrou em detalhes sobre o acontecido; a declaração oficial foi de que ela tinha sofrido um colapso nervoso, que provocara uma crise de amnésia temporária.
Embora em seus livros autobiográficos não haja quase nenhuma informação sobre o epísódio de seu desaparecimento, acredita-se que, em O Retrato, publicado sob o nome de Mary Westmacott, Agatha conte muito da sua história através da personagem Celia, que pensa em suicídio após ser abandonada pelo marido.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Agatha trabalhou em um hospital e em uma farmácia, funções que influenciaram seu trabalho: muitos dos assassinatos em seus livros foram cometidos com o uso de veneno.
Em 1930, casou-se com o arqueólogo Sir Max Mallowan. Mallowan era 14 anos mais jovem que a escritora, e suas viagens juntos contribuíram com material para vários de seus romances situados no Oriente Médio. O casamento duraria até a morte da escritora.
Em 1971 ela recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico.
Agatha Christie morreu aos 85 anos de idade, de causas naturais, em sua residência. Ela está enterrada no Cemitério da Paróquia de St. Mary, em Cholsey, Oxon.
A única filha da autora, Rosalind Hicks, morreu em 28 de outubro de 2004, também com 85 anos, de causas naturais. Os direitos sobre sua obra pertencem agora a seu neto, Mathew Prichard.

A autora e sua obraAgatha começou a escrever sob influência da sua mãe, que a incentivou a criar um conto, para passar o tempo, enquanto Agatha, entediada, se recuperava de uma forte constipação que a deixara de cama. Ela chegou a duvidar da sua capacidade, mas conseguiu. Continuou a escrever, encorajada por Eden Phillpotts, um teatrólogo amigo da família. Quando já era famosa, disse que, durante muitos anos, se divertiu escrevendo histórias melancólicas, em que a maioria dos personagens morria.
“Dentro de alguns anos, só quero ser lembrada como uma boa escritora de casos policiais.” - Disse ela. E é assim que Agatha Christie permanece na memória de seus fiéis leitores em todo o mundo. Passou a infância e a adolescência num ambiente quase recluso, pois sua mãe se encarregou de dar-lhe formação cultural, proibindo-a de frequentar escolas públicas. Tinha trinta anos quando conseguiu publicar seu livro de estréia, O Misterioso Caso de Styles.
Agatha Christie criou dois tipos inesquecíveis: o detetive belga Hercule Poirot, com suas prodigiosas “celulazinhas cinzentas no cérebro”, e Miss Marple, uma solteirona simpática, observadora sagaz e tão cerebral quanto o detetive belga. Antes de morrer cuidou também de preparar a morte de Miss Marple; e voltou à mansão Styles, cenário de seu primeiro livro, para encerrar a carreira de Poirot em Cai o pano.
Agatha Christie morreu de causas naturais, deixando inconsoláveis milhões de leitores fiéis, e uma fortuna calculada em 20 milhões de dólares.

