Atrás de uma linha difusa
um passo que passa
na sombra da massa confusa
e cheia de graça...
A graça da linha curva
a curva da estrada que passa
arcada que não segura
se mostra a curva da porta
importa que não se acha
mas foge achando graça...
Graça que não se procura
nas letras emaranhadas
formadas por linhas confusas
em portas baixas
em ponta sujas
em limpas vidraças
do vidro que não embaça
embora a nuvem que passa
turve a vista
nuble a praça...
E faça uma sombra precisa
contornando a paixão indecisa...
[Adhemar - São Paulo, 04/03/2014]
Samuel Marinho sobre LIMBO + poema
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