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Samuel Marinho sobre LIMBO + poema
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Este novo livro de Sebastião Ribeiro nasce num território de suspensão.
Não se trata apenas de um estado emocional, mas de uma experiência de
desloc...
Um comentário:
Bandeira, em Desencanto,
faz verso como quem morre.
Mas morrer não é encanto;
é passatempo que corre.
De desalento, de desencanto
que a paciência me torre.
Não tens motivos pra pranto,
quem sabe, tomar um porre.
Morte é produto acabado.
Millôr já disse afobado;
nós somos matéria prima.
Encanto é admirado,
perseguido, almejado,
encantado em nossa rima.
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