Romances e contos
1920 - O Misterioso Caso de Styles
1922 - O Inimigo Secreto
1923 - Assassinato no Campo de Golfe
1924 - O Homem do Terno Marrom
1924 - Poirot Investiga
1925 - O Segredo de Chimneys
1926 - O Assassinato de Roger Ackroyd
1927 - Os Quatro Grandes
1928 - O Mistério do Trem Azul
1929 - Sócios no Crime
1929 - O Mistério dos Sete Relógios
1930 - Assassinato na Casa do Pastor
1930 - O Misterioso Sr. Quin
1930 - O Cadáver Atrás do Biombo
1931 - Um Furo Jornalístico
1931 - A Morte do Almirante
1931 - O Mistério de Sittaford
1932 - A Casa do Penhasco
1933 - O Cão da Morte
1933 - Treze à Mesa
1933 - Os Treze Enigmas
1934 - Assassinato no Expresso do Oriente
1934 - O Detetive Parker Pyne
1934 - O Mistério de Listerdale
1934 - Por que Não Pediram à Evans?
1935 - Tragédia em Três Atos
1935 - Morte nas Nuvens
1936 - Os Crimes ABC
1936 - Morte na Mesopotâmia
1936 - Cartas na Mesa
1937 - Assassinato no Beco
1937 - Morte no Nilo
1937 - Poirot Perde uma Cliente
1938 - Encontro com a Morte
1938 - O Natal de Poirot
1939 - O Caso dos Dez Negrinhos
1939 - É Fácil Matar
1939 - O Misterio da Regata e Outras Histórias
1940 - Cipreste Triste
1940 - Uma Dose Mortal
1941 - Morte na Praia
1941 - M ou N?
1942 - Um Corpo na Biblioteca
1942 - A Mão Misteriosa
1943 - Os Cinco Porquinhos
1944 - Hora Zero
1945 - Um Brinde de Cianureto
1945 - E no Final a Morte
1946 - A Mansão Hollow
1947 - Os Trabalhos de Hércules
1948 - Seguindo a Correnteza
1948 - Testemunha de Acusação
1949 - A Casa Torta
1950 - Os Três Ratos Cegos e Outras Histórias
1950 - Convite para um Homicídio
1951 - Aventura em Bagdá
1952 - Um Passe de Mágica
1952 - A Morte da Sra. McGinty
1953 - Cem Gramas de Centeio
1953 - Depois do Funeral
1954 - Um Destino Ignorado
1955 - Morte na Rua Hickory
1956 - A Extravagância do Morto
1957 - A Testemunha Ocular do Crime
1958 - Punição para a Inocência
1959 - Um Gato Entre os Pombos
1960 - A Aventura do Pudim de Natal
1961 - O Cavalo Amarelo
1962 - A Maldição do Espelho
1963 - Os Relógios
1964 - Mistério no Caribe
1965 - O Caso do Hotel Bertram
1966 - A Terceira Moça
1967 - Noite Sem Fim
1968 - Um Pressentimento Funesto
1969 - A Noite das Bruxas
1970 - Passageiro para Frankfurt
1971 - Nêmesis
1971 - A Mina de Ouro
1972 - Memória de Elefante
1973 - Portal do Destino
1974 - Os Primeiros Casos de Poirot
1975 - Cai o Pano
1976 - Um Crime Adormecido
2008 - Poirot Sempre Espera e Outras Histórias
2008 - A Teia da Aranha

Teatro1930 - Black Coffee (Adaptada para o formato de romance por Charles Osborne, publicado em 1997.)
1931 - Chimneys (Adaptação para o teatro de seu romance The Secret of Chimneys, de 1925.)
1937 - Akhnaton (A ação se passa no Egito Antigo, na época do faraó Akhenaton ou Amenófis IV, sua esposa Nefertiti e seu sucessor, Tutancâmon. Publicada em 1973.)
193? - A Daughter’s a Daughter (Escrita no final da década. Adaptada em 1952 para o formato de romance, que foi publicado sob o pseudônimo de Mary Westmacott.)
1943 - O Caso dos Dez Negrinhos (Adaptação para o teatro de seu romance Ten Little Niggers/And Then There Were None, de 1939.)
1945 - Encontro com a Morte (Adaptação para o teatro de seu romance do mesmo nome, de 1938.)
1946 - Murder on the Nile/Hidden Horizon (Adaptação para o teatro de seu romance “Morte no Nilo”, de 1937.)
1951 - O Refúgio (Adaptação para o teatro de seu romance do mesmo nome, de 1947.)
1952 - A Ratoeira (Não se baseia em nenhuma outra obra anterior. Apresentada ininterruptamente desde 1952 em palcos londrinos.)
1953 - Testemunha da Acusação (Baseada no conto constante do volume Witness for the Prosecution and Other Stories, de 1948.)
1954 - Spider’s Web (Não se baseia em nenhuma obra anterior. Adaptada para o formato de romance por Charles Osborne, publicado em 2000.)
1956 - A Hora H (Adaptação para o teatro de seu romance Towards Zero, de 1944. Escrita com Gerald Verner.)
1958 - Veredito (não se baseia em nenhuma outra obra anterior)
1958 - Um Hóspede Inesperado (Adaptada para o formato de romance por Charles Osborne, publicado em 1999.)
1960 - Retorno ao Assassinato
1962 - Rule of Three (Três peças de um ato cada: Afternoon at the Seaside, The Rats e The Patient.)
1972 - Fiddler’s Three (Originalmente escrita com o título de Fiddler’s Five, não chegou a ser publicada.)

