Pés afundados em putrefata lama
Escuridão subindo em minha garganta
Ínfima parte de fútil trama
Que os indesejáveis sempre levanta
Tudo era mais simples na infância
Antes do início de tal espetáculo
Criada por homens em sua ganância
Esmaga todos em seu tentáculo
Não há agasalho para este frio
Mas sei que um dia pude evitá-lo
Ventre materno em dia sombrio
Me protegia, até abandoná-lo
Desolado estou na selva de concreto
Onde coisas inúteis recebem aumento
E tudo que quero é voltar ao afeto
Quero de minha mãe quente acalento
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Samuel Marinho sobre LIMBO + poema
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Este novo livro de Sebastião Ribeiro nasce num território de suspensão.
Não se trata apenas de um estado emocional, mas de uma experiência de
desloc...
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