Carros velhos, usados
Com defeitos a valer
Vazam óleo não engrenam
E que nas ladeiras da vida
Teimam em não subir
Voltam sempre para trás
Dão ré para os velhos caminhos
Não têm força na ladeira
E os pneus? Já tão velhinhos
Manual já não existe
Perdeu-se ao longo do tempo
A nova dona coitada
Deve ter sido tapeada
Comprando o exterior
Carro velho e batido
Carro usado e remendado
Por um excelente pintor
Com o tempo tudo volta.
Os defeitos são iguais
E a dona antes contente
Consegue um novo cliente
Para com todo jeitinho
Passar o bagulho pra frente!
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Samuel Marinho sobre LIMBO + poema
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Este novo livro de Sebastião Ribeiro nasce num território de suspensão.
Não se trata apenas de um estado emocional, mas de uma experiência de
desloc...
Um comentário:
ADOREI!
Todas as vezes em que passo por esse post eu paro para ler e rir!
Muito bom! Altamente criativo!
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