Material não publicadoNeve no Deserto (novela romântica)
O Pateta de Greenshore (romance policial, com Hercule Poirot, expandido para a novela “A Extravagância do Morto”)
Chamada Pessoal (novela de rádio em tom sobrenatural, introduzindo o Inspetor Narracott - o “British National Sound Archive” (Arquivo Sonoro Britânico) dispõe de uma gravação)
Manteiga num Prato de Alta Posição (novela de rádio de suspense policial, adaptado de The Woman and the Kenite)
O Portão Verde (sobrenatural)
A Noiva de Guerra (novela romântica/sobrenatural)
O Caso da Bola do Cão (conto, com Poirot, expandido para o romance Dumb Witness e relacionado com o conto: “Como Cresce o Teu Jardim?”)
A Mulher e o Kenite (horror)
Mais Forte que a Morte (sobrenatural)
Sendo Voluntário Demais (novela romântica)
A Última Sessão de Espiritismo (peça de teatro)
Alguém à Janela (peça de teatro policial, adaptada do conto The Dead Harlequin)

Adaptações para o cinema
A obra de Agatha Christie foi sempre bem-vinda ao cinema. Ao longo dos últimos 78 anos, Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence, Mr. Quin, Parker Pyne, e muitos outros personagens têm sido retratados em inúmeras ocasiões:
1928 - Die Abenteuer G.m.b.H. (“O Adversário Secreto”)
1928 - The Passing of Sr. Quinn
1931 - Alibi
1931 - Café Preto
1934 - A Morte do Senhor Edgware
1937 - Amor de um Estrangeiro
1945 - Os Dez Negrinhos
1947 - Love from a Stranger1957 - Witness for the Prosecution
1960 - The Spider’s Web
1962 - Crime, Disse Ela (Baseado em 4.50 from Paddington)
1963 - Murder at the Gallop (Baseado em “Depois do Funeral”)
1964 - Murder Most Foul (Baseado em Mrs. McGinty’s Dead)
1964 - Ahoy, Assassinio! (Um filme original não baseado em nenhum dos livros, embora utilize alguns elementos do livro “Um Passe de Mágica”)
1966 - 10 Pequenos Indianos
1966 - Os Assassinios do Alfabeto (Baseado em “Os Crimes ABC”)
1972 - Noite Infinita
1974 - Crime no Expresso do Oriente
1975 - O Caso dos Dez Negrinhos
1978 - Morte no Nilo
1980 - Espelho Quebrado
1982 - Morte ao Sol
1984 - Ordeal by Innocence1988 - Um Encontro com a Morte
1989 - O Caso dos Dez Negrinhos



Fonte: Wikipédia
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A Surpresa Geral - por Adir Vieira

Aparentemente ele chegou como menino de igreja – serviçal e solícito ao extremo – absolutamente preocupado em atender com a maior presteza aos condôminos do prédio.
Aos poucos foi ganhando a confiança geral e, exercitando sua habitual esperteza, foi se beneficiando de agrados e favorecimentos de grande parte dos habitantes do local.
Sua rotina diária, prescrita pelo síndico, não lhe dava tempo para folgas, pois entre suas tarefas fixas estavam a entrega dos jornais nos apartamentos, a limpeza dos corredores e escadas, a lavagem dos banheiros, o armazenamento do lixo geral e sua retirada para a área de evacuação, além da varrição do pátio e garagens.Não sabemos como, apesar dessa rotina pesada, permanecia fixo, durante quase todo o expediente, no quartinho dos empregados. Via-se que cultivara com muita rapidez a amizade de várias faxineiras que o visitavam em rodízio, ao longo do dia. Tal local situava-se de forma discreta, numa área um pouco retirada, de forma que só alguém bastante curioso e atento iria dar atenção ao fato.
No entanto, um casal de idosos aposentados que fazia de sua varanda sua sala de estar, tamanha a frequência com que o fato se dava, começou a reparar as entradas e saídas das empregadas domésticas no tal quartinho.Umas traziam lanches embrulhados, outras verdadeiros almoços em marmitas, bem como refrigerantes em litro e outras, ainda, camisas nos cabides, passadas com o maior esmero.
Sem chamar a atenção do síndico e de outros empregados, o casal passou a fiscalizar, com insistência, os serviços do tal faxineiro e, de pronto, constatando que deixavam muito a desejar, iniciaram um exército de reclamações em cima do síndico que não lhes deu ouvidos, achando-os por demais exigentes.
Sem as ações positivas esperadas, reuniram-se com um grupo de moradores respeitados e usaram dos livros de reclamações da administração, o que gerou uma assembléia extraordinária onde o grupo conhecedor da questão convocou também os patrões das empregadas domésticas envolvidas.
Posteriormente, os patrões, mediante o que ouviram na assembléia, verificaram armários e despensa de suas casas, constatando grande baixa nos estoques e ao confrontarem contas de energia elétrica comprovaram a elevação dos valores.
Decidiram, quase por unanimidade, dispensar suas empregadas, alegando crise financeira, desemprego etc.
Questionado quanto ao empregado relapso, o síndico não aceitou fazer o mesmo, dizendo que as visitantes eram de maior idade e se ali permaneciam não era culpa do empregado do prédio.
Às indagações de serviço mal feito e vadiagem, respondeu que não eram motivos para demissão.
No entanto, foi grande a devastação e, surpreendentemente, no dia seguinte à reunião, o silêncio era geral no prédio e mesmo quem não compareceu à Assembléia cochichava pelos corredores que algo de muito sério teria acontecido.
Foi aí que ficamos sabendo de um telefonema da Administradora informando sobre o pedido de demissão do faxineiro. Contaram que ele, antes de sair no dia anterior, fez questão de divulgar que era o agenciador do síndico que usava o dinheiro do condomínio, emprestando-o a juros às empregadas e a outras pessoas.
Cada vez mais me convenço de que gente boa e honesta hoje em dia é como agulha em palheiro. Muito difícil de encontrar!



