Um segredo guardado…
Um desejo calado;
Um anseio disfarçado!
Cuida! Cuida de mim…
Que minha alma está cansada.
Cuida! Cuida de mim…
Que não encontro forças para cuidar.
A pele arde,
Os músculos estão retraídos…
Os olhos arregalados…
Pés colados ao chão.
Uma tremenda dificuldade de gritar.
Berrar esse grito guardado, segredado.
Dói.
Uma dor antiga, latente.
Sempre emudecida
Por não achar-se no direito
De doer.
Cuida! Cuida de mim…
Que cansei de lutar.
Cuida! Cuida de mim…
Que cansei de cuidar.
Perdi meu lugar… antigo, velho.
Mas não sei qual é meu lugar agora.
Cuida! Cuida de mim…
Que estou perdida.
Cuida! Cuida de mim…
Que preciso retornar.
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Samuel Marinho sobre LIMBO + poema
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