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Analogias - por Alba Vieira

Para bom observador, tudo são analogias, similaridades...
Depois da perda, o dia seguinte é como o sol que nasce e estala de tão quente, após a chuva pesada.
O tempo de chuvas foi triste, sombrio, porém deu fluxo à vida, limpou as folhas velhas das árvores, arrasou, destruiu muitas coisas que já não tinham mais razão de ser. Esfriou, fez os corpos gélidos, contraídos em dor.
E agora, o sol que chega outra vez, traz vida nova aos corações e, da mesma forma que seca as gotas de chuva nas folhas mais vivas, resistentes que sobraram nas copas das árvores, enxuga as lágrimas das faces que, após os soluços de dor, ganham novo brilho e luz para esperar um novo dia.
Tudo na existência é manifestação da perfeição.
Os símbolos nos auxiliam a compreender onde se encontra o belo.



Visitem Alba Vieira
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Caetano Veloso e a Individualidade - Citado por Clarice A.

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Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.
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Franz Kafka, Sem Retorno - Citado por Penélope Charmosa

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De certo ponto em diante, não há retorno possível. E é nesse ponto que é preciso chegar.
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Poços de Caldas - por Theodiano Bastos

Poços de Caldas está localizada ao sul de Minas Gerais, bem próximo da divisa entre São Paulo e Minas Gerais. O município está a 1.186m de altitude, na Serra da Mantiqueira e fica dentro de uma cratera de um vulcão adormecido há milhões de anos, informam os geólogos que levaram equipamentos modernos e atestaram: “O vulcão está extinto”... A cidade possui mais de 155 mil habitantes e cerca de 70 milhões de metros quadrados de áreas verdes, além de reservas da Serra de São Domingos.
Poços de Caldas, ou Poços, como carinhosamente chamam seus simpáticos e acolhedores habitantes, conta com uma série de pontos turísticos de grande beleza natural, entre os quais destacamos o Recanto Japonês, o Cristo Redentor, que só perde para o do Rio em tamanho, Fonte dos Amores, o teleférico, Relógio Floral, Thermas Antônio Carlos, Basílica N. S. da Saúde e as lindas majestosas praças e parques com expressiva qualidade ambiental e paisagística e um povo hospitaleiro. Poços tem uma grande rede de bons hotéis, destacando-se o majestoso Palace Hotel e o Hotel Minas Gerais, no qual nos hospedamos por três dias. A cidade é muito frequentada pelos paulistas, principalmente os que vêm de Campinas e lotam os hotéis de quinta a domingo e na alta temporada.
Poços faz parte do Circuito das Águas e no passado a cidade era procurada por pessoas doentes por suas águas sulfurosas. O tratamento era de 21 dias para diversas enfermidades. Chama a atenção dos que visitam a cidade o moderno monotrilho, cujos pilares margeiam o rio que corta a cidade, talvez o único do Brasil, desativado há mais de cinco anos, e que foi construído por uma empresa local para ligar o moderno Terminal de Linhas Urbanas ao Terminal Turístico e Rodoviário; dois modernos e lindos vagões estão abandonados no Terminal de Linhas Urbanas. Conversamos a respeito com a primeira dama do município, Sra. Marlene, com o assessor do prefeito, José Paulo e por e-mail apelamos ao prefeito Paulo César Silva para que encontrem meios para reativar o monotrilho, porquanto será mais um importante atrativo turístico para a cidade.



Theodiano Bastos é escritor, autor dos livros:
O Triunfo das Idéias, A Procura do Destino e coletâneas, e é fundador e presidente

Provérbio - Enviado por Therezinha

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A posse é a sepultura do desejo.
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